Autor: Tânia Dias
ISBN: 9789895153459
Editora: Chiado Editora (2015)
Sinopse:
Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções.
Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre.
Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu e assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de o fazer, quando nem a si parece ser capaz salvar?
Opinião:
Broken - Despedaçada é o livro de estreia de Tânia Dias. A história desenrola-se num mundo diferente do nosso, de inspiração medieval, e onde a magia é uma realidade. Além de abordar a força mística dos elementos, algo que me cativa sempre, a autora inspirou-se ainda nos mundos paralelos e focou-se numa história de amor que é divertida de acompanhar.
A narrativa tem um bom início, com um momento bastante forte, o que faz com que a leitura avance logo a um ritmo rápido. Desta forma, percebemos logo que o reino de Alexia White, a protagonista, está a atravessar uma fase crucial. Ficamos logo com uma ideia de perigo e desespero, sendo então possível perceber o motivo pelo qual a heroína tem tanta dificuldade em adaptar-se ao papel que lhe é esperado.
Alexia é apresentada como uma princesa preocupada com o seu povo, apesar de este seu papel a incomodar. Possuidora de grandes poderes, tem a missão de continuar o trabalho da mãe, ao mesmo tempo que tenta ultrapassar as dores do passado e compreender os seus sentimentos. A história é contada sob o seu ponto de vista, o que faz com que fiquemos a conhecer bem os seus pensamentos. A minha impressão dela foi alterando ao longo da trama, consoante a faceta que apresentava. Gostei da ideia de respeito e igualdade perante os outros, mas não sei até que ponto certas situações fazem sentido, tendo em conta a sua posição.
Existem duas figuras que afetam os sentimentos de Alexia. São eles Aaron e Ian. O primeiro parece ser um verdadeiro príncipe das histórias de encantar, leal, corajoso, justo e dedicado. O segundo é ambíguo, misterioso, sarcástico e de pouca confiança. Gostei mais de Ian do que Aaron, não só por ter uma personalidade mais interessante, como também por estar relacionado com momentos mais emocionantes da ação. Contudo, gostaria que se tivesse explicado melhor o porquê de ele ser já um mestre, tendo em conta que é tão novo.
Durante toda a trama existe a noção de que o povo de Alexia está em risco, contudo, a verdade é que, apesar dos ataques descritos, nunca se percebe muito bem quem é o grande inimigo da nossa heroína. Esta ideia de inimigo e vilão poderia ter sido mais explorada, de modo a que o leitor conseguisse encontrar justificação para tudo o que está a acontecer. Faltando a força nesta componente, os ataques parecem aleatórios e a trama acaba por girar em volta da história de amor e no processo de autodescoberta da protagonista. Mas a narrativa consegue agarrar e, mesmo quando acreditava que nada de novo podia acontecer, somos levados para uma nova e curiosa realidade que gera novo interesse.
Tânia Dias escreve bem, sabe equilibrar reflexão com ação, e consegue intercalar as sequências e acontecimentos. Percebe-se que este é um dos seus primeiros trabalhos, na medida em que existem algumas incongruências e alguma ingenuidade relativamente a certoss assuntos, mas o resultado geral acaba por ser positivo e por mostrar que, se a autora continuar a trabalhar, poderá evoluir muito mais. Encontrei alguns pequenos erros, o que mostram que um trabalho de revisão editorial teria sido uma mais-valia para o livro.
Este volume sugere ser o início de uma história maior, já que muito ficou por explicar e resolver. Espero que Tânia Dias já esteja de volta da continuação de Broken - Despedaçada, e que a experiência do primeiro livro a leve a construir uma aventura mais complexa e surpreendente. Pelo que apresentou neste volume, já mostrou de que é capaz disso.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Opinião: Reunião de Heróis (Três Espadas Heroicas #1)
Autor: Ricardo Formigo
ISBN: 9789895166596
Editora: Chiado Editora (2016)
Sinopse:
Estes são tempos difíceis para os habitantes de Morlômbia! Depois de meio século de guerra, o Rei Travis morre em batalha e é sucedido pelo seu primo Fallow, um tirano que apenas se preocupa com o poder, devastando tudo e todos em busca do que quer. Annabelle, irmã de Travis, fica em perigo de vida e escapa da cidade de Madrasis rumo ao imponente Elmo do Martelo, uma fortaleza escondida nas montanhas, para proteger os Morlombos dos invasores Ingols. Com a chegada iminente da guerra civil, cada um dos lados esforça-se por reunir aliados e conquistar a sua lealdade. Mas quem serão os heróis dispostos a lutar por cada um dos pretendentes ao trono de Morlômbia?
