Autor: Lettie S. J.
ISBN: 9789896579579
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Um amor escrito nas estrelas e o encontro de dois amantes num fulgor magnético que nada nem ninguém poderá separar. Um romance sensual, erótico, com protagonistas jovens (17 e 19 anos), que aborda problemas muito actuais, como o bullying e a violência no namoro, mas numa história irresistível, verosímil e de leitura imparável. A acção passa-se perto do Porto - na cidade da Póvoa de Varzim (onde a autora mora) e tem a originalidade e a força de ter como protagonista um par romântico muito jovem e de nacionalidades diferentes:- uma brasileira com um português-italiano.
Opinião:
Angélica e Lorenzo é o primeiro livro de uma série que tem como base o romance entre dois adolescentes. Lettie S. J., a autora, procurou apresentar um romance daqueles que parecem ter destinados desde o início dos tempos entre uma doce jovem brasileira e um rapaz de descendência portuguesa que viveu muitos anos em Itália. Decidi apostar nesta obra por me parecer leve e à espera de uma história que romântica e até algo mística que se passasse em solo lusitano. Contudo, o que encontrei foi um pouco diferente.
O início da leitura não transmitiu a melhor impressão. Isto deveu-se ao facto de o português utilizado ser maioritariamente do Brasil, o que me levou a sentir estranheza imediata e ficado logo de pé atrás. É verdade que a Língua é a mesma, mas existem tantas diferenças entre ambas que acaba por gerar incómodo. Isso notou-se descrições, mas ainda mais nos diálogos, devido à gíria utilizada pelas personagens mais jovens. Percebo que Angélica, por exemplo, utilize algumas dessas expressões, mas acabou por ser exagerado e abranger outras personagens, tendo sido difícil aceitar que a ação decorre em Portugal. Perante isto, acredito que deveria ter sido feito um trabalho de adaptação quando foi tomada a decisão de publicar o livro em Portugal.
Apesar desta estranheza com a linguagem utilizada, decidi prosseguir com a leitura, curiosa com a história, que prometia falar de um amor predestinado. A autora apresenta-nos os protagonistas, cada um no seu próprio ambiente e a lidar com os seus problemas, e depois mostra-nos o primeiro contacto que tiveram um com o outro e como tudo se desenvolve a partir daí. Confesso que não consegui sentir empatia nem por Angélica nem por Lorenzo. Penso que tal se deve ao facto de os achar demasiado exagerados, melodramáticos, e por não conseguir acreditar na forma como a relação de ambos se desenvolveu.
Consigo entender a ideia de atração imediata, mas não acreditei no facto de eles terem ficado apaixonados e já terem garantindo que iriam namorar um com o outro quando nem sequer tinham ainda trocado uma palavra. A relação deles acabou por se desenvolver de uma forma demasiado rápida, originando situações que se tornaram descabidas e precipitadas. Entendo que a autora quis mostrar que a união deles estava escrita nas estrelas, mas nem isso foi bem explicado. E mesmo assim, seria sempre bom ver algum conhecimento e adaptação antes de tudo acontecer. Além disso, existiram demasiadas coincidências descaradas que retiraram subtileza à narrativa.
O desenrolar da narrativa acaba por não atingir o potecial que poderia ter. A autora apresenta diversos elementos opositores aos protagonistas, mas nem todos acabam por ser devidamente explorados. Neste volume, focou-se muito no romance de Angélica e Lorenzo, que tem um início com demasiados dramas, sendo difícil acreditar que estamos a falar de um namoro de poucos dias. Só no final da obra é que a questão do bullying surge com maior força, sendo que toda a problemática da família de Lorenzo acaba por surgir realmente, parecendo estar a ser guardada para um próximo livro. A trama acaba por ficar fraca e ser pouco apelativa.
O ponto mais positivo desta obra foi a forma como o bullying foi abordado. A história começa com uma cena de violência e faz-nos pensar sobre o que faríamos se tivéssemos no lugar de Angélica. Afinal, é muito fácil falar em intervenção, mas a autopreservação muitas vezes fala mais alto. Mais tarde, somos levados a pensar em comum a violência psicológica consegue ser tão manipuladora e restritiva, muitas vezes deixando mazelas mais duradouras do que a agressão física. O assédio sexual também acaba por ser exposto, chamando a atenção para o facto de que a insinuação também é grave e que quando não travada pode levar a situações mais perigosas.
No geral, Angélica e Lorenzo é um livro que pode agradar ao público mais jovem. É uma história bastante ingénua, cujos conceitos poderiam ter sido explorados de uma forma mais credível. As personagens precisavam de construção que as aproximasse mais realidade, e o romance necessitava de uma abordagem mais cautelosa. Mesmo a componente da predestinação poderia ter ser explorada de uma outra forma, talvez mais mística, de forma a pelo menos justificar a forte ligação dos protagonistas.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
"Monstress" ganha "Hugo Award"
Monstress, da autoria de Marjorie Liu, ilustrada por Sana Takeda e publicada em Portugal pela Saída de Emergência, ganhou o prémio “Hugo Award”, na sua categoria. Desde 1995 que este prémio é atribuído aos melhores, dentro de várias categorias, como livros de Ficção Científica, BD, Cinema e Séries, entre outros.
