terça-feira, 25 de outubro de 2016

Opinião: A Rapariga do Calendário - Outubro, Novembro, Dezembro (#4)

Título Original: Calendar Girl (2015)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578404
Editora: Planeta (2016)

Sinopse: 

Mia Saunders, a Rapariga do Calendário, percorreu um longo caminho. Termina a jornada de um ano em Hollywood, Nova Iorque e Aspen. Em Outubro, Mia começa a sua nova vida a trabalhar num programa de TV matutino em que faz uma rúbrica a respeito de viver em beleza. O seu homem lida com as sequelas do cativeiro, e juntos encontram maneira de fazer face a todas as tormentas. A seguir, Mia viaja até Nova Iorque para gravar um programa sobre as razões que as pessoas têm para dar graças. Todos os sonhos se estão a realizar... excepto um. Finalmente, em Dezembro, a nossa menina dá por si no País das Maravilhas invernal, Aspen, no Colorado, para filmar uma rúbrica sobre artistas locais. Só que as circunstâncias são muito peculiares. Prepare-se para uma surpresa quando a jornada de Mia se funde no fim que todos esperam.

Opinião:

O ano chegou ao fim. Foi com muita curiosidade que peguei no último livro da série "A Rapariga do Calendário". Depois de ter acompanhado Mia desde um início de ano atribulado e de ter assistido às muitas reviravoltas da sua vida, queria muito descobrir o que mais Audrey Carlan guardava para esta protagonista. Nestes derradeiros três meses, é então possível assistir ao conciliar de relações, à tomada de decisões importantes e à resolução de questões que aguçavam a curiosidade.

Em Outubro, Mia abraça uma nova oportunidade. É curioso ver de que forma ela conseguiu evoluir e como tudo o que fez nos meses anteriores a levaram a uma nova experiência profissional na qual se sente tão bem. Contudo, o mais interessante neste mês acaba mesmo por ser o trauma de Wes e a aprendizagem de Mia em ceder em certas questões menos relevantes para o bem do casal. Apesar disso, a nova profissão da protagonista, apesar de parecer assentar-lhe que nem uma luva, também surge de forma um pouco forçada e fez-me ter dificuldade em entender tudo o sucesso que lhe é atribuído.

O mês seguinte começa a fazer lembrar aqueles programas especiais de uma época festiva. O tema é a Ação de Graças, e, através de testemunhos de desconhecidos, Mia percebe que tem de ser grata a tudo de bom o que lhe aconteceu na vida. Novembro funciona um pouco como um mês de introspecção, no qual a nossa heroína analisa o seu percurso e percebe que tudo o que viveu a permitiu chegar a um ponto de grande felicidade. Até uma questão que tanto a afligia parece finalmente estar a resolver-se e tudo parece estar a caminha para um final feliz.

É então que chega Dezembro e com este mês surge também o último obstáculo que Mia tem de enfrentar para a história chegar ao desfecho que todos desejamos. Confesso que já há muito me perguntava se a autora iria tornar este elemento perturbador mais presente, e fiquei satisfeita por ver que sim. A justificação dada para tudo o que aconteceu faz sentido e gostei da forma como a protagonista reagiu. Afinal, ela é humana e mostra que perdoar, apesar de possível, nem sempre é fácil.

A conclusão da saga é aquela que sempre imaginei. E apesar de ser algo que se estava à espera, é também o desfecho que faz sentido. A autora mostra que é possível superar qualquer situação, por mais complicada que seja, desde que estejamos rodeados de pessoas que nos querem bem e nos amam. Ao mesmo tempo, faz-nos pensar que nem sempre nos podemos responsabilizar pelos erros dos outros. Tudo isto dentro de uma trama leve, divertida, sensual e agradável de acompanhar.

Gostei desta saga. A trama pode ser evidente e previsível, e alguns momentos conseguem mesmo ser um pouco constrangedores, a fazer lembrar novelas forçadas. mas também é verdade que se trata de uma leitura divertida e leve que aborda temas como a superação pessoal e que ainda apresenta uma história de amor, tanto romântico como pessoal.

Outras opiniões a livros de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro, Março (#1)
A Rapariga do Calendário - Abril, Maio, Junho (#2)
A Rapariga do Calendário - Julho Agosto, Setembro (#3)