quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Passatempo especial de Natal: "O Livro do Natal"

Em parceria com a Arena, o blogue Uma Biblioteca em Construção apresenta este passatempo especial! Em sorteio está um exemplar de O Livro do Natal, uma publicação com histórias, tradições, receitas, e muito mais. Tudo, claro, alusivo a esta época mágica que estamos a atravessar.



Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:

- Responder a todos os tópicos colocados no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui, e fazer gosto na página de Facebook da Arena, aqui;
- Fazer partilha pública do link do passatempo;
- Identificar 2 amigos que acha a quem quer muito desejar um bom Natal;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
 - O passatempo termina no dia 22 de Dezembro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.

Agora é só participar!







Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Arena;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Opinião: A Livraria dos Destinos

Título Original: How to Find Love in a Bookshop (2016)
Organização: Veronica Henry
Tradução: Dina Antunes
ISBN: 9789898869432
Editora: TopSeller (2017)

Sinopse:

No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.

Depois da morte do pai, Emilia regressa a Peasebrook para gerir a velha livraria da família, Nightingale Books - o sonho de qualquer bibliófilo e um refúgio para os moradores desta pequena vila. Mas agora que está responsável pelo seu futuro, Emilia terá de afastar potenciais compradores, ao mesmo tempo que tenta cumprir o último desejo do pai.

Uma livraria extraordinária com pessoas extraordinárias...

Desde a mulher que a visita há anos, ao recém-divorciado que tenta reaproximar-se do filho, e ainda a tímida chef de cozinha que se apaixona na secção de culinária... há algo de magnético neste sítio. Até Emilia sente as forças da livraria a conspirarem por si quando se cruza com um homem a quem não consegue ficar indiferente.

Com todos a depender dela, conseguirá Emilia encontrar um destino feliz para a livraria e os seus leitores? No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.

Opinião:

Uma carta de amor aos livros e aos leitores. A Livraria dos Destinos é um verdadeiro mimo para todos os que gostam de se perder numa boa história. Com referência a inúmeras obras, apresenta a história de uma livraria e mostra como esta está ligada a diversos dramas pessoais. Como tal, é praticamente impossível não sentir ligação com pelo menos uma destas personagens, tão diversificadas e com vivências tão distintas.

O enredo começa a desenrolar-se com a morte do dono de uma livraria regional e da passagem do estabelecimento para a sua filha. Emilia é o foco da trama por ser nela que todas as outras histórias se cruzam. Emilia não foi a personagem que mais me atraiu, mas o seu papel de unir todos as outras figuras está bem conseguido. Ela é uma jovem que aceita bem a sua responsabilidade apesar de ainda não se sentir preparada para tal. Ao vê-la a lidar com o negócio do pai, foi inevitável pensar no respeito pelos nos criaram e pelo que conseguiram construir. Além disso, fica também a ideia de que essas pessoas podem desaparecer fisicamente, mas a memória é forte e os sonhos dos outros podem vir a ser concretizados postumamente.

As histórias de todas as personagens são curtas, pois são várias e o livro não tem as páginas necessárias para se debruçar afincadamente em cada uma. Gostei muito da história de Julius, que vai sendo desvendada e que nos faz refletir sobre paixão e amor. Sarah prova ser uma mulher de grande força no que toca a ajudar os outros mas receosa de fazer o que é preciso pela própria felicidade. Jackson prova que as aparências iludem e que as novas oportunidades podem ser uma realidade se lutarmos por elas. Dillon representa as pessoas que pensam não serem merecedoras dos seus sonhos, mas cujo valor as leva a alcançá-los. Bea e Bill provam que quebrar esterótipos não faz mal, principalmente quando o que está em causa é a estabilidade e felicidade da família.


Interessei-me por estas pessoas e, no final, desejei conhecê-las ainda melhor e passar mais tempo com elas. Isso pode ser sinal de que o livro tinha mais potencial do que aquilo que apresentou, mas também significa que a leitura foi proveitosa e proporcionou bons momentos. O ritmo não teve quebras, motivado pelas personagens e suas peripécias. Não esperava tudo o que aconteceu para que cada uma destas figuras encontrasse o seu caminho, mas o final foi ao encontro daquilo que imaginava. 

