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quinta-feira, 15 de março de 2018

Opinião: A Profecia Negra (As Provações de Apolo #2)

Título Original: The Dark Prophecy (2017)
Autor:  Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789897770111
Editora: Planeta (2018)

Sinopse:

Toda a gente sabe que não se pode meter com Zeus, mas o filho Apolo parece não perceber...
Para castigar Apolo, o deus do Olimpo, Zeus, decide enviá-lo para a Terra, transformado no adolescente Lester. Sem a sua beleza anterior, Apolo vê-se transformado num rapaz cheio de borbulhas, feio e trapalhão... e claro sem poderes!
A única forma que tem de regressar ao Olimpo é devolver a luz às profecias dos oráculos. Mas o que poderá fazer um Apolo sem poderes?

Opinião:

Sim, Rick Riordan escreve livros destinados a um público mais jovem, com histórias cujo final é sempre previsível e personagens muitas vezes imaturas. Contudo, eu continuo a adorar ler estes livros. O motivo? São muito divertidos e dão uma visão original da mitologia sobre a qual se inspira. Nesta nova série, "As Provações de Apolo", o autor pega num deus bastante conhecida do Olimpo e coloca-o no meio de uma aventura de heróis e semideuses. O resultado é refrescante quando comparado com todos os outros livros.

Em A Profecia Negra, voltamos a acompanhar Apolo na sua demanda desesperada por obter o perdão de Zeus e recuperar a sua condição divina. Esta personagem continua a ser hilariante, mas nota-se algum crescimento, nomeadamente o aparecimento de vestígios de compaixão e um leve toque de altruísmo. Gosto dos momentos em que Apolo mais parece uma diva, chocada por não ser constantemente louvada e agraciada. Os seus confrontos com figuras míticas enquanto adolescente desajustado continuam a resultar apesar de este ser o segundo volume das suas aventuras.

Rick Riordan não deixa este protagonista sozinho na sua demanda, recuperando personagens que fizeram sucesso em obras anteriores. Desta vez Percy Jackson não aparece, apesar de ser mencionado, mas há outros nomes queridos que têm um papel fundamental nesta narrativa. Além disso, claro que surgem novas personagens, sendo impressionante pensar como ainda existem figuras históricas ou mitológicas não retratadas por este autor nas suas muitas aventuras que surgem de novo neste livro. A inclusão de casais não heterossexuais e a própria definição da orientação sexual de Apolo são também uma boas opções, pois é algo feito sem preconceitos.

Gosto da ideia de vilão desta trilogia, diferente do que acontecia nos livros passados. Apesar de muitas vezes surgir como sátira, a verdade é que o autor, no seu modo divertido, continua a conseguir dar-nos algumas informações histórias. Gostei de saber um pouco mais sobre alguns dos imperadores de Roma. Apesar de não haver descrições detalhadas, Rick Riodan aguça a curiosidade e levou-me a pesquisar sobre estas figuras.

O desenrolar dos acontecimento é muito rápido, o que proporciona uma leitura ritmada. Não posso dizer que a trama seja imprevisível, pois, apesar dos perigos, temos sempre a certeza de que os nossos heróis vão conseguir superar todos os obstáculos. Não existe em qualquer momento uma verdadeira sensação de perigo, sendo que a nossa curiosidade vai para o modo como as personagens superam as adversidades. Continua a existir muito humor, quer seja pelos diálogos como pelas situações em si.

A Profecia Negra mantém as características das aventuras criadas por Rick Riordan. É verdade que em muitos momentos gostaria de ser realmente surpreendida com reviravoltas diferentes, mas este livro é um dos mais previsíveis do autor. Ainda assim, consegue divertir e proporcionar momentos agradáveis. É que além do humor e das pequenas sementes de curiosidade sobre a época grega e romana que o autor nos deixa, há ainda uma reflexão sobre o que é amizade e o que nos leva a sacrificar pelos outros. Fica o desejo de continuar a acompanhar esta saga.


Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)
A Pirâmide Vermelha (Crónicas de Kane #1)
O Trono de Fogo (Crónicas de Kane #2)
O Oráculo Escondido (As Provações de Apolo #1)

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Opinião: O Oráculo Escondido (As Provações de Apolo #1)

Título Original: The Hidden Oracle (2016)
Autor:  Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896579678
Editora: Planeta (2017)

Sinopse:

Após irritar o pai Zeus, o deus Apolo é expulso do Olimpo. Fraco e desorientado, aterra em Nova Iorque como um adolescente normal. Agora, sem os poderes divinos, a divindade de quatro mil anos tem de aprender a sobreviver no mundo moderno até encontrar uma forma de recuperar o favor de Zeus.

Agora, o ex-deus terá de solucionar esses mistérios, recuperar o Oráculo e, mais importante, voltar a ser o imortal belo e gracioso que todos amam.

Opinião:

Rick Riordan já escreveu sobre semi-deuses da mitologia grega, romana, nórdica e egípcia. Quando soube que iria ser publicada uma nova saga, "As Provações de Apolo", perguntei-me no que o autor poderia inovar para surpreender os seus leitores. Afinal, já abordou em tantos livros a história de Percy Jackson e seus companheiros do Campo dos Mestiços que custava perceber qual iria ser o factor novidade. E não é que Rick Riordan voltou a conseguir? O autor pegou em personagens já nossas conhecidas e mudou tudo a fazer com quem um deus se tornasse na personagem principal destas novas aventuras.

Atenção, que o deus eleito não é um qualquer. Trata-se de Apolo, que já tinha aparecido noutras obras. É engraçado pensar que Rick Riordan teve a ousadia de pegar numa das divindades às quais concedeu umas das personalidades menos empáticas. Apolo é tão egocêntrico que se vê sempre no centro de todas as situações, mesmo daquelas que não têm qualquer ligação a ele. Ele acredita ser perfeito, que todos o devem admirar e prestar vassalagem, mas quando se vê sem os seus poderes divinos, depara-se com grandes dificuldades. E proporciona-nos muitos momentos divertidos. Afinal, que melhor castigo podia Zeus dar a este filho do que tirar-lhe as suas forças extraordinárias e encerrá-lo dentro do corpo de um adolescente com peso a mais e a pele cheia de acne? Acreditem, vem aí drama.

