sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Comprar o livro pela capa #93: "À Boleia pela Galáxia"

Um livro que tanto gostei de ler regresso ao mercado editorial com uma nova imagem. Falo de À Boleia pela Galáxia, de Douglas Adams. As duas edição são da Saída de Emergência.

Esta edição é de 2005, altura em que a adaptação cinematográfica chegou às salas de cinema. Como tal, a capa apresenta o poster do filme, que dá a ideia de uma viagem espacial e apresenta duas das personagens da trama.



A Saída de Emergência volta a apostar nesta publicação em 2017. A capa mudou, sendo que o fundo azul faz com que os elementos que surgem a amarelo e branco tenham um maior destaque. Além disso, é divertido ver que as imagens escolhidas estão relacionadas com a obra, com destaque para Marvin. Além disso, o design não é a única alteração feita nesta edição, já que foi acrescentado um prefácio de Nuno Markl.

Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem? Deixem a vossa opinião nos comentários.

OPINIÃO A ESTE LIVRO AQUI.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Opinião: Jardins da Lua (Saga do Império Malazano #1)

Título original: Gardens of the Moon (1999)
Autor: Steven Erikson
Tradução: Carol Chiovatto
Adaptação: Susana Clara
ISBN: 9789896651756
Editora: Saída de Emergência (2016)

Sinopse:

O primeiro volume de uma obra-prima que revolucionou a fantasia Épica.
 Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.

Opinião:

Já há muito que ouvia falar bem desta série e foi com entusiasmo que recebi a notícia de que a Saída de Emergência se preparava para publicar o primeiro volume. Assim que tive oportunidade, comecei a leitura de Jardins da Lua, um livro que, à primeira vista, impressionada pelo tamanho, sendo que depois causa admiração pela complexidade.

Assim que comecei a ler percebi que este não é um livro igual aos outros. Se já estava à espera de ler uma aventura dentro do género de fantasia épica e, portanto, preparada para conhecer um novo mundo, foi, ainda assim, com alguma dificuldade que consegui sentir-se familiarizada com estas personagens, esta história, estes locais e esta intriga. E esta sensação esteve sempre presente, pois quando sentia que já conseguia distinguir tudo, havia uma reviravolta que exigia uma grande concentração.

Existem imensas personagens e elas surgem na trama como se já tivessem sido apresentadas, o que faz com que seja necessário ter atenção aos pequenos detalhes de cada uma para, assim, conseguirmos distingui-las e perceber o papel de cada uma na trama. Felizmente a editora apresenta uma lista destas figuras através de uma representação gráfica, o que faz com que, se houver vontade para isso, consigamos ligar uma ideia a uma imagem e, assim, conseguir diferenciar melhor cada figura. Tattersail, Ganoes Paran e Crokus foram as personagens que mais me chamaram a atenção.

Estas muitas personagens dividem-se entre vários planos e encontram-se em momentos diferentes da narrativa. Como tal, a história tem diversos pontos de vista e está dividida em muitos momentos distintos que acabam por se unir, ainda que, numa primeira fase, pareça que esta ligação é demasiado ténue. No final tudo caminho para o mesmo sentido. O facto de existirem muitas histórias paralelas faz com que umas cativem mais do que as outras, mas a verdade é que, no geral, a maior parte acaba por ser um pouco difusa.

A magia praticada nesta obra é interessante e está muito bem pensada. Infelizmente, também este ponto surge como se o leitor já o conhecesse e dominasse, o que faz com que, ao início, não seja imediatamente compreendido e se torne até algo confuso. Felizmente, na revista Bang! N.º21, que foi para as lojas Fnac em Novembro, existe um guia que dá diversas explicações, inclusive o que são estes labirintos e de que forma funcionam.

