quarta-feira, 29 de junho de 2016

Opinião: Cinzas de um Novo Mundo

Autor: Rafael Loureiro
ISBN: 9789722358395
Editora: Editorial Presença

Sinopse:

Em 2111, o mundo vive enclausurado numa nuvem de poluição. Portugal não foge à regra. As pessoas debatem-se nas ruas da capital por ar puro e dignidade. Os Tecnal, soldados com implantes mecânicos, foram proscritos pela sociedade estratificada, mas uns quantos sobreviveram , perseguidos por uma polícia especial e dependentes de uma droga potente. Filipe, agente desta força policial, está dividido entre seguir a lei ou o instinto. Embrenhado naquele submundo, cedo descobre que os Tecnal podem ser a chave para uma verdade maior. A ele juntam -se personagens surpreendentes e fortes, perdidas na ambiguidade da sua própria condição.

Opinião:

Quem segue este blogue, sabe que sinto-me sempre atraída por distopias. Por isso, quando soube que o novo trabalho de Rafael Loureiro enquadrava-se neste género e, ainda para mais, se passava na capital portuguesa, soube que tinha de ler este livro. Cinzas de um Novo Mundo transporta-nos para um ambiente negro e apresenta uma Lisboa completamente diferente daquela que hoje conhecemos.

Logo no início, o autor faz uma breve explicação sobre o que aconteceu ao mundo. Percebe-se que houve um cuidado em justificar este futuro com base em elementos já nossos conhecidos. Como tal, é feita uma chamada de atenção para a consequência de certas ações sobre aquilo que tomamos por garantido. Refiro-me à saúde do planeta, tal como está explícito na sinopse, mas também à globalização, comunicação, democracia. Gostei deste cenário, que me pareceu muito bem pensado.

Filipe é a figura central desta história. Agente policial, é um dos poucos homens íntegros que ainda acredita no papel da justiça. Personagem mais ligada a momentos de ação, acabo por nos levar numa viagem que cativa e faz a leitura avançar a um bom ritmo. Porém, gostaria que tivesse uma personalidade menos "dura", pois acabei por não sentir grande empatia por ele. Também Helena, a figura feminina desta obra, não me cativou por completo.

Por outro lado, ficava sempre entusiasmada quando surgiram capítulos dedicados aos Tecnal. Estes seres originais tiveram todo o meu interesse. Queria sempre saber mais sobre eles, sobre como surgiram, sobre o seu passado, as suas intenções, as suas capacidades extraordinárias. Tauro é uma lufada de ar fresco, é a figura que introduz momentos de humor, apesar da sua condição. Já Kura representa o lado espiritual da obra, e só tive pena de não o ter ficado a conhecer tão bem quanto queria.

Quero ainda enaltecer a presença de figuras que vão ser reconhecidas por quem leu os livros anteriores de Rafael Loureiro, pertencentes à Trilogia Nocturnus. Esta inserção poderia ter sido forçada, mas acabou por funcionar muito bem. Não é uma presença sem sentido, mas sim um complemento que acaba por ligar de forma harmoniosa dois mundos que parecem ser tão diferentes.  Além disso, acredito que quem não leu esses livros e gostou deste vai ter vontade de conhecer melhor estes Nocturnus.

O início da leitura pode ser um pouco lento, mas quando a intriga começa a complicar-se, existe uma grande vontade de chegar ao fim do livro de forma a obter todas as respostas às questão que nos vão surgindo. Percebe-se que este foi um livro pensado e existem surpresas inesperadas. O final está bem conseguido e é bastante satisfatório. Mais uma prova de que também se escreve bem e que existem ideias originais no nosso país.

Saiba mais sobre este livro aqui.

Novidade da chancela 1001 Mundos para Julho

A Viajante, de Arwen Elys Dayton
Sinopse: Quin Kincaid é uma Seeker. Esta honra é a sua herança, uma função nobre transmitida de geração em geração. Mas o que ela descobriu na noite em que prestou juramento mudou o seu mundo para sempre. Aquilo que se comprometei a fazer é uma monstruosa mentira: distante dos ideais cavalheirescos, o seu cargo de Seeker condena-a à barbárie. O seu pai revela-se um assassino, o seu tio um mentiroso, a sua mãe uma vítima colateral. E o rapaz que ela amou em tempos vive agora para se vingar da família Quin, em primeiro lugar. Mas Quin não está sozinha. Shinobu, o seu companheiro mais antigo, talvez seja a única pessoa em quem pode confiar. A única pessoa que também procura desesperadamente respostas. Mas quanto mais investigam o passado, mas o presente se torna sombrio. Há a questão das outras famílias Seeker desaparecidas, de alianças conturbadas e, pior ainda, um plano funesto iniciado várias gerações atrás que tem o poder de os destruir a todos.