Ao acompanharmos Apolo na sua demanda para obter o perdão de Zeus, reencontramos muitas das personagens que nos acompanharam noutras aventuras. Se é agradável voltar a estar com estas figuras conhecidas, também achei boa opção não torná-las demasiado relevantes nesta história. Assim, matamos saudades mas deixamos outras pessoas brilharem, como é o caso de Apolo e de Meg, uma nova semi-deusa que, com o deus exilado, proporciona momentos caricatos. Eles são opostos um do outro mas encontram-se ligados por um elo inquebrável. Além disso, todo o mistério à volta do passado e origem de Meg torna-a uma personagem ainda mais curiosa. E não se preocupem que as revelações são feitas ainda neste volume!

A narrativa acontece na primeira pessoa, o que nos permite perceber melhora evolução de Apolo ao longo da trama. Ele vai começando a ver com outros olhos as pessoas e o mundo que as rodeia, acabando por desenvolver altruísmo e compaixão. Isto acontece de forma gradual, sendo credível. O desenrolar da acção também está muito bem conseguido, não deixando espaço para momentos mortos. Há sempre algo a acontecer, há sempre um perigo à espreita. Afinal, além de Apolo querer recuperar o seu lugar no Olimpo, ele também percebe que há algo novo a ameaçar o mundo.

O novo inimigo não é imediatamente revelado. É possível perceber que existe algo ou alguém a ver a decisão de Zeus como um oportunidade de destruir Apolo e depois os outros deuses, mas inicialmente não se percebe quem é e quais são os seus motivos. Contudo, quando estas informações finalmente são reveladas, fazem sentido e apresentam um rival novo e original. Confesso que não estava à espera desta revelação nem da reviravolta que acontece quase ao mesmo tempo. Sim, este pode ser um livro destinado a um público mais jovem, mas a originalidade e intensidade da história também cativam outros leitores.

Tenho a certeza de que quem se divirtiu a ler outros livros de Rick Riordan vai adorar este. Tem muita ação, inúmeros momentos hilariantes, as personagens apresentam evolução, há uma reviravolta muito bem conseguida e ainda é transmitida uma boa mensagem relativa ao companheirismo. Se tinha dúvidas de que o autor iria conseguir pegar no seu mundo e dar-lhe uma lufada de ar fresco, ficou provado que não tinha razões para tal. Esta nova saga tem tudo para ser uma das mais entusiasmantes deste universo.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)
A Pirâmide Vermelha (Crónicas de Kane #1)
O Trono de Fogo (Crónicas de Kane #2)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Opinião: O Trono de Fogo (Crónicas de Kane #2)

Título Original: The Throne of Fire (2011)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896578305
Editora: Planeta (2016)

Sinopse:

Carter Kane e Sadie, a irmã, estão metidos em sarilhos desde que os deuses do antigo Egipto foram largados no mundo moderno. Como descendentes da Casa de Vida, os Kane têm alguns poderes, mas os deuses, tortuosos, não lhes deram tempo para aperfeiçoar as capacidades na Casa de Brooklyn, campo de treino de jovens mágicos. Novidade Outubro 2016 Grupo Planeta Rua do Loreto, n.o 16 – 1.o D 1200 - 242 Lisboa www.planeta.pt E agora o inimigo mais ameaçador, Apopis, a serpente do Caos, está de regresso. Se os dois irmãos não o impedem de se libertar dentro de alguns dias, o mundo termina. Por outras palavras, é uma semana típica para a família Kane. Para terem hipótese de vencer as forças do Caos, os Kane precisam de ressuscitar Ré, o deus-sol, mas nunca nenhum mágico levou a cabo tal feito. Primeiro os dois irmãos têm de procurar as três secções do Livro de Ré e depois aprender a proferir os seus feitiços. Ah... e já dissemos que ninguém sabe exactamente onde está Ré?

Opinião:

Chega um novo livro de Rick Riordan e eu, claro, trato de o ler assim que consigo! Em O Trono de Fogo, o autor continua a aventura dos irmãos Kane, que possuem afinidade com os deuses egipcíos e têm a missão de salvar o mundo. A premissa pode não ser a mais original, é certo, e também é verdade que é fácil adivinhar o que vai acontecer na trama, mas o humor da narrativa e a nova prespectiva desta mitologia cativa para a leitura.

É curioso que, se no primeiro volume achei Sadie um pouco irritante, desta vez vejo-a como o motor da trama e a personagem mais apelativa. Parece ser ela a resolver todos os problemas, o que faz com que os seus relatos sejam os mais emocionantes e até divertidos. Já Carter acabou por ser aborrecido em alguns momentos, já que parece estar a ser movido apenas por Zia, esquecendo-se que existem problemas maiores.

A inclusão de novas personagens inspiradas nas divindades não me deixa de surpreender. Se por vezes fico a conhecer novas figuras, por outras não consigo deixar de sorrir ao ver a personalidade que o autor concedeu a certos deuses. Neste volume, destaco Bés, o impulsionador das situações mais hilariantes, e Taueret, uma deusa que acabou por receber um papel improvável.

A componente amorosa continua a ser o aspeto que menos me agrada. No caso de Carter, julgo que tudo poderá ser considerado uma obsessão, já que parece que ele não parece deixar de pensar em Zia e em fazer tudo em função dela. No caso de Sadie, gostaria que ela conseguisse distanciar-se das paixonetas que sente e que criam momentos um pouco embaraçosos. Além disso, eles os dois são tão novos e têm de enfrentar tantos desafios e novidades que estes interesses acabam por parecerem desnecessários.

Os perigos anunciados fazem com que a leitura avance a bom ritmo, muito motivado pelo encadeamento de diferentes acontecimentos. Porém, e como acontece com outras histórias do autor, em momento algum duvidei de que os nossos heróis não seriam capazes de solucionar os mistérios e salvar o mundo. Sendo assim, não se pode considerar a trama como imprevisível. Em contrapartida, o humor não deixa de surpreender e de divertir tanto leitores mais jovens como aqueles que já são mais experientes e que apreciam o estilo do autor.

