Título Original: Valeria en el espejo (2013)
Autor: Elízabet Benavent
Tradução: Sofia Goes
ISBN: 9789896652883
Editora: Suma de Letras (2017)
Sinopse:
Valéria está imersa num turbilhão de emoções.
Valéria acaba de publicar o seu romance e tem medo das críticas.
Valéria está a divorciar-se de Adrián e não está a ser fácil.
Valéria não sabe se quer um relacionamento com Vítor.
Opinião:
Voltar a encontrar Valéria e o seu grupo de amigos foi muito divertido. Depois de Nos Sapatos de Valéria (opinião aqui), ficamos agora a conhecer as consequências das ações da protagonista e cada uma das outras figuras que fazem parte do seu círculo social mais próximo. Assim sendo, para além de o leitor se divertir com as situações caricatas e ainda de suspirar com as cenas mais românticas e quentes, fica ainda a ideia de que o final feliz não é algo que é alcançado, mas que tem sempre de ser trabalho e vivido em cada momento.
O primeiro volume terminou num momento crítico para Valéria. A protagonista tomou uma decisão e agora está a reencontrar o seu caminho. Elízabet Benavent, a autora, mostra-nos que romper com o passado não é uma tarefa fácil. Apesar de toda a desilusão e tristeza, existem também boas recordações e ainda algo mais perigoso: a necessidade quase inconsciente de não largar o que é conhecido e de sair da zona de conforto. Assim sendo, não aprovei todas as atitudes que Valéria teve, mas fiquei feliz por, mais perto do fim, ela ter ganho coragem para realmente seguir em frente.
Os relacionamentos amorosos voltam a ter grande destaque neste livro. A autora faz-nos pensar sobre a diferença entre atração e paixão e ainda nos desafia a distinguir segurança e conforto de amor. Existem muitos momentos mais sensuais, que têm como objetivo apimentar a leitura e ainda justificar a ligação entre as personagens, mas não são estes os mais cativantes. A forma como as personagens encaram os obstáculos que encontram é bem real, pois elas não seguem aquilo que o leitor, mais racional, sabe ser mais certo, mas deixam-se levar pelas emoções, pelos seus medos e desejos.
Paralelamente à história da protagonista, existem outras relacionadas com as duas suas amigas. A de Carmen voltou a ser a minha preferida. A relação que ela tem com Borja e com a família deste é fácil de relacionar com a vida real. Afinal, todos nós ou já vivemos ou sabemos de outras pessoas que passam por situações muito semelhantes. Fica a mensagem de que respeitar a família do companheiro é respeitar a pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado, e que isso só fortalece a relação, enquanto o contrário pode destruir.
Nerea vive um drama muito diferente e não gostei muito da forma como Valéria e Lola o encararam. Apenas Carmen conseguiu estar realmente lá pela amiga, não só presencialmente, como também pela preocupação demonstrada. O facto de Valéria parecer tratar este assunto tão sério e forte com leviandade não me deixou boa impressão dela, ficando a ideia de que a protagonista estava "cega" pelo romance que estava a viver. Já Lola acabou por ser aquela cuja história foi menos relevante, mas os seus comentários são sempre engraçados e marcam a diferença.
Ao ler este livro, voltei a ficar com a impressão de que a autora é grande fã da série "O Sexo e a Cidade". Ainda que sendo bem diferente, esta história tem características muito semelhantes no que toca á relação entre quatro amigas de personalidades distintas e à forma como cada uma lida com os seus próprios problemas. Valéria ao Espelho é uma continuação que não desilude, que diverte ao mesmo tempo nos leva a pensar sobre a complexidade dos relacionamentos e a importância de nos amarmos para sermos felizes. Uma ficção divertida mas muito próxima da realidade.
Opinião a outros livros de Elízabet Benavent:
Nos Sapatos de Valéria
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Novidade da Bertrand Editora para Agosto
A Torre Negra, de Stephen King
Sinopse: Stephen King cria «pura magia narrativa» (The Washington Post) a cada revelação na sua história, ultrapassando
todas as expectativas no impressionante final da sua obra-prima, uma narrativa épica constituída por sete tomos.
Entrelaçando histórias e mundos numa tela ampla e complexa, chegamos por fim à conclusão por que os leitores tanto esperaram: um final de uma imaginação estonteante, visionário, ousado e cativante.
Roland Deschain e o seu ka-tet viajaram juntos e separadamente, espalhados por múltiplas camadas de mundos, inúmeros quandos e ondes. O destino de Roland, Susannah, Jake, do padre Callahan, Oy e Eddie prende-se com a própria Torre, que agora os puxa para mais perto de si, para fim de todos e novos inícios… e para um turbilhão de emoções, violência e descobertas.
Disponível a partir de dia 11.
