Título Original: The Winner's Crime (2015)
Autor: Marie Rutkoski
Tradução: João Quina Edições
ISBN: 9789898849809
Editora: TopSeller (2016)
Sinopse:
Dois povos em conflito, uma aliança perigosa, um amor dividido. Os Herrani, liderados por Arin, tomaram a sua terra de volta. Para impedir que a poderosa armada valoriana invadisse Herran e provocasse um banho de sangue, Kestrel aceitou casar com o príncipe herdeiro de Valoria. O noivado causa sensação no reino, mas Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador que não confia totalmente nela. E com razão: Kestrel encontrou uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo herrani, e está perto de descobrir um segredo chocante.A paz com Valoria tem um preço demasiado alto e Arin procura novos aliados além-fronteiras. Ao mesmo tempo, ele debate-se com a decisão de Kestrel em se casar com o príncipe. Sem saber que ela é a espia que o está a ajudar no esforço de guerra, Arin decide arriscar tudo e tentar desvendar a verdade, mas esta poderá ser muito mais perigosa do que ele imagina.
Opinião:
Se já tinha gostado de A Maldição do Vencedor (opinião aqui), posso dizer que apreciei ainda mais a leitura de O Crime do Vencedor. O segundo livro desta saga de Marie Rutkoski tem ainda mais intriga e conseguiu deixar-me completamente agarrada à leitura. Era difícil parar de ler perante a expectativa do que poderia acontecer a seguir. E as reviravoltas conseguiam sempre surpreender.
A trama começa no ponto em que A Maldição do Vencedor terminou. Com Krestel na corte e prometida ao filho do imperados, entramos num meio onde todos os passos são analisados. E se já tinha ficado impressionada com o tacto que Krestel tem analisar tudo o que a rodeia e jogar com isso a seu favor, é ainda mais interessante ver como ela lida com esta grande pressão de estar constantemente à prova. Sente-se a opressão e o terror causado pelo imperador, o que faz com que o perigo esteja sempre presente.
A voz de Arin surge com um tom um pouco diferente e, numa primeira parte, não é tão cativante como Krestel. Porém, a partir do momento em que ele segue um rumo inesperado, é curioso acompanhá-lo na descoberta de uma nova parte deste mundo. É aqui que surgem outras figuras, sendo que uma despertou-me a atenção em particular, e é também aqui que são dadas novas hipóteses que nos levam a imaginar o que poderá acontecer a seguir. Além disso, gostei muito da forma como Arin nos mostra que a linha entre o ódio e o amor pode ser mesmo muito ténue.
Apesar da astúcia de Krestel, também é possível sentir que ela é apenas uma menina. E apesar de Aris ser um líder, ele também não deixa de parecer um rapaz perdido. Explorar este mundo através de figuras mais maduras poderia ser ainda mais interessante, pois existem muitas conspirações interessantes e bem desenvolvidas. Porém, uma boa parte do enredo continua a estar muito focada nas emoções, especialmente no que Krestel e Arin sentem um pelo outro. Isto poderia continuar a existir, pois neste volume existem componentes bem conseguidas, mas talvez com menos ênfase.
O encadeamento de acontecimentos está bem conseguido. Apesar de existirem muitos momentos de introspecção, Marie Rutkoski consegue fazer com que estes estejam ligados com alguma intriga ou reviravolta, o que faz com que não sejam cansativos, apesar de algumas redundâncias. Sentir que os dois protagonistas estavam constantemente em risco fez-me querer continuar a ler e a descobrir as várias soluções que os dois encontravam para os problemas que surgiam. E se em alguns momentos conseguia adivinhar o que vinha a seguir, confesso que fiquei surpreendida com o final deste livro.
Terminada a leitura de O Crime do Vencedor, fica a vontade de que o terceiro volume chegue rápido. Este é um mundo que cativa e as intrigas e reviravoltas constantes fazem desejar ficar a saber o que vem a seguir e que destinado está reservado para Krestel e Arin. Se gostaram do primeiro livro desta saga, então não percam tempo e leiam este assim que conseguirem. Não vão ficar arrependidos.
Outras opiniões a livros de Marie Rutkoski:
A Maldição do Vencedor (#1)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Novidade da Bertrand Editora para Janeiro
O Coração é o Último a Morrer, de Margaret Atwood
Sinopse: Charmaine e Stan estão desesperados: sobrevivem de pequenos trabalhos menores e vivem no carro. Portanto, quando veem um anúncio a consiliência, uma «experiência social» que oferece empregos estáveis e casa própria, inscrevem-se imediatamente. A única coisa que têm de fazer em troca é ceder a sua liberdade mês sim, mês não, trocando a sua casa por uma cela da prisão.
A princípio tudo corre bem. Não tarda, porém, a que Stan e Charmaine, sem o saberem um do outro, comecem a desenvolver obsessões apaixonadas pelos seus «alternantes», o casal que ocupa a sua casa quando estão na prisão. E, à medida que as pressões do projeto, a desconfiança mútua, a culpa e o desejo vão ganhando terreno, a experiência começa a perder a sua aura de «prece atendida» e a parecer-se mais com uma terrível profecia.
Sinopse: Charmaine e Stan estão desesperados: sobrevivem de pequenos trabalhos menores e vivem no carro. Portanto, quando veem um anúncio a consiliência, uma «experiência social» que oferece empregos estáveis e casa própria, inscrevem-se imediatamente. A única coisa que têm de fazer em troca é ceder a sua liberdade mês sim, mês não, trocando a sua casa por uma cela da prisão.
A princípio tudo corre bem. Não tarda, porém, a que Stan e Charmaine, sem o saberem um do outro, comecem a desenvolver obsessões apaixonadas pelos seus «alternantes», o casal que ocupa a sua casa quando estão na prisão. E, à medida que as pressões do projeto, a desconfiança mútua, a culpa e o desejo vão ganhando terreno, a experiência começa a perder a sua aura de «prece atendida» e a parecer-se mais com uma terrível profecia.
