O Castigo dos Ignorantes, de Hjorth e Rosenfeldt
Sinopse: A estrela de um reality show é encontrada morta numa escola, com um disparo na cabeça. Amarrado a uma cadeira de sala de aula, posicionado de frente para um canto, com orelhas-de-burro. Um exame longo, de várias páginas, pregado na parte de trás da cadeira. A julgar pelo número de respostas erradas, a vítima falhou no teste mais importante da sua vida.
Esta morte será o primeiro de uma série de assassinatos contra várias personalidades dos media e o Departamento de Investigação Criminal é chamado. Lutam para encontrar provas e finalmente Sebastian Bergman descobre pistas em chats e cartas anónimas publicadas em jornais. O autor das cartas opõe-se à falta de educação entre os modelos da nova geração e fala muito sobre os assassinatos. Sebastian desafia-o e fica claro que o seu oponente sem rosto tem informações sobre os assassinatos a que ninguém além da polícia —e do assassino —tem acesso.
Neste novo caso Sebastian Bergman e sua equipa enfrentam um serial killer complexo e tortuoso, que ameaça a própria existência da equipa.
Disponível a partir de dia 4.
terça-feira, 28 de agosto de 2018
domingo, 19 de agosto de 2018
Opinião: O Que Fica Somos Nós
Título Original: The Light We Lost (2017)
Autor: Jill Santopolo
Tradução: João Tordo
ISBN: 9789896655488
Editora: Suma de Letras (2018)
Sinopse:
Numa luminosa manhã de fim de Verão, Lucy e Gabe encontram-se na universidade, em Nova Iorque, e apaixonam-se. Parece o começo de uma história como muitas outras, mas estamos a 11 de Setembro de 2001 e, enquanto a cidade está envolta em poeira e detritos, eles beijam-se e trocam promessas. Assumem que têm de encontrar um significado para as suas vidas, tirar proveito delas, deixar uma marca. Jovens e apaixonados, parecem ter o mundo a seus pés. Inesperadamente, os seus sonhos acabam por os separar. Gabe aceita trabalhar como repórter fotográfico no Médio Oriente e Lucy decide continuar a sua carreira em Nova Iorque.
Treze anos depois, Lucy está numa encruzilhada. Sente a necessidade de revisitar as épocas fundamentais do seu relacionamento com Gabe, marcado por escolhas que os conduziram por diferentes caminhos, ao longo de diferentes vidas. Escolhas que, no entanto, nunca romperam o vínculo profundo que os une. Então, é chegado o momento, naquele dia... Lucy mantém um último segredo, e é hora de o revelar a Gabe.
Todas as suas opções os conduziram até ali. Agora, uma última decidirá o seu futuro.
Opinião:
Em O Que Fica Somos Nós, Jill Santopolo apresenta-nos uma bonito e comovente romance, ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre os relacionamentos do século XXI. Nesta obra, Lucy conta-nos a sua história de amor, desde os momentos mais felizes aos que lhe causaram maior sofrimento. Narrado na forma de uma carta, a protagonista faz-nos confidências e mostra-nos o seu lado mais íntimo, o leva o leitor a aproximar-se dela e a sentir uma inevitável empatia.
Conhecemos Lucy durante a faculdade, num dia que marcou a História Contemporânea. A 11 de setembro de 2001, Jill conhece Gabe, aquele que viria a ser o seu grande amor. O primeiro contacto deles fica então associado a um ponto de viragem, sendo que ambos repensam as suas vidas, os seus desejos e o que ambicionam fazer pelo mundo e pelos seus destinos. Apesar de ser fácil perceber que eles estão ligados por fortes sentimentos, seguem-se uma série de encontros e desencontros.
Lucy é uma personagem que não me conquistou imediatamente, mas que conseguiu a minha simpatia com o decorrer da leitura. Inicialmente, achava-a demasiado obcecada com Gabe, ao ponto de se anular em detrimento dele. Isso não me agrada. Contudo, gostei da forma como ela foi construindo o seu percurso , procurando encontrar um equilíbrio entre razão e emoção, mas sem nunca perder de vista a sua verdadeira essência e lutando para ser fiel a si própria, com mais ou menos compromissos.