Aqui a opinião ao primeiro volume desta saga, Seeker - O Clã dos Guardiões. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Novidade da Editorial Presença para Julho

Apenas um Ano, de Gayle Forman
Sinopse: Antes de descobrires o final é preciso lembrar como tudo começou… Willem e Allyson viveram momentos inesquecíveis em Paris e nada previa a separação. Para Allyson, a traição parece ser a única causa do desaparecimento de Willem. Mas o que terá acontecido naquela manhã? Em "Apenas Um Ano", que retoma os acontecimentos de Apenas Um Dia, Willem contará o seu lado da história. Depois de um percalço do destino, e das inúmeras tentativas em contrário, percebe que não consegue esquecer aquela rapariga de olhar enigmático, da qual nem sequer conhece o verdadeiro nome. Dela restam as lembranças de um dia mágico e o relógio, que marca o tempo ao ritmo das viagens e da procura mútua. Será um ano tempo suficiente para lidar com a intensidade de um dia?


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Opinião: A Viúva

Título Original: The Widow (2015)
Autor: Fiona Barton
Tradução: Victor Antunes
ISBN: 9789897542381
Editora: Planeta (2016)

Sinopse:

A Mulher: A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.
O Marido: Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.
A Viúva: Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história. Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe

Opinião:

Personagens inquietantes e um enredo que intriga desde as primeiras páginas. A Viúva é um livro muito bem conseguido, que não só desvenda um crime em clima de crescente tensão como ainda explora as relações humanas, nomeadamente dentro de um casamento, e ainda faz pensar sobre o trabalho e papel da comunicação social. Escrevo esta opinião poucos dias depois de ser anunciada a terceira edição desta obra e não fico surpreendida com a notícia. É um livro que merece ser lido.

Fiona Barton, conta esta história através do ponto de vista de várias personagens. Logo se percebe que a autora tem uma grande capacidade para se colocar na pele do outro, uma vez que consegue transmitir muito bem os pensamentos e sentimentos de cada uma destas figuras. É por isso curioso que a minha opinião por estas personagens nunca tenha sido a mesma ao longo da leitura. Estão tão bem construídas que, como verdadeiros seres humanos, tem qualidades e também falhas, momentos em que sentimos empatia e outros em que não conseguimos acreditar nas suas ações ou desejos.

Jean, a personagem sobre a qual a obra acaba por girar, provocou-me um misto de sentimentos. No final, posso apenas dizer que apenas a consegui observar com piedade. A relação dela com o marido, Glen, é examinada com minúcia ao longo destas páginas. É impossível não ficar impressionada com a manipulação e controlo a que foi sujeita e a forma como tal acabou por moldar a sua personalidade. Isto faz pensar em quantas mulheres, e até mesmo homens, acreditam viver livres e felizes numa relação sem compreenderem que estão a ser moldados à vontade da outra pessoa. Afinal, é preciso ceder, mas qual o limite para tal? E até que ponto podemos mentir a nós próprios?

O mistério do crime está construído de forma diferente ao que já vi noutros livros. Logo ao início é apontado um culpado, mas ao longo da leitura foram surgindo muitas dúvidas. Consegui criar teorias sobre o que tinha acontecido, mas nunca me senti segura das minhas convicções. Isto acaba por ser engraçado, pois a autora dá todas as informações necessárias para entendemos o que aconteceu, mas mesmo assim senti-me tentada a imaginar novas hipóteses. Nota-se ainda que o objetivo não foi criar choque com o desvendar final, mas sim mostrar o que este crime fez a todos os envolvidos.

Gostei muito da forma como a comunicação social foi representada nesta obra. Mesmo quem não sabe o passado da autora ligado ao jornalismo consegue perceber que Fiona Barton tem grandes conhecimentos nesta área. Existe a vontade de estar em cima da atualidade, de contar a grande história, de ter o grande exclusivo. Existem os profissionais dispostos a tudo pelo melhor título, mas também há aqueles que questionam os limites. Existe a invasão e a construção da relação de confiança. Acima de tudo, existe o impacto na opinião pública. Um lado muito bem explorado.

A Viúva impressionou-me. Li com voracidade e vontade de entender cada uma das figuras com as quais me ia cruzando ao longo destas páginas. Não fiquei surpreendida com a resolução, mas sim com os motivos que levaram a este crime. Fiona Barton agarrou-me. Espero que a autora se sinta inspirada a escrever outras obras, pois tem uma grande capacidade para mostrar a verdade da sociedade e do ser humano.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Novidade da Editorial Presença para Junho

Os Frutos do Vento, de Tracy Chevalier
Sinopse: Em 1838, a família Goodenough instala-se em Black Swamp, uma zona inóspita e remota do Ohio, onde cultiva um vasto pomar de maçãs para ter direito à terra. A vida naquele local é extremamente dura. James e Sadie Goodenough encontram formas distintas de enfrentar as adversidades: James limita-se a esperar que as suas diletas macieiras cresçam e deem frutos, enquanto Sadie passa os dias embriagada. Nisto, uma discussão entre o casal tem uma consequência terrível no destino dos filhos. Em 1853, Robert, o filho mais novo, encontra-se a vaguear pela Califórnia em plena Febre do Ouro, incerto de que rumo dar à vida. Deve continuar a fugir do passado ou constituir família?


