sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Novidades da Saída de Emergência para Janeiro

Sangue & Fogo: A História dos Reis Targaryen (volume 1 - parte 2), de George Martin
Sinopse -  A emocionante história dos Targaryen ganha vida neste trabalho magistral do autor de As Crónicas de Gelo e Fogo.
A Casa Targaryen governa Westeros. O Velho Rei e a Boa Rainha morreram. Os herdeiros do Dragão perfilam-se para a sucessão numa época aparentemente tranquila. Mas as sementes da guerra ameaçam estes tempos de paz e a ambição levará a uma batalha feroz pela posse do tão ambicionado Trono de Ferro.
Porque foi a Dança dos Dragões tão devastadora para os Sete Reinos? Quem é o legítimo herdeiro do Dragão? E que papel desempenhou a Casa Stark nesta luta de poder? Estas são algumas das questões a este livro dá resposta pela mão de um reconhecido meistre da Cidadela e das quarenta e seis ilustrações a preto e branco.
Sangue & Fogo apresenta pela primeira vez o relato completo da dinastia Targaryen, permitindo uma compreensão perfeita da fascinante, dinâmica e por vezes sangrenta história de Westeros.”



Monstress - Refúgio (volume 3), de Marjorie Lu e Sana Takeda
Sinopse - Maika Meiolobo começou a desvendar os mistérios do seu passado, mas os desafios do presente são cada vez maiores. Neste terceiro volume, a viagem de Maika leva-a à cidade neutral de Pontus, onde espera encontrar um refúgio temporário dos seus perseguidores. Infelizmente, Pontus pode não ser tão segura como Maika e os seus aliados esperavam.
Com a inevitável guerra entre humanos e arcânicos cada vez mais próxima, e com forças poderosas lutando pela possibilidade de controlar o seu futuro, Maika descobre que precisa de colaborar com Zinn, o Monstrum que vive dentro dela, para garantir a sobrevivência de ambos. Mas talvez nem essa aliança seja suficiente para preparar Maika para os horrores que aí vêm.


Disponíveis a partir de dia 8.

Novidade da Cultura Editora para Janeiro

A Última Ceia, de Nuno Nepomuceno
Sinopse: Uma nota enigmática é encontrada junto a lascas de tinta e tela, e à moldura vazia de um quadro famoso. O ladrão deixou um recado. Promete repetir a façanha dentro de um ano. De visita à igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, uma jovem mulher apaixona-se por um carismático milionário. Mas quando alguns meses depois é abordada por um antigo professor, Sofia é colocada inesperadamente perante um dilema. Deverá denunciar o homem com quem vai casar-se, ou permitir tornar-se cúmplice deste ladrão de arte irresistível?

Enquanto a intimidade entre o casal aumenta, um jogo de morte, do gato e do rato, começa. E aquilo que ao início aparentava ser um conto de fadas, transforma-se rapidamente num pesadelo, enquanto um plano ousado e meticuloso é urdido para roubar a obra-prima de Leonardo da Vinci. Requintado, intimista, inspirado em acontecimentos verídicos, A Última Ceia transporta-nos até ao elitista mundo da arte. Passado entre Londres e Milão, habitado por uma coleção extraordinária de personagens, para as quais a ambição e fama sobrepõem-se a qualquer outro valor, este é um thriller sofisticado de leitura compulsiva. Uma viagem surpreendente ao centro de uma teia de intrigas, romances e traições.

sábado, 17 de novembro de 2018

Opinião: Três Coroas Negras

Título Original: Three Dark Crowns (2016)
Autor: Kendara Blake
Tradução: Alexandra Guimarães
ISBN: 9789720030368
Editora: Porto Editora (2018)

Sinopse:

Três rainhas negras,
Fruto da mesma terra.
Três gémeas meigas,
Agora entrarão em guerra.

Três irmãs negras –
Quais delas não se adivinha –
Mas duas terão de morrer:
Só uma será rainha.

A CADA GERAÇÃO, NA OBSCURA ILHA DE FENNBIRN, NASCEM TRÊS IRMÃS GÉMEAS.

Três rainhas herdeiras de um só trono, cada uma possuindo um poder mágico muito cobiçado. Mirabella é capaz de inflamar o incêndio mais violento ou a tempestade mais terrível. Katharine consegue ingerir um veneno mortal sem sentir os seus efeitos. De Arsinoe diz-se capaz de fazer florir a rosa mais vermelha e controlar o leão mais feroz.

Mas para uma delas ser coroada rainha, não basta ter a linhagem certa. As trigémeas terão de conquistar o seu direito à coroa, lutando por ele… até à morte.

