sábado, 31 de agosto de 2013

Aquisições de agosto (2)

A Luz das Runas, de Joanne Harris

Sinopse: Três anos após o Fim do Mundo, o silêncio reina ainda nas Catacumbas...
Após a queda da Ordem, o mundo está a voltar lentamente à vida. Maddy sente-se finalmente em paz, agora que está livre das regras brutais da organização. Mas para Maggie, nascida e criada no seio da Ordem, este é um tempo de caos e desolação. Maddy e Maggie vivem a mil quilómetros de distância uma da outra mas têm uma coisa em comum: ambas nasceram com a marca das runas na pele. Um símbolo que remonta ao tempo em que o mundo era governado por deuses que habitavam Asgard. Asgard está agora em ruínas, e o poder dos deuses foi há muito destruído. Pelo menos, é o que todos pensam... Mas nada se perde para sempre. Os deuses ainda não desistiram. Eles cobiçam o poder das runas que as duas jovens detêm. Maddy e Maggie rapidamente se veem envolvidas numa luta sem tréguas que as aproximará uma da outra e na qual os seus limites serão postos à prova e as suas lealdades testadas ao limite.



A Herdeira Acidenta, de Vikas Swarup

Sinopse: A jovem Sapna está destroçada. Obrigada a abandonar a universidade para se dedicar a um emprego medíocre como vendedora de eletrodomésticos em Nova Deli, ela é agora a única responsável pelo sustento da mãe doente e da fútil irmã mais nova. Mesmo para um coração otimista como o seu, é cada vez mais difícil acreditar num futuro melhor... até que um dia, quando o seu desespero é absoluto, algo insólito acontece: um milionário excêntrico quer fazer dela sua herdeira. Sapna pode vir a receber mais dinheiro do que alguma vez sonhou e, com ele, mudar a sua vida e a de todos os que ama. Em troca, terá "apenas" de superar os sete testes do "livro da vida". Sete testes sobre os quais o seu estranho benfeitor mantém segredo absoluto.
Assim começa uma viagem rocambolesca que vai testar o seu caráter, a sua coragem e o seu coração. Pelo caminho, conhece pessoas inesquecíveis. De um casal de noivos em fuga a um sex symbol de Bollywood ou a uma insuspeita cleptomaníaca, todos vão, de alguma forma, transformá-la. E quando se depara com o sétimo e último teste – aquele para o qual a vida não a preparara –, Sapna questiona até que ponto será capaz de se sacrificar por um sonho.
Vikas Swarup, autor de “Quem Quer Ser Bilionário?” – que inspirou o filme vencedor de oito Óscares e quatro Globos de Ouro – está de volta com uma história hilariante e dramática, terna e cruel, como o seu próprio país. Tanto a Índia como a sua heroína estão presas entre tradição e modernidade neste romance que nos leva questionar os nossos próprios sonhos e limites.


Ver opinião a este livro aqui.




Na Sombra do Perigo, de J. R. Ward

Sinopse: Payne, irmã gémea de Vishous, em muito se assemelha ao irmão. Lutadora por natureza e rebelde no que diz respeito ao papel tradicional das fêmeas Escolhidas, o Outro Lado não é lugar para ela… e a frente de batalha da guerra também não. Quando fica paralisada na sequência de uma lesão em combate, um cirurgião humano, o doutor Manuel Manello, é chamado para a curar de um modo que só ele é capaz - e em breve se vê arrastado para o mundo secreto e perigoso da fêmea. Embora nunca tivesse acreditado que a noite encerra coisas estranhas - como vampiros - dá consigo mais do que pronto a deixar-se seduzir por aquela fêmea poderosa que o marca de corpo e alma. O mundo humano e vampiro chocam à medida que os dois amantes se veem ligados por muito mais do que uma simples atração erótica… e Payne é surpreendida por uma vingança com séculos que coloca em risco a sua vida e o seu amor.

Ver opinião a este livro aqui.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Novidade TopSeller para setembro

Morte Na Arena, de Pedro Garcia Rosado

Sinopse: Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses.

As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da  PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.

Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.



Opinião: Eu Sou Deus

Título original: Io sono Dio (2009)
Autor: Giorgio Faletti
Tradutor: Sara Ludovico
ISBN: 9789896660451
Editora: Contraponto (2012)

Sinopse:

Um serial killer aterroriza a cidade de Nova Iorque. As suas ações não seguem os padrões conhecidos pelos criminalistas, sendo a escolha das vítimas totalmente aleatória. Não lhes olha nos olhos enquanto morrem, mas também não o poderia fazer, pois ataca massivamente.

As autoridades procuram desesperadamente um rosto, mas o assassino não tem rosto, nem nome, nem passado, nem futuro.
Vivien Light, uma jovem detetive que esconde os dramas pessoais sob uma sólida imagem profissional, e Russel Wade, um repórter fotográfico com um passado que deseja esquecer, são a única esperança para deter esse homicida - um homem que não pode ser responsabilizado pelos seus atos... um homem que acredita ser Deus.

Opinião:


Depois de a Contraponto ter apresentado o autor aos leitores portugueses com Eu Mato, a editora volta a apostar em Faletti, com um novo e surpreendente policial.

Eu Sou Deus tem uma trama bem conseguida, só consegui largar o livro quando tudo foi desvendado. Fiquei cativada pela forma como o autor mantém o mistério. Se ao início são dadas indicações sobre a identidade do vilão da narrativa, a verdade é que tal se revela um bom truque que distrai as atenções. Faletti leva a acreditar que deu todas as pistas necessárias para a descoberta das verdades  escondidas pelos crimes, mas, nas últimas páginas, o jogo é virado ao contrário e surpreende.

Mas se Eu Sou Deus possui acontecimentos deliciosos, tais acabam por perder alguma da sua força devido às personagens, o que é uma pena. Vivien Light e Russel Wade são interessantes, mas apenas enquanto analisados separadamente. Vivien é a imagem da mulher que sentiu necessidade de construir uma carreira sólida para ser valorizada, enquanto Russel é o homem inconformado por não conseguir preencher um vazio que a vida lhe deixou. Ambos têm histórias impressionantes, mas a relação que construem não convence e parace demasiado forçada. Na minha opinião, a trama ficou a perder com os desenvolvimentos tão rápidos nesta relação.

Mas a verdade é que o ponto fulcral é a ação e esta vai com certeza agradar. É rápida, cheia de mistérios e intrigante. A escrita é fácil de acompanhar e bastante simples, o que leva o leitor a perceber tudo o que lhe é transmitido, mesmo conceitos mais técnicos.

