Título Original: Crown of Midnight (2013)
Autor: Sarah J. Mass
Tradução: Liliana Lavado
ISBN: 9789897542527
Editora: Marcador (2016)
Sinopse:
Ela é a maior assassina que o seu mundo algum dia conheceu. Mas onde a conduzirão a sua consciência e o seu coração?
Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal.
Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade — Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar.
Opinião:
Era um livro que aguardava há muito e tive de o ler assim que me chegou às mãos. Coroa da Meia-Noite dá seguimento a Trono de Vidro (opinião aqui) e prova que esta série tem tudo para continuar a impressionar. Uma heroína cativante, mistério, romance, perigo, aventura e desenvolvimentos imprevistos são os ingredientes chave desta história de autoria de Sarah J. Maas.
No primeiro livro, vimos Calaena a travar uma competição para se tornar campeão do rei. Agora, é possível vê-la a assumir as funções desse cargo. É curioso constatar os diferentes lados deste cargo. Por um lado, ser campeão do rei é algo que faz a nossa heroína pensar em liberdade, mas por outro também é algo que a coloca em choque contra alguns dos seus princípios. Numa outra vertente, esta função poderá ainda dissimular um outro objectivo maior. Todas estas visões surgem a certo momento na obra, e isso faz pensar sobre as camadas que compõe Calaena.
Esta é uma protagonista que esconde bem quem realmente é. Numa primeira análise é tida como uma assassina fria e cruel disposta a tudo, mas quando a conheci fiquei impressionada com o seu grande coração e sentido de humor. Percebe-se que o ofício pelo qual é conhecida surgiu devido a circunstâncias adversas. E se neste livro fica patente que ela é capaz de tudo por um bem maior, também se descobre que é detentora de um lado ainda mais negro do que aquilo que inicialmente se poderia imaginar. Além disso, uma revelação sobre o seu passado acaba por dar consistência à sua personalidade e a torná-la ainda mais impressionante e cativante.
Se no livro anterior fiquei interessada na lenda que Calaena era, desta vez gostei muito de conhecer melhor algumas das acções que a levaram a ser tão famosa e temida em Erilea. Ao longo da narrativa, são explorados pedaços do passado da protagonista, tanto momentos de maior acção como questões mais sentimentais. Percebe-se que o seu sarcasmo, muitas vezes, é uma ferramenta de defesa e que ela não deixa de ser uma jovem mulher que sonha com uma vida pacífica e tranquila. Mas isso parece impossível.
A trama consegue agarrar desde a primeira página, graças a momentos de grande ação e a outros de revelações inesperadas. Por mais que Calaena tente com que as suas novas funções provoquem o mínimo de dano possível ao mesmo tempo que deixam o governante satisfeito, existe sempre algo que se intromete no seu caminho e a leva a deixar ao de cima o que tem de pior. Neste livro existe mesmo um momento de grande desespero que a leva a não ter noção das suas ações que faz ter pena por aqueles que sofreram as consequências.
O príncipe Dorian e capitão Chaol continuam a ser outras figuras bastante fortes nesta história. E é engraçada verificar o quanto ambos estão a mudar ao longo desta aventura. Se Dorian parecia um herdeiro mimado, desta vez deu maior força à ideia de que pode ser o principal opositor do seu pai. Além disso, uma mudança relativa ao príncipe dados pistas sobre o real poder do rei e torna tudo o que se passa à volta de Dorian ainda mais interessante. Chaol, por seu lado, foi o que, desta vez, menos me impressionou dos dois. Penso que tal aconteceu por, talvez, as suas decisões serem mais previsíveis e por, a certo ponto, ter colocado Calaena numa posição bastante vulnerável.
Se já tinha gostado do primeiro volume desta série, agora fiquei com a certeza e que quero mesmo continuar a acompanhá-la. Coroa da Meia-noite deixou-me com vontade de ter a continuação das aventuras de Calaena já nas minhas mãos. As personagens cativaram-me, a ação deixou-me a ansiar por mais e todo o ambiente, repleto de perigo, magia e romance, fizeram-me ficar rendida. Uma série que marca pela diferença e que me deixou fã.
Opiniões a outros livros de Sarah J. Maas:
Trono de Vidro (Trono de Vidro #1)
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Opinião: Trono de Vidro (Trono de Vidro #1)
Título Original: Throne of Glass (2012)
Autor: Sarah J. Mass
Tradução: Liliana Lavado
ISBN: 9789897541773
Editora: Marcador (2015)
Sinopse:
Numa terra em que a magia foi banida e em que o rei governa com mão de ferro, uma assassina é chamada ao castelo. Ela vai, não para matar o rei, mas para conquistara sua própria liberdade. Se derrotar os vinte e três oponentes em competição, será libertada da prisão para servir a Coroa com o estatuto de campeão do rei –o assassino do rei. O seu nome é Celaena Sardothien.O príncipe herdeiro vai provocá-la. O capitão da Guarda vai protegê-la. Mas um halo maléfico vagueia no castelo de vidro – e está lá para matar. Quando os seus concorrentes começam a morrer um a um, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um malantes de que este destrua o seu mundo.
