segunda-feira, 31 de outubro de 2016
As personagens mais assustadoras da literatura
Em dia de Halloween, decidi fazer uma lista das personagens que considero mais temíveis e ameaçadoras da literatura. Aqui fica o resultado:
Sauron, da trilogia "O Senhor dos Anéis", de J. R. R. Tolkien
Voldemort, de Harry Potter, de J. K. Rowling
Feiticeira Branca, "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", de C. S. Lewis
Conde Drácula, "Drácula", de Bram Stoker
Big Brother, "1984", de George Orwell
Steerpike, "Gormenghast", de Mervyn Peake
Senhora Coulter, "Trilogia Mundos Paralelos", de Philip Pullman
Espírito do Caos, "Saga Mistborn", de Brandon Sanderson
Monstro, "Frankenstein", de Mary Shelley
Shere Khan, "O Livro da Selva", de Rudyard Kipling
Rainha de Copas, "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll
Hannibal Lecter, "Série Hannibal", de Thomas Harris
E para vocês, quem são as figuras mais assustadoras do mundo dos livros?
domingo, 30 de outubro de 2016
Novidade da Editora Épica para Outubro
As Trevas de Baltar, Henrique Anders
Sinopse: Os antigos doze Reinos há muito colapsaram e as terras eram agora regidas por um novo soberano que decidiu destruir tudo e todos. Movido por vingança e sede de sangue, Baltar rodeou-se de poderosas forças negras e construiu-se a si mesmo. Sem misericórdia, transformou a fé e a esperança em lamentos e descrença e mergulhou o mundo no mais opaco breu.
Porém, os dias e as noites são cheios de segredos e até no meio da escuridão e da secura uma vida pode nascer. Os desígnios dos deuses são misteriosos e Dutsan nasceu com algo especial. Para protegê-lo, a sua família foi obrigada a fugir e ele cresceu no meio dos Canimatas, uma raça conhecida por não gostar de humanos e a quem chamavam de os guardiões de dragões. O jovem Dutsan terá de enfrentar os seus medos e descobrir as suas próprias verdades. Na companhia dos seus amigos estranhos vai embarcar numa aventura que poderá mudar as suas vidas.
Sinopse: Os antigos doze Reinos há muito colapsaram e as terras eram agora regidas por um novo soberano que decidiu destruir tudo e todos. Movido por vingança e sede de sangue, Baltar rodeou-se de poderosas forças negras e construiu-se a si mesmo. Sem misericórdia, transformou a fé e a esperança em lamentos e descrença e mergulhou o mundo no mais opaco breu.
Porém, os dias e as noites são cheios de segredos e até no meio da escuridão e da secura uma vida pode nascer. Os desígnios dos deuses são misteriosos e Dutsan nasceu com algo especial. Para protegê-lo, a sua família foi obrigada a fugir e ele cresceu no meio dos Canimatas, uma raça conhecida por não gostar de humanos e a quem chamavam de os guardiões de dragões. O jovem Dutsan terá de enfrentar os seus medos e descobrir as suas próprias verdades. Na companhia dos seus amigos estranhos vai embarcar numa aventura que poderá mudar as suas vidas.
sábado, 29 de outubro de 2016
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Opinião: Rei dos Espinhos (Trilogia dos Espinhos #2)
Título Original: King of Thorns (2012)
Autor: Mark Lawrence
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789898849502
Editora: TopSeller (2016)
Sinopse:
Será que o anti-herói mais maquiavélico de sempre vai conseguir reunir os recursos e as forças necessárias para enfrentar uma batalha que parece invencível? O Príncipe Jorg Ancrath jurou vingar a morte da mãe e do irmão, brutalmente assassinados quando ele tinha apenas 9 anos. Jorg cresce na ânsia de saciar o seu desejo de vingança e de poder, e, ao fim de quatro anos, cumpre a promessa que fez — mata o assassino, o Conde de Renar, e toma-lhe o trono. Aos 18 anos, Jorg luta agora por manter o seu reino, e prepara-se para enfrentar o inimigo poderoso que avança em direção ao seu castelo. Jorg sempre conquistou os seus objetivos matando, mutilando e destruindo sem hesitar, e agora não pretende vencer a batalha de forma justa, mas sim recorrendo aos mais terríveis segredos.
Opinião:
Depois de ter ficado rendida ao primeiro volume da Trilogia dos Espinhos, Príncipe dos Espinhos (opinião aqui), foi com grande expectativa que iniciei a leitura do segundo livro. Em Rei dos Espinhos, a narrativa apresenta algumas mudanças. Logo no início reparamos que existe um salto temporal de alguns anos, mas, ao mesmo tempo, existe uma outra linha de ação que apresenta acontecimentos anteriores.
Ao existirem das linhas temporais, por vezes senti que estava a acompanhar duas tramas diferentes apesar das personagens serem as mesmas. É que, ao início, parecem ser poucos os pontos que ligam diretamente estes narrativas, sendo que uma acaba por parecer ter uma ação mais rápida e longa e a outra acabar por ficar quase que travada numa batalha que, apesar muito relevante, não desperta tanto interesse imediato. Ao início, parecem existir alguns novos elementos que não fazem grande sentido, mas é curioso verificar que, com o avançar da leitura, tudo vai sendo explicado e que estes acabam por explicar alguns pontos da outra linha de ação.
A leitura provoca interesse, mas não é rápida o fácil. Existem muitos dados novos, alguns que não são logo explicados, que me fizeram ficar com dúvidas sobre alguns aspetos ou a não perceber imediatamente o que estava a acontecer. Isto também surge no que toca aos companheiros de Jorg, uma vez que, num certo ponto, tive dificuldades em diferenciar alguns deles, não só devido ao facto de alguns nomes serem muito semelhantes como também por causa das personalidades que lhes foram concedidas. Porém, mais perto do final, esta sensação quase que desaparece.
Não consigo deixar de ficar impressionada com Jorg, especialmente no que toca ao funcionamento da sua mente no que toca à criação de estratégias. Este protagonista é odioso, sim, mas só se o imaginarmos enquanto alguém real. Ao analisá-lo como personagem, fico impressionada com as várias nuances da sua personalidade e pela forma como ele analisa tudo o que o rodeia e ainda consegue mover os acontecimentos e as pessoas em seu benefício e favor. Existem muitos momentos em que tudo parece perdido e, de repente, Jorg consegue mudar completamente a situação e ainda fazermos acreditar que tal faz sentido e poderia acontecer.
É dado destaque a outras figuras que me chamaram a atenção. Existe um herdeiro que é apresentado como o oposto de Jorg, uma vez que se trata de um homem de honra e de valores nobres. Quando este homem é devidamente apresentado, dei por mim a pensar nos motivos pelos quais não conseguia ficar do seu lado. Talvez isto se deva ao facto de o autor tentar dar-nos a conhecer o lado humano do protagonista, que tem um passado sofredor e ainda consegue apresentar vestígios de compaixão, tal como voltou a ficar demonstrado neste livro. A presença de Katherine também volta a ser relevante para a evolução do protagonista e a mera existência de Sageous é o suficiente para provocar Jorg.
O mundo negro volta a ser uma grande atrativo desta leitura. Não são necessárias descrições longas para a minha mente criar imediatamente cenários lúgubres, tais como castelos frios, escuros e poderosos, apesar do luxo, ou caminhos sem vestígios de vida e com paisagens de ruínas e destruição. Tudo isto sente-se enquanto estamos a acompanhar a história. Desta vez, fiquei impressionada com o cenário de um vulcão, o frenesim e o desespero de uma batalha e a assombração de uma casa.
Percebe-se que Rei dos Espinhos é um livro intermédio, sem início introdutório ou um fim conclusivo. Porém, é um volume relevante não só para o desenvolvimento da trama como para a evolução das personagens. É bom ver que os elementos negros persistem, mas confesso que esperava que a trama me impressionasse mais. Fico agora a aguardar pelo volume final desta trilogia para saber como tudo vai terminar.
Opiniões a outros livros de Mark Lawrence:
Príncipe dos Espinhos (Trilogia dos Espinhos #1)
Autor: Mark Lawrence
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789898849502
Editora: TopSeller (2016)
Sinopse:
Será que o anti-herói mais maquiavélico de sempre vai conseguir reunir os recursos e as forças necessárias para enfrentar uma batalha que parece invencível? O Príncipe Jorg Ancrath jurou vingar a morte da mãe e do irmão, brutalmente assassinados quando ele tinha apenas 9 anos. Jorg cresce na ânsia de saciar o seu desejo de vingança e de poder, e, ao fim de quatro anos, cumpre a promessa que fez — mata o assassino, o Conde de Renar, e toma-lhe o trono. Aos 18 anos, Jorg luta agora por manter o seu reino, e prepara-se para enfrentar o inimigo poderoso que avança em direção ao seu castelo. Jorg sempre conquistou os seus objetivos matando, mutilando e destruindo sem hesitar, e agora não pretende vencer a batalha de forma justa, mas sim recorrendo aos mais terríveis segredos.