Sinopse: Stephen King cria «pura magia narrativa» (The Washington Post) a cada revelação na sua história, ultrapassando
todas as expectativas no impressionante final da sua obra-prima, uma narrativa épica constituída por sete tomos.
Entrelaçando histórias e mundos numa tela ampla e complexa, chegamos por fim à conclusão por que os leitores tanto esperaram: um final de uma imaginação estonteante, visionário, ousado e cativante.
Roland Deschain e o seu ka-tet viajaram juntos e separadamente, espalhados por múltiplas camadas de mundos, inúmeros quandos e ondes. O destino de Roland, Susannah, Jake, do padre Callahan, Oy e Eddie prende-se com a própria Torre, que agora os puxa para mais perto de si, para fim de todos e novos inícios… e para um turbilhão de emoções, violência e descobertas.
Disponível a partir de dia 11.
Novidade da CoolBooks para Julho
Maresia e Fortuna, de Andreia Ferreira
Sinopse: O que é o verdadeiro amor?
Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.
Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.
O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória. Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.
Já disponível!
Sinopse: O que é o verdadeiro amor?
Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.
Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.
O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória. Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.
Já disponível!
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Novo livro da série Millennium chega em setembro
O Homem Que Procura a Sua Sombra, de David Lagercrantz
Lisbeth Salander cumpre uma curta condenação no estabelecimento prisional feminino de Flodberga e faz o possível por evitar qualquer conflito com as outras reclusas, mas ao proteger uma jovem do Bangladesh que ocupa a cela vizinha é imediatamente desafiada por Benito, a reclusa que domina o bloco B.
Holger Palmgren, o antigo tutor de Lisbeth, visita-a para a informar de que recebeu documentos que contêm informações sobre os abusos de que ela foi vítima em criança. Lisbeth pede ajuda a Mikael Blomkvist e juntos iniciam uma investigação que pode trazer à luz do dia uma das experiências mais terríveis implementadas pelo governo sueco nos anos Oitenta do século XX. Os indícios conduzem-nos a Leo Mannheimer, sócio da corretora Alfred Ogren, com quem Lisbeth tem em comum muito mais do que algum deles podia pensar.
Em O Homem Que Procura a Sua Sombra, o quinto volume da série Millennium, David Lagercrantz construiu uma história emocionante sobre abuso de autoridade, e também sobre as sombras da infância de Lisbeth que ainda a perseguem.
Lisbeth Salander cumpre uma curta condenação no estabelecimento prisional feminino de Flodberga e faz o possível por evitar qualquer conflito com as outras reclusas, mas ao proteger uma jovem do Bangladesh que ocupa a cela vizinha é imediatamente desafiada por Benito, a reclusa que domina o bloco B.
Holger Palmgren, o antigo tutor de Lisbeth, visita-a para a informar de que recebeu documentos que contêm informações sobre os abusos de que ela foi vítima em criança. Lisbeth pede ajuda a Mikael Blomkvist e juntos iniciam uma investigação que pode trazer à luz do dia uma das experiências mais terríveis implementadas pelo governo sueco nos anos Oitenta do século XX. Os indícios conduzem-nos a Leo Mannheimer, sócio da corretora Alfred Ogren, com quem Lisbeth tem em comum muito mais do que algum deles podia pensar.
Em O Homem Que Procura a Sua Sombra, o quinto volume da série Millennium, David Lagercrantz construiu uma história emocionante sobre abuso de autoridade, e também sobre as sombras da infância de Lisbeth que ainda a perseguem.
terça-feira, 25 de julho de 2017
George R. R. Martin anuncia dois livros novos para 2018 (será desta que o Inverno chega?)
George R. R. Martin tem deixado os fãs à beira de um ataque de nervos. Seis anos (seis!?) após a publicação de A Dança dos Dragões, surgem notícias de que o próximo livro das "Crónicas de Gelo e Fogo" poderá sair em 2018.
The Winds of Winter, que poderá vir a ser traduzido para Os Ventos de Inverno deverá ser dividido em duas partes, sendo que a primeira vai receber o nome Fire and Blood (Fogo e Sangue) e a segunda receberá, então, o nome original. "É difícil dizer, mas penso que podem ter um novo livro meu sobre Westeros em 2018... e, quem sabe, talvez até dois. Um rapaz pode sonhar", escreveu o autor no seu blogue pessoal.
A nós, fãs que desesperam pela continuação da trama nos livros, só nos resta esperar que o Inverno chegue, tal como tem sido prometido há muito.
The Winds of Winter, que poderá vir a ser traduzido para Os Ventos de Inverno deverá ser dividido em duas partes, sendo que a primeira vai receber o nome Fire and Blood (Fogo e Sangue) e a segunda receberá, então, o nome original. "É difícil dizer, mas penso que podem ter um novo livro meu sobre Westeros em 2018... e, quem sabe, talvez até dois. Um rapaz pode sonhar", escreveu o autor no seu blogue pessoal.
