Autor: Karen Marie Moning
Título Original: Faefever (2008)
Tradução: Teresa Martins de Carvalho
ISBN: 9789896376338
Editora: Edições Saída de Emergência (2014)
Sinopse:
Ele chama-me a sua Rainha da Noite.Por ele morreria. Mataria por ele, também. Arrebatador e sedutor, este romance da nova série Fever leva o leitor a embrenhar-se nas aventuras de MacKayla Lane, a vidente de sidhe que se vê obrigada a afrontar uma Dublin infestada de Fae.Quando Mac recebe uma página arrancada do diário da irmã morta, fica aturdida com as palavras de Alina. E sabe agora que o assassino da sua irmã está por perto. Mas o mal está mais perto ainda. A vidente de sidhe anda à caça: de respostas, de vingança. E de um antigo livro da mais negra magia, tão maléfico que corrompe quem quer que toque nele.A demanda de Mac pelo Sinsar Dubh leva-a a percorrer as ruas escuras e ameaçadoras de Dublin com um suspeitoso polícia no seu encalço. Forçada a uma perigosa aliança triangular com V’lane, um letal Príncipe Fae, e Jericho Barrons, homem de mortais segredos, Mac não tardará a ver-se enredada numa batalha pelo seu corpo, mente e alma.
Opinião:
Fiquei fã de "Fever" desde o primeiro livro. Após a publicação dos dois primeiros livros, pela Contraponto, assistiu-se a uma paragem, Chegou-se mesmo a falar em desistência e eu fiquei triste por não conseguir acompanhar as aventuras de Mac. Contudo, a Saída de Emergência surgiu este ano com uma boa notícia: a publicação do terceiro volume desta saga composta por cinco livros. Eu não pude perder a oportunidade de ler este livro o mais rápido possível. Foi uma espera de quatro anos por um novo livro de "Fever", mas que valeu bem a pena.
Para além de sentir entusiasmo perante a leitura de Sublime Sedução, confesso que também tinha um pouco de receio. Afinal, li o volume anterior da série há quatro anos, e temia não recordar todos os elementos necessários ao acompanhamento desta trama. Felizmente vi que os meus receios eram infundados. Nas primeiras páginas, a autora faz um breve resumo de tudo o que aconteceu, e por isso o arrancar da leitura é feito com naturalidade.
A narrativa volta a ser feita por MacKayla, a protagonista. Esta é uma figura que marca bem a sua posição. Por diversos momentos achei curioso o facto de ser uma rapariga com a qual eu não me identifico mas que me cativa. Adoro ver que cada vez é uma figura com mais extremos. Por um lado, vemos a Mac superficial que vive para as aparências e procura a descontracção, mas por outro assistimos ao crescer da sua faceta mais negra. Mac perdeu a sua inocência e apesar de gostar de se refugiar em vestígios da sua vida antiga, está cada vez mais focada em vingar-se de quem lhe tirou a irmã.
Nesta fase, fiquei rendida às dúvidas de Mac, pois tal como ela também deixei de acreditar em tudo o que era aparente. Mac coloca em questão as histórias que lhe foram contadas, o seu papel na salvação da humanidade e até os intuitos de todos os que a rodeiam. E são estas figuras secundárias que trazem riqueza à narrativa. Todos possuem motivos plausíveis, mas acabam por funcionar como opostos. Isto causa dificuldades a Mac e agarra o leitor.
Jericho continua a ser uma das figuras mais misteriosas e que mais me cativa. Sinto que cada vez sem menos sobre quem ele é o que ele pretende, mas a verdade é que adoro as cenas em que aparece. Já V'lane não me atrai tanto. O príncipe Seelie parece-me matreiro e as suas palavras carecem de confiança. Este volume sugere uma ligação entre estas duas figuras masculinas, o que acaba tornar os momentos em que eles se encontram muito interessantes e tensos.
É de salientar ainda a capacidade de Karen Marie Moning conseguir ligar esta série à saga "Highlander", também de sua autoria e também publicada em Portugal pelas Edições Saída de Emergência. Quem leu os volumes vai perceber algumas referências a personagens e a rituais, o que se revela uma verdadeira delícia. Contudo, quem não conhece esta outra série não tem que se preocupar. Tratam-se apenas de referências e possuem a explicação necessária para entender a trama.