O Trono de Fogo é uma boa continuação para uma nova saga que se distancia dos deuses gregos e romanos de obras anteriores de Rick Riordan. Os elementos que nos cativaram em tramas anteriores continuam lá, mas vão surgindo outros que nos cativam e fazem querer saber o que vem a seguir. Vou querer continuar a acompanhar as aventuras dos irmãos Kane.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)
A Pirâmide Vermelha (Crónicas de Kane #1)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Opinião: A Pirâmide Vermelha (Crónicas de Kane #1)

Título Original: The Red Pyramid (2010)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Victor Antunes
ISBN: 9789896577889
Editora: Planeta (2016)

Sinopse:

Desde a morte da mãe, seis anos atrás, Carter Kane viaja pelo mundo com o pai, o egiptólogo Dr. Julius Kane. Não frequenta a escola e os seus pertences cabem numa única mala.
Enquanto isso, Sadie, a sua irmã mais nova, é criada pelos avós em Londres. Ela tem tudo o que Carter queria: casa, amigos e uma vida “normal”. E ele, o que ela mais deseja: conviver com o pai.
Depois de tanto tempo separados, os irmãos não tinham praticamente mais nada em comum. Até que na noite de Natal, durante uma visita ao British Museum, o pai faz uma estranha promessa: tudo voltará a ser como antes.
Mas o seu plano falha e os irmãos acabam assistindo ao momento em que um personagem misterioso desaparece com o egiptólogo e provoca uma explosão magnífica.

Opinião:

Depois de nos ter apresentando filhos mestiços de deuses gregos e romanos nas sagas "Percy Jackson" e "Os Heróis do Olimpo", Rick Riordan volta a impressionar através de uma nova série que tem como base a mitologia egípcia. Mas desta vez não há propriedades repletos de jovens com afinidade aos deuses, mas apenas dois irmãos que cresceram afastados e que viajam pelo mundo com o objetivo de salvar o pai e a humanidade.

A história é contada a duas vozes. Por um lado temos a prespectiva de Carter, cauteloso e com um espírito mais aberto. O facto de ter acompanhado o pai em tantas aventuras e de nunca se ter sentido em casa em qualquer lugar faz com que este rapaz tenha conhecimentos fora do comum e uma outra forma de encarar certos acontecimentos. Por outro lado há Sadie, uma jovem que se rebelou como forma de desviar atenções dos seus problemas familiares e que não consegue aceitar facilmente a existência de entidades divinas. O primeiro é mais racional, a segunda mais impulsiva. Diverti-me mais nos capítulos e Sadie apesar de, numa fase inicial, a achar um pouco irritante.

À medida que a trama vai avançando, os dois irmãos formam laços mais fortes. Apesar de não o admitirem, entre eles já existia um enorme carinho, mas a verdade é que mal se conheciam. Foi bom o autor ter escolhido esta ligação entre as personagens principais, para fugir um pouco às fáceis ligações amorosas. Porém, o facto de eles serem adolescentes que estão a conhecer uma série de figuras novas faz com que o romance também exista no livro, ainda que, num certo caso, possa parecer forçado.

Tal como Rick Riordan já nos habituou, também este livro apresenta um ritmo muito rápido. Há sempre algo a acontecer, um perigo a ser enfrentado e uma descoberta nova. Isto faz com que a leitura, embora previsível, avance com rapidez e proporcione bons momentos. Não há espaço para grandes paragens e o intercalar de pontos de vista faz com que exista sempre um novo ponto de interesse que estimula a leitura.

E se estão à espera de um desfile de figuras mitológicas, muito à semelhança do que acontece em outros livros do autor, então não vão ficar desiludidos. Entre deuses e outras criaturas que pertencem à mitologia egípcia, são muitas as figuras que nos surpreendem ao longo destas páginas. As personalidades nem sempre correspondem ao que seria esperado, o que, de certa forma, é uma lufada de ar fresco. Gostei que a ligação entre os protagonistas e os deuses não fosse igual à de outras séries do autor.

Rick Riordan continua a justificar o motivo pelo qual é um dos autores mais bem sucedidos da literatura juvenil. Os seus livros são divertidos, repletos de ação e têm ainda uma boa dose de factos históricos que são apresentados de forma apelativa. Todos estes ingredientes fazem com que livros que seriam destinados a um público mais jovem também divirtam os mais adultos. Gostei muito do início desta série e tenho muita vontade de acompanhar as aventuras dos irmãos Kane.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Opinião: Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)

Título Original: The Last Olympian (2009)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Marta Pinho
ISBN: 9789724622415
Editora: Casa das Letras (2016)

Sinopse:

Os mestiços passaram o ano inteiro a preparar para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço que é recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais. Enquanto os Olimpianos lutam para travar o monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova Iorque, onde o Monte Olimpo quase não tem vigilância. Cabe agora a Percy Jackson e ao seu exército de jovens semideuses travarem o Senhor do Tempo. Neste muito aguardado quinto e último livro da série best-seller Percy Jackson e os Heróis do Olimpo, a profecia envolve o dia do 16.º aniversário de Percy. E, enquanto luta por travar o fim da civilização ocidental nas ruas de Manhattan, Percy enfrenta a terrível sensação de que, na realidade, está a lutar contra o seu próprio destino.

Opinião:

É uma série dedicada a um público mais jovem, dá logo perceber como vai acabar e tenho sempre a certeza que as personagens principais vão superar todos os obstáculos. E apesar de tudo isto, adoro as aventuras de Percy Jackson. Os livros são sempre tão divertidos! Finalmente consegui ler o último da primeira série criada por Rick Riordan que tem o filho do deus do mar como figura principal. E dos cinco volumes, penso que este é o mais intenso.

A ação é muito rápida, tal como é habitual nesta série. E apesar de existirem vários momentos relevantes, gostei que o autor tivesse dedicado tantas páginas à batalha final contra Cronos. Afinal, era disto que estava à espera e, felizmente, Rick Riordan preparou um confronto épico e que não é cansativo. Porém, também não posso dizer que estava à espera de outro desfecho. Tudo continua a ser previsível.

