Olá! Aqui está mais um post da rubrica "Comprar o livro pela Capa". Desta vez, o livro escolhido é "A Águia do Império", de Simon Scarrow. O primeiro volume de uma saga publicada pela Saída de Emergência, apresenta duas personagens que já cativaram os apreciadores de histórias passadas nas legiões romancas: Cato e Macro.
O primeiro volume foi publicado em Portugal em 2006. Uma capa simples, onde o vermelho predomina, possui elementos característicos da escultura romana, onde o branco ganha destaque. Com uma ligação direta à literatura histórica, a característica mais interessante desta imagem encontra-se na sua lombada. Esta parte do livro foi projectadapara que, em conjunto com os volumes seguintes, seja apresentada uma nova imagem, o que acaba por fornecer uma decoração muito interessante.
Com o intuito de atrair mais leitores, a editora optou por mudar a imagem da série. Como tal, A Águia do Império recebeu uma segunda capa. Mais moderna, é dotada de elementos simples, onde se dá destaque ao archote e ao acampamento. O céu de tons vermelhos e laranja sugere aventura, batalhas e muitos momentos perigosos. O nome do autor ganhou maior relevância, numa demonstração de que Simon Scarrow se tornou conhecido no mercado editorial nacional.
A terceira capa está associada à edição de bolso deste livro. Os elementos são idênticos aos da segunda capa, sendo que a única mudança relativa está associada à cor de fundo. Assim, as chamas do archote ganham maior destaque devido ao contraste do céu azul escuro desta edição.
Votem naquela que vos levaria a comprar o livro mais rapidamente!
Opinião a este livro aqui.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
Opinião: A Profecia da Águia (Série da Águia #6)
Título original: The Eagle's Prophecy (2005)
Autor: Simon Scarrow
Tradutor: José Saraiva
ISBN: 9789896372408
Editora: Saída de Emergência (2008)
Sinopse:
Estamos na primavera de 45 D.C. e os centuriões Macro e Cato, dispensados da segunda legião, encontram-se retidos em Roma a aguardar julgamento pelo envolvimento na morte de um oficial. Mas não é apenas o seu futuro que parece incerto... Piratas sanguinários capturaram três pergaminhos délficos que são absolutamente vitais para a segurança de Estado. Estes documentos têm de ser recuperados e os piratas destruídos.
Sabendo que Macro e Cato têm a coragem e o engenho para levarem a cabo uma missão dessas, o chefe dos serviços secretos imperiais faz-lhes uma proposta que não podem recusar. Infelizmente vão trabalhar às ordens de Vitélio, um velho inimigo que desprezam e de cuja fidelidade a Roma duvidam. Os três oficiais partem de Ravena na frota imperial, mas os piratas são avisados e infligem uma pesada derrota aos romanos. Em menor número, minados por rumores de traição e fragilizados pela inépcia de um Vitélio desesperado por se redimir, Macro e Cato vão ter de operar um verdadeiro milagre para salvar as suas vidas... e evitar a destruição do Império.
Opinião:
A Profecia da Águia marca uma reviravolta na série. Depois de termos acompanhado a vida e as aventuras de Macro e Cato nas legiões pela Germânia e Britânia, eis que os nossos heróis integram um grupo inesperado: a marinha romana.
É curioso, pois pouco se fala sobre a marinha desta civilização. Assim, o leitor fica a conhecer um pouco mais sobre os equipamentos, técnicas e modos de vida dos homens que combatiam nesta posição, o que revela ser uma lufada de ar fresco para a série. Quem não aprecia muito esta mudança é Macro e Cato: o primeiro detesta os fuzilieiros devido a problemas passados, o segundo tem um estômago sensível ao mar. O que tudo isto quer dizer? Muitos conflitos e peripécias que expõe a coragem das personagens e que propiciam ao leitor momentos mais divertidos.
Quem acompanha a série repara que não são feitas grandes alusões à mitologia da época. Contudo, isso muda um pouco com este livro, uma vez que a missão é motivada pela obtenção de uns pergaminhos délficos. Existem certas circunstâncias que exploram a crença das personagens, apesar de forma muito ténue,já que toda a escrita está voltada para a ação. Tenho pena que assim seja, pois gostaria de perceber até que ponto a religião está impregnada na vida dos protagonistas.