Opinião:
Inspirados em grandes épicos da literatura fantásticas, Ricardo Formigo, jovem autor português, apresenta Reunião de Heróis, o primeiro volume da saga "Três Espadas Heroicas". Nas primeiras páginas desta leitura, percebe-se perfeitamente o ambiente medieval e fica logo a ideia de que existem muitas conspirações contra a coroa, o que nos insere logo na história. Porém, numa primeira fase não consegui parar de fazer comparações com outras obras. Felizmente, com o desenrolar da narrativa é possível perceber que também existem momentos mais originais.
Gostei que o autor arriscasse e que fizesse com que a figura central da obra fosse uma mulher. Apesar da história ser narrada através de vários pontos de vista, percebe-se que, numa sociedade onde seria esperado com todos seguissem um homem, uma jovem surge como uma fonte de esperança por todos aqueles que desejam fugir da tirania. Annabelle é a figura que inspira um povo, e apesar de ter ficado feliz pela aposta numa heroína, teria preferido que ele tivesse uma personalidade com mais falhas, de forma a torná-la mais humana.
Ao longo da leitura, percebe-se que o autor teve a preocupação de planear várias intrigas de modo a apresentá-las de forma credível. Este é, para mim, o ponto mais forte desta leitura, já que se percebe que a luta pelo poder consegue atravessar gerações, o que faz com que existam revelações inesperadas. Também é possível verificar que houve um trabalho de pesquisa no que toca a questões bélicas do período histórico em que se inspirada.
Porém, é fácil perceber que esta se trata de uma obra de estreia de um autor jovem. As personagens têm personalidades pouco surpreendentes, o que faz com que seja fácil dividi-las entre "boas" e "más" e com que as suas atitudes sejam previsíveis. O próprio enredo é tão rápido que faz com que muitos momentos sejam explicados de forma apressada. Desta forma, nem sempre é possível perceber ao certo o que aconteceu, tudo parece fácil de ser ultrapassado, e algumas relações surgem sem se perceber bem o que as motivou.
Livro que se lê com rapidez e que entretém, Reunião de Heróis é uma obra de estreia que tem algumas falhas, mas que faz acreditar que Ricardo Formigo tem talento e capacidade para se tornar melhor. Acredito que o próximo volume desta saga irá dar provas de evolução. Fico curiosa para saber o que o autor está a preparar.
ISBN: 9789895166596
Editora: Chiado Editora (2016)
Sinopse:
Estes são tempos difíceis para os habitantes de Morlômbia! Depois de meio século de guerra, o Rei Travis morre em batalha e é sucedido pelo seu primo Fallow, um tirano que apenas se preocupa com o poder, devastando tudo e todos em busca do que quer. Annabelle, irmã de Travis, fica em perigo de vida e escapa da cidade de Madrasis rumo ao imponente Elmo do Martelo, uma fortaleza escondida nas montanhas, para proteger os Morlombos dos invasores Ingols. Com a chegada iminente da guerra civil, cada um dos lados esforça-se por reunir aliados e conquistar a sua lealdade. Mas quem serão os heróis dispostos a lutar por cada um dos pretendentes ao trono de Morlômbia?
Opinião:
Inspirados em grandes épicos da literatura fantásticas, Ricardo Formigo, jovem autor português, apresenta Reunião de Heróis, o primeiro volume da saga "Três Espadas Heroicas". Nas primeiras páginas desta leitura, percebe-se perfeitamente o ambiente medieval e fica logo a ideia de que existem muitas conspirações contra a coroa, o que nos insere logo na história. Porém, numa primeira fase não consegui parar de fazer comparações com outras obras. Felizmente, com o desenrolar da narrativa é possível perceber que também existem momentos mais originais.
Gostei que o autor arriscasse e que fizesse com que a figura central da obra fosse uma mulher. Apesar da história ser narrada através de vários pontos de vista, percebe-se que, numa sociedade onde seria esperado com todos seguissem um homem, uma jovem surge como uma fonte de esperança por todos aqueles que desejam fugir da tirania. Annabelle é a figura que inspira um povo, e apesar de ter ficado feliz pela aposta numa heroína, teria preferido que ele tivesse uma personalidade com mais falhas, de forma a torná-la mais humana.
Ao longo da leitura, percebe-se que o autor teve a preocupação de planear várias intrigas de modo a apresentá-las de forma credível. Este é, para mim, o ponto mais forte desta leitura, já que se percebe que a luta pelo poder consegue atravessar gerações, o que faz com que existam revelações inesperadas. Também é possível verificar que houve um trabalho de pesquisa no que toca a questões bélicas do período histórico em que se inspirada.
Porém, é fácil perceber que esta se trata de uma obra de estreia de um autor jovem. As personagens têm personalidades pouco surpreendentes, o que faz com que seja fácil dividi-las entre "boas" e "más" e com que as suas atitudes sejam previsíveis. O próprio enredo é tão rápido que faz com que muitos momentos sejam explicados de forma apressada. Desta forma, nem sempre é possível perceber ao certo o que aconteceu, tudo parece fácil de ser ultrapassado, e algumas relações surgem sem se perceber bem o que as motivou.