Existem muitos monstros, muitos perigos, mas também muitos momentos divertidos. É que a tensão é aliviada com situações caricatas, muito comuns nos livros do autor. Existem também alguns mistérios que são desvendados e nota-se a evolução das relações entre personagens. Afinal, Percy continua a ser um jovem que procura perceber o seu lugar no mundo, mas já começa a definir o que quer para o futuro e a mostrar uma personalidade mais madura.

Foi bom assistir ao desfile de personagens ao longo destas páginas. É que praticamente todos voltaram a surgir para aquilo que parece ser uma última despedida. E isso não é feito de forma leviana, mas sim de um modo que faz sentido. Também é bom poder perceber a trama através de diferentes pontos de vista, pois isso torna a história mais rica e interessante.

E deixem que volte a dizer isto: adoro que Rick Riordan consiga incluir tantos aspectos da mitologia grega nos seus livros. Pode não o fazer com rigor, mas faz com originalidade e com a preocupação de explorar a natureza humana. Neste livro, gostei muito da mensagem de que a família, os amigos, o lar têm uma importância imensa para o equilíbrio da alma humana e da sociedade.

O final é muito satisfatório. Rick Riordan fecha um ciclo, mas também consegue deixar este mundo em aberto para novas tramas, tal como veio a provar com "Heróis do Olimpo", a série que se segue a esta. É um livro que possui um tom juvenil, sim, também é verdade que o final não é inesperado, mas não deixa de ser uma história que cativa gerações. Eu gostei de entrar esta aventura!

Opinião a outros livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Opinião: O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)

Título Original: The Blood of Olympus (2014)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896577360
Editora: Planeta (2015)

Sinopse:

Nico avisara-os. A passagem pela Casa de Hades despertaria as piores recordações dos semideuses, os seus fantasmas ficaiam inquietos. Nico pode, de facto, tornar-se um fantasma se viajar de novo pelas sombras com Reyna e Hedge. A alternativa, porém, pode ser pior, há a possibilidade de levar à morte alguém, tal como Hades previu.
O fantasma de Jasão é a mãe que o abandonou em pequeno. o semideus pode não ser capaz de provar que é um líder, mas tem a certeza que não quebrará, como ela, as suas promessas, sabe que fará a sua parte da profecia: Pela tempestade ou pelo fogo o mundo deve cair.
Reyna teme os fantasmas dos antepassados, que irradiam raiva e ódio, mas não pode permitir que a impeçam de levar Atena Parténos para o Campo dos Mestiços antes que a guerra estale entre romanos e gregos. Terá força suficiente, em especial com um caçador mortal nos calcanhares?
Leo teme que o seu plano não funcione, que os amigos possam interferir, mas não há outra maneira. Todos sabem que um dos Sete tem de morrer para que Gaia, a Mãe Terra, seja vencida.
Piper precisa de aprender a entregar-se ao medo, de modo a fazer o que lhe compete: proferir uma única palavra.

Opinião:

Chegou ao fim a saga "Os Heróis do Olimpo", de Rick Riordan. O Sangue do Olimpo conclui a história que coloca semideuses gregos e romanos frente a frente, que aborda as diferenças entre ambos os campos e, assim, entre ambas as mitologias, mas que se centra também no muito que as une. Penso que o autor tenta, assim, mostrar que é possível conviver e fazer amizades até entre aqueles que julgávamos inimigos ou muito diferentes de nós, e que a união é importante para combater o que realmente está mal no mundo. Neste caso, essa força maléfica é representada por Gaia, a Mãe Terra.

Os capítulos desta narrativa voltam a estar centrados em diferentes semideuses que vivem esta aventura. Percy e Annabeth, os protagonistas de obras passadas, deixam de ter alguma relevância e dão lugar a novos heróis. Destaco Nico, uma figura que sempre me cativou e que finalmente consegue perceber qual é o seu lugar entre o grupo, Leo, que deixa de ser apenas a personagem comediante para ter um papel de grande relevância nesta obra, e Piper que prova que o poder do amor é tão ou mais forte do que todos os outros.

Reyna, a pretora, também é uma personagem interessante, mas penso que o autor não a explorou convenientemente. Além disso, o desfecho dela não está bem explicado e algo que me diz que tal se deve ao facto de Rick Riordan ainda querer pegar nela para uma outra saga. Jasão continua a não ser uma das minhas figuras preferidas. Penso que tal se deve ao facto de ser demasiado banal, correto, perfeito e, por isso, pouco surpreender. Hazel e Zack também tiveram um papel muito secundário nesta obra, por isso os seus feitos não são os primeiros a serem recordados. Annabeth pode ter tido uns momentos mais curiosos, mas isso deveu-se mais à intervenção de Piper. Já Percy continua a parecer cada vez mais um adolescente sem noção das consequências e não um grande herói.

Um dos pontos fortes deste livro continua a ser o que tanto me cativou nos anteriores: a forma como o autor integra a mitologia greco-romana a uma aventura juvenil. Estão sempre a surgir novas figuras, sejam elas deuses mais esquecidos ou monstros e titãs. E gosto muito da forma caricata com que o autor apresenta estas personagens no mundo atual, o que nos leva a criar imagens mentais tão divertidas quanto assustadoras. Contudo, também é verdade que algumas situações são demasiado absurdas e não nos fazem acreditar no perigo. A diversão continua a ser palavra de ordem.

É de realçar que os nossos heróis, divididos em grupos, viajam por diversos pontos da América e da Europa. E devo dizer-vos, sem querer revelar demasiado da trama, que fiquei muito feliz ao ver que houve quem passasse pelo nosso país. Sim, Portugal surge nesta história! E deixem que vos diga que não é uma mera passagem, mas sim um ponto de revelações importantes. E o local foi muito bem escolhido, por usa a mitologia a que lhe está associada a uma personagem a quem isso faz sentido.

O ritmo da narrativa é muito rápido. Está sempre a acontecer algo e todos os capítulos terminam de uma forma que nos leva a querer ler o que vem a seguir. A forma como as profecias se concretizaram estão bem conseguidas e o desfecho é agradável, apesar de haver algumas situações que ficam em aberto. Mas no geral, senti-me feliz com as conclusões do autor.