Opinião:
Depois de ter ficado rendida ao primeiro volume da Trilogia dos Espinhos, Príncipe dos Espinhos (opinião aqui), foi com grande expectativa que iniciei a leitura do segundo livro. Em Rei dos Espinhos, a narrativa apresenta algumas mudanças. Logo no início reparamos que existe um salto temporal de alguns anos, mas, ao mesmo tempo, existe uma outra linha de ação que apresenta acontecimentos anteriores.
Ao existirem das linhas temporais, por vezes senti que estava a acompanhar duas tramas diferentes apesar das personagens serem as mesmas. É que, ao início, parecem ser poucos os pontos que ligam diretamente estes narrativas, sendo que uma acaba por parecer ter uma ação mais rápida e longa e a outra acabar por ficar quase que travada numa batalha que, apesar muito relevante, não desperta tanto interesse imediato. Ao início, parecem existir alguns novos elementos que não fazem grande sentido, mas é curioso verificar que, com o avançar da leitura, tudo vai sendo explicado e que estes acabam por explicar alguns pontos da outra linha de ação.
A leitura provoca interesse, mas não é rápida o fácil. Existem muitos dados novos, alguns que não são logo explicados, que me fizeram ficar com dúvidas sobre alguns aspetos ou a não perceber imediatamente o que estava a acontecer. Isto também surge no que toca aos companheiros de Jorg, uma vez que, num certo ponto, tive dificuldades em diferenciar alguns deles, não só devido ao facto de alguns nomes serem muito semelhantes como também por causa das personalidades que lhes foram concedidas. Porém, mais perto do final, esta sensação quase que desaparece.
Não consigo deixar de ficar impressionada com Jorg, especialmente no que toca ao funcionamento da sua mente no que toca à criação de estratégias. Este protagonista é odioso, sim, mas só se o imaginarmos enquanto alguém real. Ao analisá-lo como personagem, fico impressionada com as várias nuances da sua personalidade e pela forma como ele analisa tudo o que o rodeia e ainda consegue mover os acontecimentos e as pessoas em seu benefício e favor. Existem muitos momentos em que tudo parece perdido e, de repente, Jorg consegue mudar completamente a situação e ainda fazermos acreditar que tal faz sentido e poderia acontecer.
É dado destaque a outras figuras que me chamaram a atenção. Existe um herdeiro que é apresentado como o oposto de Jorg, uma vez que se trata de um homem de honra e de valores nobres. Quando este homem é devidamente apresentado, dei por mim a pensar nos motivos pelos quais não conseguia ficar do seu lado. Talvez isto se deva ao facto de o autor tentar dar-nos a conhecer o lado humano do protagonista, que tem um passado sofredor e ainda consegue apresentar vestígios de compaixão, tal como voltou a ficar demonstrado neste livro. A presença de Katherine também volta a ser relevante para a evolução do protagonista e a mera existência de Sageous é o suficiente para provocar Jorg.
O mundo negro volta a ser uma grande atrativo desta leitura. Não são necessárias descrições longas para a minha mente criar imediatamente cenários lúgubres, tais como castelos frios, escuros e poderosos, apesar do luxo, ou caminhos sem vestígios de vida e com paisagens de ruínas e destruição. Tudo isto sente-se enquanto estamos a acompanhar a história. Desta vez, fiquei impressionada com o cenário de um vulcão, o frenesim e o desespero de uma batalha e a assombração de uma casa.
Percebe-se que Rei dos Espinhos é um livro intermédio, sem início introdutório ou um fim conclusivo. Porém, é um volume relevante não só para o desenvolvimento da trama como para a evolução das personagens. É bom ver que os elementos negros persistem, mas confesso que esperava que a trama me impressionasse mais. Fico agora a aguardar pelo volume final desta trilogia para saber como tudo vai terminar.
Opiniões a outros livros de Mark Lawrence:
Príncipe dos Espinhos (Trilogia dos Espinhos #1)
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Novidade da Guerra e Paz para Novembro
Indecoroso – O Guia da Dama Vitoriana para o Sexo, Casamento e Conduta, de
Sinopse:
O GUIA DA DAMA VITORIANA PARA O SEXO, CASAMENTO E CONDUTA
No interior deste livro vai encontrar capítulos com títulos tão surpreendentes como estes: «Fazer a corte: como conquistar o coração de um homem sem abrir a boca», «A noite de núpcias, ou um ganso mal afogado» e ainda «O teu útero gordo e preguiçoso precisa de amor». Este não é um livro de mexericos, é uma viagem à vida quotidiana das mulheres na época vitoriana. É uma obra inteligente que espreita pelo buraco da fechadura. E que se vê do lado de lá da porta? Donzelas trituradas por espartilhos, espigas de milho para limpar as vergonhas, púdicas e quietas virgens na noite de núpcias. E quando a ti'Xica descia para lhe fazer uma visita? Um desastre completo! Não chega? Ainda há mais. Camas separadas para evitar a tentação. Cosméticos à base de chumbo. Enfim, um sem número de loucuras inventadas por sisudos doutores, cuja única preocupação era as partes íntimas da pobre mulher vitoriana. Esta foi uma época retratada romântica e sonhadoramente em filmes, livros e séries de televisão. Com este livro, chega-nos uma visão delirante. Leia e descubra se ainda quer ser uma princesinha adorável enrolada em incontáveis folhos? Pense duas vezes.
Disponível a partir de dia 2.
Sinopse:
O GUIA DA DAMA VITORIANA PARA O SEXO, CASAMENTO E CONDUTA
No interior deste livro vai encontrar capítulos com títulos tão surpreendentes como estes: «Fazer a corte: como conquistar o coração de um homem sem abrir a boca», «A noite de núpcias, ou um ganso mal afogado» e ainda «O teu útero gordo e preguiçoso precisa de amor». Este não é um livro de mexericos, é uma viagem à vida quotidiana das mulheres na época vitoriana. É uma obra inteligente que espreita pelo buraco da fechadura. E que se vê do lado de lá da porta? Donzelas trituradas por espartilhos, espigas de milho para limpar as vergonhas, púdicas e quietas virgens na noite de núpcias. E quando a ti'Xica descia para lhe fazer uma visita? Um desastre completo! Não chega? Ainda há mais. Camas separadas para evitar a tentação. Cosméticos à base de chumbo. Enfim, um sem número de loucuras inventadas por sisudos doutores, cuja única preocupação era as partes íntimas da pobre mulher vitoriana. Esta foi uma época retratada romântica e sonhadoramente em filmes, livros e séries de televisão. Com este livro, chega-nos uma visão delirante. Leia e descubra se ainda quer ser uma princesinha adorável enrolada em incontáveis folhos? Pense duas vezes.
Disponível a partir de dia 2.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Opinião: A Rapariga do Calendário - Outubro, Novembro, Dezembro (#4)
Título Original: Calendar Girl (2015)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578404
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
Mia Saunders, a Rapariga do Calendário, percorreu um longo caminho. Termina a jornada de um ano em Hollywood, Nova Iorque e Aspen. Em Outubro, Mia começa a sua nova vida a trabalhar num programa de TV matutino em que faz uma rúbrica a respeito de viver em beleza. O seu homem lida com as sequelas do cativeiro, e juntos encontram maneira de fazer face a todas as tormentas. A seguir, Mia viaja até Nova Iorque para gravar um programa sobre as razões que as pessoas têm para dar graças. Todos os sonhos se estão a realizar... excepto um. Finalmente, em Dezembro, a nossa menina dá por si no País das Maravilhas invernal, Aspen, no Colorado, para filmar uma rúbrica sobre artistas locais. Só que as circunstâncias são muito peculiares. Prepare-se para uma surpresa quando a jornada de Mia se funde no fim que todos esperam.
Opinião:
O ano chegou ao fim. Foi com muita curiosidade que peguei no último livro da série "A Rapariga do Calendário". Depois de ter acompanhado Mia desde um início de ano atribulado e de ter assistido às muitas reviravoltas da sua vida, queria muito descobrir o que mais Audrey Carlan guardava para esta protagonista. Nestes derradeiros três meses, é então possível assistir ao conciliar de relações, à tomada de decisões importantes e à resolução de questões que aguçavam a curiosidade.