Livro que se lê com rapidez e que entretém, Reunião de Heróis é uma obra de estreia que tem algumas falhas, mas que faz acreditar que Ricardo Formigo tem talento e capacidade para se tornar melhor. Acredito que o próximo volume desta saga irá dar provas de evolução. Fico curiosa para saber o que o autor está a preparar.
sábado, 27 de abril de 2013
Opinião: O Círculo
Autor: Nádia Candeias
ISBN: 9789896979478
Editora: Chiado Editora
Sinopse:
Miranda nunca acreditou em magia. Ao contrário da sua melhor amiga Bianca que estava quase sempre na floresta à procura de criaturas mágicas. Mas uma noite, Bianca desaparece e Miranda decide ir à sua procura. Vai ter de se aventurar por um mundo cheio de fantasia e cheio de criaturas com as quais nunca tinha sonhado. Terá de se embrenhar por florestas e sítios desconhecidos para descobrir o que aconteceu à sua amiga e para descobrir que forças das trevas a tentarão derrubar a qualquer custo.
Opinião:
O Círculo é um pequeno livro que integra a coleção Viagens Na Ficção da Chiado Editora. Fortemente inspirado na mitologia celta, este volume conta a história de duas amigas que atravessam a ténue linha que separa o mundo dos humanos dos fae.
É um livro muito simples de ler, com uma trama rápida e repleta de elementos. Miranda, a protagonista, vê as suas crenças caírem por terra quando percebe que a magia é real durante uma aventura de resgate. A jovem humana conhece elfos, fadas, unicórnios, dragões e até mesmo seres negros, numa sequência rápida, o que faz com que cada momento seja pouco explorado e ultrapassado facilmente.
Terminada a leitura, vejo que a única característica que recordo de Miranda é a coragem. Não se trata de uma personagem marcante ou dotada de uma personalidade coerente. Confesso ainda que, no início, achei pouco credível a forma como Miranda se envolveu neste mundo fantástico, uma vez que nunca acreditou em magia e, com o desaparecimento de Bianca, começou a tomar tal como realidade. Para além de que nunca colocou a hipótese de a magia ser real, pareceu-me muito pouco surpreendida quando constatou que a amiga tinha razão.
Miranda passa por diversas provações e fica a conhecer a história daquele mundo mágico. Os momentos são rápidos e, tendo em conta que este livro é dedicado a um público infanto-juvenil, carecem de diálogos com linguagem direccionada para esses leitores. Os diálogos existentes em pouco se distinguiam na narração, uma vez que possuíam muita informação que era debitada de forma quase impessoal. Assim, pareceu que o público ao qual o livro era dirigido não estava bem definido no momento da escrita, uma vez que a trama sugere um alvo mais jovem e a linguagem utilizada nem sempre corresponde a tal.
A história do mundo dos Fae está interessante mas não é propriamente nova. A divisão de uma nação por elementos e a guerra entre estes já foi exposta diversas vezes, mas não deixa de me atrair.
Achei curioso o facto de a autora ter incluído na trama várias menções a outras obras, quer seja através da escolha de nomes, na simbologia do número ou em certas situações. Este é o caso de Ofélia, inspirada na personagem de mesmo nome da obra Hamlet de William Shakespeare ou da casa habitada por três fadas com personalidades tão díspares, a fazer lembrar o conto tradicional de A Bela Adormecida.
A conclusão não foi surpreendente e sugere a vontade de a autora voltar a pegar nestas personagens e explorar outras possibilidades, quer seja no mundo dos fae quer noutros.
Ao ler O Círculo, ficou patente a vontade de a autora explorar um tema que muito aprecia. Ficou também em evidência que existe imaginação que, se explorada de forma mais complexa, poderá vir a surpreender.
ISBN: 9789896979478
Editora: Chiado Editora
Sinopse:
Miranda nunca acreditou em magia. Ao contrário da sua melhor amiga Bianca que estava quase sempre na floresta à procura de criaturas mágicas. Mas uma noite, Bianca desaparece e Miranda decide ir à sua procura. Vai ter de se aventurar por um mundo cheio de fantasia e cheio de criaturas com as quais nunca tinha sonhado. Terá de se embrenhar por florestas e sítios desconhecidos para descobrir o que aconteceu à sua amiga e para descobrir que forças das trevas a tentarão derrubar a qualquer custo.
Opinião:
O Círculo é um pequeno livro que integra a coleção Viagens Na Ficção da Chiado Editora. Fortemente inspirado na mitologia celta, este volume conta a história de duas amigas que atravessam a ténue linha que separa o mundo dos humanos dos fae.