Gabe demorou mais a convencer-me. Enquanto Lucy estava disposta a tudo para o ter a se lado, Gabe demorou a deixar de ser tão centrado em si próprio. Para esta personagem é o tudo ou nada, demorando a perceber que, para estar com alguém, é preciso saber ceder. Sem isso, os relacionamentos caíram como um castelo de cartas que ele tentava construir. A intenção estava lá, mas faltava-lhe a solidez e o compromisso. Como tal, muitas vezes achei Gabe algo tóxico.
O paralelismo entre a relação que Lucy teve com Gabe daquela que construiu com Darren está muito bem conseguida. Por se tratarem de dois homens diferentes, estas ligações também são distintas, em muitos sentidos. O início, o tipo de amor, o compromisso, a evolução do relacionamento, os desafios, ... tudo isto é dissemelhante. Admito que inicialmente simpatizei com Darren, mas acabei por não apreciar a pessoa que estava escondida atrás da máscara.
A leitura é feita com interesse, mas sem grande arrebatamento. Gostei de conhecer esta história, e sinto que aborda temas muito importantes sobre a forma como vivemos as relações. Apreciei também a forma como Lucy vai encontrando a sua força, conquistando a coragem necessária para tomar as atitudes que a levarão no caminho que considera mais acertado. Contudo, certos momentos pareceram-me mais melodramáticos do que seria desejado, além de que o final foi algo previsível e que acabou por não marcar particularmente, apesar da reviravolta.
No final desta leitura, é impossível não refletir sobre as escolhas que fomos fazendo ao longo da nossa vida. Jill Santopolo faz-nos ponderar sobre o poder das decisões que tomamos e como estas moldam o nosso caminho. Como tal, está nas nossas mãos lutar pela felicidade e pelos objetivos que traçamos para nós, sendo que nesse trajeto todo o risco vale a pena. O Que Fica Somos Nós é um bom livro para quem não resiste a uma bonita história de amor
Autor: Jill Santopolo
Tradução: João Tordo
ISBN: 9789896655488
Editora: Suma de Letras (2018)
Sinopse:
Numa luminosa manhã de fim de Verão, Lucy e Gabe encontram-se na universidade, em Nova Iorque, e apaixonam-se. Parece o começo de uma história como muitas outras, mas estamos a 11 de Setembro de 2001 e, enquanto a cidade está envolta em poeira e detritos, eles beijam-se e trocam promessas. Assumem que têm de encontrar um significado para as suas vidas, tirar proveito delas, deixar uma marca. Jovens e apaixonados, parecem ter o mundo a seus pés. Inesperadamente, os seus sonhos acabam por os separar. Gabe aceita trabalhar como repórter fotográfico no Médio Oriente e Lucy decide continuar a sua carreira em Nova Iorque.
Treze anos depois, Lucy está numa encruzilhada. Sente a necessidade de revisitar as épocas fundamentais do seu relacionamento com Gabe, marcado por escolhas que os conduziram por diferentes caminhos, ao longo de diferentes vidas. Escolhas que, no entanto, nunca romperam o vínculo profundo que os une. Então, é chegado o momento, naquele dia... Lucy mantém um último segredo, e é hora de o revelar a Gabe.
Todas as suas opções os conduziram até ali. Agora, uma última decidirá o seu futuro.
Opinião:
Em O Que Fica Somos Nós, Jill Santopolo apresenta-nos uma bonito e comovente romance, ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre os relacionamentos do século XXI. Nesta obra, Lucy conta-nos a sua história de amor, desde os momentos mais felizes aos que lhe causaram maior sofrimento. Narrado na forma de uma carta, a protagonista faz-nos confidências e mostra-nos o seu lado mais íntimo, o leva o leitor a aproximar-se dela e a sentir uma inevitável empatia.
