Título Original: The Call (2016)
Autor: Peadar O'Guilin
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789898869081
Editora: TopSeller (2017)
Sinopse:
Três minutos
Uma trombeta soa à distância. Foste Chamado. Agora, à tua volta, só vês cinzento. Este novo mundo não tem cor e sabes que vais começar uma corrida contra o tempo. Tens apenas três minutos para te agarrares à vida.
Dois minutos
Os Sídhe estão cada vez mais perto. Consegues ouvir as vozes deles, as gargalhadas sedentas de sangue e o som dos seus passos. Achas que estás preparado. Sabes tudo sobre eles. Sabes exatamente o que fazem aos jovens como tu, quando os conseguem apanhar. São tão belos como terríveis, tão simpáticos como cruéis. Já te viram. Resta-te fugir.
Um minuto
Se não correres, se não te esconderes, podes desaparecer a qualquer minuto e ficar, para sempre, nesta terra de horrores. A caçada já começou e tu és a presa.
Conseguirás sobreviver?
Opinião:
Nada fazia esperar a intensidade e brutalidade da história de The Call. Este livro de Peadar O'Guilin agarra o leitor desde a primeira página e depois surpreende-o com descrições que parecem saídas de sonhos distorcidos, uma vez que tanto conseguem criar fascínio como horror. Inspirado na mitologia irlandesa, o autor apresenta uma obra original e que aborda temas que conseguem, facilmente, ser transportados para a nossa realidade.
É curioso pensar que o autor fala em sobreviência e, ao mesmo tempo, escolhe como protagonista uma personagem que tem uma incapacidade física. Nessa está determinada a provar que nada a limita e isso é admirável. Ela mostra-nos que o esforço e trabalho árduo traz recompensas e que há mais em ganhar quando se luta pelo que se deseja do que quando se lamenta as circunstâncias. Ela é uma jovem que transparece frieza, apesar de ter fogo dentro dela.
Na construção de personagens secundárias, o autor teve o cuidado de representar vários espectros da humanidade. Apreciei um contraste entre a bondade e o altruísmo com a crueldade e desejo pela dor do outro. É que, se por um lado existem figuras que desprezam esta realidade competitiva em que é preciso estar sempre em disputa com o outro para treinar as competências de sobrevivência, há outras que adoram subjugar os mais fracos de forma a garantir poder e prazer pessoal. Mais para a frente na leitura, a decisão de algumas personagens consegue chocar e fazer pensar sobre os limites da humanidade.
Este mundo, que parece encontrar-se num futuro não muito distante, faz pensar sobre o respeito pelo passado e o facto de as nossas acções terem sempre consequências, isto tanto a nível individual como colectivo. A forma como os Sidhe se interligam com a humanidade gera uma grande curiosidade inicial. Depois, quando encontramos estes seres fantásticos, ficamos arrepiados com o que são e com o que fazem para se vingarem. As imagens apresentadas dificilmente saem da cabeça e chocam, de tão tétricas que conseguem ser. Confesso que muitas vezes tive dificuldade de manter algumas descrições na minha mente, de tão terríveis que eram.
É ainda curioso pensar que as motivações dos Sidhe, quando explicadas, não são assim tão descabidas. Eles têm um motivo forte para odiar a humanidade, mas a forma como se vingam de ações passadas acaba por lhes retirar qualquer razão que poderia existir. Os Sidhe podem ser uma analogia para a natureza. Como tal, o autor pode estar a dar-nos um aviso sobre as consequências que podem existir se continuarmos a prejudicar e a desprezar a Terra. Eles também podem ser representação de todo o que é primitivo no Homem e em como a falha da Razão pode levar ao caos.
Esta é uma obra destina a um público jovem adulto, por isso algumas das questões que atormentam as personagens com maior relevância são típicas da adolescência. Existe a problemática amorosa, que felizmente consegue ter alguma suavidade, assim como as dúvidas relativamente aos pares e ao lugar no mundo. Mais perto do final, tudo isto consegue ficar um pouco de parte, havendo maior espaço para explicações necessárias e para reviravoltas inesperadas.
The Call foi uma boa surpresa. Trata-se de um livro que choca e que precisa de algum tempo após a leitura para que se compreenda todas as subtilezas da narrativa. É agradável perceber que esta parte da história de Nessa ficou encerrada com este volume, havendo, no entanto, espaço e oportunidade para uma sequela, algo que o autor já confirmou. Uma obra original e muito bem conseguida.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Novidades da Saída de Emergência para Julho
Invictus, de Simon Scarrow
Sinopse: 54 d. C. Os soldados do Império Romano patrulham um vasto Império onde exercem uma autoridade de ferro que não tolera revoltas.
Mas na Hispânia o domínio de Roma enfrenta dificuldades. Tumultos irrompem na província e bandos de rebeldes vagueiam pelas estradas. A temida Guarda Pretoriana é enviada para a província para restaurar a paz. O seu comandante é Vitélio, um veterano com vasta experiência militar e uma ambição sem limites.
Regressados a Roma após uma campanha catastrófica na Britânia, o Prefeito Cato e o Centurião Macro são enviados para a Hispânia numa missão repleta de perigos: por um lado, enfrentar as tribos locais e a população amotinada; por outro lado, conter a intriga dos que procuram minar a autoridade do Imperador Cláudio. Apenas através de uma coragem sem paralelo e a boa fortuna poderão Macro e Cato triunfar… ou até mesmo sobreviver.
