domingo, 31 de dezembro de 2017
As leituras que menos agradaram em 2017
Tal como em todos os anos, há leituras que nos deixam de coração cheio e outras que causam insatisfação. Quer seja por estar à espera de mais, por não ter gostado do enredo ou das personagens, estes foram os livros que não me convenceram em 2017:
Nota: A apresentação das listas foi feita de forma aleatória, não correspondendo a uma ordem específica.
Gravar as Marcas, de Veronica Roth
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Mirror Mirror, de Cara Delevingne e Rowan
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As Assistentes, de Camille Perri
Angélica e Lorenzo, de Lettie S. J.
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A Submissão de Lily, de Monica Murphy
As melhores leituras de 2017
2017 está a chegar ao fim e, como tal, é altura de recordar todas as leituras e escolher aquelas que mais me marcaram. De um total de 76 livros lidos, foram vários aqueles que me surpreenderam, tendo sido difícil escolher os que iriam fazer parte desta lista. Admito que não foi fácil fazer uma selecção curta, sendo que excluí desta lista muitos outros livros que também gostei bastante de ler. Mas acredito que estes foram os que mais me marcaram. Sendo assim, aqui ficam os livros que mais gostei de ler durante 2017:
Os melhores
A Menina Silenciosa, de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt
O Senhor das Sombras, de Cassandra Clare
O Assassino do Bobo, de Robin Hobb
O Covil dos Lobos, de Juliet Marillier
Uma Magia Mais Escura, de V. E. Schwab
Nem Todas as Baleias Voam, de Afonso Cruz
Nota: A apresentação das listas foi feita de forma aleatória, não correspondendo a uma ordem específica.
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Uma Magia Mais Escura, de V. E. Schwab
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Nem Todas as Baleias Voam, de Afonso Cruz
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Opinião: Mirror Mirror
Título Original: Mirror Mirror (2017)
Autor: Cara Delevingne e Rowan Coleman
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789897770081
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Red, Leo, Rose e Naomi são inadaptados. Red tem uma mãe alcoólica e um pai que nunca está presente. O irmão de Leo arrasta-o para um obscuro e violento caminho. Rose volta-se para os rapazes e o álcool para adormecer a dor do passado.
Naomi foge de casa em busca de uma liberdade que não consegue encontrar. Estão sozinhos contra o mundo até formarem a sua outra família na banda, Mirror Mirror.
O único sítio onde podem ser eles mesmos. Um dia Naomi desaparece, e é encontrada meio morta no Tamisa. Lutando pela vida, a polícia acredita que se tentou suicidar. Os amigos ficam devastados; supostamente devem tomar conta uns dos outros, mas como não viram os sinais de alerta?
Mas quando uma série de pistas leva o grupo a suspeitar que nem tudo é o parece, Red, Leo e Rose deverão enfrentar os seus próprios segredos e medos obscuros. Nada será o mesmo de novo, pois uma vez que o espelho é partido, não pode ser consertado.
Opinião:
Mirror Mirror é o primeiro livro de Cara Delevingne. A conhecida modelo e atriz juntou-se a Rowan Coleman para criar esta história que tem como ponto central um grupo de quatro adolescentes inadaptados. Cada um destes jovens lida com os seus próprios demónios, mas consegue encontrar nos outros a amizade, a aceitação, o reconhecimento e o apoio necessário para lutar por um futuro melhor. Contudo, o desaparecimento de Naomi provoca um grande choque nos outros três elementos, que tentam, a todo o custo, perceber o que se passou com ela. Isto enquanto lidam com problemas familiares, sociais e amorosos.
Tenho que confessar que não foi fácil ler este livro. Tal não se prendeu pela história, que é fácil de acompanhar e até previsível, nem pela linguagem utilizada, que é atual apesar de conter demasiado calão. A minha dificuldade prendeu-se com a personagem que narra os acontecimentos. Red tanto é apresentado como um rapaz como uma rapariga. Ao início fiquei com a percepção de que me tinha enganado a ler algo, depois fiquei com dúvidas sobre problemas na tradução mas depois fiquei com a ideia de que se podia tratar de uma personagem transsexual, mas nada disso fazia sentido. É que o género com que esta personagem era tratada mudava de um momento para o outro, muitas vezes pela mesma personagem, não havendo distinção entre momentos do passado e do presente. E chega a ser ridículo ver a família e os professores a tratarem esta figura sempre pela alcunha e nunca pelo nome. Como tal, a minha atenção muitas vezes era desviada para esta incerteza, não me permitindo concentrar na história. Quando esta questão é, finalmente, esclarecida, fica a dúvida para tal apenas ter acontecido numa fase tão avançada da trama. Não havia necessidade para tal.
As três personagens que procuram por Naomi vêm de meios familiares desiquilibrados. Isto leva-nos a pensar que a base de uma sociedade é realmente a família, e quando esta falha tudo à nossa volta desmorona. As autoras dão a entender que não existe um padrão de normalidade dentro de uma família, sendo que o mais importante não é corresponder a um modelo mas sim haver amor, respeito, compreensão e diálogo. Quando isto falha, todos se sentem perdidos. E isso é tratado de forma diferente em cada caso. Red dedica-se à irmã e revolta-se contra os pais. Leo não quer perder quem ama e acaba por se envolver em situações que não deseja. Rose refugia-se em relações fugazes e no álcool. Todos procuram ser amados e um equilíbrio difícil de conquistar.
Não fiquei cativada por nenhuma personagem em particular. A indefinição sobre Red acabou por me irritar e por não ajudar na criação de uma ligação mais forte a esta figura. Rose é demasiado dramática e egocêntrica, não sendo propriamente alguém de quem gostaria de ser amiga, apesar de ter pena do que lhe aconteceu. Leo é o esterótipo de rapaz rebelde e sensual que esconde as suas inseguranças. Naomi não permite grande conhecimento e Ash, apesar de intrigante, parece irreal para uma jovem. Todos tentam passar a sensação de que são os miúdos fixes da escola apesar de não se sentirem como tal, o que provoca alguns revirares de olhos ao longo da leitura. Faz lembrar aquelas entrevistas a atrizes e modelos que garantem nunca se terem sentido bonitas. Custa acreditar.
O enredo não transmite a sensação de estarmos a ler algo de novo. Sentimos desde o início para onde tudo se está a encaminhar, apesar de poder existir um ou outra surpresa pelo caminho. Apesar de reconhecermos que os amigos de Naomi podem encontrar informações a que a polícia terá maior dificuldade de acesso, algumas descobertas e revelações parecem demasiado irreais e forçadas para um grupo de adolescentes. Além disso, a forma como certos assuntos são abordados não me agradou de todo. Apresentar como normal e aceitável comportamentos de risco e delinquentes entre adolescentes é uma opção discutível.
Mirror Mirror é um livro destinado a um público mais jovem, que procura abordar questões relacionadas com a adolescência o mesmo tempo apresenta uma mistério que precisa de ser resolvido. Cara Delevingne e Rowan Coleman quiseram falar de perigos que ameaçam os adolescentes e de como a força da amizade e do amor é transformadora e pode salvar. A história e as personagens têm algumas falhas, pontos que precisariam de maior trabalho. Um livro que até entretém, mas que não marca particularmente por não ser credível ou empático.
Autor: Cara Delevingne e Rowan Coleman
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789897770081
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Red, Leo, Rose e Naomi são inadaptados. Red tem uma mãe alcoólica e um pai que nunca está presente. O irmão de Leo arrasta-o para um obscuro e violento caminho. Rose volta-se para os rapazes e o álcool para adormecer a dor do passado.
Naomi foge de casa em busca de uma liberdade que não consegue encontrar. Estão sozinhos contra o mundo até formarem a sua outra família na banda, Mirror Mirror.
O único sítio onde podem ser eles mesmos. Um dia Naomi desaparece, e é encontrada meio morta no Tamisa. Lutando pela vida, a polícia acredita que se tentou suicidar. Os amigos ficam devastados; supostamente devem tomar conta uns dos outros, mas como não viram os sinais de alerta?
Mas quando uma série de pistas leva o grupo a suspeitar que nem tudo é o parece, Red, Leo e Rose deverão enfrentar os seus próprios segredos e medos obscuros. Nada será o mesmo de novo, pois uma vez que o espelho é partido, não pode ser consertado.
Opinião:
Mirror Mirror é o primeiro livro de Cara Delevingne. A conhecida modelo e atriz juntou-se a Rowan Coleman para criar esta história que tem como ponto central um grupo de quatro adolescentes inadaptados. Cada um destes jovens lida com os seus próprios demónios, mas consegue encontrar nos outros a amizade, a aceitação, o reconhecimento e o apoio necessário para lutar por um futuro melhor. Contudo, o desaparecimento de Naomi provoca um grande choque nos outros três elementos, que tentam, a todo o custo, perceber o que se passou com ela. Isto enquanto lidam com problemas familiares, sociais e amorosos.
Tenho que confessar que não foi fácil ler este livro. Tal não se prendeu pela história, que é fácil de acompanhar e até previsível, nem pela linguagem utilizada, que é atual apesar de conter demasiado calão. A minha dificuldade prendeu-se com a personagem que narra os acontecimentos. Red tanto é apresentado como um rapaz como uma rapariga. Ao início fiquei com a percepção de que me tinha enganado a ler algo, depois fiquei com dúvidas sobre problemas na tradução mas depois fiquei com a ideia de que se podia tratar de uma personagem transsexual, mas nada disso fazia sentido. É que o género com que esta personagem era tratada mudava de um momento para o outro, muitas vezes pela mesma personagem, não havendo distinção entre momentos do passado e do presente. E chega a ser ridículo ver a família e os professores a tratarem esta figura sempre pela alcunha e nunca pelo nome. Como tal, a minha atenção muitas vezes era desviada para esta incerteza, não me permitindo concentrar na história. Quando esta questão é, finalmente, esclarecida, fica a dúvida para tal apenas ter acontecido numa fase tão avançada da trama. Não havia necessidade para tal.
As três personagens que procuram por Naomi vêm de meios familiares desiquilibrados. Isto leva-nos a pensar que a base de uma sociedade é realmente a família, e quando esta falha tudo à nossa volta desmorona. As autoras dão a entender que não existe um padrão de normalidade dentro de uma família, sendo que o mais importante não é corresponder a um modelo mas sim haver amor, respeito, compreensão e diálogo. Quando isto falha, todos se sentem perdidos. E isso é tratado de forma diferente em cada caso. Red dedica-se à irmã e revolta-se contra os pais. Leo não quer perder quem ama e acaba por se envolver em situações que não deseja. Rose refugia-se em relações fugazes e no álcool. Todos procuram ser amados e um equilíbrio difícil de conquistar.
