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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Opinião: Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)

Título Original: The Last Olympian (2009)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Marta Pinho
ISBN: 9789724622415
Editora: Casa das Letras (2016)

Sinopse:

Os mestiços passaram o ano inteiro a preparar para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço que é recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais. Enquanto os Olimpianos lutam para travar o monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova Iorque, onde o Monte Olimpo quase não tem vigilância. Cabe agora a Percy Jackson e ao seu exército de jovens semideuses travarem o Senhor do Tempo. Neste muito aguardado quinto e último livro da série best-seller Percy Jackson e os Heróis do Olimpo, a profecia envolve o dia do 16.º aniversário de Percy. E, enquanto luta por travar o fim da civilização ocidental nas ruas de Manhattan, Percy enfrenta a terrível sensação de que, na realidade, está a lutar contra o seu próprio destino.

Opinião:

É uma série dedicada a um público mais jovem, dá logo perceber como vai acabar e tenho sempre a certeza que as personagens principais vão superar todos os obstáculos. E apesar de tudo isto, adoro as aventuras de Percy Jackson. Os livros são sempre tão divertidos! Finalmente consegui ler o último da primeira série criada por Rick Riordan que tem o filho do deus do mar como figura principal. E dos cinco volumes, penso que este é o mais intenso.

A ação é muito rápida, tal como é habitual nesta série. E apesar de existirem vários momentos relevantes, gostei que o autor tivesse dedicado tantas páginas à batalha final contra Cronos. Afinal, era disto que estava à espera e, felizmente, Rick Riordan preparou um confronto épico e que não é cansativo. Porém, também não posso dizer que estava à espera de outro desfecho. Tudo continua a ser previsível.

Existem muitos monstros, muitos perigos, mas também muitos momentos divertidos. É que a tensão é aliviada com situações caricatas, muito comuns nos livros do autor. Existem também alguns mistérios que são desvendados e nota-se a evolução das relações entre personagens. Afinal, Percy continua a ser um jovem que procura perceber o seu lugar no mundo, mas já começa a definir o que quer para o futuro e a mostrar uma personalidade mais madura.

Foi bom assistir ao desfile de personagens ao longo destas páginas. É que praticamente todos voltaram a surgir para aquilo que parece ser uma última despedida. E isso não é feito de forma leviana, mas sim de um modo que faz sentido. Também é bom poder perceber a trama através de diferentes pontos de vista, pois isso torna a história mais rica e interessante.

E deixem que volte a dizer isto: adoro que Rick Riordan consiga incluir tantos aspectos da mitologia grega nos seus livros. Pode não o fazer com rigor, mas faz com originalidade e com a preocupação de explorar a natureza humana. Neste livro, gostei muito da mensagem de que a família, os amigos, o lar têm uma importância imensa para o equilíbrio da alma humana e da sociedade.

O final é muito satisfatório. Rick Riordan fecha um ciclo, mas também consegue deixar este mundo em aberto para novas tramas, tal como veio a provar com "Heróis do Olimpo", a série que se segue a esta. É um livro que possui um tom juvenil, sim, também é verdade que o final não é inesperado, mas não deixa de ser uma história que cativa gerações. Eu gostei de entrar esta aventura!

Opinião a outros livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)

sábado, 7 de março de 2015

Opinião: O Rei (Série Irmandade da Adaga Negra #12)

Título original: The King (2014)
Autor: J. R. Ward
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789724622828
Editora: Casa das Letras (2015)

Sinopse:

Durante séculos, Wrath esteve de costas voltadas para as obrigações do trono. Mas agora, com a ajuda da sua amada companheira, resolve finalmente assumir o manto e o trono do pai. No entanto, o peso da coroa sobre a sua cabeça é brutal. Enquanto a guerra com a Sociedade dos Minguantes prossegue sem dar tréguas e a ameaça do Bando de Bastardos parece finalmente ter atingido o alvo, Wrath é forçado a fazer uma escolha que coloca tudo – e todos – em risco. Beth Randall julgou que estava consciente dos problemas que poderiam surgir quando acasalou com o último vampiro puro-sangue do planeta: nunca seria uma tarefa fácil! Mas quando decide que quer ter um filho, percebe que não estava preparada para a reação de Wrath – ou para a distância que essa decisão criaria entre eles.

Opinião:

Estava muito entusiasmada com a leitura de O Rei. J. R. Ward habitou-nos a dedicar a um livro a um elemento diferente do universo da Irmandade da Adaga Negra, mas este volume volta a ter Wrath como figura central. As leituras anteriores já deixavam antever que o rei dos vampiros estava a ser ameaçado e ficou a ideia de que seria neste volume que iria haver uma grande batalha pelo poder. Era isso que eu esperava e que me deixa com tantas expectativas. Mas infelizmente foi isso que falhou.

O casal Wrath e Beth voltam a ocupar a maior parte da narrativa. É curioso acompanhá-los de perto novamente e tanto tempo depois. Nota-se que a relação de ambos não mudou muito, mas agora eles atravessam um conflito de interesses. Percebe-se a razão de tal acontecer, mas, infelizmente, esse acaba por ser o tema central da história deles. Parece ser ainda mais importante do que o ataque ao poder, e isso já me custou um pouco a aceitar.

Achei o ataque da glymera interessante e adorei os flashbacks do passado que reforçaram a ideia de que a história tende a repetir-se. Sentia-se a tensão no planeamento dos esquemas políticos e percebia-se que estes seriam precedidos de um confronto físico. Contudo, a resposta da Irmandade não foi satisfatória e a forma como contornaram algo maior acabou por parecer insípido. Isto fez com que aquilo que mais se ansiava encontrar neste livro não acontecesse, deixando a sensação de decepção.

Preferia que a autora se tivesse centrado na questão do poder em vez de ter apostado na relação de Wrath e Beth. Percebo que os livros de J. R. Ward têm de dar um grande foco a uma história de amor, mas desta vez não havia necessidade para isso quando havia assuntos muito mais interessantes a explorar. Como tal, este livro que tanto prometia ficou áquem das expectativas, tal como os últimos da saga. Fica a ideia de que a autora está a arrastar a exposição de uma ideia que teve, e tenho a impressão de que quando for apresentada não vai ter o impacto que poderia ter se tivesse surgido mais cedo.

E como se tal não bastasse, mais uma vez J. R. Ward tenta apresentar diversas histórias ao mesmo tempo sem que chegue a conclusões em nenhuma. Isto reforça a ideia de que a autora está a arrastar os livros para além de que faz com que o foco se volte para assuntos mais aborrecidos quando poderia ir para temas mais intensos que envolvessem o funcionamento desta sociedade secreta que tanto me encantou nos primeiros volumes.