Os fãs de Macro vão adorar este volume que expõe e explora a vida passada do centurião. Surgem os motivos que podem ter despoletado a personalidade desta personagem, tudo inserido num ambiente que junta o dramatismo com a comicidade.
Este livro marca também o regresso de uma das personagens mais odiadas: Vitélio. O legado volta a mostrar uma dupla face, a colocar os heróis em perigo e, no final, deixa a ideia que a sua ambição o vai levar a medidas mais drásticas para a obtenção de poder nos próximos volumes.
Leitura simples, apesar dos novos conceitos, A Profecia da Águia continua a cumprir o que os volumes anteriores habituaram: uma leitura interessante, divertida e repleta de ação que se faz num ápice. Apesar de se tratar de um tema remoto a uma época passada a linguagem utilizada é atual, o que facilita o acesso à informação. Quem gostou dos volumes anteriores vai, com toda a certeza, apreciar este.
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (Série da Águia #1)
O Voo da Águia (Série da Águia #2)
As Garras da Águia (Série da Águia #3)
A Águia e os Lobos (Série da Águia #4)
A Águia de Sangue (Série da Águia #5)
Autor: Simon Scarrow
Tradutor: José Saraiva
ISBN: 9789896372408
Editora: Saída de Emergência (2008)
Sinopse:
Estamos na primavera de 45 D.C. e os centuriões Macro e Cato, dispensados da segunda legião, encontram-se retidos em Roma a aguardar julgamento pelo envolvimento na morte de um oficial. Mas não é apenas o seu futuro que parece incerto... Piratas sanguinários capturaram três pergaminhos délficos que são absolutamente vitais para a segurança de Estado. Estes documentos têm de ser recuperados e os piratas destruídos.
Sabendo que Macro e Cato têm a coragem e o engenho para levarem a cabo uma missão dessas, o chefe dos serviços secretos imperiais faz-lhes uma proposta que não podem recusar. Infelizmente vão trabalhar às ordens de Vitélio, um velho inimigo que desprezam e de cuja fidelidade a Roma duvidam. Os três oficiais partem de Ravena na frota imperial, mas os piratas são avisados e infligem uma pesada derrota aos romanos. Em menor número, minados por rumores de traição e fragilizados pela inépcia de um Vitélio desesperado por se redimir, Macro e Cato vão ter de operar um verdadeiro milagre para salvar as suas vidas... e evitar a destruição do Império.
Opinião:
A Profecia da Águia marca uma reviravolta na série. Depois de termos acompanhado a vida e as aventuras de Macro e Cato nas legiões pela Germânia e Britânia, eis que os nossos heróis integram um grupo inesperado: a marinha romana.
É curioso, pois pouco se fala sobre a marinha desta civilização. Assim, o leitor fica a conhecer um pouco mais sobre os equipamentos, técnicas e modos de vida dos homens que combatiam nesta posição, o que revela ser uma lufada de ar fresco para a série. Quem não aprecia muito esta mudança é Macro e Cato: o primeiro detesta os fuzilieiros devido a problemas passados, o segundo tem um estômago sensível ao mar. O que tudo isto quer dizer? Muitos conflitos e peripécias que expõe a coragem das personagens e que propiciam ao leitor momentos mais divertidos.
Quem acompanha a série repara que não são feitas grandes alusões à mitologia da época. Contudo, isso muda um pouco com este livro, uma vez que a missão é motivada pela obtenção de uns pergaminhos délficos. Existem certas circunstâncias que exploram a crença das personagens, apesar de forma muito ténue,já que toda a escrita está voltada para a ação. Tenho pena que assim seja, pois gostaria de perceber até que ponto a religião está impregnada na vida dos protagonistas.
Os fãs de Macro vão adorar este volume que expõe e explora a vida passada do centurião. Surgem os motivos que podem ter despoletado a personalidade desta personagem, tudo inserido num ambiente que junta o dramatismo com a comicidade.