Na noite em que as irmãs completam 16 anos, a batalha começa. E a rainha que sobreviver, conquistará a coroa!

Opinião:

A luta pelo poder entre três irmãs detentoras de capacidades mágicas foi o que me atraiu ao ler a sinopse de Três Coroas Negras. Como fã de fantasia, fiquei com expectativas em relação a este livro, que prometia uma história diferente, negra e aliciante. Assim sendo, não hesitei muito em iniciar esta leitura e em descobrir estas três herdeiras que têm de matar para conquistar uma coroa e para não serem mortas.

A leitura é intercalada por capítulos dedicados a cada uma das irmãs. Desta forma, ficamos a conhecê-las melhor de forma individual. É curioso constatar as semelhanças e diferenças que existem entre Katharina, Arsinoe e Mirabella. Elas têm personalidades muito distintas, mas partilham o receio que sentem umas pelas outras e pelo que vai acontecer a partir do momento em que fizerem 16 anos. Foi com interesse que analisei a forma como cada uma foi educada e preparada para derrotar as outras irmãs, sendo tal relevante para moldar quem elas são, mas incapaz de lhes modificar a natureza.

Perante estas três jovens diferentes, é normal o leitor sentir preferência por uma em detrimento das outras. Confesso que senti maior ligação a Arsinoe neste primeiro livro da saga, talvez por ela ser apresentada como o elo mais fraco desta conpetição. Katharina acabou por ser aquela pela qual senti menor empatia, talvez por me parecer a que foi mais manipulada. Contudo, a minha personagem preferida desta obra não foi uma das irmãs protagonistas, mas sim Jules, a melhor amiga de Arsinoe. Esta jovem pareceu-me ser a personagem mais forte e intrigante da história, quer pela forma como se dedica e acredita na amiga mais fraca, quer pela intriga que lhe está associada.

O desenrolar da ação é fácil de acompanhar e proporciona uma leitura rápida. Isto deve-se aos acontecimentos rápidas e ao facto de haver sempre alguma novidade e interesse nos capítulos das três rainhas. Ainda assim, confesso que esperava mais desta leitura. Talvez por as personagens principais serem tão novas, o tom deste livro acaba por perder a negritude esperada para ir para um lado mais adolescente. Existem muitas paixões entre as personagens, e isso, em certos momentos, acaba por ser o foco da trama. Teria preferido que a autora se entregasse mais às intrigas entre e dentro de cada facção e à luta pelo poder.

Apreciei a forma como a magia foi apresentada nesta obra. Kendara Blake dividiu estas capacidades em vários campos, sendo que cada uma das irmãs nasceu com habilidades para uma vertente. Como tal, Katharina é envenadora, o que quer dizer que tem uma forte resistência e dom para venenos. Arsinoe é uma naturalista, o que a liga à fauna e flora. Mirabella é uma elemental, descrita como a mais talentosa, e tem a capacidade de controlar os elementos atmosféricos. É curioso como cada uma, através destes dons, tenta destruir as outras e dar provas do seu poder.

A leitura não é tão inovadora quanto esperava, mas proporciona bons momentos.O final está bem conseguido e apresenta uma reviravolta que nos leva a querer ler o segundo livro da saga. Três Coroas Negras pode não se ido ao encontro das minhas expectativas, mas conseguiu agarrar a minha curiosidade e querer saber mais sobre estas três irmãs e o seu mundo. Espero que o próximo livro seja, então, mais negro e desafiante.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Opinião: A Jaula do Rei (#3)

Título Original: King's Cage (2017)
Autor: Victoria Aveyard
Tradução: Teresa Martins Carvalho
ISBN: 9789897731280
Editora: Saída de Emergência (2018)

Sinopse:

Mare Barrow foi capturada e está impotente sem o seu poder, vivendo atormentada pelos erros do passado. Ela está à mercê do rapaz por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos da sua mãe, fazendo de tudo para manter o controlo de Norta — e de sua prisioneira.

Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante da Pedra Silenciosa, a Guarda Escarlate organiza-se, deixando de agir nas sombras e preparando-se para a guerra. Entre os guerreiros está Cal, o príncipe exilado, que no meio das dúvidas tem apenas uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta. Sangue vermelho e prateado correrá pelas ruas. A guerra está a chegar…

Opinião:

Terminados os acontecimentos de Espada de Vidro, a autora deixou a certeza de que o próximo volume desta série iria ser diferentes. Como tal, quando A Jaula do Rei foi publicado, foi com curiosidade que iniciei a leitura, tal era a vontade de descobrir o que ia acontecer a Mare e como isso iria afetar a Guarda Escarlate. Este terceiro livro inicia-se com rapidez e fornece logo algumas respostas.