A Súbita Aparição de Hope Arden, de Claire North
Sinopse: Ouçam-me. Lembrem-se de mim…
O meu nome é Hope Arden, sou a rapariga de quem ninguém se lembra. Primeiro esquecem o meu rosto, depois a minha voz e, por fim, as consequências dos meus atos. Desapareço da memória sem deixar rasto.
Começou quando tinha 16 anos, um momento de cada vez. O meu pai esqueceu-se de me levar à escola, um professor esqueceu-se que eu era sua aluna, a minha mãe colocou mesa para três, em vez de quatro. Um amigo olhou para mim e só viu uma estranha.
Por mais que eu tente, por mais pessoas que magoe ou crimes que cometa, nunca se lembram de mim. E isso torna-me única… e particularmente perigosa.
Esta é a história de Hope Arden, a rapariga que todos esqueceram.
Uma saga de amor, esperança, desespero e ânsia de viver
o momento e deixar uma marca na vida.
Disponíveis a partir de dia 4.
Sinopse: 54 d. C. Os soldados do Império Romano patrulham um vasto Império onde exercem uma autoridade de ferro que não tolera revoltas.
Mas na Hispânia o domínio de Roma enfrenta dificuldades. Tumultos irrompem na província e bandos de rebeldes vagueiam pelas estradas. A temida Guarda Pretoriana é enviada para a província para restaurar a paz. O seu comandante é Vitélio, um veterano com vasta experiência militar e uma ambição sem limites.
Regressados a Roma após uma campanha catastrófica na Britânia, o Prefeito Cato e o Centurião Macro são enviados para a Hispânia numa missão repleta de perigos: por um lado, enfrentar as tribos locais e a população amotinada; por outro lado, conter a intriga dos que procuram minar a autoridade do Imperador Cláudio. Apenas através de uma coragem sem paralelo e a boa fortuna poderão Macro e Cato triunfar… ou até mesmo sobreviver.
A Súbita Aparição de Hope Arden, de Claire NorthSinopse: Ouçam-me. Lembrem-se de mim…
O meu nome é Hope Arden, sou a rapariga de quem ninguém se lembra. Primeiro esquecem o meu rosto, depois a minha voz e, por fim, as consequências dos meus atos. Desapareço da memória sem deixar rasto.
Começou quando tinha 16 anos, um momento de cada vez. O meu pai esqueceu-se de me levar à escola, um professor esqueceu-se que eu era sua aluna, a minha mãe colocou mesa para três, em vez de quatro. Um amigo olhou para mim e só viu uma estranha.
Por mais que eu tente, por mais pessoas que magoe ou crimes que cometa, nunca se lembram de mim. E isso torna-me única… e particularmente perigosa.
Esta é a história de Hope Arden, a rapariga que todos esqueceram.
Uma saga de amor, esperança, desespero e ânsia de viver
o momento e deixar uma marca na vida.
Disponíveis a partir de dia 4.
terça-feira, 27 de junho de 2017
Novidade da Casa das Letras para Julho
Outlander - A Cruz de Fogo, de Diana Gabaldon
Sinopse: 1771. Na Carolina do Norte vive-se um frágil equilíbrio entre os legalistas e os reguladores. E, entre as partes prestes a entrar em conflito, está Jamie Fraser, um homem de honra, exilado da sua amada Escócia.
A sua mulher, Claire Randall, a intrépida viajante no tempo que conheceu nas Terras Altas da Escócia, em 1743, em pleno conflito entre ingleses e escoceses, avisa-o de que a guerra está eminente. Apesar de não querer, terá de acreditar nela, pois Jamie está ciente de que não pode ignorar o conhecimento que só uma viajante do tempo poderia ter. A visão única de Claire sobre o futuro é uma tocha cintilante que a poderá guiar pelos perigosos anos que se avizinham ou atear um fogo que reduzirá a sua vida e a dos seus a cinzas...
Sinopse: 1771. Na Carolina do Norte vive-se um frágil equilíbrio entre os legalistas e os reguladores. E, entre as partes prestes a entrar em conflito, está Jamie Fraser, um homem de honra, exilado da sua amada Escócia.
A sua mulher, Claire Randall, a intrépida viajante no tempo que conheceu nas Terras Altas da Escócia, em 1743, em pleno conflito entre ingleses e escoceses, avisa-o de que a guerra está eminente. Apesar de não querer, terá de acreditar nela, pois Jamie está ciente de que não pode ignorar o conhecimento que só uma viajante do tempo poderia ter. A visão única de Claire sobre o futuro é uma tocha cintilante que a poderá guiar pelos perigosos anos que se avizinham ou atear um fogo que reduzirá a sua vida e a dos seus a cinzas...
Opinião: Os Passageiros do Tempo (#1)
Título Original: Passenger (2016)
Autor: Alexandra Bracken
Tradução: Hugo Gonçalves
ISBN: 9789897543166
Editora: Marcador (2017)
Sinopse:
Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.
Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.
Juntos, Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso
Opinião:
A ideia de viajar no tempo sempre me atraiu. Portanto, assim que soube que Os Passageiro do Tempo ia ser publicado em Portugal, soube que tinha de ler este livro assim que possível. A premissa principal desta obra de Alexandra Bracken é original. Apesar de tratar de um tema que já foi apresentado vezes sem conta, gostei que a autora tivesse abordado com maior ênfase a questão do poder e ainda das diferenças de mentalidades e culturais que foram sendo registadas ao longo das épocas.
