Título Original: Traveler (1990)
Autor: Arwen Elys Dayton
Tradução: Luís Filipe Silva
ISBN: 9789892336053
Editora: Asa - 1001 Mundos (2016)
Sinopse:
Quin Kincaid é uma Seeker. Esta honra é a sua herança, uma função nobre transmitida de geração em geração. Mas o que ela descobriu na noite em que prestou juramento mudou o seu mundo para sempre. Aquilo que se comprometei a fazer é uma monstruosa mentira: distante dos ideais cavalheirescos, o seu cargo de Seeker condena-a à barbárie. O seu pai revela-se um assassino, o seu tio um mentiroso, a sua mãe uma vítima colateral. E o rapaz que ela amou em tempos vive agora para se vingar da família Quin, em primeiro lugar. Mas Quin não está sozinha. Shinobu, o seu companheiro mais antigo, talvez seja a única pessoa em quem pode confiar. A única pessoa que também procura desesperadamente respostas. Mas quanto mais investigam o passado, mas o presente se torna sombrio. Há a questão das outras famílias Seeker desaparecidas, de alianças conturbadas e, pior ainda, um plano funesto iniciado várias gerações atrás que tem o poder de os destruir a todos.
Opinião:
Os eventos de A Viajante seguem a ação que encerrou Seeker - O Clã dos Guardiões, primeiro livro desta saga de Arwen Elys Dayton. Gostei que, apesar de já ter lido o volume inicial há cerca de um ano, senti-me logo familiarizada com as personagens e com a aventura que estão a viver. Penso que tal se deve ao facto de esta história conseguir distinguir-se de todas as outras graças aos seus elementos únicos.
Tal como a autora já nos habituou, existem momentos de grande ação, com descrições pouco confusas de cenas e luta e perseguição. Isto faz com que o ritmo de leitura seja rápida. Porém, aquilo que mais me agradou este livro foi o desvendar do passado sob o ponto de vista de uma figura que foi muito mencionada no primeiro livro. Isto fez-me pensar que a ideia que se tem de uma pessoa muitas vezes não corresponde a quem ela realmente é, além de que é possível constatar que a personalidade é algo que está sempre em evolução, apesar de alguns traços permanecerem. Esta personagem de que vos falo tornou-se numa das mais interessantes para mim.
Quin continua a ser a protagonista da trama, mas desta vez perde um pouco da sua força. Penso que isso acontece devido à presença forte de uma série de personagens secundárias, que ao serem mais ambíguas acaba por despertar a nossa curiosidade. Gosto muito de Shinobu, apesar de, a certo ponto, não concordar de todo com as suas opções. Depois dos acontecimentos do livro anterior, John não era uma figura de que gostasse, mas agora, aos poucos, voltou a ter a minha atenção. Gostava que Maud tivesse maior destaque neste livro, pois foi uma das personagens que mais me cativou no início.
Em A Viajante, Arwen Elys Dayton provou que este universo no qual existem guardiões não ficou plenamente apresentado no primeiro livro da saga. Fiquei muito intrigada com o aparecimento de um novo grupo, que representa uma direção e uma possibilidade inesperada. Desta forma, o perigo tornou-se mais real. Além disso, o destaque de uma figura deste grupo provocou um misto de repulsa e piedade que me fez refletir sobre o como, muitas vezes, somos vítimas das circunstâncias.
O triângulo amoroso continua presente, e acaba por ser o ponto mais fraco devido à sua previsibilidade. Felizmente, os eventos deste livro fizeram com que estas relações cruzadas não tivessem tanto destaca como acontece no anterior. Contudo, uma reviravolta no fim deixa adivinhar que tal, provavelmente, não se vai manter na continuação desta trama. Uma pena, pois Quin parece estar demasiado presa a este triângulo e, como tal, não consegue brilhar tal como uma protagonista merece.
Divirti-me muito enquanto lia A Viajante. As personagens secundárias são muito fortes e, em forma de analogia, a autora consegue abordar temas atuais e que afeta facilmente a população mais jovem dos dias de hoje. Uma boa continuação e um livro que dá vontade de continuar a ler esta saga.
Outras opiniões a livros de Arwen Elys Dayton:
Seeker - O Clã dos Guardiões (#1)
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terça-feira, 30 de agosto de 2016
domingo, 20 de setembro de 2015
Opinião: Seeker - O Clã dos Guardiões
Autor: Arwen Elys Dayton
Título Original: Seeker (2008)
Tradução: Maria Ponce de Leão
ISBN: 9789892333427
Editora: Asa - Coleção 1001 Mundos (2015)
Sinopse:
Na noite em que prestar juramento, a jovem Quin Kincaid irá tornar-se aquilo para que treinou toda a vida. Irá tornar-se um Seeker. Este é o seu legado, e é uma honra. Como Seeker, Quin irá lutar ao lado dos seus dois companheiros mais chegados, Shinobu e John, para proteger os fracos e os injustiçados. Juntos, eles representarão a luz num mundo sombrio. E ficará com o rapaz que ama - que também é o seu melhor amigo. Mas na noite em que Quin presta juramento, tudo muda... ser Seeker não é o que ela pensava. A sua família não é o que ela pensava. Nem o rapaz que ela ama é quem ela pensava. E agora é demasiado tarde para fugir.
