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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Opinião: O Hobbit

Título original: The Hobbit (1937)
Autor: J. R. R. Tolkien  
Tradução: Tito Lyon de Castro
ISBN:  9789721043053
Editora: Publicações Europa América (2007)

Sinopse:

O Hobbit é a história das aventuras de um grupo de anões que vão à procura de um tesouro guardado por um terrível dragão.
São relutantemente acompanhados por Bilbo Baggins, um hobbit apreciador do conforto e vida calma. Encontros com elfos, gnomos e aranhas gigantes, conversas com o dragão, Smaug, o Magnífico, e a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos são algumas das experiências por que Bilbo passará. O Hobbit é não só uma história maravilhosa como o prelúdio a O Senhor dos Anéis.

Opinião:


Quando se fala em J. R. R. Tolkien é inevitável relembrar o incrível e envolvente mundo exposto nas suas obras. Os fãs do autor decerto se sentem fascinados pela complexidade da história envolvente e pela definição das muitas raças existentes, contudo, é interessante ver como tudo isto começou com uma ideia tão simples.
“Num buraco do chão vivia um hobbit”, começa Tolkien, preparado para nos iniciar neste universo, arquétipo de muitos outros autores que viriam depois dele. Esse hobbit não era um sábio, um guerreiro ou um feiticeiro, era pura e simplesmente um hobbit, um dos seres mais simples da Terra Média. Bilbo Baggins é o nome deste ser habituado ao conforto do seu lar. Desde cedo é criada simpatia por esta personagem tão relevante e marcante na fantasia épica.

Certo dia, Bilbo recebe um estranho visitante. Gandalf, o feiticeiro cinzento perturba a vida tranquila do hobbit, e, com ele chegam treze anões que anseiam recuperar o lar dos seus antepassados. É impossível não ficar cativado com o sábio feiticeiro que se revela um líder perspicaz e um guia subtil, ou com o grupo de anões que, apesar das personalidades diversas, proporciona tanto momentos descontraídos como outros mais temerosos.

Bilbo nem quer acreditar no que a sorte ou o azar lhe levou à porta de casa. E se no início os instintos dos da sua espécie o dizem para expulsar aquela estranha gente da sua vida, com o tempo acaba por descobrir uma estranha necessidade de partir numa aventura e conhecer novas terras e pessoas. Quando dá por si, Bilbo está a viajar para fora do seu amado Shire em estranhas companhias. Pelo caminho, os valores deste hobbit são colocados à prova, quer seja na resistência física ou no combate a trolls, gnomos e até um terrível dragão que guarda um enorme tesouro.

Terminada esta aventura, não há como não ficar rendido a Tolkien. Em O Hobbit, o autor apresenta uma história adequada para todas as idades. Afinal, se uma análise superficial mostra uma trama simples, direcionada para um público jovem e baseada na sequência de peripécias, um leitor mais atento apercebe-se de algumas mensagens subtis e cativantes deixadas pelo autor.

Tolkien mostra que o ser mais simples é capaz de fazer toda a diferença. Daí escolher o hobbit para seu protagonista. Deste modo, quem ultrapassa as grandes adversidades não é o grande feiticeiro ou o guerreiro mais forte, mas sim o mais humilde dos seres, dotado de toda a sua bondade e coragem. Igualmente, o autor revela que todos possuem bem e mal dentro de si, e que a verdadeira provação está em escolher qual usar em cada momento. O respeito pelo passado e pelo meio ambiente estão também em evidência, nomeadamente na personificação destes conceitos em figuras concretas.

É ainda de enaltecer a presença de ilustrações realizadas pelo próprio autor. Estas não só nos aproximam mais da sua visão como fornecem uma maior beleza à edição.

O Hobbit torna-se um volume obrigatório na biblioteca de cada leitor. É um livro encantador que revela novos aspectos a cada releitura.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Comprar o livro pela capa 14: O Hobbit

Olá a todos! Com a aproximidade da estreia da adaptação cinematográfica de O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, decidi procurar as capas que este livro já teve em Portugal. São quatro, todas elas diferentes, a primeira publicada através da Editora Civilização e as restantes pelas Publicações Europa.América.


A primeira vez que os hobbits chegaram a Portugal ganharam o nome de gnomos. Não conhecia esta capa, que me foi dada a conhecer através do Paulo Ferreira, que gentilmente a apresentou nos comentários deste post (como tal, alterei o artigo para a incluir.). Um forte agradecimento ao Paulo por tornar este post mais completo! Esta edição surgiu em 1962 e como é possível observar através dos desenhos, era dirigida a um público infantil. As ilustrações de capa e do interior são de autoria de António Quadros.







Eis a segunda capa de O Hobbit, desta vez já pelas mãos da Publicações Europa-América, editora que ainda detém os direitos da obra no nosso país. Com um grafismo que remete aos anos 70 do século XX, possui elementos que remetem para a trama, apesar de poderem estar representados de uma forma algo infantil.


