sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Resultado do passatempo "As Trevas de Baltar"

É com um grande prazer que anuncio o resultado do passatempo As Trevas de Baltar, livro de Henrique Anders publicado pela Editoria Épica.



Este sorteio conta com 127 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...



..11! Que equivale à participação de:

Liliana (...) Monforte, de Castelo Branco

Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Opinião: As Trevas de Baltar

Autor: Henrique Anders
ISBN: 9789899952683
Editora: Editora Épica (2016)

Sinopse: 

Os antigos doze Reinos há muito colapsaram e as terras eram agora regidas por um novo soberano que decidiu destruir tudo e todos. Movido por vingança e sede de sangue, Baltar rodeou-se de poderosas forças negras e construiu-se a si mesmo. Sem misericórdia, transformou a fé e a esperança em lamentos e descrença e mergulhou o mundo no mais opaco breu.
 Porém, os dias e as noites são cheios de segredos e até no meio da escuridão e da secura uma vida pode nascer. Os desígnios dos deuses são misteriosos e Dutsan nasceu com algo especial. Para protegê-lo, a sua família foi obrigada a fugir e ele cresceu no meio dos Canimatas, uma raça conhecida por não gostar de humanos e a quem chamavam de os guardiões de dragões. O jovem Dutsan terá de enfrentar os seus medos e descobrir as suas próprias verdades. Na companhia dos seus amigos estranhos vai embarcar numa aventura que poderá mudar as suas vidas.

Opinião:

Comecei a leitura e As Trevas de Baltar devagar e sem saber bem o que me esperava. Aos poucos, fui entrando neste novo mundo repleto de magia, superstição, beleza e terror. E assim que me habituei aos novos conceitos apresentados por Henrique Anders, o autor, vi o meu ritmo de leitura a ficar cada vez mais rápido. Afinal, esta história de fantasia épica distingui-se pela originalidade e pelo vilão forte e hipnotizante.

A história está bem construída e fornece uma visão geral do que está a acontecer ao intercalar capítulos que acompanham visões de diferentes personagens. Tal como seria esperado, existe um lado correspondente ao bem, neste caso representado por Dutsan, e outro ao mal, ligado a Baltar. Contudo, se estas noções podem parecer previsíveis, a verdade é que acabam por surpreender por seguirem caminhos diferentes do esperado.

O nascimento de Dutsan mostrou logo que ele era alguém diferente, uma verdadeira luz na escuridão. Por isso mesmo, essa personagem acaba sempre por estar envolta num ambiente de profecia, mesmo que aquilo que mais ambicione seja ser igual aos seus companheiros. Desta forma, fica a ideia de que ser um herói e destacar-se na multidão não é um papel fácil, mas que requer muito sacrifício e abnegação. Confesso que, apesar de tudo, os capítulos que acompanhavam Dutsan não me conseguiram cativar tanto quanto aqueles que incidiam sobre o seu rival.

Baltar é, para mim, a grande força desta história. Diz-se que uma grande aventura épica não é nada sem um grande vilão, e Henrique Anders surpreende com este tirano cruel que tanto assusta como seduz. Os capítulos de Baltar e das personagens que lidam diretamente com ele prendiam a atenção e faziam-me ansiar por mais. No início, detestei este ser cruel, mas, com o tempo, não consegui deixar de admirar a sua complexidade, nomeadamente na forma como a sua humanidade chocava com o seu lado demoníaco.

Fiquei bem impressionada com a descrição de cenas mais fortes e com a capacidade do autor chocar. Por outro lado, existem também momentos que mostram uma beleza imaginativa, nomeadamente no que toca aos Canimatas, criaturas que se podem assemelhar aos humanos, apesar de nelas ser possível distinguir mais o lado selvagem e primitivo. Neste ponto, destaco as ilustrações da obra, que ajudam o imaginários dos leitores no acompanhamento das ideias e descrições do autor.

O enredo é forte, mas precisava de um maior desenvolvimento, nomeadamente na parte final. Gostei da forma como tudo se foi encaminhando num determinado sentido, mas gostaria que um certo encontro e confronto provocasse maiores emoções. Já a surpresa final, que acaba por ligar todos os pontos da história, deixou-me agradavelmente surpreendida e com vontade de reler algumas passagens, de modo a ver tudo com outra perspectiva.