Não fiquei cativada por nenhuma personagem em particular. A indefinição sobre Red acabou por me irritar e por não ajudar na criação de uma ligação mais forte a esta figura. Rose é demasiado dramática e egocêntrica, não sendo propriamente alguém de quem gostaria de ser amiga, apesar de ter pena do que lhe aconteceu. Leo é o esterótipo de rapaz rebelde e sensual que esconde as suas inseguranças. Naomi não permite grande conhecimento e Ash, apesar de intrigante, parece irreal para uma jovem. Todos tentam passar a sensação de que são os miúdos fixes da escola apesar de não se sentirem como tal, o que provoca alguns revirares de olhos ao longo da leitura. Faz lembrar aquelas entrevistas a atrizes e modelos que garantem nunca se terem sentido bonitas. Custa acreditar.
O enredo não transmite a sensação de estarmos a ler algo de novo. Sentimos desde o início para onde tudo se está a encaminhar, apesar de poder existir um ou outra surpresa pelo caminho. Apesar de reconhecermos que os amigos de Naomi podem encontrar informações a que a polícia terá maior dificuldade de acesso, algumas descobertas e revelações parecem demasiado irreais e forçadas para um grupo de adolescentes. Além disso, a forma como certos assuntos são abordados não me agradou de todo. Apresentar como normal e aceitável comportamentos de risco e delinquentes entre adolescentes é uma opção discutível.
Mirror Mirror é um livro destinado a um público mais jovem, que procura abordar questões relacionadas com a adolescência o mesmo tempo apresenta uma mistério que precisa de ser resolvido. Cara Delevingne e Rowan Coleman quiseram falar de perigos que ameaçam os adolescentes e de como a força da amizade e do amor é transformadora e pode salvar. A história e as personagens têm algumas falhas, pontos que precisariam de maior trabalho. Um livro que até entretém, mas que não marca particularmente por não ser credível ou empático.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Opinião: Aquela Luz
Título Original: What Light (2016)
Organização: Jay Asher
Tradução: Paulo Emílio Pires
ISBN: 9789722361064
Editora: Editorial Presença (2017)
Sinopse:
Sierra vive no Oregon, onde os pais possuem uma plantação de pinheiros. Quando chega o inverno, a família muda-se para a Califórnia para vender as árvores durante a época natalícia. Sierra tem assim duas vidas: uma no Oregon e outra na Califórnia. Estar numa vida significa deixar a outra, mas isso pouco lhe importa até que um dia, perto do Natal, conhece Caleb, e uma vida eclipsa a outra. Caleb não é o rapaz perfeito. Uns anos antes cometeu um erro muito grave e ainda está a pagar por isso. Mas Sierra consegue ver para além do passado de Caleb e está determinada a ajudá-lo a encontrar o perdão e a redenção.
Um clima de suspeitas, preconceito e desaprovação surge em torno deles, e Caleb e Sierra não conseguem deixar de se interrogar se o amor é realmente suficiente para ultrapassar todos os obstáculos..
Opinião:
Se gostam do Natal, acreditam na magia desta época e não resistem a uma história de amor, então têm de agarrar este livro rapidamente. Aquela Luz, de Jay Asher, fala-nos de um primeiro amor e também da ideia de que é importante não classificar alguém pelo que terceiros nos contam.Ao longo destas páginas somos recordados da importâncio do perdão, aos outros e a nós próprios, e da importância das novas oportunidades. Tudo isto tendo a sensação que se está ao pé de luzes, com uma bebida quente na mão e o cheiro de pinheiro a envolver o ambiente.
Sierra é a personagem principal desta narrativa. Não posso dizer que tenha criado grande ligação com esta personagem. Pareceu-me uma adolescente igual a tantas outras deste tipo de histórias, de bom coração, corajosa, apaixonada, bonita. O único acto de rebeldia acaba mesmo por ser a proximidade a Caleb, um rapaz que em breve vai deixar de ver e que não é aprovado pelos pais. Não se trata de algúem com uma personalidade marcante, ajustando-se ao que vai acontecendo de uma forma previsível, a puxar pelo sentimentalismo. É uma personagem que cumpre bem a sua função, e não faz mais que isso.
Confesso que Caleb é que me deixou mesmo desagradada. É o típico interesse romântico que transparece a ideia de rebeldia para esconder os seus dramas pessoais. Um suposto bad boy que encanta imediatamente a protagonista e que precisa de ser salvo por ela. Afinal, Caleb é acusado por todos na cidade de um erro que cometeu no passado, e esta aura negra deixa o leitor sempre na expectativa de descobrir o que fez. Quando este mistério é revelado, não impressiona nem choca particularmente, pois existe logo uma desculpa e uma justificação para o que foi feito.
Apesar de pouco impressionada com ambas as personagens, admito que apreciei a forma como a relação entre elas foi construída. Sente-se a atração inicial, mas Sierra e Caleb não demonstram pressa em viverem uma paixão adolescente. É engraçado ver que, apesar de ambos saberem que têm um tempo limitado, dão espaço para o mútuo conhecimento e deixam a ligação ficar mais forte com naturalidade. Além disso, gostei que o autor mostra-se o lado dos amigos e da família à medida que Caleb e Sierra se aproximam, fazendo pensar sobre a importância de manter sempre estas pessoas ao nosso lado.
O desenrolar da acção não guarda grandes surpresas. Existem momentos tipicamente adoelscentes, com muito drama à mistura. Curiosamente, o que mais me agradou foi o próprio negócio de venda de pinheiros e as ligações entre as diferentes personagens, que me pareceram bem conseguidas, mesmo quando as figuras não cativavam. A história é curta e permite uma leitura rápida.
Aquela Luz pode não ser impressionante, mas revela-se uma leitura de Natal agradável. Jay Asher fala-nos sobre a importância da redenção e de sermos capazes de darmos novas oportunidades aos outros, sem os julgarmos por algo que não conhecemos. Uma aposta simpática para a época.
Organização: Jay Asher
Tradução: Paulo Emílio Pires
ISBN: 9789722361064
Editora: Editorial Presença (2017)
Sinopse:
Sierra vive no Oregon, onde os pais possuem uma plantação de pinheiros. Quando chega o inverno, a família muda-se para a Califórnia para vender as árvores durante a época natalícia. Sierra tem assim duas vidas: uma no Oregon e outra na Califórnia. Estar numa vida significa deixar a outra, mas isso pouco lhe importa até que um dia, perto do Natal, conhece Caleb, e uma vida eclipsa a outra. Caleb não é o rapaz perfeito. Uns anos antes cometeu um erro muito grave e ainda está a pagar por isso. Mas Sierra consegue ver para além do passado de Caleb e está determinada a ajudá-lo a encontrar o perdão e a redenção.
Um clima de suspeitas, preconceito e desaprovação surge em torno deles, e Caleb e Sierra não conseguem deixar de se interrogar se o amor é realmente suficiente para ultrapassar todos os obstáculos..
Opinião:
Se gostam do Natal, acreditam na magia desta época e não resistem a uma história de amor, então têm de agarrar este livro rapidamente. Aquela Luz, de Jay Asher, fala-nos de um primeiro amor e também da ideia de que é importante não classificar alguém pelo que terceiros nos contam.Ao longo destas páginas somos recordados da importâncio do perdão, aos outros e a nós próprios, e da importância das novas oportunidades. Tudo isto tendo a sensação que se está ao pé de luzes, com uma bebida quente na mão e o cheiro de pinheiro a envolver o ambiente.
Sierra é a personagem principal desta narrativa. Não posso dizer que tenha criado grande ligação com esta personagem. Pareceu-me uma adolescente igual a tantas outras deste tipo de histórias, de bom coração, corajosa, apaixonada, bonita. O único acto de rebeldia acaba mesmo por ser a proximidade a Caleb, um rapaz que em breve vai deixar de ver e que não é aprovado pelos pais. Não se trata de algúem com uma personalidade marcante, ajustando-se ao que vai acontecendo de uma forma previsível, a puxar pelo sentimentalismo. É uma personagem que cumpre bem a sua função, e não faz mais que isso.
Confesso que Caleb é que me deixou mesmo desagradada. É o típico interesse romântico que transparece a ideia de rebeldia para esconder os seus dramas pessoais. Um suposto bad boy que encanta imediatamente a protagonista e que precisa de ser salvo por ela. Afinal, Caleb é acusado por todos na cidade de um erro que cometeu no passado, e esta aura negra deixa o leitor sempre na expectativa de descobrir o que fez. Quando este mistério é revelado, não impressiona nem choca particularmente, pois existe logo uma desculpa e uma justificação para o que foi feito.
Apesar de pouco impressionada com ambas as personagens, admito que apreciei a forma como a relação entre elas foi construída. Sente-se a atração inicial, mas Sierra e Caleb não demonstram pressa em viverem uma paixão adolescente. É engraçado ver que, apesar de ambos saberem que têm um tempo limitado, dão espaço para o mútuo conhecimento e deixam a ligação ficar mais forte com naturalidade. Além disso, gostei que o autor mostra-se o lado dos amigos e da família à medida que Caleb e Sierra se aproximam, fazendo pensar sobre a importância de manter sempre estas pessoas ao nosso lado.
O desenrolar da acção não guarda grandes surpresas. Existem momentos tipicamente adoelscentes, com muito drama à mistura. Curiosamente, o que mais me agradou foi o próprio negócio de venda de pinheiros e as ligações entre as diferentes personagens, que me pareceram bem conseguidas, mesmo quando as figuras não cativavam. A história é curta e permite uma leitura rápida.
Aquela Luz pode não ser impressionante, mas revela-se uma leitura de Natal agradável. Jay Asher fala-nos sobre a importância da redenção e de sermos capazes de darmos novas oportunidades aos outros, sem os julgarmos por algo que não conhecemos. Uma aposta simpática para a época.
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Resultado do passatempo especial de Natal "O Livro do Natal"
O Natal já passou, mas o blogue e a Editora Arena ainda têm um presente para oferecer! Fica aqui o resultado do passatempo que tinha em sorteio um exemplar de O Livro do Natal.
Este sorteio conta com 103 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..34! Que equivale à participação de:
Muitos parabéns à vencedora!
Este sorteio conta com 103 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..34! Que equivale à participação de:
Liliana (...) Diniz, de Coimbra
Muitos parabéns à vencedora!
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Quando recebo livros no Natal... fico mesmo feliz!
Chegou o Natal, época em que nos reunimos com quem mais amamos e gostamos de lhes dar alguns mimos. E no final, também acabamos por ser surpreendidos.
Este ano tive quem tivesse atenção aos meus gostos literários e aos livros que já tinha na estante. Assim, recebi oito volumes muito desejados.
Estou muito feliz com estas adições à estante. Agora, o difícil é decidir em qual pegar primeiro! Receber estes presentes foi maravilhoso, não nego, mas estar junto da minha família foi ainda melhor.
E o vosso Natal, como foi? Se também receberam livros, digam quais foram!