O ambiente continua a ser bastante negro e mais personagens secundárias surgem. A linguagem é aquela a que já fomos habituados em volumes anteriores. Devo, contudo admitir que, mais para o fim, detestei um certo diálogo por este conter tantas vogais de modo a exprimir alegria. Isto dá-me sempre a sensação de estar a ler um texto escrito por uma adolescente e isso não me agrada. Nada.

Esperava muito mais deste livro. Infelizmente a autora acabou por escolher o caminho mais fácil e isso fez com que esta obra, que tinha tudo para ser uma das mais marcantes da saga, acabasse por ser mais um volume numa saga que já viu melhores dias. Continua a ter momentos que me agradam, sim, mas não tantos poderia. É pena.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Opinião: Na Sombra da Paixão (Série Irmandade da Adaga Negra #11)

Autor: J. R. Ward
Título Original: Love Conquers All (2013)
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789724622538
Editora: Casa das Letras (2014)

Sinopse:

O grupo de vampiros mais sensuais da ficção está de volta, com a autora J. R. Ward a juntar dois dos elementos mais adorados do mundo da Irmandade da Adaga Negra. Qhuinn, filho de ninguém, habituou-se a estar por sua conta. Expulso da linhagem e rejeitado pela aristocracia, encontrou finalmente uma identidade como um dos mais impressionantes combatentes na guerra contra a Sociedade dos Minguantes. Contudo, a sua vida não está completa. Mesmo perante a perspetiva de vir a ter a sua própria família, sente-se vazio por dentro e entregou o coração a outra causa... Depois de anos de amor não correspondido, Blay ultrapassou os sentimentos por Qhuinn. E já não era sem tempo: o macho encontrou a parceira perfeita numa fêmea Escolhida, e vão ter um filho – aquilo que Qhuinn sempre quis. É difícil imaginá-los como casal, mas quando se constrói uma vida em torno de um sonho vão, o sofrimento está sempre ao virar da esquina. Algo que o guerreiro aprendeu por si próprio. O destino parece ter levado os dois vampiros soldados por caminhos diferentes, mas com o recrudescer da batalha pelo trono, e com novos atores em cena em Caldwell a criarem mais riscos para a Irmandade, Qhuinn acaba por descobrir a verdadeira definição de coragem e dois corações que devem ficar juntos acabam por fim por se tornar num só.

Opinião:

Sigo a  Série Irmandade da Adaga Negra desde o início e, apesar de confirmar que os últimos volumes não me cativaram tanto quanto os primeiros, a verdade é que estes livros de J. R. Ward continuam a ser de leitura obrigatória. E Na Sombra da Paixão era um volume muito aguardado. Afinal, é o primeiro que tem como tema principal uma relação homossexual. A tensão entre Qhuinn e Blay tem vindo a tornar-se cada vez mais evidente ao longo dos livros anteriores, e foi com uma enorme curiosidade que iniciei esta leitura pois queria ver como a autora iria apresentar este relacionamento.

Qhuinn e Blay continuam a lutar pelo preconceito. O primeiro não sabe como lidar com os seus sentimentos e inicia um processo de auto-descoberta. O segundo encontrou formas de mascarar o que sente para não voltar a ser magoado. Isto faz com que o reaproximar dos dois seja um processo lento e no qual é preciso ultrapassar obstáculos criados por eles próprios.

Senti que Qhuinn foi o ponto de foco da autora. Não sei se tal aconteceu por ele ser quem tem de passar por uma maior mudança, mas a verdade é que se nota que Blay é colocado um pouco de parte. Gostei de conhecer melhor o passado de Qhuinn, apesar de graças aos volumes anteriores ter ficado com uma ideia geral do que lhe aconteceu. Quanto a Blay, foi possível ficar a par das suas origens, mas estas acabaram por ser de pouca relevância.

A situação entre Qhuinn e Blay não é fácil de resolver mas penso que a autora escolheu o caminho mais conveniente e não o mais interessante. Afinal, conseguimos adivinhar como tudo vai terminar desde o início da leitura, mas a conclusão arrasta-se devido a um problema que não é resolvido: a falta de comunicação entre estas duas personagens. Isto torna-se frustrante para o leitor, que conhece ambos os lados e quase tem vontade de gritar com as personagens para elas simplesmente falarem. Preferia que a autora tivesse antes escolhido um outro obstáculo e tornasse a leitura mais complexa e atractiva.

Um dos aspectos que mais me desagradou nesta leitura foi o facto de a autora nos apresentar demasiadas histórias paralelas. Já é habitual que J. R. Ward dedica alguns capítulos a outras personagens, com o intuito de nos mostrar como certos casais proseguem nas suas relações ou para nos aguçar a curiosidade com outras personagens que irão ser centrais noutros volumes. Contudo, desta vez, foi demais. Eram demasiados enredos paralelos a acontecer, tantos que cheguei a um ponto em que parei e interroguei-me se este livro seria realmente dedicado a Qhuinn e Blay.

Os capítulos dedicados a de iAm e Trez sugeriam que vem aí livro dedicado a estes dois irmãos. As páginas focadas no Minguante Z foram das mais aborrecidas e nada de novo acrescentaram.  Os capítulos acerca do Rei Warth sugerem problemas maiores que terão de ser resolvidos, mas apesar de ocuparem muito espaço pouco avançaram. A apresentação de Sola e Assail surgiu quase do nada e deixa adivinhar que vem aí um novo casal e um livro dedicado a esta relação. A história paralela que me suscitou mais interesse foi a de Xcor e de Layla, uma vez que é aquela que parece vir a causar mais confrontos. Contudo, são tudo ideias que apenas nos são apresentadas e não terminadas, mais como apresentações de próximos livros. Tudo isso fez com que a história principal deste perdesse impacto e força.

Um dos aspectos que adoro ao ler romances desta série é o ambiente. O livro poderia vir sem capa ou título que assim que iniciasse a leitura iria perceber que este é um livro da Irmandade da Adaga Negra. Felizmente J. R. Ward consegue manter todas estas características em Na Sombra da Paixão. A tensão permanente, a força dos sentimentos, a noção de perigo constante e a intensidade continuam a ser uma constante ao longo da leitura. É ainda bom constatar que a linguagem mantém as suas características, tão directa e crua que ajuda a entrar nas mentes de cada personagem.

Terminada a leitura, devo confessar que não fiquei muito impressionada com a forma como J. R. Ward explorou a relação entre Qhuinn e Blay. Tudo foi feito de uma forma previsível e ficou por explicar melhor como a homossexualidade é aceite dentro da Irmandade. Preferia que a autora se tivesse debruçado mais sobre o quebrar barreiras do que em explorar histórias paralelas que em pouco ou nada contribuíram para o desenrolar dos acontecimentos.

Na Sombra da Paixão vem confirmar que a Série Irmandade da Adaga Negra está a passar por problemas. O sucesso da série parece estar a obrigar a autora a alongar-se e a não encontrar soluções, o que faz com que os livros mais recentes apresentem a mesma fórmula, o que já não suscite surpresa e diminui o interesse. Fiquei um pouco desiludida com este volume que poderia ter sido um dos mais intensos e diferentes de toda a série.