Novidade da Marcador para Junho

Vertigem Assassina, de Nelson DeMille
Sinopse: Depois de um embate com um famigerado terrorista conhecido como O Leopardo, John Corey saiu da Unidade Antiterrorista e regressou a casa, na cidade de Nova Iorque. Arranjou emprego no Grupo de Vigilância Diplomática (DSG). 
Embora se pense que a nova tarefa de Corey no DSG - vigiar diplomatas russos que trabalham na missão na ONU - é um «trabalho calmo», ele não se importou nada de se livrar das garras do FBI, libertando-se da burocracia da vida de escritório.
 Corey apercebe-se, contudo, de algo que o Governo dos Estados Unidos deixou escapar: a ameaça bem real de uma Rússia que está a ressurgir.
 Quando Vasily Petrov, coronel dos serviços de informações externas russos que finge ser diplomata, desaparece de uma festa em casa de um oligarca russo, em Southampton, é Corey quem tem de o encontrar.
 O que andarão os russos a tramar, e porquê? Haverá a possibilidade de uma ameaça nuclear? Será que Corey irá, por fim, ser ultrapassado e ludibriado, ficando a América sujeita a um ataque mais nefasto do que tudo aquilo por que já passou?
 Clarividente e arrepiante, o novo romance de DeMille leva-nos ao coração de uma nova Guerra Fria, com uma conspiração que tem Manhattan na mira e obriga a um verdadeiro contrarrelógio.


Novidades da TopSeller para Julho

O Acordo, de Steve Cavanagh
Sinopse: Uma prestigiada empresa de advocacia nova-iorquina, a Harland & Sinton, há muito que pratica fraudes graves a nível global. Quando David Child, um grande cliente desta firma, é preso e acusado de homicídio, o FBI procura Eddie Flynn para que este aceite a defesa de Child e o convença a testemunhar contra a empresa. Eddie Flynn não é o tipo de homem, nem de advogado, que se preste a defender alguém culpado. Mas o FBI reuniu provas incriminatórias contra a sua própria mulher, que trabalha na Harland & Sinton…A ética pela qual Eddie se rege ganha, de súbito, novos contornos. Se não aceitar, será ela a pagar. David Child tem de aceitar um acordo. É a única forma de a mulher de Eddie ficar longe das ameaças, quer do FBI quer da própria empresa. E Eddie fará tudo para que isso aconteça.



O Fim do Silêncio, de Suzanne Redfearn
Sinopse: Todos pensam que ela tem o casamento perfeito. Só ela sabe que é mentira. Jillian tem uma carreira sólida, o casamento perfeito, um marido que todas invejam e dois filhos lindos. Ela é um exemplo para todos.Só que nem tudo é o que parece, e a realidade dela é assustadora. Violência doméstica, desprezo emocional, alcoolismo... A vida de Jill é um filme de terror constante. Subitamente, o seu pior pesadelo torna-se realidade: num ato de desespero, vê-se obrigada a fugir com os dois filhos, sem dinheiro ou plano de fuga. Quando o marido a acusa de sequestro, tem início um duelo desigual, em que de um lado está a polícia e agentes federais que procuram os menores raptados, e do outro uma mulher determinada a fazer tudo para proteger aqueles que mais ama. A única arma de Jillian é a verdade, mas ninguém parece acreditar nela...



Salva-me, de Maya Banks
Sinopse: Abandonada à porta de um casal milionário e influente quando era apenas um bebé, Arial Rochester cresceu num mundo cheio de privilégios, sem qualquer ligação à sua família biológica ou ao seu passado.Algo único diferenciava-a das pessoas que conhecia, e também a isolava: o poder psíquico que possuía e do qual ninguém, além dos pais adotivos, tinha conhecimento. Embora solitária, Arial tinha uma vida calma e feliz até os seus pais adotivos desaparecerem e Beau Devereaux entrar na sua vida. Contratado por Arial, Beau é surpreendido pelo desejo avassalador que sente pela sua cliente. O que começa como um simples trabalho de segurança, rapidamente se transforma em algo pessoal, e Beau descobre que está disposto a tudo para a proteger. Mesmo que isso lhe custe a própria vida.


