Título Original: Acacia – The Sacred Band (2011)
Autor: David Anthony Durham
Tradução: Fernanda Semedo
ISBN: 9789896377380
Editora: Edições Saída de Emergência (2015)
Sinopse:
A Rainha Corinn restaurou a dinastia Akaran ao conseguir manipular a magia terrível sobre o mundo conhecido. O seu irmão mais novo, Dariel, prossegue na sua jornada pelas Outras Terras, tendo-se tornado num defensor da liberdade dos escravos. E Mena avança para norte liderando um exército para aniquilar uma ameaça latente a Acácia, o povo semi-imortal Auldek.
Com punho de ferro e hábeis estratégias políticas, a jovem Rainha reprime uma insurreição e impede a violência de se alastrar no reino… mas à noite é atormentada com sonhos horrendos. Resta-lhe manter a força de espírito para assegurar algo quase impossível: a prosperidade e união pacífica de todas as raças.
Opinião:
Ler o último livro de uma série que nos conquistou é algo que é sempre feito com muito expectativa, mas também nostalgia. Ao mesmo tempo que se fica a conhecer o desfecho de uma história, existe uma sensação de despedida. Foi isso mesmo que senti com Acácia - Vozes da Profecia. A cada capítulo senti que estava mais perto de dizer adeus a todas as pesonagens que me cativaram, mas desejava muito saber que destino David Anthony Durham lhes reservava.
Este volume é a segunda metade do último livro original. Como tal, senti que estava a cair no meio de uma história quando o comecei a ler. Já tinha lido a primeira metade, Acácia - A União Sagrada, há cerca de oito meses, por isso tive que recordar em que ponto da acção a leitura tinha parado. Este exercício fez com que o início começasse de uma forma lenta e senti que não consegui apreciar totalmente as primeiras páginas. Isto porque a leitura continuava exatamente no ponto onde o outro livro tinha terminado, mas, na minha cabeça, tal tinha acontecido há mais tempo. Este não é um problema que surge devido à escrita do autor, mas sim por causa da decisão de dividir livros originais e de não os ler de seguida.
Já disse em opiniões anteriores que Corinn foi uma das personagens que mais me interessou e cujos capítulos mais me entusiasmaram. Não estou com isto a dizer que concordo com todas as suas ações e atitudes, mas sim que gostei bastante dos seus dilemas e personalidade. O desfecho desta figura foi bem conseguido, e conseguiu juntar tristeza, redenção e amor. O outro irmão Akaran que está entre os meus preferidos é Dariel. Gostei do desenvolvimento dele até aqui, mas penso que neste livro ele já teria pouco a desenvolver. Mena não deixa de ser curiosa, mas acaba por ser a Akaran mais prevísivel. O mais entusiasmante não é propriamente Mena, mas sim o que acontece em seu redor.
Existe uma outra figura cujo nome não quero mencionar, que acabou por ter um papel crucial no desenrolar desta narrativa. É curioso verificar que ele surge quase como um messias, um salvador, fazendo pensar até que ponto é que o autor se baseou na religião cristã para o construir. O seu desfecho também acaba por ser feito num ato de amor pelos outros, e proporciona um momento muito bonito.
O desenrolar da ação é intenso, mas gostaria de ter visto um final mais desenvolvido. A conclusão faz sentido, mas depois de tanto tempo a acompanhar a família Akaran, queria saber mais sobre o que aconteceu após o grande conflito. O autor diz-nos quais foram as decisões de cada uma das figuras, mas ficou a saber a pouco. Faz sentido, mas não é suficiente. Felizmente as últimas páginas têm um momento divertido que nos faz largar o livro com um sorriso.
Aproveito ainda para enaltecer que, apesar de não concordar com a
decisão de dividir os volumes originais, gostei muito do que a Saída de
Emergência fez com as capas destes livros.
E assim termina a saga "Acácia". É uma história que aconselho a todos os fãs de fantasia por estar bem construída, ser emocionante, ter personagens complexas, uma trama intrigante e conceitos novos que são apelativos e convincentes.