Este livro marca também o regresso de uma das personagens mais odiadas: Vitélio. O legado volta a mostrar uma dupla face, a colocar os heróis em perigo e, no final, deixa a ideia que a sua ambição o vai levar a medidas mais drásticas para a obtenção de poder nos próximos volumes.
Leitura simples, apesar dos novos conceitos, A Profecia da Águia continua a cumprir o que os volumes anteriores habituaram: uma leitura interessante, divertida e repleta de ação que se faz num ápice. Apesar de se tratar de um tema remoto a uma época passada a linguagem utilizada é atual, o que facilita o acesso à informação. Quem gostou dos volumes anteriores vai, com toda a certeza, apreciar este.
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (Série da Águia #1)
O Voo da Águia (Série da Águia #2)
As Garras da Águia (Série da Águia #3)
A Águia e os Lobos (Série da Águia #4)
A Águia de Sangue (Série da Águia #5)
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Opinião: A Águia de Sangue (Série da Águia #5)
Título original: The Eagle's Prey (2004)
Autor: Simon Scarrow
Tradutor: José Saraiva
ISBN: 9789896372392
Editora: Saída de Emergência (2007)
Sinopse:
Quando as legiões romanas desembarcaram nas costas britânicas em 43 d.C., o plano era conquistar a ilha em alguns meses e fazer dela mais uma província do império. Mas os deuses tinham outros planos. E um ano depois os legionários continuam a ter pela frente um imenso exército de selvagens liderados por Carátaco, um rei destemido e matreiro. Agora, como o Imperador Cláudio precisa de uma vitória urgente para cimentar a sua posição, o momento para esmagar definitivamente Carátaco chegou.
Na véspera da grande batalha, os centuriões Cato e Macro partilham a mesma confiança dos camaradas e sonham com o regresso a paragens mais solarengas depois de derrotarem o líder bárbaro. Mas os deuses voltam a ser caprichosos e a batalha não se desenrola como esperado. Inevitavelmente a culpa desce pela hierarquia até aos dois centuriões e a punição não podia ser mais cruel: um dos amigos terá que matar o outro. Depois de anos de fidelidade ao estandarte da águia, será este o fim dos dois heróis?
Opinião:
Autor: Simon Scarrow
Tradutor: José Saraiva
ISBN: 9789896372392
Editora: Saída de Emergência (2007)
Sinopse:
Quando as legiões romanas desembarcaram nas costas britânicas em 43 d.C., o plano era conquistar a ilha em alguns meses e fazer dela mais uma província do império. Mas os deuses tinham outros planos. E um ano depois os legionários continuam a ter pela frente um imenso exército de selvagens liderados por Carátaco, um rei destemido e matreiro. Agora, como o Imperador Cláudio precisa de uma vitória urgente para cimentar a sua posição, o momento para esmagar definitivamente Carátaco chegou.
Na véspera da grande batalha, os centuriões Cato e Macro partilham a mesma confiança dos camaradas e sonham com o regresso a paragens mais solarengas depois de derrotarem o líder bárbaro. Mas os deuses voltam a ser caprichosos e a batalha não se desenrola como esperado. Inevitavelmente a culpa desce pela hierarquia até aos dois centuriões e a punição não podia ser mais cruel: um dos amigos terá que matar o outro. Depois de anos de fidelidade ao estandarte da águia, será este o fim dos dois heróis?
Opinião:
As jornadas de Macro e Cato, dois centuriões ao serviço de Roma
continuam. Ainda na Bretanha, os dois amigos têm de enfrentar dois perigos: os
nativos da ilha revoltosos e um oficial superior que os pode encaminhar para a
morte.
A Águia de Sangue
fica marcada por mostrar um lado mais negro (pelo menos tendo em conta os
livros anteriores) das legiões romanas. Afinal, o leitor habituado às aventuras
de Simon Scarrow já se deparou com diversas personagens que lutam pela honra, e
por outras que lutam por interesses próprios, mas, agora, encontra figuras que
representam a sede de vingança e a debilidade no exercício de poder.