O Júri de atribuição do prémio é composto por membros do World Science Fiction Convention e tem lugar anualmente. O prémio para melhor novela gráfica tem sido atribuído desde 2009, tendo sido arrecadado nos anos anteriores por obras como: Saga, Ms. Marveland Girl Genius e The Sandman: Overture, que ganhou o ano passado
Entre os nomeados deste ano estavam: Saga, Paper Girls, Black Panther, Ms. Marvel and The Vision.
Planeta divulga novidades editoriais para o próximo semestre
A Planeta já anunciou quais vão ser as grandes apostas da editora para os próximos meses. Numa lista muito interessante, destaco, na ficção, Lord of Shadows, de Cassandra Clare, Tudo Isto te Darei, de Dolores Redondo, O Silêncio, de Fiona Barton, A Mulher do Meu Marido, de Jane Corry, e a reedição de A Filha da Floresta, de Juliet Marillier. Na não ficção vem aí uma edição comemoratica de Destrói Este Diário, de Keri Smith e para os mais jovens haverá novo livro de Geronimo Stilton e ainda a estreia de uma nova série de Rick Riordan com O Oráculo Escondido.
LISTA COMPLETA AQUI:
Setembro - Ficção
A MULHER DO MEU MARIDO, Jane Corry
Jane Corry é escritora e jornalista. Passou uma temporada numa prisão de alta
segurança para homens - uma experiência que a inspirou para o seu thriller de
estreia, que figura entre os dez best sellers do top do Sunday Times, do Kindle e do
Publishers Weekly, onde permanece há várias semanas. Um livro tão provocador
como o título, repleto de segredos, mentiras e traições, que vai mudar para sempre
a maneira como se olha para o casamento. Um livro que apaixonará os leitores de
O Talentoso Mr. Ripley e Em Parte Incerta.
Foste Sempre Tu, de Carrie Elks
Uma apaixonante história romântica sobre como superar as dificuldades, enfrentar
as consequências dos nossos erros e sobre como nada pode manter duas pessoas
separadas que foram feitos um para o outro. Dois continentes e vinte anos de
distância: um romance para comover o coração dos leitores, na linha dos sucessos
Sinto a Tua Falta e Antes de Ires.
A Céu Aberto, de Antonio Iturbe
França, anos de 1920. Só os melhores pilotos são aceites em Latécoère. Entre os
eleitos estão Jean Mermoz, Henri Guillaumet e Antoine de Saint-Exupéry, três
heróicos aviadores que abriram as primeiras linhas de negociação de correio em
rotas inexploradas. Depois de A Bibliotecária de Auschwitz, Iturbe volta a
surpreender com um novo romance biográfico, muito bem documentado sobre
uma das grandes figuras do século XX: Antoine de Saint-Exupéry, que poucos
sabem que o escritor de O Principezinho foi um piloto exímio e que contribuiu de
forma decisiva para abrir novas rotas na aviação.
Outubro - Ficção
Tudo isto te Darei, de Dolores Redondo
Livro vencedor da última edição do consagrado Prémio Planeta. Escritora-sensação
em Espanha, é autora da série policial basca de sucesso Trilogia do Baztán,
considerada pela crítica portuguesa como o policial mais inovador de 2016. O 1.o
livro da série, O Guardião Invisível, foi adaptado para filme, em exibição no Netflix.
Uma história poderosa de intriga, suspense e mistério, passada na Galiza, com
todos os ingredientes a que esta autora já nos habituou.
A autora vai estar no Festival Folio, em Óbidos, a 19 de Outubro.
As Mulheres no Castelo, de Jessica Shattuck
«No rescaldo das cinzas da derrota da Alemanha nazi, Marianne von Lingenfels volta
ao castelo, outrora grandioso, dos antepassados do marido. Viúva de um resistente
assassinado, Marianne planeia cumprir a promessa que fez aos corajosos
companheiros do marido: encontrar e proteger as suas mulheres.»
Um romance surpreendente, que se mantém desde foi publicado, em Abril deste
ano, no top do The New York Times e Publishers Weekly. Uma narrativa emotiva,
escrita com inegável rigor histórico, que nos oferece um novo olhar e novas
realidades sobre um dos períodos mais conturbados da nossa história, revelando
um lado inovador das mulheres em tempo de guerra.
O Silêncio, de Fiona Barton
Da mesma autora de Viúva, considerado pela imprensa portuguesa como um dos
melhores thrillers do ano passado, e vencedor de vários prémios. Concentrando-se
no lado humano do jornalismo de investigação, a autora, também ela jornalista,
conta uma história sobre a vida de três mulheres e o destino que as une e tece um
enredo de vida arrepiante. Neste livro, que retrata problemas da década de 1980,
como o abuso e uso de drogas que serviam para violarem jovens, voltamos a
encontrar duas personagens já conhecidas: a jornalista Kate e o detective Sparkes.
Edição Especial Labirinto dos Espíritos, de Carlos Ruiz Zafón
Fica completa a edição especial da tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos com
este último livro da série de sucesso mundial deste autor best-seller. Os três
primeiros títulos desta edição especial vão ter uma 2.a edição na mesma data.
Novembro - Ficção
A Filha da Floresta, de Juliet Marillier
Uma das mais aguardadas reedições pelos fãs da literatura fantástica. A Planeta
reedita o 1.o livro da série de grande sucesso Sevenwaters, desta autora best seller
do romance fantástico. Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o
mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima
filha de um sétimo filho, e dos seus seis irmãos.