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
Acácia - Outras Terras (#3)
Acácia - O Povo das Crianças Divinas (#4)
Acácia - A União Sagrada (#5)
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Opinião: Acácia - A União Sagrada (#5)
Título Original: Acacia – The Sacred Band (2011)
Autor: David Anthony Durham
Tradução: João Pinto
ISBN: 9789896376710
Editora: Edições Saída de Emergência (2014)
Sinopse:
Três irmãos ainda sobrevivem, líderes que traçam um novo caminho para o Mundo Conhecido. Estarão à altura dos desafios que se lhes deparam? A Rainha Corinn domina o mundo com o seu conhecimento profundo dos feitiços encontrados em A Canção de Elenet. O seu irmão mais novo, Dariel, torna-se numa figura mítica nas Outras Terras, enquanto a sua irmã, Mena, viaja até ao Norte Distante para defrontar uma invasão desencadeada por uma raça violenta decidida a conquistar o Mundo Conhecido. Os seus percursos individuais acabam por convergir em batalhas tumultuosas e os desafios que terão que enfrentar podem alterar a terra em que vivem para sempre…
Opinião:
A saga "Acácia" está perto do fim. A União Sagrada é a primeira metade do último livro de David Anthony Durham sobre esta história que tanto me está a cativar e continua a surpreender. Afinal, quando achava que já tinha uma ideia bem fundamentada sobre este mundo, eis que surgem novas informações que alteram a minha percepção sobre o que aconteceu e o que pode ainda vir aí.
O relato deste livro é iniciado no seguimento do que foi apresentado no livro anterior, O Povo das Crianças Divinas. Continuamos a acompanhar o ponto de vista de diferentes personagens, sendo dado maior destaque aos três irmãos Akaran, Corinn, Mena e Dariel. Contudo, existem outras figuras cujos relatos são bastante relevantes para percebermos a complexidade deste mundo, uma vez que nos são apresentadas diferentes lados de uma intriga e de uma guerra que está no seu prestes a acontecer.
Neste volume, Corinn, Mena e Dariel mantêm-se afastados. Continuo a achar Corinn uma das figuras mais interessantes desta saga, apesar de não concordar com o caminho que seguiu e com os seus ideais. Porém, ela intriga-me pela poder que detém e pela personalidade que tanto sugere uma rainha poderosa como uma mulher insegura. Adoro os capítulos de Dariel, mais pelo que lhe está acontecer do que pela sua personagem. Neste livro, fiquei muito admirada com algumas revelações que lhe foram feitas assim como pela importância crescente do seu papel para o desenrolar dos acontecimentos. Mena já foi uma das minhas personagens preferidas, mas agora o seu lugar foi tomado por outras. Isto pode ter acontecido por a achar demasiado perfeita, o que faz com que ela acabe por ser previsível. Contudo, envolve-se em situações bastante emocionantes.
Surgem novos elementos que são um verdadeiro deleite para os leitores que ficaram fãs desta série com os livros anteriores. Não quero falar demasiado sobre eles pois estaria a revelar surpresas e a estragar a vossa experiência de leitura. Porém, posso dizer que fazem pensar sobre consequências de acções e sobre os efeitos colaterais do uso de forças ou poderes que não são completamente compreendidas. Para além disso, este livro volta a tocar no tema família e faz pensar se a história dos nossos antepassados nos define ou se devemos confiar cegamente naqueles com quem temos ligação de sangue.
É interessante verificar que para a trama avançar é necessário compreender o passado. Como tal, são feitas algumas revelações muito interessantes. As lendas acabam por revelar-se mais do que aquilo que sugerem e a história que até então era conhecida apresenta erros. Como tal, a ideia que tínhamos sobre certos aspectos deste mundo são alterados, a Canção de Elenet ganha um novo significado, a nossa percepção sobre os Santoth é alterada e o bem e o mal passam a estar cada vez mais indistintos.
