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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Opinião: Ascend (Trilogia Trylle #3)

Autor: Amanda Hocking
ISBN: 9781447205715
Editora: Tor (2012)

Sinopse:

Wendy Everly is facing an impossible choice. The only way to save the Trylle from their deadliest enemy is by sacrificing herself. If she doesn't surrender to the Vittra, her people will be thrust into a brutal war against an unbeatable foe. But how can Wendy leave all her friends behind...even if it's the only way to save them?

The stakes have never been higher, because her kingdom isn't the only thing she stands to lose. After falling for both Finn and Loki, she's about to make the ultimate choice...who to love forever. One guy has finally proven to be the love of her life--and now all their lives might be coming to an end.

Everything has been leading to this moment. The future of her entire world rests in her hands--if she's ready to fight for it


Opinião:

Pela primeira vez decidi tentar ler um livro em inglês por vontade própria. Sempre tive algum receio de, ao apostar nesta língua, não perceber completamente a história, mas o facto de haver tantos livros por traduzir que quero ler aliado ao preço mais agradável destas edições fizeram-me experimentar. Como tal, escolhi Ascend, o último volume da Trilogia Trylle, uma vez que já sabia que se tratava de uma leitura simples para além de que já estava familiarizada com este mundo e os seus conceitos.

Em Ascend, Amanda Hocking retoma os acontecimentos passados no livro anterior, e a narrativa volta a estar muito voltada para a rivalidade entre os reinos Trylle e Vitra. Wendy, a protagonista que nos foi inicialmente apresentada como rebelde e um pouco egocêntrica, começa a tomar atitudes altruístas. Afinal, esta heroína já assumiu que o destino do povo Trylle está nas suas mãos, viu o sofrimento causado pelas tradições e até abusos de poder e quer ser agente de mudança. Como tal, o leitor assiste a um forte amadurecimento desta personagem, que nem sempre parece natural devido à grande mudança e à idade de Wendy.


O facto de a narrativa ser feita na primeira pessoa ajuda a perceber melhor as alterações de Wendy. Gostei de ver a forma como ela combatia os sentimentos com a razão ao mesmo tempo que percebe que existe algo maior pelo qual lutar. A preocupação constante por aqueles que são considerados inferiores também se torna relevante.


No início da leitura houve certos fatores que me foram difíceis de aceitar. Falo principalmente do facto de o destino do Reino parecer estar nas mãos de meia dúzia de jovens que nada sabem sobre estratégia ou combates. Achei também estranho que as personagens tidas como mais experientes nunca colocassem tal facto em causa e aceitassem cumprir todas as ordens que foram dadas. Ainda para mais, estamos a falar sobre uma guerra contra um povo que é apresentado como extremamente forte e matreiro que é comandado por um rei com imensa experiência no assunto. Muito incoerente e pouco convincente.

Neste volume, o elemento romance ficou mais intenso. Primeiro deparamo-nos com o casamento por conveniência de Wendy com Tove, depois percebemos que Finn não foi totalmente esquecido e ainda há a química que existe entre a protagonista e Loki. Aqui, a solução da autora pode não agradar a todos, mas eu confesso que ela apostou na minha opção preferida. Não foi propriamente uma surpresa, pois já existiam vários sinais sobre o que iria acontecer, mas foi uma prova da evolução da protagonista.
Também apreciei conhecer melhor as intenções de Elora e a relação entre mãe e filha a ficar cada vez mais intensa.

A narrativa tem poucos momentos de pausa, uma vez que existe algo a acontecer. Contudo, e mais uma vez, a resolução dos problemas parece demasiado forçada e fácil. Até chateia um pouco ver que o suposto lado mau não aproveita convenientemente as muitas oportunidades que surgem para prevalecer. É que são mesmo muitas! E quase todas elas criadas pela protagonista que parece gostar de estar na boca do lobo. A batalha final não foi propriamente emocionante e mesmo os momentos de suposta maior tensão não resultaram bem.


Agora, quanto à experiência com a literatura em inglês, correu melhor do que estava à espera. A leitura foi mais lenta, é verdade, mas compreendi bem a trama e com a ajuda do dicionário consegui perceber todas as palavras que me causavam dúvidas. Claro que ler em português continua a ser o ideal para mim, mas agora sei que também tenho esta hipótese e já estou a pensar em qual será o próximo livro a ler em inglês (aceito sugestões).

De realçar ainda que esta edição inclui um pequeno conto passado após os eventos da trilogia. Deste modo, ficamos a perceber melhor o que aconteceu a todas as personagens, o que é um mimo muito agradável.


Sendo assim, Ascend acabou por se revelar um livro à medida dos volumes anteriores da Trilogia Trylle. Fácil de seguir e com uma trama simples, não surpreende mas possui a capacidade de não aborrecer graças ao facto de haver sempre algo novo a acontecer.


Outras opiniões a livros de Amanda Hocking:
Trocada (Trilogia Trylle #1)
Dividida (Trilogia Trylle #2)

domingo, 16 de dezembro de 2012

Opinião: Dividida (Trilogia Trylle #2)

Título original: Torn (2010)
Autor: Amanda Hocking
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789892321097
Editora: Asa (2012)

Sinopse:

Quando Wendy fica a conhecer a terrível verdade sobre si própria - foi trocada à nascença - sente que o mundo à sua volta começa a desabar. A estranha adolescente, de negros cabelos, tenta fugir das evidências, tenta negar o facto de ser uma princesa Troll, dotada de poderes que não domina nem compreende. 

