Título Original: Calendar Girl (2015)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578404
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
Mia Saunders, a Rapariga do Calendário, percorreu um longo caminho. Termina a jornada de um ano em Hollywood, Nova Iorque e Aspen. Em Outubro, Mia começa a sua nova vida a trabalhar num programa de TV matutino em que faz uma rúbrica a respeito de viver em beleza. O seu homem lida com as sequelas do cativeiro, e juntos encontram maneira de fazer face a todas as tormentas. A seguir, Mia viaja até Nova Iorque para gravar um programa sobre as razões que as pessoas têm para dar graças. Todos os sonhos se estão a realizar... excepto um. Finalmente, em Dezembro, a nossa menina dá por si no País das Maravilhas invernal, Aspen, no Colorado, para filmar uma rúbrica sobre artistas locais. Só que as circunstâncias são muito peculiares. Prepare-se para uma surpresa quando a jornada de Mia se funde no fim que todos esperam.
Opinião:
O ano chegou ao fim. Foi com muita curiosidade que peguei no último livro da série "A Rapariga do Calendário". Depois de ter acompanhado Mia desde um início de ano atribulado e de ter assistido às muitas reviravoltas da sua vida, queria muito descobrir o que mais Audrey Carlan guardava para esta protagonista. Nestes derradeiros três meses, é então possível assistir ao conciliar de relações, à tomada de decisões importantes e à resolução de questões que aguçavam a curiosidade.
Em Outubro, Mia abraça uma nova oportunidade. É curioso ver de que forma ela conseguiu evoluir e como tudo o que fez nos meses anteriores a levaram a uma nova experiência profissional na qual se sente tão bem. Contudo, o mais interessante neste mês acaba mesmo por ser o trauma de Wes e a aprendizagem de Mia em ceder em certas questões menos relevantes para o bem do casal. Apesar disso, a nova profissão da protagonista, apesar de parecer assentar-lhe que nem uma luva, também surge de forma um pouco forçada e fez-me ter dificuldade em entender tudo o sucesso que lhe é atribuído.
O mês seguinte começa a fazer lembrar aqueles programas especiais de uma época festiva. O tema é a Ação de Graças, e, através de testemunhos de desconhecidos, Mia percebe que tem de ser grata a tudo de bom o que lhe aconteceu na vida. Novembro funciona um pouco como um mês de introspecção, no qual a nossa heroína analisa o seu percurso e percebe que tudo o que viveu a permitiu chegar a um ponto de grande felicidade. Até uma questão que tanto a afligia parece finalmente estar a resolver-se e tudo parece estar a caminha para um final feliz.
É então que chega Dezembro e com este mês surge também o último obstáculo que Mia tem de enfrentar para a história chegar ao desfecho que todos desejamos. Confesso que já há muito me perguntava se a autora iria tornar este elemento perturbador mais presente, e fiquei satisfeita por ver que sim. A justificação dada para tudo o que aconteceu faz sentido e gostei da forma como a protagonista reagiu. Afinal, ela é humana e mostra que perdoar, apesar de possível, nem sempre é fácil.
A conclusão da saga é aquela que sempre imaginei. E apesar de ser algo que se estava à espera, é também o desfecho que faz sentido. A autora mostra que é possível superar qualquer situação, por mais complicada que seja, desde que estejamos rodeados de pessoas que nos querem bem e nos amam. Ao mesmo tempo, faz-nos pensar que nem sempre nos podemos responsabilizar pelos erros dos outros. Tudo isto dentro de uma trama leve, divertida, sensual e agradável de acompanhar.
Gostei desta saga. A trama pode ser evidente e previsível, e alguns momentos conseguem mesmo ser um pouco constrangedores, a fazer lembrar novelas forçadas. mas também é verdade que se trata de uma leitura divertida e leve que aborda temas como a superação pessoal e que ainda apresenta uma história de amor, tanto romântico como pessoal.
