Título Original: Anatomy of a Scandal (2017)
Autor: Sarah Vaughan
Tradução: Dina Antunes
ISBN: 9789898869647
Editora: TopSeller (2018)
Sinopse:
A verdade é um conceito complexo!
James Whitehouse é um bom
pai, um marido dedicado e uma figura pública carismática e bem-sucedida.
Um dia, é acusado de violação por uma colaboradora próxima. Sophie, a
sua esposa, está convencida de que ele é inocente e procura
desesperadamente proteger a sua família das mentiras que ameaçam
arruinar-lhes a vida.
Será que é sempre interpretada da mesma forma?
Kate
Woodcroft é a advogada de acusação. Ela sabe que no tribunal vence quem
apresentar os melhores argumentos, e não necessariamente quem é
inocente. Ainda assim, está certa de que James é culpado e tudo fará
para o condenar.
De que lado estará a verdade?
Será James
vítima de um infeliz mal-entendido ou o autor de um sórdido crime? E
estará a razão do lado de Sophie ou de Kate? Este escândalo — que irá
forçar Sophie a reavaliar o seu casamento e Kate a enfrentar os seus
demónios — deixará marcas na vida de todos eles.
Opinião:
Quando duas pessoas contam versões completamente opostas de uma mesma história, como saber quem está a dizer a verdade? É esta a dúvida que nos assalta assim que começamos a ler Anatomia de um Escândalo. Sarah Vaughan apresenta-nos uma história contada sobre diferentes pontos de vista, provocando a dúvida sobre o que é verdade, o que é mentira, o que é manipulação, o que é crime e o que não é.
Kate e Sophie estão em lados distintos desta trama. A primeira surge como uma advogada dedicada, que vive verdadeirmente os casos que lhe são incumbidos, mesmo quando parece impossível fazer valer os seus argumentos. Sophie é uma esposa dedicada que deixou tudo para tomar conta da família e é capaz de aguentar o sofrimento pelo bem da estabilidade familiar. Duas mulheres muito diferentes, mas que conseguem criar empatia pela forma sincera como se revelam, pela vulnerabilidade que expõe e pela força que acabam por encontrar. É ainda curioso ver a forma como estas figuras evoluem ao longo da narrativa.
James Whitehouse é a figura que se vê no centro de um julgamento que opõe estas duas mulheres. Ele é um homem de poder, um pai de família, um marido que admitiu não ter conseguido resistir à tentação. Contudo, em boa parte da obra o leitor duvida sempre das intenções desta figura. Será ele culpado do crime de que é acusado ou tudo não se tratará de uma vingança arquitectada por uma amante rancorosa? Numa altura em que tanto se fala em assédio sexual, este acaba por ser um tema bastante pertinente e sempre atual. A autora faz-nos pensar sobre os limites de uma relação e como estes devem ser estabelecidos de forma a ser possível distinguir consentimento de abuso.
A forma como esta história se desenvolve é muito cativante. A vontade de obter mais informações de forma a se descobrir o que realmente aconteceu e como tudo vai terminar impele para uma leitura interessada. Admito que li o livro em pouco tempo, apesar de reconhecer que o ritmo da acção é algo lento. O facto de a autora ter optado por incluir capítulos que relatavam momentos do passado acabou por resultar muito bem e por trazer uma nova visão do que estava a acontecer no tempo presente da acção. É nestas páginas que conhecemos o passado de Sophie e de James, assim como o de uma outra figura que aparenta nada ter a ver com o presente deste casal. Mas que tem.
Gostaria que o ambiente de mistério durasse mais tempo. Penso que, apesar das dúvidas, acabamos por ser levados para analisar estas personagens de uma certa forma que nos facilita a descoberta do que realmente aconteceu. Ainda assim, gostei da forma como tudo culminou, não sendo uma resolução fácil ou evidente, mas que facilmente pode ser transporta para a vida real. Felizmente a autora ainda conseguiu encontrar maneira de dar à volta a tudo e mostrar que é possível encontrar a felicidade apesar dos eventos traumáticos apresentados.
Anatomia de um Escândalo é um thriller apelativo que nos leva a pensar em manipulação, assédio e vingança. Além de nos entreter com uma história que poderia ser real, Sarah Vaughan desvenda ainda como funciona o sistema judicial britânico, especialmente no que toca a julgamentos. Um livro que incide num crime real que desenterra situações passadas que foram ocultadas e que prova que todos temos segredos que não queremos ver expostos. Uma boa leitura.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Opinião: O Homem de Giz
Título Original: The Chalk Man (2016)
Autor: C. J. Tudor
Tradução: Victor Antunes
ISBN: 9789896579937
Editora: Planeta (2018)
Sinopse:
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie. As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite. O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante. O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.
A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela. As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcámos para sempre. Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos. À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.
Opinião:
O passado e o presente cruzam-se neste thriller delicioso. O Homem de Giz era um livro que aguardava com expectativa e que revelou ser uma leitura compulsiva, intrigante e intensa. C. J. Tudor apresenta-nos um mistério que não é totalmente perceptível de imediato, mas transmite sempre a sensação de que algo de errado está para acontecer, se não mesmo a decorrer naquele exacto momento. E qualquer pessoa pode ser o culpado, o que aumenta a tensão ao passar de cada página.
