quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Opinião: O Senhor das Sombras (Os Artifícios Negros #2)

Título Original: Lord of Shadows (2017)
Autor: Cassandra Clare
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789897730818
Editora: Planeta (2017)

Sinopse:

Emma Carstairs vingou finalmente a morte dos pais, mas o sabor da vingança não é tão doce como imaginara. Dividida entre o desejo proibido que sente por Julian Blackthorn, o seu parabatai, e a consciência da terrível tragédia que se abaterá sobre eles se esse amor for consumado, Emma simula uma relação amorosa com Mark. Mark, contudo, passou os últimos cinco anos da sua existência em Faerie… Será que alguma vez vai conseguir esquecer o êxtase da Caçada Selvagem e abraçar de corpo e alma a sua condição de Caçador de Sombras? Entretanto, em Faerie, as cortes não estão silenciosas. O rei Unseelie conspira o fim de toda a comunidade de Nefelins, e a rainha da Corte Seelie é uma aliada falível da causa dos Caçadores de Sombras.

Opinião:

Quis demorar a leitura deste livro. Depois de ter adorado Lady Midnight, estava ansiosa por saber o que Cassandra Clare reservava para os seus leitores com O Senhor das Sombras. Além disso, voltar a caminhar ao lado de Caçadores de Sombras revela-se sempre divertido e intenso. Como não gostar de ficar neste mundo e querer prolongar a estadia? Como tal, a leitura só não avançou com maior rapidez por contenção, por desejar prolongar e saborear a experiência.

Tal como aconteceu com o livro anterior, a história é contada através do ponto de vista de diversas personagens. Emma e Julian são os protagonistas, mas existem outro enredos paralelos que estão a acontecer ao mesmo tempo que a história destes dois Caçadores de Sombras se desenvolve. E, claro, existe uma aventura superior a tudo isto e que está a colocar estes defensores do mundo em perigo.

É curioso que, desta vez, a minha percepção sobre as personagens mudou um pouco. Recordo-me que em Lady Midnight gostei bastante de Emma e adorei a forma como a autora explorou a evolução da relação que ela tem com o seu parabatai. Contudo, desta vez, não me consegui sentir tão ligada a estas duas figuras. Continuo a admirar a coragem de Emma e senti-me curiosa com o lado mais negro de Julian, mas a relação deles está cada vez mais melodramática e pouco interessante. Claro que desejo vê-los a ultrapassarem os obstáculos e a encontrarem a felicidade, mas o grande foco neste drama específico não me convenceu.

Por outro lado, a dinâmica entre Cristina, Mark e Kieran ganhou um novo ritmo e tornou-se muito entusiasmante. Sim, voltamos a ter aqui um drama amoroso, mas este é apresentado de uma forma diferente. A presença de Kieran muda muito e faz com que esta personagem seja muito cativante. Não é fácil entender todas as suas motivações ou decisões, mas é diferente e, por isso, imprevisível. Cristina também acaba por apresentar uma evolução mais apelativa, provando que a minha primeira impressão dela estava errada. Ela pode aparentar ser mais aborrecida do que Emma, mas não é isso que acontece. De todo!

No meio disto tudo, quero ainda destacar os capítulos de Kit, Livvy e Ty. Percebe-se imediatamente que existe uma grande química entre estas três personagens. Contudo, a nossa percepção da natureza do laço que os une vai alterando conforme a leitura avança. Gostei muito da evolução da figura que sofre de autismo, um alerta para a inclusão. Aliás, toda esta obra leva-nos a pensar seriamente nesta questão. A autora não se limita a pegar numa oposição tendo como única justificação o mal puro, preferindo alertar para a ambição desmedida de poder, o repúdio pelo desconhecido e a crença de que existem vidas superiores a outras.

Os perigos antigos persistem, e para complicar a vida aos nossos heróis surgem ainda outros. A autora não só apresenta desafios de lados que são esperados, como é o caso dos Unseelie, como entre aqueles que, supostamente, deviam lutar pelos mesmos objetivos. Cassandra Clare volta a explorar os desafios que existem em Idris, fazendo-nos adivinhar desde o início que há algo de muito grave prestes a despoletar. Não é difícil perceber o que pode acontecer, mas ainda assim, custa aceitar que tudo poderia ter uma resolução mais pacifíca e menos dolorosa.

Agora espero ansiosamente pela publicação do volume final desta trilogia. Queen of Air and Darkness está previsto chegar ao mercado literário norte-americano em Dezembro de 2018, não se sabendo quando tal acontecerá em Portugal. Sim, é desesperante pensar que ainda falta tanto tempo para voltar a entrar nesta história e mundo. Contudo, é também tão bom quando encontramos livros que nos prendem e entusiasmam desta forma...