Apesar de esta ser uma leitura que muito me agradou, devo confessar que nem sempre foi fácil de fazer. Afinal, já passou algum tempo desde que li o volume anterior desta saga e desde então muitos outros livros foram lidos. Como tal, não foi fácil recordar todas as personagens e locais mencionados. Houve momentos em que tive de parar para perceber quem eram aquelas pessoas ou a razão de certo local ser tão relevante. O livro tem um mapa que pode ajudar em alguns momentos, mas há locais que não estão assinalados. Também teria sido bom haver um anexo com os nomes das personagens para facilitar a leitura.
Terminada a leitura, surge uma certa frustração. Para além de finalmente ter conseguido encontrar o meu ritmo de leitura ao conseguir todas as ligações que estavam um pouco esquecidas, devo ainda dizer que o final apresenta um momento muito emocionante. Agora, resta-me esperar pelo derradeiro volume desta saga para ficar a conhecer o desfecho desta saga. Estou ansiosa!
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
Acácia - Outras Terras (#3)
Acácia - O Povo das Crianças Divinas (#4)
Autor: David Anthony Durham
Tradução: João Pinto
ISBN: 9789896376710
Editora: Edições Saída de Emergência (2014)
Sinopse:
Três irmãos ainda sobrevivem, líderes que traçam um novo caminho para o Mundo Conhecido. Estarão à altura dos desafios que se lhes deparam? A Rainha Corinn domina o mundo com o seu conhecimento profundo dos feitiços encontrados em A Canção de Elenet. O seu irmão mais novo, Dariel, torna-se numa figura mítica nas Outras Terras, enquanto a sua irmã, Mena, viaja até ao Norte Distante para defrontar uma invasão desencadeada por uma raça violenta decidida a conquistar o Mundo Conhecido. Os seus percursos individuais acabam por convergir em batalhas tumultuosas e os desafios que terão que enfrentar podem alterar a terra em que vivem para sempre…
Opinião:
A saga "Acácia" está perto do fim. A União Sagrada é a primeira metade do último livro de David Anthony Durham sobre esta história que tanto me está a cativar e continua a surpreender. Afinal, quando achava que já tinha uma ideia bem fundamentada sobre este mundo, eis que surgem novas informações que alteram a minha percepção sobre o que aconteceu e o que pode ainda vir aí.
O relato deste livro é iniciado no seguimento do que foi apresentado no livro anterior, O Povo das Crianças Divinas. Continuamos a acompanhar o ponto de vista de diferentes personagens, sendo dado maior destaque aos três irmãos Akaran, Corinn, Mena e Dariel. Contudo, existem outras figuras cujos relatos são bastante relevantes para percebermos a complexidade deste mundo, uma vez que nos são apresentadas diferentes lados de uma intriga e de uma guerra que está no seu prestes a acontecer.
Neste volume, Corinn, Mena e Dariel mantêm-se afastados. Continuo a achar Corinn uma das figuras mais interessantes desta saga, apesar de não concordar com o caminho que seguiu e com os seus ideais. Porém, ela intriga-me pela poder que detém e pela personalidade que tanto sugere uma rainha poderosa como uma mulher insegura. Adoro os capítulos de Dariel, mais pelo que lhe está acontecer do que pela sua personagem. Neste livro, fiquei muito admirada com algumas revelações que lhe foram feitas assim como pela importância crescente do seu papel para o desenrolar dos acontecimentos. Mena já foi uma das minhas personagens preferidas, mas agora o seu lugar foi tomado por outras. Isto pode ter acontecido por a achar demasiado perfeita, o que faz com que ela acabe por ser previsível. Contudo, envolve-se em situações bastante emocionantes.
Surgem novos elementos que são um verdadeiro deleite para os leitores que ficaram fãs desta série com os livros anteriores. Não quero falar demasiado sobre eles pois estaria a revelar surpresas e a estragar a vossa experiência de leitura. Porém, posso dizer que fazem pensar sobre consequências de acções e sobre os efeitos colaterais do uso de forças ou poderes que não são completamente compreendidas. Para além disso, este livro volta a tocar no tema família e faz pensar se a história dos nossos antepassados nos define ou se devemos confiar cegamente naqueles com quem temos ligação de sangue.