Tal como referi em opiniões anteriores a livros de Rick Riordan, pode trata-se de obras para um público mas novo, mas acredito que até os adultos se podem divertir ao ler as histórias deste autor tão imaginativo e engenhoso. Se gostaram de outras narrativas de Riordan, então não vão querer perder esta, que é, provavelmente, uma das mais divertidas e intensas.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Opinião: A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)

Título Original: The House of Hades (2013)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896576806
Editora: Planeta (2015)

Sinopse:

A tripulação de semideuses do Argo II está numa encruzilhada. Ou voltam para casa com a estátua de Atena Partenos ou continuam a demanda, e arriscam encontrar a Casa de Hades. Seja qual for o caminho que decidam tomar, têm de se apressar porque o tempo urge. Gaia, a Terra Mãe sedenta de sangue, marcou a data do dia 1 de Agosto para a sua subida ao poder.

Opinião:

Já vos disse que não consigo perder um livro das aventuras de Percy Jackson e companheiros? Acho que não, mas se seguem este blogue há algum tempo, de certo que já perceberam isso. As aventuras deste herói são destinadas a um público juvenil, mas são tão divertidas e têm tantos elementos das culturas gregas e romanas que acabam por atrair um grupo de leitores mais vasto. E A Casa de Hades, o quarto livro da saga "Heróis do Olimpo" dá provas de todos estes elementos.

O livro anterior desta saga, A Marca de Atena, terminou num momento de grande viragem. Dois dos nossos heróis foram enviados para o Tártaro, um dos locais mais aterrorizadores que existe. Curiosa para saber como o autor tinha imaginado esta realidade, foi com ansiedade que esperei por A Casa De Hades. É que a concepção do inferno grego sempre me suscitou curiosidade. E a verdade é que gostei da forma como o autor o concebeu. Claro que poderia apresentar mais perigos e ser mais implacável, mas tinha muitos conceitos curiosos. A forma como os rios eram apresentados, as suas propriedades e a forma como foram usados pelos heróis foram bem conseguidos.

Os muitos monstros que surgem têm uma apresentação curiosa. O autor consegue descrevê-los com pormenor, o que faz com que seja fácil imaginar estas criaturas tão invulgares. Contudo, gostaria que eles tivessem mais inteligência, pois acabam sempre por ser derrotados com truques muito básicos. Exemplo disso foi a forma como os herois fugiram às empusas ou à noite. Porém, devo também salientar que existiram outras figuras que, regra geral, estamos habituados a vê-las como inofensivas, e que neste livro revelaram um poder muito superior ao esperado.

A ligação entre Percy e Anabeth é cada vez mais forte. Entre os dois, confesso que sinto uma maior ligação com ela, talvez pela forma como chama a si tantas responsabilidades. Mas não deixo de admirar a devoção de Percy à namorada, uma vez que ele é capaz de tudo para a proteger, mesmo que por vezes possa parecer um rapaz um pouco aluado. Entre o restante grupo, destaco Leo, que atravessa todas as dificuldades com humor e que lida com uma situação inesperada de forma extremamente amorosa. Também gostei muito do papel de Frank, que começa a ver a sua confiança a aumentar e, com isso, a tornar-se numa elemento cada vez mais importante para o grupo. Também uma provação de Hazel faz com que ela capte o nosso interesse e uma revelação de Nico pode surpreender.

A acção é rápida, tal como o autor já nos habituou em livros anteriores. Existe sempre algo a acontecer e sempre muitoas figuras mitológicas novas a surgir. Os heróis não têm descanso e existe a sensação de que a grande batalha com Gaia está prestes a começar. Isto faz com que a leitura avance a bom ritmo e com que o leitor fique agarrado ao livro, mesmo que muitas situações sejam previsíveis ou demasiado fáceis de ultrapassar.

Rick Riordan volta a apostar em transmitir a ideia de que a coragem e o trabalho de grupo são fundamentais para o sucesso. Contudo, desta vez, o autor apresentou uma outra ideia nova: a de que cada pessoa é responsável pelos seus atos, não podendo, por isso, ser definida pelas expetativas dos outros ou pelas suas origens. Desta forma, vemos um titã e um gigante a surpreenderem-nos e a mostrarem que que a amizade pode fazer grandes alterações numa pessoa.

A Casa de Hades é, até ao momento, o livro que mais gostei de ler da saga "Os Heróis do Olimpo". Talvez tal tenha acontecido por boa parte da ação decorrer no inferno, talvez por começar a ver que todos os fios que antes estavam soltos começam a encontrar o seu lugar e a serem atados. Além disso, notasse que as personagens estão em crescimento, o que é gratificante. Este é um livro muito divertido e que faz desejar a leitura do próximo volume, que trará a conclusão da saga.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Opinião: A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)

Título original: The Mark of Athena (2012)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896576387
Editora: Planeta (2015)

Sinopse:

Annabeth está aterrorizada; quando pensava juntar-se de novo a Percy após seis meses de separação, graças a Hera, eis que o Campo Júpiter se prepara para a guerra. Enquanto voa com os amigos Jasão, Piper e Leo no Argo II, a jovem não culpa os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma grega. Com o dragão fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece nada amigável.
Annabeth tem esperança de que a visão do pretor Jasão no tombadilho convença os romanos de que os visitantes do Campo dos Bastardos vêm em paz. Mas trata-se apenas de uma das suas preocupações. Annabeth transporta consigo um presente da mãe com uma exigência enervante: Segue a Marca de Atena. Vinga-me. A jovem já se sente pressionada pela profecia que envia sete semideuses numa demanda para encontrar – e fechar – as Portas da Morte. Que mais quer Atena dela? O maior medo de Annabeth, porém, é que Percy possa ter mudado, que se tenha aproximado demasiado dos romanos! O rapaz ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria a jovem sabe que nasceu para comandar, mas não quer continuar a viver sem ele.