A nós, fãs que desesperam pela continuação da trama nos livros, só nos resta esperar que o Inverno chegue, tal como tem sido prometido há muito.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Opinião: O Covil dos Lobos (Blackthorn & Grim #3)
Título Original: Den of Wolves (2016)
Autor: Juliet Marillier
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789896579616
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Blackthorn conhece bem as regras: não procurar vingança, ajudar qualquer pessoa que pedir e praticar apenas o bem.
Mas depois da provação recente que ela e Grim sofreram, sabe que tem de encontrar o homem que lhe arruinou a vida.
Opinião:
Ler um livro de Juliet Marillier é sempre um prazer. A autora nunca desilude e, desta vez, até superou as minhas expectativas. O Covil dos Lobos é o último livro da trilogia "Blackthorn & Grim", e é também o mais emocionante desta aventura.
Existem algumas histórias paralelas nesta livro, e todas conseguiram prender-me a atenção e aguçar-me a curiosidade. Os dramas de Blackthorn e a forma como a sua mente trabalha continuam a cativar-me e a querer continuar acompanhá-la, mas as questões que envolviam Grim também eram bastante intrigantes e levavam-me a querer resolver os mistérios que encontrava. Além destas duas figuras já nossas conhecidas surge uma nova, Cara, e os capítulos que a acompanham diretamente são também muito intensos e fazem-nos sentir compaixão. Perante tudo isto, o livro é lido com avidez desde as primeiras páginas.
Gostei de perceber a evolução de Blackthorn. Neste volume, e ao compararmos esta figura com O Lago dos Sonhos, percebemos que ela conseguiu encontrar paz, apesar de toda a revolta que ainda sente e apesar da sua personalidade fechada e até um pouco rude. Juliet Marillier mostra-nos que, apesar da dor relacionada com um passado repleto de tormentos, a esperança em dias melhores pode existir, mesmo que tal possa parecer impossível. E se Blackthorn já não é a mesma do primeiro livro, também as suas relações com os outros mudam. No seu jeito peculiar, ela passa a ter o coração aberto e mais disponível, e, como tal, encontra uma nova missão e um novo motivo para continuar a lutar pelo seu futuro.
É engraçado que Grim é sempre descrito como um homem cuja aparência pode assustar, pois eu só um consigo imaginar como um verdadeiro cavalheiro. Ele é portador de valores tão nobres que se torna impossível não torcer para que consiga ultrapassar os seus demónios e alcançar a felicidade. As suas acções são o reflexo do homem que é, e nesta obra isso torna-se ainda mais marcante. A coragem de Grim para lutar pelos oprimidos é de louvar, e a sua capacidade de ver para além das aparências e do que lhe contam prova que ele é mais inteligente e perspicaz do que julga. Grim é o exemplo do homem simples e bom que faz a diferença da vida dos que ama e da sua comunidade.
Cara surge como o centro de um novo mistério. Ela é uma jovem com quem é fácil sentir empatia, ainda que a forma como aceitou certas revelações tivesse parecido demasiado fácil. Gostei bastante da história que a envolve, apesar de o seu desfecho ser bastante previsível. Ainda assim, acho que o importante não foi a revelação final, mas a forma como as personagens reagiram a esta verdade. Além disso, foi interessante acompanhar a forma como todas as peças deste puzzle se foram encaixando e em que como tudo fez sentido no final.
O culminar desta aventura leva o leitor a acreditar na magia, esperança e justiça. Faz acreditar no amor, mesmo quando tudo parece perdido. Gostei muito da forma como Juliet Marillier conduziu esta histório, conseguindo sempre manter um elevado nível de interesse, e ainda mais da forma como deu por terminada esta aventura. Bem ao seu jeito, a autora faz-nos acreditar em dias mais felizes, inspira-nos a sermos sempre fiéis aos nossos valores e a pensarmos nos outros, mesmo quando tal é difícil. Mais do que uma contadora de história, Juliet Marillier volta a ensinar-nos a sermos melhores.
Opiniões a outros livros de Juliet Marillier:
A Filha da Floresta (Sevenwaters #1)
O Filho das Sombras (Sevenwaters #2)
A Filha da Profecia (Sevenwaters #3)
A Vidente de Sevenwaters (Sevenwaters #5)
A Chama de Sevenwaters (Sevenwaters #6)
Sangue-do-Coração
Shadowfell (Shadowfell #1)
O Voo do Corvo (Shadowfell #2)
A Voz (Shadowfell #3)
O Lago dos Sonhos (Blackthorn & Grim #1)
A Torre dos Espinhos (Blackthorn & Grim #2)
Autor: Juliet Marillier
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789896579616
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Blackthorn conhece bem as regras: não procurar vingança, ajudar qualquer pessoa que pedir e praticar apenas o bem.
Mas depois da provação recente que ela e Grim sofreram, sabe que tem de encontrar o homem que lhe arruinou a vida.