É interessante observar como a avaliação de bem e mal pode
ser tão ténue. Se em volumes anteriores Cato já ponderava sobre a legitimidade
da conquista, neste livro esse fator torna-se mais evidente. Existem mais atos
cruéis contra o povo nativo, que surgem sem grandes justificações e que lançam
as mesmas questões para o honrado Macro.
Contudo, se por um lado é possível ver o interesse e os
conhecimentos do autor sobre o Império Romano, por outro não se pode dizer
sobre os povos nativos da Bretanha. Existem algumas situações narradas que
deixam dúvidas relativamente à veracidade histórica dos factos apresentados,
nomeadamente no que toca a crenças religiosas e hábitos de vida.
A linguagem utilizada continua a ser muito acessível e
bastante atual. Se, por um lado, este pode ser um fator de agrado, ao mesmo
tempo pode ser desaprovado pelo leitor que procura conceitos mais fiéis à época.
É divertido ver as personagens tratarem-se da mesma forma que nós hoje lidamos
com quem nos é mais próximo, mas é necessário ter a noção de que este não era o
tipo de fala usada na época.
Para os fãs da série da Águia, este é um livro que não
desilude. A relação entre Macro e Cato continua a ser um ponto fulcral, as
batalhas continuam a ser sangrentas, continuam a existir jogos de poder e o
final sugere uma ligeira mudança para as próximas obras.
Outros livros de Simon Scarrow:
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Opinião: A Águia e os Lobos (Série da Águia #4)
Autor: Simon Scarrow
Título Original: The Eagle ant The Wolves (2003)
Tradução: José Saraiva
Tradução: José Saraiva
ISBN: 9789896373825
Editora: Edições Saída de Emergência (2006)
Editora: Edições Saída de Emergência (2006)
Sinopse:
Estamos no ano 44 d.C. e a Segunda Legião de Roma continua a
sua campanha para conquistar a Britânia. É então que Macro e o jovem Cato são
enviados para auxiliarem Verica, líder dos Atrebates, a formar um exército.
Terão que treinar os nativos para que protejam o seu chefe, reforcem o seu
poder e ponham cobro às sucessivas investidas dos inimigos. Mas apesar dos
Atrebates serem aliados, muitos são os que odeiam as legiões e querem resistir
aos invasores romanos.
Cedo Macro e Cato se apercebem que primeiro terão que
conquistar a lealdade dos nativos e só depois atacar o inimigo. Mas conseguirão
sobreviver a uma conspiração que pretende matá-los a eles e a todos os que servem
as águias? No meio desta situação explosiva, Macro e Cato enfrentam o maior
desafio das suas carreiras. E a sua história será de aventura militar, intriga
política e heroísmo, pois só eles estão entre o destino de Roma... e a queda do
império
Opinião:
Mais uma vez, Macro e Cato voltam a protagonizar uma
aventura cheia de perigos, onde a coragem, a astúcia e também a sorte os ajudam
derrotas que podem por em causa a grandeza do império romano.
A trama continua focada na organização do exército e nas táticas
utilizadas para a invasão da Britânia. Em
A Águia e os Lobos, o leitor tem
acesso aos pensamentos de um povo nativo que trava uma importante aliança com
os romanos. Desta forma, existe uma maior exploração social da época, apesar de
continuarem a existir elementos que partem da imaginação do autor para levar a
criar simpatia e dar maior força ao projeto do povo invasor.
O leitor fica com uma maior noção dos riscos subsequente ao
afastamento das legiões na conquista. Também exista um maior desenvolvimento no
que toca ao treino necessário para a criação de um soldado. Foi interessante
observar a dureza com que todos os homens são tratados, independentemente da
classe social e da família de que proveem.
Se as tramas dos volumes anteriores já possuíam uma boa dose
de batalhas sangrentas, A Águia e os
Lobos apresenta mais combates, sempre descritos de uma forma precisa, o que
leva o leitor a imaginar com facilidade as movimentações dos homens, as mortes,
o cheiro a sangue, a dor e a destruição dos cenários.
A componente de intriga regressa, mas, se nos dois primeiros
livros da série esta estava focada na conspiração de romanos contra o império,
agora esta está envolta nas relações entre invasores e aliados da Britânia. É curioso
ver que os conteúdos dos diálogos tentam transparecer amizade quando, na
verdade, as decisões são tomadas mediante interesses próprios.