Opinião:
Seeker - O Clã dos Guardiões é um livro do género fantástico que aborda conceitos novos e que despertam interesse. A ideia de um clãs que vive à margem da sociedade e tem o poder para alterar eventos e, desta forma, proteger a humanidade provoca curiosidade. Quase que parece tratarem-se de ninjas ocidentais!
Numa fase inicial, Arwen Elys Dayton, a autora, transporta-nos para a Escócia, onde ficamos a conhecer uma organização secreta e, curiosamente, familiar. É que as responsabilidades e deveres de um Seeker são ancestrais e passam de geração para geração, o que fortalece a ideia de que esta é uma função que o mundo dificilmente conhecerá. E, além disso, os filhos de Seekers começam a treinar desde tenra idade. E é história de três jovens que nós, através deste livro, acompanhamos de perto.
Quin, John e Shinobu são a nova geração dos seus clãs e, supostamente, serão eles os próximos Seekers. Nas primeiras páginas, reparamos que os treinos deles são muito exigentes, mas também fica evidente que os três são tratados de forma diferente. Além disso, não é difícil perceber que eles formam um triângulo amoroso.
Quin acaba por ser a figura central, talvez por ser a única rapariga. Ao início, é idealista, otimista, esperançosa e está preparada para abraçar as novas funções, mas certos eventos provocam-lhe um grande choque, e ela irá necessitar de passar por um complicado processo de mudança. Enquanto leitora, desejei que fosse bem sucedida, mas o facto de em diferentes partes da trama ela parecer uma pessoa diferente fizeram com que a empatia não ficasse bem estabelecida. Contudo, admiro algumas das suas escolhas e do facto de ela mover-se pelos seus valores e não pelas emoções.
Nas primeiras págins do livro, John foi a figura com que mais simpatizei. Reconheço que tal se deve ao facto de ele ser alguém que sofre com injustiças e de ter um passado incomum. Contudo, ele acabou também por se revelar na personagem que menos compreendi. Aceito as suas motivações, mas não a forma como ele tenta atingir os seus objetivos. Isto faz com que, a certo ponto, me tenha sentido muito irritada com ele. Já Shinobu é uma figura com uma evolução que tem altos e baixos (muto baixos), e que, apesar de tudo, parece manter alguns valores que que realmente se arrepende quando prejudica os outros. Gostei dele, mas julgo que tem muito mais para evoluir.
Existem outras figuras interessantes, entre as quais destaco os Dread. Eles formam um grupo à parte dos Seeker mas que trabalha em conjunto com eles. É através deles que se desvenda alguns mistérios além de que o conceito de atravessar o tempo e espaço ganhar uma dimensão superior no que toca a estas personagens. Ao início não se percebe muito bem o papel destas figuras, mas a falta de informação acontece um pouco por todo o livro.
A autora optou por criar uma trama de ação rápida, e isso fez com que não perdesse tempo com grandes explicações. Isso cria alguma confusão, pois até mesmo o conceito de Seeker é-nos apenas apresentado numa nota de tradução. E tal não acontece apenas com os conceitos, pois certos momentos da narrativa parecem ter dado um grande salto, pois a autora não explicou bem o que realmente tinha acontecido. E isso fica ainda mais difícil de entender quando se estão a dar saltos temporais e estes mal são mencionados.
Penso que, com esta trama, a autora procurou explorar a ideia do que pode acontecer ao poder quando é colocado em mãos com diferentes objetivos. Facilmente se percebe a ideia de que o ser humano é responsável pelas suas ações, que os fins nem sempre justificam os meios e que é muito fácil ser-se corrompido pelo poder. Isto aliado a uma trama com elementos sobrenaturais onde não faltam viagens pelo espaço através de artefactos especiais torna o livro bastante curioso. Contudo, gostaria que a autora tivesse optado por fazer mais explicações e descrições, de forma a não tornar certos momentos confusos.
Os acontecimentos finais são relevantes e fazem ter vontade de continuar a acompanhar a saga e as aventuras destas personagens. Estou muito curiosa para saber que mais nos reserva Arwen Elys Dayton com esta saga, cujo segundo volume original tem data de publicação prevista para janeiro de 2016.
