Título Original: The Winner's Crime (2015)
Autor: Marie Rutkoski
Tradução: João Quina Edições
ISBN: 9789898849809
Editora: TopSeller (2016)
Sinopse:
Dois povos em conflito, uma aliança perigosa, um amor dividido. Os Herrani, liderados por Arin, tomaram a sua terra de volta. Para impedir que a poderosa armada valoriana invadisse Herran e provocasse um banho de sangue, Kestrel aceitou casar com o príncipe herdeiro de Valoria. O noivado causa sensação no reino, mas Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador que não confia totalmente nela. E com razão: Kestrel encontrou uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo herrani, e está perto de descobrir um segredo chocante.A paz com Valoria tem um preço demasiado alto e Arin procura novos aliados além-fronteiras. Ao mesmo tempo, ele debate-se com a decisão de Kestrel em se casar com o príncipe. Sem saber que ela é a espia que o está a ajudar no esforço de guerra, Arin decide arriscar tudo e tentar desvendar a verdade, mas esta poderá ser muito mais perigosa do que ele imagina.
Opinião:
Se já tinha gostado de A Maldição do Vencedor (opinião aqui), posso dizer que apreciei ainda mais a leitura de O Crime do Vencedor. O segundo livro desta saga de Marie Rutkoski tem ainda mais intriga e conseguiu deixar-me completamente agarrada à leitura. Era difícil parar de ler perante a expectativa do que poderia acontecer a seguir. E as reviravoltas conseguiam sempre surpreender.
A trama começa no ponto em que A Maldição do Vencedor terminou. Com Krestel na corte e prometida ao filho do imperados, entramos num meio onde todos os passos são analisados. E se já tinha ficado impressionada com o tacto que Krestel tem analisar tudo o que a rodeia e jogar com isso a seu favor, é ainda mais interessante ver como ela lida com esta grande pressão de estar constantemente à prova. Sente-se a opressão e o terror causado pelo imperador, o que faz com que o perigo esteja sempre presente.
A voz de Arin surge com um tom um pouco diferente e, numa primeira parte, não é tão cativante como Krestel. Porém, a partir do momento em que ele segue um rumo inesperado, é curioso acompanhá-lo na descoberta de uma nova parte deste mundo. É aqui que surgem outras figuras, sendo que uma despertou-me a atenção em particular, e é também aqui que são dadas novas hipóteses que nos levam a imaginar o que poderá acontecer a seguir. Além disso, gostei muito da forma como Arin nos mostra que a linha entre o ódio e o amor pode ser mesmo muito ténue.
Apesar da astúcia de Krestel, também é possível sentir que ela é apenas uma menina. E apesar de Aris ser um líder, ele também não deixa de parecer um rapaz perdido. Explorar este mundo através de figuras mais maduras poderia ser ainda mais interessante, pois existem muitas conspirações interessantes e bem desenvolvidas. Porém, uma boa parte do enredo continua a estar muito focada nas emoções, especialmente no que Krestel e Arin sentem um pelo outro. Isto poderia continuar a existir, pois neste volume existem componentes bem conseguidas, mas talvez com menos ênfase.
O encadeamento de acontecimentos está bem conseguido. Apesar de existirem muitos momentos de introspecção, Marie Rutkoski consegue fazer com que estes estejam ligados com alguma intriga ou reviravolta, o que faz com que não sejam cansativos, apesar de algumas redundâncias. Sentir que os dois protagonistas estavam constantemente em risco fez-me querer continuar a ler e a descobrir as várias soluções que os dois encontravam para os problemas que surgiam. E se em alguns momentos conseguia adivinhar o que vinha a seguir, confesso que fiquei surpreendida com o final deste livro.
Terminada a leitura de O Crime do Vencedor, fica a vontade de que o terceiro volume chegue rápido. Este é um mundo que cativa e as intrigas e reviravoltas constantes fazem desejar ficar a saber o que vem a seguir e que destinado está reservado para Krestel e Arin. Se gostaram do primeiro livro desta saga, então não percam tempo e leiam este assim que conseguirem. Não vão ficar arrependidos.