Esta é provavelmente a imagem mais conhecida. Simples e bonita, revela apenas o dragão da trama e o tesouro que este guarda. Os tons predominantes são os dourados, o que confere uma noção de riqueza bem interessante.


Como acontece com muitos livros adaptados ao cinema, também O Hobbit ganhou uma capa com a imagem do cartaz do filme. Nesta imagem vemos o ator que dá vida a Bilbo a sair de sua casa no Shire, pronto para partir à aventura. É bonita, simples e tem os elementos certos, contudo vai desagradar quem não gosta de ver a associação do filme no livro.

Vistas as quatro capas, qual é a vossa preferida?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Comprar o livro pela capa 12: O Regresso do Rei

Tal como os dois volumes anteriores da trilogia O Senhor dos Anéis, publicados em portugal pelas Publicações Europa-América, também o desfecho da trama de J. R. R. Tolkien apresenta quatro imagens distintas.

A primeira edição apresenta um tom verde, com a imagem de um homem armada de uma espada. Acho interessante que a imagem central esteja rodeada dos símbolos presentes do anel do poder. Contudo, é evidente de que se trata de uma edição antiga, já que possui uma imagem dotada de características pouco atuais.
Primeira capa


A segunda capa é, provavelmente, a mais conhecida. Com claras referências ao livro, relembra um conhecido momento de cerco, decisivo para a conclusão da trama. A imagem sugere simplicidade, apesar de uma análise mais atenta enaltecer o valor dos pormenores.
Segunda capa

A terceira capa surgiu na sequência da adaptação cinematográfica por parte de Peter Jackson. Os atores voltam a ter papel de destaque, o que pode não agradar os fãs de literatura que gostam de distanciar o livro do filme.
Terceira capa
Como a terceira capa tem uma imagem possui uma qualidade fraca, fica aqui o poster do filme que foi utilizado na sua elaboração, de modo a que consigam ver melhor os pormenores. Cliquem na imagem para ver maior


A última imagem que este livro já apresentou refere-se à edição ultralimitada elaborada pela editora. Esta capa volta a aproveitar a imagem da irmandade do anel (retirada do primeiro filme), mas, desta vez, com os tons avermelhados. Volto a dizer que poder cativar pela simplicidade, esta pode não ser uma opção que agrade a quem conhece a história, uma vez que a irmandade já se encontra desfeita desde o primeiro livro da trilogia.


Qual a vossa preferida?


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Comprar o livro pela capa 11: As Duas Torres

A versão portuguesa de As Duas Torres, segundo volume da trilogia O Senhos dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, também já apresentou imagens diferentes.

Este livro, publicado pelas Publicações Europa-América, já teve quatro capas, sendo que duas surgiram na sequência da adaptação cinematográfica em 2002.

(Clicar para ver maior)

Confesso que não conhecia a primeira capa publicada em Portugal. Sabia que ela existia, mas não tinha ideia de como era. Agradeço à Célia do blog Estante de Livros por me ter ajudado a encontrar a imagem, de modo a ser possível realizar este post.

A segunda é, talvez, a mais conhecida e é aquele que eu tenho nas minhas estantes. Apresenta claras referências ao enredo, tais como uma das torres e um nazgûl.

A terceira apresenta o cartaz do filme de Peter Jackson, o que pode agradar quem conheceu a trama através da adaptação cinematográfica.

A quarta aproveita uma imagem marcante do filme A Irmandade do Anel. Contudo, esta pode não fazer sentido para este livro, uma vez que a irmandade foi entretanto desfeita.

Qual a vossa preferida?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Comprar o livro pela capa 8 - A Irmandade do Anel

É o livro que marca o início de uma das minhas trilogias preferidas e também já apresentou diferentes caras. Estou a falar de A Irmandade do Anel, o primeiro volume de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien.

Clicar para ver maior




A primeira capa era para mim, até hoje, desconhecida. Agradeço GirlinChaiseLongue por me ter apresentado a esta versão.

A segunda capa possui um estilo muito peculiar e uma bonita ilustração de John Howe.
Tal como em tantos outros livros, as Publicações Europa-América optaram pela mudança na sequência da adaptação cinematográfica deste livro. Assim,  Tanto a terceira como a quarta versão apresentam imagens promocionais do filme, mas as duas são muito diferentes. Enquanto que na terceira as personagens mais evidentes desta fase da trama estão em evidência, a quarta possui um carácter mais misterioso, devido aos vultos dos nove elementos que formam a Irmandade do Anel.

Realço ainda o facto de que no primeiro e segundo volumes  destacam o nome do autor, enquanto que nos restantes é evidenciado o título da trilogia.Com isto, percebe-se que o nome O Senhor dos Anéis ganhou uma nova força desde o aparecimento dos filmes.

Qual é a vossa capa preferida?