Outras opiniões a livros de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro, Março (#1)
A Rapariga do Calendário - Abril, Maio, Junho (#2)
A Rapariga do Calendário - Julho Agosto, Setembro (#3)
Mostrar mensagens com a etiqueta Audrey Carlan. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Audrey Carlan. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 25 de outubro de 2016
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Opinião: A Rapariga do Calendário - Julho, Agosto, Setembro (#3)
Título Original: Calendar Girl (2015)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Ana Maria Pinto da Silva
ISBN: 9789896578275
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
A vida de Mia Saunders continua no terceiro livro perversamente escaldante da série "A Rapariga do Calendário"! Nestes três meses, Mia desloca-se a Miami, ao Texas e à sua terra natal, Las Vegas.
Em Julho, será sedutora num videoclipe do artista de hip-hop, com discos de platina, Anton Santiago. A recuperar do trauma sofrido em Junho, a nossa rapariga abre o coração e descobre que correr riscos lhe concederá o que sempre desejou, necessitou e muito mais.
Em Agosto, Mia viaja para o Texas vestindo a personagem e representando o papel de ser a irmã perdida do magnata do petróleo e importante homem de negócios Maxwell Cunningham. O trabalho devia ser canja, só que são revelados segredos do passado que mudarão o que sempre acreditou ser verdade.
Em Setembro, Mia parte para a sua Sin City, onde o mundo à sua volta parece desmoronar-se. As pessoas que ama travam batalhas para as quais não está preparada, mas que se sente desesperada por resolver antes de perder tudo.
Opinião:
Este terceiro volume marca uma grande reviravolta na história de Mia. Se estão à espera que esta protagonista se envolva com um homem diferente ao longo dos meses, então estão muito bem enganados. Audrey Carlan mostra que os meses iniciais apresentavam uma ideia, mas que há muita história para ser desenvolvida nestes contos.
Dos três contos deste livro, o primeiro é o mais divertido. Mia é chamada a viver uma nova aventura e, desta vez, volta a encontrar um homem que está habituado a ter todas as mulheres aos seus pés. Felizmente, o desenvolvimento desta narrativa não caiu num lugar comum e provou que a amizade e respeito entre géneros é possível.
O segundo conto depressa nos dá a entender que a vida de Mia irá sofrer uma grande mudança. As pistas para tal são mais que muitas e, quando tudo é revelado, é impossível não se ficar impressionado. Senti que a autora gosta muito desta protagonista e que está empenhada em lutar pela sua felicidade.
Em setembro, Mia retrocede um pouco no que era suposto fazer devido a problemas maiores. O início desta história é lenta, mas quando os problemas relacionados com o passado regressam, tudo fica mais intenso. Existe vários pontos de foco neste conto, o que pode ser um pouco desconcertante. Porém, no final, é bom ver que a protagonista conseguiu viver uma faceta diferente do que é uma família.
Tal como aconteceu nos livros anteriores desta série, também este volume foi lido com rapidez. Ler as aventuras de Mia é sempre divertido, para além de que fica sempre a curiosidade em descobrir o que lhe vai acontecer a seguir. Porém, certas situações fazem pensar demasiado em novelas, de tão convenientes ou loucas que são.
Mia teve uma infância e adolescência difícil, sempre teve de lutar para cuidar de si e da irmã. Por isso mesmo, percebo que seja tão orgulhosa: o pouco que ela conquistou é fruto do seu trabalho e do seus esforço. Porém, uma certa situação que lhe poderia facilitar a vida surge, e eu não consigo entender o motivo pelo qual ela não a aproveita. É que, apesar de tudo, ela já constatou que ser acompanhante também tem os seus perigos.
Quem já leu os outros volumes não vai querer perder este. O teor das narrativas continua a ligar diversão com erotismo, amizade, família, mistério e superação. A vida de Mia está e mudança, e a vontade de descobrir o que o destino lhe reserva é enorme. Estou muito curiosa para pregar o próximo livro, que será o último, e finalmente descobrir que final está reservado a esta mulher de armas.
Outras opiniões a livros de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro Março (#1)
A Rapariga do Calendário - Abril, Maio, Junho (#2)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Ana Maria Pinto da Silva
ISBN: 9789896578275
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
A vida de Mia Saunders continua no terceiro livro perversamente escaldante da série "A Rapariga do Calendário"! Nestes três meses, Mia desloca-se a Miami, ao Texas e à sua terra natal, Las Vegas.