Destaco ainda o facto de o autor demonstrar preocupação em explicar o que leva as suas personagens a cometerem atos tão cruéis. A história fica, sem dúvida mais rica, e poderá gerar sentimentos de compaixão por quem pratica a crueldade para com o outro. Contudo, compaixão não significa compreensão.

Mais uma trama de Giorgio Faletti que agrada e que me deixou envolvida pelos esquemas que escondiam a identidade do vilão. Espero apenas que em próximos volumes, o autor mostre uma maior preocupação nas relações entre personagens, de forma a ser mais fácil acreditar na sua veracidade.

Outras opiniões a livros de Giorgio Faletti:
Eu Mato

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Opinião: Sangue Impetuoso (Saga Sangue Fresco #12)

Título Original: Deadlocked (2012)
Autor: Charlaine Harris
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789896374501
Editora: Edições Saída de Emergência (2012)

Sinopse:

Sookie tem um homicídio para investigar. Uma rapariga morre numa festa de vampiros e tudo indica que o culpado seja Eric, o seu namorado. Eric jura-se inocente, a polícia não acredita e até Sookie tem dúvidas. E não sente grande vontade de aceitar a sua palavra depois de o apanhar a saborear o sangue da vítima minutos antes da morte. Mas algo estranho se passa. Porque lhe pediram que chegasse à festa fatídica alguns minutos mais tarde apenas para o surpreender em flagrante? E porque «temperou» a vítima o seu sangue antes de se aproximar de Eric? Terá sido apenas por querer ser irresistível ou haverá um motivo mais sinistro?

Sookie terá de descobrir... mas é o pior momento possível para investigar, numa altura em que a sua família fae vive um momento problemático e Sookie acaba por se ver inevitavelmente arrastada. Há ainda uma última complicação: o cluviel dor que a avó lhe deixou. Conceder-lhe-á um desejo que poderá tornar real a maior aspiração do seu coração. O único problema é que ainda não sabe o que o seu coração deseja realmente. Ou quem...

Opinião:

Confessei na opinião a Sangue Ardente, o 11º livro da Saga Sangue Fresco, que os livros que relatam a história de Sookie Stackhouse eram de leitura obrigatória para mim. Contudo, foi com alguma hesitação que peguei em Sangue Impetuoso, e só fiz quando foi anunciada a publicação do derradeiro volume desta saga em Portugal. Tinha a sensação que nada me iria surpreender e assim foi.

Mais uma vez, encontramos Sookie na sua vida quotidiana. Mais uma vez esta protagonista vê-se a par com um crime que a coloca em risco. Tal como nos volumes anteriores, Sookie procura resolver um mistério, mas sem descurar os seus deveres profissionais. Até aqui nenhuma novidade e uma fórmula que já não guarda surpresas. O leitor sabe que a protagonista vai sofrer até ao final onde tudo será descoberto. As personagens responsáveis pelo caos foram previsíveis e isso fez com que a narrativa perdesse algum do seu interesse.

Sookie tornou-se numa mulher diferente daquela que era no primeiro volume da série. Já passou por muito, descobriu segredos da sua família, envolveu-se com seres perigosos e perdeu a ingenuidade. Contudo, e apesar de mais cansada, mantém algum do humor característico e a força para lutar por aqueles que mais ama. O facto de ser uma mulher independente que tem de toma conta de todos os aspectos da sua vida tornam esta figura mais humana e mais fácil de acreditar.

Gostei de ver alguma da revolta desta protagonista quanto a certas situações. Apesar de todas as mudanças, Sookie nunca perdeu os seus valores e nunca se deixou rebaixar. Foi também agradável ver a forma como lidou com antigos amores, o que permitiu ao leitor ter a ideia de que certos casos do passado foram realmente encerrados.

Neste volume, Eric foi uma desilusão para mim. Este vampiro de quem tanto gostei em volumes anteriores parece ter perdido o seu encanto, muito graças às atitudes frias, às poucas palavras e a uma promessa feita pelo seu criador que surge como obstáculo. Por outro lado, o Sam com quem nunca simpatizei revelou-se um possível agente de felicidade para o futuro de Sookie. Até ao momento, estes dois parecem ser os mais fortes pretendentes da telepata.

Foi bom perceber que esta saga está em fase de conclusão, existindo personagens que já têm o seu destino revelado. Charlaine Harris começa a preparar os leitores para o desfecho da história de Sookie, sendo que é possível adivinhar alguns factores.

Sangue Impetuoso foi uma leitura que entreteve mas que não me cativou da mesma forma que alguns dos primeiros livros da saga fizeram. Fico, no entanto, a aguardar com curiosidade a conclusão das aventuras de Sookie Stackhouse.

Outras opiniões a livros de Charlaine Harris:
Sangue Fresco (Saga Sangue Fresco #1)
Dívida de Sangue (Saga Sangue Fresco #2)
Clube de Sangue (Saga Sangue Fresco #3)
Sangue Oculto (Saga Sangue Fresco #4)
Sangue Furtivo (Saga Sangue Fresco #5)
Traição de Sangue (Saga Sangue Fresco #6)
Sangue Felino (Saga Sangue Fresco #7)
Laços de Sangue (Saga Sangue Fresco #8)
Sangue Mortífero (Saga Sangue Fresco #9)
Segredos de Sangue (Saga Sangue Fresco #10)
Sangue Ardente (Saga Sangue Fresco #11)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Casa das Letras vai publicar saga que promete ter sucesso de Harry Potter

(capa edição original)
The Bone Season, o primeiro livro de uma série que promete ter o mesmo sucesso de Harry Potter, de J. K. Rowling. Foi publicado a semana passada no Reino Unido e nos Estados Unidos da América e já tem editora em Portugal. A Casa das Letras, do grupo LeYa comprou os direitos da obra de Samantha Shannon e promete publicar o primeiro volume até ao final do ano.

The Bone Season é o primeiro de uma série de sete livros. A saga tem lugar na Inglaterra distópica de 2059 e conta a história de Paige Mahoney, uma jovem de 19 anos que possui a habilidade de entrar na mente das outras pessoas e que se junta a um gangue de clarividentes. Este é um universo habitado por seres videntes que lutam contra um governo mundial totalitário controlado por seres sobrenaturais.

Com apenas uma semana nas livrarias, são muitas as expectativas quanto a este romance. Já tem direitos vendidos a mais de 21 países e os direitos de adaptação cinematográfica comprados pela The Imaginarium.


Quem é Samantha Shannon?