Uma leitura que não vai dececionar os fãs da série.
Outros livros de Simon Scarrow:
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Opinião: As Garras da Águia (Série da Águia #3)
Autor: Simon Scarrow
Título Original: When The Eagle Hunts (2001)
Tradução: Tiago Rosa
Tradução: Tiago Rosa
ISBN: 9789896372804
Editora: Edições Saída de Emergência (2006)
Editora: Edições Saída de Emergência (2006)
Sinopse:
Na Britânia, à espera das ordens para retomarem a conquista
da ilha juntamente com vinte mil legionários, Macro e Cato aproveitam o momento
para se divertirem. Ao mesmo tempo, um navio romano que transportava a mulher e
filhos do general Aulo Pláucio naufraga na costa da ilha, e esta família
influente é capturada pelos temíveis druidas da Lua Negra.
Desesperado, o General pede a Vespasiano para escolher os
dois homens de maior confiança para resgatar os prisioneiros. A escolha recai
sobre o centurião Macro e o seu optio, Macro. Os dois juntam-se a dois nativos
e tentam descobrir a melhor forma de salvar a família do general numa missão
onde a esperança de regresso é praticamente inexistente.
Opinião:
Com um arrancar lento, “As Garras da Águia” parece ter uma
história um pouco dispersa ao início. Contudo, quando o leitor chega a meio do
livro sente que já não o consegue largar.
Macro e Cato parecem cada vez mais familiares e continuam a
surpreender. Os diálogos insistem em fazer o leitor sorrir, muito graças ao
temperamento volúvel do centurião que, apesar de sentir um grande orgulho nos
seus homens, não hesita em os ameaçar com palavras ríspidas, duras e divertidos
para o leitor. É bom continuar a ver como Cato continua a evoluir entre os
legionários. O escravo do palácio sofreu muito no início da sua carreira e, no último
livro, “O Voo da Águia”, existiram acontecimentos que o deixaram bastante
abalado. Contudo, é um jovem em evolução, ainda imaturo, mas capaz de se
colocar em situações muito perigosas para benefício dos outros, tal como
acontece neste livro.
Simon Scarrow apresenta duas personagens cativantes de
icenos que acompanham a dupla protagonista na missão principal, num clara referência
à história de Boudica, a rainha celta que iniciou uma das revoltas mais
violentas contra os romanos. O autor tomou ainda a liberdade de criar os druidas
da Lua Negra, como forma de mostrar até onde pode ir o extremismo religioso. Contudo,
este fator faz com que os celtas desta trama pareçam mais selvagens do que
aquilo que realmente poderão ter sido, numa tentativa de justificar a conquista
romana. Este fator pode não agradar a todos os leitores.
Este é um livro mais focado numa missão do que os
anteriores, que tinham sempre uma componente de intriga imperial. O final é previsível,
mas existe uma breve revelação que faz com que exista o desejo de pegar no próximo
livro da série o mais rapidamente possível. Terminada a leitura de “As Garras
da Águia”, percebe-se que existe uma evolução na construção de personagens
assim como a nível de enredo. Uma leitura que não dececiona quem gostou dos
dois livros anteriores da série.
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (Série da Águia #1)
O Voo da Águia (Série da Águia #2)
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (Série da Águia #1)
O Voo da Águia (Série da Águia #2)
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Opinião: O Voo da Águia (Série da Águia #2)
Autor: Simon Scarrow
Título Original: The Eagle's Conquest (2001)
Tradução: Luís Rocha
Tradução: Luís Rocha
ISBN: 9789896372224
Editora: Edições Saída de Emergência (2005)
Sinopse:
As legiões romanas finalmente chegam nas costas da Britânia e preparam-se para iniciar uma das maiores campanhas da história do império romano. O centurião Macro e o optio Cato voltam a ter um papel fulcral. Juntamente com a Segunda Legião, os dois amigos terão de combater um imprevisível e feroz inimigo que está disposto a morrer pelas suas terras.
