sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Opinião: Trono de Vidro (Trono de Vidro #1)

Título Original: Throne of Glass (2012)
Autor: Sarah J. Mass
Tradução: Liliana Lavado
ISBN: 9789897541773
Editora: Marcador (2015)

Sinopse:

Numa terra em que a magia foi banida e em que o rei governa com mão de ferro, uma assassina é chamada ao castelo. Ela vai, não para matar o rei, mas para conquistara sua própria liberdade. Se derrotar os vinte e três oponentes em competição, será libertada da prisão para servir a Coroa com o estatuto de campeão do rei –o assassino do rei. O seu nome é Celaena Sardothien.O príncipe herdeiro vai provocá-la. O capitão da Guarda vai protegê-la. Mas um halo maléfico vagueia no castelo de vidro – e está lá para matar. Quando os seus concorrentes começam a morrer um a um, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um malantes de que este destrua o seu mundo.

Opinião:

Este era um livro que suscitava a minha curiosidade há muito. A sinopse ganhou o meu interesse de forma imediata e as boas críticas que surgiam em sites internacionais aumentaram a minha expetativa. Como tal, adquiri a versão portuguesa assim que ela surgiu no mercado e, claro, comecei a ler assim que a oportunidade surgiu.

Confesso que o início da leitura foi um pouco lento. Penso que tal aconteceu pela minha vontade de compreender bem este mundo e as suas personagens, mas tudo parecer começar numa fase intermédia. Afinal, Celaena, a protagonista, é alguém com um passado lendário e que está a pagar por ele, o que me fez ter a sensação de que havia muito que não compreendia. Percebe-se que existe muito por compreender, não apenas no que toca a intriga, polícia e sociedade, mas também na vertente mais mística. Contudo, assim que me senti confortável neste universo, a leitura começou a fluir até ao ponto de ser difícil parar, tal era a necessidade de saber mais e mais.

Gostei muito que a autora não desvendasse as personagens imediatamente. Como tal, é com o desenrolar da ação que se vai percebendo quem são estas pessoas, quais são os seus valores, motivações, sonhos e características. Além disso, os vislumbres que começam a surgir sobre o passado de algumas figuras aumenta o interesse e faz desejar saber mais. Por exemplo, adorava conhecer melhor a infância da protagonista, o seu treino e de que forma se tornou uma assassina tão temida.

 Claro que fiquei rendida a Celaena. Era impossível não ficar! Ela não é nada do que estivesse à espera, não é a assassina dura e sem coração. Apesar da atividade que lhe deu a fama, percebe-se que ela é, na verdade, uma jovem que anseia por paz e liberdade para si, mas também para os outros que sofrem com injustiças. É engraçado ver o choque que há entre os dois lados desta figura, uma vez que no campo de combate é implacável, mas que em momentos de lazer revela um grande sentido de humor, compaixão e interesses intelectuais. E até a sua arrogância nos faz rir! Além disso, tem ainda um toque de menina sonhadora.

As personagens que inicialmente surgem mais próximas de Celeana são o príncipe herdeiro, Dorian, e o capitão da Guarda, Chaol. São eles que a vão buscar às minas de sal onde ela deveria trabalhar até morrer e a levam para o torneio do campeão do rei. Inicialmente, o príncipe parece um jovem mimado, interesseiro e pomposo que quer provocar o pai. Já o capitão sugere ser rude, rígido e dado a poucas confianças. E que bom foi ver as suas verdadeiras personalidades a virem ao de cima e mostrarem ser tão opostas a todas estas ideias! O primeiro, afinal, procura mostrar a sua revolta contra ações que desaprova por não terem em consideração a vida humana. O segundo é um amigo fiel que procura agir consoante um código de valores nobres. E os dois são homens de paixões intensas! Apesar de gostar de ambos, confesso senti um carinho especial por Chaol.

O desenrolar da ação conta com o torneio, onde as provas não pareceram tão duras como ao início imaginei, e com a vida no castelo. Gostei de como estas duas vertentes foram interligadas, mas houve momentos onde senti que o torneio era colocado um pouco de lado. A componente romântica também começou a ganhar maior destaque, e, apesar de ser entusiasmante, também teve alguns exageros. A autora bem tentou fazer com que o leitor pensasse numa direção diferente para o poder surpreender no fim, mas as pistas eram tantas que não foi difícil desvendar o grande mistério.

O lado místico da trama não surgiu logo. É verdade que são mencionadas algumas lendas nas primeiras páginas, mas apenas isso. Só mais lá para a frente é que se começa a perceber onde está a magia e, no final, esta componente ganha uma grande dimensão. Mas não é revelada na sua plenitude! Fica-se a perceber que a autora criou um mitologia complexa, com uma forte oposição entre bem e mal e com muito para explorar.

Trono de Vidro é um livro muito emocionante e que termina de forma satisfatória e coerente. Apesar de este ser o primeiro volume de uma saga onde estão previstos mais cinco livros, além de algumas prequelas, sente-se que esta fase da trama terminou. É verdade que esperaca que a intriga política e da corte fosse maior, mas a verdade é que gostei muito desta leitura. Agora, só espero que os próximos livros sejam publicados com rapidez, pois quero muito voltar a acompanhar as aventuras de Celeana!

3 comentários:

Preto no Branco disse...

Gostei da tua crítica e fiquei com vontade de ler! :)

Cláudia disse...

Obrigada! Espero que também gostes do livro, tanto quanto eu :)

Denise disse...

Olá Cláudia,

Apesar de não ser uma leitora assídua do tipo fantástico, este livro parece interessante e tem suscitado curiosidade.
Pela tua opinião parece valer a pena :)

Boas leituras!