Uma narrativa leve e que aquece o coração. Com A Livraria dos Destinos, Veronica Henry deixa-nos encantados e com a ideia de que a esperança nunca dever ser perdida, pois um final feliz é possível para quem luta por ele. Ao longo destas páginas fica ainda provado que existe um livro para cada pessoa, tal é a diversidade de opções disponíveis. E quem diz que não gosta de ler apenas o faz por ainda não ter encontrado a sua história ou tema de eleição. Fica a vontade de ter uma livraria e de inspirar os outros com livros. Felizmente um blogue também serve para esse efeito.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Opinião: Mulher-Maravilha: Dama da Guerra

Título Original: Wonder Woman: Warbringer (2017)
Organização:  Leigh Bardugo
Tradução: Rui Azeredo
ISBN: 9789898869265
Editora: TopSeller (2017)

Sinopse:

Todas as lendas têm um início. Diana tornar-se-á uma lenda, mas primeiro deverá enfrentar uma jornada (i)mortal!

DIANA: FILHA DE IMORTAIS
Da ilha das imortais Amazonas, a princesa Diana apenas pode observar o Mundo dos Homens, sem interferir. Mas no momento em que assiste a um naufrágio, e a vida de uma rapariga corre perigo, o instinto da princesa fala mais alto. Ao socorrer e trazer uma mortal para a ilha, viola uma das regras sagradas e arrisca-se a ser exilada. Pior ainda, esta não é uma rapariga qualquer e, ao salvá-la, Diana pode ter condenado o mundo.

ALIA: FILHA DA MORTE
Depois de o barco explodir, Alia Keralis luta pela vida. Não sabe que a tentam matar. Não sabe quem é aquela jovem misteriosa e
incrivelmente forte que aparece em seu auxílio. E não sabe que ela própria é uma Dama da Guerra, descendente direta de Helena de Troia, uma linhagem condenada a trazer a guerra ao mundo.

IRMÃS DE ARMAS
Enquanto todos procuram assassinar Alia, a Dama da Guerra, para evitar que o mundo tenha um fim trágico, a princesa Diana sabe
que há outra solução. Mas para isso terá de abandonar a sua ilha, entrar no Mundo dos Homens e enfrentar perigos inimagináveis.
Uma verdadeira demanda que exigirá a confiança e a coragem de ambas para, como irmãs, enfrentarem as forças da guerra.

Opinião:

Muita ação, um enredo rápido, perigo e diversão marcam Mulher Maravilha: Dama da Guerra.  Este é o primeiro volume de uma série de livros com histórias dos heróis da DC Comics destinadas a um público mais jovem. Cada livro centra-se numa destas personagens e tem como autor um escritor reconhecido dentro do meio. Leigh Bardugo, que conhecemos da série "Grisha",  foi a autora convidada para recontar as aventuras de uma das figuras femininas deste universo mais aclamadas de sempre.

Esta história inspira-se no que já é conhecido, mas apresenta uma aventura diferente que nos traz novas personagens. Diana, mais conhecida como Mulher-Maravilha, surge como uma jovem que pretende provar o seu valor, encontrando tal oportunidade ao ajudar uma adolescente que parece ter uma vida marcada pela pouca sorte. A união entre as duas é inevitável, sendo divertido assistir ao primeiro choque entre uma guerreira amazona e uma adolescente dos tempos modernos.

As personagens, mais jovens, apresentam características que apelam à diversidade. Esta é uma forma de a autora mostrar que os heróis ser encontrados em qualquer pessoa, não importanta a origem, o físico, o género ou a orientação sexual. A coragem, a lealdade, o altruísmo e a bondade são valorizados, sendo estas as características que fazem a diferença e tornam o mundo num lugar melhor. Uma mensagem que é bem transmitida ao longo da trama e que deixa a ideia de que Diana não é a única heroína desta aventura.