Steven Erikson sabe construir uma intriga e consegue surpreender. Gostaria que tivesse perdido mais tempo explicar o que está a acontecer na trama, de modo a fazer a leitura fluir com maior facilidade. O tom é de mistério constante, afinal existem muitas conspirações. Fica a ideia de que, num conflito, é sempre necessário existirem sacrifícios e que mesmo os inocentes e ingénuos podem ter um papel importante a desempenhar.

Jardins da Lua, de Steven Erikson, é um livro que exige tempo e maior concentração do que é normal. Gostei de muitos momentos e apreciei a conclusão, mas não fiquei rendida à forma como o autor escolheu apresentar a sua história. A trama é demasiado densa e carece de informação introdutória aos mais diferentes níveis. Se gostam do género, acho que devem apostar nesta obra, mas tenham em atenção que vão precisar de tempo (e talvez um bloco de notas) para conseguirem apreciar em pleno a narrativa. Mas vale a pena.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Novidade da Editorial Presença para Fevereiro

Monstros Fantásticos e onde Encontrá-los - O Argumento Original do Filme, de J. K. Rowling
Sinopse: A ação do filme "Monstros Fantásticos e onde Encontrá-los" começa no ano de 1926, no momento em que Newt Scamander, representado por Eddie Redmayne, premiado com um Óscar da Academia, conclui uma viagem à volta do mundo para encontrar e documentar um conjunto extraordinário de criaturas mágicas. Tendo chegado a Nova Iorque para uma breve paragem, ele poderia ter partido de imediato sem qualquer incidente... não fosse um No-Maj (termo americano para «Muggle») chamado Jacob, uma pasta mágica perdida e a fuga de alguns dos monstros fantásticos recolhidos por Newt, que causam grandes problemas quer no mundo da feitiçaria quer no mundo No-Maj.

Disponível a partir de dia 2.


Novidade da HarperCollins para Janeiro

Gravar as Marcas, de Veronica Roth
Sinopse: CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?
Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.

Disponível a partir de dia 17.

Novidade da Casa das Letras para Janeiro

A Besta, de J. R. Ward
Sinopse: Nada é igual para a Irmandade da Adaga Negra. Depois de ter sido evitada a guerra com os Sombras, algumas alianças sofreram alterações e criaram-se limites. Os assassinos da Sociedade dos Minguantes estão mais fortes do que nunca, aproveitando-se das fraquezas humanas para conseguir mais dinheiro, armas e poder. Contudo, enquanto a Irmandade se prepara para um ataque em grande escala, um dos seus elementos trava uma batalha pessoal...
Para Rhage – o Irmão de grandes apetites mas também dono de um coração imenso –, a vida devia ser perfeita ou, pelo menos, perfeitamente agradável. Tem a seu lado Mary, a sua adorada shellan,
e o Rei e os seus irmãos prosperam. Mas Rhage não consegue entender, nem controlar, o pânico e a insegurança que o assolam...
E isso deixa-o aterrorizado ‒ ao mesmo tempo que o afasta da sua companheira. Depois de ter sofrido uma lesão quase mortal em combate, Rhage vê-se obrigado a reavaliar as suas prioridades ‒ e a possível solução faz o seu mundo estremecer... assim como o de Mary. Esta, por seu lado, encontra-se numa viagem muito pessoal ‒ algo que poderá aproximá-los ou levá-los a uma separação da qual nunca irão recuperar...

Disponível a partir de dia 24.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Opinião: O Homem Ausente (Sebastian Bergman #3)

Título original: Fjällgraven (2012)
Autor: Hjorth & Rosenfeldt
Tradução: Jorge Pereirinha Pires
ISBN: 9789896651756
Editora: Suma de Letras (2017)

Sinopse:

Na ladeira das montanhas de Jämtland, na Suécia, seis corpos são encontrados. Mais precisamente, seis esqueletos. Dois deles de crianças. Os corpos foram enterrados há muito tempo. Para Sebastian Bergman, que viaja para o local do crime com o resto da equipa do Departamento de Investigação Criminal, estes factos só tornam ainda mais complexa a investigação sobre quem são, quem os matou e porquê. No início, Sebastian vê o caso como uma oportunidade de escapar da ex-namorada e passar algum tempo com a filha, Vanja. Uma oportunidade para tentar construir uma relação com ela antes que seja tarde demais. Mas rapidamente descobre que está mais envolvido no caso do que gostaria de estar.