Passa a Noite Comigo, de Megan Maxwell
A sequela da série de sucesso Pede-me o que Quiseres. Da autora best seller do
romance erótico, chega um novo romance recheado de amor, luxúria e sexo.
Lord of Shadows – 2.o livro da série Artifícios Negros, de Cassandra Clare
Mais um livro, o segundo, da aguardada trilogia Artifícios Negros, da autora best
seller da série Caçadores de Sombras. Mais uma aventura vertiginosa pelos
caminhos tortuosos de uma vingança ancestral a que só o mais intrépido
Caçador de Sombras conseguirá fazer face.
Setembro/Outubro - Não Ficção
Mais Pares Difíceis da Língua Portuguesa, de Sandra Duarte Tavares e Sara de Almeida Leite
Depois do sucesso do primeiro volume de Pares Difíceis da Língua Portuguesa, esta
obra, escrita por duas reconhecidas especialistas em língua portuguesa, pode ter
uma leitura contínua, de lazer, ou servir de ferramenta útil para consultas
pontuais com vista a desfazer dúvidas momentâneas. Um manual prático com 270
«pares difíceis» da língua portuguesa cujas diferenças de sentido este livro clarifica,
com exemplos práticos e explicações fáceis de fixar.
Francisco Pinto Balsemão - Biografia, de Joaquim Vieira
«Do que fiz na vida, colocaria como fio condutor e como objectivo cimeiro, exercido e
conseguido de diversas maneiras, consoante a época e as responsabilidades, a luta
pela liberdade de expressão em geral e, em especial, pelo direito a ser informado.»
A história de vida de uma dos mais destacadas personalidades da vida política
nacional e fundador de um dos maiores grupos de media do país, numa biografia
não oficial rigorosa, exaustiva e surpreendente de Francisco Pinto Balsemão,
escrita e investigada por Joaquim Vieira, um jornalista que trabalhou para ele
durante uma década e meia.
Em Viagem com o Papa, de Andrea Tornelli
Depois de ter entrevistado o papa Francisco para o livro O Nome de Deus é
Misericórdia, publicado pela Planeta e que chegou às nove edições, o vaticanista
italiano Andrea Tornielli – que acompanhou todas as visitas apostólicas no avião
papal – fez uma selecção dos grandes temas que o pontífice foi abordando ao longo
das suas viagens internacionais. Numa conversa exclusiva para este livro, o papa
revela ainda pequenas histórias, públicas e privadas, que complementam este
excepcional diário de viagem pelas muitas estradas da nossa esperança.
A Minha Agenda Bullet
A nova grande moda. Uma agenda personalizável, inspiradora e aliviadora do
stress. Inspirada no Bullet Journal, uma tendência na internet com milhares de
seguidores, é uma agenda por pontos (bullets) no qual se anotam, de forma
personalizada, pensamentos, rotinas, tarefas, desejos, objectivos, entre outros. O
que a diferencia é o espaço criativo que é dado ao utilizador que acaba por
transformar esta agenda numa espécie de ferramenta de auto-ajuda.
Lagom de Niki Brantmark
Como atingir uma vida equilibrada e feliz. Lagom é uma filosofia sueca de bem-
estar que se caracteriza por chegar ao ponto ideal, nem de mais, nem de menos,sem exageros, em vários aspectos da vida. O livro dá dicas para um estilo de vida“lagom” em todas as áreas: família, trabalho, finanças, saúde, alimentação, lazer.
Novembro - Não Ficção
O Dom da Ira, de Arun Gandhi
Revelando episódios inéditos, o autor - neto de Mahatma Gandhi e também ele um
activista da não-violência - recupera ensinamentos de Gandhi e adapta-os aos dias
de hoje, através de 11 simples lições que aprendeu com o avô, sobre: identidade,
autoconhecimento, amizade, família, saber lidar com a raiva, a depressão, a
solidão... Um livro tão útil como surpreendente, que nos dá a conhecer o mítico
líder pacifista na intimidade, através de numerosas histórias inspiradora.
Setembro - Infanto-Juvenil
Destrói Este Diário – 10º Aniversário, de Keri Smith
Mais de 7 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, em Portugal chega
às 9 edições e a 26.000 exemplares vendidos. Destruidores do mundo: chega agora
uma nova edição a cores e com novas actividades, que assinala os 10 anos de
existência deste livro-fenómeno desde a sua edição original.
Geronimo Stilton – O Segredo do Tigre
Chega mais um livro desta nova série que tem como protagonistas quatro jovens
aprendizes de magos a quem será atribuída uma importante missão: recuperar as
Treze Espadas, poderosos talismãs de imenso poder, antes que sejam encontradas
por dois maléficos feiticeiros que desejam destruir o Reino da Fantasia.
Missão Royale - Um Esqueleto na Arena Real, de Javier Muñoz
Uma narrativa baseada no universo dos jogos de telemóvel Clash of Clans e Clash
Royale que conta a fantástica e alucinante aventura de um esqueleto no universo
dos humanos.
O Resgate dos Monges Zombies, de Cara J. Stevens
Uma novela gráfica não oficial para minecrafters. Depois do sucesso do 1.o livro
desta série de BD para minecrafters chega agora o segundo volume.