Em Outubro, Mia abraça uma nova oportunidade. É curioso ver de que forma ela conseguiu evoluir e como tudo o que fez nos meses anteriores a levaram a uma nova experiência profissional na qual se sente tão bem. Contudo, o mais interessante neste mês acaba mesmo por ser o trauma de Wes e a aprendizagem de Mia em ceder em certas questões menos relevantes para o bem do casal. Apesar disso, a nova profissão da protagonista, apesar de parecer assentar-lhe que nem uma luva, também surge de forma um pouco forçada e fez-me ter dificuldade em entender tudo o sucesso que lhe é atribuído.
O mês seguinte começa a fazer lembrar aqueles programas especiais de uma época festiva. O tema é a Ação de Graças, e, através de testemunhos de desconhecidos, Mia percebe que tem de ser grata a tudo de bom o que lhe aconteceu na vida. Novembro funciona um pouco como um mês de introspecção, no qual a nossa heroína analisa o seu percurso e percebe que tudo o que viveu a permitiu chegar a um ponto de grande felicidade. Até uma questão que tanto a afligia parece finalmente estar a resolver-se e tudo parece estar a caminha para um final feliz.
É então que chega Dezembro e com este mês surge também o último obstáculo que Mia tem de enfrentar para a história chegar ao desfecho que todos desejamos. Confesso que já há muito me perguntava se a autora iria tornar este elemento perturbador mais presente, e fiquei satisfeita por ver que sim. A justificação dada para tudo o que aconteceu faz sentido e gostei da forma como a protagonista reagiu. Afinal, ela é humana e mostra que perdoar, apesar de possível, nem sempre é fácil.
A conclusão da saga é aquela que sempre imaginei. E apesar de ser algo que se estava à espera, é também o desfecho que faz sentido. A autora mostra que é possível superar qualquer situação, por mais complicada que seja, desde que estejamos rodeados de pessoas que nos querem bem e nos amam. Ao mesmo tempo, faz-nos pensar que nem sempre nos podemos responsabilizar pelos erros dos outros. Tudo isto dentro de uma trama leve, divertida, sensual e agradável de acompanhar.
Gostei desta saga. A trama pode ser evidente e previsível, e alguns momentos conseguem mesmo ser um pouco constrangedores, a fazer lembrar novelas forçadas. mas também é verdade que se trata de uma leitura divertida e leve que aborda temas como a superação pessoal e que ainda apresenta uma história de amor, tanto romântico como pessoal.
Outras opiniões a livros de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro, Março (#1)
A Rapariga do Calendário - Abril, Maio, Junho (#2)
A Rapariga do Calendário - Julho Agosto, Setembro (#3)
Autor: Audrey Carlan
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896578404
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
Mia Saunders, a Rapariga do Calendário, percorreu um longo caminho. Termina a jornada de um ano em Hollywood, Nova Iorque e Aspen. Em Outubro, Mia começa a sua nova vida a trabalhar num programa de TV matutino em que faz uma rúbrica a respeito de viver em beleza. O seu homem lida com as sequelas do cativeiro, e juntos encontram maneira de fazer face a todas as tormentas. A seguir, Mia viaja até Nova Iorque para gravar um programa sobre as razões que as pessoas têm para dar graças. Todos os sonhos se estão a realizar... excepto um. Finalmente, em Dezembro, a nossa menina dá por si no País das Maravilhas invernal, Aspen, no Colorado, para filmar uma rúbrica sobre artistas locais. Só que as circunstâncias são muito peculiares. Prepare-se para uma surpresa quando a jornada de Mia se funde no fim que todos esperam.
Opinião:
O ano chegou ao fim. Foi com muita curiosidade que peguei no último livro da série "A Rapariga do Calendário". Depois de ter acompanhado Mia desde um início de ano atribulado e de ter assistido às muitas reviravoltas da sua vida, queria muito descobrir o que mais Audrey Carlan guardava para esta protagonista. Nestes derradeiros três meses, é então possível assistir ao conciliar de relações, à tomada de decisões importantes e à resolução de questões que aguçavam a curiosidade.
Em Outubro, Mia abraça uma nova oportunidade. É curioso ver de que forma ela conseguiu evoluir e como tudo o que fez nos meses anteriores a levaram a uma nova experiência profissional na qual se sente tão bem. Contudo, o mais interessante neste mês acaba mesmo por ser o trauma de Wes e a aprendizagem de Mia em ceder em certas questões menos relevantes para o bem do casal. Apesar disso, a nova profissão da protagonista, apesar de parecer assentar-lhe que nem uma luva, também surge de forma um pouco forçada e fez-me ter dificuldade em entender tudo o sucesso que lhe é atribuído.
O mês seguinte começa a fazer lembrar aqueles programas especiais de uma época festiva. O tema é a Ação de Graças, e, através de testemunhos de desconhecidos, Mia percebe que tem de ser grata a tudo de bom o que lhe aconteceu na vida. Novembro funciona um pouco como um mês de introspecção, no qual a nossa heroína analisa o seu percurso e percebe que tudo o que viveu a permitiu chegar a um ponto de grande felicidade. Até uma questão que tanto a afligia parece finalmente estar a resolver-se e tudo parece estar a caminha para um final feliz.
É então que chega Dezembro e com este mês surge também o último obstáculo que Mia tem de enfrentar para a história chegar ao desfecho que todos desejamos. Confesso que já há muito me perguntava se a autora iria tornar este elemento perturbador mais presente, e fiquei satisfeita por ver que sim. A justificação dada para tudo o que aconteceu faz sentido e gostei da forma como a protagonista reagiu. Afinal, ela é humana e mostra que perdoar, apesar de possível, nem sempre é fácil.
A conclusão da saga é aquela que sempre imaginei. E apesar de ser algo que se estava à espera, é também o desfecho que faz sentido. A autora mostra que é possível superar qualquer situação, por mais complicada que seja, desde que estejamos rodeados de pessoas que nos querem bem e nos amam. Ao mesmo tempo, faz-nos pensar que nem sempre nos podemos responsabilizar pelos erros dos outros. Tudo isto dentro de uma trama leve, divertida, sensual e agradável de acompanhar.
Gostei desta saga. A trama pode ser evidente e previsível, e alguns momentos conseguem mesmo ser um pouco constrangedores, a fazer lembrar novelas forçadas. mas também é verdade que se trata de uma leitura divertida e leve que aborda temas como a superação pessoal e que ainda apresenta uma história de amor, tanto romântico como pessoal.
Outras opiniões a livros de Audrey Carlan:
A Rapariga do Calendário - Janeiro, Fevereiro, Março (#1)
A Rapariga do Calendário - Abril, Maio, Junho (#2)
A Rapariga do Calendário - Julho Agosto, Setembro (#3)
Passatempo: "Maligna"
Aqui está o novo passatempo do blogue! Está em sorteio um exemplar de Maligna, de Joanne Harris.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 31 de Outubro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
PASSATEMPO TERMINADO!
Notas:
- Este passatempo é realizado sem parceria;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 31 de Outubro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
PASSATEMPO TERMINADO!
Notas:
- Este passatempo é realizado sem parceria;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Opinião: Legado nos Ossos (Trilogia do Baztán #2)
Título Original: Legado en los huesos (2013)
Autor: Dolores Redondo
Tradução: Ana Maria Pinto da Silva
ISBN: 978989657756
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
O julgamento do padrasto da jovem Johana Márquez está prestes a começar. A ele assiste uma grávida Amaia Salazar, a inspectora da Policía Foral que há um ano resolveu os crimes do denominado Basajaun, que semearam de terror o vale do Baztán. Amaia também reuniu as provas incriminadoras contra Jasón Medina, que imitando o modus operandi do Basajaun assassinou, violou e mutilou Johana, a filha adolescente da mulher. De repente, o juiz anuncia que o julgamento será cancelado: o réu acaba de se suicidar na casa de banho do tribunal. Face à expectativa e à irritação que a notícia provoca entre a assistência, Amaia é chamada pela polícia: o réu deixou um bilhete de suicídio dirigido à inspectora, um bilhete que contém uma mensagem concisa e inquietante: Tarttalo. Essa única palavra que remete para a personagem fabulosa do imaginário popular basco desvendará uma trama terrífica que envolve a inspectora até culminar num trepidante desfecho.
Opinião:
Ao pegar no segundo volume da Trilogia do Baztán, já esperava encontrar a junção entre thriller e misticismo que encontrei em O Guardião Invisível. Porém, foi com surpresa que reparei que o crime que move toda esta narrativa não é algo completamente novo, mas sim algo que está relacionado com o livro anterior. Desta forma, percebe-se que Dolores Redondo pensou muito bem nestes livros antes de os escrever, além de que esta ligação entre tramas faz com que tudo parece natural e até real.