Novidade da Saída de Emergência para Fevereiro
Marcado na Pele, de Anne Bishop
Sinopse: Durante séculos, os Outros e os humanos viveram lado a lado numa paz precária. Mas quando a Humanidade ultrapassa os seus limites, os Outros terão de decidir o que estão dispostos a tolerar.
Desde que os Outros se aliaram às Cassandra Sangue, os frágeis mas poderosos profetas humanos que estavam a ser explorados pela sua própria espécie, tudo se transformou na relação entre humanos e os Outros. Alguns como Simon Wolfgard, metamorfo e líder, e a profetisa Meg Corbyn, encaram a nova parceria como vantajosa. Mas nem todos estão convencidos. Um grupo de humanos radicais procura usurpar terras através de uma série de ataques violentos contra os Outros. Mal sabem eles que existem forças mais perigosas e antigas que vampiros e metamorfos e que estão dispostas a fazer o que for necessário para proteger o que lhes pertence…
Disponível a partir de dia 3.
Sinopse: Durante séculos, os Outros e os humanos viveram lado a lado numa paz precária. Mas quando a Humanidade ultrapassa os seus limites, os Outros terão de decidir o que estão dispostos a tolerar.
Desde que os Outros se aliaram às Cassandra Sangue, os frágeis mas poderosos profetas humanos que estavam a ser explorados pela sua própria espécie, tudo se transformou na relação entre humanos e os Outros. Alguns como Simon Wolfgard, metamorfo e líder, e a profetisa Meg Corbyn, encaram a nova parceria como vantajosa. Mas nem todos estão convencidos. Um grupo de humanos radicais procura usurpar terras através de uma série de ataques violentos contra os Outros. Mal sabem eles que existem forças mais perigosas e antigas que vampiros e metamorfos e que estão dispostas a fazer o que for necessário para proteger o que lhes pertence…
Disponível a partir de dia 3.
Novidade da Saída de Emergência para Janeiro
Sinopse: Após 30 anos, os únicos traços humanos detetados na Área X – uma estranha zona contaminada cercada de uma fronteira invisível e sem traços de civilização – são os que foram deixados por expedições sucessivas sob autoridade de uma agência tão secreta que quase foi esquecida.
Face à tumultuosa 12.ª expedição narrada em Aniquilação, a agência tem um novo diretor nomeado, John Rodrigues, também conhecido por Control. A braços com uma equipa desesperada e frustrada por uma série de incidentes e vídeos perturbantes, Control começa a desvendar lentamente os segredos da Área X e dos mistérios narrados no primeiro volume, mas a cada descoberta que faz, é forçado a confrontar verdades sobre ele próprio e a agência que jurou servir.
Disponível a partir de dia 27.
Novidades da Marcador para Fevereiro
Iluminações de uma Mulher Livre, de Samuel F. Pimenta
Sinopse: Na aldeia onde é rejeitada e perseguida pela população, Isabel acorda com a única ideia capaz de a libertar do casamento opressor em que vive: matar o marido. Se, de início, a ideia lhe parece improvável, vai ganhando força à medida que recorda as histórias das mulheres do passado, de que a avó lhe falava quando, com outras mulheres, se reuniam em grupos femininos secretos para falarem de oráculos, curas e magia. Isabel é moderna, sensível, curiosa e sempre quis a sua independência.
Cresceu na capital, mas mudou-se para a aldeia por causa do casamento. E foi essa união que a aprisionou numa existência de medo e abuso. Só ela pode libertar-se desse homem castigador, e ao longo de vários dias Isabel confronta-se com todos os receios e dúvidas, imaginando planos e lembrando-se dos ensinamentos da avó, procurando argumentos que fortaleçam a sua decisão, enquanto cumpre com todos os rituais quotidianos da casa com beleza e empenho poético.
Amor em Minúsculas, de Francesc Miralles
Sinopse: Ao acordar no dia 1 de janeiro, Samuel, um professor de Linguística solitário, está convencido de que o ano que se inicia só lhe trará verbos no passivo e poucos momentos em itálico, até que um visitante inesperado se esgueira para dentro do seu apartamento e se recusa a sair. Mishima, um gato vadio, torna-se o catalisador que faz Samuel abandonar a comodidade dos seus livros favoritos, dos seus filmes estrangeiros e da sua música clássica, para ir a lugares onde nunca esteve - como a casa do vizinho - e conhecer pessoas que jamais pensaria conhecer - um velho com o qual nunca trocaria uma palavra.
Mas há mais: o gato fará com que ele reencontre Gabriela, uma misteriosa mulher do seu passado, que ele já não tinha esperança de voltar a ver. Uma história inteligente, divertida e doce que nos comove e revela que os pequenos detalhes são o grande segredo da felicidade. Amor em Minúsculas é uma pequena preciosidade e está a causar furor internacional. Um livro adorável que conjuga referências literárias e filosóficas com a magia única das pequenas coisas.
Sinopse: Na aldeia onde é rejeitada e perseguida pela população, Isabel acorda com a única ideia capaz de a libertar do casamento opressor em que vive: matar o marido. Se, de início, a ideia lhe parece improvável, vai ganhando força à medida que recorda as histórias das mulheres do passado, de que a avó lhe falava quando, com outras mulheres, se reuniam em grupos femininos secretos para falarem de oráculos, curas e magia. Isabel é moderna, sensível, curiosa e sempre quis a sua independência.
Cresceu na capital, mas mudou-se para a aldeia por causa do casamento. E foi essa união que a aprisionou numa existência de medo e abuso. Só ela pode libertar-se desse homem castigador, e ao longo de vários dias Isabel confronta-se com todos os receios e dúvidas, imaginando planos e lembrando-se dos ensinamentos da avó, procurando argumentos que fortaleçam a sua decisão, enquanto cumpre com todos os rituais quotidianos da casa com beleza e empenho poético.