Uma dos primeiros aspectos que me chamou a atenção foi o facto de a autora conseguir criar personagens imperfeitas e empáticas. Quero com isto dizer que as figuras que vão aparecendo ao longo da narrativa tem problemas próprios, o que as torna humanas, mas é curioso verificar que elas não nos são logo expostas. As personagens vão sendo desvendadas aos poucos e poucos, revelando-se ainda mais problemáticas do que poderíamos imaginar e, por isso mesmo, aliciantes.
Além do mais, sentimos uma grande ligação com estas figuras por as conhecermos de momentos bem distintos. Afinal, a trama acontece nos anos de 1986 e 2016. São 30 anos que permitem um desenvolvimento em Eddie e nos seus amigos, mas que, mesmo assim, mostram que a essência de cada uma destas figuras permanece inalterada. As pessoas evoluem, tornam-se adultas, enfrentam novos desafios, mas não deixam de ser quem sempre foram, por muito que tentem esconder, disfarçar ou negar.
Eddie, o protagonista, provoca diferentes sensações. Por um lado senti simpatia pelo rapaz meio desajustado e pelo homem solitário em que se tornou, mas por outro senti que muitas vezes não estava a contar-nos toda a história, ou que estava a ser ingénuo. Uma personagem que aumenta o mistério da obra. Os seus amigos, Gav Gordo, Metal Mickey, Hoppo e Nicky, formam um grupo heterógeneo que, à primeira vista, pode transmitir a ideia de que representa um estereotipo de grupos de miúdos dos anos 80, mas que se revela mais do que isso. A própria comunidade em que habitam sugere uma ideia de fachada para disfarçar as imperfeições de quem a compõe.
Vermos um grupo de crianças directamente relacionado com situações de homicídio pode chocar. C. J. Tudor faz-nos questionar a inocência própria dessa idade e leva-nos a duvidar até mesmo das figuras que aparentam menor capacidade para magoar os outros. Não é fácil adivinhar quem foi o assassino, nem os seus motivos, mas tudo faz sentido quando é apresentado. Além disso, dei por mim a pensar que quem pratica o crime pode não ser o único culpado. Podem existir outras figuras capazes de feitos condenáveis e inesperados em situações extremas por proveito próprio.
O desenrolar da narrativa é rápido, apesar dos saltos temporais. Existem sempre a vontade de descobrir o que vai acontecer a seguir e de descortinar as personalidades e objectivos de cada uma das figuras que vai aparecendo. O grande mistério só é mesmo desvendado no final, provocando surpresa e levando o leitor a pensar em como é perigoso tomar decisões precipitadas. E as últimas páginas conseguem provocar um arrepio.
O Homem de Giz superou as expectativas. É difícil imaginar que se trata de uma obra de estreia, pois C. J. Tudor revelou-se uma verdadeira mestre na arte de criar uma intriga forte, uma conclusão surpreendente e personagens reiais. Gostei muito deste livro e espero que a autora continua a apostar na escrita. Estou curiosa para saber o que poderá fazer a seguir desta história tão impressionante.
Autor: C. J. Tudor
Tradução: Victor Antunes
ISBN: 9789896579937
Editora: Planeta (2018)
Sinopse:
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie. As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite. O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante. O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.
A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela. As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcámos para sempre. Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos. À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.
Opinião:
O passado e o presente cruzam-se neste thriller delicioso. O Homem de Giz era um livro que aguardava com expectativa e que revelou ser uma leitura compulsiva, intrigante e intensa. C. J. Tudor apresenta-nos um mistério que não é totalmente perceptível de imediato, mas transmite sempre a sensação de que algo de errado está para acontecer, se não mesmo a decorrer naquele exacto momento. E qualquer pessoa pode ser o culpado, o que aumenta a tensão ao passar de cada página.
Uma dos primeiros aspectos que me chamou a atenção foi o facto de a autora conseguir criar personagens imperfeitas e empáticas. Quero com isto dizer que as figuras que vão aparecendo ao longo da narrativa tem problemas próprios, o que as torna humanas, mas é curioso verificar que elas não nos são logo expostas. As personagens vão sendo desvendadas aos poucos e poucos, revelando-se ainda mais problemáticas do que poderíamos imaginar e, por isso mesmo, aliciantes.
Além do mais, sentimos uma grande ligação com estas figuras por as conhecermos de momentos bem distintos. Afinal, a trama acontece nos anos de 1986 e 2016. São 30 anos que permitem um desenvolvimento em Eddie e nos seus amigos, mas que, mesmo assim, mostram que a essência de cada uma destas figuras permanece inalterada. As pessoas evoluem, tornam-se adultas, enfrentam novos desafios, mas não deixam de ser quem sempre foram, por muito que tentem esconder, disfarçar ou negar.
Eddie, o protagonista, provoca diferentes sensações. Por um lado senti simpatia pelo rapaz meio desajustado e pelo homem solitário em que se tornou, mas por outro senti que muitas vezes não estava a contar-nos toda a história, ou que estava a ser ingénuo. Uma personagem que aumenta o mistério da obra. Os seus amigos, Gav Gordo, Metal Mickey, Hoppo e Nicky, formam um grupo heterógeneo que, à primeira vista, pode transmitir a ideia de que representa um estereotipo de grupos de miúdos dos anos 80, mas que se revela mais do que isso. A própria comunidade em que habitam sugere uma ideia de fachada para disfarçar as imperfeições de quem a compõe.