É interessante verificar que para a trama avançar é necessário compreender o passado. Como tal, são feitas algumas revelações muito interessantes. As lendas acabam por revelar-se mais do que aquilo que sugerem e a história que até então era conhecida apresenta erros. Como tal, a ideia que tínhamos sobre certos aspectos deste mundo são alterados, a Canção de Elenet ganha um novo significado, a nossa percepção sobre os Santoth é alterada e o bem e o mal passam a estar cada vez mais indistintos.
Apesar de esta ser uma leitura que muito me agradou, devo confessar que nem sempre foi fácil de fazer. Afinal, já passou algum tempo desde que li o volume anterior desta saga e desde então muitos outros livros foram lidos. Como tal, não foi fácil recordar todas as personagens e locais mencionados. Houve momentos em que tive de parar para perceber quem eram aquelas pessoas ou a razão de certo local ser tão relevante. O livro tem um mapa que pode ajudar em alguns momentos, mas há locais que não estão assinalados. Também teria sido bom haver um anexo com os nomes das personagens para facilitar a leitura.
Terminada a leitura, surge uma certa frustração. Para além de finalmente ter conseguido encontrar o meu ritmo de leitura ao conseguir todas as ligações que estavam um pouco esquecidas, devo ainda dizer que o final apresenta um momento muito emocionante. Agora, resta-me esperar pelo derradeiro volume desta saga para ficar a conhecer o desfecho desta saga. Estou ansiosa!
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
Acácia - Outras Terras (#3)
Acácia - O Povo das Crianças Divinas (#4)
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Opinião: Acácia – O Povo das Crianças Divinas (4#)
Título Original: Acacia – The Other Lands (2009)
Autor: David Anthony Durham
Tradução: Maria Correia
ISBN: 9789896375379
Editora: Edições Saída de Emergência (2013)
Sinopse:
Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do
Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos
do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as
conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas
em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um
exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga
dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar
servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios
interesses.
Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã
Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas, vai
enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o
transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar
em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém
imaginava que um dia pudessem voltar.
Opinião:
As Edições Saída de Emergência resolveram dividir cada livro original da série Acácia em dois volumes. Assim, Acácia – O Povo das Crianças Divinas é a continuação direta de Acácia – Outras Terras.
Começar esta leitura pode não ser fácil para quem leu o volume anterior há algum tempo. Nos primeiros capítulos, é exigido algum esforço de memória, uma vez que a história continua a avançar a um ritmo considerável e sem espaço para explicar pormenores que já foram apresentados com detalhe no outro livro. Por isso mesmo, é aconselhável ler este volume próximo de Outras Terras.
No momento em que o leitor volta a entrar na trama e ultrapassadas as dificuldades iniciais, torna-se difícil parar de ler. As três personagens fulcrais continuam a apresentar desenvolvimentos interessantes e bem conseguidos.
Corinn é uma personagem ambígua, que tanto pode ser amada como odiada. As suas intenções continuam a ser bastante plausíveis e os seus pensamentos muitas vezes levam o leitor a sentir simpatia, mas as formas utilizadas para alcançar os seus desejos geram repulsa. Esta mulher de armas é muito provavelmente a figura mais interessante da narrativa e os capítulos que lhe são dedicados nunca são aborrecidos.
Com Dariel continua a descoberta das Outras Terras. Por isso mesmo, os seus capítulos acabam por ser mais dedicados à descrição deste novo lugar e das suas estranhas pessoas, mais do que aos pensamentos e sentimentos deste príncipe rebelde. Só mais próximo do fim existe uma alteração que promete revelar-se curiosa no próximo volume.
Neste volume, os capítulos de Mena acabaram por ser os menos entusiasmantes. A relação desta princesa guerreira com a criatura alada que adotou parece ser demasiado perfeita e a forma como esta personagem encara certas situações revela ingenuidade. A esperançosa Mena acaba por colocar-se numa situação que o leitor, desde o início, sabe que não pode correr bem.