Outras opiniões a livros de Cassandra Clare:
A Cidade dos Ossos (Caçadores de Sombras #1)
A Cidade das Cinzas (Caçadores de Sombras #2)
A Cidade de Vidro (Caçadores de Sombras #3)
A Cidade dos Anjos Caídos (Caçadores de Sombras #4)
A Cidade das Almas Perdidas (Caçadores de Sombras #5)
A Cidade do Fogo Celestial (Caçadores de Sombras #6)
Anjo Mecânico (Caçadores de Sombras: As Origens #1)
Príncipe Mecânico (Caçadores de Sombras: As Origens #2)
Princesa Mecânica (Caçadores de Sombras: As Origens #3)
Lady Midnight (Os Artifícios Negros #1)
As Crónicas de Bane
A Prova do Ferro (Magisterium #1) com Holly Black
A Manopla de Cobre (Magisterium #2) com Holly Black

domingo, 19 de novembro de 2017

Opinião: Espada de Vidro (Rainha Vermelha #2)

Título Original: Glass Sword (2016)
Autor: Victoria Aveyard
Tradução: Teresa Martins Carvalho
ISBN: 9789897730818
Editora: Saída de Emergência (2017)

Sinopse:

O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven – o amigo que a traiu –, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.
Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar.
Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?
Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?

Opinião:

Mais perigo, mais acção e mais personagens com poderes incríveis. É isto que o segundo volume desta série de Victoria Aveyard nos oferece. Após a reviravolta com que a Rainha Vermelha terminou, Mare regressa com um novo propósito. Desta forma, somos levados a viajar por este mundo, a descobrir novas vertentes da sociedade e a conhecer outras personagens. Tudo isto sem perder contacto com as figuras que foram mais relevantes no primeiro volume.

O ritmo desta obra é mais rápido. Existem muito acontecimentos arriscados, o que proporciona muita acção e ainda a noção de que as personagens estão constantemente em risco. As muitas viagens que são feitas apresentam-nos um povo que sofre com os seus governadores tiranos, sendo curioso ver as diferentes formas como as pessoas encaram tal regime. São poucas as que parecem resignadas, sendo que entre as que querem mudança existem aquelas que aguardam uma oportunidade para se rebelar enquanto outra não têm coragem de combater contra o que não acreditam. As diferentes reacções dão veracidade à história.

Mare, a protagonista, continua a não me conquistar. O foco total na sua missão e a forma como a sua mente trabalha não conseguiram gerar em mim empatia. Por isso mesmo, não consegui sentir o seu sofrimento e angústia ao longo destas páginas, apesar de ela estar a tomar decisões muito difíceis e a ter atitudes de grande relevância para o futuro de todos. Falta-lhe a humanidade que consegui encontrar em outras figuras secundárias, tais como Farley, que se torna mais cativante ao longo da narrativa.

Os outros Vermelhos com capacidades semelhantes a Mare e que vão surgindo neste livro são curiosos. É verdade que a procura por estas figuras e os seus poderes voltaram a recordar-me os X-Men, mas gostei de ir descobrindo as capacidades de cada um. A autora conseguiu escolher dons que seriam necessários em momentos-chave da trama, o que ajuda na resolução dos problemas, apesar de também retirar um pouco a sensação de que algo pode correr mal.

No primeiro volume já existia a forte presença de um triângulo amoroso, e tal mantém-se neste volume, mas acredito que a história geral ficava a ganhar se este aspecto fosse mais secundário. No caso do vilão, aprecio o perigo que ele representa a todo o momento e espero que as suas motivações continuem a ser exploradas no próximo volume. São as acções desta figura que fazem mover a trama e proporcionam os momentos de maior interesse.

Espada de Vidro segue bastante a linha do primeiro volume desta série. E também deixa as mesmas impressões. É um livro que proporciona momentos de entretenimento, mas que não conseguiu despertar em mim grandes emoções. A história está a ficar mais complexa e apresenta-nos um mundo com potencial, mas as personagens de maior relevância não fazem uma boa ligação com o leitor. Contudo, os pontos fortes divertem e fazem ter vontade de continuar a acompanhar esta aventura de modo a descobrir o que ainda vem aí.