Outras opiniões a livros de J. R. Ward:
Na Sombra da Vingança (Série Irmandade da Adaga Negra #7) 
Na Sombra do Destino (Série Irmandade da Adaga Negra #8)
Na Sombra do Perigo (Série Irmandade da Adaga Negra #9)  
Na Sombra da Vida (Série Irmandade da Adaga Negra #10)
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1) 
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)
Êxtase (Saga Anjos Caídos #4) 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Opinião: Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)

Autor: Rick Riordan
Título Original: The Titan's Curse (2007)
Tradução: Dina Antunes
ISBN: 9789724620251
Editora: Casa das Letras (2011)

Sinopse:

Uma chamada urgente e aflita do amigo Grover é o sinal para Percy Jackson da iminência de mais uma batalha memorável. É também hora de convocar todos os seus poderosos aliados semideuses, de pegar na sua confiável espada de bronze e... ter a ajuda de sua mãe.Os semideuses correm imediatamente em seu auxílio e descobrem que Grover fez um importante achado: dois poderosos meio-sangues, Bianca e Nico di Angelo, cujo parentesco é desconhecido. Mas não é só isso que os espera. O titã Cronos criou a sua mais traiçoeira estratégia, e os jovens heróis caíram como presas indefesas.Mas não são os únicos em perigo. Um antigo monstro – que dizem ser tão poderoso que poderia destruir o Olimpo – ressurgiu e Artemis, a única deusa que parece saber como combatê-lo, está desaparecida. Percy e os seus amigos juntam-se aos Caçadores de Artemis e têm apenas uma semana para encontrar a deusa desaparecida e desvendar o mistério sobre este terrível monstro. Pelo caminho eles enfrentarão o seu mais perigoso desafio: a petrificante profecia da maldição do titã.

Opinião:

A saga "Percy Jackson" é claramente destinada a um público jovem, mas proporciona um bom entretenimento aos leitores mais maduros que apreciam mitologia. Por estar a precisar de uma leitura mais leve e descontraída, decidi regressar a esta saga, que é de autoria de Rick Riordan, e pegar em Percy Jackson e a Maldição do Titã, o terceiro volume.

A fórmula usada pelo autor para este livro é muito semelhante à que já nos foi apresentada nos dois volumes anteriores. A principal diferença está na maior intensidade da acção. Logo no início somos transportados para uma missão que dá o mote para a aventura central. Assim, existe a sensação de que está sempre algo novo a acontecer, o que motiva a leitura e coloca para um plano secundário aspectos menos agradáveis.

Foi com curiosidade que achei Percy Jackson, o protagonista, mais imaturo do que nos volumes anteriores. Isto pode ter acontecido, muito provavelmente, por ter lido os outros dois livros numa fase diferente da minha vida, o que me levou a notar mais nesta diferença. Deste modo, Percy Jackson tornou-se um miúdo impulsivo e demasiado preocupado com a imagem que passa aos outros. Estas características fazem com que ele não caía no estereótipo aborrecido de herói corajoso e perfeito, fazendo dele uma figura mais interessante.

Tália foi uma das personagens secundárias que mais gostei de acompanhar. A sua personalidade faz tudo o sentido, e os momentos em que ele choca com Percy colocam o herói numa posição muito diferente à que estava habituado. Annabeth está mais apagada neste volume e confesso que não senti a falta dela. Grover continua a ser o típico parceiro do herói que acaba sempre em situações humorísticas e, por isso, é previsível.

O que mais gostei desta leitura voltou a ser a componente mitológica. Adorei as Caçadores de Artemisa, adorei voltar a ver os deuses do Olimpo e de conhecer um pouco melhor algumas destas personalidades. O vilão pareceu-me demasiado banal, sendo que o que mais me atraiu nele foi mesmo o facto de ele ser alguém que eu sempre imaginei de uma forma muito diferente. Achei as modificações operadas em Luke interessantes e estou curiosa para saber o que lhe vai acontecer.

A escrita é directa, fácil de acompanhar e proporciona uma leitura rápida. Contudo, por vezes sentia-me incomodada com algumas expressões utilizadas, tais como "jogou fora" ou "abalou". O enredo não é nada de excepcional e chega mesmo a ser previsível. A partir do momento em que uma profecia é anunciada quase que conseguimos adivinhar tudo o que vai acontecer.

O final deixou-me com vontade de continuar a ler esta saga. Existem duas revelações que, apesar de não serem inesperadas, prometem desenvolvimentos interessantes. Percy Jackson e a Maldição do Titã é uma leitura agradável, pouco exigente e que diverte, Exactamente o que estava à espera.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Opinião: Na Sombra da Vida (Série Irmandade da Adaga Negra #10)

Autor: J. R. Ward
Título Original: Lover Reborn (2012)
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789724622163
Editora: Casa das Letras (2014)

Sinopse:

Desde a morte da shellan que Tohrment é uma sombra do líder vampiro de outrora. Fisicamente debilitado e profundamente destroçado, foi levado de volta à Irmandade por um anjo caído egocêntrico. De regresso à guerra com um desejo de vingança implacável, não está preparado para enfrentar um novo tipo de tragédia. Quando Tohr começa a ver a sua amada em sonhos - presa num mundo frio e isolado, longe da paz e da tranquilidade do Vápido - aceita a ajuda do anjo, na esperança de salvar quem perdeu. No entanto, como Lassiter lhe diz que tem de aprender a amar outra vez para libertar a sua antiga companheira, Tohr apercebe-se de que estão todos condenados... É nessa altura que uma fêmea com uma história obscura começa a aproximar- -se dele. No cenário da guerra com os minguantes e com um novo clã de vampiros a almejar o trono do Rei Cego, Tohr debate-se entre o passado enterrado e um futuro escaldante e cheio de paixão... mas será capaz de libertar o coração, e a todos eles?

Opinião:

Tohrment foi uma personagem presente ao longo de toda a saga. Ao início foi possível observar o amor que sentia pela mulher e depois foi com choque que se assistiu à dor deste homem. Ao longo de todos os livros senti empatia por esta personagem e por isso estava muito curiosa quanto ao destino que J. R, Ward lhe iria dar. Não podia acreditar que Tohr iria ficar eternamente assim! Felizmente essa também não era a vontade da autora.

Gostei do desenvolvimento da relação de Tohr e Autumm, ou N'One. Se nos outros volumes tudo acontecia de forma intensa, arrebatadora e imediata, entre este casal tudo é diferente. Em primeiro lugar, percebe-se que eles são duas pessoas mais maduras e que já passaram por muito sofrimento. Depois, porque eles não querem um relacionamento apesar do que começam a sentir um pelo outro. Cada um terá que ultrapassar alguns bloqueios que colocou no próprio coração e, aos poucos e poucos, assiste-se ao desenvolver de uma amor forte e com capacidade para durar.