Para além dos irmãos, existem ainda outras personagens que ganham relevância. Destaco Shen, uma criança prodígio dotada de uma personalidade intrigante. A forma como ela se relaciona com os outros e com elementos já apresentados em volume anteriores fazem aumentar a vontade de descobrir o seu papel neste jogo político que se apresenta cada vez mais complicado.
O final possui um elemento inesperado e que faz surgir sentimentos distintos. Esta nova situação tanto pode parecer demasiado forçada como também pode vir a funcionar muito bem, tudo depende da forma como o autor a vai desenvolver. Foi, com toda a certeza, uma boa forma de manter os leitores interessados e desejosos de pegar no próximo livro da série.
Começar esta leitura pode não ser fácil para quem leu o volume anterior há algum tempo. Nos primeiros capítulos, é exigido algum esforço de memória, uma vez que a história continua a avançar a um ritmo considerável e sem espaço para explicar pormenores que já foram apresentados com detalhe no outro livro. Por isso mesmo, é aconselhável ler este volume próximo de Outras Terras.
No momento em que o leitor volta a entrar na trama e ultrapassadas as dificuldades iniciais, torna-se difícil parar de ler. As três personagens fulcrais continuam a apresentar desenvolvimentos interessantes e bem conseguidos.
Corinn é uma personagem ambígua, que tanto pode ser amada como odiada. As suas intenções continuam a ser bastante plausíveis e os seus pensamentos muitas vezes levam o leitor a sentir simpatia, mas as formas utilizadas para alcançar os seus desejos geram repulsa. Esta mulher de armas é muito provavelmente a figura mais interessante da narrativa e os capítulos que lhe são dedicados nunca são aborrecidos.
Com Dariel continua a descoberta das Outras Terras. Por isso mesmo, os seus capítulos acabam por ser mais dedicados à descrição deste novo lugar e das suas estranhas pessoas, mais do que aos pensamentos e sentimentos deste príncipe rebelde. Só mais próximo do fim existe uma alteração que promete revelar-se curiosa no próximo volume.
Neste volume, os capítulos de Mena acabaram por ser os menos entusiasmantes. A relação desta princesa guerreira com a criatura alada que adotou parece ser demasiado perfeita e a forma como esta personagem encara certas situações revela ingenuidade. A esperançosa Mena acaba por colocar-se numa situação que o leitor, desde o início, sabe que não pode correr bem.
Para além dos irmãos, existem ainda outras personagens que ganham relevância. Destaco Shen, uma criança prodígio dotada de uma personalidade intrigante. A forma como ela se relaciona com os outros e com elementos já apresentados em volume anteriores fazem aumentar a vontade de descobrir o seu papel neste jogo político que se apresenta cada vez mais complicado.
O final possui um elemento inesperado e que faz surgir sentimentos distintos. Esta nova situação tanto pode parecer demasiado forçada como também pode vir a funcionar muito bem, tudo depende da forma como o autor a vai desenvolver. Foi, com toda a certeza, uma boa forma de manter os leitores interessados e desejosos de pegar no próximo livro da série.
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
Acácia - Outras Terras (#3)
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Opinião: Acácia – Outras Terras (#3)
Título original: Acacia: The Other Lands (2009)
Sinopse:
Opinião:
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
Autor: David Anthony Durham
Tradutor: Maria Correia
ISBN: 9789896374822
Editora: Saída de Emergência (2013)
Tradutor: Maria Correia
ISBN: 9789896374822
Editora: Saída de Emergência (2013)
Sinopse:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências
devastadoras.
A luta apocalíptica contra os Mein terminou. Uma vitoriosa
Corinn Akaran reina no Império Acaciano do Mundo Conhecido. Apoiada no seu
conhecimento de artes mágicas do livro A Canção de Elenet, ela reina com mão de
ferro. E reconstruir um império desgastado pela guerra não é fácil. Das
misteriosas Outras Terras, chegam à corte notícias inquietantes, e Corinn envia
o seu irmão, Dariel, como emissário pelos mares tempestuosos das Encostas
Cinzentas.