Os diálogos são um dos pontos fortes desta obra. Cativantes, divertidos, com ritmo, tornam as personagens mais interessantes e reais, ao mesmo tempo que a leitura fica ainda mais apelativa e fresca. Os primeiros confrontos entre Diana e Alia são cativantes, pois provam que se tratam de duas figuras de origens bem distintas mas que têm tudo para se darem bem. Os comentários de Nim e Theo ao longo da narrativa também tornam a história mais fresca e acabam por aligeirar momentos de maior tensão. Leigh Bardugo conseguiu trazer um bom equilíbrio à narrativa graças aos diálogos, sem dúvida.

O enredo pode parecer previsível e não guardar surpresas, mas na verdade não é bem isso que acontece. Sim, numa primeira fase tudo segue um rumo esperado, mas o clima de desconfiança permanente termina numa reviravolta inesperada e bem conseguida. Gostei do desfecho dado à obra, apesar de em momento algum ter sentido que Diana, Alia ou qualquer outra personagem estava realmente em perigo.

Mulher Maravilha: Dama da Guerra é uma interpretação livre sobre o aparecimento desta heroína no nosso mundo. Destinado aos jovens, este livro acaba por criar identificação com o seu público por abordar temas como a pertença, o reconhecimento pelos outros, a procura de rumo, a amizade e o primeiro amor. Uma leitura leve que vai divertir todos os que têm curiosidade quanto a este universo e estão dispostos a conhecer novas versões da história de uma personagem que já é conhecida.

Outras opiniões e a livros de Leigh Bardugo:
Luz e Sombra (Grisha #1)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Passatempo especial de Natal: "A Obsessão"

Em parceria com as Edições Saída de Emergência, o blogue Uma Biblioteca em Construção apresenta este passatempo especial de Natal! Em sorteio está um exemplar de A Obsessão, de Nora Roberts.



Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:

- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
 - O passatempo termina no dia 17 de Dezembro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.

Agora é só participar!






Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com as Edições Saída de Emergência;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Opinião: A Menina Silenciosa (Sebastian Bergman #4)

Título Original: Den stumma flickan (2014)
Organização: Hjorth & Rosenfeldt
Tradução: Jorge Pereirinha Pires
ISBN: 9789896653125
Editora: Suma de Letras (2017)

Sinopse:

Suécia. Uma bonita casa branca, de dois andares. Dentro, uma família brutalmente assassinada - mãe, pai e duas crianças pequenas, mortos a tiro, em plena luz do dia. E o assassino escapou. Sebastian Bergman, com o Departamento de Investigação Criminal, tenta deslindar o crime, mas, com o principal suspeito morto, está num beco sem saída. Até que descobre que há uma testemunha do crime.
Uma menina, Nicole, viu tudo e fugiu, assustada. Quando a encontram, descobrem que o trauma do que viu a deixou totalmente muda, comunicando apenas através de caneta e papel. Os seus desenhos revelam um facto convincente e inescapável: ela viu o assassino. Bergman fica obcecado com o desafio de romper a parede de silêncio de Nicole. Enquanto isso, o assassino está apostado em garantir que ela fique calada.

Opinião:

Rendida aos livros anteriores da saga "Sebastian Bergman", estava com grandes expectativas quanto a Menina Silenciosa. E sabem que mais? Elas não foram defraudadas! Ler o quarto volume desta série dos autores Hjorth e Rosenfeldt voltou a ser uma verdadeira adrenalina. O primeiro capítulo leva-nos logo querer entrar na investigação ao lado das personagens que já tão bem conhecemos e acarinhamos. A partir daí, dá-se início a uma aventura com muitos segredos, na qual a perspicácia, profissionalismo e capacidade de análise se tornam fulcrais para a resolução do mistério. Ao mesmo tempo, os dramas pessoais de cada figura também espaço e tornam a leitura ainda mais completa e apelativa.

Sebastian é um protagonista que continua a despertar sentimentos contraditórios. A forma como trata as mulheres, neste caso em especial Ursula, e o seu lado manipulador em todos os aspectos da sua vida causam repúdio e desprezo. Contudo, o facto de o seu trauma familiar estar constantemente a ser recordado também leva o leitor a apiedar-se dele, a desejar que encontre estabilidade através da aceitação e reposição da verdade. Neste livro, Sebastian enfrenta novos desafios que o levam a entrar num caminho desesperado de redenção.