No meio deste jogo de sentimentos, é dado um grande destaque a uma personagem que adorei e sobre quem quero saber mais. Falo de Lassiter, um anjo muito pouco angelical e imprevisível. Gostei da personalidade extrovertida, brincalhona e impertinente desta personagem e gostei de ir percebendo que ele esconde algo de muito negro. Ele é alguém exterior ao casal mas acaba por ser mais importante do que inicialmente seria esperado.

Neste livro é evidenciado um novo inimigo. No volume anterior já tinha surgido a ideia de que um grupo de vampiros provenientes da Europa e cheios de vontade de tomar o poder sobre a sua raça. Esta inovação foi uma lufada de ar fresco, afinal os Minguantes já tinham deixado de me convencer. Porém, fiquei também com a ideia de que muitos dos elementos deste grupo vão acabar por encontrar redenção. Digo isto porque apesar de serem apresentados como malvados, percebe-se que podem muito bem ser cordeirinhos escondidos em pele de lobo.

O que menos gostei deste livro foi o grande foco que foi dado à relação de John Matthew e Xhex. Afinal, este foi casal já teve o seu próprio livro, o oitava da saga, tem sido muito explorado noutros volumes e não é, de todo a minha dupla preferida. Percebo que ambos têm forte ligação a Tohr e Autumn a intenção da autora mostrar que não se encontra o final feliz no momento em que começa um relacionamento e que este deve ser sempre fortalecido. Contudo, os problemas pareceram-me forçados e penso que foi dado demasiado espaço a estas duas personagens. Por isso  momentos em que me perguntava qual era afinal o casal principal.

Existem alguns aspectos na escrita da autora que continuam a ser do meu agrado, nomeadamente no que toca à utilização de certas expressões nos diálogos. Mas tirando esse aspecto negativo, a verdade é que J. R. Ward consegue cativar para a leitura graças à trama rápida e aos muitos acontecimentos. Assim, a autora consegue fazer com que um livro com mais de 700 páginas seja lido num instante.

Na Sombra da Vida não é o meu livro preferido da série, mas marca a diferença, especialmente por surgir após alguns que não me conquistaram tanto. O desfecho poderá ter parecido demasiado rápido, mas acaba também por ser coerente. Percebe-se ainda que J. R. Ward deixou algumas pontas soltas de propósito e assim deixar a curiosidade do leitor quanto ao próximo volume, que terá Quinn e Blay como figuras centrais.

Outras opiniões a livros de J. R. Ward:
Na Sombra da Vingança (Série Irmandade da Adaga Negra #7) 
Na Sombra do Destino (Série Irmandade da Adaga Negra #8)
Na Sombra do Perigo (Série Irmandade da Adaga Negra #9) 
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1)
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)
Êxtase (Saga Anjos Caídos #4)


sábado, 19 de abril de 2014

Opinião: Lost Boys (Lost Boys #1)

Título original: The Lost Boys (2013)
Autor: Lilian Carmine
Adaptado da Tradução: Amanda Orlando
ISBN: 9789724622248
Editora: Casa das Letras (2014)

Sinopse:

Acabada de mudar de cidade, Joey Gray sente-se um pouco perdida, até que conhece um misterioso e atraente rapaz perto da sua nova casa. Mas Tristan Halloway não é o que aparenta ser à primeira vista. E há uma razão muito especial para ele andar a vaguear por entre as sepulturas do cemitério da cidade…
Mais do que uma história sobrenatural, Lost Boys fala sobre o amor absoluto, a música e a amizade. Conhece Joey Gray e os seus rapazes enquanto embarcam na maior aventura das suas vidas!

Opinião:

Gosto quando livros sobrenaturais e de fantasia me fazem desejar e acreditar que as ideias que apresentam poderiam ser reais. Tal não acontece com Lost Boys. Este é um livro que desde o início me desagradou e causou desconfiança, quer pela forma de abordagem dos temas, quer pelas personagens e pela linguagem utilizada. Aviso que a partir deste momento, a opinião poderá conter alguns spoilers, pois não encontrei melhor forma de vos explicar as razões do meu desagrado.

Joe Gray é a protagonista e toda a trama é narrada pela sua prespectiva. Jovem que vai viver para uma cidade nova, desde cedo tenta mostrar que tem todas as características de uma rapariga comum, no que parece ser uma clara tentativa de promover identificação com quem está a ler. Porém, esta identificação não acontece, uma vez que Joe parece uma personagem forçada e pouco coerente. Existem muitos pensamentos de Joe que acabam por não coincidir, o que faz pensar que ou ela é uma pessoa que muda rapidamente de opiniões ou que ela altera a sua forma de ser e estar para melhor se encaixar nas diferentes situações. Isso faz com que seja apresentada como inteligente, simpática, prestável, carismática, capaz de tocar vários instrumentos e ainda dar uma sova a rapazes mais fortes e mauzões. E apesar de ter tantas qualidades tem baixa autoestima. Uma miúda que é tão perfeita que chateia.

Como já era anunciado na sinopse e na capa do livro, esta é uma história de amor. Joe conhece o rapaz dos seus sonhos logo no início. Tristan é tudo o que ela sempre desejou. Um jovem fisicamente perfeito, com um sorriso de encantar e uma personalidade aborrecida que varia entre galã romântico e jovem revoltado. Sinceramente não consigo perceber o encanto que existe à volta deste miúdo. Ele ao início é tímido e acanhado e  tal percebesse, afinal tenta esconder que é um fantasma. Mais tarde, transforma-se no típico herói trágico repleto de valores que se sacrifica rapidamente pela amada. Ainda mais tarde, é um rapaz revoltado com a vida que comete erros pelo bem da amada. Pouco coerente e, apesar de tudo, bastante previsível. Para além do mais, existem vários erros relacionados com Tristan. Ele diz que morreu aos 17 anos, mas quando a lápide dele é apresentada aparecem as seguintes datas de nascimento e de morte: 1938-1950. Ora feitas as contas isso não dá 17, mas 12 anos. Então? Tristan tem 17 anos ou 12 anos? Este erro até pode ser uma distração da autora que fez mal as contas, mas será que a editora não reparou? Afinal este licro foi lido ou não antes de ser publicado? E não acaba aqui. Quando Joe mostra a Tristan um filme com efeitos especiais numa televisão o rapaz foge. Mas foge porquê? Quando ele nasceu já se comercializavam televisões por isso ele sabia o que aquilo era. Ele veio do início do século XX não da Idade Média! E também sabemos que não viveu debaixo de uma pedra pois morreu num acidente de automóvel. Já para não falar que muitas das atitudes dele nem sempre correspondem às que os jovens normais tinham nessa época, mas talvez a cavalheiros do século XIX. E quando ele diz que as raparigas da época dele eram mais acanhadas...eram eram... eram todas donzelas indefesas, querem ver! E isto são apenas alguns exemplos da pouca coerência de uma personagem!