Ao chegar àquele
distante continente, este antigo pirata é apanhado numa rede de velhas
rivalidades, ressentimentos, intrigas e uma crescente deslealdade. A sua
chegada provoca um tal tumulto que o Mundo
Conhecido é de novo ameaçado pela possibilidade de invasão —
algo que tornaria os anteriores perigos numa brincadeira de crianças. Sem
aparentes obstáculos, um novo ciclo de acontecimentos que irá arruinar e
remodelar o mundo está prestes a começar…
Opinião:
Em Acácia – Outras Terras, David Anthony
Durham segue a história apresentada no primeiro volume da trilogia – que em
Portugal foi repartido em dois livros: Acácia – Ventos do Norte e Acácia
– Presságios de Inverno.
Já passaram 10 anos desde o fim da guerra contra os Mein que terminou com a vitória dos Akaran. Com a morte em batalha de Aliver, o legítimo herdeiro, o trono do Mundo Conhecido é ocupado por Corinn Akaran. A bela rainha governa com pulso de aço e recusa-se a ser influenciada pelo Conselho do reino. Afinal, Corinn não só quer defender o seu poder como pretende garantir a posição do seu filho, fruto do relacionamento que manteve com o seu captor, como herdeiro legítimo do trono. Para ajudar nesta missão, Corinn é apoiada pelos conhecimentos que adquiriu graças ao livro A Canção de Elenet.
Já passaram 10 anos desde o fim da guerra contra os Mein que terminou com a vitória dos Akaran. Com a morte em batalha de Aliver, o legítimo herdeiro, o trono do Mundo Conhecido é ocupado por Corinn Akaran. A bela rainha governa com pulso de aço e recusa-se a ser influenciada pelo Conselho do reino. Afinal, Corinn não só quer defender o seu poder como pretende garantir a posição do seu filho, fruto do relacionamento que manteve com o seu captor, como herdeiro legítimo do trono. Para ajudar nesta missão, Corinn é apoiada pelos conhecimentos que adquiriu graças ao livro A Canção de Elenet.
Contudo, a restauração da paz não é fácil. A
magia que foi lançada no mundo para terminar com a guerra levou à criação de
estranhos e perigosos seres que colocam em perigo o povo. Como tal, a rainha
incumbe a sua irmã guerreira, Mena, de proceder à aniquilação destes monstros.
Para além do mais, estranhas notícias chegam das desconhecidas e misteriosas
Outras Terras e Corinn envia o seu irmão, Dariel, como emissário do reino. Os
três irmãos são mais uma vez afastados e, cada um, enfrenta desafios próprios
que podem colocar em causa o futuro de Acácia.
Intrigas, aventuras e muitos mistérios fazem com
que esta leitura tenha um ritmo rápido e que o interesse aumente a cada página.
Finalmente é possível conhecer melhor este mundo, muito graças às viagens que
os três irmãos fazem. Desta vez, o leitor acompanha as personagens tanto no
Mundo Conhecido como nas Outras Terras, o que permite vislumbrar e ter noção da
verdadeira dimensão deste universo:
- Com Corinn, é possível analisar melhor a pressão a que um governante é sujeito. Esta personagem ambígua, revela ainda uma nova vertente graças à ligação que demonstra ter com o filho. É impossível ser indiferente a esta mulher forte, que sofre sem o deixar transparecer e que ama incondicionalmente apesar de todos a julgarem ter um coração de pedra. É também através desta rainha que se explora as capacidades deste reino.
- O descontraído Dariel transporta-nos para uma realidade nova. O leitor viaja com este príncipe pelos mares tempestuosos das Encostas Cinzentas até chegar às Outras Terras. Aí, partilha-se algumas das emoções desta personagem, nomeadamente a surpresa com o povo que é encontrado e com a organização social existente.
- Ao perseguir seres monstruosos com Mena, o leitor volta a admirar a perspicácia desta mulher. Guerreira por natureza, é com interesse que a vemos a enfrentar perigos e a criar ligações muito improváveis.