Vermos um grupo de crianças directamente relacionado com situações de homicídio pode chocar. C. J. Tudor faz-nos questionar a inocência própria dessa idade e leva-nos a duvidar até mesmo das figuras que aparentam menor capacidade para magoar os outros. Não é fácil adivinhar quem foi o assassino, nem os seus motivos, mas tudo faz sentido quando é apresentado. Além disso, dei por mim a pensar que quem pratica o crime pode não ser o único culpado. Podem existir outras figuras capazes de feitos condenáveis e inesperados em situações extremas por proveito próprio.
O desenrolar da narrativa é rápido, apesar dos saltos temporais. Existem sempre a vontade de descobrir o que vai acontecer a seguir e de descortinar as personalidades e objectivos de cada uma das figuras que vai aparecendo. O grande mistério só é mesmo desvendado no final, provocando surpresa e levando o leitor a pensar em como é perigoso tomar decisões precipitadas. E as últimas páginas conseguem provocar um arrepio.
O Homem de Giz superou as expectativas. É difícil imaginar que se trata de uma obra de estreia, pois C. J. Tudor revelou-se uma verdadeira mestre na arte de criar uma intriga forte, uma conclusão surpreendente e personagens reiais. Gostei muito deste livro e espero que a autora continua a apostar na escrita. Estou curiosa para saber o que poderá fazer a seguir desta história tão impressionante.
domingo, 25 de fevereiro de 2018
sábado, 24 de fevereiro de 2018
Opinião: A Revelação do Bobo (Saga Assassino e o Bobo #2)
Título Original: Fool's Quest (2015)
Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
ISBN: 9789897730931
Editora: Edições Saída de Emergência (2018)
Sinopse:
Depois de garantir que nunca mais a deixaria só ou negligenciada, Fitz abandonou a sua filha Abelha para correr para Torre do Cervo a fim de tentar salvar a vida do velho amigo Bobo. A consequência foi a mais terrível: um ataque à sua casa e o rapto da pequena, que desaparece sem deixar rasto.
Encontramo-lo neste volume dilacerado entre as obrigações para com o Bobo e o que a consciência lhe exige que faça para tentar recuperar a filha. Mesmo o regresso a Torre do Cervo traz grandes perigos, pois no local onde nasceu e viveu durante muitos anos ainda perdura a sua má fama de Bastardo Manhoso e assassino. O que poderá Fitz fazer para trazer a paz de novo ao seu mundo?
Opinião:
Não resisti e tive de começar a ler este livro assim que me chegou às mãos. Depois de ter ficado conquistada com o Assassino do Bobo, o primeiro volume da nova saga de Robin Hobb, "O Assassino e o Bobo", estava muito curiosa para descobrir os desenvolvimentos que a autora iria dar a esta aventura. A leitura de A Revelação do Bobo começou, então, com expectativas, sendo que o primeiro capítulo fez recordar imediatamente o lado mais chocante, cruel e doloroso da escrita de Hobb. Sim, esta parte da história começa com um murro no estômago.
A narrativa segue os acontecimentos do livro anterior. Desta forma, vemos as nossas atenções divididas entre o que se passa com Fitz e o que está a acontecer a Abelha. Em boa parte da narrativa, a autora foca-se no regresso do protagonista a Torre do Cervo, sendo bom vê-lo de novo num espaço onde passou por tanto e a regressar às intrigas da Corte. A proximidade do Bobo, apesar da situação dramática que este está a viver, também nos apele à curiosidade, afinal estas são duas personagens que têm uma ligação bastante forte. É bom ver que isso não se perdeu, apesar do tempo e da distância, e é com curiosidade que assistimos a este reencontro e aos diálogos que existem entre ambos. Ao mesmo tempo, fica sempre latente em nós aquela vontade de que Fitz perceba o que está a acontecer com Abelha e parta para a acção.
Existe uma certa lentidão no desenrolar dos acontecimentos na maior parte do livro. Já como tinha acontecido com o volume anterior, isso não faz com que a história seja desinteressante, pois as personagens cativam e as pequenas nuances que vão surgindo chamam sempre a atenção. Esta é a fase de percebermos quem são realmente estas figuras e de assistirmos às complexas relações que estabelecem. Ao longo desta fase, vemos Fitz a mudar lentamente, sendo curioso ver como o seu papel muda de uma forma inesperada na corte. Mais perto do final acontece um grande choque que o leva a enveredar por um caminho que tinha prometido não voltar a seguir. As várias camadas da personalidade deste homem continuam a impressionar e a torná-lo impressionante, uma figura incomparável e que continua a conquistar um lugar de destaque entre as personagens de ficção fantástica.