Título Original: Seeker (2008)
Tradução: Maria Ponce de Leão
ISBN: 9789892333427
Editora: Asa - Coleção 1001 Mundos (2015)
Sinopse:
Na noite em que prestar juramento, a jovem Quin Kincaid irá tornar-se aquilo para que treinou toda a vida. Irá tornar-se um Seeker. Este é o seu legado, e é uma honra. Como Seeker, Quin irá lutar ao lado dos seus dois companheiros mais chegados, Shinobu e John, para proteger os fracos e os injustiçados. Juntos, eles representarão a luz num mundo sombrio. E ficará com o rapaz que ama - que também é o seu melhor amigo. Mas na noite em que Quin presta juramento, tudo muda... ser Seeker não é o que ela pensava. A sua família não é o que ela pensava. Nem o rapaz que ela ama é quem ela pensava. E agora é demasiado tarde para fugir.
Opinião:
Seeker - O Clã dos Guardiões é um livro do género fantástico que aborda conceitos novos e que despertam interesse. A ideia de um clãs que vive à margem da sociedade e tem o poder para alterar eventos e, desta forma, proteger a humanidade provoca curiosidade. Quase que parece tratarem-se de ninjas ocidentais!
Numa fase inicial, Arwen Elys Dayton, a autora, transporta-nos para a Escócia, onde ficamos a conhecer uma organização secreta e, curiosamente, familiar. É que as responsabilidades e deveres de um Seeker são ancestrais e passam de geração para geração, o que fortalece a ideia de que esta é uma função que o mundo dificilmente conhecerá. E, além disso, os filhos de Seekers começam a treinar desde tenra idade. E é história de três jovens que nós, através deste livro, acompanhamos de perto.
Quin, John e Shinobu são a nova geração dos seus clãs e, supostamente, serão eles os próximos Seekers. Nas primeiras páginas, reparamos que os treinos deles são muito exigentes, mas também fica evidente que os três são tratados de forma diferente. Além disso, não é difícil perceber que eles formam um triângulo amoroso.
Quin acaba por ser a figura central, talvez por ser a única rapariga. Ao início, é idealista, otimista, esperançosa e está preparada para abraçar as novas funções, mas certos eventos provocam-lhe um grande choque, e ela irá necessitar de passar por um complicado processo de mudança. Enquanto leitora, desejei que fosse bem sucedida, mas o facto de em diferentes partes da trama ela parecer uma pessoa diferente fizeram com que a empatia não ficasse bem estabelecida. Contudo, admiro algumas das suas escolhas e do facto de ela mover-se pelos seus valores e não pelas emoções.
Nas primeiras págins do livro, John foi a figura com que mais simpatizei. Reconheço que tal se deve ao facto de ele ser alguém que sofre com injustiças e de ter um passado incomum. Contudo, ele acabou também por se revelar na personagem que menos compreendi. Aceito as suas motivações, mas não a forma como ele tenta atingir os seus objetivos. Isto faz com que, a certo ponto, me tenha sentido muito irritada com ele. Já Shinobu é uma figura com uma evolução que tem altos e baixos (muto baixos), e que, apesar de tudo, parece manter alguns valores que que realmente se arrepende quando prejudica os outros. Gostei dele, mas julgo que tem muito mais para evoluir.
Existem outras figuras interessantes, entre as quais destaco os Dread. Eles formam um grupo à parte dos Seeker mas que trabalha em conjunto com eles. É através deles que se desvenda alguns mistérios além de que o conceito de atravessar o tempo e espaço ganhar uma dimensão superior no que toca a estas personagens. Ao início não se percebe muito bem o papel destas figuras, mas a falta de informação acontece um pouco por todo o livro.
A autora optou por criar uma trama de ação rápida, e isso fez com que não perdesse tempo com grandes explicações. Isso cria alguma confusão, pois até mesmo o conceito de Seeker é-nos apenas apresentado numa nota de tradução. E tal não acontece apenas com os conceitos, pois certos momentos da narrativa parecem ter dado um grande salto, pois a autora não explicou bem o que realmente tinha acontecido. E isso fica ainda mais difícil de entender quando se estão a dar saltos temporais e estes mal são mencionados.
Penso que, com esta trama, a autora procurou explorar a ideia do que pode acontecer ao poder quando é colocado em mãos com diferentes objetivos. Facilmente se percebe a ideia de que o ser humano é responsável pelas suas ações, que os fins nem sempre justificam os meios e que é muito fácil ser-se corrompido pelo poder. Isto aliado a uma trama com elementos sobrenaturais onde não faltam viagens pelo espaço através de artefactos especiais torna o livro bastante curioso. Contudo, gostaria que a autora tivesse optado por fazer mais explicações e descrições, de forma a não tornar certos momentos confusos.
Os acontecimentos finais são relevantes e fazem ter vontade de continuar a acompanhar a saga e as aventuras destas personagens. Estou muito curiosa para saber que mais nos reserva Arwen Elys Dayton com esta saga, cujo segundo volume original tem data de publicação prevista para janeiro de 2016.
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