Continuem a celebrar com alegria!
domingo, 24 de dezembro de 2017
sábado, 23 de dezembro de 2017
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Opinião: O Livro do Natal
Editora: Arena
ISBN: 9789896652982
Sinopse:
Livro com histórias, tradições, receitas, etc., alusivos ao Natal, que parte das tradições do mundo, passa para as portuguesas, as de cada família e termina nas memórias pessoais do leitor. O Natal é o que cada um faz dessa época do ano. Sem culpas, nem juízos, este livro vai ajudar a não esquecer presentes, receitas e decorações. Guarde todas as suas tradições e desejos, e conte com este livro para celebrar um Natal com tudo o que pensou ao longo dos outros meses. Guarde tudo no seu livro de Natal, e abra-o em Dezembro, pronto a usar.
Opinião:
Aqui está um mimo perfeito para esta época. Um presente amoroso que podemos oferecer a nós mesmos, a quem adora livros ou simplesmente a quem vibra com o Natal. Uma publicação que aborda vários aspectos desta época de magia, desde tradições de todo o mundo, receitas do nosso e de outros países, inspiração para decorações, ideias para viver esta quadra ainda com maior intensidade e muito mais.
Além disso, este é um livro que só fica completo com a nossa participação. Existem espaços específicos para deixarmos o nosso testemunho, de modo a nunca esquecermos os motivos pelos quais gostamos tanto desta época. Assim, temos a possibilidade de reunir num só espaço memórias de infância, desejos para o futuro, tradições específicas das nossas famílias, receitas que sempre adorámos e queremos guardar com a certeza de que nunca as vamos perder, listas de músicas e filmes que têm um sabor especial nesta altura do ano. Assim, com as nossas palavras, tornamos este livro verdadeiramente nosso.
No momento em que agarrei neste livro e vi as suas potencialidades, senti que se trata de um volume que se pode tornar muito pessoal, num auxiliar para guardar memórias queridas de uma das festas mais mágicas do ano. Surgiu logo a vontade de começar a preenchê-lo e a sensação de que, em Dezembro do próximo ano, vou gostar de ler o que escrevi e acrescentar muitos mais detalhes. No final, ficará, de certo, a certeza que aqui ficarão reunidas palavras que voltarei a ler com um sorriso nos lábios. Agora toca a escrever!
ISBN: 9789896652982
Sinopse:
Livro com histórias, tradições, receitas, etc., alusivos ao Natal, que parte das tradições do mundo, passa para as portuguesas, as de cada família e termina nas memórias pessoais do leitor. O Natal é o que cada um faz dessa época do ano. Sem culpas, nem juízos, este livro vai ajudar a não esquecer presentes, receitas e decorações. Guarde todas as suas tradições e desejos, e conte com este livro para celebrar um Natal com tudo o que pensou ao longo dos outros meses. Guarde tudo no seu livro de Natal, e abra-o em Dezembro, pronto a usar.
Opinião:
Aqui está um mimo perfeito para esta época. Um presente amoroso que podemos oferecer a nós mesmos, a quem adora livros ou simplesmente a quem vibra com o Natal. Uma publicação que aborda vários aspectos desta época de magia, desde tradições de todo o mundo, receitas do nosso e de outros países, inspiração para decorações, ideias para viver esta quadra ainda com maior intensidade e muito mais.
Além disso, este é um livro que só fica completo com a nossa participação. Existem espaços específicos para deixarmos o nosso testemunho, de modo a nunca esquecermos os motivos pelos quais gostamos tanto desta época. Assim, temos a possibilidade de reunir num só espaço memórias de infância, desejos para o futuro, tradições específicas das nossas famílias, receitas que sempre adorámos e queremos guardar com a certeza de que nunca as vamos perder, listas de músicas e filmes que têm um sabor especial nesta altura do ano. Assim, com as nossas palavras, tornamos este livro verdadeiramente nosso.
No momento em que agarrei neste livro e vi as suas potencialidades, senti que se trata de um volume que se pode tornar muito pessoal, num auxiliar para guardar memórias queridas de uma das festas mais mágicas do ano. Surgiu logo a vontade de começar a preenchê-lo e a sensação de que, em Dezembro do próximo ano, vou gostar de ler o que escrevi e acrescentar muitos mais detalhes. No final, ficará, de certo, a certeza que aqui ficarão reunidas palavras que voltarei a ler com um sorriso nos lábios. Agora toca a escrever!
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Resultado do passatempo especial de Natal "A Obsessão"
O Natal ainda não chegou mas o blogue e as Edições Saída de Emergência já começaram a distribuição de presentes! Fica aqui o resultado do passatempo que tinha em sorteio um exemplar do livro A Obsessão de Nora Roberts.
Este sorteio conta com 204 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..117! Que equivale à participação de:
Muitos parabéns ao vencedor!
Este sorteio conta com 204 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..117! Que equivale à participação de:
Jorge (...) Almeida, de Lisboa
Muitos parabéns ao vencedor!
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
As apostas da Planeta para o início de 2018 (vem aí J.R.R. Tolkien!)
A Editorial Planeta Portugal revelou quais vão ser as principais apostas para o início de 2018. Entre todas, confesso que fiquei entusiasmada com Beren and Lúthien, ainda sem título traduzido, livro editado 100 anos após a morte de J. R. R. Tolkien, que vai ser publicado por cá em março, em capa dura e com ilustrações. Ainda dentro do campo do Fantástico, a Planeta volta a apostar na trilogia Sevenwaters, de Juliet Marillier, ao republicar no nosso país em fevereiro O Filho das Sombras, um dos meus livros preferidos da autora.
Dentro do género thriller, O Homem de Giz é a grande aposta. Tanto que a autora, C. J. Tudor, virá a Lisboa entre os dias 17 e 18 para se encontrar com os seus leitores. Dentro deste género, ainda destaque para Não Sou um Monstro, de Carmen Chaparro, e Tenho de Saber, de Karen Cleveland.
No romance, Deixarás a Terra, de Renato Cisneros, chega em fevereiro, com o autor a encontrar-se com os leitores na Póvoa de Varzim no encontro Correntes d’escritas. Ainda nesse mês, Gente Séria, de Hugo Mezena, e em março Todos os Dias São Meus, de Ana Saragoça.
Jodi Malpas e Megan Maxwell são as apostas no género romance feminino, com O Fruto Proibido, da primeira autora, a chegar já em janeiro enquanto Sempre Te Encontrarei, da segunda, a ser publicado em fevereiro. No romance histórico, estão para chegar os livros Catarina de Aragão, de Philippa Gregorym, em janeiro, e em março Conquistar um Duque, de Leonora Bell.
Para o público infanto-juvenil, Rick Riordan regressa em janeiro com Profecia Negra, o segundo colume da série "As Provações de Apolo". Estão também previstos alguns livros relacionados com a saga "Star Wars".
Novidades da Saída de Emergência para Janeiro
Monstress - O Sangue (vol. 2), de Marjorie Lu e ilustrações de Sana Takeda
Sinopse: Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, criaturas demoníacas e poderosas ameaçam o mundo.
Maika Meiolobo está a ser perseguida por uma coligação de forças determinada a controlar e a destruir a poderosa criatura demoníaca que habita dentro de si. Mas Maika não descansará enquanto não cumprir a sua missão: descobrir os segredos da sua falecida mãe, Moriko.
Nesta sequela, a jornada de Maika irá levá-la à cidade de Thyria, controlada por piratas, e através dos mares à misteriosa Ilha dos Ossos. Será uma viagem que irá forçar Maika a reavaliar o seu passado, presente e futuro e onde irá aprender que não pode confiar em ninguém, incluindo no seu próprio corpo...
A Amazona Portuguesa, de Mário Silva Carvalho
Sinopse: Inspirado na história verídica de uma jovem que, disfarçada de rapaz, conquistou honras e regalias no exército português.
Em 1580, nos arredores de Aveiro, nasce Antónia Rodrigues, uma menina de feitio rebelde e mão pesada. Aos 12 anos, a sua beleza já atrai pretendentes e, depois de agredir um mais atrevido, é forçada a fugir para Lisboa.
Mas a jovem não se adapta à vida da metrópole e os seus sonhos levantam voo quando observa as caravelas que partem para além-mar. Se ela ao menos tivesse nascido rapaz...
Inspirado em factos verídicos, Mário Silva Carvalho conta-nos a história desta amazona portuguesa que, disfarçada de rapaz, embarca para a praça-forte de Mazagão, em Marrocos. A sua valentia contra os mouros é tal que cedo se torna um dos militares mais respeitados pelos homens e cobiçado pelas mulheres. Os seus feitos foram cantados em toda a Europa e o próprio rei Filipe II conferiu-lhe diversas condecorações reais.
Se a heroína nacional estava esquecida, este romance cheio de ação e aventura corrige a injustiça de forma exemplar.
Sinopse: Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, criaturas demoníacas e poderosas ameaçam o mundo.
Maika Meiolobo está a ser perseguida por uma coligação de forças determinada a controlar e a destruir a poderosa criatura demoníaca que habita dentro de si. Mas Maika não descansará enquanto não cumprir a sua missão: descobrir os segredos da sua falecida mãe, Moriko.
Nesta sequela, a jornada de Maika irá levá-la à cidade de Thyria, controlada por piratas, e através dos mares à misteriosa Ilha dos Ossos. Será uma viagem que irá forçar Maika a reavaliar o seu passado, presente e futuro e onde irá aprender que não pode confiar em ninguém, incluindo no seu próprio corpo...
A Amazona Portuguesa, de Mário Silva CarvalhoSinopse: Inspirado na história verídica de uma jovem que, disfarçada de rapaz, conquistou honras e regalias no exército português.
Em 1580, nos arredores de Aveiro, nasce Antónia Rodrigues, uma menina de feitio rebelde e mão pesada. Aos 12 anos, a sua beleza já atrai pretendentes e, depois de agredir um mais atrevido, é forçada a fugir para Lisboa.
Mas a jovem não se adapta à vida da metrópole e os seus sonhos levantam voo quando observa as caravelas que partem para além-mar. Se ela ao menos tivesse nascido rapaz...
Inspirado em factos verídicos, Mário Silva Carvalho conta-nos a história desta amazona portuguesa que, disfarçada de rapaz, embarca para a praça-forte de Mazagão, em Marrocos. A sua valentia contra os mouros é tal que cedo se torna um dos militares mais respeitados pelos homens e cobiçado pelas mulheres. Os seus feitos foram cantados em toda a Europa e o próprio rei Filipe II conferiu-lhe diversas condecorações reais.
Se a heroína nacional estava esquecida, este romance cheio de ação e aventura corrige a injustiça de forma exemplar.
Opinião: Cartas de Profecia (Os Outros #5)
Título Original: Etched in Bone (2017)
Autor: Anne Bishop
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789897730863
Editora: Edições Saída de Emergência (2017)
Sinopse:
Depois de uma insurreição humana ter sido brutalmente abortada pelos Anciãos – uma forma primitiva e letal de Os Outros –, as poucas cidades que os humanos controlam estão dispersas. Os seus habitantes conhecem apenas o medo e a escuridão da terra de ninguém.
À medida que algumas dessas comunidades lutam para se reconstruir, Simon Wolfgard, o líder lobo metamorfo, e Meg Corbyn, a profetisa de sangue, trabalham com os humanos para manter a frágil paz. Mas todos os seus esforços são ameaçados quando uma misteriosa figura humana aparece.