Quero ainda enaltecer que esta edição possui ainda, no final, um conto que vale a pena ler pois tanto nos mostra beleza num local inesperado como ainda consegue provocar um arrepio.

As Trevas de Baltar é o primeiro volume da "Saga dos Designíos", mas trata-se de um volume com uma história que apresenta conclusão. Impressionada com a originalidade do autor e com o seu vilão, fico na esperança de saber como Henrique Anders pretende desenvolver este mundo.

Carlos Ruiz Zafón em Portugal

O escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón vai estar em Portugal para apresentar o seu novo livro, O Labirinto dos Espíritos. Este volume encerra a saga "O Cemitério dos Livros Esquecidos", iniciada com A Sombra do Vento.

O enecontro está marcado para  dia 11 de Dezembro, Domingo, às 17h, no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa.

Clicar na imagem para ver melhor.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Novidades da Marcador para Novembro

Coroa da Meia-Noite, de Sarah  J. Maas
Sinopse: Ela é a maior assassina que o seu mundo algum dia conheceu. Mas onde a conduzirão a sua consciência e o seu coração?
Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal.
Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade — Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar.


A Mulher é uma Ilha, de Audur Ava Olafsdottir
Sinopse: No final de um dia em que foi deixada – duas vezes – e em que matou acidentalmente um ganso, uma jovem mulher anseia por umas férias tropicais, longe do caos da sua vida. Porém, os seus planos são arruinados pelo filho surdo-mudo da sua melhor amiga, deixado ao seu relutante cuidado.
Mas quando o rapaz escolhe os números sorteados num bilhete de lotaria, partem os dois numa viagem de carro pela Islândia, com o porta-luvas atulhado com parte do produto do seu jackpot. O que começa como uma aventura espontânea vai alterar, de modo inesperado e profundo, a forma como vê o passado e como planeia o futuro.




A Miúda Gótica: Ada e o Fantasma de um Rato, de Chris Riddell 
Sinopse: Ada vive num castelo assombrado com o pai, Lorde Goth, muitos serviçais e uma mão cheia de fantasmas.
Mas ela não tem amigos para explorar a sua enorme e arrepiante casa. Então, uma noite, tudo muda quando Ada conhece o fantasma de um ratinho chamado Ishmael. Juntos, decidem aventurar-se a desvendar os misteriosos acontecimentos do castelo da Herdade Horripi-louca, descobrindo bem mais do que esperavam...



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Opinião: Viciado no Pecado

Título Original: Dirty Dix (2015)
Autor: Monica James
Tradução: Victor Antunes
ISBN: 9789896578619
Editora: Planeta (2016)

Sinopse: 

Uma história erótica e de suspense, que é também uma grande história de amor e redenção. Escrito do ponto de vista do Doutor Dixon Mathews, um psiquiatra de Nova York. Convincente e chocante é uma história de amor que irá manter o leitor absorvido até ao fim... Matthew Dixon irá contar-nos a atracção por duas mulheres. Uma acalma os seus instintos predatórios. A outra o instinto protector. Qual das duas escolherá?

Opinião:

Narrado sob o ponto de vista de um homem de conduta duvidosa, Viciado no Pecado é um livro que... vicia! Trata-se de uma história de amor muito diferente de todas as outras, não só pela situação em si, mas sobretudo por ser apresentada de uma forma bastante masculina. Entrar na mente do protagonista é delicioso, mesmo que ele não esteja perto de ser um exemplo a seguir.

Dixon Mathew é uma personagem que desperta sentimentos contrários. Se por um lado detesto a forma como ele trata as mulheres no geral e não aprovo muitas das escolhas que faz, por outro adoro a intensidade das suas emoções, divirto-me com muitos dos seus pensamentos e fico a torcer para que tudo lhe corra bem. A atração que sente por duas mulheres tão diferentes deixa-nos perceber dois lados distintos da sua personalidade. Num lado existe o homem que é regido por impulsos e não quer compromissos, do outro está o Dixon carente de afetos e que deseja entregar o seu coração. Desta forma, temos aqui uma figura que sabe bem descobrir.