Com apenas 21 anos, Samantha Shannon é uma jovem londrina que terminou recentemente a licenciatura de Língua e Literatura Inglesa, em St Anne's College, em Oxford. Depois de ter visto o seu primeiro romance, Aurora, rejeitado, não desistiu e começou a escrever The Bone Season. Em 2012 assinou contrato com a Bloomsbury e recebeu um avanço para escrever os três primeiros livros da série (curiosamente as mesmas pessoas que lhe recusaram o primeiro manuscrito). A revista Forbes, em Julho passado fez um artigo onde comparava Samantha Shannon a J. K. Rowling, a criadora do universo Harry Potter.

Comprar livro pela capa 44: Fama, Amor e Dinheiro

Esta semana, em "Comprar o livro pela capa" vamos ver as duas imagens que já foram apresentadas por Fama, Amor e Dinheiro, de Menna Van Praag, da Quinta Essência.

Quando o livro foi publicado pela primeira vez em Portugal, em 2011, esta foi a capa escolhida. O título está em destaque graças ao design escolhido e o tom rosa e a imagem da mulher sugerem que se trata de uma leitura feminina.


Mais recentemente surgiu esta nova edição. O livro ganhou uma imagem nova, mas manteve as características femininas. O tom rosa está mais em evidência e o design sugere um carácter mais romântico.

Apresentadas as duas capas, qual é a mais atractiva?


Qual a melhor capa?
  
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Livro de passatempo entregue

O António Silva, vencedor do último passatempo do blogue, enviou-me uma foto para confirmar que o livro já estava em nas duas mãos.



É muito bom saber que este exemplar foi bem recebido e que chegou em boas condições (sempre que deixo livros nos correios fico com algum receio, afinal já recebi alguns em más condições).

Obrigada António pela foto! Espero que a leitura seja apreciada =)

Opinião: O Livro Sem Nome (A Saga de Bourbon Kid #1)

Autor: Anónimo
Título Original: The Book With No Name (2008)
Tradução: Cristina Rodriguez
ISBN: 9789895579037
Editora: Asa (2011)

Sinopse:

Caro Leitor,

Apenas os puros de coração poderão ler as páginas deste livro. Cada página que virar, cada capítulo que ler, levá-lo-á para mais perto do fim. Nem todos conseguirão terminar. A variedade de intrigas e de estilos poderá indispor e confundir. E, enquanto procura a verdade, ela apresentar-se-á diante dos seus olhos. A escuridão virá, e com ela um grande mal. E aqueles que lerem o livro poderão não voltar a ver a luz.

Opinião:

Misterioso. Este livro sempre me chamou a atenção pela pouca informação que transmitia. O título não diz nada (aparentemente), o autor não é conhecido, a sinopse não revela a base da trama e a capa pouco diz. Sempre senti curiosidade quanto a este leitura, mas também algum receio, afinal, que história poderia estar encerrada naquelas páginas? Finalmente surgiu a oportunidade de pegar em O Livro Sem Nome e desvendar (alguns dos) seus segredos.

A acção desenrola-se em Santa Mondega, uma cidade dos Estados Unidos da América que sugere ser próxima da fronteira com o México. Santa Mondega é muitas vezes apresentada como uma cidade esquecida, funcionando quase como um mundo aparte, afinal, é centro de uma intensa actividade paranormal. E assim fica esclarecido o género desta leitura. Sim, pode ser inserida dentro do género fantástico, apesar de possuir ainda características de policial e de terror.

Não existe uma personagem principal, mas sim um grupo de figuras que, à sua vez, ganham destaque em capítulos que exploram o seu ponto de vista sobre os acontecimentos. Estes homens e mulheres não são fáceis de gostar, mas parecem reais. Acontece que são quase todos bandidos, vigaristas, ladrões, assassinos. Não é fácil criar empatia com pessoas tão cruéis e interesseiras, mas é engraçado ver de que forma se movimentam e conhecer aquilo que os motiva. Existem excepções, como não podia deixar de ser. A dupla de monges ingénua é uma lufada de ar fresco e responsável por muito momentos caricatos, enquanto a dupla de policias que investiga as muitas mortes que decorrem é um pouco mais aborrecida.

Apesar de não existir propriamente uma figura central, existe, no entanto, uma personagem que parece funcionar como motor de toda acção: o bourbon kid. Curiosamente, este é também o homem de quem menos sabemos (praticamente nada, na verdade). É uma figura misteriosa que raramente aparece e que é temida por todos. Afinal, o seu aparecimento em bares resulta sempre na morte de todos os presentes do estabelecimento, à excepção de uma testemunha. É impossível não ficar fascinado com este homem e é de louvar que a forma como autor conseguiu que eles prendesse à leitura apesar de tão raras aparições.

Sim, é um livro com descrições de forte violência. As cenas de acção parecem ter sido inspiradas pelos filmes sangrentos de Quentin Tarantino. Existe muito sangue, muitos tiros, muitas vísceras e corpos totalmente mutilados. Ao início pode custar um pouco a entrar nesta história, perceber de que forma todas as personagens se ligam, mas mal isso é apreendido inicia-se uma leitura rápida e viciante. Com o passar das páginas vão surgindo novas perguntas e uma necessidade crescente de perceber o que realmente está a acontecer. Com o tempo, são dadas essas respostas, ou pelo menos as essenciais, já que o clima de mistério permanece mesmo na última página.

As reviravoltas são muitas, sendo que aquilo que ao início podia parecer afinal não o é. A eterna luta entre o bem e o mal é mais um dos temas tratados, existindo ainda diversas inspirações no Cristianismo. Contudo, tudo é explorado de uma forma muito diferente daquela a que estava habituada.

O Livro Sem Nome é um livro intenso, diferente e que se destaca. Uma leitura muito interessante e que recomendo a todos os fãs de histórias sobrenaturais mais duras.

Nota: Apesar de poder ser lido sozinho, O Livro Sem Nome é o primeiro de uma série intitulada "Bourbon Kid". The Eye of The Moon, The Devil's Graveyard e The Book of Death são os títulos dos restantes volumes, por ordem de publicação nos Estados Unidos da América. Estão todos assinados por Anónimo.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Opinião: Sozinhos na Ilha

Título Original: On The Island (2011)
Autor: Tracey Garvis Graves
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789892323596
Editora: Asa (2013)

Sinopse:

Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?

Opinião:

Sozinhos na Ilha é uma leitura leve, agradável e interessante, que deve ser feita especialmente durante os dias quentes de verão. Afinal, em que outra época do ano poderíamos estar mais sensíveis ao calor descrito na grande parte destas páginas?

Não foi uma leitura que tivesse iniciado com grandes expectativas, mas acabou por me agradar e prender. Confesso que, ao início me questionei sobre como a autora iria conseguir manter o interesse num cenário tão limitado como o de uma ilha, mas a verdade é que Tracey Garvis Graves foi bem sucedida nessa missão. Acho que o segredo está nas personagens interessantes, no desenvolvimento do seu relacionamento e na descrição dos seus métodos de sobrevivência.