Com os humanos desconfiados em relação a um dos seus, a tensão aumenta, atraindo a atenção dos Anciãos, curiosos sobre o efeito que este predador terá na matilha. Mas Meg já conhece o perigo, pois viu nas cartas de profecia como tudo terminará: com ela ao lado de uma campa.
Opinião:
É sempre com um misto de alegria e tristeza que chego ao fim de uma saga que tanto me cativou. Cartas de Profecia é a despedida de Meg, Simon e todas as outras personagens com quem criei ligações ao longo de cinco livros. Por um lado é bom finalmente saber que destino estava reservado a cada uma destas figuras, por outro tenho pena de não viver novas aventuras ao lado delas. Foi então com algumas expectativas que iniciei esta leitura, curiosa para saber o que Anne Bishop tinha guardado para o grande final.
O Pátio está em fase de adaptação, a pensar num futuro em que Outros e Humanos tenham um contacto mais próximo. Como tal, assistimos a várias discussões sobre o que pode ser alterado de forma a haver harmonia, o que não é cansativo graças aos elementos cómicos que são sempre inseridos e acabam por aliviar assuntos mais pesados ou potencialmente maçadores. E afinal, há muito mais a acontecer, o que prende o interesse e proporciona uma leitura rápida.
Meg está a lidar cada vez melhor com o seu dom de cassandra de sangue, mas a suspeita de um perigo iminente não a deixa alcançar a tão desejada estabilidade. Nota-se um sério crescimento desta personagem desde o primeiro volume, que passou de uma jovem fraca e amedrontada para uma mulher forte, doce e que vê bondade nos seres que podem causar maiores suspeitas. Mas ela não é a única a apresentar mudanças. Também Simon conseguiu refrear-se, explorando um lado que acreditava não ter e aceitando desafios inesperados. Juntos, eles alteram quem os rodeia e isso provoca alterações na comunidade.
Ao longo dos livros foi ainda possível assistir ao desenvolvimento da relação de Meg e Simon, e também esta questão é resolvida. Recordo que, quando esteve em Portugal em Outubro por ocasião do Festival Bang!, a autora disse que esta relação nunca seria simples, pois tratam-se de duas pessoas de natureza diferente. Estava então ainda mais curiosa para saber que solução tinha sido encontrada e fiquei muito satisfeita com este desfecho. Tratam-se de duas personagens que conseguiram criar uma ligação genuína e pura, o que é sempre inspirador.
Achei curioso que, enquanto em livros anteriores vimos crescer a ameaça de uma organização de humanos que queria sobrepor-se ao Outros, desta vez a grande ameaça estava centrada numa pessoa. Esta parece ter sido a forma de a autora nos dar a entender que o ódio e a maldade de apenas um individuo é capaz de causar grandes desastres no seio de uma comunidade. Sim, o grande perigo já foi desmantelado, mas é preciso ter em atenção as pessoas que não conseguem respeitar a diferença, mesmo que não pareçam capazes de grande mal.
O envolvimento dos Anciãos faz sentir um grande respeito, temor e curiosidade. Estas criaturas conseguem marcar presença, mesmo quando parecem não estar a agir, e isso sente-se no ambiente que fica instalado entre as outras personagens. Os Anciãos estão ligados à natureza, ao que há de mais primordial. Já Jimmy faz temer e sentir ódio por representar o que de pior há na humanidade. Oportunista, interesseiro, egocêntrico, insensível e frio, ele é o grande perigo, mostrando que o mal muitas vezes pode ser encontrado no lado menos esperado. Apesar de detestar a personagem devido ao que ela representa, gostei dos seus capítulos por fazerem mexer o resto da trama.
Adorei a conclusão que Anne Bishop deu a esta saga. São muitos os assuntos que são resolvidos, mas também muitos os que ainda precisam de resolução. A autora prova que a mudança é lenta, mas acontece quando há vontade para tal. Por isso, Humanos e Outros ainda terão de descobrir novos métodos para conviverem em harmonia, mas tudo indica que serão capazes. Além disso, já se sabe que a autora se despede do Pátio e personagens inerentes mas não deste universo. Em Março de 2018 vai sair nos EUA Lake Silence, o primeiro livro de uma nova série passada no mesmo mundo, mas noutro local e com novas personagens. Quer isto dizer que ainda há muito para explorar e que podemos ainda ler referências a Meg, Simon e companhia.
Cartas da Profecia é uma despedida agridoce. Custa dizer adeus a estas personagens, mas sabe bem saber qual foi o destino que Anne Bishop lhes deu. Uma boa conclusão para uma saga que proporcionou grandes momentos de leitura e que fez sonhar com um mundo semelhante ao nosso, onde metamorfos, vampiros e muitos outros seres coexistem com a humanidade e a fazem recordar da importância do respeito para com o mundo e para com formas de vida diferentes.
Outras opiniões a livros de Anne Bishop:
A Voz
Os Pilares do Mundo (Trilogia dos Pilares do Mundo #1)
Luz e Sombras (Trilogia dos Pilares do Mundo #2)
A Casa de Gaian (Trilogia dos Pilares do Mundo #3)
Ponte de Sonhos (Efémera #3)
Letras Escarlates (Os Outros #1)
Bando de Corvos (Os Outros #2)
Visão de Prata (Os Outros #3)
Marcado na Pele (Os Outros #4)
Autor: Anne Bishop
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789897730863
Editora: Edições Saída de Emergência (2017)
Sinopse:
Depois de uma insurreição humana ter sido brutalmente abortada pelos Anciãos – uma forma primitiva e letal de Os Outros –, as poucas cidades que os humanos controlam estão dispersas. Os seus habitantes conhecem apenas o medo e a escuridão da terra de ninguém.
À medida que algumas dessas comunidades lutam para se reconstruir, Simon Wolfgard, o líder lobo metamorfo, e Meg Corbyn, a profetisa de sangue, trabalham com os humanos para manter a frágil paz. Mas todos os seus esforços são ameaçados quando uma misteriosa figura humana aparece.
Com os humanos desconfiados em relação a um dos seus, a tensão aumenta, atraindo a atenção dos Anciãos, curiosos sobre o efeito que este predador terá na matilha. Mas Meg já conhece o perigo, pois viu nas cartas de profecia como tudo terminará: com ela ao lado de uma campa.
Opinião:
É sempre com um misto de alegria e tristeza que chego ao fim de uma saga que tanto me cativou. Cartas de Profecia é a despedida de Meg, Simon e todas as outras personagens com quem criei ligações ao longo de cinco livros. Por um lado é bom finalmente saber que destino estava reservado a cada uma destas figuras, por outro tenho pena de não viver novas aventuras ao lado delas. Foi então com algumas expectativas que iniciei esta leitura, curiosa para saber o que Anne Bishop tinha guardado para o grande final.
O Pátio está em fase de adaptação, a pensar num futuro em que Outros e Humanos tenham um contacto mais próximo. Como tal, assistimos a várias discussões sobre o que pode ser alterado de forma a haver harmonia, o que não é cansativo graças aos elementos cómicos que são sempre inseridos e acabam por aliviar assuntos mais pesados ou potencialmente maçadores. E afinal, há muito mais a acontecer, o que prende o interesse e proporciona uma leitura rápida.
Meg está a lidar cada vez melhor com o seu dom de cassandra de sangue, mas a suspeita de um perigo iminente não a deixa alcançar a tão desejada estabilidade. Nota-se um sério crescimento desta personagem desde o primeiro volume, que passou de uma jovem fraca e amedrontada para uma mulher forte, doce e que vê bondade nos seres que podem causar maiores suspeitas. Mas ela não é a única a apresentar mudanças. Também Simon conseguiu refrear-se, explorando um lado que acreditava não ter e aceitando desafios inesperados. Juntos, eles alteram quem os rodeia e isso provoca alterações na comunidade.
Ao longo dos livros foi ainda possível assistir ao desenvolvimento da relação de Meg e Simon, e também esta questão é resolvida. Recordo que, quando esteve em Portugal em Outubro por ocasião do Festival Bang!, a autora disse que esta relação nunca seria simples, pois tratam-se de duas pessoas de natureza diferente. Estava então ainda mais curiosa para saber que solução tinha sido encontrada e fiquei muito satisfeita com este desfecho. Tratam-se de duas personagens que conseguiram criar uma ligação genuína e pura, o que é sempre inspirador.
Achei curioso que, enquanto em livros anteriores vimos crescer a ameaça de uma organização de humanos que queria sobrepor-se ao Outros, desta vez a grande ameaça estava centrada numa pessoa. Esta parece ter sido a forma de a autora nos dar a entender que o ódio e a maldade de apenas um individuo é capaz de causar grandes desastres no seio de uma comunidade. Sim, o grande perigo já foi desmantelado, mas é preciso ter em atenção as pessoas que não conseguem respeitar a diferença, mesmo que não pareçam capazes de grande mal.
O envolvimento dos Anciãos faz sentir um grande respeito, temor e curiosidade. Estas criaturas conseguem marcar presença, mesmo quando parecem não estar a agir, e isso sente-se no ambiente que fica instalado entre as outras personagens. Os Anciãos estão ligados à natureza, ao que há de mais primordial. Já Jimmy faz temer e sentir ódio por representar o que de pior há na humanidade. Oportunista, interesseiro, egocêntrico, insensível e frio, ele é o grande perigo, mostrando que o mal muitas vezes pode ser encontrado no lado menos esperado. Apesar de detestar a personagem devido ao que ela representa, gostei dos seus capítulos por fazerem mexer o resto da trama.
Adorei a conclusão que Anne Bishop deu a esta saga. São muitos os assuntos que são resolvidos, mas também muitos os que ainda precisam de resolução. A autora prova que a mudança é lenta, mas acontece quando há vontade para tal. Por isso, Humanos e Outros ainda terão de descobrir novos métodos para conviverem em harmonia, mas tudo indica que serão capazes. Além disso, já se sabe que a autora se despede do Pátio e personagens inerentes mas não deste universo. Em Março de 2018 vai sair nos EUA Lake Silence, o primeiro livro de uma nova série passada no mesmo mundo, mas noutro local e com novas personagens. Quer isto dizer que ainda há muito para explorar e que podemos ainda ler referências a Meg, Simon e companhia.
Cartas da Profecia é uma despedida agridoce. Custa dizer adeus a estas personagens, mas sabe bem saber qual foi o destino que Anne Bishop lhes deu. Uma boa conclusão para uma saga que proporcionou grandes momentos de leitura e que fez sonhar com um mundo semelhante ao nosso, onde metamorfos, vampiros e muitos outros seres coexistem com a humanidade e a fazem recordar da importância do respeito para com o mundo e para com formas de vida diferentes.