Etta é uma jovem reprimida do nosso tempo, que tem muito para dar mas que concentra todas as suas atenções e forças numa atividade. Por isso, quando falha na única coisa em que sempre se concentrou, Etta sente-se devastada e começa a colocar em causa tudo o que perdeu e até mesmo o papel da sua mãe. Ela acaba por se ver numa situação impensável e descobre um segredo que sempre lhe foi escondido. É aqui que a magia acontece e começa uma grande aventura. Gostaria que tivesse existido um choque maior, mas gostei que ela, aos poucos, se acabasse por revelar corajosa e determinada em fazer o melhor por um bem maior.
Nicholas é o outro protagonista. Ele vem de uma época anterior e é aos poucos que percebemos a sua história e em como esta o moldou. A sua angústia e luta não é percebida imediatamente, mas faz todo o sentido. Entendo o motivo pelo qual ele se retrai, mas gostava que, mais à frente na leitura, tivesse mostrado com mais facilidade as sua intenções e verdades. Apesar de se encontrar numa situação dúbia, acaba por ser o guia de Etta nesta aventura, sendo também ele quem acaba por explicar ao leitor as problemáticas das viagens do tempo, assim como as suas possibilidades.
As personagens secundárias estão muito bem conseguidas e dão à história novas camadas e tornam tudo muito mais interessante. Gostei do lado dos Ironwood, pois, apesar de eprovar as suas atitudes, aumentaram o meu interesse sobre a história dos viajantes do tempo. Esta família justifica as aventuras que Etta e Nicholas têm de viver e, assim, dão sentido à trama. Quero saber mais sobre o patriarca deste clã e sobre a forma como consegue dominar várias épocas com a sua influência. O papel da mãe de Etta e da sua guardiã também está muito bem conseguido e fez-me pensar sobre os sacrifícios que outros fazem sem nunca os revelarem.
A componente do romance acabou por ser a parte que menos me agradou. Tal como se percebe logo ao início, as duas personagens principais desenvolvem sentimentos uma pela outra, mas não achei que estes estivessem bem justificados. Era preciso mais do que a atração imediata e a adrenalidade da situação para fazer o leitor acreditar na veracidade dos seus sentimentos. Afinal, as circunstâncias dão motivos para esta forte ligação, mas seria preciso algo mais para me fazer acreditar no amor.
É curioso que, apesar de estudarmos História e sabermos que as mulheres e todas as pessoas que não fossem caucasianas foram, até há bem pouco tempo, vistas como inferiores, é sempre um choque constatar essa realidade. Etta sente revolta quando vê este tipo de discriminação e tem dificuldade em entender o motivo de esta existir, apesar de reconhecer que não está a viver na sua época. Acredito que, mesmo com todo o conhecimento sobre o passado, iria reagir da mesma forma perante as situações que os dois protagonistas encontraram no seu caminho. Saber não é o mesmo que aceitar.
Com personagens fortes, um novo olhar sobre a História, um enredo que cativa e uma aventura original, Os Passageiros do Tempo torna-se uma leitura que marca pela diferença e que nos faz pensar sobre como a humanidade evoluiu. O início de uma saga que promete continuar a surpreender e que espero ter a oportunidade de acompanhar.
Autor: Alexandra Bracken
Tradução: Hugo Gonçalves
ISBN: 9789897543166
Editora: Marcador (2017)
Sinopse:
Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.
Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.
Juntos, Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso
Opinião:
A ideia de viajar no tempo sempre me atraiu. Portanto, assim que soube que Os Passageiro do Tempo ia ser publicado em Portugal, soube que tinha de ler este livro assim que possível. A premissa principal desta obra de Alexandra Bracken é original. Apesar de tratar de um tema que já foi apresentado vezes sem conta, gostei que a autora tivesse abordado com maior ênfase a questão do poder e ainda das diferenças de mentalidades e culturais que foram sendo registadas ao longo das épocas.
Etta é uma jovem reprimida do nosso tempo, que tem muito para dar mas que concentra todas as suas atenções e forças numa atividade. Por isso, quando falha na única coisa em que sempre se concentrou, Etta sente-se devastada e começa a colocar em causa tudo o que perdeu e até mesmo o papel da sua mãe. Ela acaba por se ver numa situação impensável e descobre um segredo que sempre lhe foi escondido. É aqui que a magia acontece e começa uma grande aventura. Gostaria que tivesse existido um choque maior, mas gostei que ela, aos poucos, se acabasse por revelar corajosa e determinada em fazer o melhor por um bem maior.
Nicholas é o outro protagonista. Ele vem de uma época anterior e é aos poucos que percebemos a sua história e em como esta o moldou. A sua angústia e luta não é percebida imediatamente, mas faz todo o sentido. Entendo o motivo pelo qual ele se retrai, mas gostava que, mais à frente na leitura, tivesse mostrado com mais facilidade as sua intenções e verdades. Apesar de se encontrar numa situação dúbia, acaba por ser o guia de Etta nesta aventura, sendo também ele quem acaba por explicar ao leitor as problemáticas das viagens do tempo, assim como as suas possibilidades.