Mas entretanto, Joe acaba por descobrir a verdade sobre Tristan. Numa noite no cemitério, ela fica a saber que ele é um fantasma (aposto que vocês não adivinhavam esta). Mas eis que acontece algo completamente estranho e mágico que o transforma num ser vivo. É revelado que tal acontece porque Joe lançou um feitiço poderoso de forma involuntária pois tem sangue de bruxa. Ora, se uma rapariga descobrisse que tem poderes desconhecidos o mais provável seria interrogar-se sobre a natureza deles, tentar perceber de onde vieram e quais os seus limites, certo? Pois Joe não. Ela praticamente nem liga a isso pois tem o seu Tristan ali em carne e osso e agora só quer ir para o colégio interno ao lado do rapaz que gosta, pois a mamã que aceitou ta situação muito bem está a tratar de tudo para os ajudar. Mas que raio? Existem aqui várias coisas erradas! Por um lado, a mãe de Joe parece-me demasiado permissiva, por outro a trama poderia ir por um caminho de autodescoberta mais interessante. Mas não. O que interessa é ver os dois pombinhos a irem para a escola juntos e a serem felizes.

Já colégio interno, parece que tudo aquilo que acontece é a realização dos desejos mais íntimos de uma adolescente recalcada e por isso é tão difícil acreditar. Ora então vejamos:
- Rapariga comum chega de novo mas causa logo boa impressão e mostra-se diferente de todos os outros graças à sua atitude forte - Feito;
- Rapariga comum impressiona líderes de claque jeitosas e torna-se melhor amiga da miúda mais gira, popular e rica que a idolatra - Feito;
- Rapariga comum fica a dormir num dormitório de rapazes e por acaso (mero acaso) no mesmo quarto que o seu amado - Feito;
- Rapariga comum torna-se na melhor amiga do grupo de rapazes mais giro, simpático e perfeito lá do sítio que a adoram e tudo e tudo e tudo- Feito;
- Rapariga comum é desejada por imensos rapazes giros apesar de não ter noção disso - Feito;
- Rapariga comum passa por transformação de visual e torna-se numa rapariga toda gira e sensual - Feito;
E a lista poderia continuar. Isto é tão aborrecido! Já para não falar que em em momento algum se fala sobre que aulas existem naquele colégio. A meio cheguei a interrogar-me se alguém ali andava sequer a estudar! Também só são apresentados uns dois professores, um de rompante, só para que surjam as partes em que Joe e Tristan se apresentam e o de música, que é uma atividade extracurricular. Em momento algum se fala em zeladores, senhores da limpeza, contínuos ou quem quer que seja que vigie todos aqueles adolescentes que fazem tudo o que bem entendem. Não consegui acreditar nem por um momento que aquela instituição de ensino realmente pudesse existir. Ainda para mais é descrita como um colégio de prestígio.

No colégio, os acontecimentos são narrados como a sucessão de estágios da relação de Joe com Tristan e os seus novos amigos. E o que é apresentado tem pouco interesse. Afinal, todos aqueles jovens têm entre 17 e 18 anos, mas na verdade parecem ter 12 anos (o que já coincide com a idade da lápide do Tristan, o que me deixa pensar se aquela inscrição não é verdadeira). Digo isto porque lido com jovens dessa faixa etária e o tipo de linguagem, preocupações e forma de estar deles em muito se assemelha a estas personagens. Já para não falar que as discussões e dramas que não fazem grande sentido e revelam a imaturidade de todos eles. Mas aquilo que mais me chocou foi a forma como o sexo é abordado. A certo ponto, uma figura interroga outra quanto à virgindade e a resposta é algo como: "não te preocupes que o meu ex já tratou disso", e ficam ambos muito satisfeitos. Mas a mensagem que a autora quer passar aos leitores é que antes de conheceres alguém que ames deves tratar da tua virgindade? É que sugere isso e não me caiu nada bem (ou talvez sou eu que sou mais conservadora que sempre pensei e peço desculpa por isso).

E existem muitos mais aspectos que não me agradaram. Para mim, não faz sentido que a Joe ter-se perdido durante tanto tempo no cemitério de uma cidade pequena, não faz sentido a mãe da Joe ter ido trabalhar para uma cidade pequena como advogada a receber um ordenado extremamente elevado e não faz sentido todas as personagens aceitarem tão bem a história de o Tristan ser um fantasma.  Para além disso, o estilo de escrita sugere inexperiência, o que me fez por várias vezes ter a sensação de estar a ler uma fanfic e não um livro original. Poderia dar muitos mais exemplos, mas vejo que o texto ja está longo. Mas  acreditem que eles existem.

Resumidamente,  Lost Boys não tem qualquer mensagem interessante, não causa qualquer reflexão, tão tem uma boa história, as personagens não convencem e tem uma escrita de principiante que parece não ter passado por um processo de revisão. Os conteúdos sobrenaturais são fracos e sugerem ter a mera função de adornar uma história de amor desinteressante. Não recomendo esta leitura e não fiquei com qualquer vontade de acompanhar a trilogia que este livro inicia.

Nota/Desabafo: Peço desculpa por ter escrito esta opinião num estilo muito diferente do que costumo usar e por ter apresentado vários spoilers, mas este livro deixou-me furiosa! E nem consigo acreditar como foi avaliado com tantos cincos no Goodreads!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Opinião: A Noite de Todas as Almas (Todas as Almas #1)

Título Original: A Discovery of Witches (2010)
Autor: Deborah Harkness
Tradução: Eugénia Antunes
ISBN: 9789724620121
Editora: Casa das Letras (2011)

Sinopse:

Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo...

Opinião:

Magia, tradição, ciência, cepticismo, seres fantásticos e uma nova organização social são alguns dos temas explorados por A Noite de Todas as Almas, o primeiro volume de uma trilogia de autoria de Deborah Harkness.

Esta história sempre me suscitou grande curiosidade mas que não superou as minhas expectativas. Não consegui sentir-me cativada pela trama. Ao início, o mistério que envolvia um certo livro mágico até me chamou a atenção, mas o lento desenrolar de acontecimentos, a passagem do mistério do livro para segundo plano, assim como a pouca empatia gerada pela protagonista acabaram por tornar a leitura aborrecida e pouco entusiasmante.

Diana Bishop, a protagonista, é uma jovem dotada de grandes poderes mas, devido a alguns acontecimentos do passado, decidiu renegá-los a viver uma existência voltada para estudos científicos. A ideia é interessante mas chegou a um ponto tão obsessivo que passou a ser ligeiramente irritante, não só devido à personalidade da heroína, que pareceu pouco consistente, mas sobretudo pela forma como isso condicionou o avançar da trama. Logo se percebe que para algo de verdadeiramente surpreendente acontecer é preciso que Diana aceite toda a sua natureza e a espera para que tal aconteça é longa e exasperante.