Decidida a fugir, consegue escapar à vigilância de Finn, o seu belo, sombrio e inacessível guarda-costas. Mas o que a espera é talvez um destino mais terrível. Raptada pelos históricos inimigos dos trolls, ela cairá nas mãos dos Vittra. E aos poucos descobre que uma inesperada atracção por um príncipe do povo rival... 

Dividida entre a lealdade e o amor, entre o dever e a paixão, Wendy sabe que terá de crescer para evitar uma guerra. Terá de aprender a dominar os seus poderes mágicos - e aceitar o seu destino. 

Opinião:

Dividida retoma a acção no preciso momento em que Trocada, o primeiro livro da Trilogia trylle, terminou. Se isso por um lado é bom, na medida em que o leitor não perde nenhum momento da trama, por outro fica a dúvida acerca da necessidade de dividir os livros, já que o final deste deixa antever que o próximo vai pegar exactamente no ponto em que Dividida terminou.

Contudo, se o volume anterior foi focado na tomada de conhecimento de Wendy relativamente à sua natureza, este foca-se na história do povo e assiste-se a um crescimento da heroína, Wendy torna-se capaz de avaliar a situação em que se encontra sobre um ponto de vista menos egocêntrico e começa a tomar decisões tendo em vista o bem de um povo.

Os vittra, facção mais violenta dos trolls tão falada no livro anterior, são mais explorados e o leitor passa a conhecer melhor os seus intentos quanto à princesa. Neste seio, surgem algumas personagens interessantes que o leitor vai querer ver mais expostas ao longo da narrativa. Porém, tal não acontece neste volume.

A trama volta a estar muito focada em Wendy, até porque a narração é feita na primeira pessoa. Deste modo, o leitor tem acesso a todos os pensamentos, sentimentos e dúvidas desta princesa, ao mesmo tempo que está afastado de outras personagens que parecem ter capacidades de serem mais interessantes do que aquilo que é transmitido.

Com a história centrada em Wendy, uma jovem de 17 anos, é natural que esta narrativa se torne juvenil, apesar de se assistir a uma certa evolução da protagonista. Como já é comum neste tipo de livros, aqui também surge um triângulo (ou será quadrado?) amoroso, um forte motor para o desenrolar da acção. Os leitores cansados de ler histórias em que as protagonistas colocam o coração no topo da prioridades vão acabar por ficar satisfeitos com esta protagonista, pois, por enquanto, ela está a conseguir optar por questões mais interessantes.

Dividida pode não arrebatar tanto quanto o primeiro volume, mas Amanda Hocking continua a provar que consegue agarrar o leitor. A história não é totalmente surpreendente mas revela ser uma leitura leve, engraçada e que se faz num ápice. Aconselhado aos fãs de fantástico para jovens adultos.

Outros livros de Amanda Hocking:
Trocada (Trilogia Trylle #1)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Opinião: Trocada (Trilogia Trylle #1)


Título original: Switched (2010)
Autor: Amanda Hocking
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789892318172
Editora: Asa (2012)

Sinopse:

Wendy sempre foi uma criança com algumas características muito particulares, e quando aos 6 anos a mãe a acusa de não ser sua a filha e a tenta matar, a jovem continua longe de saber os verdadeiros motivos para tal atitude. Aos 17 anos, Wendy é uma rapariga que não encontra o seu lugar na sociedade e que é dotada de capacidades extraordinárias. Ao entrar numa nova escola, conhece Finn, um rapaz tão belo quanto misterioso que a atormenta.

Quando Finn finalmente conquista a confiança de Wendy revela-lhe a verdade: ela não é humana, mas sim uma trylle ou troll, que foi trocada à nascença. Agora, Wendy deve abandonar a família que a acolheu e regressar para junto da sua mãe, a rainha desta estranha raça à qual pertence.

Opinião:

Este é o livro indicado para quem gosta de fantasia e Young Adult. Trocada é um livro de leitura fácil, que não exige muito do leitor e que agarra graças a uma trama simples e repleta de magia.

Inicialmente, pode parecer igual a tantos outros: rapariga chega a escola nova, rapariga conhece rapaz misterioso, rapariga fica rendida a rapaz misterioso, rapariga descobre que é um troll. Esperem, um troll?

Amanda Hocking inspirou-se no foclore europeu para compor a componente sobrenatural desta trilogia. Wendy é um troll, sim, mas não um daqueles seres de aspeto grotesco e medonho que vive em comunhão com a natureza. Os trolls ou trylles desta obra realmente possuem uma relação muito peculiar com os elementos naturais, mas estão rendidos aos luxos humanos e, como tal, começam a perder as capacidades especiais que possuíram outrora.

Ao mesmo tempo, a autora adapta a ideia de crianças trocadas, usando uma justificação válida, mas não plenamente convincente. Afinal, num mundo em que os trylles possuem grande poder económico, custa um pouco a entender a manutenção desta tradição.

Apesar de não ser uma história excecional e repleta de reviravoltas inesperadas, a autora sabe como guardar os segredos da trama de modo a deixar o leitor agarrado ao livro. Afinal, terminado cada capítulo existe uma novidade a ser revelada, o que faz com que a leitura continue e o tempo passe sem que este se aperceba.

Contudo, existem revelações que não guardam surpresas, nomeadamente uma final. A autora deixa todas as pistas no caminho e quase custa a ver como a protagonista não as entende.
Wendy é uma personagem que carece de características mais fortes e que a diferenciem de tantas outras heroínas de livros do mesmo género. Finn também não é um par romântico que se destaque, demasiado belo, dotado e sacrificado. Por outro lado, as personagens secundárias são mais interessantes, nomeadamente a rainha, Tove, Rhys e Willa.

Leitura leve que se faz num ápice, Trocada não é um livro que se destaque particularmente, mas que pode sugerir um início de uma história maior e mais interessante.