É um livro muito simples de ler, com uma trama rápida e repleta de elementos. Miranda, a protagonista, vê as suas crenças caírem por terra quando percebe que a magia é real durante uma aventura de resgate. A jovem humana conhece elfos, fadas, unicórnios, dragões e até mesmo seres negros, numa sequência rápida, o que faz com que cada momento seja pouco explorado e ultrapassado facilmente.
Terminada a leitura, vejo que a única característica que recordo de Miranda é a coragem. Não se trata de uma personagem marcante ou dotada de uma personalidade coerente. Confesso ainda que, no início, achei pouco credível a forma como Miranda se envolveu neste mundo fantástico, uma vez que nunca acreditou em magia e, com o desaparecimento de Bianca, começou a tomar tal como realidade. Para além de que nunca colocou a hipótese de a magia ser real, pareceu-me muito pouco surpreendida quando constatou que a amiga tinha razão.
Miranda passa por diversas provações e fica a conhecer a história daquele mundo mágico. Os momentos são rápidos e, tendo em conta que este livro é dedicado a um público infanto-juvenil, carecem de diálogos com linguagem direccionada para esses leitores. Os diálogos existentes em pouco se distinguiam na narração, uma vez que possuíam muita informação que era debitada de forma quase impessoal. Assim, pareceu que o público ao qual o livro era dirigido não estava bem definido no momento da escrita, uma vez que a trama sugere um alvo mais jovem e a linguagem utilizada nem sempre corresponde a tal.
A história do mundo dos Fae está interessante mas não é propriamente nova. A divisão de uma nação por elementos e a guerra entre estes já foi exposta diversas vezes, mas não deixa de me atrair.
Achei curioso o facto de a autora ter incluído na trama várias menções a outras obras, quer seja através da escolha de nomes, na simbologia do número ou em certas situações. Este é o caso de Ofélia, inspirada na personagem de mesmo nome da obra Hamlet de William Shakespeare ou da casa habitada por três fadas com personalidades tão díspares, a fazer lembrar o conto tradicional de A Bela Adormecida.
A conclusão não foi surpreendente e sugere a vontade de a autora voltar a pegar nestas personagens e explorar outras possibilidades, quer seja no mundo dos fae quer noutros.
Ao ler O Círculo, ficou patente a vontade de a autora explorar um tema que muito aprecia. Ficou também em evidência que existe imaginação que, se explorada de forma mais complexa, poderá vir a surpreender.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Opinião: Cartas Que Falam
Autoria: Bruno Araújo
ISBN: 9789896979010
Editora: Chiado Editora (2012)
Sinopse:
Retrato de uma vida polémica, repleta de mentiras, depressões, maus tratos, violência, bullying e tentativas de suicídio.
Movido pelo desejo incansável de saber toda a verdade, Filipe Gomes decide escrever estas cartas, nas quais reúne páginas rasgadas e intensas que contam a sua vida.
Mesmo vivendo num ambiente hostil e atípico, incompreendido pela sua família, pelos seus amigos e pela sociedade, o protagonista luta com todas as suas forças para superar os obstáculos, contando, apenas, com a sua força interior para triunfar e encontrar as respostas há muito procuradas.
Através destas cartas, Filipe Gomes denuncia o seu desejo de viver e enfrentar a realidade, o primeiro passo na sua (re)descoberta.
Neste livro, revela-se a verdade nua, crua e ardente de alguém que tem por missão sobreviver a todo o custo...Conseguirá?
Opinião:
Livro composto por 21 cartas que estão divididas em quatro secções, Cartas Que Falam revela-se uma leitura intimisma que tem a capacidade de prender desde o primeiro momento.
Apesar de este ser um género que não tenho o hábito de ler, a verdade é que fiquei bem surpreendida. Quando comecei a ler a primeira carta, foi com a ideia de perceber o tipo de escrita do autor e os conteúdos abordados. Queria ficar apenas por ali, pela primeira carta, mas depois li mais uma, e mais uma e outra...
A escrita é fácil de acompanhar, muito directa e emocional. O facto de na capa nos ser garantido que este é um livro baseado numa história verídica faz-nos questionar, constantemente, onde acaba a verdade e começa a ficção. Afinal, chegamos ao fim e acreditamos que tudo aquilo que nos foi relatado realmente aconteceu. E como podia ser de outra forma? Conseguimos entender a angústia de Filipe, o autor das cartas que nos relata momentos marcantes da sua vida, desde a tenra infância até aos 30 anos de idade. E se é verdade que algumas situações podem ter tido reacções demasiado dramáticas por parte deste sujeito, também é verdade que existem tantas outras onde podemos acabar por nos rever.
Nem todas as cartas possuem o mesmo tom. Existem aquelas que são escritas com base na revolta, outras onde a saudade impera outras ainda onde a esperança está bem presente, apesar de Filipe se interrogar se vale a pena desistir de tudo, nós sentimos que ela está lá.