Outras opiniões a livros de Victoria Aveyard:
Rainha Vermelha

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Opinião: A Coroa (A Seleção #5)

Título Original: The Crown (2016)
Autor: Kiera Cass
Tradução: Alexandra Cardoso
ISBN: 9789897543401
Editora: Marcador (2017)

Sinopse:

Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Opinião:

Está encerrada a série "A Seleção". Em A Coroa, Kiera Cass coloca um fim a esta história e se já antes afirmava que preferia Eadlyn a America como protagonista, agora enalteço isso. A heroína desta aventura cresceu imenso, sendo muito mais fácil sentir empatia com ela do que aconteceu no momento em que foi apresentada no volume anterior, A Herdeira. Uma personagem principal e uma narrativa mais rápida e cativante torna este livro o meu preferido da série.

Assim que a leitura começa, a autora prova-nos que Eadlyn deixou de ser a menina rica privilegiada que não tem noção da realidade do seu povo. Os rapazes que compõe a Seleção mudaram esta herdeira ao trono, conseguiram levá-la a parar para pensar no que existe além do palácio. A partir desse momento, é possível observar a mudança de prioridades desta protagonista e, consequentemente, também a sua forma de se mostrar aos outros.

Eadlyn revela-se uma jovem inteligente, sensível, trabalhadora, dedicada e altruísta. Contudo, não é essa a primeira impressão que passa aos outros. É curioso como a autora nos leva a pensar na dificuldade que muitas vezes sentimentos em revelar-nos tal como somos, sendo que muitas vezes não somos bem interpretados e, por isso, compreendidos. Para esta heroína é essencial ser vista como é na verdade, pois só assim conseguirá cumprir o seu dever. Talvez a nossa verdade também faça com que seja mais fácil alcançar os objetivos que temos.

A ideia geral da Seleção continua a não me deixar propriamente entusiasmada. A protagonista é forçada a desenvolver vários interesses amorosos, uma vez que tem de analisar a sua ligação com cada candidato. Isto ocupa uma grande parte da narrativa, tal como acontece nos volumes anteriores da saga. Contudo, a novidade aqui é que algumas personagens conseguem surpreender, revelando-se mais complexas do que aconteceu com a Seleção dos primeiros três livros, que tinham America como protagonista. Confesso que já esperava a escolha que Eadlyn iria fazer. Fiquei satisfeita com este desfecho, apesar de ter achado demasiado dramática a forma como foi alcançado.

Um outro ponto forte deste livro é a preocupação de Eadlyn com o seu papel de herdeira do rei. Isto faz com que não existe apenas romance na trama, mas também um contexto de maior interesse. É verdade que continuo a lamentar o facto de Kiera Cass não desenvolver mais este mundo, mas desta vez apreciei os problemas sociais que foram apresentados, a forma como a opinião pública se revela essencial para as massas e ainda mais as soluções finais que a protagonista encontrou e colocou em prática.

O desenrolar da acção é mais rápido do que aconteceu no livro anterior. Existem mais momentos de interesse, o que torna a leitura bastante rápida. Terminado este volume, é possível constatar a evolução da autora. A história vai de encontro ao que os fãs, de certo, desejam encontrar, mas as personagens estão mais ricas e humanas enquanto os motivos que provocam o desenrolar dos acontecimentos são também mais cativantes. Kiera Cass conseguiu concluir muito bem esta saga. Fiquei bastante satisfeita e com vontade que, apesar de tudo, a autora volte a este mundo, através de um ponto de vista diferente, para mostrar de que forma a sociedade foi alterada graças às novas ideiais de Eadlyn. Posso ter esperança, não posso?

Outras opiniões a livros de Kiera Kass:
A Seleção (A Seleção #1)
A Elite (A Seleção #2)
A Escolha (A Seleção #3)
A Herdeira (A Seleção #4)
A Sereia

domingo, 12 de novembro de 2017

Opinião: A Mulher do Meu Marido

Título Original: My Husband's Wife (2016)
Autor: Jane Corry
Tradução: Mário Dias Correia
ISBN: 9789896579531
Editora: Planeta (2017)

Sinopse:

Lily é advogada e, quando casa com Ed, está decidida a deixar para trás os segredos do passado. Quando aceita o seu primeiro caso criminal, começa a sentir-se estranhamente atraída pelo cliente. Um homem acusado de assassínio. Um homem pelo qual estará em breve disposta a arriscar tudo.
Mas será ele inocente?
E quem é ela para julgar?
Mas Lily não é a única a ter segredos. A sua pequena vizinha Carla só tem nove anos. Mas já percebeu que os segredos são coisas poderosas, para obter o que deseja.
Quando Lily encontra Carla à sua porta, dezasseis anos depois, uma cadeia de acontecimentos é posta em marcha e só pode acabar de uma forma… a pior que Lily podia imaginar.