São muitos os perigos que estas personagens
enfrentam, e são diversos os novos inimigos e aliados que surgem ao longo da
narrativa. Apesar de alguns momentos serem previsíveis, esta não deixa de ser
uma leitura interessante. Existem alguns segredos que parecem só serem
desvendados no próximo livro, mas o leitor rapidamente percebe as pistas que o
autor vai dando ao longo da narrativa e consegue perceber como o terrível
comércio entre regiões realmente funciona e com que motivos é realizado.
No final, fica a vontade de pegar logo no próximo
volume, até porque Acácia – Outras Terras corresponde à primeira
metade do segundo volume original. A história é interrompida num momento de
grandes emoções e algumas revelações, o que faz os leitores desejarem
prosseguir a leitura.
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
sábado, 21 de julho de 2012
Opinião: Acácia - Presságios de Inverno (#2)
Autor: David Anthony Durham
Título
Original: Acacia – The
War with the Mein (2007)
Tradução: Maria Correia
Tradução: Maria Correia
ISBN: 9789896373955
Editora: Edições Saída de Emergência (2012)
Editora: Edições Saída de Emergência (2012)
Sinopse:
O cruel assassinato do governador do Reino de Acácia
provocou algumas mudanças no Mundo Conhecido. O povo dos Mein é agora o
detentor do poder e está empenhado em castigas todos os que o têm vindo a prejudicar
desde há muitos anos. Hanish Mein tomou o trono do antigo suserano de Acácia, o
que levou os quatro filhos de do falecido rei Akaran a fugirem. Contudo, a fuga
não corre como tinha sido planeada.
Um violento ataque faz com que nem todos alcancem o destino
escolhido. Aliver é acolhido por um nobre povo guerreiro, Corinn é apanhada
pelos soldados de Mein e volta para Acácia, para junto de Hanish, Mena naufraga
e acaba numa ilha ou é considerada uma deusa e Dariel é acolhido por piratas
.
Todos vão descobrir as suas verdadeiras essências e, apesar
de poderem sentir-se acomodados à nova situação, a verdade é que não podem
fugir às suas raízes. Afinal, Hanish está empenhado em libertar os seus
antepassados e, para tal, precisa do sangue dos príncipes herdeiro.
Opinião:
Segunda metade da tradução do primeiro volume original desta saga, "Acácia - Presságios de Inverno" apresenta novos elementos à trama de David Anthony Durham.
As cenas de ação e o crescimento dos filhos do
rei são pontos fortes que prendem a leitura. É interessante observar o modo
como estas personagens acabam por ser influenciadas pelos ambientes em que
foram inseridas. Todos acabam por se tornarem pessoas muito diferentes do que eram inicialmente, ao mesmo tempo que parecem funcionarem como complementos. Foi bom ver que o autor não procurou uma história fácil, onde existe um bem e um mal definido, sendo fácil entender as motivações das diferentes personagens, independentemente da força pela qual combatem.
Pode surgir uma certa confusão em distinguir
algumas personagens, nomeadamente as que se encontram fora do núcleo de Acácia.
Também é verdade que o mapa apresentado no início ajuda a perceber a mente do
autor, mas existiram certos locais que foram mencionados ao longo da narrativa
que não aparecem assinalados no mesmo, o que faz com que surja alguma
desorientação no acompanhamento das movimentações das personagens.
Os
mistérios apresentados numa primeira fase começam a ser desvendados, muitos
deles num ambiente de grande surpresa. Destaco a apresentação dos Santoth e a sua intervenção na ação. Contudo, surgem novos enigmas a serem descodificados e que fazem ter vontade de conhecer melhor até onde pode ir este novo mundo.
No final, fica a vontade de continuar a
acompanhar a saga, de saber como as personagens se vão continuar a movimentar e
qual o desenvolvimento dos grandes problemas que assolam este mundo. Uma
leitura que inicialmente pode parecer igual a tantas outras, mas que acaba por
surpreender e por marcar.
Outros livros de David Anthony Durham
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