Outras opiniões a livros de Marie Rutkoski:
A Maldição do Vencedor (#1)
Mostrar mensagens com a etiqueta Marie Rutkoski. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marie Rutkoski. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Opinião: A Maldição do Vencedor (#1)
Título Original: The Winner's Curse (2014)
Autor: Marie Rutkoski
Tradução: João Quina Edições
ISBN: 9789898843401
Editora: TopSeller (2016)
Sinopse:
Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai. Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade. Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.
Opinião:
Marie Rutkoski apresenta-nos A Maldição do Vencedor, o primeiro livro de uma trilogia. Apesar de ser uma obra que se encontra inserida no género fantástico, não pensem que vão nela encontrar vestígios de magia ou aparições de criaturas extraordinárias. Trata-se sim de uma história que acontece num mundo diferente do nosso e, por isso, tem também sociedades novas e culturas distintas.
Senti-me imediatamente confortável neste universo que parece ter uma forte inspiração clássica, pelo menos na estrutura. Percebemos que existem dois povos que coexistem, sendo um deles dominante e o outro escravizado. É esta relação que serve de cenário e base a toda a trama e está aqui uma grande parte do encanto desta leitura. Adorei o contraste entre culturas e não deixei de reparar que o domínio de uma por outra reflete bem o que aconteceu tantas vezes. A força bélica e a vontade de conquistar sobrepõe-se à cultura, arte e conhecimento, mas estes últimos conseguem resistir e, em certas situações, até mesmo reverter a situação.
A sociedade apresenta toques de outras eras, mais modernas e, por isso, com valores mais próximos dos actuais, tais como no que toca ao papel da mulher na sociedade. Isso entende-se perfeitamente através de Kestrel, a protagonista. Filha de um homem poderoso e influente, ela é muito senhora de si. Adorei a sua personalidade, que alia uma mente analítica e muito inteligente a um grande coração que é capaz de ver para além dos estereótipos criados pela sociedade.
Foi impossível não ficar deliciada com os estratagemas de Krestel, quer seja para se livrar de uma situação mais complicada como para ajudar o pai ou até mesmo para conseguir obter aquilo que deseja. Os planos da protagonista criavam reviravoltas que me mantinham agarrada ao livro e, no final, criam uma situação inesperada e que promete um próximo volume ainda mais arrebatador. Mas, existem momentos em que Krestel deixa-se levar pelos seus sentimentos e é por isso que acaba ligada a Arin, a outra figura principal da trama.
Arin é mais misterioso, pois não percebemos quem ele é e quais as suas intenções. Quando reveladas estas informações, tudo faz sentido, e torna-se difícil perceber por quem deveria estar a torcer. Enquanto Krestel parece mais racional, Arin é, sem dúvida, uma figura emocional. Ele deixa transparecer, com facilidade, as suas emoções, sendo fácil sentir empatia por ele. A sua dor e revolta estão bastante presentes e em todos os momentos em que ele surge. Porém, gostaria de ter maior conhecimento sobre o que lhe aconteceu após a ocupação do povo valoriano.
Como seria de esperar, Krestel e Arin acabam por ter uma forte ligação. Faz sentido que tal aconteça, mas esta componente de romance acaba por dominar uma grande parte do livro. Apesar de tudo, ainda me custa um pouco perceber o que leva duas pessoas tão diferentes e educadas de forma distinta a nutrirem tal sentimento e tão rapidamente. Preferia que o amor proibido tivesse um papel menor, que fosse surgindo aos poucos ao longo da trilogia, e que tivesse sido dado maior destaque aos esquemas políticos e de guerrilha.
A leitura deste livro é feita com rapidez e, no final, fica a vontade de pegar logo no volume que se segue. A história contada a duas vozes está bem conseguida e faz-nos acreditar que poderia ter acontecido. A Maldição do Vencedor correspondeu às expectativas e faz pensar sobre confiança, amizade, família e em como somos o produto da sociedade e cultura em que nascemos. É a leitura certa para quem gosta de conhecer novos mundos, narrativas jovens e surpreendentes. Recomendo.