Adoro Yoga, de Lorena Pajalunca
Este livro, desenvolvido em colaboração com a Associação italiana de Yoga para
Crianças, explica passo a passo várias posições inspiradas em animais que os mais
novos adoram. Uma iniciação muito fácil e divertida desde a mais tenra idade.
Outubro/Novembro - Infanto-Juvenil
Guiness World Records 2018
O livro anual mais vendido mais vendido no Mundo está de regresso com os mais
inspiradores recordes do Universo. Nesta edição, a mais superlativa de sempre,
com posters comparativos entre os maiores recordes de todos os tempos, destaque
ainda para a vida real dos super-heróis.
O Oráculo Escondido – Série Os Trabalhos de Apolo (vol. 1), de Rick Riordan
Primeiro livro de uma nova série do autor best seller que volta com Percy Jackson e
com mais aventuras entre deuses, semi deuses e mortais.
Tea Stilton – O Segrego da Princesa + As Guardiãs dos Sonhos
Mais uma nova colecção da Tea Stilton que se junta às anteriores séries de grande
sucesso Princesas do Reino da Fantasia. Livros cheios de encanto e magia,
recehados de belasilustrações que vão conquistar os jovens leitores.
O Grande Livros das Raparigas, de Ana García Sineriz e Jordi Labanda
Todos os segredos para ser a rapariga mais fixe. Manual com conselhos, truques,
receitas e muito mais! Ilustrações do conceituado desenhador Jordi Labanda.
As Aventuras do Jovem Jules Vernes (7º livro), de Capitão Nemo
Mais um livro desta série de aventuras protagonizadas por Jules Verne, enquanto
jovem, e narradas pelo Capitão Nemo, um dos heróis dos seus romances, quando se
tornou escritor.
Especial Star Wars
Star Wars – Figuras em Crochet
Um manual com mais de 100 fotografias a cores com as instruções passo-a-passo
para criar em crochet 12 personagens dos filmes originais.
Star Wars – Darth Vader Abatido, de Jason Aaron e Kieron Gillen (argumento) e M. Deodato e S. Larroca (ilustrações)
A primeira recompilação das duas séries mais vendidas na nova era MARVEL: Star
Wars e Darth Vader, o vilão mas amado do universo Star Wars.
Star Wars – Chewbacca, de Gerry Duggan (argumento) & Phil Noto (ilustrações)
Um dos personagens mais amados da saga Star Wars, o wookie Chewbacca, agora
numa mini série em BD pela mão da Marvel Comics, em que é o protagonista
absoluto.
Star Wars – Lando, de Charles Soule (argumento) & Alex Maleev (ilustrações)
Lando, um antigo e charmoso amigo de Han Solo converteu-se numa das muitas
figuras inesquecíveis do universo criado por George Lucas. A mini série ocorre na
época entre os episódios IV e V.
Star Wars – O Despertar da Força, de Chuck Wending (argumento) & Luke Ross (ilustrações)
O filme blockbuster salta do ecrã para as páginas deste livro de BD. Inclui os números 1 a 6 de Star Wars: O Despertar da Força.
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Opinião: O Jardim das Borboletas
Título Original: The Butterfly Garden (2016)
Autor: Dot Hutchison
Tradução: Ana Lourenço
ISBN: 9789896652913
Editora: Suma de Letras (2017)
Sinopse:
Perto de uma mansão isolada, encontra-se um jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e... uma coleção de preciosas «borboletas». Jovens mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem esses belos insetos. Quem toma conta deste estranho lugar é o aterrador jardineiro, um homem retorcido, obcecado com a captura e a preservação de seus espécimes únicos.
Quando o jardim é descoberto pela Polícia, os agentes do FBI Hanoverian e Eddison têm a tarefa de juntar as peças de um dos quebra-cabeças mais complicados das suas carreiras.
Maya, uma das vítimas, ainda se encontra em choque e o seu relato está cheio fragmentos de episódios arrepiantes, no limite da credibilidade. O que esconderão as suas meias palavras?
Opinião:
O Jardim das Borboletas é um livro que impele para uma leitura ávida, que choca e perturba ao mesmo tempo que cativa e hipnotiza. Trata-se de um thriller um pouco diferente do habitual, uma vez que o crime já foi descoberto no momento em que a trama tem início. Contudo, a forma como a autora vai desvendando o que realmente aconteceu a todas as jovens que foram raptadas pelo Jardineiro não nos afasta da noção de perigo ou dúvida.
Maya é a jovem raptada e resgatada que está a ser interrogada pelos agentes do FBI Hanoverian e Eddison. É através dela que vamos descobrindo os horrores que aconteciam no Jardim. Como os relatos se sucedem a questões que lhe são feitas, não são apresentados por uma ordem cronológica definida, havendo alguns saltos temporais, mas tudo está feito de forma a que as informações que nos chegam nos levem a entender a complexidade das relações estabelecidas entre as próprias borboletas e também seus captores. Além disso, os verdadeiros horrores não são imediatamente apresentados, sendo que só no final recebemos as respostas a todas as questões.
Tornou-se impossível não me sentir intrigada por Maya. A sua história de vida justifica a sua personalidade mais fria e calculista, fácil de ligar a uma pessoa sobrevivente. A forma como ela vai apresentando as regras do Jardim e as rotinas e papéis das borboletas arrepia e surpreende pela loucura e inesperado de certas situações. Além disso, conhecer os seus primeiros anos de vida ajudam a percebê-la melhor, sendo aí mais fácil criar empatia com ela. Contudo, não deixa de ser curioso a forma como a autora por vezes nos leva a duvidar sobre as suas verdadeiras intenções relativamente a diversas circunstâncias.