Novidades da Asa para Julho

O Terno Rebelde, de Johanna Lindsey
Sinopse: Roslynn Chadwick é uma jovem solteira muito cobiçada. Ninguém diria que a sua vida está longe de ser um mar de rosas. Por um lado, acaba de herdar uma fortuna. Por outro, vê-se obrigada a encontrar rapidamente um marido para escapar ao casamento forçado com um primo ganancioso. E embora esteja desesperada, sabe que não pode baixar a guarda, pois não faltam galãs dispostos a aproveitar-se da sua situação. Tudo se complica ainda mais quando conhece Anthony Malory. Um sedutor da pior espécie, em cujos olhos azuis se adivinham prazeres inimagináveis. Como ela gostava de se render aos seus encantos… Porém, a reputação de Anthony é escandalosa e deixa Roslynn perante um dilema: se acreditar nas promessas apaixonadas dele, arrisca-se a perder tudo; mas, se negar as vontades do seu coração, poderá estar a abdicar de um amor sem igual…


Pessoas Como Nós, de Stephanie Clifford
Sinopse: Evelyn Beegan está cansada de viver na sombra da alta-sociedade de Manhattan. A mãe, obcecada em pertencer aos círculos “certos”, engendra plano atrás de plano, em vão. Pois embora a família seja bem-sucedida, o seu dinheiro é demasiado novo e as normas sociais são demasiado rígidas: os Beegan podem ser tolerados mas nunca serão verdadeiramente aceites. Aos vinte e seis anos, Evelyn quer simplesmente ter uma vida pacata. Mas – ironia das ironias – ao ficar sem emprego, não tem alternativa senão trabalhar para uma rede social da elite. Uma espécie de Facebook exclusivo para multimilionários que a obriga a frequentar o meio snob que tanto queria evitar. A mãe fica (finalmente) orgulhosa. E na roda-viva de bailes, chás e regatas, até mesmo Evelyn acaba por se deixar ofuscar pelo glamour da fina flor nova-iorquina. Mas a ascensão social tem um preço. E ela não tarda a perceber os sacrifícios que terá de fazer para se manter no topo da hierarquia. Agora que chegou tão longe, estará também disposta a arriscar a alma?


Novidade da TopSeller para Julho

Um Anjo Caído, de Sarah MacLean
Sinopse: Durante o dia, Lady Georgiana é conhecida pela aristocracia como a irmã de um duque, rejeitada pela família por ter caído em desgraça com o pior tipo de escândalo possível: ter-se apaixonado por um homem sem título e dele ter tido uma filha. Mas a verdade é muito mais chocante do que isso! Nos recônditos mais obscuros de Londres, Lady Georgiana é Chase, o misterioso e temido fundador do clube de jogo mais exclusivo da cidade, O Anjo Caído. Circulando disfarçada todas as noites pelo clube, ela conhece os piores segredos das figuras da sociedade e tem-nas na palma da mão. Durante anos a sua dupla identidade nunca foi descoberta…Até agora! Brilhante, inteligente e irresistível, o jornalista Duncan West está intrigado com esta bela mulher, que descobre estar ligada a um mundo de trevas e pecado. Ele sabe que Georgiana é mais do que aparenta ser e promete descobrir todos os segredos deste «anjo caído», expondo o seu passado, ameaçando o seu presente e pondo em risco tudo o que ela tem de mais valioso. Incluindo o seu coração.


domingo, 19 de junho de 2016

Opinião: A Herdeira (A Seleção #4)

Título Original: The Heir (2015)
Autor: Kiera Cass
Tradução: Alexandra Cardoso
ISBN: 9789897542381
Editora: Marcador (2016)

Sinopse:

A Princesa Eadlyn cresceu a ouvir histórias intermináveis de como a sua mãe e o seu pai se conheceram. Vinte anos antes, America Singer entrou na Seleção e conquistou o coração do Príncipe Maxon – e viveram felizes para sempre. Eadlyn sempre achou romântica esta história de encantar, mas não tem qualquer interesse em tentar repeti-la. Por si, adiaria o casamento tanto tempo quanto possível.Mas a vida de uma princesa não é inteiramente sua e Eadlyn não pode escapar à sua própria Seleção – por mais fervorosamente que proteste. Eadlyn não espera que a sua história acabe em romance. Mas com o início da competição, um candidato poderá acabar por conquistar o coração da princesa, mostrando-lhe todas as possibilidades que se encontram à sua frente… E provando-lhe que viver feliz para sempre não é tão impossível como ela pensou.

Opinião:

Este é o livro que mais gostei da ler da série "A Seleção". Em "A Herdeira", Kiera Cass apresenta-nos uma protagonista mais complexa, uma história mais apelativa e mensagens atuais. Além disso, ver o outro lado da Seleção faz com que voltemos a este universo e observemos tudo com outros olhos. É então possível perceber que a evolução da evolução da autora.

Eadlyn, a protagonista, é muito diferente de America. E ainda bem! É verdade que, ao início, pode não ser fácil sentir grande empatia por ela, afinal, trata-se de uma jovem arrogante e mimada que foi criada num grande palácio, rodeada pelos maiores luxos, e que sempre soube que iria ser rainha. "Não há ninguém mais poderoso do que eu" é o seu mote, o que tanto pode ser visto como uma demonstração do seu ego elevado, mas também como um mecanismo de defesa. É que Eadlyn tenta manter uma postura régia e forte para esconder as suas fragilidades e medos. E são as camadas desta figura que a tornam tão interessante.