As personagens secundárias estão muito bem conseguidas e dão à história novas camadas e tornam tudo muito mais interessante. Gostei do lado dos Ironwood, pois, apesar de eprovar as suas atitudes, aumentaram o meu interesse sobre a história dos viajantes do tempo. Esta família justifica as aventuras que Etta e Nicholas têm de viver e, assim, dão sentido à trama. Quero saber mais sobre o patriarca deste clã e sobre a forma como consegue dominar várias épocas com a sua influência. O papel da mãe de Etta e da sua guardiã também está muito bem conseguido e fez-me pensar sobre os sacrifícios que outros fazem sem nunca os revelarem.
A componente do romance acabou por ser a parte que menos me agradou. Tal como se percebe logo ao início, as duas personagens principais desenvolvem sentimentos uma pela outra, mas não achei que estes estivessem bem justificados. Era preciso mais do que a atração imediata e a adrenalidade da situação para fazer o leitor acreditar na veracidade dos seus sentimentos. Afinal, as circunstâncias dão motivos para esta forte ligação, mas seria preciso algo mais para me fazer acreditar no amor.
É curioso que, apesar de estudarmos História e sabermos que as mulheres e todas as pessoas que não fossem caucasianas foram, até há bem pouco tempo, vistas como inferiores, é sempre um choque constatar essa realidade. Etta sente revolta quando vê este tipo de discriminação e tem dificuldade em entender o motivo de esta existir, apesar de reconhecer que não está a viver na sua época. Acredito que, mesmo com todo o conhecimento sobre o passado, iria reagir da mesma forma perante as situações que os dois protagonistas encontraram no seu caminho. Saber não é o mesmo que aceitar.
Com personagens fortes, um novo olhar sobre a História, um enredo que cativa e uma aventura original, Os Passageiros do Tempo torna-se uma leitura que marca pela diferença e que nos faz pensar sobre como a humanidade evoluiu. O início de uma saga que promete continuar a surpreender e que espero ter a oportunidade de acompanhar.
domingo, 25 de junho de 2017
Resultado do passatempo "O Grito do Corvo"
É com um enorme prazer que apresento o resultado deste passatempo realizado pelo blogue em parceria com a Editorial Presença. Estava em sorteio um exemplar do livro O Grito do Corvo, de Sandra Carvalho.
Este sorteio conta com 182 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..21! Que equivale à participação de:
Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
Este sorteio conta com 182 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...
..21! Que equivale à participação de:
Dália (...) Fonseca, de Vila Nova de Gaia
Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Novidade da TopSeller para Junho
The Call, de Peadar O'Guilin
Sinopse: Três minutos. Uma trombeta soa à distância. Foste Chamado. Agora, à tua volta, só vês cinzento. Este novo mundo não tem cor e sabes que vais começar uma corrida contra o tempo. Tens apenas três minutos para te agarrares à vida. Dois minutos Os Sídhe estão cada vez mais perto. Consegues ouvir as vozes deles, as gargalhadas sedentas de sangue e o som dos seus passos. Achas que estás preparado. Sabes tudo sobre eles. Sabes exatamente o que fazem aos jovens como tu, quando os conseguem apanhar. São tão belos como terríveis, tão simpáticos como cruéis. Já te viram. Resta-te fugir. Um minuto. Se não correres, se não te esconderes, podes desaparecer a qualquer minuto e ficar, para sempre, nesta terra de horrores. A caçada já começou e tu és a presa. Conseguirás sobreviver?
Já disponível.
Sinopse: Três minutos. Uma trombeta soa à distância. Foste Chamado. Agora, à tua volta, só vês cinzento. Este novo mundo não tem cor e sabes que vais começar uma corrida contra o tempo. Tens apenas três minutos para te agarrares à vida. Dois minutos Os Sídhe estão cada vez mais perto. Consegues ouvir as vozes deles, as gargalhadas sedentas de sangue e o som dos seus passos. Achas que estás preparado. Sabes tudo sobre eles. Sabes exatamente o que fazem aos jovens como tu, quando os conseguem apanhar. São tão belos como terríveis, tão simpáticos como cruéis. Já te viram. Resta-te fugir. Um minuto. Se não correres, se não te esconderes, podes desaparecer a qualquer minuto e ficar, para sempre, nesta terra de horrores. A caçada já começou e tu és a presa. Conseguirás sobreviver?
Já disponível.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Opinião: A Química dos Nossos Corações
Título Original: Our Chemical Hearts (2016)
Autor: Krystal Sutherland
Tradução: Paulo M. Morais
ISBN: 9789720048608
Editora: Porto Editora (2017)
Sinopse:
Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.
Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece. Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.
Opinião:
Krystal Sutherland recorda-nos das emoções e dramas que vivemos com o nosso primeiro amor em A Química dos Nossos Corações. Mas este não é o único tema forte que a autora aborda neste livro, que apesar de ser destinado a um público mais jovem, também proporciona uma boa leitura aos mais maduros. Luto, rejeição, família e amizade são outros dos pontos em destaque nesta obra que é decorada com avidez.
Henry Page, o protagonista, é um jovem de quem é muito fácil gostar. Ele é o típico rapaz que está no último ano do liceu que sempre se destacou por ser um aluno acima da média, responsável, mas que no campo social deixa algo a desejar. É amoroso, divertido, algo trapalhão e dono de um grande coração. Quis vê-lo sempre bem, achei graça à forma como o amor chegou ao seu coração, mas nem sempre concordei com as suas decisões, que muitas vezes pareceram demasiado impulsivas, dignas de um adolescente que não observa as situações tal como elas merecem.