Amor em Minúsculas, de Francesc MirallesSinopse: Ao acordar no dia 1 de janeiro, Samuel, um professor de Linguística solitário, está convencido de que o ano que se inicia só lhe trará verbos no passivo e poucos momentos em itálico, até que um visitante inesperado se esgueira para dentro do seu apartamento e se recusa a sair. Mishima, um gato vadio, torna-se o catalisador que faz Samuel abandonar a comodidade dos seus livros favoritos, dos seus filmes estrangeiros e da sua música clássica, para ir a lugares onde nunca esteve - como a casa do vizinho - e conhecer pessoas que jamais pensaria conhecer - um velho com o qual nunca trocaria uma palavra.
Mas há mais: o gato fará com que ele reencontre Gabriela, uma misteriosa mulher do seu passado, que ele já não tinha esperança de voltar a ver. Uma história inteligente, divertida e doce que nos comove e revela que os pequenos detalhes são o grande segredo da felicidade. Amor em Minúsculas é uma pequena preciosidade e está a causar furor internacional. Um livro adorável que conjuga referências literárias e filosóficas com a magia única das pequenas coisas.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Comprar o livro pela capa #93: "À Boleia pela Galáxia"
Um livro que tanto gostei de ler regresso ao mercado editorial com uma nova imagem. Falo de À Boleia pela Galáxia, de Douglas Adams. As duas edição são da Saída de Emergência.
Esta edição é de 2005, altura em que a adaptação cinematográfica chegou às salas de cinema. Como tal, a capa apresenta o poster do filme, que dá a ideia de uma viagem espacial e apresenta duas das personagens da trama.
A Saída de Emergência volta a apostar nesta publicação em 2017. A capa mudou, sendo que o fundo azul faz com que os elementos que surgem a amarelo e branco tenham um maior destaque. Além disso, é divertido ver que as imagens escolhidas estão relacionadas com a obra, com destaque para Marvin. Além disso, o design não é a única alteração feita nesta edição, já que foi acrescentado um prefácio de Nuno Markl.
Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem? Deixem a vossa opinião nos comentários.
OPINIÃO A ESTE LIVRO AQUI.
Esta edição é de 2005, altura em que a adaptação cinematográfica chegou às salas de cinema. Como tal, a capa apresenta o poster do filme, que dá a ideia de uma viagem espacial e apresenta duas das personagens da trama.
A Saída de Emergência volta a apostar nesta publicação em 2017. A capa mudou, sendo que o fundo azul faz com que os elementos que surgem a amarelo e branco tenham um maior destaque. Além disso, é divertido ver que as imagens escolhidas estão relacionadas com a obra, com destaque para Marvin. Além disso, o design não é a única alteração feita nesta edição, já que foi acrescentado um prefácio de Nuno Markl.
Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem? Deixem a vossa opinião nos comentários.
OPINIÃO A ESTE LIVRO AQUI.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Opinião: Jardins da Lua (Saga do Império Malazano #1)
Título original: Gardens of the Moon (1999)
Autor: Steven Erikson
Tradução: Carol Chiovatto
Adaptação: Susana Clara
ISBN: 9789896651756
Editora: Saída de Emergência (2016)
Sinopse:
O primeiro volume de uma obra-prima que revolucionou a fantasia Épica.
Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.
Opinião:
Já há muito que ouvia falar bem desta série e foi com entusiasmo que recebi a notícia de que a Saída de Emergência se preparava para publicar o primeiro volume. Assim que tive oportunidade, comecei a leitura de Jardins da Lua, um livro que, à primeira vista, impressionada pelo tamanho, sendo que depois causa admiração pela complexidade.
Assim que comecei a ler percebi que este não é um livro igual aos outros. Se já estava à espera de ler uma aventura dentro do género de fantasia épica e, portanto, preparada para conhecer um novo mundo, foi, ainda assim, com alguma dificuldade que consegui sentir-se familiarizada com estas personagens, esta história, estes locais e esta intriga. E esta sensação esteve sempre presente, pois quando sentia que já conseguia distinguir tudo, havia uma reviravolta que exigia uma grande concentração.
Existem imensas personagens e elas surgem na trama como se já tivessem sido apresentadas, o que faz com que seja necessário ter atenção aos pequenos detalhes de cada uma para, assim, conseguirmos distingui-las e perceber o papel de cada uma na trama. Felizmente a editora apresenta uma lista destas figuras através de uma representação gráfica, o que faz com que, se houver vontade para isso, consigamos ligar uma ideia a uma imagem e, assim, conseguir diferenciar melhor cada figura. Tattersail, Ganoes Paran e Crokus foram as personagens que mais me chamaram a atenção.
Estas muitas personagens dividem-se entre vários planos e encontram-se em momentos diferentes da narrativa. Como tal, a história tem diversos pontos de vista e está dividida em muitos momentos distintos que acabam por se unir, ainda que, numa primeira fase, pareça que esta ligação é demasiado ténue. No final tudo caminho para o mesmo sentido. O facto de existirem muitas histórias paralelas faz com que umas cativem mais do que as outras, mas a verdade é que, no geral, a maior parte acaba por ser um pouco difusa.
A magia praticada nesta obra é interessante e está muito bem pensada. Infelizmente, também este ponto surge como se o leitor já o conhecesse e dominasse, o que faz com que, ao início, não seja imediatamente compreendido e se torne até algo confuso. Felizmente, na revista Bang! N.º21, que foi para as lojas Fnac em Novembro, existe um guia que dá diversas explicações, inclusive o que são estes labirintos e de que forma funcionam.
Steven Erikson sabe construir uma intriga e consegue surpreender. Gostaria que tivesse perdido mais tempo explicar o que está a acontecer na trama, de modo a fazer a leitura fluir com maior facilidade. O tom é de mistério constante, afinal existem muitas conspirações. Fica a ideia de que, num conflito, é sempre necessário existirem sacrifícios e que mesmo os inocentes e ingénuos podem ter um papel importante a desempenhar.