Opinião:
Ler um livro de Juliet Marillier é sempre um prazer. A autora nunca desilude e, desta vez, até superou as minhas expectativas. O Covil dos Lobos é o último livro da trilogia "Blackthorn & Grim", e é também o mais emocionante desta aventura.
Existem algumas histórias paralelas nesta livro, e todas conseguiram prender-me a atenção e aguçar-me a curiosidade. Os dramas de Blackthorn e a forma como a sua mente trabalha continuam a cativar-me e a querer continuar acompanhá-la, mas as questões que envolviam Grim também eram bastante intrigantes e levavam-me a querer resolver os mistérios que encontrava. Além destas duas figuras já nossas conhecidas surge uma nova, Cara, e os capítulos que a acompanham diretamente são também muito intensos e fazem-nos sentir compaixão. Perante tudo isto, o livro é lido com avidez desde as primeiras páginas.
Gostei de perceber a evolução de Blackthorn. Neste volume, e ao compararmos esta figura com O Lago dos Sonhos, percebemos que ela conseguiu encontrar paz, apesar de toda a revolta que ainda sente e apesar da sua personalidade fechada e até um pouco rude. Juliet Marillier mostra-nos que, apesar da dor relacionada com um passado repleto de tormentos, a esperança em dias melhores pode existir, mesmo que tal possa parecer impossível. E se Blackthorn já não é a mesma do primeiro livro, também as suas relações com os outros mudam. No seu jeito peculiar, ela passa a ter o coração aberto e mais disponível, e, como tal, encontra uma nova missão e um novo motivo para continuar a lutar pelo seu futuro.
É engraçado que Grim é sempre descrito como um homem cuja aparência pode assustar, pois eu só um consigo imaginar como um verdadeiro cavalheiro. Ele é portador de valores tão nobres que se torna impossível não torcer para que consiga ultrapassar os seus demónios e alcançar a felicidade. As suas acções são o reflexo do homem que é, e nesta obra isso torna-se ainda mais marcante. A coragem de Grim para lutar pelos oprimidos é de louvar, e a sua capacidade de ver para além das aparências e do que lhe contam prova que ele é mais inteligente e perspicaz do que julga. Grim é o exemplo do homem simples e bom que faz a diferença da vida dos que ama e da sua comunidade.
Cara surge como o centro de um novo mistério. Ela é uma jovem com quem é fácil sentir empatia, ainda que a forma como aceitou certas revelações tivesse parecido demasiado fácil. Gostei bastante da história que a envolve, apesar de o seu desfecho ser bastante previsível. Ainda assim, acho que o importante não foi a revelação final, mas a forma como as personagens reagiram a esta verdade. Além disso, foi interessante acompanhar a forma como todas as peças deste puzzle se foram encaixando e em que como tudo fez sentido no final.
O culminar desta aventura leva o leitor a acreditar na magia, esperança e justiça. Faz acreditar no amor, mesmo quando tudo parece perdido. Gostei muito da forma como Juliet Marillier conduziu esta histório, conseguindo sempre manter um elevado nível de interesse, e ainda mais da forma como deu por terminada esta aventura. Bem ao seu jeito, a autora faz-nos acreditar em dias mais felizes, inspira-nos a sermos sempre fiéis aos nossos valores e a pensarmos nos outros, mesmo quando tal é difícil. Mais do que uma contadora de história, Juliet Marillier volta a ensinar-nos a sermos melhores.
Opiniões a outros livros de Juliet Marillier:
A Filha da Floresta (Sevenwaters #1)
O Filho das Sombras (Sevenwaters #2)
A Filha da Profecia (Sevenwaters #3)
A Vidente de Sevenwaters (Sevenwaters #5)
A Chama de Sevenwaters (Sevenwaters #6)
Sangue-do-Coração
Shadowfell (Shadowfell #1)
O Voo do Corvo (Shadowfell #2)
A Voz (Shadowfell #3)
O Lago dos Sonhos (Blackthorn & Grim #1)
A Torre dos Espinhos (Blackthorn & Grim #2)
sábado, 15 de julho de 2017
Passatempo: "Nos Sapatos de Valéria" + "Valéria ao Espelho"
A Suma de Letras está a oferecer oito packs com os livros Nos Sapatos de Valéria e Valéria ao Espelho, e o Uma Biblioteca em Construção foi um dos blogues escolhidos para sortear um destes fantásticos prémios. Vejam o que têm de fazer para se habilitarem a ganhar estes dois livros!