Grace Town, por ser lado, é um mistério a ser desvendado. Tanto para Henry como para o leitor. Trata-se de uma personagem que cativa, apesar e não ser uma aquelas de que se gosta. A estranheza da sua personalidade e das reações que tem em certas situações levam o leitor a querer descobrir o que lhe aconteceu. Afinal, percebe-se perfeitamente que se trata de alguém que está psicologicamente afectado por um evento passado, e a vontade de descobrir o que aconteceu e quem ela era antes de tudo isso leva-nos a querer aproximar dela.
Gostei da forma como a autora abordou a relação de Henry com Grace, passando por diversas fases e dando credibilidade a esta ligação. Faz-nos pensar que estas são relações que, regra geral, se iniciam com um simples encanto, que levam os seus intervenientes e amarem mais a ideia que construíram do outro do que o que o outro realmente é. Como tal, a descoberta do suposto amado traz dor e desilusão, uma vez que não corresponde à ideia criada. Krystal Sutherland mostra-nos, através das muitas relações que apresenta, que o amor tem de ser sempre cultivado e cuidado, que só existe quando os intervenientes estão dispostos a aceitar-se com realmente são.
A questão do luto mostra-nos como a partida de alguém pode afectar os que ficam. Faz-nos pensar na grande dor que se vive, mas também as diferentes formas de lidar com ela. Ao analisar o comportamento destas personagens, conclui-se que cada pessoa deve ter direito ao seu tempo, mas que tal não significa que também deve usar os outros para os eu proveito. É que se por um lado existe a compreensão do que se está a viver, por outro existe a revolta da mágoa que causa a terceiros que podem não entender o que está realmente a acontecer. Achei que, neste livro, algumas questões foram abordadas com demasiado dramatismo e senti necessidade de mais algumas explicações sobre o passado.
A leitura é feita num ritmo rápido, uma vez que a história agarra e nos leva a querer descobrir o que vem a seguir. Apesar de abordar temas fortes, estes acabam por não serem pesados devido à forma como são abordados e à componente de humor que existe em grande parte do livro. Existem momentos muito divertidos, especialmente entre Henry com os seus amigos e família. Mais ainda assim, a autora prova que o humor nem sempre significa que está tudo bem, podendo ser uma máscara para algo mais.
A Química dos Nossos Corações é um livro que nos apresenta questões importantes de uma forma muito agradável. Apesar do dramatismo dos tempos de adolescente, deixa-nos a lição de que amor não só é bom como é importante, mas que também é preciso saber lidar com os lados menos felizes deste sentimento. Um livro que aborda temas reais com sentido de humor e que nos dá esperança, mesmo quando acreditamos que nada de melhor pode surgir. Uma leitura de que gostei muito.
Autor: Krystal Sutherland
Tradução: Paulo M. Morais
ISBN: 9789720048608
Editora: Porto Editora (2017)
Sinopse:
Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.
Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece. Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.
Opinião:
Krystal Sutherland recorda-nos das emoções e dramas que vivemos com o nosso primeiro amor em A Química dos Nossos Corações. Mas este não é o único tema forte que a autora aborda neste livro, que apesar de ser destinado a um público mais jovem, também proporciona uma boa leitura aos mais maduros. Luto, rejeição, família e amizade são outros dos pontos em destaque nesta obra que é decorada com avidez.
Henry Page, o protagonista, é um jovem de quem é muito fácil gostar. Ele é o típico rapaz que está no último ano do liceu que sempre se destacou por ser um aluno acima da média, responsável, mas que no campo social deixa algo a desejar. É amoroso, divertido, algo trapalhão e dono de um grande coração. Quis vê-lo sempre bem, achei graça à forma como o amor chegou ao seu coração, mas nem sempre concordei com as suas decisões, que muitas vezes pareceram demasiado impulsivas, dignas de um adolescente que não observa as situações tal como elas merecem.
Grace Town, por ser lado, é um mistério a ser desvendado. Tanto para Henry como para o leitor. Trata-se de uma personagem que cativa, apesar e não ser uma aquelas de que se gosta. A estranheza da sua personalidade e das reações que tem em certas situações levam o leitor a querer descobrir o que lhe aconteceu. Afinal, percebe-se perfeitamente que se trata de alguém que está psicologicamente afectado por um evento passado, e a vontade de descobrir o que aconteceu e quem ela era antes de tudo isso leva-nos a querer aproximar dela.
Gostei da forma como a autora abordou a relação de Henry com Grace, passando por diversas fases e dando credibilidade a esta ligação. Faz-nos pensar que estas são relações que, regra geral, se iniciam com um simples encanto, que levam os seus intervenientes e amarem mais a ideia que construíram do outro do que o que o outro realmente é. Como tal, a descoberta do suposto amado traz dor e desilusão, uma vez que não corresponde à ideia criada. Krystal Sutherland mostra-nos, através das muitas relações que apresenta, que o amor tem de ser sempre cultivado e cuidado, que só existe quando os intervenientes estão dispostos a aceitar-se com realmente são.
A questão do luto mostra-nos como a partida de alguém pode afectar os que ficam. Faz-nos pensar na grande dor que se vive, mas também as diferentes formas de lidar com ela. Ao analisar o comportamento destas personagens, conclui-se que cada pessoa deve ter direito ao seu tempo, mas que tal não significa que também deve usar os outros para os eu proveito. É que se por um lado existe a compreensão do que se está a viver, por outro existe a revolta da mágoa que causa a terceiros que podem não entender o que está realmente a acontecer. Achei que, neste livro, algumas questões foram abordadas com demasiado dramatismo e senti necessidade de mais algumas explicações sobre o passado.