As duas mulheres que atraem Dixon são o oposto uma da outra. A minha preferida é Madison, uma jovem cujos demónios do passado interferem com a forma como encara as relações amorosas. Simpatizei com a sua forma de estar, boa disposição e jeito brincalhão. Os primeiros encontros entre Dixon e Madison têm um misto de ternura e carinho com tensão sexual, o que os torna intensos e muito cativantes. Já Juliet, a outra mulher, provocou-me  repulsa. Desde o início que fica patente que se trata de uma manipuladora que obtém o que quer ao oferecer o seu corpo e o prazer, tanto é que acaba por prender Dixon sem ele sequer perceber.

A história tem uma elevada carga erótica, mas esta varia consoante a mulher com quem Dixon está. Com Madison tudo é tenso, reprimido e acaba por tornar-se mais forte e interessante de acompanhar. Com Juliet tudo é explícito e preverso, o que proporciona os momentos mais crus da narrativa. A par disso, existe uma trama que está bem construída, ainda que não tenha uma conclusão definitiva, já que este é o primeiro volume de uma trilogia.

O encadeamento da ação faz sentido, mas a verdade é que é fácil adivinhar em que sentido a história se dirige.No final são feitas grandes revelações que explicam a ligação entre muitos pontos, mas, quando tal acontece, não existe propriamente uma surpresa, pois já tudo foi percebido muito antes. Ainda assim, gostei da forma como a autora entrelaçou tudo e conseguiu dar consistência ao enredo.

Gostei que a trama fosse narrada sobretudo num ponto de vista masculino. É habitual ver o lado feminino destas histórias, mas acompanhar os pensamentos de Dixon foi uma lufada de ar fresco. Gostei da forma como a sua mente funcionava, de forma tão directa. Além disso, gostei dos momentos em que Dixon estava com os seus dois melhores amigos, também eles tão diferentes entre si. Existe a possibilidade de a autora ter caído em alguns estereótipos, mas o resultado final foi positivo.

 Li Viciado no Pecado com rapidez e curiosidade em saber o que Dixon ia fazer a seguir. Diverti-me muito a ler o livro, mas fico triste por não ter ficado a saber concretamente qual o desfecho destas personagens. Desta forma, fica a vontade de continuar a ler a trilogia e continuar a acompanhar as aventuras deste homem e das duas mulheres que o dividem.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Biblioteca de Nova Iorque faz... "Mannequin Challenge"

É a moda do momento nas redes sociais. O "Mannequin Challenge" já foi feito de inúmeras formas, entre celebridades dos mais diferentes meios e anónimos, com mais ou menos criatividade. Mas houve um destes vídeos que me chamou particularmente à atenção: foi feito na biblioteca de Nova Iorque!
Como não podia deixar de ser, existem muito livros neste desafio, algumas referências da cultura pop e ainda é possível ter um pequeno vislumbre daquele espaço. Ora vejam:


Que vos parece este desafio?

domingo, 20 de novembro de 2016

Opinião: Lady Midnight (Os Artifícios Negros #1)

Título Original: Lady Midnight - The Dark Artificies (2016)
Autor: Cassandra Clare
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789896578435
Editora: Planeta (2016)

Sinopse: 

Paixão, determinação e criaturas diabólicas, nesta nova e tão aguardada trilogia de Cassandra Clare. Os Caçadores de Sombras de Los Angeles voltam com novas aventuras. Passaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção. Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.

Opinião:

Adorei conhecer os Caçadores de Sombras e estava ansiosa por voltar a mergulhar neste mundo através das aventuras de novas personagens. Ao terminar a saga "Caçadores de Sombras", fiquei com a ideia de que a autora iria desenvolver a história de Emma Carstais e Julian Blackthorn, que tinham surgido na parte final, enquanto crianças. Felizmente foi o que aconteceu. Desta forma, existe uma profunda ligação com todo o universo que já conhecemos, mas tudo é apresentada de uma forma fresca e entusiasmante.