Jardins da Lua, de Steven Erikson, é um livro que exige tempo e maior concentração do que é normal. Gostei de muitos momentos e apreciei a conclusão, mas não fiquei rendida à forma como o autor escolheu apresentar a sua história. A trama é demasiado densa e carece de informação introdutória aos mais diferentes níveis. Se gostam do género, acho que devem apostar nesta obra, mas tenham em atenção que vão precisar de tempo (e talvez um bloco de notas) para conseguirem apreciar em pleno a narrativa. Mas vale a pena.
Autor: Steven Erikson
Tradução: Carol Chiovatto
Adaptação: Susana Clara
ISBN: 9789896651756
Editora: Saída de Emergência (2016)
Sinopse:
O primeiro volume de uma obra-prima que revolucionou a fantasia Épica.
Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.
Opinião:
Já há muito que ouvia falar bem desta série e foi com entusiasmo que recebi a notícia de que a Saída de Emergência se preparava para publicar o primeiro volume. Assim que tive oportunidade, comecei a leitura de Jardins da Lua, um livro que, à primeira vista, impressionada pelo tamanho, sendo que depois causa admiração pela complexidade.
Assim que comecei a ler percebi que este não é um livro igual aos outros. Se já estava à espera de ler uma aventura dentro do género de fantasia épica e, portanto, preparada para conhecer um novo mundo, foi, ainda assim, com alguma dificuldade que consegui sentir-se familiarizada com estas personagens, esta história, estes locais e esta intriga. E esta sensação esteve sempre presente, pois quando sentia que já conseguia distinguir tudo, havia uma reviravolta que exigia uma grande concentração.
Existem imensas personagens e elas surgem na trama como se já tivessem sido apresentadas, o que faz com que seja necessário ter atenção aos pequenos detalhes de cada uma para, assim, conseguirmos distingui-las e perceber o papel de cada uma na trama. Felizmente a editora apresenta uma lista destas figuras através de uma representação gráfica, o que faz com que, se houver vontade para isso, consigamos ligar uma ideia a uma imagem e, assim, conseguir diferenciar melhor cada figura. Tattersail, Ganoes Paran e Crokus foram as personagens que mais me chamaram a atenção.
Estas muitas personagens dividem-se entre vários planos e encontram-se em momentos diferentes da narrativa. Como tal, a história tem diversos pontos de vista e está dividida em muitos momentos distintos que acabam por se unir, ainda que, numa primeira fase, pareça que esta ligação é demasiado ténue. No final tudo caminho para o mesmo sentido. O facto de existirem muitas histórias paralelas faz com que umas cativem mais do que as outras, mas a verdade é que, no geral, a maior parte acaba por ser um pouco difusa.
A magia praticada nesta obra é interessante e está muito bem pensada. Infelizmente, também este ponto surge como se o leitor já o conhecesse e dominasse, o que faz com que, ao início, não seja imediatamente compreendido e se torne até algo confuso. Felizmente, na revista Bang! N.º21, que foi para as lojas Fnac em Novembro, existe um guia que dá diversas explicações, inclusive o que são estes labirintos e de que forma funcionam.
Steven Erikson sabe construir uma intriga e consegue surpreender. Gostaria que tivesse perdido mais tempo explicar o que está a acontecer na trama, de modo a fazer a leitura fluir com maior facilidade. O tom é de mistério constante, afinal existem muitas conspirações. Fica a ideia de que, num conflito, é sempre necessário existirem sacrifícios e que mesmo os inocentes e ingénuos podem ter um papel importante a desempenhar.
Jardins da Lua, de Steven Erikson, é um livro que exige tempo e maior concentração do que é normal. Gostei de muitos momentos e apreciei a conclusão, mas não fiquei rendida à forma como o autor escolheu apresentar a sua história. A trama é demasiado densa e carece de informação introdutória aos mais diferentes níveis. Se gostam do género, acho que devem apostar nesta obra, mas tenham em atenção que vão precisar de tempo (e talvez um bloco de notas) para conseguirem apreciar em pleno a narrativa. Mas vale a pena.
sábado, 14 de janeiro de 2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Novidade da Editorial Presença para Fevereiro
Monstros Fantásticos e onde Encontrá-los - O Argumento Original do Filme, de J. K. Rowling
Sinopse: A ação do filme "Monstros Fantásticos e onde Encontrá-los" começa no ano de 1926, no momento em que Newt Scamander, representado por Eddie Redmayne, premiado com um Óscar da Academia, conclui uma viagem à volta do mundo para encontrar e documentar um conjunto extraordinário de criaturas mágicas. Tendo chegado a Nova Iorque para uma breve paragem, ele poderia ter partido de imediato sem qualquer incidente... não fosse um No-Maj (termo americano para «Muggle») chamado Jacob, uma pasta mágica perdida e a fuga de alguns dos monstros fantásticos recolhidos por Newt, que causam grandes problemas quer no mundo da feitiçaria quer no mundo No-Maj.
Disponível a partir de dia 2.
Sinopse: A ação do filme "Monstros Fantásticos e onde Encontrá-los" começa no ano de 1926, no momento em que Newt Scamander, representado por Eddie Redmayne, premiado com um Óscar da Academia, conclui uma viagem à volta do mundo para encontrar e documentar um conjunto extraordinário de criaturas mágicas. Tendo chegado a Nova Iorque para uma breve paragem, ele poderia ter partido de imediato sem qualquer incidente... não fosse um No-Maj (termo americano para «Muggle») chamado Jacob, uma pasta mágica perdida e a fuga de alguns dos monstros fantásticos recolhidos por Newt, que causam grandes problemas quer no mundo da feitiçaria quer no mundo No-Maj.
Disponível a partir de dia 2.
Novidade da HarperCollins para Janeiro
Gravar as Marcas, de Veronica Roth
Sinopse: CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?
Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.
Disponível a partir de dia 17.
Sinopse: CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?
Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.
Disponível a partir de dia 17.
Novidade da Casa das Letras para Janeiro
A Besta, de J. R. Ward
Sinopse: Nada é igual para a Irmandade da Adaga Negra. Depois de ter sido evitada a guerra com os Sombras, algumas alianças sofreram alterações e criaram-se limites. Os assassinos da Sociedade dos Minguantes estão mais fortes do que nunca, aproveitando-se das fraquezas humanas para conseguir mais dinheiro, armas e poder. Contudo, enquanto a Irmandade se prepara para um ataque em grande escala, um dos seus elementos trava uma batalha pessoal...
Para Rhage – o Irmão de grandes apetites mas também dono de um coração imenso –, a vida devia ser perfeita ou, pelo menos, perfeitamente agradável. Tem a seu lado Mary, a sua adorada shellan,
e o Rei e os seus irmãos prosperam. Mas Rhage não consegue entender, nem controlar, o pânico e a insegurança que o assolam...
E isso deixa-o aterrorizado ‒ ao mesmo tempo que o afasta da sua companheira. Depois de ter sofrido uma lesão quase mortal em combate, Rhage vê-se obrigado a reavaliar as suas prioridades ‒ e a possível solução faz o seu mundo estremecer... assim como o de Mary. Esta, por seu lado, encontra-se numa viagem muito pessoal ‒ algo que poderá aproximá-los ou levá-los a uma separação da qual nunca irão recuperar...
Disponível a partir de dia 24.
Sinopse: Nada é igual para a Irmandade da Adaga Negra. Depois de ter sido evitada a guerra com os Sombras, algumas alianças sofreram alterações e criaram-se limites. Os assassinos da Sociedade dos Minguantes estão mais fortes do que nunca, aproveitando-se das fraquezas humanas para conseguir mais dinheiro, armas e poder. Contudo, enquanto a Irmandade se prepara para um ataque em grande escala, um dos seus elementos trava uma batalha pessoal...
Para Rhage – o Irmão de grandes apetites mas também dono de um coração imenso –, a vida devia ser perfeita ou, pelo menos, perfeitamente agradável. Tem a seu lado Mary, a sua adorada shellan,
e o Rei e os seus irmãos prosperam. Mas Rhage não consegue entender, nem controlar, o pânico e a insegurança que o assolam...
E isso deixa-o aterrorizado ‒ ao mesmo tempo que o afasta da sua companheira. Depois de ter sofrido uma lesão quase mortal em combate, Rhage vê-se obrigado a reavaliar as suas prioridades ‒ e a possível solução faz o seu mundo estremecer... assim como o de Mary. Esta, por seu lado, encontra-se numa viagem muito pessoal ‒ algo que poderá aproximá-los ou levá-los a uma separação da qual nunca irão recuperar...
Disponível a partir de dia 24.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Opinião: O Homem Ausente (Sebastian Bergman #3)
Título original: Fjällgraven (2012)
Autor: Hjorth & Rosenfeldt
Tradução: Jorge Pereirinha Pires
ISBN: 9789896651756
Editora: Suma de Letras (2017)
Sinopse:
Na ladeira das montanhas de Jämtland, na Suécia, seis corpos são encontrados. Mais precisamente, seis esqueletos. Dois deles de crianças. Os corpos foram enterrados há muito tempo. Para Sebastian Bergman, que viaja para o local do crime com o resto da equipa do Departamento de Investigação Criminal, estes factos só tornam ainda mais complexa a investigação sobre quem são, quem os matou e porquê. No início, Sebastian vê o caso como uma oportunidade de escapar da ex-namorada e passar algum tempo com a filha, Vanja. Uma oportunidade para tentar construir uma relação com ela antes que seja tarde demais. Mas rapidamente descobre que está mais envolvido no caso do que gostaria de estar.
Opinião:
Será possível Hjorth e Rorenfeldt tenham conseguido voltar a surpreender? Cada livro da saga parece melhor do que o anterior! E se o primeiro já me tinha deixado cativada, imaginem o que fez o terceiro. O Homem Ausente prende desde o início. Tem uma história que gera interesse nos diferentes pontos de vista em que é apresentada e um final que me deixou em suspenso e a ansiar por mais livros desta série. E rapidamente!
A trama está muito bem conseguida. Temos um crime principal que embala toda a narrativa, mas existem várias dimensões, o que torna a leitura bastante complexa. Não só quis saber o que realmente tinha acontecido às pessoas cujos corpos foram encontrados numa vala, como ainda me senti fascinada pelas vidas de cada um dos elementos da equipa de investigação e ainda de outras personagens que foram surgindo e compondo este leque de figuras tão diferentes e tão reais.
Desta vez, Sebastian Bergman teve um papel muito diferente daquele que seria esperado. Contudo, achei muito curioso que, mesmo não utilizando as suas capacidades no auxílio da investigação, acabou por mostrar aos leitores um outro lado. Se por um lado senti piedade pela sua dor e pela vontade de estar cada vez mais próximo de Vanja, por outro não consegui aceitar a forma como ele a manipulava através de tácticas que tão bem domina. Isto faz pensar sobre o que realmente é amor.
Vanja representa muito bem a mulher independente e forte da modernidade. A evolução dela é visível e acompanhar os seus capítulos e desejar que descubra a verdade. Quanto a Billy, é interessante ver que um homem aparentemente bom pode carregar tantos demónios. As revelações feitas sobre ele deixaram-me com curiosidade para saber o que vai ser dele num próximo livro e adorei. Ursula e Torkel despertaram em mim um misto de compreensão e vontade de lhes gritar para que agissem. Jennifer é uma novidade e representa o sangue-novo que luta pelo seu lugar e pela aceitação dos outros.