Para se habilitarem a ganhar um pack com estes dois livros, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Seguir a página de Facebook da Suma de Letras, aqui;
- Fazer "tag" de dois amigos (aqueles que vocês sabem que também vão adorar conhecer Valéria), nesta publicação do Facebook;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 30 de Julho às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Suma de Letras;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
Para se habilitarem a ganhar um pack com estes dois livros, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Seguir a página de Facebook da Suma de Letras, aqui;
- Fazer "tag" de dois amigos (aqueles que vocês sabem que também vão adorar conhecer Valéria), nesta publicação do Facebook;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 30 de Julho às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Suma de Letras;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
terça-feira, 11 de julho de 2017
Opinião: O Assassino do Bobo (Saga Assassino e o Bobo #1)
Título Original: Fool's Assassin (2014)
Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
ISBN: 9789897730528
Editora: Edições Saída de Emergência (2017)
Sinopse:
Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais. Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…
Opinião:
Tinham passado muitos anos desde que li um livro de Robin Hobb. Por isso, quando soube que a Saga do Assassino e o Bobo ia ser publicada em Portugal, fiquei entusiasmada e, ao mesmo tempo, surgiu um certo receio. Temia não me recordar das personagens a que foi apresentadas há tanto tempo, não lembrar acontecimentos importantes e relevantes para a compreensão desta nova fase da história de Fitz. Felizmente, o tempo passou e as memórias mantiveram-se, o que só prova de que estas aventuras realmente deixam marcas.
O ritmo deste volume é um pouco lento, mas tal não significa que a narrativa não prenda o interesse. Levei mais tempo do que esperava com este livro, mas fico feliz por tal ter acontecido. Senti necessidade de saborear cada pedaço desta história e cada subtiliza que era narrada. Adorei o facto de uma vida de aparente calma e rotina poder esconder tantos segredos e acontecimentos entusiasmantes. As personagens causam-nos preocupação e queremos continuar a acompanhá-las, afinal parecem pessoas reais que fazem parte do nosso círculo de amigos. Tudo isto cativa e leva-nos a embrenhar-nos na história.
É curioso perceber de que forma Fitz evoluiu desde O Aprendiz de Assassino, primeiro livro que aborda as suas aventuras. Ele mantém a mesma essência, mas também revela ser o resultado de tudo o que lhe aconteceu. É curioso constatar os diferentes lados deste homem, nomeadamente a parte que aparenta aos outros e o que pensa de si próprio. Muitos o veem como duro, rude, contido, mas a verdade esconde um coração grande assim como muitas inseguranças, dores e dúvidas. É um homem que nos faz querer ver a ser mais expansivo com os seus pensamentos perante as pessoas que o amam-
A figura que mais me impressionou nesta leitura foi Abelha. A história ganha novos horizontes e torna-se ainda mais apelativa quando esta personagem surge. A sua singularidade cativa, ao início pela estranheza, depois pelo carinho e compaixão. Ela é uma menina muito diferente de qualquer outra e a sua natureza e verdade é um mistério que desejamos ver desvendado. Até lá, vamos juntando as peças do puzzle para entender o porquê de ser como é, aos mesmo tempo que torcemos pelo seu sucesso e evolução.
O encadeamento da acção está bem construído e, sem que o leitor se aperceba, vai acelerando o ritmo de uma forma muito subtil e gradual. Só mais perto do final sentimos tudo está a acontecer ao mesmo tempo, o que nos leva a devorar cada página com maior intensidade. Depois, de repente, o livro acaba com uma reviravolta que, apesar de já ser esperada, não deixa de causar surpresa pela forma como acontece. Terminada a leitura, fiquei com uma enorme vontade de continuar a acompanhar esta história. Tanto que, ainda nos dias seguintes, os meus pensamentos se dirigiam para este livro e para o desejo urgente de ter o segundo volume nas minhas mãos rapidamente.
Quero ainda realçar a capacidade da autora conseguir transmitir grandes sentimentos e emoções aos seus leitores. O amor é visível ao longo de todo a leitora, sendo mais evidente e tocante nos pequenos gestos. A angústia pelos que desapareceram faz-nos acreditar que também perdemos alguém que nos é querido. O terror, quer seja na maldade humana contra semelhantes ou animais, choca, choca muito, causa dor e incompreensão. Já a amizade é relevada em gestos de confiança inesperados e faz-nos ter esperança na humanidade e no futuro. Os gestos supérfluos repugnam e mostram-nos que, quem os pratica, tem menos de metade do valor e importância que julga possuir.
Robin Hobb consegue criar personagens com diferentes dimensões e, desta forma, fazermos acreditar que elas poderiam existir. Coloca-as numa história intrincada, que nos vai envolvendo aos poucos, ao ponto de já não a querermos largar. Fico muito feliz por esta autora continuar a ser uma aposta em Portugal, pois é realmente um dos nomes da actualidade mais importantes dentro do género. Agora, ao escrever estas palavras, fico ainda mais ansiosa pela publicação do próximo volume e pela continuação da história de Fitz.
Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
ISBN: 9789897730528
Editora: Edições Saída de Emergência (2017)
Sinopse:
Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais. Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…
Opinião:
Tinham passado muitos anos desde que li um livro de Robin Hobb. Por isso, quando soube que a Saga do Assassino e o Bobo ia ser publicada em Portugal, fiquei entusiasmada e, ao mesmo tempo, surgiu um certo receio. Temia não me recordar das personagens a que foi apresentadas há tanto tempo, não lembrar acontecimentos importantes e relevantes para a compreensão desta nova fase da história de Fitz. Felizmente, o tempo passou e as memórias mantiveram-se, o que só prova de que estas aventuras realmente deixam marcas.
O ritmo deste volume é um pouco lento, mas tal não significa que a narrativa não prenda o interesse. Levei mais tempo do que esperava com este livro, mas fico feliz por tal ter acontecido. Senti necessidade de saborear cada pedaço desta história e cada subtiliza que era narrada. Adorei o facto de uma vida de aparente calma e rotina poder esconder tantos segredos e acontecimentos entusiasmantes. As personagens causam-nos preocupação e queremos continuar a acompanhá-las, afinal parecem pessoas reais que fazem parte do nosso círculo de amigos. Tudo isto cativa e leva-nos a embrenhar-nos na história.
É curioso perceber de que forma Fitz evoluiu desde O Aprendiz de Assassino, primeiro livro que aborda as suas aventuras. Ele mantém a mesma essência, mas também revela ser o resultado de tudo o que lhe aconteceu. É curioso constatar os diferentes lados deste homem, nomeadamente a parte que aparenta aos outros e o que pensa de si próprio. Muitos o veem como duro, rude, contido, mas a verdade esconde um coração grande assim como muitas inseguranças, dores e dúvidas. É um homem que nos faz querer ver a ser mais expansivo com os seus pensamentos perante as pessoas que o amam-
A figura que mais me impressionou nesta leitura foi Abelha. A história ganha novos horizontes e torna-se ainda mais apelativa quando esta personagem surge. A sua singularidade cativa, ao início pela estranheza, depois pelo carinho e compaixão. Ela é uma menina muito diferente de qualquer outra e a sua natureza e verdade é um mistério que desejamos ver desvendado. Até lá, vamos juntando as peças do puzzle para entender o porquê de ser como é, aos mesmo tempo que torcemos pelo seu sucesso e evolução.
O encadeamento da acção está bem construído e, sem que o leitor se aperceba, vai acelerando o ritmo de uma forma muito subtil e gradual. Só mais perto do final sentimos tudo está a acontecer ao mesmo tempo, o que nos leva a devorar cada página com maior intensidade. Depois, de repente, o livro acaba com uma reviravolta que, apesar de já ser esperada, não deixa de causar surpresa pela forma como acontece. Terminada a leitura, fiquei com uma enorme vontade de continuar a acompanhar esta história. Tanto que, ainda nos dias seguintes, os meus pensamentos se dirigiam para este livro e para o desejo urgente de ter o segundo volume nas minhas mãos rapidamente.
Quero ainda realçar a capacidade da autora conseguir transmitir grandes sentimentos e emoções aos seus leitores. O amor é visível ao longo de todo a leitora, sendo mais evidente e tocante nos pequenos gestos. A angústia pelos que desapareceram faz-nos acreditar que também perdemos alguém que nos é querido. O terror, quer seja na maldade humana contra semelhantes ou animais, choca, choca muito, causa dor e incompreensão. Já a amizade é relevada em gestos de confiança inesperados e faz-nos ter esperança na humanidade e no futuro. Os gestos supérfluos repugnam e mostram-nos que, quem os pratica, tem menos de metade do valor e importância que julga possuir.
Robin Hobb consegue criar personagens com diferentes dimensões e, desta forma, fazermos acreditar que elas poderiam existir. Coloca-as numa história intrincada, que nos vai envolvendo aos poucos, ao ponto de já não a querermos largar. Fico muito feliz por esta autora continuar a ser uma aposta em Portugal, pois é realmente um dos nomes da actualidade mais importantes dentro do género. Agora, ao escrever estas palavras, fico ainda mais ansiosa pela publicação do próximo volume e pela continuação da história de Fitz.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Opinião: Vemo-nos no Cosmos
Título Original: See You in the Cosmos (2017)
Autor: Jack Cheng
Tradução: Francisca Cortesão
ISBN: 9789896652760
Editora: Nuvem de Letras (2017)
Sinopse:
Alex é um rapaz de onze anos obcecado com o Espaço. Admirador incondicional do grande cientista Carl Sagan, o seu sonho é seguir-lhe as pisadas e enviar para o espaço o seu iPod dourado com gravações de sons do planeta Terra. Para cumprir a sua missão de dar a Humanidade a conhecer a civilizações alienígenas, construiu um foguetão e apanhou, acompanhado pelo seu cão Carl Sagan, um comboio rumo ao festival de lançamento de foguetões artesanais.