Opinião:
Este era um livro que suscitava a minha curiosidade há muito. A sinopse ganhou o meu interesse de forma imediata e as boas críticas que surgiam em sites internacionais aumentaram a minha expetativa. Como tal, adquiri a versão portuguesa assim que ela surgiu no mercado e, claro, comecei a ler assim que a oportunidade surgiu.
Confesso que o início da leitura foi um pouco lento. Penso que tal aconteceu pela minha vontade de compreender bem este mundo e as suas personagens, mas tudo parecer começar numa fase intermédia. Afinal, Celaena, a protagonista, é alguém com um passado lendário e que está a pagar por ele, o que me fez ter a sensação de que havia muito que não compreendia. Percebe-se que existe muito por compreender, não apenas no que toca a intriga, polícia e sociedade, mas também na vertente mais mística. Contudo, assim que me senti confortável neste universo, a leitura começou a fluir até ao ponto de ser difícil parar, tal era a necessidade de saber mais e mais.
Gostei muito que a autora não desvendasse as personagens imediatamente. Como tal, é com o desenrolar da ação que se vai percebendo quem são estas pessoas, quais são os seus valores, motivações, sonhos e características. Além disso, os vislumbres que começam a surgir sobre o passado de algumas figuras aumenta o interesse e faz desejar saber mais. Por exemplo, adorava conhecer melhor a infância da protagonista, o seu treino e de que forma se tornou uma assassina tão temida.
Claro que fiquei rendida a Celaena. Era impossível não ficar! Ela não é nada do que estivesse à espera, não é a assassina dura e sem coração. Apesar da atividade que lhe deu a fama, percebe-se que ela é, na verdade, uma jovem que anseia por paz e liberdade para si, mas também para os outros que sofrem com injustiças. É engraçado ver o choque que há entre os dois lados desta figura, uma vez que no campo de combate é implacável, mas que em momentos de lazer revela um grande sentido de humor, compaixão e interesses intelectuais. E até a sua arrogância nos faz rir! Além disso, tem ainda um toque de menina sonhadora.
As personagens que inicialmente surgem mais próximas de Celeana são o príncipe herdeiro, Dorian, e o capitão da Guarda, Chaol. São eles que a vão buscar às minas de sal onde ela deveria trabalhar até morrer e a levam para o torneio do campeão do rei. Inicialmente, o príncipe parece um jovem mimado, interesseiro e pomposo que quer provocar o pai. Já o capitão sugere ser rude, rígido e dado a poucas confianças. E que bom foi ver as suas verdadeiras personalidades a virem ao de cima e mostrarem ser tão opostas a todas estas ideias! O primeiro, afinal, procura mostrar a sua revolta contra ações que desaprova por não terem em consideração a vida humana. O segundo é um amigo fiel que procura agir consoante um código de valores nobres. E os dois são homens de paixões intensas! Apesar de gostar de ambos, confesso senti um carinho especial por Chaol.
O desenrolar da ação conta com o torneio, onde as provas não pareceram tão duras como ao início imaginei, e com a vida no castelo. Gostei de como estas duas vertentes foram interligadas, mas houve momentos onde senti que o torneio era colocado um pouco de lado. A componente romântica também começou a ganhar maior destaque, e, apesar de ser entusiasmante, também teve alguns exageros. A autora bem tentou fazer com que o leitor pensasse numa direção diferente para o poder surpreender no fim, mas as pistas eram tantas que não foi difícil desvendar o grande mistério.
O lado místico da trama não surgiu logo. É verdade que são mencionadas algumas lendas nas primeiras páginas, mas apenas isso. Só mais lá para a frente é que se começa a perceber onde está a magia e, no final, esta componente ganha uma grande dimensão. Mas não é revelada na sua plenitude! Fica-se a perceber que a autora criou um mitologia complexa, com uma forte oposição entre bem e mal e com muito para explorar.
Trono de Vidro é um livro muito emocionante e que termina de forma satisfatória e coerente. Apesar de este ser o primeiro volume de uma saga onde estão previstos mais cinco livros, além de algumas prequelas, sente-se que esta fase da trama terminou. É verdade que esperaca que a intriga política e da corte fosse maior, mas a verdade é que gostei muito desta leitura. Agora, só espero que os próximos livros sejam publicados com rapidez, pois quero muito voltar a acompanhar as aventuras de Celeana!