O regresso do Bobo é visto com um misto de sentimentos. Por um lado, estou bastante feliz por ver esta figura tão querida de regresso, mas por outro é com tristeza que assisto à sua condição. Saber as grandes dificuldades que atravessou e como mudou é chocante. Queremos que ele seja capaz de superar o passado, mas percebemos que é impossível que este homem volte a ser o que era. Por isso mesmo, as descrições sobre o seu corpo, os seus discursos e estados de espírito não deixam o leitor indiferente. No final é feita uma revelação que está relacionada com o Bobo e, apesar de ser algo esperado, não deixa de provocar espanto e dar uma sensação de esperança.
Abelha foi a personagem que mais gostei de acompanhar no volume anterior. Como tal, gostaria de ter estado mais perto dela neste livro, mas tal não aconteceu. Queria muito saber mais sobre o que lhe aconteceu sobre as pessoas que provocaram tudo aquilo, mas a autora aumenta o suspense ao dar apenas uma dose de informação reduzida. Ainda assim, fiquei impressionada com a inteligência desta pequena criança e do que ela faz para garantir a sua sobrevivência, sempre a pensar no que poderá fazer para escapar daquela situação. É curioso vê-la a ter Esquiva como aliada, depois de tudo o que aconteceu entre ambas. Os pequenos dados que nos são dados sobre os seus captores deixam-nos perceber ligações mais profundas entre o que aconteceu ao Bobo.
Robin Hobb não facilita a jornada das suas personagens, deixando o leitor sempre na expectativa do que virá depois. Apesar de ter estado à espera de mais ritmo e acção, gostei muito desta leitura, que funcionada como uma preparação para um grande final. O leitor sente que está sempre no fio da navalha e quer saber mais sobre estas personagens, que, apesar de já serem exploradas há algum tempo, não deixam de impressionar. As aventuras são sempre novas, desafiantes, com revelações inesperadas e conclusões impossíveis de adivinhar. Robin Hobb é mesmo uma autora que se destaca. Agora, que venha o próxima, que eu já estou preparada para o ler.
Autor: Robin Hobb
Tradução: Jorge Candeias
ISBN: 9789897730931
Editora: Edições Saída de Emergência (2018)
Sinopse:
Depois de garantir que nunca mais a deixaria só ou negligenciada, Fitz abandonou a sua filha Abelha para correr para Torre do Cervo a fim de tentar salvar a vida do velho amigo Bobo. A consequência foi a mais terrível: um ataque à sua casa e o rapto da pequena, que desaparece sem deixar rasto.
Encontramo-lo neste volume dilacerado entre as obrigações para com o Bobo e o que a consciência lhe exige que faça para tentar recuperar a filha. Mesmo o regresso a Torre do Cervo traz grandes perigos, pois no local onde nasceu e viveu durante muitos anos ainda perdura a sua má fama de Bastardo Manhoso e assassino. O que poderá Fitz fazer para trazer a paz de novo ao seu mundo?
Opinião:
Não resisti e tive de começar a ler este livro assim que me chegou às mãos. Depois de ter ficado conquistada com o Assassino do Bobo, o primeiro volume da nova saga de Robin Hobb, "O Assassino e o Bobo", estava muito curiosa para descobrir os desenvolvimentos que a autora iria dar a esta aventura. A leitura de A Revelação do Bobo começou, então, com expectativas, sendo que o primeiro capítulo fez recordar imediatamente o lado mais chocante, cruel e doloroso da escrita de Hobb. Sim, esta parte da história começa com um murro no estômago.
A narrativa segue os acontecimentos do livro anterior. Desta forma, vemos as nossas atenções divididas entre o que se passa com Fitz e o que está a acontecer a Abelha. Em boa parte da narrativa, a autora foca-se no regresso do protagonista a Torre do Cervo, sendo bom vê-lo de novo num espaço onde passou por tanto e a regressar às intrigas da Corte. A proximidade do Bobo, apesar da situação dramática que este está a viver, também nos apele à curiosidade, afinal estas são duas personagens que têm uma ligação bastante forte. É bom ver que isso não se perdeu, apesar do tempo e da distância, e é com curiosidade que assistimos a este reencontro e aos diálogos que existem entre ambos. Ao mesmo tempo, fica sempre latente em nós aquela vontade de que Fitz perceba o que está a acontecer com Abelha e parta para a acção.
Existe uma certa lentidão no desenrolar dos acontecimentos na maior parte do livro. Já como tinha acontecido com o volume anterior, isso não faz com que a história seja desinteressante, pois as personagens cativam e as pequenas nuances que vão surgindo chamam sempre a atenção. Esta é a fase de percebermos quem são realmente estas figuras e de assistirmos às complexas relações que estabelecem. Ao longo desta fase, vemos Fitz a mudar lentamente, sendo curioso ver como o seu papel muda de uma forma inesperada na corte. Mais perto do final acontece um grande choque que o leva a enveredar por um caminho que tinha prometido não voltar a seguir. As várias camadas da personalidade deste homem continuam a impressionar e a torná-lo impressionante, uma figura incomparável e que continua a conquistar um lugar de destaque entre as personagens de ficção fantástica.
O regresso do Bobo é visto com um misto de sentimentos. Por um lado, estou bastante feliz por ver esta figura tão querida de regresso, mas por outro é com tristeza que assisto à sua condição. Saber as grandes dificuldades que atravessou e como mudou é chocante. Queremos que ele seja capaz de superar o passado, mas percebemos que é impossível que este homem volte a ser o que era. Por isso mesmo, as descrições sobre o seu corpo, os seus discursos e estados de espírito não deixam o leitor indiferente. No final é feita uma revelação que está relacionada com o Bobo e, apesar de ser algo esperado, não deixa de provocar espanto e dar uma sensação de esperança.