Conhecemos Lucy durante a faculdade, num dia que marcou a História Contemporânea. A 11 de setembro de 2001, Jill conhece Gabe, aquele que viria a ser o seu grande amor. O primeiro contacto deles fica então associado a um ponto de viragem, sendo que ambos repensam as suas vidas, os seus desejos e o que ambicionam fazer pelo mundo e pelos seus destinos. Apesar de ser fácil perceber que eles estão ligados por fortes sentimentos, seguem-se uma série de encontros e desencontros.
Lucy é uma personagem que não me conquistou imediatamente, mas que conseguiu a minha simpatia com o decorrer da leitura. Inicialmente, achava-a demasiado obcecada com Gabe, ao ponto de se anular em detrimento dele. Isso não me agrada. Contudo, gostei da forma como ela foi construindo o seu percurso , procurando encontrar um equilíbrio entre razão e emoção, mas sem nunca perder de vista a sua verdadeira essência e lutando para ser fiel a si própria, com mais ou menos compromissos.
Gabe demorou mais a convencer-me. Enquanto Lucy estava disposta a tudo para o ter a se lado, Gabe demorou a deixar de ser tão centrado em si próprio. Para esta personagem é o tudo ou nada, demorando a perceber que, para estar com alguém, é preciso saber ceder. Sem isso, os relacionamentos caíram como um castelo de cartas que ele tentava construir. A intenção estava lá, mas faltava-lhe a solidez e o compromisso. Como tal, muitas vezes achei Gabe algo tóxico.
O paralelismo entre a relação que Lucy teve com Gabe daquela que construiu com Darren está muito bem conseguida. Por se tratarem de dois homens diferentes, estas ligações também são distintas, em muitos sentidos. O início, o tipo de amor, o compromisso, a evolução do relacionamento, os desafios, ... tudo isto é dissemelhante. Admito que inicialmente simpatizei com Darren, mas acabei por não apreciar a pessoa que estava escondida atrás da máscara.
A leitura é feita com interesse, mas sem grande arrebatamento. Gostei de conhecer esta história, e sinto que aborda temas muito importantes sobre a forma como vivemos as relações. Apreciei também a forma como Lucy vai encontrando a sua força, conquistando a coragem necessária para tomar as atitudes que a levarão no caminho que considera mais acertado. Contudo, certos momentos pareceram-me mais melodramáticos do que seria desejado, além de que o final foi algo previsível e que acabou por não marcar particularmente, apesar da reviravolta.
No final desta leitura, é impossível não refletir sobre as escolhas que fomos fazendo ao longo da nossa vida. Jill Santopolo faz-nos ponderar sobre o poder das decisões que tomamos e como estas moldam o nosso caminho. Como tal, está nas nossas mãos lutar pela felicidade e pelos objetivos que traçamos para nós, sendo que nesse trajeto todo o risco vale a pena. O Que Fica Somos Nós é um bom livro para quem não resiste a uma bonita história de amor
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Opinião: O Núcleo (Ciclo a Noite dos Demónios #5)
Título Original: The Core (2017)
Autor: Peter V. Brett
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789892342214
Editora: Asa (2018)
Sinopse:
Demónios sedentos de sangue rondam a noite.
A raça humana está reduzida a uma resistência dispersa e dependente de magias antiquadas.
De entre os resistentes, surgem dois heróis. Tão próximos como irmãos, e, no entanto, divididos por uma amarga traição.
Arlen Bales, o Homem Pintado, está coberto de tatuagens de poderosos símbolos mágicos que lhe permitem combater - e vencer - os demónios.
Ahmann Jardir, possuidor de armas mágicas, autoproclamou-se o Libertador, uma figura que as profecias dizem ser capaz de unir a humanidade e conduzi-la ao triunfo na Sharak Ka - a derradeira guerra contra os demónios. Mas, nos seus esforços para derrotar os demónios, Arlen e Jardir desencadearam uma força que poderá pôr fim a tudo: um Enxame. A guerra está à porta, e a única esperança da humanidade reside em Arlen e Jardir. Com a ajuda de Renna, mulher de Arlen, tentam subjugar um príncipe dos demónios, obrigando-o a indicar-lhes o caminho até ao Núcleo, onde a Mãe dos Demónios está a formar um exército invencível.