Desta vez senti maior empatia por Amaia. A protagonista está a dar os primeiros passos na maternidade e, como tal, foi com interesse que observei a forma como tenta conciliar esta nova vida familiar com uma profissão tão exigente. Compreendi as suas dúvidas, os seus receios, a vontade de querer fazer tudo e a frustração de não conseguir cumprir. Além disso, achei interessante que a autora tivesse ainda explorado a relação de Amaia com James para mostrar como um romance pode tão facilmente perder-se quando não é cultivado.
James voltou a não me deixar encantada, mas já a tia e as irmãs de Amaia sempre me pareceram reais e bem conseguidas. Confesso que tenho alguma dificuldade em distinguir a maior parte dos agentes que trabalham com a protagonista, não sei se por causa do seu número, dos seus nomes ou por não conseguir encontrar algo que realmente os individualize. Gostei do foco que foi dado ao juiz Markina, não tanto por ele mas por aquilo que representa.
Os crimes e a forma como estavam ligados era um grande atrativo e estavam muito bem conseguidos. Durante muito tempo não consegui perceber de que forma tudo poderia estar ligado, e fiquei até assustada com as coincidências que iam acontecendo. Mais para o fim, comecei a entender onde poderia estar a origem de tudo, mas mesmo assim só entendi o que realmente se passava ao mesmo tempo que Amaia. As últimas páginas são de cortar as respiração e conseguem explicar todos os pontos muito bem.
Desta vez, o misticismo sugeria algo maior, mas acabou por estar mais ligado à superstição. Gosto muito desta componente e acredito que foi utilizada na medida certa. Quem é mais cético pode não apreciar muito este lado da trama, mas, a mim, é algo que me atrai e que, a meus olhos, faz com que esta trilogia se destaque. Dentro deste campo, destaco a tia e a mãe de Amaia, sendo que uma representa uma proteção familiar e calorosa e a outra um perigo e uma sensação de terror de fazer arrepiar. Fico, apenas, com algumas dúvidas em relação a um certo conceito de mal que surgiu.
Terminada a leitura, fica uma sensação de satisfação. Estive perante uma boa história, que me conseguiu levar para um ambiente de disparidades e muitos mistérios e que conseguiu aprofundar uma história familiar que pode ainda ter muito para contar. Quero muito ler o último volume desta trilogia, Oferenda à Tempestade, para verificar que novas surpresas Dolores Redondo guarda para os seus leitores.
Outras opiniões a livros de Dolores Redondo:
O Guardião Invisível (Trilogia do Baztán #1)
Autor: Dolores Redondo
Tradução: Ana Maria Pinto da Silva
ISBN: 978989657756
Editora: Planeta (2016)
Sinopse:
O julgamento do padrasto da jovem Johana Márquez está prestes a começar. A ele assiste uma grávida Amaia Salazar, a inspectora da Policía Foral que há um ano resolveu os crimes do denominado Basajaun, que semearam de terror o vale do Baztán. Amaia também reuniu as provas incriminadoras contra Jasón Medina, que imitando o modus operandi do Basajaun assassinou, violou e mutilou Johana, a filha adolescente da mulher. De repente, o juiz anuncia que o julgamento será cancelado: o réu acaba de se suicidar na casa de banho do tribunal. Face à expectativa e à irritação que a notícia provoca entre a assistência, Amaia é chamada pela polícia: o réu deixou um bilhete de suicídio dirigido à inspectora, um bilhete que contém uma mensagem concisa e inquietante: Tarttalo. Essa única palavra que remete para a personagem fabulosa do imaginário popular basco desvendará uma trama terrífica que envolve a inspectora até culminar num trepidante desfecho.
Opinião:
Ao pegar no segundo volume da Trilogia do Baztán, já esperava encontrar a junção entre thriller e misticismo que encontrei em O Guardião Invisível. Porém, foi com surpresa que reparei que o crime que move toda esta narrativa não é algo completamente novo, mas sim algo que está relacionado com o livro anterior. Desta forma, percebe-se que Dolores Redondo pensou muito bem nestes livros antes de os escrever, além de que esta ligação entre tramas faz com que tudo parece natural e até real.
Desta vez senti maior empatia por Amaia. A protagonista está a dar os primeiros passos na maternidade e, como tal, foi com interesse que observei a forma como tenta conciliar esta nova vida familiar com uma profissão tão exigente. Compreendi as suas dúvidas, os seus receios, a vontade de querer fazer tudo e a frustração de não conseguir cumprir. Além disso, achei interessante que a autora tivesse ainda explorado a relação de Amaia com James para mostrar como um romance pode tão facilmente perder-se quando não é cultivado.
James voltou a não me deixar encantada, mas já a tia e as irmãs de Amaia sempre me pareceram reais e bem conseguidas. Confesso que tenho alguma dificuldade em distinguir a maior parte dos agentes que trabalham com a protagonista, não sei se por causa do seu número, dos seus nomes ou por não conseguir encontrar algo que realmente os individualize. Gostei do foco que foi dado ao juiz Markina, não tanto por ele mas por aquilo que representa.
Os crimes e a forma como estavam ligados era um grande atrativo e estavam muito bem conseguidos. Durante muito tempo não consegui perceber de que forma tudo poderia estar ligado, e fiquei até assustada com as coincidências que iam acontecendo. Mais para o fim, comecei a entender onde poderia estar a origem de tudo, mas mesmo assim só entendi o que realmente se passava ao mesmo tempo que Amaia. As últimas páginas são de cortar as respiração e conseguem explicar todos os pontos muito bem.
Desta vez, o misticismo sugeria algo maior, mas acabou por estar mais ligado à superstição. Gosto muito desta componente e acredito que foi utilizada na medida certa. Quem é mais cético pode não apreciar muito este lado da trama, mas, a mim, é algo que me atrai e que, a meus olhos, faz com que esta trilogia se destaque. Dentro deste campo, destaco a tia e a mãe de Amaia, sendo que uma representa uma proteção familiar e calorosa e a outra um perigo e uma sensação de terror de fazer arrepiar. Fico, apenas, com algumas dúvidas em relação a um certo conceito de mal que surgiu.
Terminada a leitura, fica uma sensação de satisfação. Estive perante uma boa história, que me conseguiu levar para um ambiente de disparidades e muitos mistérios e que conseguiu aprofundar uma história familiar que pode ainda ter muito para contar. Quero muito ler o último volume desta trilogia, Oferenda à Tempestade, para verificar que novas surpresas Dolores Redondo guarda para os seus leitores.
Outras opiniões a livros de Dolores Redondo:
O Guardião Invisível (Trilogia do Baztán #1)
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Bob Dylan vence Prémio Nobel da Literatura 2016
O Prémio Nobel de Literatura foi anunciado hoje pela Real Academia Sueca, em Estocolmo. O galardoado deste ano é Bobo Dylan.
O músico é distinguido "por ter criado novas expressões poéticas através da grande tradição musical norte-americana".
O músico é distinguido "por ter criado novas expressões poéticas através da grande tradição musical norte-americana".
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Opinião: Cartas por um Sonho
Título Original: El invierno que tomamos cartas en el asunto (2015)
Autor: Ángeles Doñate
Tradução: São Amaral
ISBN: 9789896651015
Editora: Suma de Letras (2016)
Sinopse:
O Inverno chega a Porvenir e traz com ele uma má notícia: a estação de correios vai fechar e o pessoal vai ser transferido para a cidade. Quem precisa de um carteiro num mundo onde já não se escrevem cartas? Cartas Por Um Sonho é um livro comovente, encantador e cheio de ternura, onde, através da corrente de cartas, vão desfilando personagens do nosso quotidiano, todas elas com os seus sonhos, a sua história, mais ou menos triste, as suas frustrações.
Opinião:
Há histórias que são verdadeiras cartas de amor. Curiosamente, Ángeles Doñate decidiu escrever a sua... às próprias cartas. Como tal, Cartas por um Sonho acaba por ser uma homenagem a este meio de comunicação, mas sobretudo à complexidade das relações humanas. A autora prova que todos estamos ligados, mesmo que, numa primeira análise, pareça que não exista nada que nos una para além da condição humana. Afinal, somos mais do que aquilo que mostramos e, assim que algumas barreiras caem por terra, somos capazes de aceitar outras vivências e pessoas na nossa vida.