Anna é uma jovem mulher que está cansada da sua rotina e decide aceitar o emprego de dar aulas a um rapaz enquanto este passa férias com a família numa ilha tropical. É fácil perceber as suas motivações, afinal Anna não aceitou a tarefa apenas tendo em vista o destino idílico. Ela precisa de sair da sua vida de modo a perceber o que realmente quer para o seu futuro e de que forma o quer conquistar. Acredito que as dúvidas que a atormentam são comuns a outras mulheres.

T. J. é um rapaz que venceu um cancro e deseja recuperar o tempo que a doença lhe tirou. Apesar do tormento que viveu, encara tudo de forma positiva e dificilmente perde a esperança. Apesar de ser jovem, desde cedo enfrentou obstáculos difíceis e a sua atitude perante estes fez-me ficar rendida a esta personagem. É uma pessoa com sede de viver e que luta pela sua felicidade.

Numa primeira fase do livro, é com interesse e até algum espanto que se assiste aos primeiros tempos de T. J. e Anna na ilha. Penso que a autora conseguiu sustentar bem a sobrevivência dos dois apesar dos escassos recursos e é também com um sorriso nos lábios que se assiste ao desenvolvimento da relação deste par perdido.

A ilha acabou por se revelar um local com maiores possibilidades do que aquelas que eu achava serem possíveis e permitiu o desenvolvimento de uma história que dá prazer conhecer. Gostei do facto de que os capítulos irem alternando entre as duas personagens, de forma a ser possível conhecer os sentimentos de ambos, contudo, achei que os de T.J. acabaram por ser pouco aproveitados e explorados.

A segunda parte do livro já apresentou um ritmo mais lento e teve ainda alguns momentos ligeiramente mais aborrecidos. O encanto que foi vivido na ilha foi-se desvanecendo e o que mais me apelava neste livro também. Contudo, destaco os obstáculos provocados pela diferença das idades de Anna e T.J..

Leitura que se faz em poucos dias e que dá um toque de romance ao verão. Sozinhos na Ilha é um livros que se lê com agrado e que proporciona bons momentos.

Novidade da Asa para setembro

Relatório do Interior, de Paul Auster

Sinopse: Nome maior da literatura mundial, Paul Auster escreveu no notável Diário de Inverno as memórias do seu “eu” físico. Em Relatório do Interior, vai mais além ao explorar a sua mente, a sua memória e as influências que fizeram dele o homem que actualmente é.
Episódios marcantes da sua infância, adolescência e início de idade adulta, os livros, filmes e acontecimentos que acompanharam o seu crescimento e um vislumbre das primeiras tentativas de escrita pintam um retrato vívido do autor e do meio que o rodeava.
Do mundo pequeno e protegido da sua infância ao mundo grande que ainda hoje está a descobrir, Paul Auster revela-se corajosamente na sua mais profunda intimidade.


domingo, 25 de agosto de 2013

Qual é o livro? #4



"O conservador parecia notavelmente vigoroso para um homem da sua idade (...) Despojado de todas peças de roupa (...), deitara-se de costas no centro da larga galeria (...) Tinha os braços e as pernas bem abertos e esticados (...) Logo abaixo do esterno, uma mancha e sangue assinalava o ponto onde a bala trespassara a carne."


Regras da rubrica aqui

sábado, 24 de agosto de 2013

E o próximo livro a ler é... (#2)

Ando aqui de volta dos livros e não consigo escolher em qual pegar a seguir, por isso decidi pedir a vossa ajuda.
Qual vos parece ser a melhor opção?

Qual livro deverei começar hoje a ler?
  
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A votação estará aberta até às 22h00.*TERMINOU*

Obrigada!

Opinião: Êxtase (Série Anjos Caídos #4)

Autor: J. R. Ward
Título Original: Rapture (2012)
Tradução: Filipa Aguiar
ISBN: 9789897260773
Editora: Quinta Essência (2013)

Sinopse:

Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido.

Mels Carmichael, jornalista do Caldwell Courier Journal, apanha o maior choque da sua vida quando um homem se atravessa à frente do seu carro junto ao cemitério local. Depois do acidente, a amnésia dele é o tipo de mistério que ela gosta de solucionar, mas em breve descobre que o passado é demasiado misterioso... e que está a apaixonar-se pelo estranho. Enquanto as sombras oscilam entre a realidade e o outro mundo, e a memória do seu amante começa a voltar, os dois aprendem que nada está realmente morto e enterrado. Em especial quando se está preso numa guerra entre anjos e demónios. Com a alma em jogo, e o coração de Mels em risco, o que irá ser preciso para salvar ambos?

Opinião:

Êxtase segue a mesma fórmula que foi usada nos volumes anteriores da série dos "Anjos Caídos" e, apesar de não guardar grandes surpresas consegue agarrar à leitura. A razão? As personagens.

Ler um livro desta série é saber que vai surgir um novo casal, vai existir entre as duas partes uma química intensa, vão existir combates e a natureza humana vai ser colocada à prova. Sendo assim, para além de Jim Heron, a personagem de maior importância de todos os volumes, também Mathias ganha destaque e surge Mels.

Mathias já era uma personagem conhecida, e é interessante ver como a autora decidiu reaproveitar este homem que nos primeiros volumes causava repugnância. Ao início pode haver alguma resistência quanto a este homem de passado tão negro, até porque ele já foi uma das almas debatidas no jogo entre Jim e Devina. Contudo, a autora decidiu dar-lhe um final diferente daquele que lhe parecia ter sido destinado, sendo este pontuado, claro, por uma vertente mais romântica. Até aqui, poucas surpresas.

Mels é uma jovem jornalista que ambiciona progredir na carreira. Tal como outras personagens femininas de J. R. Ward, é independente, dona de opinião própria, com bom coração tornado-se, por isso, uma figura com quem é fácil criar empatia. Mels acaba por ser o ponto mais atractivo deste volume, uma vez que prende com o seu desenvolvimento e ao desvendar do seu passado.

Por sua vez, Devina é uma vilã que perde um pouco a sua força, muito por causa da exposição dos seus pontos fracos. Se nos primeiros volumes era fácil condenar esta mulher-demónio capaz das maiores atrocidades, agora vê-mo-la como um ser paranóico e obcecado que, muito provavelmente, vai ser a autora do seu próprio fracasso. Perdendo-se o lado da oposição, a trama acaba por se revelar um pouco mais fraca e o jogo das almas parece ser relegado, em detrimento da história de amor.