Numa viagem cujo destino insiste em mudar a cada paragem, o inocente e doce Alex irá aprender que nem tudo é o que parece, que a família perde-se e ganha-se ao longo do caminho, e que a coragem, a verdade e o amor são as únicas bússolas de que realmente precisamos.
Opinião:
Este é um daqueles livros que é lido com rapidez e vontade. Que acaba mais rápido do que o desejado e que deixa o coração mais quente. Fiquei rendida a Vemo-nos no Cosmos desde as primeiras páginas. Jack Chen, o autor desta obra, tem a difícil capacidade de recordar como trabalha a mente de uma criança. Ao escrever esta obra na primeira pessoa, leva-nos numa viagem maravilhosa, marcada pela inocência, esperança, confiança, alegria e dor.
Alex é o protagonista desta história, o rapaz que narra tudo o que lhe acontece através de gravações de voz e que é completamente apaixonado pelo espaço e a exploração espacial. Ele é um menino entusiasta, alguém que acredita no bem do mundo e na realização de todos os sonhos. É uma verdadeira ternura acompanhá-lo, mas quando nos apercebemos que nem tudo na sua vida é um mar de rosas, parece que nos são dados pequenos murros no estômago. Apesar da tenra idade, ele é inspirador, alguém que realça nos outros o melhor que têm para dar.
O desenrolar dos acontecimentos cativa. Ao principio, é um pouco insólito imaginar um menino de 11 anos a partir para tal aventura, mas depois percebemos que a sua realidade familiar não é comum, o que justifica o que acontece. Alex não vê maldade em nada nem ninguém, e isso leva-o a passar com um sorriso por situações mais duras. A forma como ele lidava com os imprevistos era sempre inesperada, ficando patente o seu grande coração e sentido de responsabilidade.
As pessoas que ele conhece podem gerar alguma dúvida no leitor. Afinal, e ao contrário de Alex, nós somos mais desconfiados. Contudo, as mudanças que ele opera naqueles que encontra levam-nos a pensar que cada pessoa pode fazer a diferença na vida do outro. Através dos olhos de uma criança, somos então levados a pensar no que podemos fazer por quem está ao nosso lado, quer seja conhecido ou desconhecido. Somos levados a pensar em como a nossa atitude pode afetar quem nos rodeia, no melhor e no pior.
O estilo de escrita usado é maravilhoso, não por ser tecnicamente perfeito, mas por conseguir transmitir tão bem os pensamentos de um menino de 11 anos. Como tal, existem frases mais longas, ideias um pouco mais confusas, tudo porque é assim que Alex está a pensar, está a falar. Esta é mais uma característica que nos leva a acreditar na veracidade desta personagem e da sua história. É também curioso como, através das suas descrições, regra geral inocentes, nos apercebemos do que se está a passar com as personagens adultas.
Adorei conhecer Alex e aqueles que ele foi encontrado no seu caminho, mas, terminada a leitura, fiquei com pena de que ficassem a faltar muitas respostas. Percebo que, devido à forma como a narrativa estava a ser conduzida, num género de diário, seria complicado perceber o que tinha, na verdade, acontecido às personagens secundárias, mas ainda assim ficou a sensação de que havia muito mais por dizer.
Vemo-nos no Cosmos é um daqueles livros que aquece o coração. Apesar de ser apresentado como destino a um público muito jovem, a verdade é que muitas das subtilizes da escrita e da narrativa só podem ser devidamente apreciadas por um leitor mais maduro. Uma obra de grande sensibilidade, que nos faz acreditar na bondade dos outros e num futuro melhor.
Autor: Jack Cheng
Tradução: Francisca Cortesão
ISBN: 9789896652760
Editora: Nuvem de Letras (2017)
Sinopse:
Alex é um rapaz de onze anos obcecado com o Espaço. Admirador incondicional do grande cientista Carl Sagan, o seu sonho é seguir-lhe as pisadas e enviar para o espaço o seu iPod dourado com gravações de sons do planeta Terra. Para cumprir a sua missão de dar a Humanidade a conhecer a civilizações alienígenas, construiu um foguetão e apanhou, acompanhado pelo seu cão Carl Sagan, um comboio rumo ao festival de lançamento de foguetões artesanais.
Numa viagem cujo destino insiste em mudar a cada paragem, o inocente e doce Alex irá aprender que nem tudo é o que parece, que a família perde-se e ganha-se ao longo do caminho, e que a coragem, a verdade e o amor são as únicas bússolas de que realmente precisamos.
Opinião:
Este é um daqueles livros que é lido com rapidez e vontade. Que acaba mais rápido do que o desejado e que deixa o coração mais quente. Fiquei rendida a Vemo-nos no Cosmos desde as primeiras páginas. Jack Chen, o autor desta obra, tem a difícil capacidade de recordar como trabalha a mente de uma criança. Ao escrever esta obra na primeira pessoa, leva-nos numa viagem maravilhosa, marcada pela inocência, esperança, confiança, alegria e dor.