No início da leitura, deparei-me com uma pequena vila comum a tantas outras: um lugar de onde os jovens saem, onde os mais velhos ficam, onde as casas começam a ser abandonas e onde os serviços desaparecem aos poucos e poucos. Porém, é amoroso ver como uma simples decisão e atitude faz com que este declínio evidente comece a retroceder. Uma cadeia de cartas enviadas por um remetente anónimo leva os habitantes deste local a unirem-se e a juntos lutarem por um objetivo comum. Ao mesmo tempo, é curioso ver que encontram novos objectivos e são desafiados a travarem novas relações.
Este livro tem um leque de personagens composto, mas apenas Sara e Rosa despertaram a minha empatia. Consegui entender a carteira que pensa que pensa ser demasiado velha para lutar pela felicidade e ainda a mulher idosa que não consegue esquecer o golpe duro com o qual magoou uma amiga. Porém, as outras figuras pareceram demasiado superficiais e desinteressantes.
As cartas que enchem estas páginas têm conteúdos bastante diferentes, mas todas revelam uma meta em comum: ajudar a carteira da aldeia a manter o seu posto de trabalho. Porém, ao mesmo tempo que estas cartas são escritas, os seus remetentes acabam por abrir o coração e fazerem confidências que acabam por tocar os destinatários. Quer seja através de uma revelação do passado ou uma simples receita, estes manuscritos marcam de maneiras diferentes e estimulam a partilha entre esta comunidade.
Existem momentos ternurentos ao longo desta leitura. Porém, também é verdade que muitas fases da trama são pouco atrativas. Isto acontece pela noção de repetição das mesmas ideias e também pela divagação excessiva. Infelizmente, tudo isto fez com que não me sentisse particularmente agarrada à história. Como tal, o ritmo desta leitura não é coerente, dependendo da fase da trama que estamos a atravessar. O final é o esperado, não guardando qualquer surpresa.
Cartas por um Sonho apresenta uma bonita lição de humanidade, mas carece de uma força maior que cative. Contudo, não deixa de ser um livro que tem passagens bonitas e bem conseguidas, para além de que é importante realçar o facto de fazer pensar sobre o facto de estarmos cada vez mas fechados num mundo com imensas possibilidades de comunicar.
Autor: Ángeles Doñate
Tradução: São Amaral
ISBN: 9789896651015
Editora: Suma de Letras (2016)
Sinopse:
O Inverno chega a Porvenir e traz com ele uma má notícia: a estação de correios vai fechar e o pessoal vai ser transferido para a cidade. Quem precisa de um carteiro num mundo onde já não se escrevem cartas? Cartas Por Um Sonho é um livro comovente, encantador e cheio de ternura, onde, através da corrente de cartas, vão desfilando personagens do nosso quotidiano, todas elas com os seus sonhos, a sua história, mais ou menos triste, as suas frustrações.
Opinião:
Há histórias que são verdadeiras cartas de amor. Curiosamente, Ángeles Doñate decidiu escrever a sua... às próprias cartas. Como tal, Cartas por um Sonho acaba por ser uma homenagem a este meio de comunicação, mas sobretudo à complexidade das relações humanas. A autora prova que todos estamos ligados, mesmo que, numa primeira análise, pareça que não exista nada que nos una para além da condição humana. Afinal, somos mais do que aquilo que mostramos e, assim que algumas barreiras caem por terra, somos capazes de aceitar outras vivências e pessoas na nossa vida.
No início da leitura, deparei-me com uma pequena vila comum a tantas outras: um lugar de onde os jovens saem, onde os mais velhos ficam, onde as casas começam a ser abandonas e onde os serviços desaparecem aos poucos e poucos. Porém, é amoroso ver como uma simples decisão e atitude faz com que este declínio evidente comece a retroceder. Uma cadeia de cartas enviadas por um remetente anónimo leva os habitantes deste local a unirem-se e a juntos lutarem por um objetivo comum. Ao mesmo tempo, é curioso ver que encontram novos objectivos e são desafiados a travarem novas relações.
Este livro tem um leque de personagens composto, mas apenas Sara e Rosa despertaram a minha empatia. Consegui entender a carteira que pensa que pensa ser demasiado velha para lutar pela felicidade e ainda a mulher idosa que não consegue esquecer o golpe duro com o qual magoou uma amiga. Porém, as outras figuras pareceram demasiado superficiais e desinteressantes.
As cartas que enchem estas páginas têm conteúdos bastante diferentes, mas todas revelam uma meta em comum: ajudar a carteira da aldeia a manter o seu posto de trabalho. Porém, ao mesmo tempo que estas cartas são escritas, os seus remetentes acabam por abrir o coração e fazerem confidências que acabam por tocar os destinatários. Quer seja através de uma revelação do passado ou uma simples receita, estes manuscritos marcam de maneiras diferentes e estimulam a partilha entre esta comunidade.
Existem momentos ternurentos ao longo desta leitura. Porém, também é verdade que muitas fases da trama são pouco atrativas. Isto acontece pela noção de repetição das mesmas ideias e também pela divagação excessiva. Infelizmente, tudo isto fez com que não me sentisse particularmente agarrada à história. Como tal, o ritmo desta leitura não é coerente, dependendo da fase da trama que estamos a atravessar. O final é o esperado, não guardando qualquer surpresa.
Cartas por um Sonho apresenta uma bonita lição de humanidade, mas carece de uma força maior que cative. Contudo, não deixa de ser um livro que tem passagens bonitas e bem conseguidas, para além de que é importante realçar o facto de fazer pensar sobre o facto de estarmos cada vez mas fechados num mundo com imensas possibilidades de comunicar.
Novidades da Planeta para Novembro
Lady Midnight - Os Artifícios Negros, de Cassandra Clare
Sinopse: Paixão, determinação e criaturas diabólicas, nesta nova e tão aguardada trilogia de Cassandra Clare. Os Caçadores de Sombras de Los Angeles voltam com novas aventuras. Passaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção. Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.
Nas livrarias a partir de dia 2.
Sinopse: Paixão, determinação e criaturas diabólicas, nesta nova e tão aguardada trilogia de Cassandra Clare. Os Caçadores de Sombras de Los Angeles voltam com novas aventuras. Passaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção. Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.
Nas livrarias a partir de dia 2.
Novidades da Suma de Letras para Outubro
Matéria Escura, de Blake Crouch
Sinopse Será que aquilo que vemos é realmente real?
Matéria Escura tem um argumento brilhante. Uma história ao mesmo tempo abrangente e íntima, estranhamente excitante e profundamente humana. Um thriller surpreendente sobre escolhas, caminhos não seguidos e até onde somos capazes de chegar para conseguirmos a vida com que sonhamos.
O Crente, de Joakim Zander
Sinopse: Yasmine Ajam deixou para trás o seu problemático bairro de Estocolmo por uma carreira ascendente em Nova York. Até que recebe a notícia de que os motins agitando os subúrbios da sua cidade podem ter conexão com o desaparecimento de seu irmão Fadi, que foi dado por morto ao lutar ao lado do Estado islâmicona Síria.
Sinopse Será que aquilo que vemos é realmente real?
Matéria Escura tem um argumento brilhante. Uma história ao mesmo tempo abrangente e íntima, estranhamente excitante e profundamente humana. Um thriller surpreendente sobre escolhas, caminhos não seguidos e até onde somos capazes de chegar para conseguirmos a vida com que sonhamos.
O Crente, de Joakim ZanderSinopse: Yasmine Ajam deixou para trás o seu problemático bairro de Estocolmo por uma carreira ascendente em Nova York. Até que recebe a notícia de que os motins agitando os subúrbios da sua cidade podem ter conexão com o desaparecimento de seu irmão Fadi, que foi dado por morto ao lutar ao lado do Estado islâmicona Síria.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Já descobriram qual é o vosso Patronus? O meu é igual ao do Eddie Redmayne!
Fãs de Harry Potter, já descobriram qual é o vosso Patronus? Isto agora é possível através do site Pottermore, onde ainda podem descobrir em que casa de Hogwarts e de Ilvermorny deveriam ficar e ainda qual a varinha certa segundo o vosso perfil.
Pois Eddie Redmayne, o protagonista do filme "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los", com estreia marcada para 17 de novembro, fez o teste. Ora vejam aqui no vídeo!
O resultado do ator foi o mesmo que o meu. E o vocês, já descobriram o vosso Patronus? Qual é?
Pois Eddie Redmayne, o protagonista do filme "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los", com estreia marcada para 17 de novembro, fez o teste. Ora vejam aqui no vídeo!
O resultado do ator foi o mesmo que o meu. E o vocês, já descobriram o vosso Patronus? Qual é?