Destaco ainda o papel de Adrian, uma das figuras que até aqui parece funcionar apenas como parte do cenário da narrativa. Adrian ganha uma nova vida, muito por causa de uma perda. Atormentado, começa a tomar atitudes que dão uma nova dinâmica à narrativa e acaba por se revelar uma personagem que ainda tem muito para oferecer.

A acção, em si, é a esperada e, tal como já referi, igual à dos volumes anteriores: existe mais uma alma em risco, rapaz conhece rapariga, apaixonam-se, existe um combate mais intenso e um risco de perda, rapaz fica com a rapariga. Contudo, a leitura é feita com rapidez e interesse, muito graças à escrita da autora que agarra o leitor através de um discurso simples e directo, diálogos naturais e credíveis, personagens cativantes e relações intensas.

No final, fica a sensação que este leitura proporcionou momentos divertidos. Êxtase é uma obra que corresponde às expectativas dos fãs de J. R. Ward, e que serve o seu propósito, não sendo mais do que isso. Fica, contudo, a dúvida sobre o que poderá acontecer de novo nos próximos volumes.

Outras opiniões a livros de J. R. Ward:
Na Sombra da Vingança (Série Irmandade da Adaga Negra #7) 
Na Sombra do Destino (Série Irmandade da Adaga Negra #8)
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1)
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)

Já conhecem o projecto Adamastor?

O Projecto Adamastor é uma biblioteca digital que disponibiliza obras literárias portuguesas em formato EPUB e de forma gratuita.


(Clicar na imagem para ir para a página)



Criado por um grupo de portugueses preocupados com a escassez de obras nacionais em formato digital, este formato tenta colmatar essa falhar e tornar mais acessível ao leitor o acesso a títulos portugueses.


Para além da conversão dos textos para o formato online, o Projecto Adamastor preocupa-se ainda com a revisão cuidada dos mesmo e fornece a cada obra um aspecto gráfico actual e atractivo.

Este trabalho, realizado de forma voluntária, está ainda aberto a novos colaborados. Quem estiver interessado por contactar o email geral@projectoadamastor.org, ou o formulário de contacto presente na página.

Visitem a página e divulguem este projecto a outros leitores!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Opinião: A Rapariga Que Roubava Livros

Título Original: The Book Thief (2005)
Autor: Markus Zusak
Tradução: Manuela Madureira
ISBN: 9789722339070
Editora: Editorial Presença (2008)

Sinopse:

Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar.

A Morte é a narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista de olhos de prata, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen, e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros, sobre páginas de Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras.

Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

Opinião:

Poucos livros me emocionaram como este. A Rapariga Que Roubava Livros, de Markus Zusak, é uma obra incrível. Fantástica.

Entrei um pouco a medo nesta história. Afinal era narrada pela Morte. A ideia que se tem desta entidade está ligado ao negativo, mas a Morte acaba por se revelar uma companheira sempre presente, uma figura com uma missão trágica mas necessária. Por isso mesmo, a Morte acompanha toda a narrativa e as suas observações tão drásticas, directas e dotadas de compaixão acabam por arrebatar.

Só depois de existir uma ligação com a Morte é que se conhece Liesel, a menina que também é conhecida como "a rapariga que roubava livros".Criança vítima da pobreza e intolerância, perde a família e vai morar com um casal alemão cujos filhos já são adultos e saíram de casa. A forma como esta menina vai conquistando e sendo conquistada é gradual e verdadeira e as peculariedades dos novos pais são uma delícia.

É impossível não gostar logo de Hans. O homem de coração puro e "olhos de prata", começa a revelar-se uma das personagens mais queridas da trama. É impressionante como os seus actos, palavras e intenções me tocaram. A cada página, este homem revela-se uma surpresa e o exemplo do poder da compaixão, tolerância e bondade. Já Rosa demora mais tempo a conquistar. Mulher de modos rudes, deixa uma primeira impressão desagradável, mas acaba por se mostrar dona de um coração de ouro. Ela é o motor daquela família.

Com o desenrolar da trama, a vida de Liesel recebe mais dois homens de grande importância. O primeiro é Rudy, típico menino que quer ser sempre o vencedor de todos os jogos. Ele é a imagem do amigo fiel e dedicado que está sempre presente e nada exige em troca. Depois surge Max, o judeu fugitivo que coloca a família de Liesel em perigo e que se torna no autor de histórias que funcionam como alegorias da situação que estão a atravessar.

E Liesel? Preciso de falar mais de Liesel. Ela é uma rapariga curiosa, observadora, difícil de ser conquistada. Não tem medo de se meter numa luta e não é considerada grande aluna. Conhece bem o que é compaixão, mas transgride muitas regras, sendo algumas delas em proveito próprio. Tem dificuldade em perdoar e arrepende-se de muito do que não fez. É humana, jovem e credível. Uma personagem que dificilmente me vai deixar.

O cenário da acção principal é a Rua Himmel, em Munique, na Alemanha. O período decorre entre 1939 e 1943, o que coincide com um conflito militar mundial. Quando se pensa na tragédia da Segunda Guerra Mundial, o pensamento depressa vai para os campos de batalha da Europa e para os campos de concentração e extermínios. Esses dois cenários estão presentes na obra de forma indirecta, sendo o foco escolhido o do povo alemão mais carenciado.

Ao acompanhar a vida de Liesel, é possível ver de que forma o nazismo e a guerra afectaram o povo alemão. Com o passar das páginas assiste-se a um empobrecimento rápido e sente-se o crescer do clima de medo e tensão. Também é possível observar a dor de seguir leis que não são entendidas e o desespero de ir contra valores e princípios.

Os livros que Liesel roubava ou adquiria funcionaram como escape da realidade e como fontes de alento, força e esperança. Markus Zusak faz reflectir sobre o poder dúbio das palavras, que consoante o usuário podem funcionar como armas de destruição ou mensageiros de paz e felicidade.

O estilo e linguagem de Markus Zusak são muito peculiares. A história forte é contada de uma forma bela e quase poética. Fiquei rapidamente rendida. Destaco as notas da Morte que vão surgindo ao logo da leitura e enaltecem situações ou palavras mais marcantes.

A Rapariga Que Roubava Livros é um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Podia continuar a escrever sobre tudo o que adorei, pois acreditem que muito não foi falado, mas não sei quando iria parar e o quanto iria revelar. Quem leu de certo que vai compreender esta sensação e para quem não teve ainda a oportunidade de ler este livro, aqui fica um conselho: leiam. É marcante, é forte, é brilhante.

Ver mais sobre este livro aqui.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ante-estreia: Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos

Pela primeira vez aqui no blogue vou comentar um filme, mas existe uma razão válida para tal.

A convite da Planeta Manuscrito, a quem desde já agradeço imenso a oportunidade, fui à ante-estreia de "Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos", filme inspirado na obra homónima de Cassandra Clare (ver opinião ao livro aqui).