Outras opiniões a livros de Anne Bishop:
A Voz
Os Pilares do Mundo (Trilogia dos Pilares do Mundo #1)
Luz e Sombras (Trilogia dos Pilares do Mundo #2)
A Casa de Gaian (Trilogia dos Pilares do Mundo #3)
Ponte de Sonhos (Efémera #3)
Letras Escarlates (Os Outros #1)
Bando de Corvos (Os Outros #2)
Visão de Prata (Os Outros #3)
Marcado na Pele (Os Outros #4)
Novidade da Suma de Letras para Janeiro
Reino de Feras, de Gin Phillips
Sinopse: Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos, é curioso, inteligente e bem-comportado. Lincoln faz o que a mãe diz e sabe quais são as regras.
«As regras hoje são diferentes. As regras são que temos de nos esconder e não deixar que o homem da pistola nos encontre.»
Quando um dia comum no Jardim Zoológico se transfoma num pesadelo, Joan fica presa com o seu querido filho. tem de reunir todas as suas forças, encontrar a coragem oculta e proteger Lincoln a todo o custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado, entre a humanidade e o instinto animal.
É uma linha que nenhum de nós jamais sonharia cruzar.
Mas, por vezes, as regras são diferentes.
Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano de proteger os outros. Por quem deve uma mãe arriscar a sua vida?
Sinopse: Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos, é curioso, inteligente e bem-comportado. Lincoln faz o que a mãe diz e sabe quais são as regras.
«As regras hoje são diferentes. As regras são que temos de nos esconder e não deixar que o homem da pistola nos encontre.»
Quando um dia comum no Jardim Zoológico se transfoma num pesadelo, Joan fica presa com o seu querido filho. tem de reunir todas as suas forças, encontrar a coragem oculta e proteger Lincoln a todo o custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado, entre a humanidade e o instinto animal.
É uma linha que nenhum de nós jamais sonharia cruzar.
Mas, por vezes, as regras são diferentes.
Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano de proteger os outros. Por quem deve uma mãe arriscar a sua vida?
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Trilogia "Mundos Paralelos" de Philip Pullman vai receber novas capas
Pouco tempo depois de ter anunciado a publicação de O Livro do Pó, que marca o regresso de Philip Pullman ao universo que nos apresentou na trilogia "Mundos Paralelos", a Editorial Presença apresenta outra novidade. A editora decidiu dar novas capas aos livros que nos fizeram viajar ao lado de Lyra. Assim, Os Reinos do Norte, A Torre dos Anjos e O Telescópio de Âmbar ganham imagens renovadas a partir de dia 3 de janeiro, data em que também será lançado o novo livro do autor.
Sinopse O Livro do Pó: Malcolm Polstead tem onze anos. Os pais gerem A Truta, uma estalagem muito frequentada nas margens do rio Tamisa, perto de Oxford. Malcolm é muito atento a tudo o que o rodeia, mas sem chamar a atenção dos outros. Talvez por isso, fosse inevitável vir a tornar-se num espião. É na estalagem que ele, juntamente com o seu génio Asta, descobre uma intrigante mensagem secreta sobre uma substância perigosa chamada Pó. Quando o espião, a quem a mensagem era dirigida, lhe pede que preste redobrada atenção ao que por ali se passa, o rapaz começa a ver suspeitos em todo o lado: o explorador Lorde Asriel; os agentes do Magisterium; Coram, o cigano; a bela mulher cujo génio é um macaco malicioso... Todos querem descobrir o paradeiro de Lyra, uma menina, ainda bebé, que parece atrair toda a gente como se fosse um íman. Malcolm está disposto a enfrentar todos os perigos para a encontrar...
Sinopse O Livro do Pó: Malcolm Polstead tem onze anos. Os pais gerem A Truta, uma estalagem muito frequentada nas margens do rio Tamisa, perto de Oxford. Malcolm é muito atento a tudo o que o rodeia, mas sem chamar a atenção dos outros. Talvez por isso, fosse inevitável vir a tornar-se num espião. É na estalagem que ele, juntamente com o seu génio Asta, descobre uma intrigante mensagem secreta sobre uma substância perigosa chamada Pó. Quando o espião, a quem a mensagem era dirigida, lhe pede que preste redobrada atenção ao que por ali se passa, o rapaz começa a ver suspeitos em todo o lado: o explorador Lorde Asriel; os agentes do Magisterium; Coram, o cigano; a bela mulher cujo génio é um macaco malicioso... Todos querem descobrir o paradeiro de Lyra, uma menina, ainda bebé, que parece atrair toda a gente como se fosse um íman. Malcolm está disposto a enfrentar todos os perigos para a encontrar...
Quem também ficou com vontade de adquirir estes novos volumes?
Novidade da Planeta para Janeiro
O Fruto Proibido, de Jodi Ellen Malpas
Sinopse: O que fazer quando não conseguimos controlar os nossos sentimentos por alguém?
Quando sabemos que não devemos ir por aí? Nem na nossa cabeça?
Annie nunca tinha sentido com nenhum homem essa espécie de química instantânea que nos corta a respiração e ofusca. Até que, numa noite de festa com os amigos, a põe cara a cara com o sexy e misterioso Jack.
Não é uma simples faísca que salta entre os dois. É uma explosão. Jack promete dominar Annie, e cumpre a promessa. Perturbada pela intensidade do encontro, Annie foge do quarto de hotel onde passaram a noite juntos. Tem a certeza de que um homem que teve um tão forte impacto nela e a vergou tão facilmente à sua vontade só pode ser perigoso. Mas já está demasiado envolvida.
E Jack não é só perigoso. É proibido.
Disponível a partir de dia 2.
Sinopse: O que fazer quando não conseguimos controlar os nossos sentimentos por alguém?
Quando sabemos que não devemos ir por aí? Nem na nossa cabeça?
Annie nunca tinha sentido com nenhum homem essa espécie de química instantânea que nos corta a respiração e ofusca. Até que, numa noite de festa com os amigos, a põe cara a cara com o sexy e misterioso Jack.
Não é uma simples faísca que salta entre os dois. É uma explosão. Jack promete dominar Annie, e cumpre a promessa. Perturbada pela intensidade do encontro, Annie foge do quarto de hotel onde passaram a noite juntos. Tem a certeza de que um homem que teve um tão forte impacto nela e a vergou tão facilmente à sua vontade só pode ser perigoso. Mas já está demasiado envolvida.
E Jack não é só perigoso. É proibido.
Disponível a partir de dia 2.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Opinião: O Oráculo Escondido (As Provações de Apolo #1)
Título Original: The Hidden Oracle (2016)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896579678
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Após irritar o pai Zeus, o deus Apolo é expulso do Olimpo. Fraco e desorientado, aterra em Nova Iorque como um adolescente normal. Agora, sem os poderes divinos, a divindade de quatro mil anos tem de aprender a sobreviver no mundo moderno até encontrar uma forma de recuperar o favor de Zeus.
Agora, o ex-deus terá de solucionar esses mistérios, recuperar o Oráculo e, mais importante, voltar a ser o imortal belo e gracioso que todos amam.
Opinião:
Rick Riordan já escreveu sobre semi-deuses da mitologia grega, romana, nórdica e egípcia. Quando soube que iria ser publicada uma nova saga, "As Provações de Apolo", perguntei-me no que o autor poderia inovar para surpreender os seus leitores. Afinal, já abordou em tantos livros a história de Percy Jackson e seus companheiros do Campo dos Mestiços que custava perceber qual iria ser o factor novidade. E não é que Rick Riordan voltou a conseguir? O autor pegou em personagens já nossas conhecidas e mudou tudo a fazer com quem um deus se tornasse na personagem principal destas novas aventuras.
Atenção, que o deus eleito não é um qualquer. Trata-se de Apolo, que já tinha aparecido noutras obras. É engraçado pensar que Rick Riordan teve a ousadia de pegar numa das divindades às quais concedeu umas das personalidades menos empáticas. Apolo é tão egocêntrico que se vê sempre no centro de todas as situações, mesmo daquelas que não têm qualquer ligação a ele. Ele acredita ser perfeito, que todos o devem admirar e prestar vassalagem, mas quando se vê sem os seus poderes divinos, depara-se com grandes dificuldades. E proporciona-nos muitos momentos divertidos. Afinal, que melhor castigo podia Zeus dar a este filho do que tirar-lhe as suas forças extraordinárias e encerrá-lo dentro do corpo de um adolescente com peso a mais e a pele cheia de acne? Acreditem, vem aí drama.
Ao acompanharmos Apolo na sua demanda para obter o perdão de Zeus, reencontramos muitas das personagens que nos acompanharam noutras aventuras. Se é agradável voltar a estar com estas figuras conhecidas, também achei boa opção não torná-las demasiado relevantes nesta história. Assim, matamos saudades mas deixamos outras pessoas brilharem, como é o caso de Apolo e de Meg, uma nova semi-deusa que, com o deus exilado, proporciona momentos caricatos. Eles são opostos um do outro mas encontram-se ligados por um elo inquebrável. Além disso, todo o mistério à volta do passado e origem de Meg torna-a uma personagem ainda mais curiosa. E não se preocupem que as revelações são feitas ainda neste volume!
A narrativa acontece na primeira pessoa, o que nos permite perceber melhora evolução de Apolo ao longo da trama. Ele vai começando a ver com outros olhos as pessoas e o mundo que as rodeia, acabando por desenvolver altruísmo e compaixão. Isto acontece de forma gradual, sendo credível. O desenrolar da acção também está muito bem conseguido, não deixando espaço para momentos mortos. Há sempre algo a acontecer, há sempre um perigo à espreita. Afinal, além de Apolo querer recuperar o seu lugar no Olimpo, ele também percebe que há algo novo a ameaçar o mundo.
O novo inimigo não é imediatamente revelado. É possível perceber que existe algo ou alguém a ver a decisão de Zeus como um oportunidade de destruir Apolo e depois os outros deuses, mas inicialmente não se percebe quem é e quais são os seus motivos. Contudo, quando estas informações finalmente são reveladas, fazem sentido e apresentam um rival novo e original. Confesso que não estava à espera desta revelação nem da reviravolta que acontece quase ao mesmo tempo. Sim, este pode ser um livro destinado a um público mais jovem, mas a originalidade e intensidade da história também cativam outros leitores.
Tenho a certeza de que quem se divirtiu a ler outros livros de Rick Riordan vai adorar este. Tem muita ação, inúmeros momentos hilariantes, as personagens apresentam evolução, há uma reviravolta muito bem conseguida e ainda é transmitida uma boa mensagem relativa ao companheirismo. Se tinha dúvidas de que o autor iria conseguir pegar no seu mundo e dar-lhe uma lufada de ar fresco, ficou provado que não tinha razões para tal. Esta nova saga tem tudo para ser uma das mais entusiasmantes deste universo.
Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)
A Pirâmide Vermelha (Crónicas de Kane #1)
O Trono de Fogo (Crónicas de Kane #2)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896579678
Editora: Planeta (2017)
Sinopse:
Após irritar o pai Zeus, o deus Apolo é expulso do Olimpo. Fraco e desorientado, aterra em Nova Iorque como um adolescente normal. Agora, sem os poderes divinos, a divindade de quatro mil anos tem de aprender a sobreviver no mundo moderno até encontrar uma forma de recuperar o favor de Zeus.