Enquanto os leais Leesha, Inevera, Ragen, e Elissa guiam o turbulento povo das Cidades Livres na batalha contra o Enxame, Arlen, Renna e Jardir lançam-se numa perseguição desesperada nas profundezas mais escuras do mal - de onde nenhum deles espera regressar com vida…
Com O Núcleo, chega ao fim o épico Ciclo da Noite dos Demónios, uma das mais aclamadas sagas de fantasia dos nossos tempos…
Opinião:
Foi com um misto de sentimentos que iniciei a leitura de O Núcleo. Por um lado, este era um livro muito desejado. Desde a publicação de O Trono dos Crânios, em 2016, que esperava pelo derradeiro volume da saga de Peter V. Brett "Ciclo a Noite dos Demónios", por isso foi bom finalmente ter esta história nas mãos. Contudo, sabia que esta também seria uma despedida de personagens que me têm conquistado desde 2009, quando O Homem Pintado surgiu nas livrarias.
Este volume começa no ponto em que o anterior terminou, havendo assim uma sensação de continuidade sem que nada tivesse sido perdido. Em capítulos intercalados com os pontos de vista de diversas personagens mais relevantes desta aventura, vamos avançando para o culminar da obra de Peter V. Brett. O facto de haver muitas personagens a oferecerem ao leitor as suas perspetivas pode dar a ideia de que a narrativa avança lentamente, mas tal é necessário para que exista uma visão mais completa dos acontecimentos. É isto que justifica as mais de 800 páginas deste livro, apesar de, confesso, achar que foi dada demasiada importância a certos momentos que poderiam ter sido resumidos.
Entre estes pontos de vista, admito que alguns ficaram entre os meus preferidos enquanto outros, apesar da sua importância, me pareceram menos interessantes. Destaque claro para os momentos com Arlen, Jardin ou Renna. Estas três personagens estão no centro da ação principal desta obra, dando-nos a conhecer uma realidade até então ocultado: o núcleo e o caminho para chegar até lá. Gostei muito de como conseguiram conciliar as suas divergências por um objetivo comum e da forma como transmitiram o ambiente vivido nos locais hostis em que se encontravam. Neste âmbito ainda, fiquei muito bem impressionada pela quase inversão de ideologias entre Arlen e Jardir e pelas reflexões que este caminho provocou em cada um deles.
Leesha Papel sempre foi uma das personagens que mais gostei de acompanhar, mas nesta fase o ponto mais forte dela foi mesmo o novo papel de líder e de mãe. Inevera, por outro lado, despediu-se ao fazer-nos recordar toda a sua força, provando, mais uma vez, que uma mulher pode fazer toda a diferença mesmo nas sociedades mais patriarcais. Briar volta a sobressair e a ser uma figura que é bom reencontrar, a sua ingenuidade, pureza de coração e singularidade colocam-no provocam momentos de reflexão muito curiosos, ao mesmo tempo que o levam para situações que nos prendem o interesse.
Inicialmente, os capítulos dedicados a Elisa and Ragen não foram os que mais se destacaram, mas a situação em que este casal acabou por se encontrar foi muito relevante. Foi através deles que o autor nos levou a refletir sobre as prioridades dos governantes em tempos de crise e sobre o verdadeiro valor que é dado à vida humana. Por outro lado, a situação de crise de Abban mostrou-nos os limites que somos capazes de ultrapassar para sobreviver, mesmo que seja em detrimento da segurança de outros. É impossível não admirar a contrução desta personagem, mesmo que nem sempre consigamos concordar com todas as suas ações ou valores.
Apreciei muito o final que Peter V. Brett nos reservou com esta sua obra. Admito que foi algo que me tivesse passado pela cabeça, uma vez que o sacrifício por um bem maior foi algo cujo tom foi aumentado ao longo dos livros. Percebo que possa ser algo controverso entre os fãs da saga, mas faz sentido. Não posso deixar de falar ainda sobre uma sentida homenagem que acontece nas últimas páginas e que me arrancou um sorriso por ser um exemplo de redenção e respeito.