Opinião:

Voltar a acompanhar Percy Jackson e os outros semideuses criados por Rick Riordan é sempre algo que me agrada muito. Sei à partida que estes heróis vão viver muitas aventuras e enfrentar com bravura obstáculos, sei que muitas situações podem parecer demasiafo fáceis e que certos vilões até vão surgir de uma forma rídicula, mas tudo isso me diverte. Gosto da forma como o autor mistura os mitos clássicos na era moderna, deixando uma sensação de frescura e juventude.

Os ingredientes já mencionados não ficam de foram em A Marca de Atena. Na terceira aventura da saga "Os Heróis do Olimpo", assiste-se a um grande choque entre as culturas gregas e romanas, pois  diferentes personagens destes dois meios unem-se numa missão em comum. Desta vez ninguém perde a memória, o que faz com que os contrastes e as semelhanças estejam mais em evidência.

Este livro é contado a três vozes, e cada uma delas corresponde ao filho de um deus grego. Percy Jackson, que sempre surgiu como um líder, mantém a sua postura corajosa, otimista e, por vezes, pouco convencional. Anabeth surge como o elemento mais maduro, talvez por ser filha de Atena e devido à missão secreta que lhe foi incumbida. Leo mantém o seu lado bem-disposto eaté ingénuo apesar dos tormentos que vive. Já Piper parece estar a ultrapassar a sua timidez e a começar a acreditar no potencial que tem.

Os heróis já não guardam grandes surpresas, é verdade, mas é a forma como eles reagem aos desafios que fazem a trama avançar. Afinal, existem sempre obstáculos a serem ultrapassados, todos respectivos a mitos da cultura clássica. Figuras mais conhecidas, como Hércules e Narciso, e outras que podem passar mais despercebidas, como Crisaor e os gémeos Aloídas, surgem como inimigos dos heróis. É sempre engraçado ver a forma como Rick Riordan os traz para o mundo moderno e as personalidades que lhes concede.

O enredo é divertido e proporciona uma leitura rápida. É certo que existem certas situações que acontecem de uma forma demasiado simples, o que pode não agradar aos leitores mais exigentes. Em momento algum surge a dúvida de que os heróis não vão conseguir, por isso a leitura é feita sem grande sobressaltos. Contudo, foi muito bom ver que o final trouxe uma surpresa, o que puxa para a leitura do próximo volume desta saga.

Este livro teve um tradutor diferente dos dois volumes anteriores e isso sente-se sem ser preciso comparar nomes. Afinal, existem algumas palavras que surgem de forma diferente, o que pode causar alguma estranheza. Enquanto nos volumes anteriores alguns termos foram traduzidos, agora surgem na sua forma original. Mas aquilo que mais me causou estranheza foi a mudança do nome de Jason, que agora é Jasão. Confesso que, no primeiro livro, achei que o nome deveria ter sido traduzido, mas não tendo acontecido, acho que se deveria ter mantido.

Os fãs de Rick Riordan vão apreciar A Marca de Atena. Rick Riodan continua a provar que a sua fórmula de sucesso não se esgotou e que é capaz de tornar uma grande aventura num livro divertido de se ler. Se gostaram de outros livros do autor, então de certeza que vão apreciar este.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Opinião: O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)

Título original: The Son of Neptune (2013)
Autor: Rick Riordan
Tradutor: Irene Daun e Lorena e Nuno Daun e Lorena
ISBN: 9789896575786
Editora: Planeta (2014)

Sinopse:

Percy está confuso. Ao acordar de um longo sono o rapaz pouco mais sabe que o seu nome, mas consegue chegar a um campo de mestiços que, no entanto, nada lhe diz. A única coisa que recorda do passado é outro nome: Annabeth. Hazel devia estar morta. Na sua vida anterior a jovem não se saiu bem e agora, por causa de um erro cometido então, o futuro do mundo está em risco. Oxalá pudesse fugir no garanhão que lhe aparece em sonhos.
Frank é um trapalhão. A avó diz-lhe que é descendente de heróis, mas ele não acredita. O físico volumoso fá-lo sentir-se um touro, em especial na presença de Hazel, a melhor amiga. O rapaz confia em pleno nela, ao ponto de lhe confiar o segredo que guarda no coração. Começando no «outro» campo de mestiços e acabando na terra para lá dos deuses, este segundo volume de cortar a respiração dos Heróis do Olimpo apresenta novos deuses, ressuscita monstros terríveis e caracteriza outras criaturas notáveis, destinadas a representar um papel na Profecia dos Sete.

Opinião:

Foi com um grande entusiasmo que comecei a ler O Filho de Neptuno. Estava a precisar de um livro que fosse divertido, leve, fresco e tivesse muitos momentos de acção. Sabia que era muito provável encontrar todos esses ingredientes num livro de Rick Riordan e ele não me falou. O segundo volume da série "Os Heróis do Olimpo" acabou por ser lido num instante e proporcionar-me momentos muito agradáveis.

Se no primeiro volume da série, O Herói Desaparecido, Percy Jackson estava ausente, agora dá-se o seu regresso. Tal como aconteceu com Jasão, Percy também perdeu a memória e acabou por ir para um local onde estão os filhos dos deuses romanos. Foi muito bom ver como este novo sítio é tão diferente do Campo dos Mestiços. Logo se percebe que o autor inspirar-se na organização romana, nomeadamente a nível de legiões, para criar esta nova forma de sociedade. Fez-me sentido que os filhos dos deuses romanos fossem mais focados no trabalho em grupo, uma ideia que é oposta ao conceito grego de herói. Isto fez com que Percy se destacasse na sua forma de combater, como é natural. Contudo, também fez com que o nosso herói se apercebesse de novas técnicas.

Apesar de ter perdido a memória, Percy Jackson mantém as características a que já nos habituou. É o rapaz corajoso, fiel aos seus amigos e bastante impulsivo. Características que o fazem atirar-se de cabeça para os desafios, mas que também o colocam em riscos desnecessários. Contudo, achei que ele confiou demasiado facilmente em completos estranhos. Afinal, ele apareceu entre os semideuses romanos de uma forma completamente inesperada, o que poderia sugerir uma maior desconfiança.