Ao longo da leitura, percebi que estas cartas tão agarradas ao passado são a forma do sujeito se libertar. Ao expressar tudo aquilo que sente fica, finalmente, capaz de reiniciar a sua vida, enfrentando com maior desenvoltura os novos obstáculos que o futuro acarreta.
A repetição de algumas ideias e histórias poderão surgir como pontos de paragem na leitura. Existem ainda momentos em que o leitor pode não compreender por completo a reacção de Filipe, mas o próprio acaba por admitir, a certo momento, que pode ser uma pessoa com propensão para o drama.
Cartas Que Falam acabou por se revelar um livro que me agradou, apesar de ser algo muito diferente dos meus hábitos de leitura. Recomendo a todos os que apreciam histórias que tenham a realidade actual e as dificuldades da vida como foco.
ISBN: 9789896979010
Editora: Chiado Editora (2012)
Sinopse:
Retrato de uma vida polémica, repleta de mentiras, depressões, maus tratos, violência, bullying e tentativas de suicídio.
Movido pelo desejo incansável de saber toda a verdade, Filipe Gomes decide escrever estas cartas, nas quais reúne páginas rasgadas e intensas que contam a sua vida.
Mesmo vivendo num ambiente hostil e atípico, incompreendido pela sua família, pelos seus amigos e pela sociedade, o protagonista luta com todas as suas forças para superar os obstáculos, contando, apenas, com a sua força interior para triunfar e encontrar as respostas há muito procuradas.
Através destas cartas, Filipe Gomes denuncia o seu desejo de viver e enfrentar a realidade, o primeiro passo na sua (re)descoberta.
Neste livro, revela-se a verdade nua, crua e ardente de alguém que tem por missão sobreviver a todo o custo...Conseguirá?
Opinião:
Livro composto por 21 cartas que estão divididas em quatro secções, Cartas Que Falam revela-se uma leitura intimisma que tem a capacidade de prender desde o primeiro momento.
Apesar de este ser um género que não tenho o hábito de ler, a verdade é que fiquei bem surpreendida. Quando comecei a ler a primeira carta, foi com a ideia de perceber o tipo de escrita do autor e os conteúdos abordados. Queria ficar apenas por ali, pela primeira carta, mas depois li mais uma, e mais uma e outra...
A escrita é fácil de acompanhar, muito directa e emocional. O facto de na capa nos ser garantido que este é um livro baseado numa história verídica faz-nos questionar, constantemente, onde acaba a verdade e começa a ficção. Afinal, chegamos ao fim e acreditamos que tudo aquilo que nos foi relatado realmente aconteceu. E como podia ser de outra forma? Conseguimos entender a angústia de Filipe, o autor das cartas que nos relata momentos marcantes da sua vida, desde a tenra infância até aos 30 anos de idade. E se é verdade que algumas situações podem ter tido reacções demasiado dramáticas por parte deste sujeito, também é verdade que existem tantas outras onde podemos acabar por nos rever.
Nem todas as cartas possuem o mesmo tom. Existem aquelas que são escritas com base na revolta, outras onde a saudade impera outras ainda onde a esperança está bem presente, apesar de Filipe se interrogar se vale a pena desistir de tudo, nós sentimos que ela está lá.
Ao longo da leitura, percebi que estas cartas tão agarradas ao passado são a forma do sujeito se libertar. Ao expressar tudo aquilo que sente fica, finalmente, capaz de reiniciar a sua vida, enfrentando com maior desenvoltura os novos obstáculos que o futuro acarreta.
A repetição de algumas ideias e histórias poderão surgir como pontos de paragem na leitura. Existem ainda momentos em que o leitor pode não compreender por completo a reacção de Filipe, mas o próprio acaba por admitir, a certo momento, que pode ser uma pessoa com propensão para o drama.
Cartas Que Falam acabou por se revelar um livro que me agradou, apesar de ser algo muito diferente dos meus hábitos de leitura. Recomendo a todos os que apreciam histórias que tenham a realidade actual e as dificuldades da vida como foco.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Opinião: Nas Teias do Poder
Autor: Fernando Gil TeixeiraISBN: 9789896979034
Editora: Chiado Editora (2012)
Sinopse:
Uma epidemia nacional evitada por um médico que teve de enfrentar as manhas do sistema político português, epidemia essa que se torna num mero pretexto para uma antiga história de amor transformada numa obsessão consumida por vingança, na qual não existem limites. Tudo é válido para recuperar a dignidade, perdida há muitos anos atrás.
Um jogo psicológico macabro e alucinante que se alia a um desenrolar policial para formar um romance vibrante e apaixonante. Nas teias do poder não existem regras nem condições. Vence aquele que mais segredos esconder de baixo do tapete da sua vida.
Livro que se lê rapidamente, Nas Teias do Poder marca a estreia de Fernando Gil Teixeira no género policial. Com apenas 16 anos, o autor já evidencia alguns traços muto peculiares no seu trabalho, mas também a ingenuidade e inexperiência da idade.