Aplaudo a construção de personagens dos autores e também a capacidade para desenvolver um bom enredo. Afinal, mesmo nos momentos em que a investigação pouco ou nada desenvolvia, os autores apresentavam um outro lado da trama não só para nos dar mais informação como ainda para mostrar que uma história tem sempre mais de um lado e que a verdade nem sempre é fácil de descobrir. Sendo assim, existe a sensação de que está sempre algo a acontecer e a vontade de continuar a ler não se perde. Apenas aumenta.
Achei curioso que, neste livro, tivesse ficado a ideia de que interesses de grupos de poder podem, muitas vezes, prejudicar pessoas simples, que se veem envolvidas em situações complicadas. Isto dá uma sensação de perigo constante. E o contraste que os autores apresentam entre comunidade muçulmana, Suécia e mundo ocidental e geral faz-nos pensar que os estereótipos conduzem em erro e que o mal, muitas vezes, está onde se pensa que é possível encontrar segurança. Penso que os autores vão querer desenvolver esta ideia num próximo livro e mal posso esperar para descobrir como o vão fazer.
O Homem Ausente prova que a série "Sebastian Bergman" chegou para ficar. A leitura é compulsiva e, neste ponto, muitas das personagens já me são queridas. Se gostaram dos livros anteriores, então tenho a certeza que vão adorar este. E quem ainda não arriscou na leitura desta dupla de autores ainda vai bem a tempo. Recomendo.
Opiniões a outros livros de Hjorth & Rosenfeldt:
Segredos Obscuros (Sebastian Bergman #1)
O Discípulo (Sebastian Bergman #2)
Autor: Hjorth & Rosenfeldt
Tradução: Jorge Pereirinha Pires
ISBN: 9789896651756
Editora: Suma de Letras (2017)
Sinopse:
Na ladeira das montanhas de Jämtland, na Suécia, seis corpos são encontrados. Mais precisamente, seis esqueletos. Dois deles de crianças. Os corpos foram enterrados há muito tempo. Para Sebastian Bergman, que viaja para o local do crime com o resto da equipa do Departamento de Investigação Criminal, estes factos só tornam ainda mais complexa a investigação sobre quem são, quem os matou e porquê. No início, Sebastian vê o caso como uma oportunidade de escapar da ex-namorada e passar algum tempo com a filha, Vanja. Uma oportunidade para tentar construir uma relação com ela antes que seja tarde demais. Mas rapidamente descobre que está mais envolvido no caso do que gostaria de estar.
Opinião:
Será possível Hjorth e Rorenfeldt tenham conseguido voltar a surpreender? Cada livro da saga parece melhor do que o anterior! E se o primeiro já me tinha deixado cativada, imaginem o que fez o terceiro. O Homem Ausente prende desde o início. Tem uma história que gera interesse nos diferentes pontos de vista em que é apresentada e um final que me deixou em suspenso e a ansiar por mais livros desta série. E rapidamente!
A trama está muito bem conseguida. Temos um crime principal que embala toda a narrativa, mas existem várias dimensões, o que torna a leitura bastante complexa. Não só quis saber o que realmente tinha acontecido às pessoas cujos corpos foram encontrados numa vala, como ainda me senti fascinada pelas vidas de cada um dos elementos da equipa de investigação e ainda de outras personagens que foram surgindo e compondo este leque de figuras tão diferentes e tão reais.
Desta vez, Sebastian Bergman teve um papel muito diferente daquele que seria esperado. Contudo, achei muito curioso que, mesmo não utilizando as suas capacidades no auxílio da investigação, acabou por mostrar aos leitores um outro lado. Se por um lado senti piedade pela sua dor e pela vontade de estar cada vez mais próximo de Vanja, por outro não consegui aceitar a forma como ele a manipulava através de tácticas que tão bem domina. Isto faz pensar sobre o que realmente é amor.
Vanja representa muito bem a mulher independente e forte da modernidade. A evolução dela é visível e acompanhar os seus capítulos e desejar que descubra a verdade. Quanto a Billy, é interessante ver que um homem aparentemente bom pode carregar tantos demónios. As revelações feitas sobre ele deixaram-me com curiosidade para saber o que vai ser dele num próximo livro e adorei. Ursula e Torkel despertaram em mim um misto de compreensão e vontade de lhes gritar para que agissem. Jennifer é uma novidade e representa o sangue-novo que luta pelo seu lugar e pela aceitação dos outros.
Aplaudo a construção de personagens dos autores e também a capacidade para desenvolver um bom enredo. Afinal, mesmo nos momentos em que a investigação pouco ou nada desenvolvia, os autores apresentavam um outro lado da trama não só para nos dar mais informação como ainda para mostrar que uma história tem sempre mais de um lado e que a verdade nem sempre é fácil de descobrir. Sendo assim, existe a sensação de que está sempre algo a acontecer e a vontade de continuar a ler não se perde. Apenas aumenta.
Achei curioso que, neste livro, tivesse ficado a ideia de que interesses de grupos de poder podem, muitas vezes, prejudicar pessoas simples, que se veem envolvidas em situações complicadas. Isto dá uma sensação de perigo constante. E o contraste que os autores apresentam entre comunidade muçulmana, Suécia e mundo ocidental e geral faz-nos pensar que os estereótipos conduzem em erro e que o mal, muitas vezes, está onde se pensa que é possível encontrar segurança. Penso que os autores vão querer desenvolver esta ideia num próximo livro e mal posso esperar para descobrir como o vão fazer.
O Homem Ausente prova que a série "Sebastian Bergman" chegou para ficar. A leitura é compulsiva e, neste ponto, muitas das personagens já me são queridas. Se gostaram dos livros anteriores, então tenho a certeza que vão adorar este. E quem ainda não arriscou na leitura desta dupla de autores ainda vai bem a tempo. Recomendo.