A construção do raptor, o Jardineiro, faz-nos pensar sobre loucura e sobre como tal tantas vezes é mascarado com uma vida aparentemente bem sucedida. A autora faz ainda pensar sobre as dificuldades que muitas vezes existem em distinguir amor de outros sentimentos ou emoções, tornando-se assustador vê-lo confundido com obsessão, necessidade e luxúria. Acredito que os filhos do raptor foram criados para representar dois espectros extremos do pai, mas ainda assim não é fácil perdoar nem aquele que mostra maior compaixão.
A leitura cativa e faz-se com rapidez, mas também tenho de admitir que existem várias questões que deixam dúvidas. O facto de aquele complexo existir há tanto tempo, e de ter vindo a ser modernizado, sem que ninguém o tenha conseguido descobrir é algo que me custa um pouco aceitar. Existem ainda certas revelações finais que mereciam uma justificação mais detalhada de modo a serem melhor aceites.
Esta é, sem dúvida, uma leitura que marca pela diferença. Em O Jardim das Borboletas, somos levados a pensar sobre como é possível existir tanta crueldade num mundo que aparenta ser idílico. A forma como a trama se desenrola está muito bem conseguida, é simples e cativante de acompanhar. Gostei que a autora tivesse, logo no início, colocado todas as cartas em cima da mesa e ainda assim nos conseguir surpreender com uma série de truques inesperados. Se gostam de mistérios e de thrillers, então não vão querer perder este.
Autor: Dot Hutchison
Tradução: Ana Lourenço
ISBN: 9789896652913
Editora: Suma de Letras (2017)
Sinopse:
Perto de uma mansão isolada, encontra-se um jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e... uma coleção de preciosas «borboletas». Jovens mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem esses belos insetos. Quem toma conta deste estranho lugar é o aterrador jardineiro, um homem retorcido, obcecado com a captura e a preservação de seus espécimes únicos.
Quando o jardim é descoberto pela Polícia, os agentes do FBI Hanoverian e Eddison têm a tarefa de juntar as peças de um dos quebra-cabeças mais complicados das suas carreiras.
Maya, uma das vítimas, ainda se encontra em choque e o seu relato está cheio fragmentos de episódios arrepiantes, no limite da credibilidade. O que esconderão as suas meias palavras?
Opinião:
O Jardim das Borboletas é um livro que impele para uma leitura ávida, que choca e perturba ao mesmo tempo que cativa e hipnotiza. Trata-se de um thriller um pouco diferente do habitual, uma vez que o crime já foi descoberto no momento em que a trama tem início. Contudo, a forma como a autora vai desvendando o que realmente aconteceu a todas as jovens que foram raptadas pelo Jardineiro não nos afasta da noção de perigo ou dúvida.
Maya é a jovem raptada e resgatada que está a ser interrogada pelos agentes do FBI Hanoverian e Eddison. É através dela que vamos descobrindo os horrores que aconteciam no Jardim. Como os relatos se sucedem a questões que lhe são feitas, não são apresentados por uma ordem cronológica definida, havendo alguns saltos temporais, mas tudo está feito de forma a que as informações que nos chegam nos levem a entender a complexidade das relações estabelecidas entre as próprias borboletas e também seus captores. Além disso, os verdadeiros horrores não são imediatamente apresentados, sendo que só no final recebemos as respostas a todas as questões.
Tornou-se impossível não me sentir intrigada por Maya. A sua história de vida justifica a sua personalidade mais fria e calculista, fácil de ligar a uma pessoa sobrevivente. A forma como ela vai apresentando as regras do Jardim e as rotinas e papéis das borboletas arrepia e surpreende pela loucura e inesperado de certas situações. Além disso, conhecer os seus primeiros anos de vida ajudam a percebê-la melhor, sendo aí mais fácil criar empatia com ela. Contudo, não deixa de ser curioso a forma como a autora por vezes nos leva a duvidar sobre as suas verdadeiras intenções relativamente a diversas circunstâncias.
A construção do raptor, o Jardineiro, faz-nos pensar sobre loucura e sobre como tal tantas vezes é mascarado com uma vida aparentemente bem sucedida. A autora faz ainda pensar sobre as dificuldades que muitas vezes existem em distinguir amor de outros sentimentos ou emoções, tornando-se assustador vê-lo confundido com obsessão, necessidade e luxúria. Acredito que os filhos do raptor foram criados para representar dois espectros extremos do pai, mas ainda assim não é fácil perdoar nem aquele que mostra maior compaixão.
A leitura cativa e faz-se com rapidez, mas também tenho de admitir que existem várias questões que deixam dúvidas. O facto de aquele complexo existir há tanto tempo, e de ter vindo a ser modernizado, sem que ninguém o tenha conseguido descobrir é algo que me custa um pouco aceitar. Existem ainda certas revelações finais que mereciam uma justificação mais detalhada de modo a serem melhor aceites.