Em Julho, será sedutora num videoclipe do artista de hip-hop, com discos de platina, Anton Santiago. A recuperar do trauma sofrido em Junho, a nossa rapariga abre o coração e descobre que correr riscos lhe concederá o que sempre desejou, necessitou e muito mais.
Em Agosto, Mia viaja para o Texas vestindo a personagem e representando o papel de ser a irmã perdida do magnata do petróleo e importante homem de negócios Maxwell Cunningham. O trabalho devia ser canja, só que são revelados segredos do passado que mudarão o que sempre acreditou ser verdade.
Em Setembro, Mia parte para a sua Sin City, onde o mundo à sua volta parece desmoronar-se. As pessoas que ama travam batalhas para as quais não está preparada, mas que se sente desesperada por resolver antes de perder tudo.
Opinião:
Este terceiro volume marca uma grande reviravolta na história de Mia. Se estão à espera que esta protagonista se envolva com um homem diferente ao longo dos meses, então estão muito bem enganados. Audrey Carlan mostra que os meses iniciais apresentavam uma ideia, mas que há muita história para ser desenvolvida nestes contos.
Dos três contos deste livro, o primeiro é o mais divertido. Mia é chamada a viver uma nova aventura e, desta vez, volta a encontrar um homem que está habituado a ter todas as mulheres aos seus pés. Felizmente, o desenvolvimento desta narrativa não caiu num lugar comum e provou que a amizade e respeito entre géneros é possível.
O segundo conto depressa nos dá a entender que a vida de Mia irá sofrer uma grande mudança. As pistas para tal são mais que muitas e, quando tudo é revelado, é impossível não se ficar impressionado. Senti que a autora gosta muito desta protagonista e que está empenhada em lutar pela sua felicidade.
Em setembro, Mia retrocede um pouco no que era suposto fazer devido a problemas maiores. O início desta história é lenta, mas quando os problemas relacionados com o passado regressam, tudo fica mais intenso. Existe vários pontos de foco neste conto, o que pode ser um pouco desconcertante. Porém, no final, é bom ver que a protagonista conseguiu viver uma faceta diferente do que é uma família.
Tal como aconteceu nos livros anteriores desta série, também este volume foi lido com rapidez. Ler as aventuras de Mia é sempre divertido, para além de que fica sempre a curiosidade em descobrir o que lhe vai acontecer a seguir. Porém, certas situações fazem pensar demasiado em novelas, de tão convenientes ou loucas que são.
Mia teve uma infância e adolescência difícil, sempre teve de lutar para cuidar de si e da irmã. Por isso mesmo, percebo que seja tão orgulhosa: o pouco que ela conquistou é fruto do seu trabalho e do seus esforço. Porém, uma certa situação que lhe poderia facilitar a vida surge, e eu não consigo entender o motivo pelo qual ela não a aproveita. É que, apesar de tudo, ela já constatou que ser acompanhante também tem os seus perigos.
Quem já leu os outros volumes não vai querer perder este. O teor das narrativas continua a ligar diversão com erotismo, amizade, família, mistério e superação. A vida de Mia está e mudança, e a vontade de descobrir o que o destino lhe reserva é enorme. Estou muito curiosa para pregar o próximo livro, que será o último, e finalmente descobrir que final está reservado a esta mulher de armas.
Outras opiniões a livros de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro Março (#1)
A Rapariga do Calendário - Abril, Maio, Junho (#2)
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Opinião: A Rapariga do Calendário - Abril, Maio, Junho (#2)
Título Original: Calendar Girl (2015)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578039
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
A jornada de Mia Saunders, acompanhante por força das circunstâncias, continua neste segundo volume de A Rapariga do Calendário! Nos três meses que se seguem, Mia viaja para Boston, Oahu e Washington DC. Em Abril, faz-se passar pela namorada do mulherengo Mason Murphy, um jogador de basebol profissional que precisa de melhorar a sua imagem, e acaba por decobrir que ele não é exactamente aquilo de que estava à espera. Maio encontra Mia a incendiar o sangue de Tai Niko, modelo fotográfico e intérprete da dança do fogo samoano, enquanto participa numa campanha publicitária que tem como objectivo demonstrar que a beleza não é uma questão de tamanho. Em Junho, a missão de Mia é servir de enfeite de braço a Warren Shipley, membro do grupo conhecido como Um por Cento. Enquanto finge ser uma caçadora de fortunas, descobre que Warren tem de facto um coração de ouro. Pena é que o atraente filho, Aaron, senador pela Califórnia, não seja em nada parecido com o pai.