Como seria de esperar, este livro apresenta personagens novas. Dentro do campo dos semideuses romanos, destaco Hazel e Frank. Eles os dois formam um novo trio ao lado de Percy e apesar de possuírem as típicas características, acabam por conseguir cativar. Hazel é a rapariga misteriosa, inteligente e que tem um grande coração. Frank é o típico rapaz trapalhão que acaba por se revelar alguém com mais potencialidades do que aquelas que acreditava ter. A química entre ambos é perceptível desde o início e, apesar de alguma ingenuidade, acabam por formar um par que quis ver junto e feliz.

O desenrolar dos acontecimentos é rápido, por vezes até em demasia. Achei que os nossos heróis tinham pouco tempo para fazer tudo aquilo desejavam, afinal as provações eram de uma grande dificuldade. O autor conseguiu arranjar forma de alguns obstáculos serem facilmente contornados, mas ficou sempre a sensação de que foram soluções demasiado convenientes. Em momento algum achei que Percy e companheiros não fossem bem-sucedidos, o que acaba por tonar tudo demasiado previsível. Contudo, existiram momentos bem divertidos, tais como os que aconteceram na loja de uma certa deusa vegetariana ou num armazém controlado por umas mulheres muito autoritárias.

A componente mitológica continua a interessar-me mas acho que algumas ideias poderiam ter sido melhor exploradas. Agora que Rick Riordan decidiu misturar mitologia grega e mitologia romana, sinto que algumas ligações não estão bem estabelecidas. E é curioso ver estas minhas dúvidas presentes em algumas personagens! Todos nós sabemos que os romanos copiaram os gregos de muitas formas, mas que também fizeram algumas alterações. Isto faz com que os deuses possuam traços distintos e o que faz com que eles, sendo as mesmas pessoas, tenham características diferentes consoante o local onde surgem. Gostava que o autor tivesse explorado este facto de uma forma mais coerente. Contudo, gosto bastante do jogo entre deuses, a fazer lembrar a forma como eles influenciam os heróis dos mitos.

O Filho de Neptuno acabou por se rum dos livros de Rick Riordan que gostei mais de ler. Tem algumas falhas ou ideias que não consegui entender bem, é certo, mas também cativou-me desde o início pela diferença e pelas novas personagens que foram apresentadas. Terminada a leitura, fiquei com vontade de pegar no terceiro volume, pois parece vem aí mais emoção.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Opinião: Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)

Autor: Rick Riordan
Título Original: The Titan's Curse (2007)
Tradução: Dina Antunes
ISBN: 9789724620251
Editora: Casa das Letras (2011)

Sinopse:

Uma chamada urgente e aflita do amigo Grover é o sinal para Percy Jackson da iminência de mais uma batalha memorável. É também hora de convocar todos os seus poderosos aliados semideuses, de pegar na sua confiável espada de bronze e... ter a ajuda de sua mãe.Os semideuses correm imediatamente em seu auxílio e descobrem que Grover fez um importante achado: dois poderosos meio-sangues, Bianca e Nico di Angelo, cujo parentesco é desconhecido. Mas não é só isso que os espera. O titã Cronos criou a sua mais traiçoeira estratégia, e os jovens heróis caíram como presas indefesas.Mas não são os únicos em perigo. Um antigo monstro – que dizem ser tão poderoso que poderia destruir o Olimpo – ressurgiu e Artemis, a única deusa que parece saber como combatê-lo, está desaparecida. Percy e os seus amigos juntam-se aos Caçadores de Artemis e têm apenas uma semana para encontrar a deusa desaparecida e desvendar o mistério sobre este terrível monstro. Pelo caminho eles enfrentarão o seu mais perigoso desafio: a petrificante profecia da maldição do titã.

Opinião:

A saga "Percy Jackson" é claramente destinada a um público jovem, mas proporciona um bom entretenimento aos leitores mais maduros que apreciam mitologia. Por estar a precisar de uma leitura mais leve e descontraída, decidi regressar a esta saga, que é de autoria de Rick Riordan, e pegar em Percy Jackson e a Maldição do Titã, o terceiro volume.

A fórmula usada pelo autor para este livro é muito semelhante à que já nos foi apresentada nos dois volumes anteriores. A principal diferença está na maior intensidade da acção. Logo no início somos transportados para uma missão que dá o mote para a aventura central. Assim, existe a sensação de que está sempre algo novo a acontecer, o que motiva a leitura e coloca para um plano secundário aspectos menos agradáveis.

Foi com curiosidade que achei Percy Jackson, o protagonista, mais imaturo do que nos volumes anteriores. Isto pode ter acontecido, muito provavelmente, por ter lido os outros dois livros numa fase diferente da minha vida, o que me levou a notar mais nesta diferença. Deste modo, Percy Jackson tornou-se um miúdo impulsivo e demasiado preocupado com a imagem que passa aos outros. Estas características fazem com que ele não caía no estereótipo aborrecido de herói corajoso e perfeito, fazendo dele uma figura mais interessante.

Tália foi uma das personagens secundárias que mais gostei de acompanhar. A sua personalidade faz tudo o sentido, e os momentos em que ele choca com Percy colocam o herói numa posição muito diferente à que estava habituado. Annabeth está mais apagada neste volume e confesso que não senti a falta dela. Grover continua a ser o típico parceiro do herói que acaba sempre em situações humorísticas e, por isso, é previsível.

O que mais gostei desta leitura voltou a ser a componente mitológica. Adorei as Caçadores de Artemisa, adorei voltar a ver os deuses do Olimpo e de conhecer um pouco melhor algumas destas personalidades. O vilão pareceu-me demasiado banal, sendo que o que mais me atraiu nele foi mesmo o facto de ele ser alguém que eu sempre imaginei de uma forma muito diferente. Achei as modificações operadas em Luke interessantes e estou curiosa para saber o que lhe vai acontecer.

A escrita é directa, fácil de acompanhar e proporciona uma leitura rápida. Contudo, por vezes sentia-me incomodada com algumas expressões utilizadas, tais como "jogou fora" ou "abalou". O enredo não é nada de excepcional e chega mesmo a ser previsível. A partir do momento em que uma profecia é anunciada quase que conseguimos adivinhar tudo o que vai acontecer.