Esta é, sem dúvida, uma leitura que marca pela diferença. Em O Jardim das Borboletas, somos levados a pensar sobre como é possível existir tanta crueldade num mundo que aparenta ser idílico. A forma como a trama se desenrola está muito bem conseguida, é simples e cativante de acompanhar. Gostei que a autora tivesse, logo no início, colocado todas as cartas em cima da mesa e ainda assim nos conseguir surpreender com uma série de truques inesperados. Se gostam de mistérios e de thrillers, então não vão querer perder este.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Opinião: Nimona
Título Original: Nimona (2015)
Autor: Noelle Stevenson
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789897730559
Editora: Edições Saída de Emergência (2017)
Sinopse:
Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam.
Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar.
Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir…
NÉMESIS!
DRAGÕES!
CIÊNCIA!
VENHA CONHECER NIMONA!
Opinião:
Existem livros que, sem estarmos à espera, nos enchem o coração. Decidi dar uma oportunidade a Nimona depois de uma conversa uma blogger amiga. Não costumo adquirir novelas gráficas, não por pensar que as histórias são inferiores ao formato romance, mas por saber que se tratam de livros que duram poucas horas nas minhas mãos. Sim, Nimona foi um livro devorado em menos de nada, mas gostei imenso de cada bocadinho passado entre estas páginas.
A trama está dividida em vários e pequenos capítulos. Nos primeiros, somos introduzidos ás personagens, ao papel de cada uma e a este novo universo. A primeira impressão que fica é o grande sentido de humor adjacente à narrativa e ainda o facto de as figuras principais serem estarem do lado do mal e, ao mesmo tempo, terem dúvidas morais divertidas e pertinentes. Como tal, as primeiras páginas apresentam uma sucessão de acontecimentos que, numa primeira análise, parecem aleatórios, mas que têm a função de nos ambientar e preparar para algo maior.
A certo momento, chegamos a capítulos que já não funcionam em separado e que estão ligados a um enredo mais complexo. Não só a história é mais densa como a mensagem que a autora nos tenta passar se torna cada vez mais evidente e acaba por nos tocar o coração. O vilão taciturno e incapaz de fazer grandes maldades revela-se um homem que é capaz de se sacrificar pela sociedade, mesmo que tal implique ir contra aquilo que ele é. O herói belo e valente pode ter segredos sombrios e não ser tão valoroso quanto quer fazer crer. A organização incumbida da segurança do reino pode ter outros interesses. A menina irresponsável que só quer fazer maldades talvez só queira um amigo. Não existem muitas personagens, mas elas são memoráveis.
Nimona demorou um pouquinho a conquistar-me, talvez por acabar sempre por repreender as suas acções inconsequentes. Contudo, os disparates que ela faz e a forma como consegue arreliar Lorde Ballister acabam por fazer sorrir e por querer descobrir o que ela vai aprontar a seguir. Além disso, o mistério relativo ao seu passado e à sua condição aumentam a intriga . No final, ela acaba por se revelar uma figura de várias dimensões, muito bem conseguida.
Lord Ballister Coração Negro foi a figura de que mais gostei. Ele é grande vilão deste mundo, mas depressa percebemos que é um malvado de bom coração, que apenas está a cumprir, com toda a devoção, um papel que lhe foi atribuído. Gostei de assistir à sua evolução, provocada pelo convívio com Nimona, e apreciei o facto de ele ser sempre fiel aos seus valores, mesmo quando tal o coloca em situações nas quais não se sente confortável. Já Sir Ambrosius Virilha Dourada cria antipatia logo no início, sendo que só mais lá para o fim me conseguiu fazer vê-lo com outros olhos. Ele é o exemplo do herói de fachada, de alguém que sente necessidade de ser admirado para se sentir bem.
A relação entre as personagens faz sentido e cria momentos que tanto podem ir de divertidos até a emotivos. No final, tive vontade de reler as primeiras páginas, só para verificar a evolução que aconteceu. Os desenhos são amorosos e o contraste das cores faz sentido e acrescenta individualidade às personagens. Nimona é um livro que merece ser tido em consideração, mesmo por aqueles que, como eu, não costumam dar grandes oportunidades a novelas gráficas. Como tal, se querem uma história divertida, com significado e que vos fique na mente depois de lida, não deixem esta leitura ao lado.
Autor: Noelle Stevenson
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789897730559
Editora: Edições Saída de Emergência (2017)
Sinopse:
Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam.
Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar.
Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir…
NÉMESIS!
DRAGÕES!
CIÊNCIA!
VENHA CONHECER NIMONA!
Opinião:
Existem livros que, sem estarmos à espera, nos enchem o coração. Decidi dar uma oportunidade a Nimona depois de uma conversa uma blogger amiga. Não costumo adquirir novelas gráficas, não por pensar que as histórias são inferiores ao formato romance, mas por saber que se tratam de livros que duram poucas horas nas minhas mãos. Sim, Nimona foi um livro devorado em menos de nada, mas gostei imenso de cada bocadinho passado entre estas páginas.
A trama está dividida em vários e pequenos capítulos. Nos primeiros, somos introduzidos ás personagens, ao papel de cada uma e a este novo universo. A primeira impressão que fica é o grande sentido de humor adjacente à narrativa e ainda o facto de as figuras principais serem estarem do lado do mal e, ao mesmo tempo, terem dúvidas morais divertidas e pertinentes. Como tal, as primeiras páginas apresentam uma sucessão de acontecimentos que, numa primeira análise, parecem aleatórios, mas que têm a função de nos ambientar e preparar para algo maior.