É fácil perceber a escolha deste título. A jaula refere-se claramente ao facto de Mare passar uma boa parte deste livro aprisionada a mando de Maven. Contudo, também pode ser uma referência ao facto de este novo rei também ele estar preso aos deveres do trono, às expetativas que existem à volta dele, às ligações necessárias para a manutenção do poder. Confesso que esta segunda parte foi a minha preferida, pois permitiu que ficasse mais próxima de Maven, uma das personagens mais intrigantes desta série.

Se Mare não me conquistou no primeiro e no segundo livro, lamento dizer que o mesmo se passou neste terceiro volume. Interesso-me por ela pelas situações que a envolvem, mas não tanto pela personalidade dela. O sarcasmo e ironia característicos desta personagem não são suficientes para a construírem como uma personagem complexa e credível. É que em tudo o resto ela é demasiado série, intensa e moral, e isso não me deixa particularmente interessada. Contudo, as circunstâncias em que ela se encontra é que me fazem olhar para ela com curiosidade, não por ela mas pela vontade de descobrir o que vai acontecer a seguir.

O facto de, neste livro, Mare estar próxima do rei e da corte devido ao seu aprisionamento, permite-nos conhecer melhor este lado. Foi bom voltar a este meio e ver o que mudou desde a ascensão da Guarda Escarlate. Gostei da tensão constante, mesmo quando se tenta rebaixar os Vermelhos e aclamar a superioridade dos Prateados. A autora fez algumas reviravoltas interessantes ao longo da narrativa, fazendo-nos pensar sobre os estratagemas políticos que acontecem nos bastidores para que um objetivo seja alcançado. Também é curioso ver a diferença entre o que é real e o que é apresentado ao povo, levando-nos a pensar sobre o poder da comunicação das campanhas e como tal manipula o pensamento, mesmo quando acreditamos estar a  pensar pela nossa própria cabeça e sem influências.

Este livro pode ser dividido em duas partes, sendo que a segunda retoma o lado mais revolucionário da ação. A primeira foi a minha preferida por ser a que está mais ligada a Maven, que é, para mim, a figura mais interessante desta obra. Existiam alguns capítulos paralelos que nos levam a conhecer o que se passa do lado dos rebeldes, mas confesso que os achei desnecessários e, em certos aspectos, aborrecidos. Quando retomamos por completo o lado revolucionário, não existe, propriamente uma grande novidade. As decisões finais é que nos fazem adivinhar que vêm aí novas reviravoltas no último volume da saga, deixando adivinhar que uma figura já nossa conhecida se vai revelar surpreendente.

Este não foi o livro que mais me agradou da saga iniciada com Rainha Vermelha. Victoria Aveyard parece ter enrolado um pouco nesta parte da narrativa, sendo pouca a nova informação que surge. Além disso, a personagem principal não ajudou propriamente, mantendo-se estática no que toca a construção. Contudo, a autora mantém a curiosidade para o que está reservado para o final. Quero muito saber como tudo isto vai terminar e acredito que ainda há surpresas guardadas para o derradeiro livro.

Opiniões a outros livros de Victoria Aveyard:
Rainha Vermelha (#1)
Espada de Vidro (#2)

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Opinião: Uma Coisa Absolutamente Incrível

Título Original: An Absolutely Remarkable Thing (2018)
Autor: Hank Green
Tradução: Rita Canas Mendes
ISBN: 9789898917454
Editora: TopSeller (2018)

Sinopse:

Um misterioso robot aparece em Nova Iorque...
... e em São Paulo...
... e em Buenos Aires...
O que se está a passar?

São 3 horas da manhã e April May tropeça numa escultura GIGANTE; uma espécie de robot com três metros de altura e aspeto de samurai. Perante a descoberta, April faz a primeira coisa de que se lembra: filma a bizarra estátua. O vídeo é publicado no YouTube e, da noite para o dia, April torna-se famosa por ter sido a primeira no mundo a registar a existência da estátua — aquela que viria a ser parte de um conjunto de mais de 60, espalhadas por várias cidades do mundo. Pouco habituada ao estrelato e às consequências da fama viral, April torna-se internacionalmente famosa e fica associada aos robots.