Mas os habitantes da ilha Britânia não são o único perigo a enfrentar. Enquanto definem estratégias para vencer os selvagens no seu próprio território, Macro e Cato vão deparar-se com uma conspiração de poderosos aristocratas romanos que poderá pôr em risco o imperador Cláudio e o futuro de Roma.
Opinião:
O segundo volume da série da Águia volta a provar que Simon Scarrow consegue agarrar o leitor. Com uma escrita simples, diálogos directos e uma intriga envolvente, estão reunidos os ingredientes para bons momentos de leitura.
Desta vez seguimos as personagens até à Britânia. Macro e Cato voltam a agradar apesar de possuírem personalidades tão díspares. Contudo, é fácil perceber que os dois estão cada vez mais cúmplices e que estão a desenvolver uma forte parceria. Para além de se reencontrarem outras figuras muito interessantes, o autor apresenta-nos algumas novas. Destaco Niso, um médico cartaginês que estabelece um diálogo muito interessante com os protagonistas sobre o a visão de invasores e invadidos.
O arranque da leitura pode não ser fácil, uma vez que a primeira parte do livro é muito focada nas tácticas bélicas e nas descrições de batalhas que não são demasiado violentas ou pesadas. Contudo, tudo se torna mais interessante quando surgem as conspirações. O leitor é levado a questionar o que aparenta ser verdade e fica surpreendido com as movimentações de algumas personagens. Os jogos de manipulação são interessantes e mostram que as almas mais bem intencionadas podem provocar grande estragos.
No final, um certo desenlace faz gerar curiosidade acerca do desenvolvidamente de uma determinada personagem no terceiro livro da saga da Águia. Percebe-se ainda que outras personagens históricas vão ser inseridas, o que aumenta o interesse.
Longe de ser uma leitura pesada, "O Voo da Águia" é um livro interessante e que não desaponta quem gostou do primeiro volume da série.
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (primeiro volume da série da Águia)
As legiões romanas finalmente chegam nas costas da Britânia e preparam-se para iniciar uma das maiores campanhas da história do império romano. O centurião Macro e o optio Cato voltam a ter um papel fulcral. Juntamente com a Segunda Legião, os dois amigos terão de combater um imprevisível e feroz inimigo que está disposto a morrer pelas suas terras.
Mas os habitantes da ilha Britânia não são o único perigo a enfrentar. Enquanto definem estratégias para vencer os selvagens no seu próprio território, Macro e Cato vão deparar-se com uma conspiração de poderosos aristocratas romanos que poderá pôr em risco o imperador Cláudio e o futuro de Roma.
Opinião:
O segundo volume da série da Águia volta a provar que Simon Scarrow consegue agarrar o leitor. Com uma escrita simples, diálogos directos e uma intriga envolvente, estão reunidos os ingredientes para bons momentos de leitura.
Desta vez seguimos as personagens até à Britânia. Macro e Cato voltam a agradar apesar de possuírem personalidades tão díspares. Contudo, é fácil perceber que os dois estão cada vez mais cúmplices e que estão a desenvolver uma forte parceria. Para além de se reencontrarem outras figuras muito interessantes, o autor apresenta-nos algumas novas. Destaco Niso, um médico cartaginês que estabelece um diálogo muito interessante com os protagonistas sobre o a visão de invasores e invadidos.
O arranque da leitura pode não ser fácil, uma vez que a primeira parte do livro é muito focada nas tácticas bélicas e nas descrições de batalhas que não são demasiado violentas ou pesadas. Contudo, tudo se torna mais interessante quando surgem as conspirações. O leitor é levado a questionar o que aparenta ser verdade e fica surpreendido com as movimentações de algumas personagens. Os jogos de manipulação são interessantes e mostram que as almas mais bem intencionadas podem provocar grande estragos.
No final, um certo desenlace faz gerar curiosidade acerca do desenvolvidamente de uma determinada personagem no terceiro livro da saga da Águia. Percebe-se ainda que outras personagens históricas vão ser inseridas, o que aumenta o interesse.
Longe de ser uma leitura pesada, "O Voo da Águia" é um livro interessante e que não desaponta quem gostou do primeiro volume da série.