A certo momento, chegamos a capítulos que já não funcionam em separado e que estão ligados a um enredo mais complexo. Não só a história é mais densa como a mensagem que a autora nos tenta passar se torna cada vez mais evidente e acaba por nos tocar o coração. O vilão taciturno e incapaz de fazer grandes maldades revela-se um homem que é capaz de se sacrificar pela sociedade, mesmo que tal implique ir contra aquilo que ele é. O herói belo e valente pode ter segredos sombrios e não ser tão valoroso quanto quer fazer crer. A organização incumbida da segurança do reino pode ter outros interesses. A menina irresponsável que só quer fazer maldades talvez só queira um amigo. Não existem muitas personagens, mas elas são memoráveis.
Nimona demorou um pouquinho a conquistar-me, talvez por acabar sempre por repreender as suas acções inconsequentes. Contudo, os disparates que ela faz e a forma como consegue arreliar Lorde Ballister acabam por fazer sorrir e por querer descobrir o que ela vai aprontar a seguir. Além disso, o mistério relativo ao seu passado e à sua condição aumentam a intriga . No final, ela acaba por se revelar uma figura de várias dimensões, muito bem conseguida.
Lord Ballister Coração Negro foi a figura de que mais gostei. Ele é grande vilão deste mundo, mas depressa percebemos que é um malvado de bom coração, que apenas está a cumprir, com toda a devoção, um papel que lhe foi atribuído. Gostei de assistir à sua evolução, provocada pelo convívio com Nimona, e apreciei o facto de ele ser sempre fiel aos seus valores, mesmo quando tal o coloca em situações nas quais não se sente confortável. Já Sir Ambrosius Virilha Dourada cria antipatia logo no início, sendo que só mais lá para o fim me conseguiu fazer vê-lo com outros olhos. Ele é o exemplo do herói de fachada, de alguém que sente necessidade de ser admirado para se sentir bem.
A relação entre as personagens faz sentido e cria momentos que tanto podem ir de divertidos até a emotivos. No final, tive vontade de reler as primeiras páginas, só para verificar a evolução que aconteceu. Os desenhos são amorosos e o contraste das cores faz sentido e acrescenta individualidade às personagens. Nimona é um livro que merece ser tido em consideração, mesmo por aqueles que, como eu, não costumam dar grandes oportunidades a novelas gráficas. Como tal, se querem uma história divertida, com significado e que vos fique na mente depois de lida, não deixem esta leitura ao lado.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Opinião: O Milésimo Andar
Título Original: The Thousandth Floor (2016)
Autor: Katharine McGee
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896579340
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.
Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.
Opinião:
Se alguma vez imaginaram como seria a série de sucesso “Gossip Girl” se ocorresse no futuro, então encontram a resposta a essa questão em Milésimo Andar. Livro fresco, divertido, intrigante, romântico e repleto de drama. A autora Katharina McGee criou um novo mundo, praticamente tudo passado num edifício gigantesco, onde a alta sociedade vive focada nos seus problemas, alheia às dificuldades dos que lutam pelo sobrevivência nos pisos mais empobrecidos.
Não se pode dizer que exista uma personagem principal nesta trama, uma vez que a autora decidiu dividir a história pela perspectiva de cinco figuras. Desta forma, existe a certeza de que nos vamos sentir ligados com pelo menos um destes jovens, já que todos têm personalidades, vivências, objetivos e obstáculos distintos. Contudo, e apesar de não ser apontado um protagonista, a verdade é que, para mim, existe uma personagem que se destaca: Avery.
Avery é descrita como fisicamente perfeita. Afinal, ela nasceu após um longo estudo aos genes dos seus pais para ser a mais bela. A nível de personalidade, também não há muito para se lhe apontar, sendo que o mais interessante desta figura é mesmo o segredo que guarda. É possível perceber, logo desde o início, de que forma esta situação pode desenrolar-se, por isso não se trata propriamente de uma surpresa quando a revelação é feita. Digo que Avery tem um papel de maior destaque pois é a única que se encontra ligada a todas as outras personagens, logo a sua intervenção é sempre relevante em todos os enredos. Acredito que acabei por torcer por ela não tanto por empatia mas sim por oposição a Leda, sua amiga e rival.
Antipatizei com Leda desde o início. Gostei que lhe fosse dado um fundo problemático, pois isso conferia mais profundidade à personagem, mas a sua personalidade interesseira, manipuladora e oportunista não me agradou. Compreendo que sofreu e sofre grandes mágoas e desilusões, mas as ferramentas que encontra para se fazer valer não são as mais éticas. Com o decorrer da narrativa, tudo o que me desagradou nela torna-se mais vincado, mas ainda assim fiquei admirada com o fim que lhe foi dado.
Eris chamou-me a atenção desde o primeiro momento e apreciei bastante da forma como a autora a levou a deparar-se com os contrastes entre ricos e pobres. Já Rylin, por seu lado, forneceu um caráter romântico diferente à história, fazendo quase lembrar a história da Cinderela. Eris e Rylin são as personagens que nos levam a conhecer as classes mais desfavorecidas, dando uma visão mais ampla e realista sobre este mundo futurista. Tratam-se de duas personagens bem construídas e com fundamentos plausíveis. Tendo em conta história de cada uma, tentam ultrapassar as dificuldades que encontram através de diferentes meios e através de valores distintos.