Um movimento emergente desperta. As pessoas querem saber: O que são estes robots e porque existem? Quem os terá criado? E mais importante ainda: serão perigosos? April começa a sua investigação e, reunindo um grupo improvável de pessoas, tenta perceber a origem destes robots e o seu sentido neste mundo. Hank Green explora de modo magistral a forma como lidamos com o medo e o desconhecido, e como as redes sociais transformaram aquilo que entendemos por fama.

No seu fantástico romance de estreia, Hank Green revela-nos a história de uma jovem que se torna acidentalmente famosa — para logo se encontrar no epicentro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.

Opinião:

Ainda este livro não tinha chegado às livrarias e a expetativa já era elevada. Já se ouvia falar de Uma Coisa Absolutamente Incrível, mas sem se saber muito bem o que vinha aí. Como tal, quando tive este livro nas mãos, tive de o ler rapidamente, tal era a curiosidade de perceber o frenesim gerado à volta dele. Rapidamente percebi que John Green não é o único da família com talento para a escrita, sendo que Hank Green também se destaca e poderá vir a roubar o protagonistamo ao irmão.

April May, a protagonista desta aventura, é uma personagem curiosa. Confesso que não foi sempre a sua maior fã, mas gostei que o autor a tivesse criado com qualidades e defeitos, expondo-a em todas as suas vertentes e mostrando-a como humana. É fácil de acreditar que ela pode ser real, mas nem sempre é simples gostar dela. Não concordei com muitas das decisões tomadas, apesar de lhe elogiar a coragem em certos momentos. É, claramente, uma figura inteligente e que sabe tirar o mais proveito das situações. Tem um sentido de humor peculiar e que dá à leitura uma aura mais leve e fresca. Contudo, as relações que estabele com as outras personagens parecem sempre oportunistas e nem sempre aceitei bem os objetivos que tinha e a forma como procurava alcançá-los.

O desenvolvimento da narrativa não me pareceu ter sempre o mesmo ritmo. O início é muito curioso, avança depressa e agarra para a leitura, mas a certo ponto senti tudo a abrandar. Existem muitos mistérios a serem resolvidos e que envolvem estes robots que surgiram de um momento para o outro, sendo que alguns destes enigmas não nos prendem tanto a atenção como outros. Ao mesmo tempo, a vida da protagonista passa por uma mudança contínua, mas sempre tudo em volta ao que aos robots diz respeito. Nas últimas páginas, o ritmo começa a aumentar de forma crescente, o que nos leva para uma conclusão inesperada mas satisfatória.

A essência humana é exposta ao longo destas páginas. Perante a presença de figuras misteriosas um pouco por todo o mundo, assiste-se a uma variedade de reações. É interessante verificar que o desconhecido é, inicialmente, ignorado. Contudo, quando notado, causa sensações diferentes, desde a curiosidade obsessiva ao medo que leva ao ataque. Achei que os vários espectros destas reações foram bem explorados. Gostei da mensagem de união transmitida ao longo do livro, ficando a ideia de que uma massa de anónimos pode fazer a diferença no desenrolar de um acontecimento ou, até mesmo, na influência provocada em alguém. Parece que o autor se baseou na frase "a soma do todo é maior que as partes", de Aristóteles, mesmo que algumas personagens possam agir por conta própria na busca do reconhecimento pelas suas ações.

Ao ler este livro, é impossível não refletir sobre o poder dos novos meios de comunicação. A rapidez da informação disponibilizada pela internet provoca um grande impacto. As redes sociais vieram unir as pessoas de uma forma completamente nova, além de que concedem fama a figuras que se destacam pelos mais diversos motivos. Surge aqui o termo "influenciador" ainda não muito bem compreendido. Contudo, é também atrás de um ecrã que surge a ideia de que se pode dizer o que bem se entende sem que haja consequências: afinal, o objeto de ofensa não nos está a ver, nem sabe quem nós somos, não nos pode atacar diretamente. Tudo isto, e muito mais, surge nesta obra e leva-nos a uma análise sobre a atualidade.

Uma Coisa Absolutamente Incrível é um livro divertido, mas que parece ter como objetivo principal passar uma mensagem moral. Tem momentos de tensão, aliviados pelo humor peculiar de uma protagonista de que está bem construída, mesmo que a sua personalidade possa não agradar a todos. No final, damos por nós a imaginar o que teríamos feito naquela situação e a tentar perceber de que forma estamos dependentes ou somos influenciados pelas redes sociais e seus influenciadores. E será essa informação mais relevante do que a oficial? Que cuidados devemos ter na internet para nos desviarmos dos perigos e aproveitarmos aquilo que tem de melhor? Questões que ficam connosco após a leitura deste livro curioso e que merece ser tido em conta.