Agora, o ex-deus terá de solucionar esses mistérios, recuperar o Oráculo e, mais importante, voltar a ser o imortal belo e gracioso que todos amam.
Opinião:
Rick Riordan já escreveu sobre semi-deuses da mitologia grega, romana, nórdica e egípcia. Quando soube que iria ser publicada uma nova saga, "As Provações de Apolo", perguntei-me no que o autor poderia inovar para surpreender os seus leitores. Afinal, já abordou em tantos livros a história de Percy Jackson e seus companheiros do Campo dos Mestiços que custava perceber qual iria ser o factor novidade. E não é que Rick Riordan voltou a conseguir? O autor pegou em personagens já nossas conhecidas e mudou tudo a fazer com quem um deus se tornasse na personagem principal destas novas aventuras.
Atenção, que o deus eleito não é um qualquer. Trata-se de Apolo, que já tinha aparecido noutras obras. É engraçado pensar que Rick Riordan teve a ousadia de pegar numa das divindades às quais concedeu umas das personalidades menos empáticas. Apolo é tão egocêntrico que se vê sempre no centro de todas as situações, mesmo daquelas que não têm qualquer ligação a ele. Ele acredita ser perfeito, que todos o devem admirar e prestar vassalagem, mas quando se vê sem os seus poderes divinos, depara-se com grandes dificuldades. E proporciona-nos muitos momentos divertidos. Afinal, que melhor castigo podia Zeus dar a este filho do que tirar-lhe as suas forças extraordinárias e encerrá-lo dentro do corpo de um adolescente com peso a mais e a pele cheia de acne? Acreditem, vem aí drama.
Ao acompanharmos Apolo na sua demanda para obter o perdão de Zeus, reencontramos muitas das personagens que nos acompanharam noutras aventuras. Se é agradável voltar a estar com estas figuras conhecidas, também achei boa opção não torná-las demasiado relevantes nesta história. Assim, matamos saudades mas deixamos outras pessoas brilharem, como é o caso de Apolo e de Meg, uma nova semi-deusa que, com o deus exilado, proporciona momentos caricatos. Eles são opostos um do outro mas encontram-se ligados por um elo inquebrável. Além disso, todo o mistério à volta do passado e origem de Meg torna-a uma personagem ainda mais curiosa. E não se preocupem que as revelações são feitas ainda neste volume!
A narrativa acontece na primeira pessoa, o que nos permite perceber melhora evolução de Apolo ao longo da trama. Ele vai começando a ver com outros olhos as pessoas e o mundo que as rodeia, acabando por desenvolver altruísmo e compaixão. Isto acontece de forma gradual, sendo credível. O desenrolar da acção também está muito bem conseguido, não deixando espaço para momentos mortos. Há sempre algo a acontecer, há sempre um perigo à espreita. Afinal, além de Apolo querer recuperar o seu lugar no Olimpo, ele também percebe que há algo novo a ameaçar o mundo.
O novo inimigo não é imediatamente revelado. É possível perceber que existe algo ou alguém a ver a decisão de Zeus como um oportunidade de destruir Apolo e depois os outros deuses, mas inicialmente não se percebe quem é e quais são os seus motivos. Contudo, quando estas informações finalmente são reveladas, fazem sentido e apresentam um rival novo e original. Confesso que não estava à espera desta revelação nem da reviravolta que acontece quase ao mesmo tempo. Sim, este pode ser um livro destinado a um público mais jovem, mas a originalidade e intensidade da história também cativam outros leitores.
Tenho a certeza de que quem se divirtiu a ler outros livros de Rick Riordan vai adorar este. Tem muita ação, inúmeros momentos hilariantes, as personagens apresentam evolução, há uma reviravolta muito bem conseguida e ainda é transmitida uma boa mensagem relativa ao companheirismo. Se tinha dúvidas de que o autor iria conseguir pegar no seu mundo e dar-lhe uma lufada de ar fresco, ficou provado que não tinha razões para tal. Esta nova saga tem tudo para ser uma das mais entusiasmantes deste universo.
Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
Percy Jackson e o Último Olimpiano (Percy Jackson #5)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)
A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)
A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo #4)
O Sangue do Olimpo (Os Heróis do Olimpo #5)
A Pirâmide Vermelha (Crónicas de Kane #1)
O Trono de Fogo (Crónicas de Kane #2)
domingo, 17 de dezembro de 2017
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Passatempo especial de Natal: "O Livro do Natal"
Em parceria com a Arena, o blogue Uma Biblioteca em Construção apresenta este passatempo especial! Em sorteio está um exemplar de O Livro do Natal, uma publicação com histórias, tradições, receitas, e muito mais. Tudo, claro, alusivo a esta época mágica que estamos a atravessar.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todos os tópicos colocados no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui, e fazer gosto na página de Facebook da Arena, aqui;
- Fazer partilha pública do link do passatempo;
- Identificar 2 amigos que acha a quem quer muito desejar um bom Natal;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 22 de Dezembro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Arena;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todos os tópicos colocados no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui, e fazer gosto na página de Facebook da Arena, aqui;
- Fazer partilha pública do link do passatempo;
- Identificar 2 amigos que acha a quem quer muito desejar um bom Natal;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 22 de Dezembro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Arena;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Opinião: A Livraria dos Destinos
Título Original: How to Find Love in a Bookshop (2016)
Autor: Veronica Henry
Tradução: Dina Antunes
ISBN: 9789898869432
Editora: TopSeller (2017)
Sinopse:
No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.
Depois da morte do pai, Emilia regressa a Peasebrook para gerir a velha livraria da família, Nightingale Books - o sonho de qualquer bibliófilo e um refúgio para os moradores desta pequena vila. Mas agora que está responsável pelo seu futuro, Emilia terá de afastar potenciais compradores, ao mesmo tempo que tenta cumprir o último desejo do pai.
Uma livraria extraordinária com pessoas extraordinárias...
Desde a mulher que a visita há anos, ao recém-divorciado que tenta reaproximar-se do filho, e ainda a tímida chef de cozinha que se apaixona na secção de culinária... há algo de magnético neste sítio. Até Emilia sente as forças da livraria a conspirarem por si quando se cruza com um homem a quem não consegue ficar indiferente.
Com todos a depender dela, conseguirá Emilia encontrar um destino feliz para a livraria e os seus leitores? No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.
Opinião:
Uma carta de amor aos livros e aos leitores. A Livraria dos Destinos é um verdadeiro mimo para todos os que gostam de se perder numa boa história. Com referência a inúmeras obras, apresenta a história de uma livraria e mostra como esta está ligada a diversos dramas pessoais. Como tal, é praticamente impossível não sentir ligação com pelo menos uma destas personagens, tão diversificadas e com vivências tão distintas.
O enredo começa a desenrolar-se com a morte do dono de uma livraria regional e da passagem do estabelecimento para a sua filha. Emilia é o foco da trama por ser nela que todas as outras histórias se cruzam. Emilia não foi a personagem que mais me atraiu, mas o seu papel de unir todos as outras figuras está bem conseguido. Ela é uma jovem que aceita bem a sua responsabilidade apesar de ainda não se sentir preparada para tal. Ao vê-la a lidar com o negócio do pai, foi inevitável pensar no respeito pelos nos criaram e pelo que conseguiram construir. Além disso, fica também a ideia de que essas pessoas podem desaparecer fisicamente, mas a memória é forte e os sonhos dos outros podem vir a ser concretizados postumamente.
As histórias de todas as personagens são curtas, pois são várias e o livro não tem as páginas necessárias para se debruçar afincadamente em cada uma. Gostei muito da história de Julius, que vai sendo desvendada e que nos faz refletir sobre paixão e amor. Sarah prova ser uma mulher de grande força no que toca a ajudar os outros mas receosa de fazer o que é preciso pela própria felicidade. Jackson prova que as aparências iludem e que as novas oportunidades podem ser uma realidade se lutarmos por elas. Dillon representa as pessoas que pensam não serem merecedoras dos seus sonhos, mas cujo valor as leva a alcançá-los. Bea e Bill provam que quebrar esterótipos não faz mal, principalmente quando o que está em causa é a estabilidade e felicidade da família.
Interessei-me por estas pessoas e, no final, desejei conhecê-las ainda melhor e passar mais tempo com elas. Isso pode ser sinal de que o livro tinha mais potencial do que aquilo que apresentou, mas também significa que a leitura foi proveitosa e proporcionou bons momentos. O ritmo não teve quebras, motivado pelas personagens e suas peripécias. Não esperava tudo o que aconteceu para que cada uma destas figuras encontrasse o seu caminho, mas o final foi ao encontro daquilo que imaginava.
Uma narrativa leve e que aquece o coração. Com A Livraria dos Destinos, Veronica Henry deixa-nos encantados e com a ideia de que a esperança nunca dever ser perdida, pois um final feliz é possível para quem luta por ele. Ao longo destas páginas fica ainda provado que existe um livro para cada pessoa, tal é a diversidade de opções disponíveis. E quem diz que não gosta de ler apenas o faz por ainda não ter encontrado a sua história ou tema de eleição. Fica a vontade de ter uma livraria e de inspirar os outros com livros. Felizmente um blogue também serve para esse efeito.
Autor: Veronica Henry
Tradução: Dina Antunes
ISBN: 9789898869432
Editora: TopSeller (2017)
Sinopse:
No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.
Depois da morte do pai, Emilia regressa a Peasebrook para gerir a velha livraria da família, Nightingale Books - o sonho de qualquer bibliófilo e um refúgio para os moradores desta pequena vila. Mas agora que está responsável pelo seu futuro, Emilia terá de afastar potenciais compradores, ao mesmo tempo que tenta cumprir o último desejo do pai.
Uma livraria extraordinária com pessoas extraordinárias...
Desde a mulher que a visita há anos, ao recém-divorciado que tenta reaproximar-se do filho, e ainda a tímida chef de cozinha que se apaixona na secção de culinária... há algo de magnético neste sítio. Até Emilia sente as forças da livraria a conspirarem por si quando se cruza com um homem a quem não consegue ficar indiferente.
Com todos a depender dela, conseguirá Emilia encontrar um destino feliz para a livraria e os seus leitores? No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.
Opinião:
Uma carta de amor aos livros e aos leitores. A Livraria dos Destinos é um verdadeiro mimo para todos os que gostam de se perder numa boa história. Com referência a inúmeras obras, apresenta a história de uma livraria e mostra como esta está ligada a diversos dramas pessoais. Como tal, é praticamente impossível não sentir ligação com pelo menos uma destas personagens, tão diversificadas e com vivências tão distintas.