Autor: Sarah J. Mass
Tradução: Liliana Lavado
ISBN: 9789897541773
Editora: Marcador (2015)
Sinopse:
Numa terra em que a magia foi banida e em que o rei governa com mão de ferro, uma assassina é chamada ao castelo. Ela vai, não para matar o rei, mas para conquistara sua própria liberdade. Se derrotar os vinte e três oponentes em competição, será libertada da prisão para servir a Coroa com o estatuto de campeão do rei –o assassino do rei. O seu nome é Celaena Sardothien.O príncipe herdeiro vai provocá-la. O capitão da Guarda vai protegê-la. Mas um halo maléfico vagueia no castelo de vidro – e está lá para matar. Quando os seus concorrentes começam a morrer um a um, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um malantes de que este destrua o seu mundo.
Opinião:
Este era um livro que suscitava a minha curiosidade há muito. A sinopse ganhou o meu interesse de forma imediata e as boas críticas que surgiam em sites internacionais aumentaram a minha expetativa. Como tal, adquiri a versão portuguesa assim que ela surgiu no mercado e, claro, comecei a ler assim que a oportunidade surgiu.
Confesso que o início da leitura foi um pouco lento. Penso que tal aconteceu pela minha vontade de compreender bem este mundo e as suas personagens, mas tudo parecer começar numa fase intermédia. Afinal, Celaena, a protagonista, é alguém com um passado lendário e que está a pagar por ele, o que me fez ter a sensação de que havia muito que não compreendia. Percebe-se que existe muito por compreender, não apenas no que toca a intriga, polícia e sociedade, mas também na vertente mais mística. Contudo, assim que me senti confortável neste universo, a leitura começou a fluir até ao ponto de ser difícil parar, tal era a necessidade de saber mais e mais.
Gostei muito que a autora não desvendasse as personagens imediatamente. Como tal, é com o desenrolar da ação que se vai percebendo quem são estas pessoas, quais são os seus valores, motivações, sonhos e características. Além disso, os vislumbres que começam a surgir sobre o passado de algumas figuras aumenta o interesse e faz desejar saber mais. Por exemplo, adorava conhecer melhor a infância da protagonista, o seu treino e de que forma se tornou uma assassina tão temida.
Claro que fiquei rendida a Celaena. Era impossível não ficar! Ela não é nada do que estivesse à espera, não é a assassina dura e sem coração. Apesar da atividade que lhe deu a fama, percebe-se que ela é, na verdade, uma jovem que anseia por paz e liberdade para si, mas também para os outros que sofrem com injustiças. É engraçado ver o choque que há entre os dois lados desta figura, uma vez que no campo de combate é implacável, mas que em momentos de lazer revela um grande sentido de humor, compaixão e interesses intelectuais. E até a sua arrogância nos faz rir! Além disso, tem ainda um toque de menina sonhadora.
As personagens que inicialmente surgem mais próximas de Celeana são o príncipe herdeiro, Dorian, e o capitão da Guarda, Chaol. São eles que a vão buscar às minas de sal onde ela deveria trabalhar até morrer e a levam para o torneio do campeão do rei. Inicialmente, o príncipe parece um jovem mimado, interesseiro e pomposo que quer provocar o pai. Já o capitão sugere ser rude, rígido e dado a poucas confianças. E que bom foi ver as suas verdadeiras personalidades a virem ao de cima e mostrarem ser tão opostas a todas estas ideias! O primeiro, afinal, procura mostrar a sua revolta contra ações que desaprova por não terem em consideração a vida humana. O segundo é um amigo fiel que procura agir consoante um código de valores nobres. E os dois são homens de paixões intensas! Apesar de gostar de ambos, confesso senti um carinho especial por Chaol.
O desenrolar da ação conta com o torneio, onde as provas não pareceram tão duras como ao início imaginei, e com a vida no castelo. Gostei de como estas duas vertentes foram interligadas, mas houve momentos onde senti que o torneio era colocado um pouco de lado. A componente romântica também começou a ganhar maior destaque, e, apesar de ser entusiasmante, também teve alguns exageros. A autora bem tentou fazer com que o leitor pensasse numa direção diferente para o poder surpreender no fim, mas as pistas eram tantas que não foi difícil desvendar o grande mistério.
O lado místico da trama não surgiu logo. É verdade que são mencionadas algumas lendas nas primeiras páginas, mas apenas isso. Só mais lá para a frente é que se começa a perceber onde está a magia e, no final, esta componente ganha uma grande dimensão. Mas não é revelada na sua plenitude! Fica-se a perceber que a autora criou um mitologia complexa, com uma forte oposição entre bem e mal e com muito para explorar.
Trono de Vidro é um livro muito emocionante e que termina de forma satisfatória e coerente. Apesar de este ser o primeiro volume de uma saga onde estão previstos mais cinco livros, além de algumas prequelas, sente-se que esta fase da trama terminou. É verdade que esperaca que a intriga política e da corte fosse maior, mas a verdade é que gostei muito desta leitura. Agora, só espero que os próximos livros sejam publicados com rapidez, pois quero muito voltar a acompanhar as aventuras de Celeana!
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