Opiniões a outros livros de Hjorth & Rosenfeldt:
Segredos Obscuros (Sebastian Bergman #1)
O Discípulo (Sebastian Bergman #2)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Novidade da Bertrand Editora para Janeiro
Antes de te Conhecer, de Lucie Whitehouse
Sinopse: Hannah é uma mulher independente e determinada que não quer seguir os passos da sua mãe amargurada. Mas através de amigos conhece num certo verão, em Nova Iorque, Mark Reilly, e apaixona-se de tal modo que muda de ideias sobre o casamento. Agora vive na sua elegante casa em Londres, com um marido que adora, e sente-se feliz. Mas quando ele não regressa de uma viagem de negócios aos EUA e as horas de espera se alongam em dias, Hannah começa a duvidar. Porque é que os colegas do marido acham que ele está em Roma, não em Nova Iorque? Porque não há registos seus no hotel? E quem é esta mulher que lhe anda a telefonar? Hannah começa a investigar a vida do marido e descobre coisas que a fazem duvidar de tudo o que julgava saber sobre ele. Da história de encantar que vive, é levada para um mundo de violência e medo. Mas será que os segredos de Mark se destinam a protegê-lo a ele… ou a ela?
Sinopse: Hannah é uma mulher independente e determinada que não quer seguir os passos da sua mãe amargurada. Mas através de amigos conhece num certo verão, em Nova Iorque, Mark Reilly, e apaixona-se de tal modo que muda de ideias sobre o casamento. Agora vive na sua elegante casa em Londres, com um marido que adora, e sente-se feliz. Mas quando ele não regressa de uma viagem de negócios aos EUA e as horas de espera se alongam em dias, Hannah começa a duvidar. Porque é que os colegas do marido acham que ele está em Roma, não em Nova Iorque? Porque não há registos seus no hotel? E quem é esta mulher que lhe anda a telefonar? Hannah começa a investigar a vida do marido e descobre coisas que a fazem duvidar de tudo o que julgava saber sobre ele. Da história de encantar que vive, é levada para um mundo de violência e medo. Mas será que os segredos de Mark se destinam a protegê-lo a ele… ou a ela?
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Opinião: Coroa da Meia-noite (Trono de Vidro #2)
Título Original: Crown of Midnight (2013)
Autor: Sarah J. Mass
Tradução: Liliana Lavado
ISBN: 9789897542527
Editora: Marcador (2016)
Sinopse:
Ela é a maior assassina que o seu mundo algum dia conheceu. Mas onde a conduzirão a sua consciência e o seu coração?
Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal.
Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade — Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar.
Opinião:
Era um livro que aguardava há muito e tive de o ler assim que me chegou às mãos. Coroa da Meia-Noite dá seguimento a Trono de Vidro (opinião aqui) e prova que esta série tem tudo para continuar a impressionar. Uma heroína cativante, mistério, romance, perigo, aventura e desenvolvimentos imprevistos são os ingredientes chave desta história de autoria de Sarah J. Maas.
No primeiro livro, vimos Calaena a travar uma competição para se tornar campeão do rei. Agora, é possível vê-la a assumir as funções desse cargo. É curioso constatar os diferentes lados deste cargo. Por um lado, ser campeão do rei é algo que faz a nossa heroína pensar em liberdade, mas por outro também é algo que a coloca em choque contra alguns dos seus princípios. Numa outra vertente, esta função poderá ainda dissimular um outro objectivo maior. Todas estas visões surgem a certo momento na obra, e isso faz pensar sobre as camadas que compõe Calaena.
Esta é uma protagonista que esconde bem quem realmente é. Numa primeira análise é tida como uma assassina fria e cruel disposta a tudo, mas quando a conheci fiquei impressionada com o seu grande coração e sentido de humor. Percebe-se que o ofício pelo qual é conhecida surgiu devido a circunstâncias adversas. E se neste livro fica patente que ela é capaz de tudo por um bem maior, também se descobre que é detentora de um lado ainda mais negro do que aquilo que inicialmente se poderia imaginar. Além disso, uma revelação sobre o seu passado acaba por dar consistência à sua personalidade e a torná-la ainda mais impressionante e cativante.
Se no livro anterior fiquei interessada na lenda que Calaena era, desta vez gostei muito de conhecer melhor algumas das acções que a levaram a ser tão famosa e temida em Erilea. Ao longo da narrativa, são explorados pedaços do passado da protagonista, tanto momentos de maior acção como questões mais sentimentais. Percebe-se que o seu sarcasmo, muitas vezes, é uma ferramenta de defesa e que ela não deixa de ser uma jovem mulher que sonha com uma vida pacífica e tranquila. Mas isso parece impossível.
A trama consegue agarrar desde a primeira página, graças a momentos de grande ação e a outros de revelações inesperadas. Por mais que Calaena tente com que as suas novas funções provoquem o mínimo de dano possível ao mesmo tempo que deixam o governante satisfeito, existe sempre algo que se intromete no seu caminho e a leva a deixar ao de cima o que tem de pior. Neste livro existe mesmo um momento de grande desespero que a leva a não ter noção das suas ações que faz ter pena por aqueles que sofreram as consequências.
O príncipe Dorian e capitão Chaol continuam a ser outras figuras bastante fortes nesta história. E é engraçada verificar o quanto ambos estão a mudar ao longo desta aventura. Se Dorian parecia um herdeiro mimado, desta vez deu maior força à ideia de que pode ser o principal opositor do seu pai. Além disso, uma mudança relativa ao príncipe dados pistas sobre o real poder do rei e torna tudo o que se passa à volta de Dorian ainda mais interessante. Chaol, por seu lado, foi o que, desta vez, menos me impressionou dos dois. Penso que tal aconteceu por, talvez, as suas decisões serem mais previsíveis e por, a certo ponto, ter colocado Calaena numa posição bastante vulnerável.
Se já tinha gostado do primeiro volume desta série, agora fiquei com a certeza e que quero mesmo continuar a acompanhá-la. Coroa da Meia-noite deixou-me com vontade de ter a continuação das aventuras de Calaena já nas minhas mãos. As personagens cativaram-me, a ação deixou-me a ansiar por mais e todo o ambiente, repleto de perigo, magia e romance, fizeram-me ficar rendida. Uma série que marca pela diferença e que me deixou fã.