Opinião:
Diverti-me a ler o primeiro volume desta série, e estava com curiosidade para ver que novos contos iriam sair da imaginação de Audrey Carlan. Tinha algum receio de que os temas fossem muito semelhantes, mas felizmente a autora conseguiu surpreender e apresentar mais três narrativas distintas. Mia continua a sua jornada como acompanhante de luxo e em cada mês é está ao serviço de um homem diferente e tem de se adaptar ao papel que lhe é exigido.
O primeiro conto é o mais divertido. Para salvar a imagem de um jogador de basebol, Mia tem de fingir que é a sua namorada. Quando comecei a ler esta história, fiquei com receio de que a autora optasse por um lugar comum, mas felizmente tal não aconteceu. Mason, o desportista, tem várias camadas, e apesar de achar que elas não foram bem exploradas, gostei da ideia fundamental da trama. Por se tratar de um conto curto, não foi possível desenvolver bem algumas ideias, o que fez com que certas situações parecessem pouco naturais. Ainda assim, diverti-me com as situações inesperadas e com as relações entre personagens.
O Havai é o cenário do segundo conto. E como foi bom sentir aquele calor e conhecer alguns dos locais mais emblemáticos! É que eu não resisti em pesquisar alguns dos sítios descritos e fiquei maravilhada com as imagens que encontrei. Porém, já achei bastante previsível e até aborrecida a relação que Mia acabou por estabelecer com uma nova figura. A narrativa acaba por ficar fortemente ligada a esta união e não se pode dizer que exista grande história. Neste conto, o enredo mais cativante é mesmo o da protagonista com a irmã, apesar de ser muito secundário.
Em Junho, Mia é levada para a capital dos EUA. Este conto foi o que mais me prendeu a atenção. O ambiente é muito diferente dos anteriores e as relações com as novas personagens também. Aqui, existe um tema mais sério a ser explorado. É algo que não surge de imediato, mas que está sempre presente, deixando perceber um ambiente tenso e perigoso. Além disso, é um conto que faz pensar sobre a dimensão do amor e os sacrifícios que são feitos.
No final, percebe-se que Mia voltou a aprender várias lições com estes três novos encontros e que, com isso, tornou-se numa mulher mais madura, forte e confiante. Existem ainda algumas dúvidas, sim, mas ela está a fazer o seu caminho para encontrar o seu lugar no mundo. O confronto entre sentimentos e o cumprimento do que acredita ser justo continua muito presente.
Este segundo volume da série "A Rapariga do Calendário" volta a proporcionar uma leitura rápida, fresca, leva e divertida. É verdade que existem alguns momentos que podem não estar tão bem conseguidos, mas, no geral, acaba por ser um livro diferente dentro do género e que transmite algumas mensagens atuais. Continuo com vontade de acompanhar as aventuras de Mia e com muita curiosidade para saber o que lhe vai acontecer nos próximos meses.
Opinião a outro livro de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro, Março (#1)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578039
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
A jornada de Mia Saunders, acompanhante por força das circunstâncias, continua neste segundo volume de A Rapariga do Calendário! Nos três meses que se seguem, Mia viaja para Boston, Oahu e Washington DC. Em Abril, faz-se passar pela namorada do mulherengo Mason Murphy, um jogador de basebol profissional que precisa de melhorar a sua imagem, e acaba por decobrir que ele não é exactamente aquilo de que estava à espera. Maio encontra Mia a incendiar o sangue de Tai Niko, modelo fotográfico e intérprete da dança do fogo samoano, enquanto participa numa campanha publicitária que tem como objectivo demonstrar que a beleza não é uma questão de tamanho. Em Junho, a missão de Mia é servir de enfeite de braço a Warren Shipley, membro do grupo conhecido como Um por Cento. Enquanto finge ser uma caçadora de fortunas, descobre que Warren tem de facto um coração de ouro. Pena é que o atraente filho, Aaron, senador pela Califórnia, não seja em nada parecido com o pai.