O final deixou-me com vontade de continuar a ler esta saga. Existem duas revelações que, apesar de não serem inesperadas, prometem desenvolvimentos interessantes. Percy Jackson e a Maldição do Titã é uma leitura agradável, pouco exigente e que diverte, Exactamente o que estava à espera.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Opinião: O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)

Autor: Rick Riordan
Título Original: The Lost Hero (2010)
Tradução: Nuno Daun e Lorena
ISBN: 9789896574918
Editora: Planeta (2014)

Sinopse:

Jason tem um problema. Não se lembra de nada antes de acordar num autocarro escolar de mãos dadas com uma miúda. Aparentemente, é a namorada Piper, e o seu melhor amigo é um rapaz chamado Leo, e os três são alunos da Escola Wilderness, um internato para «crianças más». O que terá feito para acabar ali, Jason não tem a mais pequena ideia, excepto que tudo parece muito errado.
Piper tem um segredo. O pai está desaparecido há três dias, e os pesadelos vívidos revelam que corre um perigo terrível. Agora o namorado não a reconhece, e quando uma estranha tempestade e estranhas criaturas atacam durante uma viagem da escola, ela, Jason e Leo são levados para um lugar chamado Campo dos Mestiços. O que está a acontecer?
Leo tem jeito com ferramentas. A nova cabana no Campo dos Mestiços está cheia delas. Este lugar é selvagem, com treinos com armas, monstros e raparigas bonitas. O que o incomoda é a maldição de que todos falam quando desaparece um jovem. O mais estranho é que os companheiros insistem que são todos, incluindo Leo relacionados com um deus.

Opinião:

Rick Riordan é o autor da conhecida série de livros protagonizados por Percy Jackson, um semideus filho de Poseídon. Infelizmente não tive oportunidade de ler todos os livros dessa série composta por cinco volumes, tendo apenas ficado pelo segundo. Contudo, recordo que apesar do tom mais juvenil, fiquei cativada pela forma como o autor misturou a mitologia grega com  aspectos tão comuns dos dias de hoje. Foi por isso com expectativa que peguei em O Herói Desaparecido, o primeiro volume de uma nova série que se passa no mesmo mundo que Percy Jackson.

O início deste livro faz recordar a fórmula usada no início de Percy Jackson. Mais uma vez, voltamos a assistir a uma visita de estudo que é interrompida por um ataque de monstros. Alguém próximo do herói revela ser um sátiro responsável pela protecção de semideuses e é a partir daí que o herói percebe quem realmente é. Contudo, existem também algumas diferenças; apesar de o herói ser Jasão existem outras duas figuras de grande destaque, Piper e Leo, para além de que Jasão tem uma menor memória do seu passado. Logo aqui percebemos que estamos perante um mistério que vai condicionar a trama.

Mais uma vez, voltamos ao Campo de Mestiços e voltamos a deparar com algumas das personagens que ficaram conhecidas na série Percy Jackson, apesar de agora terem um papel menos relevante. Este facto fortalece a noção de proximidade do leitor com o livro. Eu confesso ser fã do Campo dos Mestiços, por isso foi com uma grande satisfação que lá regressei. Adoro a organização dos semideuses por diferentes cabanas, cada uma dedicada a um dos deuses do Olimpo. Gosto da forma como o autor consegue transmitir as características de cada deus através da descrição de uma casa, mas também através das personalidades dos seus filhos. É interessante ver como os semideuses se organizam dentro das suas casas e com os filhos de outros deuses. Gosto ainda do ambiente de campo de férias permanente, no qual existe um verdadeiro espírito de camaradagem e muitos desafios.

Eu já gostava da forma como o autor incorporava os elementos da mitologia grega em situações modernas e da caracterização das figuras mitológicas, mas este livro conseguiu deixar-me ainda mais entusiasmada quanto a este aspecto. Isto porque também surge mitologia romana! Ao início é algo que surge um pouco confuso, quase que parece um engano ou uma troca de palavras. Depois, percebe-se que afinal tudo foi propositado. O autor mostra de que forma as duas culturas se interligam e se separam, sugerindo uma nova perspectiva sobre acontecimentos passados e ainda oferecendo novas possibilidades para os próximos livros desta série. Gostaria de ter visto este lado mais explorado neste livro, contudo tal foi apenas apresentado. E é por querer ver onde tudo isto vai parar que estou mais ansiosa pelo próximo volume.

E se existem pontos fortes que muito me agradaram, também existem outros que não corresponderam às minhas expectativas. Penso que a maior falha deste livro vai mesmo para a caracterização das três personagens principais. Jasão é o herói valoroso, humilde e fiel que se arrisca em detrimento de um bem maior. Piper é a menina bonita e apaixonada, que não acredita na sua própria beleza, que tem problemas de confiança apesar de ter imensas qualidades e que procura mostrar a todo o custo que é mais do que deixa transparecer. Já Leo é o amigo fiel, o típico elemento cómico de um grupo, sem noção concreta do perigo e, por isso, que acaba sempre por se envolver em situações caricatas. Estes três não me impressionaram, sendo que os vilões que enfrentam acabam por ser muito mais interessantes, nomeadamente Medeia e Hera (apesar de esta última ser dúbia).

O tom utilizado é juvenil, o que por vezes pode causar estranheza. O enredo acaba por não guardar grandes surpresas. O autor dá imensas pistas sobre o caminho para onde quer levar esta narrativa, o que faz com que tudo seja previsível e que grandes mistérios sejam desvendados muito antes de alguém realmente os revelar. Quero ainda deixar uma nota para o facto de o nome de Jasão estar traduzido no livro mas não na sinopse, o que causa estranheza. Este foi um dos poucos nomes traduzidos e, na minha opinião, tal faz sentido.

O Herói Desaparecido não é uma leitura exigente, mas sim um livro que entretém e que faz recordar mitologia. Os fãs de Percy Jackson vão ficar agrados com esta nova colecção que promete apresentar mais novidades para além de retomar heróis antigos. "Os Heróis do Olimpo" é uma nova série composta por cinco livros que pode ser lida até por quem nunca leu nada do autor. Eu vou ficar á espera do segundo volume.