Por se tratar de uma narrativa feita na primeira pessoa, a linguagem acaba por corresponder à personalidade de Mac: é divertida, leve e simples. O encadeamento dos acontecimentos está bem conseguido, mas existem momentos repetitivos, nomeadamente no que toca às introspecções da protagonista relativamente ao seu passado. Porém, estes rapidamente são remetidos para um segundo plano, em detrimento da acção que é bastante emocionante.
O final é surpreendente e completamente inesperado. Confesso que ao inicio nem queria acreditar no que estava a acontecer! Contudo, colocando todo o livro em análise, fica a sensação de que a autora arrastou a história em alguns momentos, sendo que esta poderia ser melhor aproveitada para novas explorações. Também fica a ideia de que este volume suscita mais dúvidas do que dá respostas, o que causa alguma frustração (num bom sentido). Sublime Sedução é um livro que vai agradar a todos os que ficaram rendidos aos dois volumes anteriores, que possui boas reviravoltas finais e que faz desejar ler o próximo volume o mais rápido possível.
Outras opiniões a livros de Karen Marie Moning:
Anoitecer (Série Fever #1)
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Comprar o livro pela capa 23: Anoitecer
Boa tarde a todos!
Desta vez, em "Comprar o livro pela capa", temos um livro que gostei muito de ler e que espero, sinceramente, que a restante saga seja publicada em Portugal. Estou a falar de Anoitecer, de Karen Marie Moning, publicado pela Contraponto. Este é o primeiro volume da saga sobrenatural Fever e, por cá, já teve direito a duas capas!
Em 2009, a Contraponto apresentou a primeira publicação deste livro. Lembro-me que tal foi feito numa época em que as prateleiras das livrarias e grandes superfícies comerciais se encontravam repletas de romances sobrenaturais, devido ao sucesso que a saga Luz e Escuridão (mais conhecida como saga Crepúsculo), de Stephenie Meyer estava a ter. Lembro-me que este livro me chamou a atenção, apesar de não o ter comprado logo (devo tê-lo feito na semana imediatamente a seguir, mais coisa menos coisa). Lembro-me que fiquei cativada pelo mistério sugerido pela mulher de olhos tapados e pela ideia de sensualidade que é transmitida pelos seus lábios entreabertos de cor vermelha (a combinar com as unhas). Os tons escuros utilizados sugerem ainda que esta é uma obra repleta de secretismo, tal como realmente acontece. Não fiquei fã do tipo de letra usado, mas reconheço que algo mais exuberante poderia ser demasiado para esta capa.
Em Janeiro de 2013 os fãs da saga voltam a ter esperança de que esta seja, finalmente, publicada por inteiro. A Contraponto apresenta uma reedição do primeiro livro na qual apresenta uma imagem nova, com a qual pretende alcançar um maior número de leitores. Desta vez é escolhida uma figura masculina, em tronco nu, para figura principal, sendo ainda que, em plano de fundo é possível observar elementos noturnos que sugerem mistério, muito presente na obra. Os tons amarelos e a cor da pele do homem entram em contraste com as cores escuras e reparem ainda que o tipo de letra utilizado no nome da autora é exatamente igual à da primeira capa.
Das duas, a minha preferida é, sem qualquer dúvida, a primeira. Prefiro ver a figura feminina misteriosa e encoberta do que o homem seminu, isto porque esta obra possui uma protagonista (forte, por sinal) e por se tratar de uma imagem mais atraente.
E vocês? Qual destas duas capas preferiam ter nas vossas prateleiras?
Desta vez, em "Comprar o livro pela capa", temos um livro que gostei muito de ler e que espero, sinceramente, que a restante saga seja publicada em Portugal. Estou a falar de Anoitecer, de Karen Marie Moning, publicado pela Contraponto. Este é o primeiro volume da saga sobrenatural Fever e, por cá, já teve direito a duas capas!
Em 2009, a Contraponto apresentou a primeira publicação deste livro. Lembro-me que tal foi feito numa época em que as prateleiras das livrarias e grandes superfícies comerciais se encontravam repletas de romances sobrenaturais, devido ao sucesso que a saga Luz e Escuridão (mais conhecida como saga Crepúsculo), de Stephenie Meyer estava a ter. Lembro-me que este livro me chamou a atenção, apesar de não o ter comprado logo (devo tê-lo feito na semana imediatamente a seguir, mais coisa menos coisa). Lembro-me que fiquei cativada pelo mistério sugerido pela mulher de olhos tapados e pela ideia de sensualidade que é transmitida pelos seus lábios entreabertos de cor vermelha (a combinar com as unhas). Os tons escuros utilizados sugerem ainda que esta é uma obra repleta de secretismo, tal como realmente acontece. Não fiquei fã do tipo de letra usado, mas reconheço que algo mais exuberante poderia ser demasiado para esta capa.