Watt foi uma lufada de ar fresco. Além de ser a única personagem masculina com destaque, é também um jovem muito interessante devido ao dispositivo ilegal que implantou na própria cabeça. As suas conversas e discussões com Nadia davam sempre alguma leveza à trama e eram divertidas de assistir. Ele acaba por bastante relevante para uma revelação final e para a forma como as outras quatro personagens terminam.
Trata-se claramente de uma obra destinada ao público jovem-adulto, sendo que a intriga entre jovens adolescentes pode, muitas vezes, parecer demasiado dramática. O desenrolar da ação não é propriamente surpreendente, mas tem vários momentos que captam a atenção e fazem querer continuar a leitura. Foi divertido acompanhar estas personagens nas suas peripécias. Confesso que o final do livro afastou-se um pouco daquilo que esperava ou desejava, mas isso apenas deu mais vontade de pegar no livro que continua esta aventura.
Autor: Katharine McGee
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896579340
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.
Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.
Opinião:
Se alguma vez imaginaram como seria a série de sucesso “Gossip Girl” se ocorresse no futuro, então encontram a resposta a essa questão em Milésimo Andar. Livro fresco, divertido, intrigante, romântico e repleto de drama. A autora Katharina McGee criou um novo mundo, praticamente tudo passado num edifício gigantesco, onde a alta sociedade vive focada nos seus problemas, alheia às dificuldades dos que lutam pelo sobrevivência nos pisos mais empobrecidos.
Não se pode dizer que exista uma personagem principal nesta trama, uma vez que a autora decidiu dividir a história pela perspectiva de cinco figuras. Desta forma, existe a certeza de que nos vamos sentir ligados com pelo menos um destes jovens, já que todos têm personalidades, vivências, objetivos e obstáculos distintos. Contudo, e apesar de não ser apontado um protagonista, a verdade é que, para mim, existe uma personagem que se destaca: Avery.
Avery é descrita como fisicamente perfeita. Afinal, ela nasceu após um longo estudo aos genes dos seus pais para ser a mais bela. A nível de personalidade, também não há muito para se lhe apontar, sendo que o mais interessante desta figura é mesmo o segredo que guarda. É possível perceber, logo desde o início, de que forma esta situação pode desenrolar-se, por isso não se trata propriamente de uma surpresa quando a revelação é feita. Digo que Avery tem um papel de maior destaque pois é a única que se encontra ligada a todas as outras personagens, logo a sua intervenção é sempre relevante em todos os enredos. Acredito que acabei por torcer por ela não tanto por empatia mas sim por oposição a Leda, sua amiga e rival.
Antipatizei com Leda desde o início. Gostei que lhe fosse dado um fundo problemático, pois isso conferia mais profundidade à personagem, mas a sua personalidade interesseira, manipuladora e oportunista não me agradou. Compreendo que sofreu e sofre grandes mágoas e desilusões, mas as ferramentas que encontra para se fazer valer não são as mais éticas. Com o decorrer da narrativa, tudo o que me desagradou nela torna-se mais vincado, mas ainda assim fiquei admirada com o fim que lhe foi dado.
Eris chamou-me a atenção desde o primeiro momento e apreciei bastante da forma como a autora a levou a deparar-se com os contrastes entre ricos e pobres. Já Rylin, por seu lado, forneceu um caráter romântico diferente à história, fazendo quase lembrar a história da Cinderela. Eris e Rylin são as personagens que nos levam a conhecer as classes mais desfavorecidas, dando uma visão mais ampla e realista sobre este mundo futurista. Tratam-se de duas personagens bem construídas e com fundamentos plausíveis. Tendo em conta história de cada uma, tentam ultrapassar as dificuldades que encontram através de diferentes meios e através de valores distintos.
Watt foi uma lufada de ar fresco. Além de ser a única personagem masculina com destaque, é também um jovem muito interessante devido ao dispositivo ilegal que implantou na própria cabeça. As suas conversas e discussões com Nadia davam sempre alguma leveza à trama e eram divertidas de assistir. Ele acaba por bastante relevante para uma revelação final e para a forma como as outras quatro personagens terminam.
Trata-se claramente de uma obra destinada ao público jovem-adulto, sendo que a intriga entre jovens adolescentes pode, muitas vezes, parecer demasiado dramática. O desenrolar da ação não é propriamente surpreendente, mas tem vários momentos que captam a atenção e fazem querer continuar a leitura. Foi divertido acompanhar estas personagens nas suas peripécias. Confesso que o final do livro afastou-se um pouco daquilo que esperava ou desejava, mas isso apenas deu mais vontade de pegar no livro que continua esta aventura.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Resultado do passatempo "Nos Sapatos de Valéria" + "Valéria ao Espelho"
Aqui fica o resultado do passatempo que o blogue fez em parceria com a Suma de Letras! Estava em sorteio um um pack composto pelos exemplares Nos Sapatos de Valéria e Valéria ao Espelho, livros de Elísabet Benavent.
Este sorteio conta com 105 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..65! Que equivale à participação de:
Muitos parabéns à vencedora!
Este sorteio conta com 105 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..65! Que equivale à participação de:
Carolina (...) Marques, de Entroncamento
Muitos parabéns à vencedora!
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