Assisto sempre a estas adaptações com alguma resistência e acabo sempre por sair da sala de cinema a fazer comparações entre livro e filme (as minhas desculpas a quem me atura, mas é mais forte do que eu). Contudo, "Cidade dos Ossos" revelou-se um filme que proporciona um bom entretenimento. O ambiente do livro foi bem exposto e os efeitos deixam-nos presos ao grande ecrã. Gostei especialmente da apresentação da própria Cidade dos Ossos e dos Irmãos Silenciosos.

Quanto às personagens, destaco a forma como Jonathan Rhys Meyers vestiu a pele de Valentine. Também apreciei as interpretações de Lily Collins (Clary), Robert Sheehan (Simon) e, apesar de não esperar, até fiquei convencida com o Jace de Jamie Campbell Bower. Contudo, também houve algumas desilusões, nomeadamente a fraca exploração de Isabelle, interpretada por Jemima West e a fraqueza com que o poderoso Magnus Bane foi representado por Godfrey Gao.

Tal como seria de esperar, a trama parece passar demasiado depressa e no final fica a vontade de continuar, ver como outros aspectos, que já são conhecidos graças à leitura, vão ser apresentados.

Os fãs dos livros vão gostar de ver como alguns aspectos foram representados, mas existem pontos que não vão convencer de todo, como já é normal acontecer. Já quem não conhece a história vai ficar cativado com a variedade de elementos fantásticos, com a aventura e com a intriga (eu fui acompanhada por uma pessoa que não leu os livros e que no final admitiu ter gostado bastante do filme).

E como eu até sou uma rapariga simpática, deixo-vos uma pequena selecção de imagens de divulgação do filme para ficarem com uma ideia do que podem esperar ver:

(Clicar para ver maior)


Curiosos? Não foi suficiente? Então fiquem com o trailer:




Está hoje nas salas de cinema.

Novidade da Saída de Emergência para setembro

O Mago - A Serva do Império, de Raymond E. Feist e Janny Wurts

Sinopse: Ninguém conhece os meandros do Jogo do Conselho melhor do que Mara dos Acoma. Através de sangrentas manobras políticas, ela tornou-se uma poderosa força no Império; porém, rodeada de mortíferos rivais, se Mara quiser sobreviver, tem de ser a melhor. Como se isso não bastasse, Mara tem de combater batalhas em duas frentes: no viveiro de intriga e traição que é a corte dos Tsurani, e no seu coração, onde a paixão por um escravo bárbaro do mundo inimigo de Midkemia a leva a questionar os princípios que regem a sua vida. A Serva do Império é o segundo volume da magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Comprar o livro pela capa 43: A Torre dos Anjos

A Torre dos Anjos é o segundo volume da trilogia "Mundos Paralelos", de Philip Pullman e já apresentou três capas muito diferentes em Portugal.

Em 2002 surgiu a primeira versão deste volume. A capa, de características infantis, mostra uma faca a cortar um pedaço de céu, numa clara referência a um elemento importante da narrativa.

A versão de adulto apareceu em 2003. A faca volta a ser o elemento central, mas desta vez com um aspecto mais realista e com um fundo vermelho.


Apesar de não ter sido adaptado ao cinema, este volume viu a sua imagem renovada com a estreia do filme,  inspirado no primeiro livro, Os Reinos do Norte, em 2007. A imagem é igual à do poster, sendo a única diferença a cor base que desta vez foi modificada para verde.


Apresentadas as três capas, escolham a vossa preferida.


Qual a melhor capa?
  
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Opinião: Traída pelo Destino

Título Original: Twice Fallen (2012)
Autor: Emma Wildes
Tradução: Maria José Santos
ISBN: 9789896573904
Editora: Planeta (2013)

Sinopse:

Na sociedade do período da Regência, espera-se que as mulheres casem jovens, governem a casa, sejam vistas, não ouvidas. Mas, por outro lado, estas senhoras dificilmente fazem o que se espera delas...
Lady Lilian Bourne não se pode dar ao luxo de se encolver noutro escândalo. Ao reentrar na sociedade, após a fuga desastrosa de que foi protagonista quatro anos antes, não tem alternativa senão ser a própria imagem do decoro. Mas está convencida de que o destino está a conspirar contra ela, quando, durante uma festa, dá consigo fechada à chave numa biblioteca com um desconhecido enigmático. Seria o fim, se caísse em desgraça uma segunda vez... Após os anos que passou em Espanha como espião, Lorde Damien Northfield considera Londres um pouco entediante, até ao seu encontro inesperado com a encantadora, mas mal-afamada, Lily. Após a contrariedade por que passaram, não pode deixar de desejar que o interlúdio com ela tivesse sido tudo menos inocente. E quando é contratado para investigar um esquema de chantagem e homicídio que envolve algumas das famílias mais ilustres de Inglaterra, fica radiante ao descobrir que o destino a voltou a colocar no seu caminho, e que ela pode ser a chave para apanhar um assassino implacável…

Opinião:

Traída pelo Destino é um livro com poucos segredos. Desde as primeiras páginas que é possível adivinhar o desfecho desta trama vivida no seio da aristocracia londrina do século XIX.

Lady Lilian Boune e Lorde Damien Northfield são os protagonistas. Ela de aparência bela, jeitos simples e passado controverso, ele misterioso, sedutor e poderoso. A química entre os dois é apresentada logo no primeiro capítulo, através de uma série de circunstâncias que cativam o leitor. Contudo, a restante leitura revela ser menos apelativa.

Não existem grandes impedimentos neste romance, e por isso este par não tem de lutar muito pela sua felicidade. O único contratempo é um mistério que Damien é chamado a resolver, que funciona como motor da acção. Contudo, não é estimulante o suficiente, sendo até em diversos aspectos forçado, mal explorado e pouco interessante.

Também a relação entre o par romântico principal não surge como arrebatadora. Para além de eles se juntarem de uma forma demasiado rápida e simples, possuem ainda personalidades e características demasiado comuns às narrativas do género. Apesar dos boatos, Lilian acaba por se revelar a dama correcta, submissa e demasiado aborrecida. Damien é o típico galã misterioso e sedutor que rouba os corações de todas as damas. Mesmo o problema físico deste homem acaba por se tornar irrelevante e até desnecessário.

Não consegui acreditar na forma rápida como Lilian se entregou a Damien. Apesar da atração evidente, este é uma mulher que sofreu muito às custas de um escândalo, que tenta seguir as regras impostas pela sociedade e manter uma vida mais recatada. Contudo, de um momento para o outro ela esquece isso em detrimento do prazer ao lado de um homem que mal conhece. Não existe grande ligação entre a personalidade e as acções, o que tira ainda mais credibilidade à trama.