Ao mesmo tempo que vemos Diana a tentar perceber quem realmente é, surge uma personagem masculina que muito prometia mas que também acabou por ficar aquém das expectativas. Refiro-me a Matthew Clairmont, um vampiro antigo que desde logo faz perceber que formará par romântico com a protagonista. No começo, podem existir algumas dúvidas quanto à verdadeira intenção de Matthew quanto a Diana, mas rapidamente se percebe que os sentimentos se sobrepõem. Porém, aquela que é apresentada como uma história de amor arrebatadora acaba por ser maçadora e pouco entusiasmar. Afinal, Matthew é tal como Diana, uma figura que pouco cativa e cujas atitudes não parecem reflectir a idade que lhe é atribuída. As interacções entre Diana e Matthew não conseguem prender e fazer cortar a respiração. Alguns diálogos entre os dois parecem até mesmo forçados e pesados.

As personagens secundárias acabam por ganhar destaque por marcarem pela diferença, muito devido à forma como certas raças de seres fantásticos integram e interagem na sociedade. A diferença e separação entre bruxas, demónios, vampiros e humanos é uma das grandes mais-valias desta obra, e teria sido interessante se esta fosse mais explorada. Afinal, os momentos em que elementos destas espécies se encontram entre si geram sempre situações que conseguem agarrar.

O lado oposto e responsável pelo conflito também gera interesse. Apesar de a intenção principal ter sido exposta, fica a ideia de que existe muito mais a motivar este grupo. A aparição de certos elementos que pertencem a esta facção conseguiram dar a ideia de tensão e perigo e criaram algumas das situações mais marcantes da obra.

Terminada a leitura, fica a ideia de que este livro é demasiado longo para a história que quer contar. Para além disso, teria sido mais benéfico o foco na intriga e no conflito entre diversos ideais do que na história de amor entre Diana e Matthew. Contudo, o fim deixa a ideia de que o segundo volume desta trilogia será uma lufada de ar fresco, muito devido a uma mudança que ocorreu. Apesar de não ter ficado plenamente convencida, pretendo ler o próximo livro, Nas Trevas da Noite, de forma perceber se, desta vez, será dada maior atenção aos pontos que foram mais positivos.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Opinião: A Estação dos Ossos (A Estação dos Ossos #1)

Título original: The Bone Season (2013)
Autor: Samantha Shannon
Tradução: Fátima Andrade
ISBN: 9789724622040
Editora: Casa das Letras (2013)

Sinopse:

2059. Paige Mahoney tem dezanove anos e trabalha no submundo do crime da Londres de Scion, na zona dos Sete Quadrantes, para Jaxon Hall. O seu trabalho consiste em procurar informações invadindo a mente de outras pessoas. Paige é uma caminhante de sonhos, uma clarividente - e, no seu mundo, no mundo de Scion, comete traição pelo simples facto de respirar. Está a chover no dia em que a sua vida muda para sempre. Atacada, drogada e raptada, Paige é levada para Oxford - uma cidade mantida em segredo há duzentos anos e controlada por uma raça poderosa, vinda de outro mundo, os Refaim. Paige é atribuída ao Guardião, um Refaíta com motivações misteriosas. Ele é o seu mestre. O seu professor. O seu inimigo natural. Mas, para Paige recuperar a sua liberdade, tem de se deixar reabilitar naquela prisão onde tem por destino morrer.

Opinião:

O sucesso que A Estação dos Ossos está a ter a nível internacional fez-me ficar muito curiosa. Assim sendo, adquiri este livro assim que chegou a terras lusas pois queria perceber se as muitas críticas positivas que eram feitas a esta distopia realmente tinham fundamento.

A leitura começou um pouco devagar. Samantha Shannon apresenta um mundo semelhante ao nosso mas ao mesmo tempo com inúmeras diferenças, repleto de elementos desconhecidos que ao início podem causar estranheza devido à elevada carga informativa. O tempo em que a acção se passa não é muito distante da atualidade, mas acontece que o passado apresentou características ligeiramente diferentes, o que deu origem a um mundo alternativo ao nosso, onde a sociedade tem novos tipos de organização, muito baseados na repressão e no medo. Os espaços principais são Londres e Oxford e os clarividentes são o alvo deste receio que conduz a um estado quase ditatorial e de grande discriminação. Assim, os elementos clarividentes que querem sobreviver têm de passar à clandestinidade, sendo-nos diretamente apresentada uma organização repleta de figuras de grande interesse.

Mas afinal o que são os clarividentes? São seres humanos que, de alguma forma, conseguem ter acesso ao mundo dos espíritos, ou seja, o que está para além do que é corpóreo. Ao início este conceito poderá assustar o leitor, até porque logo nas primeiras páginas existe um esquema que apresentas as sete ordens da clarividência com imensas subclasses. Felizmente, ao longo da leitura, a autora introduz apenas aquelas que acha necessárias e explica-as, não sendo necessário decorar todo aquele esquema para compreender a trama. Logo se associam os clarividentes às cartomantes das feiras de diversões, aos oráculos da Grécia Antiga ao aos médiuns das sessões espíritas, por isso perceber este conceito acaba por ser mais fácil do que inicialmente parece.

No meio deste mundo tão diferente do que até agora vi em literatura, é-nos apresentada Paige, a protagonista. Logo se percebe que esta heroína possui capacidades que são raras e que acabam por servir de pretexto para tudo o que irá acontecer. Nota-se que se trata de uma rapariga que aparenta independência, mas que na verdade precisa da aceitação dos seus pares para se sentir útil e satisfeita. Paige trata-se de uma jovem teimosa, destemida, compassiva e de espírito lutador. Existem situações em que esta heroína pode desagradar, nomeadamente no que toca à sua falta de confiança, mas no geral foi muito agradável conhecê-la e acompanhá-la nesta aventura.

As personagens secundárias conseguem ser bastante fortes e possuem um espaço muito específico nesta narrativa. Destaco Arcturus, um refaíta que conquista aos poucos e poucos e que guarda muitos segredos, Nick, um aliado que acaba por representar o lado mais humanos dos Sete Selos, Jaxon, um líder carismático mas cujos métodos usados poderão colocar algumas dúvidas, e o intrigante David, um jovem que apesar de surgir poucas vezes conseguiu sempre prender a minha atenção e sugere que ainda vai ser uma grande revelação. Existem ainda outras figuras que representam diferentes posições neste mundo, tais como a conformismo à nova ordem e a rebelião.

Samantha Shannon conseguiu construir uma história dotada de uma escrita simples de acompanhar, que não tem momentos mortos e que consegue estar sempre a prender a atenção do leitor. Para mim, foi difícil largar o livro pois havia sempre algo de novo a acontecer! Assim que uma situação terminada inicia-se logo uma outra que não só apresenta algo novo como ainda acarreta informações que ajudam a desvendar mais um pouco deste mundo e dos elementos que o compõe. Porém, é interessante verificar que quanto mais se sabe sobre os Refaim, sobre o seu poder no controlo do mundo humano e sobre os Emim, mais se sente necessidade de saber ainda mais.