Opinião:

O título deste livro de Jane Corry prendeu-me logo a atenção. É que ainda antes de começar a leitura fico com a sensação de que vou ler uma história onde as emoções estarão à flor da pele e no qual poderá assistir a um crime passional. As minhas deduções mostraram-se certas, mas A Mulher do Meu Marido acaba por ser mais do que isso.

Esta é uma obra que pode ser analisada em duas partes. Na primeira assistimos a um julgamento duvidoso e ao início problemático de um casamento em paralelo com uma história de infância que se desenvolve num seio desequilibrado. Na segunda, que acontece 12 anos mais tarde, assistimos às consequências de todas as acções registadas anteriormente e percebemos como estas alteraram para sempre os seus intervenientes. Confesso que a primeira fase não me cativou tanto como a segunda. O início da leitura revelou-se algo demorado, talvez por ter dificuldades em ligar-me às personagens. Já a segunda parte apresentou uma evolução mais apelativa e reviravoltas que surpreenderam.

A história vai sendo narrada sempre na perspectiva de duas personagens, Lily e Carla. É curioso notar que a minha percepção de cada uma destas figuras foi alterando conforme o desenrolar da narrativa. Ao início senti mais ligação a Carla do que a Lily, mas na segunda parte da trama isso alterou-se. Acho que tal se deveu ao facto de, na fase inicial, Carla ser uma criança com muitas carências. É amada pela mãe, é certo, mas nunca para ser uma prioridade para ninguém e, por isso, nunca se sentindo parte de nada. Desejei vê-la a alcançar o equilíbrio emocional, mal tal estava sempre ligado a outras figuras que não tinham tal preocupação. Já Lily surge com tal insegurança que acaba por ter atitudes exageradas e por tomar decisões extremas. Esta é uma mulher com quem não é fácil simpatizar pois, apesar de ter os seus momentos de bondade, tem demasiadas fraquezas pessoais que poderiam ser facilmente contornadas se ela assim o desejasse.

É curioso ver a evolução que estas duas personagens apresentam na segunda parte da obra. Passados 12 anos, Carla torna-se uma jovem mulher ambiciosa que tenta alcançar um modelo que viu noutros mas que não compreende totalmente. Como tal, acaba por fazer escolhas pouco louváveis e por se deparar com uma situação que lhe causa repulsa apesar de, inicialmente, desejar. Já Lily acaba por se tornar mais próxima do leitor a partir do momento em que aceita as suas vulnerabilidades e procura superá-las de modo a alcançar estabilidade para si e para quem mais ama. Tratam-se de duas mulheres inteligentes, manipuladoras e que nos causam curiosidade.

Paralelamente à história pessoal destas personagens assistimos a um caso criminal que dá muito que falar e que acaba por despoletar um outro. Gostei que a autora estivesse constantemente a criar reviravoltas sobre o que realmente aconteceu nestes crimes, despertando a curiosidade do leitor e levando-o a criar diversas hipóteses sobre o que realmente poderá ter acontecido. Ao mesmo tempo, são criados diferentes perfis de cada personagem envolvida, ficando a noção que se tratam de figuras complexas e com as quais a autora se divertiu a "brincar".

A Mulher do Meu Marido revela-se uma leitura complexa, onde nada pode ser o que aparenta e onde todas as histórias apresentam diferentes camadas. Apesar de alguma lentidão inicial, gostei muito da história apresentada e fiquei satisfeita e surpreendida com a forma como Jane Corry construiu cada figura e com o final concedido a cada uma. Um thriller psicológico que brinca com a mente do leitor e que deixa a dúvida no ar até à última página.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Novidade da Saída de Emergência para Novembro

A Obsessão, de Nora Roberts
Sinopse: Naomi Bowes perdeu a inocência na noite em que seguiu o pai para a floresta. Ao libertar a rapariga que ele prendera na cave do celeiro, Naomi revelou a extensão terrível dos crimes do seu pai, condenando-o a uma vida de prisão perpétua.
Anos mais tarde, a viver como Naomi Carson, uma fotógrafa de sucesso, encontra conforto na pequena cidade de Sunrise Cove e numa casa vazia a necessitar de reparações, longe de tudo o que conhece. Naomi quer abraçar a solidão, mas os simpáticos residentes de Sunrise Cove convidam-na a abrir-se – especialmente o determinado Xander Keaton.
Naomi sente as defesas a ceder e sabe que a sua nova vida lhe oferece tudo aquilo que sempre desejou. Mas os pecados do seu pai tornam-se uma obsessão, e quando o seu mundo é abalado por uma série de assassinatos, ela percebe que o passado estáapenas a um pesadelo de distância.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Opinião: Menina Boa, Menina Má