Mais interessante acaba por ser a relação de Regina com James. A personalidade desta mulher é cativante e deveria ter sido melhor explorada, assim como a sua história controversa. Faz pensar se não teria sido uma aposta mais certeira da autora levar este casal a um plano principal.

O estilo de escrita de Emma Wildes é simples e direto, o que em nada incomoda a leitura. Falta uma maior reflexão quanto à consistência da narrativa, o maior desenvolvimento das personagens principais e a criação de obstáculos mais aliciantes.

Este livro revela uma história simples, onde a principal preocupação é o plano romântico. Uma leitura que não obrigada a reflexões e que não revela ser marcante.

Novidade da Asa para agosto

Sangue Maligno, de Kristen Painter

Sinopse: Chrysabelle é uma comarré que ousou desafiar o destino. Agora tem de tomar uma decisão de vida ou morte…
Uma série de violentos assassinatos está a semear o pânico em Paradise City. Os alvos são comarrés falsos. Chrysabelle, em casa a recuperar lentamente de graves ferimentos, recusa-se a ver Malkolm. Mas nada conseguirá travar o vampiro, decidido a ver se o amor da sua vida está bem, dê por onde der. Com a ameaça da fusão iminente entre o mundo dos mortais e dos imortais, não há tempo a perder. Malkolm e Chrysabelle partem para Nova Orleães, para recuperar o Anel do Sofrimento. Forçada a tomar uma decisão de vida ou morte, Chrysabelle vai-se aperceber de que a sua relação com Malkolm pode ter consequências fatais e que a força do amor que os une pode não ser suficiente.



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Resultado do passatempo "Confissões de Uma Suspeita de Assassínio"

Aqui está o resultado do passatempo "Confissões de Uma Suspeita de Assassínio", de James Patterson com Maxine Paetro.



Este sorteio conta com 146 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...



..66! Que equivale à participação de:

António (...) Silva, de Avanca

Muitos parabéns ao vencedor! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.

domingo, 18 de agosto de 2013

Qual é o livro? #3



"E se fôssemos ficar assim para o resto da vida, Nós, Toda a gente, Seria horrível, um mundo todo de cegos, Não quero nem imaginar."

Regras da rubrica aqui.

sábado, 17 de agosto de 2013

Fórum Fantástico 2013 já tem cartaz e datas



Página oficial do evento aqui.

Opinião: Envolvida (Série Crossfire #3)

Autor: Sylvia Day
Título Original: Entwined with You (2013)
Tradução: Cláudia Ramos e Helena Ramos
ISBN: 9789897450136
Editora: 5 Sentidos (2013)

Sinopse:

Desde que vi o Gideon pela primeira vez, percebi que ele tinha algo de que eu precisava, algo a que eu não conseguia resistir. Percebi-lhe também uma alma perigosa e atormentada – tal como a minha. Envolvi-me. Eu precisava dele tanto como precisava que o meu coração batesse. Ninguém sabe o quanto ele arriscou por mim e o quanto eu fui ameaçada; ninguém imagina quão negra e desesperada se tornou a sombra dos nossos passados. Entrelaçados nos nossos segredos, tentamos desafiar o destino. Definimos as nossas próprias regras e rendemo-nos completamente ao intenso poder da obsessão.

Opinião:

Inicialmente, Crossfire estava pensado para ser uma trilogia, mas o sucesso dos dois primeiros livros levaram Sylvia Day a mudar de opinião e a pensar em escrever mais dois volumes. Assim sendo, Envolvida não apresenta a conclusão da série e, sinceramente, nem sequer uma trama consistente ou interessante.

*Atenção! O texto que segue possui spoilers!*

Este volume começa exactamente no momento em que segundo terminou. Se bem se recordam, Refletida acabou com a morte de Nathan e com a descoberta de que o assassino era Gideon. Em Envolvida, Eva mostra-se bem impressionada com o seu belo amante e faz de tudo para o proteger. Logo aqui o livro deixa de fazer sentido.

Então o namorado é um assassino e por Eva tudo bem? É certo que Gideon matou um homem que fez lhe fez muito mal, mas isso não demonstra o seu temperamento incontrolável e violento? E para ajudar à festa, é ver este homem descrito pela protagonista como perfeito a fugir à polícia. "Ah! Mas ele nunca deixaria um inocente responder pelos seus crimes", diz Eva. Tretas! Um gesto de amor um pouco assustador, na minha opinião. Para apertar ainda mais o cerco ao casal, surge uma jornalista que pode colocar tudo em risco e ainda revelar segredos inconvenientes.

Parece que existem bons ingredientes para tornar este volume mais intenso do que os anteriores, não é? Pois é mesmo só isso: parece. A polícia e a jornalista passam rapidamente para um segundo plano sendo que toda a narrativa é focada no quanto Eva e Gideon gostam um do outro e no sexo insaciável. Sim, é exactamente isto. Eles vão trabalhar e trocam mensagens de amor, eles chegam a casa e continuam a dizer que não podem viver um sem o outro, eles fazem sexo e no fim trocam mais umas juras eternas, eles dormem e no outro dia vão trabalhar e trocam mensagens de amor,...(estão a perceber o ciclo aborrecido que é?).

E a certa altura, de um momento para o outro, a autora decidi que até que era boa ideia haver um casamento. E como é que isso acontece? De uma forma que mais parece um rapto repleto de ameaças. "Eva, trouxe-te para um dos meus hotéis nas caraíbas e agora tens de casar comigo. Estás sempre a dizer que não estás preparada mas eu preciso disso", diz Gideon de forma insistente e a protagonista lá acaba por lhe fazer a vontade. Esta pressão é romântica desde quando? Não é! É assustador! Foge Eva, foge!

Após este enlace ridículo, o casal volta à rotina anterior, com muitas juras de amor e sexo e parece que nada mais acontece naquelas vidas. Sim, mais uma vez parece, afinal existe uma amiga de Eva que desaparece de forma misteriosa, existem evoluções por explicar no caso da morte de Nathan e nós, leitores que achamos que estes pontos têm de ser resolvidos ficamos frustrados ao perceber que a autora nem sequer se deu ao trabalho de os desenvolver. Se esta foi uma tentativa de agarrar para um próximo volume não foi bem conseguida.