As primeiras páginas transportam logo o leitor para um ambiente urbano muito real, onde através dos olhos do narrador se observa as pessoas que passam pela cidade. Neste momento, percebe-se que Fernando Gil Teixeira é um jovem atento ao comportamento humano, capaz de nos levar a imaginar a história de uma pessoa ou de uma família apenas pela forma de estar ou de vestir. Neste ponto, percebemos logo que a exploração do ser humano e a propensão para a reflexão sobre a sociedade atual são pontos fortes do autor que, se desenvolvidos, ainda poderão vir dar que falar.
Quando se dá o salto para o verdadeiro enredo da obra, fica a sensação que tudo está a acontecer demasiado rápido, mais parecendo um resumo de um filme de ação. As personagens são expostas de uma forma demasiado superficial, apesar de se perceber que para o autor elas têm uma outra estrutura. Por isso mesmo, torna-se difícil acreditar nas atitudes tomadas, já para não falar na rapidez de resposta e na eficácia de alguns profissionais das áreas da saúde e da segurança.
Este é um livro que poderia ser muito mais do que aquilo que realmente é. A ideia geral é interessante, mas não deveria ter sido apresentada tão cedo. Penso que se o autor tivesse deixado o rascunho deste livro repousar por algum tempo e retomado quando fosse uns anos mais velho, depressa perceberia onde estão os pontos fracos. Afinal, fica a ideia de que se trata de um jovem dotado de todas as capacidades para se vir a tornar um bom escritor, mas para tal ainda faltam algumas noções referentes à consistência de uma trama e à construção de personagens. O tempo decerto vai ajudar este jovem autor a evoluir e melhorar o seu trabalho.
sábado, 3 de novembro de 2012
Opinião: A Vingança do Lobo (Crónicas Obscuras #1)
Autor: Vitor Frazão
ISBN: 9789898222336
Editora: Chiado Editora (2009)
Sinopse:
No Parque Nacional de Olympic, sobre um crepúsculo enublado, dois campistas são atacados. Dias depois, em pleno Parque Central de Nova York, três corpos aparecem mutilados, alimentando a imaginação dos media. O que eles não sabem é que ambos os crimes são mais do que aparentam.
Dez anos após ter desertado do seu clã, Lance "Meia-Raça" Fenrison, um lobisomem híbrido, volta à cidade Nova York para se vingar do homem que lhe matou a mulher e a filha. No outro lado do espectro está Isabel Martínez, uma agente da polícia, que ao encontrar-se acidental com Lance é atirada de cabeça para uma realidade que nem sonhara existir, levando-a a duvidar da própria sanidade. O mero regresso de Lance à Grande Maçã acaba por ter mais repercussões do que este poderia imaginar e, sem dar por isso, o licantropo vê-se alvo não só dos Obliteradores, uma sociedade dedicada ao extermínio de todas as criaturas paranormais, como do seu próprio clã. Vale-lhe uma inesperada e invulgar aliada, Eleanora "Lâmina Sangrenta" Reeve, uma vampira atípica, que tem uma única e ambiciosa missão: unir todas as divergentes espécies de Ocultos, o nome colectivo dados aos seres sobrenaturais, contra os Obliteradores que insistem em caçá-los.
Uma obra com sentimentos profundos, quem sabe apaixonante para quem lê. Palavras de Amor são um capítulo de uma vida... Obliteradores obcecados e inflexíveis; lobisomens belicosos e tribalistas; vampiros inteligentes e intriguistas; feiticeiros poderosos e vulgares humanos que vivem as suas vidas, ignorando que em plena Nova York do século XXI o sobrenatural continua tão forte como em qualquer supersticioso e atrasado canto do mundo medieval.
Opinião:
Nova Iorque, a cidade que nunca dorme e com uma alta taxa de criminalidade. Tudo parece que pode acontecer neste cenário, mas lobisomens? Vampiros? Bruxas e feiticeiras? Em A Vingança do Lobo sim,isso é possível.
Vitor Frazão apresenta um romance de fantasia urbana onde a vingança tem papel de destaque. Inicialmente, o leitor pode não perceber bem o que está realmente a acontecer, pode haver alguma dificuldade em distinguir os heróis dos vilões, questões essas que são totalmente esclarecidas com o decorrer da leitura. Afinal, este é fundamentalmente um livro que nos mostra que a dor e a revolta podem levar o homem a tomar ações e decisões extremas e nem sempre socialmente aceites.
O protagonista da trama é Lance, o Meia-Raça, mas o autor decidiu, e bem, não se debruçar apenas nele. Existem capítulos com os pontos de vista de diferentes personagens, o que fornece ao leitor uma visão mais completa sobre o enredo e também sobre este novo mundo. Assim, o leitor conhece alguns seres fantásticos, entre nas rivalidades entre grupos e, apesar de condenar certas situações, percebe o porquê de assim ser.