Opiniões a outros livros de Sarah J. Maas:
Trono de Vidro (Trono de Vidro #1)
Autor: Sarah J. Mass
Tradução: Liliana Lavado
ISBN: 9789897542527
Editora: Marcador (2016)
Sinopse:
Ela é a maior assassina que o seu mundo algum dia conheceu. Mas onde a conduzirão a sua consciência e o seu coração?
Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal.
Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade — Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar.
Opinião:
Era um livro que aguardava há muito e tive de o ler assim que me chegou às mãos. Coroa da Meia-Noite dá seguimento a Trono de Vidro (opinião aqui) e prova que esta série tem tudo para continuar a impressionar. Uma heroína cativante, mistério, romance, perigo, aventura e desenvolvimentos imprevistos são os ingredientes chave desta história de autoria de Sarah J. Maas.
No primeiro livro, vimos Calaena a travar uma competição para se tornar campeão do rei. Agora, é possível vê-la a assumir as funções desse cargo. É curioso constatar os diferentes lados deste cargo. Por um lado, ser campeão do rei é algo que faz a nossa heroína pensar em liberdade, mas por outro também é algo que a coloca em choque contra alguns dos seus princípios. Numa outra vertente, esta função poderá ainda dissimular um outro objectivo maior. Todas estas visões surgem a certo momento na obra, e isso faz pensar sobre as camadas que compõe Calaena.
Esta é uma protagonista que esconde bem quem realmente é. Numa primeira análise é tida como uma assassina fria e cruel disposta a tudo, mas quando a conheci fiquei impressionada com o seu grande coração e sentido de humor. Percebe-se que o ofício pelo qual é conhecida surgiu devido a circunstâncias adversas. E se neste livro fica patente que ela é capaz de tudo por um bem maior, também se descobre que é detentora de um lado ainda mais negro do que aquilo que inicialmente se poderia imaginar. Além disso, uma revelação sobre o seu passado acaba por dar consistência à sua personalidade e a torná-la ainda mais impressionante e cativante.
Se no livro anterior fiquei interessada na lenda que Calaena era, desta vez gostei muito de conhecer melhor algumas das acções que a levaram a ser tão famosa e temida em Erilea. Ao longo da narrativa, são explorados pedaços do passado da protagonista, tanto momentos de maior acção como questões mais sentimentais. Percebe-se que o seu sarcasmo, muitas vezes, é uma ferramenta de defesa e que ela não deixa de ser uma jovem mulher que sonha com uma vida pacífica e tranquila. Mas isso parece impossível.
A trama consegue agarrar desde a primeira página, graças a momentos de grande ação e a outros de revelações inesperadas. Por mais que Calaena tente com que as suas novas funções provoquem o mínimo de dano possível ao mesmo tempo que deixam o governante satisfeito, existe sempre algo que se intromete no seu caminho e a leva a deixar ao de cima o que tem de pior. Neste livro existe mesmo um momento de grande desespero que a leva a não ter noção das suas ações que faz ter pena por aqueles que sofreram as consequências.
O príncipe Dorian e capitão Chaol continuam a ser outras figuras bastante fortes nesta história. E é engraçada verificar o quanto ambos estão a mudar ao longo desta aventura. Se Dorian parecia um herdeiro mimado, desta vez deu maior força à ideia de que pode ser o principal opositor do seu pai. Além disso, uma mudança relativa ao príncipe dados pistas sobre o real poder do rei e torna tudo o que se passa à volta de Dorian ainda mais interessante. Chaol, por seu lado, foi o que, desta vez, menos me impressionou dos dois. Penso que tal aconteceu por, talvez, as suas decisões serem mais previsíveis e por, a certo ponto, ter colocado Calaena numa posição bastante vulnerável.
Se já tinha gostado do primeiro volume desta série, agora fiquei com a certeza e que quero mesmo continuar a acompanhá-la. Coroa da Meia-noite deixou-me com vontade de ter a continuação das aventuras de Calaena já nas minhas mãos. As personagens cativaram-me, a ação deixou-me a ansiar por mais e todo o ambiente, repleto de perigo, magia e romance, fizeram-me ficar rendida. Uma série que marca pela diferença e que me deixou fã.
Opiniões a outros livros de Sarah J. Maas:
Trono de Vidro (Trono de Vidro #1)
'Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los' publicado em Portugal em Fevereiro
Boas notícias para os fãs de J. K. Rowling! A edição portuguesa de "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los" vai ser publicada no dia 2 de Fevereiro.
"A Editorial Presença irá publicar a versão portuguesa do argumento original do filme 'Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los', parte integrante do novo programa de publicações do Mundo da Feitiçaria, de J.K. Rowling, inspirado no compêndio original da escola de feitiçaria de Hogwarts, da autoria do mágico Newt Scamander", disse fonte editorial ao jornal Público.
Quem está entusiasmado? Eu estou! Muito! Mesmo!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Resultado do passatempo "Diário Secreto de Uma Mulher"
Aqui fica o resultado de mais um passatempo! Estava em sorteio um exemplar do livro Diário Secreto de Uma Mulher, de Sophie Morgan.
Este sorteio conta com 97 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..67! Que equivale à participação de:
Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
Este sorteio conta com 97 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..67! Que equivale à participação de:
Sandra (...) Lourenço, do Barreiro
Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
Resultado do passatempo "Perfeito para Mim"
A primeira publicação do ano é... o resultado de um passatempo! Estava em sorteio um exemplar do livro Perfeito para Mim, de Jill Shalvis.
Este sorteio conta com 163 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..104! Que equivale à participação de:
Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
Este sorteio conta com 163 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..104! Que equivale à participação de:
Paula (...) Ferreira, do Porto
Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
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