É uma protagonista que, ao longo do livro, vai descobrindo as suas imperfeições. Isto torna-a mais humana e fez-me gostar ainda mais dela. Comete muitos erros e vê as suas ações a surtirem efeitos contrários ao que esperava. Consegui perceber o receio desta heroína de revelar aos outros quem realmente é por acreditar que, se o fizer, estará a expor algo que não será apreciado. É algo com que é fácil identificar e que está muito bem explorado ao longo desta trama.

Foi muito divertido ver selecionados rapazes. Eles formam um grupo muito diferente do de raparigas que surgiu nos três primeiros volumes desta saga. Porém, são poucos os que são devidamente explorados, o que por vezes fazia com que me custasse a recordar que se tratava de um grupo maior. Eles têm personalidades muito diferentes e teria gostado que houvesse mais espaço para os explorar. É que, de certa forma, parecem um pouco estereotipados. Contudo, percebo que tal seria muito difícil de fazer além de que poderia prejudicar o desenrolar da narrativa.

E se no primeiro livro da série era logo possível perceber quem iria ser a eleita do príncipe Maxon, agora tal não é assim tão evidente. A visão de Eadlyn sobre a Seleção é diferente da do pai, e, além disso, ela não é uma jovem que tenha necessidade de encontrar um namorado ou que passe o tempo a divagar sobre rapazes. Dá para perceber que a autora está a tentar mostrar que tem uma certa intenção, mas existem outras hipóteses que não se encontram completamente descartadas. É bom existir esta dúvida! Confesso que tenho um preferido, mas temo que a minha escolha não seja a mesma de Eadlyn.

O desenrolar da narrativa começa um pouco mais lento, mas assim que uma decisão é tomada, torna-se difícil parar a leitura. Tal como nos livros anteriores, é possível encontrar momentos muito femininos, tais como a descrição de certos vestidos ou de certos momentos mais românticos, tais como festas e encontros. Neste ponto, apenas gostava que alguns acontecimentos não parecessem tão forçados.

Se nos livros anteriores ficava desagradada com o pouco espaço que Kiera Cass dava à situação social deste mundo, agora estou mais satisfeita. Talvez por a protagonista ter um cargo de poder, este livro apresenta-nos uma maior preocupação em falar do povo e das dificuldades que atravessa. Achei muito inteligente da parte da autora mostrar que a solução encontrada no final do terceiro livro não foi perfeita. Isto mostra que as crises são cíclicas e que o que funciona numa época pode não resultar numa outra. Além disso, revela que as mudanças nem sempre são bem aceites e que o ser humano tem dificuldade em colocar em prática a noção de igualdade.

Tenho imensa vontade de ler o volume final desta série.  "A Herdeira" termina com uma grande reviravolta e faz-me ter dificuldades em adivinhar o que Kiera Cass está a preparar. Além de desejar conhecer a decisão de Eadlyn quanto à Seleção, quero perceber de que forma ela vai ultrapassar os obstáculos que já reconheceu e conseguir tornar-se numa governante amada que traz boas reformas para o seu povo. Se gostaram dos três livros anteriores, então não podem perder este!

Outras opiniões a livros de Kiera Kass:
A Seleção (A Seleção #1)
A Elite (A Seleção #2)
A Escolha (A Seleção #3)

Qual é o livro? #75




Regras da rubrica aqui.

sábado, 18 de junho de 2016

Passatempo: Cinzas de um Novo Mundo

Em parceria com a Editorial Presença, o blogue Uma Biblioteca em Construção apresenta um novo passatempo! Em sorteio está um exemplar de Cinzas de Um Novo Mundo, o novo livro de Rafael Loureiro.



Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:

- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui e/ou seguir o blogue no Twitter, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
 - O passatempo termina no dia 30 de Junho às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.

Agora é só participar!


PASSATEMPO TERMINADO


Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com a Editorial Presença;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Novidade da 5 Sentidos para Junho

Confia em Mim, de Jennifer Armentrout
Sinopse: Cameron Hamilton está habituado a ter o que quer, especialmente no que toca às mulheres. No entanto, quando Avery Morgansten ir- rompe na sua vida, finalmente conhece alguém que consegue re- sistir aos seus encantos. A distância que a rapariga impõe entre os dois constitui um desafio perturbador e excitante, que o intempes- tivo jovem não tarda a abraçar. Só que Avery tem demasiados se- gredos, dilemas sombrios que a impedem de admitir os seus ver- dadeiros sentimentos por Cam. Será que a persistência, e algumas bolachas caseiras deliciosas, vão ajudar Cameron a quebrar todas as barreiras e ganhar a con- fiança de Avery? Ou será que os segredos que ambos guardam os afastarão em definitivo, deitando a perder a primeira e derradeira oportunidade de um tipo de amor que dura para sempre?