Como se os pontos acima referidos não bastassem, Eva revela-se uma protagonista cada vez mais irritante. Se nos livros anteriores parecia ser dona de uma posição e até levar a sua avante em certos momentos, agora está completamente submissa da vontade de Gideon. Para além disso, o papel de menina rica que quer construir o seu próprio caminho é ridículo. Eva mora num apartamento luxuoso pago pelo padrasto, assim que acabou os estudos conseguiu ir trabalhar numa das melhores empresas de publicidade do país, recebe roupas e acessórios das melhoras marcas e continua a acreditar que está a construir a sua vida de baixo. Alguém pode apresentar esta menina à realidade, se faz favor?

*Fim de spoilers!*

Quando inserido numa série, um livro pode não encerrar todas as questões que levanta, mas eu espero sempre que tenha alguma conclusão. Em Envolvida tal não acontece. Parece que a autora ia continuar a escrever mas as páginas acabaram, por isso meus amigos, se querem saber o resto da história comprem  o próximo livro. Fiquei com a sensação que assisti a um dos episódios do meio de uma telenovela, daqueles que servem apenas para encher chouriços e em que nada acontece.

Não tinha grandes expectativas quanto a Envolvida e mesmo assim fiquei desiludida. É um volume muito fraco, com uma história pouco interessante e focado num casal que convence cada vez menos. Não gostei.

Outras opiniões a livros de Sylvia Day:
Rendida (Série Crossfire #1)
Refletida (Série Crossfire #2)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Aquisições de agosto (1)

A História de Uma Serva, de Margaret Atwood

Sinopse: Extremistas cristãos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gilead, um estado policial fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. Offred é uma Serva na república de Gilead e acaba de ser transferida para casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade e o fracasso significa exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo, antes de perder tudo, incluindo o nome, em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego. Essas memórias vão-se agora misturando com ideias perigosas de rebelião e amor.

Ver opinião a este livro aqui.


Êxtase, de J. R. Ward

Sinopse: Mels Carmichael, jornalista do Caldwell Courier Journal, apanha o maior choque da sua vida quando um homem se atravessa à frente do seu carro junto ao cemitério local. Depois do acidente, a amnésia dele é o tipo de mistério que ela gosta de solucionar, mas em breve descobre que o passado é demasiado misterioso... e que está a apaixonar-se pelo estranho. Enquanto as sombras oscilam entre a realidade e o outro mundo, e a memória do seu amante começa a voltar, os dois aprendem que nada está realmente morto e enterrado. Em especial quando se está preso numa guerra entre anjos e demónios. Com a alma em jogo, e o coração de Mels em risco, o que irá ser preciso para salvar ambos?

Ver opinião a este livro aqui.


Sozinhos na Ilha, de Tracey Garvis Grave

Sinopse: Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?

Ver opinião a este livro aqui.



Sacrifícios de Sangue, Kristen Painter

Sinopse: O sangue de Chrysabelle é rico, puro e poderoso… Ela é uma comarré que ousou desafiar o destino. Chrysabelle nunca imaginou que a liberdade teria um preço tão alto. Estranhos acontecimentos afastaram-na de Malkolm, o vampiro renegado a quem prometeu ajudar a quebrar uma maldição. Mas não por muito tempo, pois a atração que os une é mais forte. Para o salvar, Chrysabelle precisa de encontrar a única pessoa que pode ter a resposta: a Aureliana. Nada parece demover a comarré, nem mesmo quando descobre que cumprir a promessa exige um sacrifício de sangue, do seu próprio sangue. A chegada do enigmático Thomas Creek a Paradise City, também ele atraído pelo poderoso e inebriante sangue da comarré, vai arrastá-la para um perturbante triângulo amoroso. Dividida entre a promessa que fez a Malkolm e que lhe pode custar a vida, e o caminho de luz que Creek lhe tem para oferecer, ela terá de escolher… 

Ver opinião a este livro aqui.


Maligna, Joanne Harris

Sinopse: Algo dentro de mim recorda e não esquecerá… Alice e Joe têm em comum a paixão pela arte - ela é pintora e ele é músico – e, em tempos, estiveram também unidos pelo amor que sentiam um pelo outro. As suas vidas seguiram diferentes rumos, mas o reencontro é inevitável. Joe tem agora uma nova namorada, Ginny, que provoca em Alice uma intensa perturbação. A beleza etérea e singular de Ginny repele-a, e o seu sinistro grupo de amigos atemoriza-a. Os hábitos estranhos da jovem deixam Alice suficientemente inquieta para levar a cabo uma investigação por conta própria.
E o que descobre vai mudar tudo. Ginny tem em seu poder um velho diário que conta a trágica história de amor de Daniel Holmes e Rosemary Virginia Ashley, cujo poder de sedução não conhece limites. Só que Rosemary morreu há meio século… mas o seu magnetismo não está certamente extinto. À medida que as histórias se entrelaçam, passado e presente fundem-se; Alice apercebe-se de que o seu ódio instintivo em relação à nova namorada de Joe pode não se dever apenas ao ciúme, já que algo em Ginny a arrasta irremediavelmente para um universo de insondável obsessão, vingança, sedução e sangue…

Envolvida, Sylvia Day

Sinopse: Desde que vi o Gideon pela primeira vez, percebi que ele tinha algo de que eu precisava, algo a que eu não conseguia resistir. Percebi-lhe também uma alma perigosa e atormentada – tal como a minha. Envolvi-me. Eu precisava dele tanto como precisava que o meu coração batesse. Ninguém sabe o quanto ele arriscou por mim e o quanto eu fui ameaçada; ninguém imagina quão negra e desesperada se tornou a sombra dos nossos passados. Entrelaçados nos nossos segredos, tentamos desafiar o destino. Definimos as nossas próprias regras e rendemo-nos completamente ao intenso poder da obsessão.

Ver opinião a este livro aqui.


Traída pelo Destino, de Emma Wildes

Sinopse: Na sociedade do período da Regência, espera-se que as mulheres casem jovens, governem a 
Ao reentrar na sociedade, após a fuga desastrosa de que foi protagonista quatro anos antes, não tem alternativa senão ser a própria imagem do decoro. Mas está convencida de que o destino está a conspirar contra ela, quando, durante uma festa, dá consigo fechada à chave numa biblioteca com um desconhecido enigmático. Seria o fim, se caísse em desgraça uma segunda vez... Após os anos que passou em Espanha como espião, Lorde Damien Northfield considera Londres um pouco entediante, até ao seu encontro inesperado com a encantadora, mas mal-afamada, Lily. Após a contrariedade por que passaram, não pode deixar de desejar que o interlúdio com ela tivesse sido tudo menos inocente. E quando é contratado para investigar um esquema de chantagem e homicídio que envolve algumas das famílias mais ilustres de Inglaterra, fica radiante ao descobrir que o destino a voltou a colocar no seu caminho, e que ela pode ser a chave para apanhar um assassino implacável…

Ver opinião a este livro aqui.