Se nos outros livros era impressionante ver Sebastian a analisar perfis e a descortinar segredos de pessoas que não eram quem aparentavam, desta vez surge-lhe um desafio diferente e que o afecta pessoalmente. Sebastian tem de ajudar uma criança que assistiu a um verdadeira massacre. Perante esta menina, ele acaba por deixar ao de cima o seu lado mais terno e sensível, por voltar a sentir uma enorme culpa pelo que lhe aconteceu, levando o leitor adivinhar que tipo de pai ele foi para Sabine, a filha que perdeu no trágico maremoto da Tailândia. Ver este lado desta personagem fortaleceu a ideia de que se trata de uma figura complexa, desafiante e humana.

As restantes personagens do Departamento de Investigação Criminal também apresentam uma notória evolução. A amargura tomou conta de Vanja, o que a leva a mostrar o seu lado mais negro e amargo neste livro. Algumas das suas atitudes e acções parecem demasiado duras e podem não ser bem aceites. Torkel continua a ser uma imagem de profissionalismo, apesar de ressentido e desconfiado por acções que aconteceram noutro volume. Ursula tem menor destaque, o que faz todo o sentido, e leva a pensar sobre sermos capazes de nos aceitarmos com os nossos defeitos ao conseguirmos minimizá-los como foi possível. Billy foi quem sofreu a maior transformação, apesar de o próprio ainda não ter dado bem por isso. Confesso que ele assusta-me e que estou curiosa para saber o que lhe vai acontecer.

O desenrolar da trama prende até ser impossível parar de ler. É curioso verificar que, apesar de existirem situações de grande violência, em momento algum estas são descritas, o que faz com que a violência não seja totalmente explícita. O foco dos autores não está em apresentar quadros dantescos, mas sim na construção de um enredo forte, credível, surpreendente. Hjorth e Rosenfeldt não seguem uma linha previsível, mas apresentam-nos reviravoltas inesperadas e totalmente justificadas.

A Menina Silenciosa é um thriller impressionante. Com um enredo cativante, os autores levam-nos ainda a observar diferentes personagens a lidarem com os seus próprios demónios e a sofrerem perda em diferentes sentidos. Afinal, não é só a morte que nos afasta um dos outros, sendo que os segredos que guardamos, muitas vezes até de nós próprios, também contribuem para esta separação. Um livro com óptima história policial e com personagens que se destacam. Agora venha o próximo, que estou pronta, e ansiosa, por o ter nas mãos.

Outras opiniões a livros de Hjorth & Rosenfeldt:
Segredos Obscuros (Sebastian Bergman #1)
O Discípulo (Sebastian Bergman #2)
O Homem Ausente (Sebastian Bergman #3)

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Opinião: O Senhor das Sombras (Os Artifícios Negros #2)

Título Original: Lord of Shadows (2017)
Organização: Cassandra Clare
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789897730818
Editora: Planeta (2017)

Sinopse:

Emma Carstairs vingou finalmente a morte dos pais, mas o sabor da vingança não é tão doce como imaginara. Dividida entre o desejo proibido que sente por Julian Blackthorn, o seu parabatai, e a consciência da terrível tragédia que se abaterá sobre eles se esse amor for consumado, Emma simula uma relação amorosa com Mark. Mark, contudo, passou os últimos cinco anos da sua existência em Faerie… Será que alguma vez vai conseguir esquecer o êxtase da Caçada Selvagem e abraçar de corpo e alma a sua condição de Caçador de Sombras? Entretanto, em Faerie, as cortes não estão silenciosas. O rei Unseelie conspira o fim de toda a comunidade de Nefelins, e a rainha da Corte Seelie é uma aliada falível da causa dos Caçadores de Sombras.

Opinião:

Quis demorar a leitura deste livro. Depois de ter adorado Lady Midnight, estava ansiosa por saber o que Cassandra Clare reservava para os seus leitores com O Senhor das Sombras. Além disso, voltar a caminhar ao lado de Caçadores de Sombras revela-se sempre divertido e intenso. Como não gostar de ficar neste mundo e querer prolongar a estadia? Como tal, a leitura só não avançou com maior rapidez por contenção, por desejar prolongar e saborear a experiência.