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Passatempo: Simplesmente Nua

Querem um passatempo quente quente? Então aqui está ele! Em sorteio está um exemplar do livro Simplesmente Nua, o primeiro volume da trilogia Blackstone de autoria de Raine Miller.



Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:

- Responder a todas as questões colocadas no formulário;
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui e/ou seguir o blogue no Twitter, aqui;
- Partilhar o link do passatempo numa rede social e de forma pública;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
 - O passatempo termina no dia 25 de Junho às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.

Agora é só participar!

PASSATEMPO TERMINADO

Notas:
- Este passatempo é realizado sem parceria;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.

Parabéns Frankenstein! (200 anos é obra!)

Faz hoje 200 anos que Mary Shelly começou a escrever um livro que se tornou incontornável: Frankstein!


Diz-se que Mary Shelley criou o famoso monstro durante umas férias na casa do amigo e escritor Lord Byron no Lago Léman, situado entre a França e a Suíça. A erupção de um vulcão na Indonésia lançou milhões de toneladas de poeiras que afetaram a Europa nessa mesma altura. Assim sendo, o grupo de amigos teve de ficar fechado em casa. Para se divertirem e passarem o tempo, liam histórias uns aos outros, especialmente as que eram assustadoras. A certa altura, Lord Byron lançou um desafio: cada um teria de escrever uma história de terror. Parece que, enquanto os outros hóspedes colocaram logo mãos à obra,  Mary Shelley, na altura com 19 anos, teve alguma dificuldade em criar a sua história. Porém, a certo momento, imaginou um estudante a dar vida a uma criatura. Estava criada a base para um dos livros de terror mais marcantes. Isto terá acontecido a 15 de junho de 1816.



A autora publicou este romance em 1818, depois de ter recebido várias rejeições de outras editoras. As críticas não foram as mais favoráveis, mas o público adorou a história. Mais tarde, Frankenstein foi adaptado ao teatro, rádio, televisão e cinema. Além disso, o monstro que entretanto ficou conhecido pelo nome do seu criador, também serviu de inspiração para muitas outras histórias nos mais diferente meios. A verdade é que, 200 anos depois da sua criação, a criatura de Mary Shelley é reconhecida por todos.

Muitos parabéns senhor monstro!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Opinião: O Erro (Série Off-Campus #2)

Título Original: The Mistake (2015)
Autor: Elle Kennedy
Tradução: Ester Cortegano
ISBN: 9789896650971
Editora: Suma de Letras (2016)

Sinopse:

John Logan, universitário, pode ter as mulheres que quiser. Para esta estrela do hóquei a vida é um desfile de festas e engates. No entanto, por trás do seu sorriso matador e charme descontraído esconde-se um desespero crescente sobre o que terá de enfrentar depois de ter terminado o curso. Um encontro escaldante com a caloira Grace Ivers é, de facto, a distracção de que ele precisa. Mas, quando um erro impensado a afasta, Logan resolve gastar o seu último ano a provar-lhe que vale a pena uma segunda oportunidade. Agora terá de apostar mais alto...
Depois de um ano como caloira, Grace está de volta à Universidade de Briar, mais velha, mais madura. E já não é a borboleta tranquila que era quando se envolveu com John. Se Logan espera que ela implore e rasteje a seus pés como todas as suas outras conquistas, pode esperar sentado. Desta vez, é Grace quem vai ao volante... e ela tenciona guiar de forma selvagem.

Opinião:

Diverti-me tanto de O Pacto (opinião aqui) que quando O Erro me chegou às mãos não resisti e comecei logo a ler. Desta vez, os protagonistas da história são John Logan e Grace Ivers. Já conhecia Logan do primeiro volume desta saga e tinha muita curiosidade em saber como ia ultrapassar certos problemas que se tinham colocado no seu caminho. Já Grace é uma personagem nova. À volta deles os dois existem muitas outras figuras, com principal destaque para os rapazes que vivem com o protagonista.

A história cativa logo desde o início. Tal como o primeiro volume, tem um tom muito jovem e atual. E não deixa de ter a sua graça ver estes rapazes, que sugerem um certo estereótipo, a revelarem sentimentos mais profundos e a passarem ao lado de superficialidades. É curioso ver o ponto de vista de Logan sobre a relação de Garrett e Hannah, o casalinho principal do primeiro volume.  Confesso que nem sempre entendi bem o motivo de ele se sentir assim, mas a autora acaba por dar uma justificação que até faz sentido. Logo pela sinopse percebemos que Grace vai fazer Logan ultrapassar este problema.