Opinião: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August
Título Original: The First Fifteen Lives of Harry August (2014)
Autor: Claire North
Tradução: Casimiro da Piedade
ISBN: 9789896376673
Editora: Edições Saída de Emergência (2016)
Sinopse:
Harry August não é um homem normal. Porque os homens normais, quando a morte chega, não regressam novamente ao dia em que nasceram, para voltarem a viver a mesma vida mas mantendo todo o conhecimento das vidas anteriores. Não interessa que feitos alcança, decisões toma ou erros comete, Harry já sabe que quando morrer irá tudo voltar ao início. Mas se este acumular de experiências e conhecimento podem fazer dele um quase semideus, algo continua a atormentar Harry: qual a origem do seu dom e será que há mais pessoas como ele? A resposta para ambas as perguntas parece chegar aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se. Esta é a história do que Harry faz a seguir, do que fez anteriormente, e ainda de como tenta salvar um passado que não consegue mudar e um futuro que não pode deixar que aconteça.
Opinião:
Há livros que nos fazem pensar sobre certas ideias de uma forma completamente diferente. Sempre me interroguei sobre o que faria se pudesse voltar a viver esta mesma vida tendo o conhecimento adquirido até ao momento da regressão. As Primeiras Quinze Vidas de Harry August pega neste conceito e revelou-me hipóteses que ainda não tinha colocado. Ao mesmo tempo, apresentou-me uma história intrigante, com um desenvolvimento envolvente e um final que me deixou muito satisfeita.
O protagonista não me agradou imediatamente, mas a sua história acabou por me cativar aos poucos e poucos. Gostei da sua evolução e da forma como ele encarou esta condição excecional. É curioso que a primeira vida tenha sido tão diferente de todas as outras. Fez-me pensar se terá sido assim devido ao conhecimento mais limitado que tinha ou se nós realmente temos maior tendência de nos agarrarmos ao que nos é confortável e não somos capazes de arriscar mais ou desenvolver as nossas capacidades. As catorze vidas que se seguem e que nos são apresentadas são distintas e umas chamam mais a atenção do que outras, como seria de esperar.
Numa primeira fase, a autora mostra como este homem encara esta capacidade que o difere da grande maioria da população. Depois, insere-o dentro de um pequeno grupo e fá-lo sentir-se menos sozinho. Só depois surge, ainda que de forma lenta, a parte da trama que funciona como motor para algo maior e mais emocionante. Neste momento, fui levada a interrogar-me sobre o futuro e sobre como certas decisões e ações o podem mudar por completo. Aqui a história ganha maior força, primeiro porque quis ver até onde a autora vai, depois porque fiquei impressionada com o plano que começou a ser colocado em prática.
O início da leitura não é propriamente simples, afinal a habituação aos saltos entre vidas pode não ser fácil, mas, com o desenrolar da narrativa, isto torna-se mais natural para o leitor. Também existem momentos longos de reflexão e de descrições, o que tanto pode gerar interesse como até algum aborrecimento, dependendo do tema abordado no momento. Porém, já na parte final, a leitura torna-se mais compulsiva, até que se chega a um final que, apesar de já ter sido adivinhado, não deixa de ser forte e trazer um sorriso aos lábios.
Terminada a leitura, cheguei à conclusão que, afinal, não gostava de ter esta capacidade de Harry August. Viver no mesmo espaço temporal vezes sem conta, não ser capaz de deter crimes e atrocidades, ver pessoas que amámos noutras vidas a tornarem-se completos estranhos e perceber que os nossos esforços são de pouco valor tornam esta existência prolongada quase como prisão sufocante. E a autora tenta mostrar isso mesmo ao levar muitas das suas personagens a optarem pelo Esquecimento.
As Primeiras Quinze Vidas de Harry August é um livro diferente de tudo o que li até aqui, que aborda de forma excecional um conceito muito interessante. Ao mesmo tempo, faz-nos pensar sobre diferentes temas inerentes à vida e ainda sobre o que estamos a fazer com a nossa própria existência, tendo em conta que não sabemos quando ela vai terminar. Uma leitura que recomendo.
Autor: Claire North
Tradução: Casimiro da Piedade
ISBN: 9789896376673
Editora: Edições Saída de Emergência (2016)
Sinopse:
Harry August não é um homem normal. Porque os homens normais, quando a morte chega, não regressam novamente ao dia em que nasceram, para voltarem a viver a mesma vida mas mantendo todo o conhecimento das vidas anteriores. Não interessa que feitos alcança, decisões toma ou erros comete, Harry já sabe que quando morrer irá tudo voltar ao início. Mas se este acumular de experiências e conhecimento podem fazer dele um quase semideus, algo continua a atormentar Harry: qual a origem do seu dom e será que há mais pessoas como ele? A resposta para ambas as perguntas parece chegar aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se. Esta é a história do que Harry faz a seguir, do que fez anteriormente, e ainda de como tenta salvar um passado que não consegue mudar e um futuro que não pode deixar que aconteça.
Opinião:
Há livros que nos fazem pensar sobre certas ideias de uma forma completamente diferente. Sempre me interroguei sobre o que faria se pudesse voltar a viver esta mesma vida tendo o conhecimento adquirido até ao momento da regressão. As Primeiras Quinze Vidas de Harry August pega neste conceito e revelou-me hipóteses que ainda não tinha colocado. Ao mesmo tempo, apresentou-me uma história intrigante, com um desenvolvimento envolvente e um final que me deixou muito satisfeita.
O protagonista não me agradou imediatamente, mas a sua história acabou por me cativar aos poucos e poucos. Gostei da sua evolução e da forma como ele encarou esta condição excecional. É curioso que a primeira vida tenha sido tão diferente de todas as outras. Fez-me pensar se terá sido assim devido ao conhecimento mais limitado que tinha ou se nós realmente temos maior tendência de nos agarrarmos ao que nos é confortável e não somos capazes de arriscar mais ou desenvolver as nossas capacidades. As catorze vidas que se seguem e que nos são apresentadas são distintas e umas chamam mais a atenção do que outras, como seria de esperar.
Numa primeira fase, a autora mostra como este homem encara esta capacidade que o difere da grande maioria da população. Depois, insere-o dentro de um pequeno grupo e fá-lo sentir-se menos sozinho. Só depois surge, ainda que de forma lenta, a parte da trama que funciona como motor para algo maior e mais emocionante. Neste momento, fui levada a interrogar-me sobre o futuro e sobre como certas decisões e ações o podem mudar por completo. Aqui a história ganha maior força, primeiro porque quis ver até onde a autora vai, depois porque fiquei impressionada com o plano que começou a ser colocado em prática.
O início da leitura não é propriamente simples, afinal a habituação aos saltos entre vidas pode não ser fácil, mas, com o desenrolar da narrativa, isto torna-se mais natural para o leitor. Também existem momentos longos de reflexão e de descrições, o que tanto pode gerar interesse como até algum aborrecimento, dependendo do tema abordado no momento. Porém, já na parte final, a leitura torna-se mais compulsiva, até que se chega a um final que, apesar de já ter sido adivinhado, não deixa de ser forte e trazer um sorriso aos lábios.
Terminada a leitura, cheguei à conclusão que, afinal, não gostava de ter esta capacidade de Harry August. Viver no mesmo espaço temporal vezes sem conta, não ser capaz de deter crimes e atrocidades, ver pessoas que amámos noutras vidas a tornarem-se completos estranhos e perceber que os nossos esforços são de pouco valor tornam esta existência prolongada quase como prisão sufocante. E a autora tenta mostrar isso mesmo ao levar muitas das suas personagens a optarem pelo Esquecimento.
As Primeiras Quinze Vidas de Harry August é um livro diferente de tudo o que li até aqui, que aborda de forma excecional um conceito muito interessante. Ao mesmo tempo, faz-nos pensar sobre diferentes temas inerentes à vida e ainda sobre o que estamos a fazer com a nossa própria existência, tendo em conta que não sabemos quando ela vai terminar. Uma leitura que recomendo.
sábado, 8 de outubro de 2016
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Comprar o livro pela capa #92: "O Último Desejo"/"O Terceiro Desejo"
A capa está diferente, mas não foi apenas isso que mudou. A editora que o publica e o título também não são os mesmos. Fique a conhecer as duas imagens do primeiro livro da saga "The Witcher", de Andrzej Sapkows.
Em 2011, a Editorial Presença deu-lhe o título O Último Desejo. A capa pretendia dar a ideia de um livro antigo, onde os castanhos, cinzentos e beges tinham lugar de destaque e o título surgiam num tamanho superior ao do nome do autor.