Opinião:
Diverti-me a ler o primeiro volume desta série, e estava com curiosidade para ver que novos contos iriam sair da imaginação de Audrey Carlan. Tinha algum receio de que os temas fossem muito semelhantes, mas felizmente a autora conseguiu surpreender e apresentar mais três narrativas distintas. Mia continua a sua jornada como acompanhante de luxo e em cada mês é está ao serviço de um homem diferente e tem de se adaptar ao papel que lhe é exigido.
O primeiro conto é o mais divertido. Para salvar a imagem de um jogador de basebol, Mia tem de fingir que é a sua namorada. Quando comecei a ler esta história, fiquei com receio de que a autora optasse por um lugar comum, mas felizmente tal não aconteceu. Mason, o desportista, tem várias camadas, e apesar de achar que elas não foram bem exploradas, gostei da ideia fundamental da trama. Por se tratar de um conto curto, não foi possível desenvolver bem algumas ideias, o que fez com que certas situações parecessem pouco naturais. Ainda assim, diverti-me com as situações inesperadas e com as relações entre personagens.
O Havai é o cenário do segundo conto. E como foi bom sentir aquele calor e conhecer alguns dos locais mais emblemáticos! É que eu não resisti em pesquisar alguns dos sítios descritos e fiquei maravilhada com as imagens que encontrei. Porém, já achei bastante previsível e até aborrecida a relação que Mia acabou por estabelecer com uma nova figura. A narrativa acaba por ficar fortemente ligada a esta união e não se pode dizer que exista grande história. Neste conto, o enredo mais cativante é mesmo o da protagonista com a irmã, apesar de ser muito secundário.
Em Junho, Mia é levada para a capital dos EUA. Este conto foi o que mais me prendeu a atenção. O ambiente é muito diferente dos anteriores e as relações com as novas personagens também. Aqui, existe um tema mais sério a ser explorado. É algo que não surge de imediato, mas que está sempre presente, deixando perceber um ambiente tenso e perigoso. Além disso, é um conto que faz pensar sobre a dimensão do amor e os sacrifícios que são feitos.
No final, percebe-se que Mia voltou a aprender várias lições com estes três novos encontros e que, com isso, tornou-se numa mulher mais madura, forte e confiante. Existem ainda algumas dúvidas, sim, mas ela está a fazer o seu caminho para encontrar o seu lugar no mundo. O confronto entre sentimentos e o cumprimento do que acredita ser justo continua muito presente.
Este segundo volume da série "A Rapariga do Calendário" volta a proporcionar uma leitura rápida, fresca, leva e divertida. É verdade que existem alguns momentos que podem não estar tão bem conseguidos, mas, no geral, acaba por ser um livro diferente dentro do género e que transmite algumas mensagens atuais. Continuo com vontade de acompanhar as aventuras de Mia e com muita curiosidade para saber o que lhe vai acontecer nos próximos meses.
Opinião a outro livro de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro, Março (#1)
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Opinião: A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro, Março (#1)
Título Original: Calendar Girl (2015)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578008
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto. A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama senão quiser. Dinheiro fácil. O Infeliz no amor e com um espírito que não verga, a curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo. Pelo menos é como espera que corra.
Opinião:
Sensual, divertido e cativante. Costumo começar a leitura de romances eróticos de pé atrás, mas gostei do primeiro volume de A Rapariga do Calendário. Este livro é composto por três contos, cada um relacionado com os primeiros três meses do ano, e tem Mia Saunders como protagonista. A ideia de haver uma jovem em dificuldades que encontra homem poderoso continua presente, mas é explorada de uma forma original e inesperada.