Abelha foi a personagem que mais gostei de acompanhar no volume anterior. Como tal, gostaria de ter estado mais perto dela neste livro, mas tal não aconteceu. Queria muito saber mais sobre o que lhe aconteceu sobre as pessoas que provocaram tudo aquilo, mas a autora aumenta o suspense ao dar apenas uma dose de informação reduzida. Ainda assim, fiquei impressionada com a inteligência desta pequena criança e do que ela faz para garantir a sua sobrevivência, sempre a pensar no que poderá fazer para escapar daquela situação. É curioso vê-la a ter Esquiva como aliada, depois de tudo o que aconteceu entre ambas. Os pequenos dados que nos são dados sobre os seus captores deixam-nos perceber ligações mais profundas entre o que aconteceu ao Bobo.
Robin Hobb não facilita a jornada das suas personagens, deixando o leitor sempre na expectativa do que virá depois. Apesar de ter estado à espera de mais ritmo e acção, gostei muito desta leitura, que funcionada como uma preparação para um grande final. O leitor sente que está sempre no fio da navalha e quer saber mais sobre estas personagens, que, apesar de já serem exploradas há algum tempo, não deixam de impressionar. As aventuras são sempre novas, desafiantes, com revelações inesperadas e conclusões impossíveis de adivinhar. Robin Hobb é mesmo uma autora que se destaca. Agora, que venha o próxima, que eu já estou preparada para o ler.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Novidade da Suma de Letras para Março
Boneca de Trapos, de Daniel Cole
Sinopse: William Fawkes, um controverso detective conhecido por Wolf, acabou de ser reintegrado no seu posto após ter sido suspenso por agressão a um suspeito.
Quando um corpo formado pelos membros de seis vítimas, suturados de modo a formar uma marioneta, que ficou conhecida como Boneca de Trapos, Fawkes tem a certeza que aquele é o grande caso que aguardava.
Disponível a partir de dia 6.
Sinopse: William Fawkes, um controverso detective conhecido por Wolf, acabou de ser reintegrado no seu posto após ter sido suspenso por agressão a um suspeito.
Quando um corpo formado pelos membros de seis vítimas, suturados de modo a formar uma marioneta, que ficou conhecida como Boneca de Trapos, Fawkes tem a certeza que aquele é o grande caso que aguardava.
Disponível a partir de dia 6.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Novidade da TopSeller para Março
Anatomia de um Escândalo, de Sarah Vaughan
A verdade é um conceito complexo!
James Whitehouse é um bom pai, um marido dedicado e uma figura pública carismática e bem-sucedida. Um dia, é acusado de violação por uma colaboradora próxima. Sophie, a sua esposa, está convencida de que ele é inocente e procura desesperadamente proteger a sua família das mentiras que ameaçam arruinar-lhes a vida.
Será que é sempre interpretada da mesma forma?
Kate Woodcroft é a advogada de acusação. Ela sabe que no tribunal vence quem apresentar os melhores argumentos, e não necessariamente quem é inocente. Ainda assim, está certa de que James é culpado e tudo fará para o condenar.
De que lado estará a verdade?
Será James vítima de um infeliz mal-entendido ou o autor de um sórdido crime? E estará a razão do lado de Sophie ou de Kate? Este escândalo — que irá forçar Sophie a reavaliar o seu casamento e Kate a enfrentar os seus demónios — deixará marcas na vida de todos eles.
Disponível a partir de dia 5.
A verdade é um conceito complexo!
James Whitehouse é um bom pai, um marido dedicado e uma figura pública carismática e bem-sucedida. Um dia, é acusado de violação por uma colaboradora próxima. Sophie, a sua esposa, está convencida de que ele é inocente e procura desesperadamente proteger a sua família das mentiras que ameaçam arruinar-lhes a vida.
Será que é sempre interpretada da mesma forma?
Kate Woodcroft é a advogada de acusação. Ela sabe que no tribunal vence quem apresentar os melhores argumentos, e não necessariamente quem é inocente. Ainda assim, está certa de que James é culpado e tudo fará para o condenar.
De que lado estará a verdade?
Será James vítima de um infeliz mal-entendido ou o autor de um sórdido crime? E estará a razão do lado de Sophie ou de Kate? Este escândalo — que irá forçar Sophie a reavaliar o seu casamento e Kate a enfrentar os seus demónios — deixará marcas na vida de todos eles.
Disponível a partir de dia 5.
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Opinião: A Vida de uma Porquinha-da-Índia no Escritório
Título Original: De Verwarde Cavia (2016)
Autor: Paulien Cornelisse
Tradução: Susana Canhoto
ISBN: 9789897023521
Editora: Guerra e Paz Editores (2018)
Sinopse:
Esta é a vida da Cobaia. E quem é a Cobaia? É uma porquinha-da-índia, especialista em comunicação. Hipocondríaca, também. Afunda-se na rotina, trabalhando sem paixão. Todos os seus colegas são humanos, dá-se bem com eles, mas sente-se sozinha, acompanhada pela sempre leal máquina de café.