A Saída de Emergência volta a apostar nesta publicação em 2016. Desta vez, o título é O Terceiro Desejo, e a capa mostra uma figura humana com os mesmos traços do protagonista. Desta vez, o nome do autor surge num tamanho superior ao do título.
Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem?
OPINIÃO A ESTE LIVRO AQUI.
Em 2011, a Editorial Presença deu-lhe o título O Último Desejo. A capa pretendia dar a ideia de um livro antigo, onde os castanhos, cinzentos e beges tinham lugar de destaque e o título surgiam num tamanho superior ao do nome do autor.
A Saída de Emergência volta a apostar nesta publicação em 2016. Desta vez, o título é O Terceiro Desejo, e a capa mostra uma figura humana com os mesmos traços do protagonista. Desta vez, o nome do autor surge num tamanho superior ao do título.
Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem?
OPINIÃO A ESTE LIVRO AQUI.
Novidade da Saída de Emergência para Novembro
Jardins da Lua, de Steven Erikson
Sinopse: O primeiro volume de uma obra-prima que revolucionou a fantasia Épica.
Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.
Disponível a partir de dia 11.
Sinopse: O primeiro volume de uma obra-prima que revolucionou a fantasia Épica.
Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.
Disponível a partir de dia 11.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Opinião: Prodigy (Legend #2)
Título Original: Legend (2013)
Autor: Marie Lu
Tradução: Filipa Aguiar
ISBN: 9789892336251
Editora: Asa (2016)
Sinopse:
Depois de fugir aos militares da República em Los Angeles, June e Day chegam a Las Vegas no momento em que algo inesperado acontece: o Elector Primo morre, e o seu filho, Anden, assume o comando da nação. Com a República da América à beira do colapso, os dois unem-se ao grupo de rebeldes conhecidos como Patriotas. Dispostos a ajudar Day a encontrar Eden, o seu irmão mais novo, e a levá-los em segurança até às Colónias, os Patriotas têm apenas uma condição: June e Day devem assassinar o novo Elector Primo. É-lhes dada a oportunidade de mudar a nação, de finalmente dar voz ao povo, que viveu demasiado tempo amordaçado. No entanto, quando June descobre que o atual Elector Primo não é o ditador que o pai fora, vê-se atormentada pelas suas escolhas. E se Anden significar um novo começo para todos? E se uma revolução for mais do que simplesmente perda e vingança, fúria e sangue? E se os Patriotas estiverem errados? Nos antigos Estados Unidos, a República apoderou-se do poder. Dois inimigos tornaram-se aliados improváveis e têm o poder de reunificar o país ou começar uma revolução.
Opinião:
Se já tinha gostado de Legend, fiquei ainda mais bem impressionada com Prodigy. No segundo livro desta trilogia, Marie Lu retoma o ponto em que o primeiro terminou e desenvolve este mundo autoritário e distópico. Finalmente ficamos a conhecer o funcionamento do Patriotas, uma fação rebelde, assim como nos surgem possibilidades de mudança. Ao mesmo tempo, vemos os dois protagonistas a passarem por novas aventuras e a evoluírem.
Confesso que o início da leitura não foi fácil. Lembrava-me no primeiro livro, mas havia alguns detalhes que não estavam frescos na memória. Como tal, senti falta de um breve resumo dos acontecimentos passados, já que Marie Lu preferiu não perder tempo com isso e passar logo para a ação. Porém, conforme a leitura vai acontecendo, também comecei a recordar tudo o que era necessário.
June e Day continuam a relatar esta história na primeira pessoa e em capítulos intercalados. Achei curioso que, apesar de ambos se terem unido, não deixam de ser influenciados pelas experiências que tiveram e pelo seu meio de origem. Como tal, são muitas as discussões e desentendimentos que surgem entre ambos. A autora consegue transmitir muito bem estes lados díspares e chegou a fazer-me questionar quem eu realmente apoiava. É que por um lado entendia os argumentos de June, mas por outro percebia o motivo que levava Day a recusar-se a ver as situações da mesma forma. Este choque faz sentido e tinha mesmo de acontecer.
Estas duas personagens cativam, cada uma da sua forma, mas sempre que as suas idades eram mencionadas eu não conseguia deixar de torcer o nariz. Custa-me acreditar que June e Day são adolescentes. Penso que aqui a autora não fez uma boa escolha, pois todas as suas ações e linhas de pensamento fazem-me imaginar jovens-adultos, pessoas com pelo menos mais 10 anos. Também a inclusão de dois triângulos amorosos acabou por ser uma ideia pouco original e que criava momentos pouco necessários.
Tal como aconteceu no primeiro livro, a narrativa é rápida e cheia de ação. Como tal, a leitura é feita num instante. Gostei que a autora tivesse apresentado outros lados desta sociedade e que ainda revelasse algumas surpresas. Fiquei bem impressionada com as revelações finais e ainda mais com o desvendar do outro lado do muro que separa esta ditadura do resto do planeta. Com isto, Marie Lu faz refletir sobre as diferentes formas de controlo populacional, que tanto podem ser feitas através de extremos no que toca ao militarismo ou ao capitalismo.
Com Prodigy, Marie Lu volta a apresentar uma história que prende a atenção ao mesmo tempo que faz pensar sobre o que pode acontecer no futuro no que toca à organização social. Existem falhas registadas já no primeiro volume que persistem neste, mas isso não impede este livro de proporcionar bons momentos. Diverti-me muito com esta leitura e estou muito curiosa em saber o que vai acontecer em Champion, o volume final da trilogia. Afinal, acredito que a autora guarda muitas surpresas.
Outras opiniões a livros de Marie Lu:
Legend (Legend #1)
Autor: Marie Lu
Tradução: Filipa Aguiar
ISBN: 9789892336251
Editora: Asa (2016)
Sinopse:
Depois de fugir aos militares da República em Los Angeles, June e Day chegam a Las Vegas no momento em que algo inesperado acontece: o Elector Primo morre, e o seu filho, Anden, assume o comando da nação. Com a República da América à beira do colapso, os dois unem-se ao grupo de rebeldes conhecidos como Patriotas. Dispostos a ajudar Day a encontrar Eden, o seu irmão mais novo, e a levá-los em segurança até às Colónias, os Patriotas têm apenas uma condição: June e Day devem assassinar o novo Elector Primo. É-lhes dada a oportunidade de mudar a nação, de finalmente dar voz ao povo, que viveu demasiado tempo amordaçado. No entanto, quando June descobre que o atual Elector Primo não é o ditador que o pai fora, vê-se atormentada pelas suas escolhas. E se Anden significar um novo começo para todos? E se uma revolução for mais do que simplesmente perda e vingança, fúria e sangue? E se os Patriotas estiverem errados? Nos antigos Estados Unidos, a República apoderou-se do poder. Dois inimigos tornaram-se aliados improváveis e têm o poder de reunificar o país ou começar uma revolução.
Opinião:
Se já tinha gostado de Legend, fiquei ainda mais bem impressionada com Prodigy. No segundo livro desta trilogia, Marie Lu retoma o ponto em que o primeiro terminou e desenvolve este mundo autoritário e distópico. Finalmente ficamos a conhecer o funcionamento do Patriotas, uma fação rebelde, assim como nos surgem possibilidades de mudança. Ao mesmo tempo, vemos os dois protagonistas a passarem por novas aventuras e a evoluírem.
Confesso que o início da leitura não foi fácil. Lembrava-me no primeiro livro, mas havia alguns detalhes que não estavam frescos na memória. Como tal, senti falta de um breve resumo dos acontecimentos passados, já que Marie Lu preferiu não perder tempo com isso e passar logo para a ação. Porém, conforme a leitura vai acontecendo, também comecei a recordar tudo o que era necessário.
June e Day continuam a relatar esta história na primeira pessoa e em capítulos intercalados. Achei curioso que, apesar de ambos se terem unido, não deixam de ser influenciados pelas experiências que tiveram e pelo seu meio de origem. Como tal, são muitas as discussões e desentendimentos que surgem entre ambos. A autora consegue transmitir muito bem estes lados díspares e chegou a fazer-me questionar quem eu realmente apoiava. É que por um lado entendia os argumentos de June, mas por outro percebia o motivo que levava Day a recusar-se a ver as situações da mesma forma. Este choque faz sentido e tinha mesmo de acontecer.
Estas duas personagens cativam, cada uma da sua forma, mas sempre que as suas idades eram mencionadas eu não conseguia deixar de torcer o nariz. Custa-me acreditar que June e Day são adolescentes. Penso que aqui a autora não fez uma boa escolha, pois todas as suas ações e linhas de pensamento fazem-me imaginar jovens-adultos, pessoas com pelo menos mais 10 anos. Também a inclusão de dois triângulos amorosos acabou por ser uma ideia pouco original e que criava momentos pouco necessários.