Contudo, fiquei com a sensação que ficou muito por explicar no que toca ao rescaldo. Teria preferido que o autor tivesse dedicado mais páginas para nos dar a conhecer as consequências do desfecho desta batalha para o mundo que construiu, cortando noutros momentos que acabaram por se revelar mais extensos ao longo da obra. Desta forma, talvez a narrativa tivesse um avanço mais rápido e o leitor ficaria com mais informações no final.
O Núcleo apresentou-me uma conclusão que, no geral, deixou-me satisfeita. Reconheço que este pode muito bem ser o livro mais complexo da saga, uma vez que nos apresenta muitas perspetivas diferentes. Isto também faz que a narrativa seja algo lenta, havendo uma sensação de que o tempo não avança por estarmos sempre a saltar entre pontos de vista que estão a acontecer em simultâneo. Além disso, há muita informação para ser assimilada. Porém, tal não causará grande incómodo aos leitores que apreciaram o trabalho anterior de Peter V. Brett, que, acredito, também vão compreender as escolhas do autor para este desfecho. Para mim, fez todo o sentido.
Autor: Peter V. Brett
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789892342214
Editora: Asa (2018)
Sinopse:
Demónios sedentos de sangue rondam a noite.
A raça humana está reduzida a uma resistência dispersa e dependente de magias antiquadas.
De entre os resistentes, surgem dois heróis. Tão próximos como irmãos, e, no entanto, divididos por uma amarga traição.
Arlen Bales, o Homem Pintado, está coberto de tatuagens de poderosos símbolos mágicos que lhe permitem combater - e vencer - os demónios.
Ahmann Jardir, possuidor de armas mágicas, autoproclamou-se o Libertador, uma figura que as profecias dizem ser capaz de unir a humanidade e conduzi-la ao triunfo na Sharak Ka - a derradeira guerra contra os demónios. Mas, nos seus esforços para derrotar os demónios, Arlen e Jardir desencadearam uma força que poderá pôr fim a tudo: um Enxame. A guerra está à porta, e a única esperança da humanidade reside em Arlen e Jardir. Com a ajuda de Renna, mulher de Arlen, tentam subjugar um príncipe dos demónios, obrigando-o a indicar-lhes o caminho até ao Núcleo, onde a Mãe dos Demónios está a formar um exército invencível.
Enquanto os leais Leesha, Inevera, Ragen, e Elissa guiam o turbulento povo das Cidades Livres na batalha contra o Enxame, Arlen, Renna e Jardir lançam-se numa perseguição desesperada nas profundezas mais escuras do mal - de onde nenhum deles espera regressar com vida…
Com O Núcleo, chega ao fim o épico Ciclo da Noite dos Demónios, uma das mais aclamadas sagas de fantasia dos nossos tempos…
Opinião:
Foi com um misto de sentimentos que iniciei a leitura de O Núcleo. Por um lado, este era um livro muito desejado. Desde a publicação de O Trono dos Crânios, em 2016, que esperava pelo derradeiro volume da saga de Peter V. Brett "Ciclo a Noite dos Demónios", por isso foi bom finalmente ter esta história nas mãos. Contudo, sabia que esta também seria uma despedida de personagens que me têm conquistado desde 2009, quando O Homem Pintado surgiu nas livrarias.
Este volume começa no ponto em que o anterior terminou, havendo assim uma sensação de continuidade sem que nada tivesse sido perdido. Em capítulos intercalados com os pontos de vista de diversas personagens mais relevantes desta aventura, vamos avançando para o culminar da obra de Peter V. Brett. O facto de haver muitas personagens a oferecerem ao leitor as suas perspetivas pode dar a ideia de que a narrativa avança lentamente, mas tal é necessário para que exista uma visão mais completa dos acontecimentos. É isto que justifica as mais de 800 páginas deste livro, apesar de, confesso, achar que foi dada demasiada importância a certos momentos que poderiam ter sido resumidos.