Fiquei conquistada por este livro, mas confesso que não totalmente, como esperava. Nota-se claramente que a autora tem muitas ideias novas, mas nem sempre as introduziu da melhor forma, acabando por haver momentos de grande carga informativa que pode não ser bem apreendida. A resolução final não me agradou totalmente, pois achei-a demasiado conveniente. Para além do mais, o facto de se saber que este livro é o primeiro de uma série de sete acaba por deixar o leitor um pouco de pé atrás, afinal trata-se de uma aposta que implica investimento monetário mas também um longo período de espera até se conhecer o final da série. Devo acrescentar ainda que não consigo adivinhar o que a autora pretende fazer em mais seis volumes, mas que já deu provas de quem tem imaginação, lá isso deu.

A Estação dos Ossos
foi uma leitura estimulante, muito diferente que dá a conhecer um mundo repleto de possibilidades. Percebo melhor a euforia gerada em torno deste livro, mas espero que o próximo me cative muito mais e que tenha uma maior contenção. Recomendo.

domingo, 29 de setembro de 2013

Opinião: Na Sombra do Perigo (Irmandade da Adaga Negra #9)

Título original: Lover Unleashed (2011)
Autor: J. R. Ward
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789724621838
Editora: Casa das Letras (2013)

Sinopse:

Payne, irmã gémea de Vishous, em muito se assemelha ao irmão. Lutadora por natureza e rebelde no que diz respeito ao papel tradicional das fêmeas Escolhidas, o Outro Lado não é lugar para ela… e a frente de batalha da guerra também não. Quando fica paralisada na sequência de uma lesão em combate, um cirurgião humano, o doutor Manuel Manello, é chamado para a curar de um modo que só ele é capaz - e em breve se vê arrastado para o mundo secreto e perigoso da fêmea. Embora nunca tivesse acreditado que a noite encerra coisas estranhas - como vampiros - dá consigo mais do que pronto a deixar-se seduzir por aquela fêmea poderosa que o marca de corpo e alma. O mundo humano e vampiro chocam à medida que os dois amantes se veem ligados por muito mais do que uma simples atração erótica… e Payne é surpreendida por uma vingança com séculos que coloca em risco a sua vida e o seu amor.

Opinião: 

Nos volumes anteriores da Irmandade da Adaga Negra, Payne tem surgido como uma figura misteriosa. Irmã gémea de Vishious, um dos companheiros com maior destaque ao longo de toda a saga, ela surge como elemento inovador. Afinal, J. R. Ward habituou -nos a acompanhar relações entre uma figura masculina da irmandade e uma feminina de fora, sendo que agora esses papeis se invertem.

Tal como acontece com os livros anteriores, também este não guarda grandes segredos quanto à conclusão. Desde o início que é possível saber que o par vai ficar junto, basta saber de que forma e que obstáculos vão eles enfrentar.

A intensidade das relações continua a ser um ponto mais atractivo. As personagens possuem personalidades que impelem para a leitura. Neste caso, foi divertido ver como uma mulher poderosa como Payne surgia de forma aparentemente inofensiva, como descobria um lado novo da sua própria pessoa. Em certos momentos ela quase que parecia contraditória, mas a verdade é que também era fácil perceber as suas acções, afinal, esteve isolada durante demasiado tempo e pouco sabe sobre a sociedade em que agora é largada.

Manuel também não é uma figura nova e as suas interacções com certos membros masculinos da irmandade são divertidas, apesar de por vezes despropositadas.As revelações finais de Manuel surgem como um pretexto forçado e pouco convincente, tal como já aconteceu anteriormente. A química entre este casal é instantânea e as dificuldades que atravessam parecem bastante simples de serem ultrapassadas, quando comparadas com as de personagens que os antecederam.

Voltam a ser dedicados alguns capítulos a Qhuinn e Blay e, apesar de neste campo não haver uma evolução, existem ligeiras alterações que preparam os leitores para o livro que lhes vai ser dedicado. Foi também curioso ver a preocupação de J. R. Ward retomar um casal que supostamente já tinha encontrado o seu final feliz. Vishious e Jane atravessam uma crise, mostrando que os problemas continuam a aparecer e a testar o amor.

Felizmente os Minguantes fizeram uma aparição pouco relevante nesta trama. Estes vilões, que pouco me convencem, deixaram de ser o principal obstáculo, sendo então substituídos pelo preconceito familiar e pela aparição de um novo grupo de vampiros que começa a delinear um plano para depor o Rei. Contudo, também este grupo acabou por não se revelar (por enquanto) o vilão necessário a esta obra. Os elementos da Irmandade continuam a aparecer como todo poderosos que aniquilam qualquer um enquanto os seus inimigos não transmitem o perigo e o terror necessário para dar credibilidade a estes heróis.

Na Sombra do Perigo é mais um livro que se lê sem esforço, que diverte mas que não se destaca. Uma leitura que vai agradar os fãs desta saga por possibilitar o regresso a este mundo.

Outras opiniões a livros de J. R. Ward:
Na Sombra da Vingança (Série Irmandade da Adaga Negra #7) 
Na Sombra do Destino (Série Irmandade da Adaga Negra #8)
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1)
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)
Êxtase (Saga Anjos Caídos #4)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Opinião: Na Sombra do Destino (Série Irmandade de Adaga Negra #8)

Título original: Lover Mine (2010)
Autor: J. R. Ward
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789724621425
Editora: Casa das Letras (2013)

Sinopse: 

John Matthew percorreu um longo caminho desde que o encontraram a viver com os humanos, desconhecendo, por completo, a sua natureza vampírica. Quando foi resgatado pela Irmandade, ninguém podia imaginar qual era a sua história ou a sua verdadeira identidade. Na realidade, Darius, o Irmão caído, retornou, mas com um rosto diferente e um destino completamente marcado. Quando uma violenta vingança pessoal arrasta John até ao coração da guerra, ele terá de contar não só consigo próprio mas também com quem ele foi antes. Só assim poderá enfrentar e erradicar o mal encarnado.
Xhex, uma assassina symphath, há muito que lutava contra a atração que sentia por John Matthew. Já tendo perdido um amante para a loucura, ela não permitirá que nenhum outro homem que ame fique preso na escuridão da sua vida perversa. Contudo, ambos descobrem que o amor, tal como o destino, é inevitável para as almas gémeas.


Opinião:

John Matthew tem sido uma personagem com destaque ao longo dos livros anteriores da Irmandade da Adaga Negra. J. R. Ward já tinha apresentado a fêmea que o conquistou, mas este amor sempre pareceu demasiado complicado. Com Na Sombra do Destino, finalmente ficamos a descobrir como tudo se vai resolver.