O enredo começa a desenrolar-se com a morte do dono de uma livraria regional e da passagem do estabelecimento para a sua filha. Emilia é o foco da trama por ser nela que todas as outras histórias se cruzam. Emilia não foi a personagem que mais me atraiu, mas o seu papel de unir todos as outras figuras está bem conseguido. Ela é uma jovem que aceita bem a sua responsabilidade apesar de ainda não se sentir preparada para tal. Ao vê-la a lidar com o negócio do pai, foi inevitável pensar no respeito pelos nos criaram e pelo que conseguiram construir. Além disso, fica também a ideia de que essas pessoas podem desaparecer fisicamente, mas a memória é forte e os sonhos dos outros podem vir a ser concretizados postumamente.
As histórias de todas as personagens são curtas, pois são várias e o livro não tem as páginas necessárias para se debruçar afincadamente em cada uma. Gostei muito da história de Julius, que vai sendo desvendada e que nos faz refletir sobre paixão e amor. Sarah prova ser uma mulher de grande força no que toca a ajudar os outros mas receosa de fazer o que é preciso pela própria felicidade. Jackson prova que as aparências iludem e que as novas oportunidades podem ser uma realidade se lutarmos por elas. Dillon representa as pessoas que pensam não serem merecedoras dos seus sonhos, mas cujo valor as leva a alcançá-los. Bea e Bill provam que quebrar esterótipos não faz mal, principalmente quando o que está em causa é a estabilidade e felicidade da família.
Interessei-me por estas pessoas e, no final, desejei conhecê-las ainda melhor e passar mais tempo com elas. Isso pode ser sinal de que o livro tinha mais potencial do que aquilo que apresentou, mas também significa que a leitura foi proveitosa e proporcionou bons momentos. O ritmo não teve quebras, motivado pelas personagens e suas peripécias. Não esperava tudo o que aconteceu para que cada uma destas figuras encontrasse o seu caminho, mas o final foi ao encontro daquilo que imaginava.
Uma narrativa leve e que aquece o coração. Com A Livraria dos Destinos, Veronica Henry deixa-nos encantados e com a ideia de que a esperança nunca dever ser perdida, pois um final feliz é possível para quem luta por ele. Ao longo destas páginas fica ainda provado que existe um livro para cada pessoa, tal é a diversidade de opções disponíveis. E quem diz que não gosta de ler apenas o faz por ainda não ter encontrado a sua história ou tema de eleição. Fica a vontade de ter uma livraria e de inspirar os outros com livros. Felizmente um blogue também serve para esse efeito.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Opinião: Mulher-Maravilha: Dama da Guerra
Título Original: Wonder Woman: Warbringer (2017)
Autor: Leigh Bardugo
Tradução: Rui Azeredo
ISBN: 9789898869265
Editora: TopSeller (2017)
Sinopse:
Todas as lendas têm um início. Diana tornar-se-á uma lenda, mas primeiro deverá enfrentar uma jornada (i)mortal!
DIANA: FILHA DE IMORTAIS
Da ilha das imortais Amazonas, a princesa Diana apenas pode observar o Mundo dos Homens, sem interferir. Mas no momento em que assiste a um naufrágio, e a vida de uma rapariga corre perigo, o instinto da princesa fala mais alto. Ao socorrer e trazer uma mortal para a ilha, viola uma das regras sagradas e arrisca-se a ser exilada. Pior ainda, esta não é uma rapariga qualquer e, ao salvá-la, Diana pode ter condenado o mundo.
ALIA: FILHA DA MORTE
Depois de o barco explodir, Alia Keralis luta pela vida. Não sabe que a tentam matar. Não sabe quem é aquela jovem misteriosa e
incrivelmente forte que aparece em seu auxílio. E não sabe que ela própria é uma Dama da Guerra, descendente direta de Helena de Troia, uma linhagem condenada a trazer a guerra ao mundo.
IRMÃS DE ARMAS
Enquanto todos procuram assassinar Alia, a Dama da Guerra, para evitar que o mundo tenha um fim trágico, a princesa Diana sabe
que há outra solução. Mas para isso terá de abandonar a sua ilha, entrar no Mundo dos Homens e enfrentar perigos inimagináveis.
Uma verdadeira demanda que exigirá a confiança e a coragem de ambas para, como irmãs, enfrentarem as forças da guerra.
Opinião:
Muita ação, um enredo rápido, perigo e diversão marcam Mulher Maravilha: Dama da Guerra. Este é o primeiro volume de uma série de livros com histórias dos heróis da DC Comics destinadas a um público mais jovem. Cada livro centra-se numa destas personagens e tem como autor um escritor reconhecido dentro do meio. Leigh Bardugo, que conhecemos da série "Grisha", foi a autora convidada para recontar as aventuras de uma das figuras femininas deste universo mais aclamadas de sempre.
Esta história inspira-se no que já é conhecido, mas apresenta uma aventura diferente que nos traz novas personagens. Diana, mais conhecida como Mulher-Maravilha, surge como uma jovem que pretende provar o seu valor, encontrando tal oportunidade ao ajudar uma adolescente que parece ter uma vida marcada pela pouca sorte. A união entre as duas é inevitável, sendo divertido assistir ao primeiro choque entre uma guerreira amazona e uma adolescente dos tempos modernos.
As personagens, mais jovens, apresentam características que apelam à diversidade. Esta é uma forma de a autora mostrar que os heróis ser encontrados em qualquer pessoa, não importanta a origem, o físico, o género ou a orientação sexual. A coragem, a lealdade, o altruísmo e a bondade são valorizados, sendo estas as características que fazem a diferença e tornam o mundo num lugar melhor. Uma mensagem que é bem transmitida ao longo da trama e que deixa a ideia de que Diana não é a única heroína desta aventura.
Os diálogos são um dos pontos fortes desta obra. Cativantes, divertidos, com ritmo, tornam as personagens mais interessantes e reais, ao mesmo tempo que a leitura fica ainda mais apelativa e fresca. Os primeiros confrontos entre Diana e Alia são cativantes, pois provam que se tratam de duas figuras de origens bem distintas mas que têm tudo para se darem bem. Os comentários de Nim e Theo ao longo da narrativa também tornam a história mais fresca e acabam por aligeirar momentos de maior tensão. Leigh Bardugo conseguiu trazer um bom equilíbrio à narrativa graças aos diálogos, sem dúvida.
O enredo pode parecer previsível e não guardar surpresas, mas na verdade não é bem isso que acontece. Sim, numa primeira fase tudo segue um rumo esperado, mas o clima de desconfiança permanente termina numa reviravolta inesperada e bem conseguida. Gostei do desfecho dado à obra, apesar de em momento algum ter sentido que Diana, Alia ou qualquer outra personagem estava realmente em perigo.
Mulher Maravilha: Dama da Guerra é uma interpretação livre sobre o aparecimento desta heroína no nosso mundo. Destinado aos jovens, este livro acaba por criar identificação com o seu público por abordar temas como a pertença, o reconhecimento pelos outros, a procura de rumo, a amizade e o primeiro amor. Uma leitura leve que vai divertir todos os que têm curiosidade quanto a este universo e estão dispostos a conhecer novas versões da história de uma personagem que já é conhecida.
Outras opiniões e a livros de Leigh Bardugo:
Luz e Sombra (Grisha #1)
Autor: Leigh Bardugo
Tradução: Rui Azeredo
ISBN: 9789898869265
Editora: TopSeller (2017)
Sinopse:
Todas as lendas têm um início. Diana tornar-se-á uma lenda, mas primeiro deverá enfrentar uma jornada (i)mortal!
DIANA: FILHA DE IMORTAIS
Da ilha das imortais Amazonas, a princesa Diana apenas pode observar o Mundo dos Homens, sem interferir. Mas no momento em que assiste a um naufrágio, e a vida de uma rapariga corre perigo, o instinto da princesa fala mais alto. Ao socorrer e trazer uma mortal para a ilha, viola uma das regras sagradas e arrisca-se a ser exilada. Pior ainda, esta não é uma rapariga qualquer e, ao salvá-la, Diana pode ter condenado o mundo.
ALIA: FILHA DA MORTE
Depois de o barco explodir, Alia Keralis luta pela vida. Não sabe que a tentam matar. Não sabe quem é aquela jovem misteriosa e
incrivelmente forte que aparece em seu auxílio. E não sabe que ela própria é uma Dama da Guerra, descendente direta de Helena de Troia, uma linhagem condenada a trazer a guerra ao mundo.
IRMÃS DE ARMAS
Enquanto todos procuram assassinar Alia, a Dama da Guerra, para evitar que o mundo tenha um fim trágico, a princesa Diana sabe
que há outra solução. Mas para isso terá de abandonar a sua ilha, entrar no Mundo dos Homens e enfrentar perigos inimagináveis.
Uma verdadeira demanda que exigirá a confiança e a coragem de ambas para, como irmãs, enfrentarem as forças da guerra.
Opinião:
Muita ação, um enredo rápido, perigo e diversão marcam Mulher Maravilha: Dama da Guerra. Este é o primeiro volume de uma série de livros com histórias dos heróis da DC Comics destinadas a um público mais jovem. Cada livro centra-se numa destas personagens e tem como autor um escritor reconhecido dentro do meio. Leigh Bardugo, que conhecemos da série "Grisha", foi a autora convidada para recontar as aventuras de uma das figuras femininas deste universo mais aclamadas de sempre.
Esta história inspira-se no que já é conhecido, mas apresenta uma aventura diferente que nos traz novas personagens. Diana, mais conhecida como Mulher-Maravilha, surge como uma jovem que pretende provar o seu valor, encontrando tal oportunidade ao ajudar uma adolescente que parece ter uma vida marcada pela pouca sorte. A união entre as duas é inevitável, sendo divertido assistir ao primeiro choque entre uma guerreira amazona e uma adolescente dos tempos modernos.
As personagens, mais jovens, apresentam características que apelam à diversidade. Esta é uma forma de a autora mostrar que os heróis ser encontrados em qualquer pessoa, não importanta a origem, o físico, o género ou a orientação sexual. A coragem, a lealdade, o altruísmo e a bondade são valorizados, sendo estas as características que fazem a diferença e tornam o mundo num lugar melhor. Uma mensagem que é bem transmitida ao longo da trama e que deixa a ideia de que Diana não é a única heroína desta aventura.
Os diálogos são um dos pontos fortes desta obra. Cativantes, divertidos, com ritmo, tornam as personagens mais interessantes e reais, ao mesmo tempo que a leitura fica ainda mais apelativa e fresca. Os primeiros confrontos entre Diana e Alia são cativantes, pois provam que se tratam de duas figuras de origens bem distintas mas que têm tudo para se darem bem. Os comentários de Nim e Theo ao longo da narrativa também tornam a história mais fresca e acabam por aligeirar momentos de maior tensão. Leigh Bardugo conseguiu trazer um bom equilíbrio à narrativa graças aos diálogos, sem dúvida.
O enredo pode parecer previsível e não guardar surpresas, mas na verdade não é bem isso que acontece. Sim, numa primeira fase tudo segue um rumo esperado, mas o clima de desconfiança permanente termina numa reviravolta inesperada e bem conseguida. Gostei do desfecho dado à obra, apesar de em momento algum ter sentido que Diana, Alia ou qualquer outra personagem estava realmente em perigo.