Tal como aconteceu no primeiro livro, a narrativa é rápida e cheia de ação. Como tal, a leitura é feita num instante. Gostei que a autora tivesse apresentado outros lados desta sociedade e que ainda revelasse algumas surpresas. Fiquei bem impressionada com as revelações finais e ainda mais com o desvendar do outro lado do muro que separa esta ditadura do resto do planeta. Com isto, Marie Lu faz refletir sobre as diferentes formas de controlo populacional, que tanto podem ser feitas através de extremos no que toca ao militarismo ou ao capitalismo.
Com Prodigy, Marie Lu volta a apresentar uma história que prende a atenção ao mesmo tempo que faz pensar sobre o que pode acontecer no futuro no que toca à organização social. Existem falhas registadas já no primeiro volume que persistem neste, mas isso não impede este livro de proporcionar bons momentos. Diverti-me muito com esta leitura e estou muito curiosa em saber o que vai acontecer em Champion, o volume final da trilogia. Afinal, acredito que a autora guarda muitas surpresas.
Outras opiniões a livros de Marie Lu:
Legend (Legend #1)
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Novidade da TopBooks para Outubro
A Célula Adormecida, de Nuno Nepomuceno
Sinopse: Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.
O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo quando Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado. De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena. A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.
Disponível a partir de dia 26.
Sinopse: Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.
O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo quando Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado. De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena. A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.
Disponível a partir de dia 26.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Opinião: Adeus
Autor: Susana Almeida
ISBN: 9789899955523
Editora: Individual (2016)
Sinopse:
Quando os caminhos de Lucas e Carina se cruzam, ele está longe de imaginar a importância que ela terá na sua vida. Carina é diferente das outras raparigas, é leal, determinada, corajosa e altruísta, qualidades que rapidamente conquistam o seu coração. Mas depressa o sonho se transforma em pesadelo e é quando Lucas perde a força de viver que um pequeno pássaro branco mudará a sua vida.
Opinião:
Este é um livro que aborda temas complicados, na medida em que não é com leveza que os encaramos. Afinal, quem gosta de ler sobre morte, luto e dor? Porém, a verdade é que Susana Almeida consegue explorar estes conceitos de uma forma muito bela e leva-nos a acreditar que, apesar das muitas dificuldades da vida, existe sempre superação e uma forma de voltar a encontrar a felicidade. Porém, a autora também mostra que esse caminho não é fácil.
Adeus é narrado num tempo e local indistinto. É através da observação daquela sociedade e das descrições do espaço, vestuário e costumes que ficamos com uma ideia da época em que a trama se insere e do país em que poderia acontecer esta história. Confesso que gostaria que, nestes dois campos, não existisse esta incerteza, pois em diversos momentos duvidei de que certos factos realmente poderiam ter acontecido. Contudo, percebo que tal opção permite maior liberdade criativa, além de que é dada ao leitor a possibilidade de escolher um espaço que lhe seja mais próximo e uma época com a qual sinta maior ligação.
Carina é uma das primeiras personagens a ser apresentada. A sua bondade e sentido de justiça ficam imediatamente em evidência, o que me levou a torcer para que tudo lhe corra bem. Mais tarde, admirei a sua coragem e fiquei feliz por a ver rodeada de pessoas que lhe querem tão bem. Porém, depressa a autora mostra que a vida é imprevisível. Fiquei um pouco chocada com um novo rumo da trama e sem perceber o que viria a seguir. Mas, felizmente, Susana Almeida mostra que nada acontece por acaso e que existem lições que devem ser aprendidas da pior forma.
Já não posso dizer que tenha ficado completamente rendida a Lucas. Ele é descrito como o homem perfeito, e todas as suas atitudes correspondem a essa mesma ideia. E se tal poderia ser bom, a verdade é que não me fez acreditar que fosse real. Preferi Sandro, que acaba por evoluir sem perder o seu encanto inicial. Já a história de Marta deixou-me comovida e fez-me pensar em quantas mulheres sofreram o mesmo que ela ao longo dos tempos, e ainda continuam a passar pelo mesmo.
Foi com alguma lentidão que iniciei esta leitura, mas conforme a trama ia avançando também o meu ritmo aumentava. O meu interesse cresceu tal como a minha curiosidade em perceber como tudo isto iria culminar. Gostei que fossem abordados vários temas diferentes, mas gostava que existisse uma maior interligação entre tudo na história. O lado mais místico desta história não surge imediatamente, mas vai conquistando o seu lugar até nos fazer acreditar de que tudo aquilo é possível. Já as decisões finais foram as mais acertadas, tendo em conta tudo o que aconteceu antes, e faz o livro terminar da forma mais acertada.
Adeus é um livro de grandes emoções. Susana Almeida toca em pontos muito sensíveis e é curioso que, apesar de ter ficado triste com alguns destinos, também acabei por aceitar que tal era mesmo o melhor para a história e para dar força à mensagem que se pretendia passar. É a primeira obra que leio da autora, mas acredito que não será a última.
ISBN: 9789899955523
Editora: Individual (2016)
Sinopse:
Quando os caminhos de Lucas e Carina se cruzam, ele está longe de imaginar a importância que ela terá na sua vida. Carina é diferente das outras raparigas, é leal, determinada, corajosa e altruísta, qualidades que rapidamente conquistam o seu coração. Mas depressa o sonho se transforma em pesadelo e é quando Lucas perde a força de viver que um pequeno pássaro branco mudará a sua vida.
Opinião:
Este é um livro que aborda temas complicados, na medida em que não é com leveza que os encaramos. Afinal, quem gosta de ler sobre morte, luto e dor? Porém, a verdade é que Susana Almeida consegue explorar estes conceitos de uma forma muito bela e leva-nos a acreditar que, apesar das muitas dificuldades da vida, existe sempre superação e uma forma de voltar a encontrar a felicidade. Porém, a autora também mostra que esse caminho não é fácil.
Adeus é narrado num tempo e local indistinto. É através da observação daquela sociedade e das descrições do espaço, vestuário e costumes que ficamos com uma ideia da época em que a trama se insere e do país em que poderia acontecer esta história. Confesso que gostaria que, nestes dois campos, não existisse esta incerteza, pois em diversos momentos duvidei de que certos factos realmente poderiam ter acontecido. Contudo, percebo que tal opção permite maior liberdade criativa, além de que é dada ao leitor a possibilidade de escolher um espaço que lhe seja mais próximo e uma época com a qual sinta maior ligação.
Carina é uma das primeiras personagens a ser apresentada. A sua bondade e sentido de justiça ficam imediatamente em evidência, o que me levou a torcer para que tudo lhe corra bem. Mais tarde, admirei a sua coragem e fiquei feliz por a ver rodeada de pessoas que lhe querem tão bem. Porém, depressa a autora mostra que a vida é imprevisível. Fiquei um pouco chocada com um novo rumo da trama e sem perceber o que viria a seguir. Mas, felizmente, Susana Almeida mostra que nada acontece por acaso e que existem lições que devem ser aprendidas da pior forma.
Já não posso dizer que tenha ficado completamente rendida a Lucas. Ele é descrito como o homem perfeito, e todas as suas atitudes correspondem a essa mesma ideia. E se tal poderia ser bom, a verdade é que não me fez acreditar que fosse real. Preferi Sandro, que acaba por evoluir sem perder o seu encanto inicial. Já a história de Marta deixou-me comovida e fez-me pensar em quantas mulheres sofreram o mesmo que ela ao longo dos tempos, e ainda continuam a passar pelo mesmo.
Foi com alguma lentidão que iniciei esta leitura, mas conforme a trama ia avançando também o meu ritmo aumentava. O meu interesse cresceu tal como a minha curiosidade em perceber como tudo isto iria culminar. Gostei que fossem abordados vários temas diferentes, mas gostava que existisse uma maior interligação entre tudo na história. O lado mais místico desta história não surge imediatamente, mas vai conquistando o seu lugar até nos fazer acreditar de que tudo aquilo é possível. Já as decisões finais foram as mais acertadas, tendo em conta tudo o que aconteceu antes, e faz o livro terminar da forma mais acertada.
Adeus é um livro de grandes emoções. Susana Almeida toca em pontos muito sensíveis e é curioso que, apesar de ter ficado triste com alguns destinos, também acabei por aceitar que tal era mesmo o melhor para a história e para dar força à mensagem que se pretendia passar. É a primeira obra que leio da autora, mas acredito que não será a última.
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