Vê a vida a passar, mera observadora. O seu antigo namorado vai casar-se e convida-a para o casamento. O novo chefe é o rufia de serviço: produtividade e inovação – acima de tudo! Stella, a tenebrosa responsável pelos Recursos Humanos, espera pelo mais pequeno deslize. Atormentada pelo trabalho, falhada nos amores, a Cobaia desespera.
A Cobaia é uma porquinha, já o dissemos, mas é também muito humana. Com depressões e tristezas, com dificuldades e falhanços, mas também com alegria e muitas amizades, a Cobaia somos todos nós. Poderá ela ser feliz? Poderemos nós ser felizes?
Opinião:
Um livro com sentido de humor que brinca com as rotinas de qualquer trabalhador e com as dificuldades que encontra em ambiente laboral. Paulien Cornelisse apresenta-nos Cobaia, uma porquinha-da-índia que trabalha num escritório. Esta ideia pode causar alguma estranheza, afinal quem de nós pensou em alguma vez trabalhar lado a lado com uma porquinha-da-índia? Contudo, a autora coloca esta personagem em situações comuns, sem que as pessoas que a rodeiam se mostrem intrigadas ou desagradadas com este facto. Basicamente, Cobaia pode ser vista como uma representação de qualquer trabalhador que, apesar de tudo, não consegue sentir-se totalmente integrado numa equipa e num ambiente.
Cobaia é uma figura que tenta passar à margem enquanto faz o seu trabalho. Não gosta de criar intrigas, sente-se incomodada com os colegas mais agressivos, é amorosa com aqueles que a tratam bem, preocupa-se com os que parecem infelizes e não tem grande vida social para além daquela que acontece com as figuras ligadas ao escritório. Tem uma personalidade calma, ponderada, gosta de passar despercebida e não tem grandes ambições. Está conformada e só quer não causar problemas e não ter desavenças. As circunstâncias em que se encontra em certos momentos e o facto de não ser uma figura humana é que captam a nossa atenção.
Como seria de esperar, o escritório onde Cobaia trabalha tem várias pessoas, cada uma com uma personalidade própria. Existem a fiel companheira, o colega divertido, o estranho e misterioso, a superior hierárquica perigosa e o chefe inconveniente e que causa desconforto. Estas figuras acabam por gerar circunstâncias que podem parecer semelhantes às de qualquer trabalhador, mas marcadas por algum exagero e humor subtil. É divertido ver Cobaia muitas vezes perdida nas suas próprias funções ou a defender propostas que nem ela entende.
A narrativa transmite a todo o momento uma sensação de que algo está a mudar. Não se trata de uma alteração repentina, mas algo lento e que poderá mudar para sempre a vida de Cobaia e dos seus colegas. A protagonista começa por encarar os pequenos indícios com temor, mas depois começa a surgir a ideia de que nada acaba ali. A autora parece que nos quer provar que um emprego, apesar de muito importante, não nos define enquanto pessoas. Trata-se de algo que deve ser tomado como uma parte da vida e não a vida em si. Como tal, o conformismo não é aceitável e é preciso ter uma visão mais ampla do que ainda pode ser feito.
Este é um livro que é lido com rapidez, graças aos capítulos muito pequenos e à curiosidade para descobrir o que vai acontecer a seguir. Contudo, gostaria de ter assistido a uma maior fluidez da narrativa, que muitas vezes pareceu ser apresentada por momentos e não por continuidade. Existem questões que podiam merecer maior desenvolvimento e o final, apesar de ser bastante apropriado, faz desejar mais explicações do que aquelas que são dadas.
Terminada a leitura, ficamos com a sensação que estamos perante um livro divertido que, de forma única, retrata a realidade de muitos de nós. Paulien Cornelisse apresentou o ambiente laboral num escritório de forma única e Cobaia foi uma personagem inesperada mas que nos levou a pensar sobre a nossa própria visão sobre a forma como encaramos e vivemos a nossa vida profissional. Uma história que, apesar de não ser perfeita, é facilmente transportada para a realidade e que nos faz avaliar a própria vida.
Autor: Paulien Cornelisse
Tradução: Susana Canhoto
ISBN: 9789897023521
Editora: Guerra e Paz Editores (2018)
Sinopse:
Esta é a vida da Cobaia. E quem é a Cobaia? É uma porquinha-da-índia, especialista em comunicação. Hipocondríaca, também. Afunda-se na rotina, trabalhando sem paixão. Todos os seus colegas são humanos, dá-se bem com eles, mas sente-se sozinha, acompanhada pela sempre leal máquina de café.
Vê a vida a passar, mera observadora. O seu antigo namorado vai casar-se e convida-a para o casamento. O novo chefe é o rufia de serviço: produtividade e inovação – acima de tudo! Stella, a tenebrosa responsável pelos Recursos Humanos, espera pelo mais pequeno deslize. Atormentada pelo trabalho, falhada nos amores, a Cobaia desespera.
A Cobaia é uma porquinha, já o dissemos, mas é também muito humana. Com depressões e tristezas, com dificuldades e falhanços, mas também com alegria e muitas amizades, a Cobaia somos todos nós. Poderá ela ser feliz? Poderemos nós ser felizes?