É tão fácil gostar de Emma. Ela é a heroina forte e destimada que tem sempre um comentário sarcástico na ponta da língua. Isso faz com que muitos momentos de tensão se tornem mais ligeiros graças ao seu sentido de humor. Contudo, esta forma de estar esconde os seus verdadeiros temores e desejos. Ao acompanhar-mos os seus pensamentos, ficamos a perceber a confusão que vai na sua cabeça e os mecanismos que usa para se proteger. Julian, por seu lado, é tão intenso que só o queremos ver feliz. Adorei a forma como o seu passado o moldou e como aceita o peso das responsabilidades que chamou a si. A sua mente esconde muitas angústias e fiquei sempre à espera do momento em que ele exteriozasse tudo o que estava a sentir.

Lady Midnight é um livro volumoso, mas que se lê com avidez. Apresenta uma daquelas histórias que queremos desvendar, mas ao mesmo tempo desejamos que não termine. Existe um enredo principal e ainda muitos outros sencundários, o que faz com que exista sempre algo a acontecer e o que leva a leitura a avançar com rapidez e interesse. Além de ter ficado rendida aos protagonistas, confesso que também adorei conhecer Cristina e Mark, duas outras figuras cujos pontos de vista também tão explícitos.

É engraçado que, ao príncipio, achei que não iria sentir grande empatia por Cristina. Isso deve-se ao facto de ele ter sido apresentada sob o ponto de vista de Emma, que a vê como uma jovem perfeita. Porém, Cristina acaba por mostrar ter muitos segredos, sendo isso, e a sua ligação a Mark, que me fizeram vê-la com outros olhos. Não daria uma boa protagonista, mas é uma personagem secundária forte e consegue criar curiosidade sobre um outro lado da história. Já Mark consegue prender-me a atenção do início ao fim. Adorei a sua diferença e a forma como tenta adaptar-se a uma realidade à qual julga não pertencer. Além disso, Cassandra Clare fez com que figuras já nossas conhecidas também surgissem, o que nos permitiu matar saudades.

A narrativa agarra desde o início e torna-se cada vez mais alucianante. Existe um mistério a desvendar, e confesso que, desta vez, não consegui descobrir o que estava por trás de todos os crimes apresentados. Fiquei bem surpreendida com a forma como tudo. É curioso que podemos transpor esta história fantástica para a realidade e refletir sobre a forma como o sentimento de não-pertença pode afetar uma pessoa, ao ponto de levar ao envolvimento com atividades criminosas.

Cassandra Clare aproveitou ainda para explorar  o que aconteceu aos Caçadores de Sombras após a Grande Guerra. A autora faz pensar que o fim de um conflito tem sempre consequências nefastas e que, mesmo não havendo um confronto declarado, fica sempre um clima de tensão e perigo entre partes outrora inimigas declaradas. Além disso, a autora faz pensar sobre a dimensão de uma punição e até que ponto esta pode despoletar outros problemas. E apesar de já existirem tantos livros sobre este universo, é sempre bom perceber que há muito mais para descobrir. O significado de parabatai é um assunto fulcral nesta obra e volta a dar-nos a ideia de rigidez do governo destes guardiães.

A série "Os Artifícios da Noite" tem todos os ingredientes para ficar ao mesmo nível que "Caçadores de Sombras: As Origens", uma trilogia que me deixou rendida. Adorei a história e quero voltar aencontrar todas estas personagens com a maior brevidade possível. Lady Midnight prova que este universo não está esgotado. Tenho a certeza que os fãs de Cassandra Clare vão adorar este volume tanto quanto eu. Recomendo!

Outras opiniões a livros de Cassandra Clare:
A Cidade dos Ossos (Caçadores de Sombras #1)
A Cidade das Cinzas (Caçadores de Sombras #2)
A Cidade de Vidro (Caçadores de Sombras #3)
A Cidade dos Anjos Caídos (Caçadores de Sombras #4)
A Cidade das Almas Perdidas (Caçadores de Sombras #5)
A Cidade do Fogo Celestial (Caçadores de Sombras #6)
Anjo Mecânico (Caçadores de Sombras: As Origens #1)
Príncipe Mecânico (Caçadores de Sombras: As Origens #2)
Princesa Mecânica (Caçadores de Sombras: As Origens #3)
As Crónicas de Bane
A Prova do Ferro (Magisterium #1) com Holly Black
A Manopla de Cobre (Magisterium #2) com Holly Black