Passou um mês desde que Xhex foi raptada e John está desesperado por não saber onde ela se encontra ou mesmo se ainda está viva. Apesar de a obra estar centrada nestas duas personagens, existem imensos capítulos dedicados a outras figuras ou situações. Contudo, isto não funciona muito bem, pois se certas histórias paralelas dão força ao enredo principal, outras desviam-se completamente do tema e fazem o leitor pensar na razão de a autora as incluir. Existem duas cuja ligação só é feita no fim e até fazem algum sentido, mas até lá chegarmos parece apenas algo confuso e carente de um sentido pertinente.

Os Minguantes voltam a ter o papel de vilões e, mais uma vez, não convencem. Apesar da inclusão de Lash neste grupo aumentar o carácter de perigo, a verdade é que este lado do mal continua sem estar bem conseguido. Os capítulos dedicados a estes vilões tornam-se aborrecidos e existe a sensação de que se os excluíssemos da leitura não estaríamos a perder nada de realmente importante para a trama central.

O relacionamento entre John e Xhex não surpreende. Afinal, graças a leituras anteriores foi dado a perceber o que cada um sentia, e tendo em conta a resolução final dos livros que antecedem este, não foi difícil adivinhar o desfecho. Por isso mesmo, julgo que o livro tornou-se demasiado extenso em relação à história que pretendia contar.

Como John era um dos protagonistas, tornou-se inevitável a aproximação aos seus companheiros: Qhuinn e Blay. É bastante interessante observar a relação entre estes dois amigos. Numa saga onde os protagonistas são vistos como arquétipos do homem e amantes fervorosos e dedicados às suas mulheres, é curioso observar um outro lado da sexualidade e os preconceitos adjacentes.

O estilo de escrita usado mantém as características dos livros anteriores, sendo bastante simples de acompanhar. Houve algumas particularidades na tradução deste livro que não me agradaram. Não gostei de ver  palavras como "muiiito", "claaaro". Apesar de perceber a ideia que transmitem, a verdade é que não ficam nada bem e fazem-me sentir que estou a ler um texto escrito por uma adolescente.

Na Sombra do Destino não foi o meu livro preferido da saga da Irmandade Negra. A repetição de alguns temas e fórmulas, assim como algumas divagações desnecessárias quebraram um pouco a leitura. Contudo, por este ser um dos meus guilty pleasures, apreciei regressar a este mundo. Só espero que o próximo volume seja mais envolvente.

Outras opiniões a livros de J. R. Ward:

Na Sombra da Vingança (Série Irmandade da Adaga Negra #7)
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1)
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Opinião: Na Sombra da Vingança (Irmandade da Adaga Negra #7)

Título original: Lover Avenged
Autor: J. R. Ward
Tradução: Ana Paula Florindo
ISBN: 9789724621029
Editora: Casa das Letras (2012)

Sinopse: 

Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Agora, enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova - e o seu perigoso sangue impuro será revelado. Caldwell, Nova Iorque, é, desde há muito, campo de batalha para vampiros e seus inimigos, a Sociedade dos Minguantes. É também o lugar onde Rehvenge demarcou o seu território como um barão da droga e proprietário de um infame clube noturno que fornece os ricos e bem armados. E é exatamente pela sua reputação sombria que ele é abordado para matar Wrath, o Rei Cego e líder da Irmandade. Rehvenge sempre manteve distância da Irmandade, apesar de a sua irmã ser casada com um dos membros. Por ele ser um symphath, a sua identidade representa um segredo mortal, cuja revelação pode levá-lo a ser banido para uma colónia de sociopatas. E enquanto as conspirações dentro e fora da Irmandade ameaçam revelar a verdade sobre Rehvenge, ele volta-se para a única luz que ilumina o seu mundo de escuridão cada vez mais profunda - Ehlena, uma vampira que nunca conheceu a corrupção que o controla - a única coisa que existe entre ele e a destruição eterna.

Opinião:

Rehvenge não foi uma personagem que me tivesse cativado nos volumes anteriores (sobre os quais prometo escrever opinião o mais rápido possível), mas heis que chega o livro que expõe o seu passado e apresenta a sua única hipótese de salvação. Tal como nos outros livros da série, este anjo salvador é uma mulher, mais concretamente uma fêmea, factor que não surge como surpresa mas que, mesmo assim, me faz continuar a sentir cativada por esta série.

O enredo de Na Sombra da Vingança vai muito ao encontro dos livros anteriores, e, por isso, o leitor já sabe com o que pode contar e adivinha facilmente o final. Sim, voltamos a ter uma figura masculina dona de um passado trágico mas que passa uma imagem implacável, sim, esse macho encontra uma parceria que o leva a querer mudar de vida, sim, o macho forte que transpira testosterona  acaba por se ver envolvido numa situação onde as suas fragilidades são levadas ao limite, sim, há cenas de porrada onde tudo acaba bem e outras de sexo intenso e surreal. Mas sabem que mais? Eu cá continuo a ler estes livros num instante!

Desde o início que aprecio as particularidades da escrita de J. R. Ward. Gosto bastante do modo como a autora alterna o seu estilo consoante as personagens a que está a dar voz. É fácil sentir toda as motivações e virilidade dos homens, mas também a graça e força das personagens femininas. Este factor cativa e embala-nos na leitura, e 790 páginas voam num ápice.

Rehvenge não foi o macho que mais me cativou desta série, apesar de me ter surpreendido em alguns momentos. Também Ehlena não me marcou particularmente, por a ver como a típica mulher da plebe que, de um momento para o outro, se transforma numa princesa. Contudo, gostei bastante da relação que esta personagem feminina tinha com o seu pai, um homem debilitado e mentalmente instável.

E se a história de Rehvenge e Ehlena é a principal deste livro, existem ainda outras personagens, algumas delas protagonistas de livros anteriores, que ganham relevância ao longo da trama. Deste modo, Na Sombra da Vingança mostra que os finais felizes de obras anteriores ainda podem apresentar modificações e que as relações entre os casais que se foram formando continuam à prova, tal como na realidade (apesar de nós sabermos que vai tudo continuar a acabar bem, mas é bom rever algumas destas personagens mais de perto e não como meros figurantes).

Este pode não ser um livro surpreendente, com momentos inesperados ou dotado do melhor dos enredos, contudo, é uma leitura que os fãs da série vão apreciar, nem que seja pelo facto de matar saudades daquele mundo e das muitas personagens que o habitam. Na Sombra da Vingança pode pecar por repetir a fórmula de volumes anteriores e assim provocar o desinteresse, mas a mim, estranhamente, não faz este efeito (por enquanto). Gostei de ler, foi um livro que me proporcionou momentos agradáveis de lazer, e estou muito curiosa para saber o que vai acontecer com o casal principal do próximo volume.

Outros livros de J. R. Ward:
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1)
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)