Em Janeiro de 2013 os fãs da saga voltam a ter esperança de que esta seja, finalmente, publicada por inteiro. A Contraponto apresenta uma reedição do primeiro livro na qual apresenta uma imagem nova, com a qual pretende alcançar um maior número de leitores. Desta vez é escolhida uma figura masculina, em tronco nu, para figura principal, sendo ainda que, em plano de fundo é possível observar elementos noturnos que sugerem mistério, muito presente na obra. Os tons amarelos e a cor da pele do homem entram em contraste com as cores escuras e reparem ainda que o tipo de letra utilizado no nome da autora é exatamente igual à da primeira capa.
Das duas, a minha preferida é, sem qualquer dúvida, a primeira. Prefiro ver a figura feminina misteriosa e encoberta do que o homem seminu, isto porque esta obra possui uma protagonista (forte, por sinal) e por se tratar de uma imagem mais atraente.
E vocês? Qual destas duas capas preferiam ter nas vossas prateleiras?
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Opinião: Anoitecer (Série Fever #1)
Título original: Darkfever (2006)
Autor: Karen Marie Moning
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789896660123
Editora: Contraponto (2009)
Autor: Karen Marie Moning
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789896660123
Editora: Contraponto (2009)
Sinopse:
Mac Kayla, ou Mac, é uma vidente Sidhe, o que quer dizer que
consegue ver os Fae. Durante toda a sua vida tentou ignorar esse facto, de modo
a não ser descoberta. Contudo, as barreiras que separam o mundo os humanos dos
Fae estão a cair e isso aumenta os seus riscos de vida.
Tudo piora quando a irmã de Mac é misteriosamente
assassinada, deixando como única pista uma mensagem no telemóvel. Assim, a heroína
parte numa viagem à Irlanda com o objetivo de perceber o que aconteceu. Porém,
nesse País, os Fae estão mais perto e Mac descobre que possui o dom de ver o
reino dessas terríveis criaturas.
Enquanto Mac tenta descobrir o assassino da irmã, percebe
que está a ser seguida pelo sombrio Jericho e por um perigoso Fae-alfa. Com o
tempo, Mac vai perceber que está numa jornada maior do que julgava ser possível,
e percebe que o futuro da humanidade tal como a conhecemos está nas suas mãos.
Opinião:
Anoitecer parecia
ser um livro igual a outros tantos de urban
fantasy, mas a verdade é que consegue surpreender e agarrar o leitor desde
o início. Ao início, tudo parece bastante simples e linear, mas o decorrer da
leitura demonstra que existem muitos segredos a serem desvendados e muitas
peripécias interessantes a acontecer.
Para além do bom encadeamento dos acontecimentos, a história
possui ainda personagens cativantes com quem é fácil criar empatia. Mac, a heroína,
inicialmente pode parecer a típica menina mimada e fútil. Com o decorrer da
história percebemos que as impressões iniciais não correspondem totalmente à
verdade, mas que essas características são usadas como subterfúgio para
esconder segredos obscuros e preocupações bem reais. É bom perceber que ela é
uma jovem com sentido de humor e fiel aos seus princípios.
Jericho é outra personagem que vai ganhando relevância ao
longo da trama e que vai cativando os leitores (principalmente o sexo feminino),
apesar de ter uma personalidade facilmente mutável. Homem misterioso e dono de
uma livraria, possui muitos conhecimentos sobre os Fae e revela-se uma ajuda
fundamental.
Karen Marie Moning envolve todos os aspetos anteriormente
descritos num ambiente negro, repleto de mitologia pagã e muito mistério. É com
interesse que o leitor se depara com esta nova versão dos Tuatha
Dé Danan, que tanto podem surgir com aspetos medonhos ou com
belas e irresistíveis aparências. Contudo, independentemente do aspeto, a
verdade é que são todos extremamente perigosos e manipuladores.
Anoitecer é o
primeiro volume de uma saga que promete continuar a melhorar livros após livro.
Entusiasmante e sem cair em facilitismos, tal como acontece em outras obras do
género, é uma leitura que se faz num impulso e que faz desejar por mais.
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