Alex é o protagonista desta história, o rapaz que narra tudo o que lhe acontece através de gravações de voz e que é completamente apaixonado pelo espaço e a exploração espacial. Ele é um menino entusiasta, alguém que acredita no bem do mundo e na realização de todos os sonhos. É uma verdadeira ternura acompanhá-lo, mas quando nos apercebemos que nem tudo na sua vida é um mar de rosas, parece que nos são dados pequenos murros no estômago. Apesar da tenra idade, ele é inspirador, alguém que realça nos outros o melhor que têm para dar.
O desenrolar dos acontecimentos cativa. Ao principio, é um pouco insólito imaginar um menino de 11 anos a partir para tal aventura, mas depois percebemos que a sua realidade familiar não é comum, o que justifica o que acontece. Alex não vê maldade em nada nem ninguém, e isso leva-o a passar com um sorriso por situações mais duras. A forma como ele lidava com os imprevistos era sempre inesperada, ficando patente o seu grande coração e sentido de responsabilidade.
As pessoas que ele conhece podem gerar alguma dúvida no leitor. Afinal, e ao contrário de Alex, nós somos mais desconfiados. Contudo, as mudanças que ele opera naqueles que encontra levam-nos a pensar que cada pessoa pode fazer a diferença na vida do outro. Através dos olhos de uma criança, somos então levados a pensar no que podemos fazer por quem está ao nosso lado, quer seja conhecido ou desconhecido. Somos levados a pensar em como a nossa atitude pode afetar quem nos rodeia, no melhor e no pior.
O estilo de escrita usado é maravilhoso, não por ser tecnicamente perfeito, mas por conseguir transmitir tão bem os pensamentos de um menino de 11 anos. Como tal, existem frases mais longas, ideias um pouco mais confusas, tudo porque é assim que Alex está a pensar, está a falar. Esta é mais uma característica que nos leva a acreditar na veracidade desta personagem e da sua história. É também curioso como, através das suas descrições, regra geral inocentes, nos apercebemos do que se está a passar com as personagens adultas.
Adorei conhecer Alex e aqueles que ele foi encontrado no seu caminho, mas, terminada a leitura, fiquei com pena de que ficassem a faltar muitas respostas. Percebo que, devido à forma como a narrativa estava a ser conduzida, num género de diário, seria complicado perceber o que tinha, na verdade, acontecido às personagens secundárias, mas ainda assim ficou a sensação de que havia muito mais por dizer.
Vemo-nos no Cosmos é um daqueles livros que aquece o coração. Apesar de ser apresentado como destino a um público muito jovem, a verdade é que muitas das subtilizes da escrita e da narrativa só podem ser devidamente apreciadas por um leitor mais maduro. Uma obra de grande sensibilidade, que nos faz acreditar na bondade dos outros e num futuro melhor.
terça-feira, 4 de julho de 2017
Novidade da Minotauro para Julho
Serafina e o Manto Negro, de Robert Beatty
Sinopse: Serafina nunca teve motivos para desobedecer e aventurar-se além da propriedade de Biltmore, onde vive em segredo, ninguém desconfiando da sua existência. Mas quando as crianças da herdade começam a desaparecer, apenas Serafina sabe quem é o seu raptor: um homem assustador com um manto negro, que percorre os corredores de Biltmore durante a noite. Conseguindo escapar a este vilão, arrisca o seu segredo, juntando forças com Braeden Vanderbilt, o sobrinho mais novo dos donos da herdade. Antes que seja tarde demais, lutam por revelar a verdadeira identidade do Homem do Manto Negro. Esta demanda levará Serafina até à floresta que aprendeu a temer, onde descobre uma magia há muito esquecida, ligada à sua identidade. Para salvar as crianças e desvendar o mistério, terá de procurar as respostas para completar o puzzle do seu passado.
Já disponível.
Sinopse: Serafina nunca teve motivos para desobedecer e aventurar-se além da propriedade de Biltmore, onde vive em segredo, ninguém desconfiando da sua existência. Mas quando as crianças da herdade começam a desaparecer, apenas Serafina sabe quem é o seu raptor: um homem assustador com um manto negro, que percorre os corredores de Biltmore durante a noite. Conseguindo escapar a este vilão, arrisca o seu segredo, juntando forças com Braeden Vanderbilt, o sobrinho mais novo dos donos da herdade. Antes que seja tarde demais, lutam por revelar a verdadeira identidade do Homem do Manto Negro. Esta demanda levará Serafina até à floresta que aprendeu a temer, onde descobre uma magia há muito esquecida, ligada à sua identidade. Para salvar as crianças e desvendar o mistério, terá de procurar as respostas para completar o puzzle do seu passado.
Já disponível.
Subscrever:
Comentários (Atom)