Porém, não posso dizer que gostei tanto de Grace como de Hannah. Grace é boa miúda, mas é tão ingénua que acaba por se colocar em situações que nos fazem levantar questões. Como tal, não fiquei muito agradada pela forma como os dois protagonistas se conhecem, é que além de ser uma situação forçada, ainda faz com que Grace pareça uma jovem que é facilmente manipulada. Porém, fiquei feliz por, a certo ponto, esta personagem passar por uma verdadeira transformação.

Gostei de assistir às alterações que Grace e Logan sofreram ao longo da trama. Os dois passam por uma verdadeira autodescoberta, mas foi  Grace quem mudou mais, felizmente. Ela ganhou amor-próprio, aceitou a sua individualidade e passou a dar valor a si própria. Gostei que a autora tentasse mostra que uma mulher não tem de se submeter a um homem para o conquistar e que dizer "não" pode ser algo importante para a criação de uma relação sólida.

Logan também provou ser um homem de valor. Apesar de todas as atitudes reprováveis que cometeu numa primeira fase, foi bom ver que é capaz de admitir os seus erros, aprender com eles e tentar superá-los. A sua dedicação à família também é de louvar, apesar  muitas vezes tal acontecer contra os seus objetivos profissionais. Estas demonstrações de integridade fizeram com que gostasse dele, com que sentisse empatia por alguns dos seus problemas, e com que desejasse que encontrasse a felicidade. Porém, mais uma vez, a solução encontrada pareceu-me ser algo forçada. Mas aceitei.

Como seria de esperar, a relação entre Logan e Grace passa por altos e baixos. A ligação começou de uma forma mais física, logo faz sentido que o livro siga este caminho. Em O Erro existem mais momentos eróticos do que em O Pacto e a maior parte destas situações faz sentido. Foi bom ver que a autora não colocou de parte o romantismo, que também é muito forte. E estes dois elementos poderiam ser aborrecidos, mas tornam-se equilibrados graças ao humor das duas personagens.

Em termos de estrutura da narrativa, este volume está muito idêntico ao primeiro. Claro que os temas e a forma como tudo acontece é diferente, mas a base é a mesma, o que faz com que certas reviravoltas sejam esperadas e com que não exista grande surpresa. Desde o início que já sabemos qual vai ser a conclusão, o divertido é descobrir o caminho que nos vai levar até lá. Porém, percebe-se que existem muitos momentos que não trazem nada de importante ao conteúdo geral.

O Erro não me surpreendeu tanto quanto O Pacto, mas foi uma leitura muito agradável. Tem uma história na qual se entra com facilidade e que, apesar de ter alguns poucos que não estão tão bem conseguidos, consegue ainda assim ser divertida. Gostei tanto que, quando dei por mim, já estava a ler as últimas páginas do livro. Se gostam de histórias românticas, jovens e com humor, então não vão querer mesmo perder esta série.

Outras opiniões a livros de Elle Kennedy:
O Pacto (Série Off-Campus #1)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Resultado do passatempo "Elfanos - O Legado"

Uma boa forma de terminar este dia? Anunciar o vencedor do passatempo realizado pelo blogue em parceria com a autora Duda. Estava em sorteio um exemplar do livro Elfanos - O Legado autografado.


Este sorteio conta com 86 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...



..60! Que equivale à participação de:

Liliana (...) Monforte, de Castelo Branco

Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.

sábado, 11 de junho de 2016

A terceira visita à 86ª edição da Feira do Livro de Lisboa

Dizem que não há duas sem três por isso... voltei à Feira do Livro de Lisboa!


Regressei no dia 10 de Junho, feriado, e o meu objectivo principal não foi comprar ou simplesmente passear: foi sim participar no Encontro Nacional Livrólicos Anónimos. O ambiente, como sempre, foi descontraído e muito animado. É sempre bom rever algumas das pessoas que partilham connosco este gosto pela leitura, e ainda conhecer rostos novos. Claro que este convívio teve direito a diversas fotografias. Deixo-vos aqui uma do grupo:


Claro que, estando na FLL, voltei a espreitar algumas bancas, mas, admirem-se, não comprei um único livro! Tendo em conta que já tinha feito 12 aquisições nas minhas duas visitas anteriores, prometi a mim própria que ia terminar este dia sem trazer um livro novo pela casa. Foi difícil, mas consegui!

E atenção: o facto de não ter feito compras não significa que tenha ficado de mãos a abanar! No espaço do Grupo Presença, local onde estava combinado o início do encontro dos Livrólicos Anónimos, foram oferecidos dois marcadores a cada participante deste convívio: um da parte da Editorial Presença, outro da Carla, a pessoa que organizou este evento. Uma boa surpresa para quem faz colecção, o que é o meu caso.


É verdade que não fiquei no encontro até ao fim, mas gostei de cada momento em que estive presente. Quero agradecer à Carla do GLA por ter organizado este convívio tão divertido e à Editorial Presença por nos ter recebido de forma tão calorosa.