Opinião:
Um livro com sentido de humor que brinca com as rotinas de qualquer trabalhador e com as dificuldades que encontra em ambiente laboral. Paulien Cornelisse apresenta-nos Cobaia, uma porquinha-da-índia que trabalha num escritório. Esta ideia pode causar alguma estranheza, afinal quem de nós pensou em alguma vez trabalhar lado a lado com uma porquinha-da-índia? Contudo, a autora coloca esta personagem em situações comuns, sem que as pessoas que a rodeiam se mostrem intrigadas ou desagradadas com este facto. Basicamente, Cobaia pode ser vista como uma representação de qualquer trabalhador que, apesar de tudo, não consegue sentir-se totalmente integrado numa equipa e num ambiente.
Cobaia é uma figura que tenta passar à margem enquanto faz o seu trabalho. Não gosta de criar intrigas, sente-se incomodada com os colegas mais agressivos, é amorosa com aqueles que a tratam bem, preocupa-se com os que parecem infelizes e não tem grande vida social para além daquela que acontece com as figuras ligadas ao escritório. Tem uma personalidade calma, ponderada, gosta de passar despercebida e não tem grandes ambições. Está conformada e só quer não causar problemas e não ter desavenças. As circunstâncias em que se encontra em certos momentos e o facto de não ser uma figura humana é que captam a nossa atenção.
Como seria de esperar, o escritório onde Cobaia trabalha tem várias pessoas, cada uma com uma personalidade própria. Existem a fiel companheira, o colega divertido, o estranho e misterioso, a superior hierárquica perigosa e o chefe inconveniente e que causa desconforto. Estas figuras acabam por gerar circunstâncias que podem parecer semelhantes às de qualquer trabalhador, mas marcadas por algum exagero e humor subtil. É divertido ver Cobaia muitas vezes perdida nas suas próprias funções ou a defender propostas que nem ela entende.
A narrativa transmite a todo o momento uma sensação de que algo está a mudar. Não se trata de uma alteração repentina, mas algo lento e que poderá mudar para sempre a vida de Cobaia e dos seus colegas. A protagonista começa por encarar os pequenos indícios com temor, mas depois começa a surgir a ideia de que nada acaba ali. A autora parece que nos quer provar que um emprego, apesar de muito importante, não nos define enquanto pessoas. Trata-se de algo que deve ser tomado como uma parte da vida e não a vida em si. Como tal, o conformismo não é aceitável e é preciso ter uma visão mais ampla do que ainda pode ser feito.
Este é um livro que é lido com rapidez, graças aos capítulos muito pequenos e à curiosidade para descobrir o que vai acontecer a seguir. Contudo, gostaria de ter assistido a uma maior fluidez da narrativa, que muitas vezes pareceu ser apresentada por momentos e não por continuidade. Existem questões que podiam merecer maior desenvolvimento e o final, apesar de ser bastante apropriado, faz desejar mais explicações do que aquelas que são dadas.
Terminada a leitura, ficamos com a sensação que estamos perante um livro divertido que, de forma única, retrata a realidade de muitos de nós. Paulien Cornelisse apresentou o ambiente laboral num escritório de forma única e Cobaia foi uma personagem inesperada mas que nos levou a pensar sobre a nossa própria visão sobre a forma como encaramos e vivemos a nossa vida profissional. Uma história que, apesar de não ser perfeita, é facilmente transportada para a realidade e que nos faz avaliar a própria vida.
sábado, 17 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Opinião: Amor em 59 poemas
ISBN: 9789896655266
Editora: Suma de Letras (2018)
Sinopse:
Os melhores poemas de amor, reunidos num único livro. Descubra o sentimento que faz girar o mundo, eternizado pelas palavras de poetas de diferentes tempos e lugares.
Opinião:
Confesso não ser a maior fã de poesia, mas quando este livrinho surgiu nas minhas mãos senti que o devia ler. Esta publicação, criada a pensar nos mais romântico, consegue cativar logo pelo design. Ao longo das páginas, nota-se um grande cuidado na apresentação dos textos, o que rapidamente nos impele a ler um poema... e depois outro... e mais outro. Quando dei por mim, estava já avançada na leitura, mesmo não sendo normal sentir-me pressa por este tipo de texto.
Estão aqui presentes diversos poemas, de diferentes autores e épocas distintas. Existem escolhas feitas entre nomes nacionais, mas também entre escritores de outras nacionalidades, o que nos permite ter uma visão mais alargada sobre como este sentimento é vivido e experienciado em diferentes culturas, fases da vida, circunstâncias. Gostei que esta colectânea não se focasse apenas na alegria relacionada ao romance, havendo também poemas que falam de dor, desilusão, abnegação, descrença e esperança, por exemplo. Sendo assim, senti que as diferentes facetas deste sentimento foram abordadas, o que enriquece o conjunto final.
Como é natural, houve poemas de que gostei mais do que outros. Afinal, os 59 textos escolhidos são bem distintos, havendo uns que mexem mais comigo do que outros. Contudo, curiosamente, foram poucos aqueles que não cativaram o meu interesse. Gostei de reler alguns poemas, mas ainda mais de conhecer novos textos. Houve alguns poemas que me deixaram bem impressionada, ao ponto de os reler assim que os tinha terminado, de forma a saborear as ideias que eram transmitidas.