A leitura é feita num ritmo rápido, uma vez que a história agarra e nos leva a querer descobrir o que vem a seguir. Apesar de abordar temas fortes, estes acabam por não serem pesados devido à forma como são abordados e à componente de humor que existe em grande parte do livro. Existem momentos muito divertidos, especialmente entre Henry com os seus amigos e família. Mais ainda assim, a autora prova que o humor nem sempre significa que está tudo bem, podendo ser uma máscara para algo mais.
A Química dos Nossos Corações é um livro que nos apresenta questões importantes de uma forma muito agradável. Apesar do dramatismo dos tempos de adolescente, deixa-nos a lição de que amor não só é bom como é importante, mas que também é preciso saber lidar com os lados menos felizes deste sentimento. Um livro que aborda temas reais com sentido de humor e que nos dá esperança, mesmo quando acreditamos que nada de melhor pode surgir. Uma leitura de que gostei muito.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Novidade da Suma de Letras para Julho
Valéria ao Espelho, de Elízabete Benavent
Sinopse: Valéria está imersa num turbilhão de emoções.
Valéria acaba de publicar o seu romance e tem medo das críticas.
Valéria está a divorciar-se de Adrián e não está a ser fácil.
Valéria não sabe se quer um relacionamento com Vítor.
AVISO: PODE CAUSAR DEPENDENCIA!
Disponível a partir de dia 5.
Sinopse: Valéria está imersa num turbilhão de emoções.
Valéria acaba de publicar o seu romance e tem medo das críticas.
Valéria está a divorciar-se de Adrián e não está a ser fácil.
Valéria não sabe se quer um relacionamento com Vítor.
AVISO: PODE CAUSAR DEPENDENCIA!
Disponível a partir de dia 5.
Novidade da Planeta para Julho
O Covil dos Lobos, de Juliet Marillier
Sinopse: Blackthorn conhece bem as regras: não procurar vingança, ajudar qualquer pessoa que pedir e praticar apenas o bem.
Mas depois da provação recente que ela e Grim sofreram, sabe que tem de encontrar o homem que lhe arruinou a vida.
Disponível a partir de dia 5.
Sinopse: Blackthorn conhece bem as regras: não procurar vingança, ajudar qualquer pessoa que pedir e praticar apenas o bem.
Mas depois da provação recente que ela e Grim sofreram, sabe que tem de encontrar o homem que lhe arruinou a vida.
Disponível a partir de dia 5.
domingo, 18 de junho de 2017
Opinião: O Grito do Corvo (Crónicas da Terra e do Mar #3)
Autor: Sandra Carvalho
ISBN: 9789722357901
Editora: Editorial Presença (2017)
Sinopse:
Os piratas do Rouxinol veem-se cada vez mais longe de saquear o ouro da galé castelhana Niña del Mar devido aos estragos causados pela violenta tempestade que se abateu sobre o barinel, A descoberta da identidade de Leonor faz com que Corvo queira regressar de imediato aos Açores, para entregá-la à guarda do pai, Porém, a tripulação discorda e o caos instala-se a bordo, O que Leonor mais deseja é lutar ao lado dos companheiros e recuperar a confiança de Corvo, No entanto, Tomás Rebelo continua a precisar dela para alcançar o propósito funesto que o levou a assenhorear-se de Águas Santas, Conseguirá Leonor chegar incólume à misteriosa ilha das Flores, conhecer o Açor e abraçar a irmã, ou acabará abandonada por Corvo, à mercê dos caprichos do abominável Tomás Rebelo?
Opinião:
Que bom que é chegar ao fim de uma história que nos encantou. E é tão nostálgico fechar um livro de que tanto se gostou. Terminei a leitura e O Grito do Corvo com a sensação de ter vivido uma grande aventura, de ter estado ao lado de um grupo de piratas muito divertido e companheiro, de ter vivido uma grande história de amor e ainda de ter desvendado mistérios familiares e outros ainda repletos de magia. Fica então aquela sensação agradável de conhecer o desfecho desta narrativa, mas também a vontade de continuar lado a lado com estas personagens.
Ainda bem que as "Crónicas da Terra e do Mar" tiveram um terceiro volume. Esta história não estava pensada para ser uma trilogia, mas Sandra Carvalho, percebeu, a meio do processo criativo, que a história de Leonor precisava de mais desenvolvimentos e explicações. Surgiu então a necessidade de escrever este terceiro livro, que nos apresenta uma conclusão consistente e ponderada. O final não chegada de forma abrupta e com muito por explicar. Existem pontos que podem vir a ser desenvolvidos em narrativas paralelas, é verdade, mas a linha geral desta aventura fica aqui encerrada.
Leonor apresentou uma grande evolução ao longo dos três livros. Neste último assistimos ao ponto em que ela aceita quem realmente é, depois de ter passado tanto tempo com dúvidas e em negação. Assim sendo, esta protagonista consegue tornar-se ainda mais corajosa e alcançar um potencial maior. Podemos não concordar com todas as suas decisões ou ideias, mas compreendemos as suas motivações e queremos vê-la a ter o seu final feliz.
