quarta-feira, 9 de julho de 2014

Opinião: Dois Anos e uma Eternidade

Autor: Karen Kingsbury
Título Original: The Bridge (2012)
Tradução: Ana Lourenço
ISBN: 9789898626066
Editora: TopSeller (2013)

Sinopse:

Molly Allen vive sozinha em Portland. Na memória guarda os momentos felizes que viveu na livraria A Ponte — a mais antiga livraria no centro histórico de Franklin, com um homem que deixou para trás cinco anos antes. O amor que os uniu era de uma espécie rara, arrebatadora, que ela não voltou a encontrar desde então.
Ryan Kelly é músico e vive em Nashville. Depois de um noivado falhado e de vários anos em digressão, também ele tem dificuldade em reencontrar a felicidade. Por vezes, quando se sente mais solitário, regressa à livraria e recorda as horas que partilhou secretamente com Molly.
Charlie e Donna Barton são os donos da livraria A ponte, e durante quatro décadas partilharam com os clientes o amor pela leitura. Mas quando a cidade é atingida pelas cheias, Charlie entra em desespero. Sente-se prestes a perder as duas paixões da sua vida: a livraria, que construiu e acarinhou ao longo dos anos, e a mulher, Donna, que não mais conseguirá sustentar. Quando a tragédia acontece, leva a um reencontro inesperado entre Molly e Ryan

Opinião:

Quando iniciei a leitura de Dois Anos e uma Eternidade, procurava uma história leve, bonita, que não exigisse muito e que tivesse um final feliz. Encontrei uma grande parte do que procurava. Karen Kingsbury apresenta neste livro uma história simples, básica, previsível e que faz passar um curto espaço de tempo agradável. Contudo, assim que o livro termina, não fica guardado na memória pois não foi suficientemente marcante.

A Ponte é uma livraria cujo proprietário é um homem de bom coração. Charlie é um homem que, apesar da idade, continua a lutar por um sonho, mesmo quando este parece escapar entre os seus dedos. Senti pena pelas dificuldades atravessadas por Charlie, mas sobretudo pelas dúvidas que afetaram o seu casamentos e a sua autoestima. Quando uma desgraça acontece, percebe-se que a partir daí as coisas só podem vir a melhorar.

A autora apresenta ainda Molly e Ryan, duas pessoas que viveram um romance iniciado na Ponte, mas que acabaram separadas pelas circunstâncias da vida. É curioso ver que apesar de tudo, eles não deixam de pensar um no outro, e no quanto o passado foi importante. Percebe-se logo desde o início o que lhes vai acontecer, opor isso a conclusão surge isenta de surpresas.

À excepção de Charles, todas as personagens carecem de desenvolvimento e profundidade. Estão demasiado estereotipadas e, por isso, não é fácil criar empatia, pois elas não convencem de que são reais. As suas histórias não espantam, o que acaba por fazer com que a leitura não se torne memorável.

O desenrolar dos acontecimentos apresenta um momento de estagnação, uma reviravolta e uma superação. A trama é demasiado previsível o que faz com que o final não seja aguardado com expectativa. Para além disso, a forma como os obstáculos foram ultrapassados pareceu-me demasiado conveniente, o que fez com que me custasse a acreditar que tal pudesse acontecer. Confesso que apenas desejei terminar o livro para poder pegar num outro.

O nome da livraria está bem escolhido. Ponte remete para algo que liga duas margens ou duas realidades, e é mesmo isso que esse local faz. A livraria une pessoas, e é interessante ver que, apesar do tempo e da distância, esta ponte continua a ser uma referência e um ponto de união.

Dois Anos e uma Eternidade é um romance simples, sem grandes surpresas, que entretém e que aborda o conceito de amor de uma forma básica e descomplicada. A história não apresenta grande profundidade e alguns acontecimentos parecem demasiado convenientes. Uma leitura rápida que dificilmente será recordada.

1 comentário:

Mariana Gomes disse...

Oi aonde consigo o livro?