Autor: Marie Rutkoski
Tradução: João Quina Edições
ISBN: 9789898843401
Editora: TopSeller (2016)
Sinopse:
Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai. Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade. Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.
Opinião:
Marie Rutkoski apresenta-nos A Maldição do Vencedor, o primeiro livro de uma trilogia. Apesar de ser uma obra que se encontra inserida no género fantástico, não pensem que vão nela encontrar vestígios de magia ou aparições de criaturas extraordinárias. Trata-se sim de uma história que acontece num mundo diferente do nosso e, por isso, tem também sociedades novas e culturas distintas.
Senti-me imediatamente confortável neste universo que parece ter uma forte inspiração clássica, pelo menos na estrutura. Percebemos que existem dois povos que coexistem, sendo um deles dominante e o outro escravizado. É esta relação que serve de cenário e base a toda a trama e está aqui uma grande parte do encanto desta leitura. Adorei o contraste entre culturas e não deixei de reparar que o domínio de uma por outra reflete bem o que aconteceu tantas vezes. A força bélica e a vontade de conquistar sobrepõe-se à cultura, arte e conhecimento, mas estes últimos conseguem resistir e, em certas situações, até mesmo reverter a situação.
A sociedade apresenta toques de outras eras, mais modernas e, por isso, com valores mais próximos dos actuais, tais como no que toca ao papel da mulher na sociedade. Isso entende-se perfeitamente através de Kestrel, a protagonista. Filha de um homem poderoso e influente, ela é muito senhora de si. Adorei a sua personalidade, que alia uma mente analítica e muito inteligente a um grande coração que é capaz de ver para além dos estereótipos criados pela sociedade.
Foi impossível não ficar deliciada com os estratagemas de Krestel, quer seja para se livrar de uma situação mais complicada como para ajudar o pai ou até mesmo para conseguir obter aquilo que deseja. Os planos da protagonista criavam reviravoltas que me mantinham agarrada ao livro e, no final, criam uma situação inesperada e que promete um próximo volume ainda mais arrebatador. Mas, existem momentos em que Krestel deixa-se levar pelos seus sentimentos e é por isso que acaba ligada a Arin, a outra figura principal da trama.
Arin é mais misterioso, pois não percebemos quem ele é e quais as suas intenções. Quando reveladas estas informações, tudo faz sentido, e torna-se difícil perceber por quem deveria estar a torcer. Enquanto Krestel parece mais racional, Arin é, sem dúvida, uma figura emocional. Ele deixa transparecer, com facilidade, as suas emoções, sendo fácil sentir empatia por ele. A sua dor e revolta estão bastante presentes e em todos os momentos em que ele surge. Porém, gostaria de ter maior conhecimento sobre o que lhe aconteceu após a ocupação do povo valoriano.
Como seria de esperar, Krestel e Arin acabam por ter uma forte ligação. Faz sentido que tal aconteça, mas esta componente de romance acaba por dominar uma grande parte do livro. Apesar de tudo, ainda me custa um pouco perceber o que leva duas pessoas tão diferentes e educadas de forma distinta a nutrirem tal sentimento e tão rapidamente. Preferia que o amor proibido tivesse um papel menor, que fosse surgindo aos poucos ao longo da trilogia, e que tivesse sido dado maior destaque aos esquemas políticos e de guerrilha.
A leitura deste livro é feita com rapidez e, no final, fica a vontade de pegar logo no volume que se segue. A história contada a duas vozes está bem conseguida e faz-nos acreditar que poderia ter acontecido. A Maldição do Vencedor correspondeu às expectativas e faz pensar sobre confiança, amizade, família e em como somos o produto da sociedade e cultura em que nascemos. É a leitura certa para quem gosta de conhecer novos mundos, narrativas jovens e surpreendentes. Recomendo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