Corvo também passa por uma transformação ao longo desta aventura. A sua mudança poderá ter parecido mais abrupta, especialmente num certo momento da obra. Contudo, esta sensação pode surgir por não lhe conhecermos os pensamentos, ao contrário do que acontece com Leonor. Apesar disso, é fácil perceber os conflitos interiores que vive e o esforço que faz para colocar sempre a razão à frente do coração. O que o move faz sentido, e daí ser fácil perceber que a mudança aconteça lentamente.
O aparecimento de personagens inesperadas enriqueceu a narrativa e levou-nos para contextos históricos, tanto de conquistas como de costumes sociais. Gostei também que Leonor encontra-se mais do que um inimigo durante este seu caminho, apesar de haver um vilão maior a ser confrontado. Relativamente a esta figura, gostei que as suas motivações fossem expostas, uma vez que é isso que justifica muito do que aconteceu desde o início do primeiro livro. Aqui a fantasia volta a misturar-se com o que é mais factual, o que se revela delicioso para quem gosta do género.
É curioso ver como os factos e a ficção ficaram tão bem entrelaçados, levando-nos a acreditar que, afinal, esta grande aventura poderia muito bem ter acontecido, mas não sendo estudada nos livros de História. Os Açores acabam por serem apresentados ainda com mais magia e encanto, se é que tal poderia parecer impossível. É maravilhoso ver como a nossa História e País podem inspirar narrativas tão envolventes e cativantes.
Um aplauso para Sandra Carvalho. Mais uma vez, a autora conseguiu deixar-me rendida a uma saga. Fico muito feliz por, desta vez, ter apresentado uma história que se passa dentro de um período histórico português. A liberdade da escrita leva-nos por uma aventura daquelas que fazem suspirar, ao mesmo tempo que nos fazem recordar os grandes feitos nacionais e os homens e mulheres que viveram antes de nós e tiveram a coragem de arriscarm enfrentar o desconhecido e dominar o mar.
Outras opiniões a livros de Sandra Carvalho:
A Última Feiticeira (A Saga das Pedras Mágicas #1)
O Guerreiro e o Lobo (A Saga das Pedras Mágicas #2)
Lágrimas do Sol e da Lua (A Saga das Pedras Mágicas #3)
O Círculo do Medo (A Saga das Pedras Mágicas #4)
Os Três Reinos (A Saga das Pedras Mágicas #5)
A Sacerdotisa dos Penhascos (A Saga das Pedras Mágicas #6)
O Filho do Dragão (A Saga das Pedras Mágicas #7)
Sombras da Noite Branca (A Saga das Pedras Mágicas #8)
O Olhar do Açor (Crónicas da Terra e do Mar #1)
Filhos do Vento e do Mar (Crónicas da Terra e do Mar #2)
ISBN: 9789722357901
Editora: Editorial Presença (2017)
Sinopse:
Os piratas do Rouxinol veem-se cada vez mais longe de saquear o ouro da galé castelhana Niña del Mar devido aos estragos causados pela violenta tempestade que se abateu sobre o barinel, A descoberta da identidade de Leonor faz com que Corvo queira regressar de imediato aos Açores, para entregá-la à guarda do pai, Porém, a tripulação discorda e o caos instala-se a bordo, O que Leonor mais deseja é lutar ao lado dos companheiros e recuperar a confiança de Corvo, No entanto, Tomás Rebelo continua a precisar dela para alcançar o propósito funesto que o levou a assenhorear-se de Águas Santas, Conseguirá Leonor chegar incólume à misteriosa ilha das Flores, conhecer o Açor e abraçar a irmã, ou acabará abandonada por Corvo, à mercê dos caprichos do abominável Tomás Rebelo?
Opinião:
Que bom que é chegar ao fim de uma história que nos encantou. E é tão nostálgico fechar um livro de que tanto se gostou. Terminei a leitura e O Grito do Corvo com a sensação de ter vivido uma grande aventura, de ter estado ao lado de um grupo de piratas muito divertido e companheiro, de ter vivido uma grande história de amor e ainda de ter desvendado mistérios familiares e outros ainda repletos de magia. Fica então aquela sensação agradável de conhecer o desfecho desta narrativa, mas também a vontade de continuar lado a lado com estas personagens.
Ainda bem que as "Crónicas da Terra e do Mar" tiveram um terceiro volume. Esta história não estava pensada para ser uma trilogia, mas Sandra Carvalho, percebeu, a meio do processo criativo, que a história de Leonor precisava de mais desenvolvimentos e explicações. Surgiu então a necessidade de escrever este terceiro livro, que nos apresenta uma conclusão consistente e ponderada. O final não chegada de forma abrupta e com muito por explicar. Existem pontos que podem vir a ser desenvolvidos em narrativas paralelas, é verdade, mas a linha geral desta aventura fica aqui encerrada.
Leonor apresentou uma grande evolução ao longo dos três livros. Neste último assistimos ao ponto em que ela aceita quem realmente é, depois de ter passado tanto tempo com dúvidas e em negação. Assim sendo, esta protagonista consegue tornar-se ainda mais corajosa e alcançar um potencial maior. Podemos não concordar com todas as suas decisões ou ideias, mas compreendemos as suas motivações e queremos vê-la a ter o seu final feliz.