Bem e mal são separados por uma linha muito ténue. O leitor vai perceber que são as decisões finais que revelam o verdadeiro carácter de cada personagem e é nesse momento que todas as pontas soltas se ligam.
Ao início,pode custar um pouco a entrar na trama. Talvez o facto de serem apresentadas várias perspectivas e de estas transmitirem, fundamentalmente informação quase em excesso, faça com que não seja fácil criar empatia com as personagens e com que surja algum desinteresse pela história. É com a continuação que o livro realmente agarra, até lá pode ser necessária alguma persistência.
Foi criada uma sociedade complexa e interessante, e terminada esta leitura surge o desejo que mais fações sejam exploradas em próximos volumes. Fica também o apelo de que,caso haja continuação destas crónicas,que existe um maior cuidado no trabalho de revisão.
História interessante que vai interessar aos fãs de fantasias urbanas que tendem para a ação e não para o sentimentalismo.
Entrevista a Vitor Frazão aqui.
ISBN: 9789898222336
Editora: Chiado Editora (2009)
Sinopse:
No Parque Nacional de Olympic, sobre um crepúsculo enublado, dois campistas são atacados. Dias depois, em pleno Parque Central de Nova York, três corpos aparecem mutilados, alimentando a imaginação dos media. O que eles não sabem é que ambos os crimes são mais do que aparentam.
Dez anos após ter desertado do seu clã, Lance "Meia-Raça" Fenrison, um lobisomem híbrido, volta à cidade Nova York para se vingar do homem que lhe matou a mulher e a filha. No outro lado do espectro está Isabel Martínez, uma agente da polícia, que ao encontrar-se acidental com Lance é atirada de cabeça para uma realidade que nem sonhara existir, levando-a a duvidar da própria sanidade. O mero regresso de Lance à Grande Maçã acaba por ter mais repercussões do que este poderia imaginar e, sem dar por isso, o licantropo vê-se alvo não só dos Obliteradores, uma sociedade dedicada ao extermínio de todas as criaturas paranormais, como do seu próprio clã. Vale-lhe uma inesperada e invulgar aliada, Eleanora "Lâmina Sangrenta" Reeve, uma vampira atípica, que tem uma única e ambiciosa missão: unir todas as divergentes espécies de Ocultos, o nome colectivo dados aos seres sobrenaturais, contra os Obliteradores que insistem em caçá-los.
Uma obra com sentimentos profundos, quem sabe apaixonante para quem lê. Palavras de Amor são um capítulo de uma vida... Obliteradores obcecados e inflexíveis; lobisomens belicosos e tribalistas; vampiros inteligentes e intriguistas; feiticeiros poderosos e vulgares humanos que vivem as suas vidas, ignorando que em plena Nova York do século XXI o sobrenatural continua tão forte como em qualquer supersticioso e atrasado canto do mundo medieval.
Opinião:
Nova Iorque, a cidade que nunca dorme e com uma alta taxa de criminalidade. Tudo parece que pode acontecer neste cenário, mas lobisomens? Vampiros? Bruxas e feiticeiras? Em A Vingança do Lobo sim,isso é possível.
Vitor Frazão apresenta um romance de fantasia urbana onde a vingança tem papel de destaque. Inicialmente, o leitor pode não perceber bem o que está realmente a acontecer, pode haver alguma dificuldade em distinguir os heróis dos vilões, questões essas que são totalmente esclarecidas com o decorrer da leitura. Afinal, este é fundamentalmente um livro que nos mostra que a dor e a revolta podem levar o homem a tomar ações e decisões extremas e nem sempre socialmente aceites.
O protagonista da trama é Lance, o Meia-Raça, mas o autor decidiu, e bem, não se debruçar apenas nele. Existem capítulos com os pontos de vista de diferentes personagens, o que fornece ao leitor uma visão mais completa sobre o enredo e também sobre este novo mundo. Assim, o leitor conhece alguns seres fantásticos, entre nas rivalidades entre grupos e, apesar de condenar certas situações, percebe o porquê de assim ser.
Bem e mal são separados por uma linha muito ténue. O leitor vai perceber que são as decisões finais que revelam o verdadeiro carácter de cada personagem e é nesse momento que todas as pontas soltas se ligam.
Ao início,pode custar um pouco a entrar na trama. Talvez o facto de serem apresentadas várias perspectivas e de estas transmitirem, fundamentalmente informação quase em excesso, faça com que não seja fácil criar empatia com as personagens e com que surja algum desinteresse pela história. É com a continuação que o livro realmente agarra, até lá pode ser necessária alguma persistência.