Esta publicação acontece poucas semanas antes daquele que é considerado o dia mais romântico do ano, 14 de Fevereiro, o Dia dos Namorados, mas penso que se trata de um livro que vai além desta data. Esta é uma obra amorosa que se pode guardar e reler e uma boa forma de declarar os nossos sentimentos por alguém que nos é especial. Afinal, é delicioso perceber que, nas últimas páginas, existem linhas vazias para que os mais ousados deem largar à veia artística e deixem a sua impressão sobre este sentimento. Não sei se serei capaz de o fazer, mas certo é que vou guardar este livrinho amoroso que me fez voltar a ler poesia.
Editora: Suma de Letras (2018)
Sinopse:
Os melhores poemas de amor, reunidos num único livro. Descubra o sentimento que faz girar o mundo, eternizado pelas palavras de poetas de diferentes tempos e lugares.
Opinião:
Confesso não ser a maior fã de poesia, mas quando este livrinho surgiu nas minhas mãos senti que o devia ler. Esta publicação, criada a pensar nos mais romântico, consegue cativar logo pelo design. Ao longo das páginas, nota-se um grande cuidado na apresentação dos textos, o que rapidamente nos impele a ler um poema... e depois outro... e mais outro. Quando dei por mim, estava já avançada na leitura, mesmo não sendo normal sentir-me pressa por este tipo de texto.
Estão aqui presentes diversos poemas, de diferentes autores e épocas distintas. Existem escolhas feitas entre nomes nacionais, mas também entre escritores de outras nacionalidades, o que nos permite ter uma visão mais alargada sobre como este sentimento é vivido e experienciado em diferentes culturas, fases da vida, circunstâncias. Gostei que esta colectânea não se focasse apenas na alegria relacionada ao romance, havendo também poemas que falam de dor, desilusão, abnegação, descrença e esperança, por exemplo. Sendo assim, senti que as diferentes facetas deste sentimento foram abordadas, o que enriquece o conjunto final.
Como é natural, houve poemas de que gostei mais do que outros. Afinal, os 59 textos escolhidos são bem distintos, havendo uns que mexem mais comigo do que outros. Contudo, curiosamente, foram poucos aqueles que não cativaram o meu interesse. Gostei de reler alguns poemas, mas ainda mais de conhecer novos textos. Houve alguns poemas que me deixaram bem impressionada, ao ponto de os reler assim que os tinha terminado, de forma a saborear as ideias que eram transmitidas.
Esta publicação acontece poucas semanas antes daquele que é considerado o dia mais romântico do ano, 14 de Fevereiro, o Dia dos Namorados, mas penso que se trata de um livro que vai além desta data. Esta é uma obra amorosa que se pode guardar e reler e uma boa forma de declarar os nossos sentimentos por alguém que nos é especial. Afinal, é delicioso perceber que, nas últimas páginas, existem linhas vazias para que os mais ousados deem largar à veia artística e deixem a sua impressão sobre este sentimento. Não sei se serei capaz de o fazer, mas certo é que vou guardar este livrinho amoroso que me fez voltar a ler poesia.
Novidade da Editorial Presença para Fevereiro
Caraval, de Stephanie Garber
Sinopse: Scarlett Dragna nunca saiu da pequena ilha onde ela e a irmã, Tella, vivem sob a vigilância do seu poderoso e cruel pai. Scarlett sempre teve o desejo de assistir aos jogos anuais de Caraval. Caraval é magia, mistério, aventura. E, tanto para Scarlett como para Tella, representa uma forma de fugirem de casa do pai. Quando surge o convite para assistir aos jogos, parece que o desejo de Scarlett se torna realidade. No entanto, assim que chegam a Caraval, nada acontece como esperavam. Legend, o Mestre de Caraval, sequestra Tella, e Scarlett vê-se obrigada a entrar num perigoso jogo de amor, sonhos, meias-verdades e magia, em que nada é o que parece. Realidade ou não, ela dispõe apenas de cinco noites para decifrar todas as pistas que conduzem até à irmã, ou Tella desaparecerá para sempre...
Disponível a partir de dia 21.
Sinopse: Scarlett Dragna nunca saiu da pequena ilha onde ela e a irmã, Tella, vivem sob a vigilância do seu poderoso e cruel pai. Scarlett sempre teve o desejo de assistir aos jogos anuais de Caraval. Caraval é magia, mistério, aventura. E, tanto para Scarlett como para Tella, representa uma forma de fugirem de casa do pai. Quando surge o convite para assistir aos jogos, parece que o desejo de Scarlett se torna realidade. No entanto, assim que chegam a Caraval, nada acontece como esperavam. Legend, o Mestre de Caraval, sequestra Tella, e Scarlett vê-se obrigada a entrar num perigoso jogo de amor, sonhos, meias-verdades e magia, em que nada é o que parece. Realidade ou não, ela dispõe apenas de cinco noites para decifrar todas as pistas que conduzem até à irmã, ou Tella desaparecerá para sempre...
Disponível a partir de dia 21.
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