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (primeiro volume da série da Águia)
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Opinião: A Águia do império (Série da Águia #1)
Autor: Simon Scarrow
Título
Original: Under the Eagle (2001)
Tradução: Safaa Dib
Tradução: Safaa Dib
ISBN: 9789896371678
Editora: Edições Saída de Emergência (2006)
Editora: Edições Saída de Emergência (2006)
Sinopse:
O primeiro volume da série da Águia apresenta-nos uma
nova visão das legiões romanas. Como qualquer jovem romano, o liberto Quintus Licinius Cato, amante da literatura e filho de um escravo que caiu nas graças do Imperador Cláudio, afasta-se da vida de palácio e inscreve-se como recruta na Segunda Legião, que está na
Germânia. Para além de ter de se adaptar à rigorosa vida militar, Cato terá
ainda que lidar com o desprezo e ódio dos seus colegas, uma vez que graças aos
contactos que tem em Roma torna-se tenente de um experiente centurião: Macro.
Determinado a obter o respeito dos outros homens
Cato vai tentar dar provas da sua coragem, mas tudo é mais complicado do que parecia
inicialmente. Para além de se envolver em batalhas imprevistas, tem de suportar
uma complicada viagem até à Britânia e é escolhido por Macro para integrar uma
missão secreta. Como se tal não bastasse, percebe que tem à sua volta muitos
homens perigosos e ainda se apaixona por uma escrava.
Opinião:
Escrito em modo de introdução
das muitas aventuras da dupla Macro e Cato, Simon Scarrow apresenta-nos uma
história que não se resume à descrição detalhada das muitas batalhas das legiões
romanas. Neste primeiro volume, o autor foca-se na instrução do jovem Cato, com
que é fácil criar empatia. Ingénuo, meio trapalhão e culto, é uma personagem
interessante que, numa fase inicial, parece não pertencer ao ambiente vivido na
legião. Contudo, alia-se a Macro, um
centurião que parece representar tudo aquilo que o jovem liberto não é: forte,
ágil, corajoso, bruto e… analfabeto. Se ao início parecia não haver qualquer
ligação entre os dois, um acontecimento muito forte vai uni-los e torná-los
complementos.
Mas existem mais personagens
fortes e interessantes para além de Cato e Macro. Destaco o legado Tito Flávio
Sabino Vespasiano, um homem poderoso que personifica a honra, o tribuno
Vitélio, um homem ambicioso capaz de tudo para obter o que deseja, Flávia, a
mulher de Vespasiano, que usa de forma admirável os poucos instrumentos que tem
para fazer a diferença nas intrigas políticas, e Narciso, o secretário do
imperador Cláudio, um liberto que faz tremer homens poderosos, graças á sua
perspicácia e astúcia. Estas personagens acabam por estar ligadas numa intriga
política interessante que existe em paralelo com as batalhas travadas pela legião
e que revela ser um foco de grande interesse.
Os diálogos estão bem
conseguidos, sendo interessante observar a mudança de estilo linguístico das
personagens, para além que o humor utilizado revela-se uma componente bem conseguida
num ambiente de guerra e conspiração.
Confesso que, antes de ler o
livro, temia que as cenas de batalha fosse demasiado extensas, descritivas e
aborrecidas, mas a verdade é que fui surpreendida neste sentido. O autor
explora estes momentos não só através da apresentação das táticas utilizadas e dos pormenores sangrentos,
mas também utiliza as emoções das personagens que nelas estão a combater. Destaco
os momentos inicias de Cato, em que se deixa levar pelos nervos e chega mesmo a
perder a arma e a ocasião em que finalmente se sente um homem da legião ao lado
dos seus colegas.
Contudo, existem certos acontecimentos
que parecem surgir de modo demasiado conveniente para o Macro e o Cato, que
os leva, inevitavelmente a serem considerados grandes heróis, o que pode causar
algum desagrado. Mas a verdade é que no final da leitura fica a
vontade de continuar a acompanhar estas aventuras, até porque existem muitos
mistérios a serem revelados. Os fãs de históricos do género vão adorar!
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