Mia torna-se acompanhante de luxo por motivos familiares que, embora possam parecer um pouco exagerados, justificam esta opção. Simpatizei logo com ela por se tratar de alguém que tem um passado pouco convencional e devido à sua vontade de ajudar quem mais ama. A sua personalidade é a de uma mulher extrovertida e confiante, que vai à luta e que não procura facilitismos. Gosto que ela não se deixe encantar com facilidade e que siga os próprios instintos.
Nestes três contos assistimos a três encontros com três homens diferentes. A autora optou, e muito bem, por procurar explorar personalidades e realidades diferentes em cada história, o que faz com que o leitor sinta ligações distintas entre estas personagens. Gostei muito de Wes, Alec fez-me torcer o nariz e fiquei bem impressionada com a história à volta de Tony.
As diferentes tramas têm um encadeamento que apela a uma leitura fluída. As histórias curtas têm um desenvolvimento rápido. Todas exploram um lado diferente de Mia e percebe-se que, ao longo destes meses, a protagonista está a evoluir. Só gostava que esse facto fosse mais subtil e que a autora não colocasse Mia a explicar o que reteve de cada experiência, pois parece algo forçado.
Gostei que, apesar de se tratar de um livro erótico, não se foca unicamente nos momentos mais quentes. Estes existem, claro, mas em momentos que fazem sentido. Felizmente, a história não é esquecida e tem sempre um propósito que vai além da descrição de uma série de sessões sexuais.
O primeiro volume de A Rapariga do Calendário foi lido com rapidez. As histórias divertiram-me e agarraram-me, mesmo que uma mais que outras. Fiquei com vontade de acompanhar esta série. Tenho muita curiosidade sobre o que está reservado para Mia e quero muito conhecer os outros homens que a autora destinou para os restantes meses.
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578008
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto. A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama senão quiser. Dinheiro fácil. O Infeliz no amor e com um espírito que não verga, a curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo. Pelo menos é como espera que corra.
Opinião:
Sensual, divertido e cativante. Costumo começar a leitura de romances eróticos de pé atrás, mas gostei do primeiro volume de A Rapariga do Calendário. Este livro é composto por três contos, cada um relacionado com os primeiros três meses do ano, e tem Mia Saunders como protagonista. A ideia de haver uma jovem em dificuldades que encontra homem poderoso continua presente, mas é explorada de uma forma original e inesperada.
Mia torna-se acompanhante de luxo por motivos familiares que, embora possam parecer um pouco exagerados, justificam esta opção. Simpatizei logo com ela por se tratar de alguém que tem um passado pouco convencional e devido à sua vontade de ajudar quem mais ama. A sua personalidade é a de uma mulher extrovertida e confiante, que vai à luta e que não procura facilitismos. Gosto que ela não se deixe encantar com facilidade e que siga os próprios instintos.
Nestes três contos assistimos a três encontros com três homens diferentes. A autora optou, e muito bem, por procurar explorar personalidades e realidades diferentes em cada história, o que faz com que o leitor sinta ligações distintas entre estas personagens. Gostei muito de Wes, Alec fez-me torcer o nariz e fiquei bem impressionada com a história à volta de Tony.
As diferentes tramas têm um encadeamento que apela a uma leitura fluída. As histórias curtas têm um desenvolvimento rápido. Todas exploram um lado diferente de Mia e percebe-se que, ao longo destes meses, a protagonista está a evoluir. Só gostava que esse facto fosse mais subtil e que a autora não colocasse Mia a explicar o que reteve de cada experiência, pois parece algo forçado.
Gostei que, apesar de se tratar de um livro erótico, não se foca unicamente nos momentos mais quentes. Estes existem, claro, mas em momentos que fazem sentido. Felizmente, a história não é esquecida e tem sempre um propósito que vai além da descrição de uma série de sessões sexuais.
O primeiro volume de A Rapariga do Calendário foi lido com rapidez. As histórias divertiram-me e agarraram-me, mesmo que uma mais que outras. Fiquei com vontade de acompanhar esta série. Tenho muita curiosidade sobre o que está reservado para Mia e quero muito conhecer os outros homens que a autora destinou para os restantes meses.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