Entre estes pontos de vista, admito que alguns ficaram entre os meus preferidos enquanto outros, apesar da sua importância, me pareceram menos interessantes. Destaque claro para os momentos com Arlen, Jardin ou Renna. Estas três personagens estão no centro da ação principal desta obra, dando-nos a conhecer uma realidade até então ocultado: o núcleo e o caminho para chegar até lá. Gostei muito de como conseguiram conciliar as suas divergências por um objetivo comum e da forma como transmitiram o ambiente vivido nos locais hostis em que se encontravam. Neste âmbito ainda, fiquei muito bem impressionada pela quase inversão de ideologias entre Arlen e Jardir e pelas reflexões que este caminho provocou em cada um deles.
Leesha Papel sempre foi uma das personagens que mais gostei de acompanhar, mas nesta fase o ponto mais forte dela foi mesmo o novo papel de líder e de mãe. Inevera, por outro lado, despediu-se ao fazer-nos recordar toda a sua força, provando, mais uma vez, que uma mulher pode fazer toda a diferença mesmo nas sociedades mais patriarcais. Briar volta a sobressair e a ser uma figura que é bom reencontrar, a sua ingenuidade, pureza de coração e singularidade colocam-no provocam momentos de reflexão muito curiosos, ao mesmo tempo que o levam para situações que nos prendem o interesse.
Inicialmente, os capítulos dedicados a Elisa and Ragen não foram os que mais se destacaram, mas a situação em que este casal acabou por se encontrar foi muito relevante. Foi através deles que o autor nos levou a refletir sobre as prioridades dos governantes em tempos de crise e sobre o verdadeiro valor que é dado à vida humana. Por outro lado, a situação de crise de Abban mostrou-nos os limites que somos capazes de ultrapassar para sobreviver, mesmo que seja em detrimento da segurança de outros. É impossível não admirar a contrução desta personagem, mesmo que nem sempre consigamos concordar com todas as suas ações ou valores.
Apreciei muito o final que Peter V. Brett nos reservou com esta sua obra. Admito que foi algo que me tivesse passado pela cabeça, uma vez que o sacrifício por um bem maior foi algo cujo tom foi aumentado ao longo dos livros. Percebo que possa ser algo controverso entre os fãs da saga, mas faz sentido. Não posso deixar de falar ainda sobre uma sentida homenagem que acontece nas últimas páginas e que me arrancou um sorriso por ser um exemplo de redenção e respeito.
Contudo, fiquei com a sensação que ficou muito por explicar no que toca ao rescaldo. Teria preferido que o autor tivesse dedicado mais páginas para nos dar a conhecer as consequências do desfecho desta batalha para o mundo que construiu, cortando noutros momentos que acabaram por se revelar mais extensos ao longo da obra. Desta forma, talvez a narrativa tivesse um avanço mais rápido e o leitor ficaria com mais informações no final.
O Núcleo apresentou-me uma conclusão que, no geral, deixou-me satisfeita. Reconheço que este pode muito bem ser o livro mais complexo da saga, uma vez que nos apresenta muitas perspetivas diferentes. Isto também faz que a narrativa seja algo lenta, havendo uma sensação de que o tempo não avança por estarmos sempre a saltar entre pontos de vista que estão a acontecer em simultâneo. Além disso, há muita informação para ser assimilada. Porém, tal não causará grande incómodo aos leitores que apreciaram o trabalho anterior de Peter V. Brett, que, acredito, também vão compreender as escolhas do autor para este desfecho. Para mim, fez todo o sentido.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Resultado do passatempo "Mentes Poderosas"
É com um enorme prazer que apresento o resultado deste passatempo realizado pelo blogue em parceria com a Marcador. Estava em sorteio um exemplar do livro Mentes Poderosas de Alexandra Bracken.
Este sorteio conta com 177 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..86! Que equivale à participação de:
Muitos parabéns ao vencedor! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
Este sorteio conta com 177 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
Nuno (...) Martins, de Carcavelos
Muitos parabéns ao vencedor! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Passatempo: "Mentes Poderosas"
Em parceria com a Marcador, o blogue Uma Biblioteca em Construção apresenta um novo passatempo! Em sorteio está um exemplar de Mentes Poderosas, de Alexandra Bracken.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 12 de Agosto às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Marcador;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 12 de Agosto às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Marcador;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
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