Tal como aconteceu com o livro anterior, a história é contada através do ponto de vista de diversas personagens. Emma e Julian são os protagonistas, mas existem outro enredos paralelos que estão a acontecer ao mesmo tempo que a história destes dois Caçadores de Sombras se desenvolve. E, claro, existe uma aventura superior a tudo isto e que está a colocar estes defensores do mundo em perigo.

É curioso que, desta vez, a minha percepção sobre as personagens mudou um pouco. Recordo-me que em Lady Midnight gostei bastante de Emma e adorei a forma como a autora explorou a evolução da relação que ela tem com o seu parabatai. Contudo, desta vez, não me consegui sentir tão ligada a estas duas figuras. Continuo a admirar a coragem de Emma e senti-me curiosa com o lado mais negro de Julian, mas a relação deles está cada vez mais melodramática e pouco interessante. Claro que desejo vê-los a ultrapassarem os obstáculos e a encontrarem a felicidade, mas o grande foco neste drama específico não me convenceu.

Por outro lado, a dinâmica entre Cristina, Mark e Kieran ganhou um novo ritmo e tornou-se muito entusiasmante. Sim, voltamos a ter aqui um drama amoroso, mas este é apresentado de uma forma diferente. A presença de Kieran muda muito e faz com que esta personagem seja muito cativante. Não é fácil entender todas as suas motivações ou decisões, mas é diferente e, por isso, imprevisível. Cristina também acaba por apresentar uma evolução mais apelativa, provando que a minha primeira impressão dela estava errada. Ela pode aparentar ser mais aborrecida do que Emma, mas não é isso que acontece. De todo!

No meio disto tudo, quero ainda destacar os capítulos de Kit, Livvy e Ty. Percebe-se imediatamente que existe uma grande química entre estas três personagens. Contudo, a nossa percepção da natureza do laço que os une vai alterando conforme a leitura avança. Gostei muito da evolução da figura que sofre de autismo, um alerta para a inclusão. Aliás, toda esta obra leva-nos a pensar seriamente nesta questão. A autora não se limita a pegar numa oposição tendo como única justificação o mal puro, preferindo alertar para a ambição desmedida de poder, o repúdio pelo desconhecido e a crença de que existem vidas superiores a outras.

Os perigos antigos persistem, e para complicar a vida aos nossos heróis surgem ainda outros. A autora não só apresenta desafios de lados que são esperados, como é o caso dos Unseelie, como entre aqueles que, supostamente, deviam lutar pelos mesmos objetivos. Cassandra Clare volta a explorar os desafios que existem em Idris, fazendo-nos adivinhar desde o início que há algo de muito grave prestes a despoletar. Não é difícil perceber o que pode acontecer, mas ainda assim, custa aceitar que tudo poderia ter uma resolução mais pacifíca e menos dolorosa.

Agora espero ansiosamente pela publicação do volume final desta trilogia. Queen of Air and Darkness está previsto chegar ao mercado literário norte-americano em Dezembro de 2018, não se sabendo quando tal acontecerá em Portugal. Sim, é desesperante pensar que ainda falta tanto tempo para voltar a entrar nesta história e mundo. Contudo, é também tão bom quando encontramos livros que nos prendem e entusiasmam desta forma...

Outras opiniões a livros de Cassandra Clare:
A Cidade dos Ossos (Caçadores de Sombras #1)
A Cidade das Cinzas (Caçadores de Sombras #2)
A Cidade de Vidro (Caçadores de Sombras #3)
A Cidade dos Anjos Caídos (Caçadores de Sombras #4)
A Cidade das Almas Perdidas (Caçadores de Sombras #5)
A Cidade do Fogo Celestial (Caçadores de Sombras #6)
Anjo Mecânico (Caçadores de Sombras: As Origens #1)
Príncipe Mecânico (Caçadores de Sombras: As Origens #2)
Princesa Mecânica (Caçadores de Sombras: As Origens #3)
Lady Midnight (Os Artifícios Negros #1)
As Crónicas de Bane
A Prova do Ferro (Magisterium #1) com Holly Black
A Manopla de Cobre (Magisterium #2) com Holly Black