Foi criada uma sociedade complexa e interessante, e terminada esta leitura surge o desejo que mais fações sejam exploradas em próximos volumes. Fica também o apelo de que,caso haja continuação destas crónicas,que existe um maior cuidado no trabalho de revisão.
História interessante que vai interessar aos fãs de fantasias urbanas que tendem para a ação e não para o sentimentalismo.
Entrevista a Vitor Frazão aqui.
sábado, 13 de outubro de 2012
Opinião: Eu, Ela e os Vampiros
Autor: Carlos Rodrigues
ISBN: 9789896976507
Editora: Chiado Editora
Sinopse:
Parecia uma visita de estudo igual a tantas outras, mas a presença de
uma força maligna fez despertar os poderes de Carlos e Diana. Agora, os dois
jovens têm de enfrentar uma antiga batalha entre o Bem e o Mal, afinal os
vampiros são uma realidade que ameaça a vida humana.
Com a ajuda de Diametri, os dois heróis treinam os seus novos poderes
concebidos por anjos guardiões e tornam-se guerreiros num combate onde a vida
como a conhecemos está em jogo. Afinal, um poderoso inimigo está perto de
conseguir retomar a totalidade dos seus poderes depois de muitos anos de
aprisionamento. Está nas mãos de Carlos e Diana impedir que o mal invada e
corrompa o mundo.
Opinião:
Com forte inspiração na mitologia vampírica, Carlos Rodrigues
transportou a luta entre o bem e o mal para a região norte de Portugal. Com dois
protagonistas adolescentes, este é um livro aconselhado a um público mais
jovem.
O autor transporta o leitor através de um estilo de escrita simples e fluido,
sendo este o seu ponto forte. Não existem margens para dúvida acerca do que é
pretendido transmitir e a narrativa é acompanhada com facilidade.
O início da leitura apresenta um ritmo muito rápido, não dando muito
espaço ao leitor de conhecer as personagens. Os heróis deparam-se logo com o
inimigo da trama e as explicações sobre este universo e sobre a história que
envolve o enredo são muito escassas. Tudo parece ser aceite facilmente pelos dois heróis e os obstáculos parecem ser ultrapassados com demasiada facilidade, tendo em conta que se tratam de dois jovens em aprendizagem que lutam contra forças antigas e poderosas. A ação desenrola-se rapidamente, e o
leitor não cria facilmente empatia com as personagens, sendo que só mais à
frente na leitura é que tal pode vir a acontecer.
O leitor habituado a enredos que envolvem sociedades vampíricas pode
não se sentir estimulado para esta leitura, uma vez que a componente fantástica
desta obra poderia estar melhor explorada. Apesar de ser preciso ter em conta
que este é o primeiro volume de uma saga, e que por isso funciona num nível
introdutório, a verdade é que se sente falta de uma maior explicação sobre os
fundamentos que regem as forças do bem e do mal, de modo a que estes tenham uma
maior força na narrativa.
Existem certos momentos inseridos nas cenas familiares que surgem de
forma inesperada e interessante. São bons modelos para os leitores jovens, e
representam as desavenças e a proteção que existe no seio de uma família unida.
A própria amizade entre as duas personagens principais está bem representada,
sendo bastante inocente e genuína, típica da idade.
Este primeiro volume não marca particularmente, mas fica a crença que o
autor, dotado de belas capacidades de escrita, é capaz de um maior
desenvolvimento nos próximos livros desta saga, onde será interessante assistir
ao crescimento das suas personagens.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Parceria com Chiado Editora
Olá a todos!
É com prazer que anunciou que o blog Uma Biblioteca em Construção estabeleceu a sua primeira parceria editorial.
A Chiado Editora, especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros, possui coleções que abrangem diferentes géneros literários. São elas: Viagens na Ficção, Passos Perdidos, Prazeres Poéticos, Mais que Mil Palavras, Mundo Fantástico, Ecos da História, Literatura Juvenil, Sentido Oculto, Compendium, Revólver, Bios e Viagem Filosófica.
Um agradecimento à Chiado Editora por ter aceite a proposta e a todos os leitores do blog, por permiterem que este espaço cresça de dia para dia.
Esta é mais uma prova de que as construções na biblioteca estão a correr de vento em popa!
É com prazer que anunciou que o blog Uma Biblioteca em Construção estabeleceu a sua primeira parceria editorial.
A Chiado Editora, especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros, possui coleções que abrangem diferentes géneros literários. São elas: Viagens na Ficção, Passos Perdidos, Prazeres Poéticos, Mais que Mil Palavras, Mundo Fantástico, Ecos da História, Literatura Juvenil, Sentido Oculto, Compendium, Revólver, Bios e Viagem Filosófica.
Um agradecimento à Chiado Editora por ter aceite a proposta e a todos os leitores do blog, por permiterem que este espaço cresça de dia para dia.
Esta é mais uma prova de que as construções na biblioteca estão a correr de vento em popa!
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