Título Original: Good Me, Bad Me (2017)
Autor: Ali Land
Tradução: Margarida Filipe
ISBN: 9789896652951
Editora: Suma de Letras (2017)

Sinopse:

Quando Annie, 15 anos, entrega a sua mãe à polícia espera um novo começo de vida — mas será que podemos realmente escapar ao nosso passado? A mãe de Annie é uma assassina em série. Annie ama a sua mãe, mas a única maneira que tem de a fazer parar é entregá-la à polícia. Com uma nova família de acolhimento e um novo nome — Milly —, espera um novo começo. Agora pode ser quem quer. Mas, com o julgamento da mãe à porta, os segredos do passado de Milly não vão deixá-la dormir… Quando a tensão sobe, Milly vai ter de decidir: será uma menina boa? Ou uma menina má? Porque a mãe de Milly é uma assassina em série. E ela é sangue do seu sangue.


Opinião:

Este é um daqueles livros que prende desde as primeiras páginas. Daquele que, mesmo quando percebemos o rumo que está a tomar, não queremos largar na ânsia de realmente ver o que vai acontecer. Gostei muito de Menina Boa, Menina Má de Ali Land. É um livro que intriga, faz sentir compaixão e ainda assim choca.

Annie é a protagonista desta trama e a figura que nos desafia do início ao fim. O contexto em que esta jovem de 15 anos nos é apresentada cativa pela morbidez. Afinal, Annie denunciou a mãe, uma serial killer, às autoridades e agora está a viver numa família de acolhimento e a preparar-se para o julgamento, da qual é uma das principais testemunhas. Logo aqui conseguimos sentir empatia desta jovem, mas Annie é mais do que uma vítima, é uma personagem que nos desafia devido às imensas camadas que sugere ter. E tem mesmo.

Conforme a trama se vai desenrolando, vamos percebendo melhor a forma como funciona a mente desta protagonista. Ao início, percebemos que é dona de uma grande coragem por ter tido a capacidade de escapar de uma situação doentia, mas depois vamos questionando o quanto poderá ter ficado afectada por ter sido educado por uma mulher de mente tão perversa. Aqui, Ani Land leva-nos a questionar sobre o quanto a educação nos define, assim como a genética. Somos produto do meio em que nos encontramos e das pessoas que nos rodeiam ou conseguimos ir além disso?

Conforme Annie se vai preparando para o dia em que tiver que testemunhar os crimes na mãe em tribunal, vamos também ficando cada vez mais a par dos contornos diabólicos dos mesmos. A atitude manipuladora desta assassina faz-nos perceber que é muito difícil entender, de verdade, as intenções dos outros, mesmo quando estas nos parecem benéficas. Trata-se de uma ideia incómoda. Além disso, conforme surgem mais informação, vão aparecendo também dúvidas sobre a veracidade de tudo o que nos é relatado. Aqui, a autora faz-nos reflectir sobre os conceitos de "bom" e de "mau", sendo que aquilo que é aceite pelo individuo pode não o ser pela sociedade, e vice versa.

Annie é colocada ao lado de Phoebe, a filha do casal que acolheu a protagonista, e as diferenças entre ambas são evidentes. Contudo, esta distinção consegue ir para além do que cada uma exterioriza. o confronto inevitável coloca ao de cima as piores qualidades de cada uma. A primeira quer ser aceite num meio familiar onde se sente bem, a segunda quer sentir que é amada pelos progenitores, que parecem ter sempre outras prioridades. Contudo, a forma como tentam obter o que desejam faz-nos pensar sobre como muitas vezes vemos os outros como rivais quando, na verdade, podem ser bons parceiros. O culminar desta relação não surpreende, mas impressiona.

A leitura desta obra é viciante e, por isso, avança a um bom ritmo. A trama é narrada na primeira pessoa, o que nos fornece uma noção de maior proximidade com a protagonista, mas ainda assim consegue manter o mistério sobre esta figura. Menina Boa, Menina Má é um livro que deixa a sua marca. Uma história que foi claramente escrita por alguém que percebe o quão desequilibrada uma mente pode ser e, ainda assim, parecer saudável e de confiança. Perturbador e delicioso, como um bom thriller deve ser.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Novidade da Marcador para Novembro

A Coroa, de Kiera Kass
Sinopse:Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Disponível a partir de dia 15.