Mulher Maravilha: Dama da Guerra é uma interpretação livre sobre o aparecimento desta heroína no nosso mundo. Destinado aos jovens, este livro acaba por criar identificação com o seu público por abordar temas como a pertença, o reconhecimento pelos outros, a procura de rumo, a amizade e o primeiro amor. Uma leitura leve que vai divertir todos os que têm curiosidade quanto a este universo e estão dispostos a conhecer novas versões da história de uma personagem que já é conhecida.
Outras opiniões e a livros de Leigh Bardugo:
Luz e Sombra (Grisha #1)
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Passatempo especial de Natal: "A Obsessão"
Em parceria com as Edições Saída de Emergência, o blogue Uma Biblioteca em Construção apresenta este passatempo especial de Natal! Em sorteio está um exemplar de A Obsessão, de Nora Roberts.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 17 de Dezembro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com as Edições Saída de Emergência;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:
- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
- O passatempo termina no dia 17 de Dezembro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.
Agora é só participar!
Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com as Edições Saída de Emergência;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Opinião: A Menina Silenciosa (Sebastian Bergman #4)
Título Original: Den stumma flickan (2014)
Autor: Hjorth & Rosenfeldt
Tradução: Jorge Pereirinha Pires
ISBN: 9789896653125
Editora: Suma de Letras (2017)
Sinopse:
Suécia. Uma bonita casa branca, de dois andares. Dentro, uma família brutalmente assassinada - mãe, pai e duas crianças pequenas, mortos a tiro, em plena luz do dia. E o assassino escapou. Sebastian Bergman, com o Departamento de Investigação Criminal, tenta deslindar o crime, mas, com o principal suspeito morto, está num beco sem saída. Até que descobre que há uma testemunha do crime.
Uma menina, Nicole, viu tudo e fugiu, assustada. Quando a encontram, descobrem que o trauma do que viu a deixou totalmente muda, comunicando apenas através de caneta e papel. Os seus desenhos revelam um facto convincente e inescapável: ela viu o assassino. Bergman fica obcecado com o desafio de romper a parede de silêncio de Nicole. Enquanto isso, o assassino está apostado em garantir que ela fique calada.
Opinião:
Rendida aos livros anteriores da saga "Sebastian Bergman", estava com grandes expectativas quanto a Menina Silenciosa. E sabem que mais? Elas não foram defraudadas! Ler o quarto volume desta série dos autores Hjorth e Rosenfeldt voltou a ser uma verdadeira adrenalina. O primeiro capítulo leva-nos logo querer entrar na investigação ao lado das personagens que já tão bem conhecemos e acarinhamos. A partir daí, dá-se início a uma aventura com muitos segredos, na qual a perspicácia, profissionalismo e capacidade de análise se tornam fulcrais para a resolução do mistério. Ao mesmo tempo, os dramas pessoais de cada figura também espaço e tornam a leitura ainda mais completa e apelativa.
Sebastian é um protagonista que continua a despertar sentimentos contraditórios. A forma como trata as mulheres, neste caso em especial Ursula, e o seu lado manipulador em todos os aspectos da sua vida causam repúdio e desprezo. Contudo, o facto de o seu trauma familiar estar constantemente a ser recordado também leva o leitor a apiedar-se dele, a desejar que encontre estabilidade através da aceitação e reposição da verdade. Neste livro, Sebastian enfrenta novos desafios que o levam a entrar num caminho desesperado de redenção.
Se nos outros livros era impressionante ver Sebastian a analisar perfis e a descortinar segredos de pessoas que não eram quem aparentavam, desta vez surge-lhe um desafio diferente e que o afecta pessoalmente. Sebastian tem de ajudar uma criança que assistiu a um verdadeira massacre. Perante esta menina, ele acaba por deixar ao de cima o seu lado mais terno e sensível, por voltar a sentir uma enorme culpa pelo que lhe aconteceu, levando o leitor adivinhar que tipo de pai ele foi para Sabine, a filha que perdeu no trágico maremoto da Tailândia. Ver este lado desta personagem fortaleceu a ideia de que se trata de uma figura complexa, desafiante e humana.
As restantes personagens do Departamento de Investigação Criminal também apresentam uma notória evolução. A amargura tomou conta de Vanja, o que a leva a mostrar o seu lado mais negro e amargo neste livro. Algumas das suas atitudes e acções parecem demasiado duras e podem não ser bem aceites. Torkel continua a ser uma imagem de profissionalismo, apesar de ressentido e desconfiado por acções que aconteceram noutro volume. Ursula tem menor destaque, o que faz todo o sentido, e leva a pensar sobre sermos capazes de nos aceitarmos com os nossos defeitos ao conseguirmos minimizá-los como foi possível. Billy foi quem sofreu a maior transformação, apesar de o próprio ainda não ter dado bem por isso. Confesso que ele assusta-me e que estou curiosa para saber o que lhe vai acontecer.
O desenrolar da trama prende até ser impossível parar de ler. É curioso verificar que, apesar de existirem situações de grande violência, em momento algum estas são descritas, o que faz com que a violência não seja totalmente explícita. O foco dos autores não está em apresentar quadros dantescos, mas sim na construção de um enredo forte, credível, surpreendente. Hjorth e Rosenfeldt não seguem uma linha previsível, mas apresentam-nos reviravoltas inesperadas e totalmente justificadas.
A Menina Silenciosa é um thriller impressionante. Com um enredo cativante, os autores levam-nos ainda a observar diferentes personagens a lidarem com os seus próprios demónios e a sofrerem perda em diferentes sentidos. Afinal, não é só a morte que nos afasta um dos outros, sendo que os segredos que guardamos, muitas vezes até de nós próprios, também contribuem para esta separação. Um livro com óptima história policial e com personagens que se destacam. Agora venha o próximo, que estou pronta, e ansiosa, por o ter nas mãos.
Outras opiniões a livros de Hjorth & Rosenfeldt:
Segredos Obscuros (Sebastian Bergman #1)
O Discípulo (Sebastian Bergman #2)
O Homem Ausente (Sebastian Bergman #3)
Autor: Hjorth & Rosenfeldt
Tradução: Jorge Pereirinha Pires
ISBN: 9789896653125
Editora: Suma de Letras (2017)
Sinopse:
Suécia. Uma bonita casa branca, de dois andares. Dentro, uma família brutalmente assassinada - mãe, pai e duas crianças pequenas, mortos a tiro, em plena luz do dia. E o assassino escapou. Sebastian Bergman, com o Departamento de Investigação Criminal, tenta deslindar o crime, mas, com o principal suspeito morto, está num beco sem saída. Até que descobre que há uma testemunha do crime.
Uma menina, Nicole, viu tudo e fugiu, assustada. Quando a encontram, descobrem que o trauma do que viu a deixou totalmente muda, comunicando apenas através de caneta e papel. Os seus desenhos revelam um facto convincente e inescapável: ela viu o assassino. Bergman fica obcecado com o desafio de romper a parede de silêncio de Nicole. Enquanto isso, o assassino está apostado em garantir que ela fique calada.
Opinião:
Rendida aos livros anteriores da saga "Sebastian Bergman", estava com grandes expectativas quanto a Menina Silenciosa. E sabem que mais? Elas não foram defraudadas! Ler o quarto volume desta série dos autores Hjorth e Rosenfeldt voltou a ser uma verdadeira adrenalina. O primeiro capítulo leva-nos logo querer entrar na investigação ao lado das personagens que já tão bem conhecemos e acarinhamos. A partir daí, dá-se início a uma aventura com muitos segredos, na qual a perspicácia, profissionalismo e capacidade de análise se tornam fulcrais para a resolução do mistério. Ao mesmo tempo, os dramas pessoais de cada figura também espaço e tornam a leitura ainda mais completa e apelativa.
Sebastian é um protagonista que continua a despertar sentimentos contraditórios. A forma como trata as mulheres, neste caso em especial Ursula, e o seu lado manipulador em todos os aspectos da sua vida causam repúdio e desprezo. Contudo, o facto de o seu trauma familiar estar constantemente a ser recordado também leva o leitor a apiedar-se dele, a desejar que encontre estabilidade através da aceitação e reposição da verdade. Neste livro, Sebastian enfrenta novos desafios que o levam a entrar num caminho desesperado de redenção.
Se nos outros livros era impressionante ver Sebastian a analisar perfis e a descortinar segredos de pessoas que não eram quem aparentavam, desta vez surge-lhe um desafio diferente e que o afecta pessoalmente. Sebastian tem de ajudar uma criança que assistiu a um verdadeira massacre. Perante esta menina, ele acaba por deixar ao de cima o seu lado mais terno e sensível, por voltar a sentir uma enorme culpa pelo que lhe aconteceu, levando o leitor adivinhar que tipo de pai ele foi para Sabine, a filha que perdeu no trágico maremoto da Tailândia. Ver este lado desta personagem fortaleceu a ideia de que se trata de uma figura complexa, desafiante e humana.
As restantes personagens do Departamento de Investigação Criminal também apresentam uma notória evolução. A amargura tomou conta de Vanja, o que a leva a mostrar o seu lado mais negro e amargo neste livro. Algumas das suas atitudes e acções parecem demasiado duras e podem não ser bem aceites. Torkel continua a ser uma imagem de profissionalismo, apesar de ressentido e desconfiado por acções que aconteceram noutro volume. Ursula tem menor destaque, o que faz todo o sentido, e leva a pensar sobre sermos capazes de nos aceitarmos com os nossos defeitos ao conseguirmos minimizá-los como foi possível. Billy foi quem sofreu a maior transformação, apesar de o próprio ainda não ter dado bem por isso. Confesso que ele assusta-me e que estou curiosa para saber o que lhe vai acontecer.
O desenrolar da trama prende até ser impossível parar de ler. É curioso verificar que, apesar de existirem situações de grande violência, em momento algum estas são descritas, o que faz com que a violência não seja totalmente explícita. O foco dos autores não está em apresentar quadros dantescos, mas sim na construção de um enredo forte, credível, surpreendente. Hjorth e Rosenfeldt não seguem uma linha previsível, mas apresentam-nos reviravoltas inesperadas e totalmente justificadas.
A Menina Silenciosa é um thriller impressionante. Com um enredo cativante, os autores levam-nos ainda a observar diferentes personagens a lidarem com os seus próprios demónios e a sofrerem perda em diferentes sentidos. Afinal, não é só a morte que nos afasta um dos outros, sendo que os segredos que guardamos, muitas vezes até de nós próprios, também contribuem para esta separação. Um livro com óptima história policial e com personagens que se destacam. Agora venha o próximo, que estou pronta, e ansiosa, por o ter nas mãos.
Outras opiniões a livros de Hjorth & Rosenfeldt:
Segredos Obscuros (Sebastian Bergman #1)
O Discípulo (Sebastian Bergman #2)
O Homem Ausente (Sebastian Bergman #3)
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