Corvo também passa por uma transformação ao longo desta aventura. A sua mudança poderá ter parecido mais abrupta, especialmente num certo momento da obra. Contudo, esta sensação pode surgir por não lhe conhecermos os pensamentos, ao contrário do que acontece com Leonor. Apesar disso, é fácil perceber os conflitos interiores que vive e o esforço que faz para colocar sempre a razão à frente do coração. O que o move faz sentido, e daí ser fácil perceber que a mudança aconteça lentamente.
O aparecimento de personagens inesperadas enriqueceu a narrativa e levou-nos para contextos históricos, tanto de conquistas como de costumes sociais. Gostei também que Leonor encontra-se mais do que um inimigo durante este seu caminho, apesar de haver um vilão maior a ser confrontado. Relativamente a esta figura, gostei que as suas motivações fossem expostas, uma vez que é isso que justifica muito do que aconteceu desde o início do primeiro livro. Aqui a fantasia volta a misturar-se com o que é mais factual, o que se revela delicioso para quem gosta do género.
É curioso ver como os factos e a ficção ficaram tão bem entrelaçados, levando-nos a acreditar que, afinal, esta grande aventura poderia muito bem ter acontecido, mas não sendo estudada nos livros de História. Os Açores acabam por serem apresentados ainda com mais magia e encanto, se é que tal poderia parecer impossível. É maravilhoso ver como a nossa História e País podem inspirar narrativas tão envolventes e cativantes.
Um aplauso para Sandra Carvalho. Mais uma vez, a autora conseguiu deixar-me rendida a uma saga. Fico muito feliz por, desta vez, ter apresentado uma história que se passa dentro de um período histórico português. A liberdade da escrita leva-nos por uma aventura daquelas que fazem suspirar, ao mesmo tempo que nos fazem recordar os grandes feitos nacionais e os homens e mulheres que viveram antes de nós e tiveram a coragem de arriscarm enfrentar o desconhecido e dominar o mar.
Outras opiniões a livros de Sandra Carvalho:
A Última Feiticeira (A Saga das Pedras Mágicas #1)
O Guerreiro e o Lobo (A Saga das Pedras Mágicas #2)
Lágrimas do Sol e da Lua (A Saga das Pedras Mágicas #3)
O Círculo do Medo (A Saga das Pedras Mágicas #4)
Os Três Reinos (A Saga das Pedras Mágicas #5)
A Sacerdotisa dos Penhascos (A Saga das Pedras Mágicas #6)
O Filho do Dragão (A Saga das Pedras Mágicas #7)
Sombras da Noite Branca (A Saga das Pedras Mágicas #8)
O Olhar do Açor (Crónicas da Terra e do Mar #1)
Filhos do Vento e do Mar (Crónicas da Terra e do Mar #2)
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia que recomendo (18 de junho)
Aqui fica o livro que hoje tem uma promoção especial na Feira do Livro de Lisboa e que eu recomendo.
Planeta - €12,57
Porto Editora - €8,30
Companhia das Letras - €11,70
As informações sobre os livros do dia da Feira do Livro de Lisboa foram retirados do site oficial do evento, aqui.
Reiniciada - Slated, de Terri Terry
As informações sobre os livros do dia da Feira do Livro de Lisboa foram retirados do site oficial do evento, aqui.
sábado, 17 de junho de 2017
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia que recomendo (17 de junho)
Aqui fica o livro que hoje tem uma promoção especial na Feira do Livro de Lisboa e que eu recomendo.
Antígona - €9,60
Saída de Emergência - €9,52
Dom Quixote - €13,10
Editorial Presença - €9,10
As informações sobre os livros do dia da Feira do Livro de Lisboa foram retirados do site oficial do evento, aqui.
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sexta-feira, 16 de junho de 2017
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia que recomendo (16 de junho)
Aqui fica o livro que hoje tem uma promoção especial na Feira do Livro de Lisboa e que eu recomendo.
Guerra e Paz Editores - €8,40
Relógio d'Água Editores - €8
Relógio d'Água Editores - €9
Editorial Presença - €8,90
As informações sobre os livros do dia da Feira do Livro de Lisboa foram retirados do site oficial do evento, aqui.
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quinta-feira, 15 de junho de 2017
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia que recomendo (15 de junho)
Aqui fica o livro que hoje tem uma promoção especial na Feira do Livro de Lisboa e que eu recomendo.
Planeta - € 12,57
Saída de Emergência - €9,43
Porto Editora - €8,30
Relógio d'Água Editores - €6
As informações sobre os livros do dia da Feira do Livro de Lisboa foram retirados do site oficial do evento, aqui.
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quarta-feira, 14 de junho de 2017
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia que recomendo (14 de junho)
Aqui fica a lista dos livros que hoje têm uma promoção especial na Feira do Livro de Lisboa e que eu recomendo.
Editorial Presença - €12.10
Porto Editora - €9,40
Planeta - €10,66
Publicações Europa-América - €10,19
As informações sobre os livros do dia da Feira do Livro de Lisboa foram retirados do site oficial do evento, aqui.
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terça-feira, 13 de junho de 2017
Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia que recomendo (13 de junho)
Aqui fica a lista dos livros que hoje têm uma promoção especial na Feira do Livro de Lisboa e que eu recomendo.
Antígona - €11,10
Editorial Presença - €15,15
Planeta - €11,31
Suma de Letras - €10,02
Editorial Presença - €9,65
Saída de Emergência - €13,49
Editorial Presença - €6,05
As informações sobre os livros do dia da Feira do Livro de Lisboa foram retirados do site oficial do evento, aqui.
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