Opinião:

Será possível Hjorth e Rorenfeldt tenham conseguido voltar a surpreender? Cada livro da saga parece melhor do que o anterior! E se o primeiro já me tinha deixado cativada, imaginem o que fez o terceiro. O Homem Ausente prende desde o início. Tem uma história que gera interesse nos diferentes pontos de vista em que é apresentada e um final que me deixou em suspenso e a ansiar por mais livros desta série. E rapidamente!

A trama está muito bem conseguida. Temos um crime principal que embala toda a narrativa, mas existem várias dimensões, o que torna a leitura bastante complexa. Não só quis saber o que realmente tinha acontecido às pessoas cujos corpos foram encontrados numa vala, como ainda me senti fascinada pelas vidas de cada um dos elementos da equipa de investigação e ainda de outras personagens que foram surgindo e compondo este leque de figuras tão diferentes e tão reais.

Desta vez, Sebastian Bergman teve um papel muito diferente daquele que seria esperado. Contudo, achei muito curioso que, mesmo não utilizando as suas capacidades no auxílio da investigação, acabou por mostrar aos leitores um outro lado. Se por um lado senti piedade pela sua dor e pela vontade de estar cada vez mais próximo de Vanja, por outro não consegui aceitar a forma como ele a manipulava através de tácticas que tão bem domina. Isto faz pensar sobre o que realmente é amor.

Vanja representa muito bem a mulher independente e forte da modernidade. A evolução dela é visível e acompanhar os seus capítulos e desejar que descubra a verdade. Quanto a Billy, é interessante ver que um homem aparentemente bom pode carregar tantos demónios. As revelações feitas sobre ele deixaram-me com curiosidade para saber o que vai ser dele num próximo livro e adorei. Ursula e Torkel despertaram em mim um misto de compreensão e vontade de lhes gritar para que agissem. Jennifer é uma novidade e representa o sangue-novo que luta pelo seu lugar e pela aceitação dos outros.

Aplaudo a construção de personagens dos autores e também a capacidade para desenvolver um bom enredo. Afinal, mesmo nos momentos em que a investigação pouco ou nada desenvolvia, os autores apresentavam um outro lado da trama não só para nos dar mais informação como ainda para mostrar que uma história tem sempre mais de um lado e que a verdade nem sempre é fácil de descobrir. Sendo assim, existe a sensação de que está sempre algo a acontecer e a vontade de continuar a ler não se perde. Apenas aumenta.

Achei curioso que, neste livro, tivesse ficado a ideia de que interesses de grupos de poder podem, muitas vezes, prejudicar pessoas simples, que se veem envolvidas em situações complicadas. Isto dá uma sensação de perigo constante. E o contraste que os autores apresentam entre comunidade muçulmana, Suécia e mundo ocidental e geral faz-nos pensar que os estereótipos conduzem em erro e que o mal, muitas vezes, está onde se pensa que é possível encontrar segurança. Penso que os autores vão querer desenvolver esta ideia num próximo livro e mal posso esperar para descobrir como o vão fazer.

O Homem Ausente prova que a série "Sebastian Bergman" chegou para ficar. A leitura é compulsiva e, neste ponto, muitas das personagens já me são queridas. Se gostaram dos livros anteriores, então tenho a certeza que vão adorar este. E quem ainda não arriscou na leitura desta dupla de autores ainda vai bem a tempo. Recomendo.

Opiniões a outros livros de Hjorth & Rosenfeldt:
Segredos Obscuros (Sebastian Bergman #1)
O Discípulo (Sebastian Bergman #2)