E agora é esperar e desejar que para o ano haja mais!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Opinião: Illuminae (Os Ficheiros Illuminae #1)

Título Original: Illuminae (2015)
Autor: Amie Kaufman e Jay Kristoff
Tradução: Rita João
ISBN: 9789896650773
Editora: Nuvem de Tinta (2016)

Sinopse:

"Illuminae" é diferente de todos os livros que alguma vez leste. Através de documentos pirateados, emails, mapas, arquivos militares, transcrições de interrogatórios e mensagens, vais descobrir que o pior dia da vida de Kady é apenas o início da história mais trepidante e arrebatadora de sempre.

Opinião:

Este livro não é como os outros. Fiquei com vontade de começar a ler Illuminae asim que peguei e folhei. É que não me deparei com o habitual texto corrido. As páginas apresentavam um grafismo diferente, que variava bastante e que chamava a atenção. Isto porque Amie Kaufman e Jay Kristoff decidiram contar uma história não através de um narrador, mas através de uma coletânea de documentos, entre os quais entrevistas, conversas de chat, e-mails, relatórios, mapas, entre outros. Parece estranho? Mas funciona, acreditem!

Illuminae decorre em 2575, numa época em que a exploração espacial está bastante avançada e na qual já existe a colonização de outros planetas. Neste livro, assistimos ao ataque a um planeta, o que leva à fuga dos poucos sobreviventes e à sua perseguição. Ao mesmo tempo, assistimos à história de Kady e Ezra, dois jovens ex-namorados que escapam em naves diferentes. Trata-se então de um livro de ficção científica destinado a um público jovem-adulto, mas cuja trama, inovadora e intensa, também cativa outros grupos. Eu, pelo menos, tive dificuldades em parar de ler e cheguei ao fim num instante.

Apesar de surgir num estilo pouco convencional, trata-se de uma história com princípio, meio e fim. Os documentos que vão surgindo são, regra geral, curtos, o que faz com que não sejam cansativos e com que a leitura se torna muito estimulante. Além disso, o facto de serem usados vários pontos de vista, devido à diversidade de formas disponíveis, faz com que nos seja dada uma visão muito geral e completa de tudo o que está a acontecer.

Logo no início, graças a uma entrevista que me deixou logo com um sorriso nos lábios, é possível perceber os traços gerais das personalidades de Kady e Ezra. Ela é uma maria-rapaz com mau feitio e muito inteligente, ele é um atleta trapalhão que tem um grande coração. Gostei desta dupla, apesar de ser Kady quem é mais explorada, o que faz com que tenha uma construção mais forte. Apesar de eles estarem a viver um acontecimento muito tenso, os momentos de humor que criam acabam por aliviar a tensão. Porém, tratam-se de dois adolescentes, e as fases mais carinhosas acabam por ser aquelas que menos apreciei. Além disso, a linguagem utilizada nos chats contém muitas abreviaturas, típico desta geração e deste tipo de conversação, o que pode aborrecer alguns leitores.

Quero destacar a inteligência artificial da nave Alexander. Radia provocou-me sensações diferentes em momentos distintos da obra. Achei curioso que tivesse uma fase completamente racional, na qual age de forma imediata e sem ter em conta a vida, por exemplo, sendo que, a partir do momento em que os seus próprios erros aumentam ela parece tornar-se mais humana. Penso que, desta forma, os autores quiseram mostrar que é nas imperfeições que surgem valores como o altruísmo, entre outros.

São vários os perigos que surgem ao longo da obra e senti a ameaça que representavam. Senti a claustrofobia de estar presa dentro de uma nave sem ser capaz de escapar de uma perseguição ou de algo aterrador que se alastra no interior deste transporte. As contagens que iam surgindo deixavam-me tensa e faziam-me ter vontade de continuar a ler para descobrir o que iria acontecer a seguir. E apesar de se tratar de uma obra de ficção, é possível perceber que se inspira na ganância de grandes empresas e nas ações que estas companhias executam tendo em vista o lucro e sem pensar nas consequências com que outros terão de lidar.

Illuminae foi uma obra que me surpreendeu e que gostei muito de ler. Louvo o trabalho gráfico que foi necessário para que cada parte se tornasse distinta, o que faz com que livro seja ainda mais especial. Primeiro volume de uma trilogia, sugere que a história ainda tem muito para explorar. Fico curiosa para saber como a dupla de autores vai continuar esta trama e que outros métodos irá utilizar.

Novidade da Nuvem de Tinta para junho

A Rapariga que Sabia Demais, de M. R. Carey
Sinopse: Melanie é uma menina muito especial. Tem 10 anos e adora ir à escola, aprender coisas novas, falar com a professora Justineau sobre todas as coisas que fará quando crescer...Mas a ida à escola implica aguardar todos os dias na suas cela que homens armados venham buscá-la para a levar, amarrada a uma cadeira de rodas, para a sala de aula. Brinca com eles, diz que não morde. Mas ninguém se ri. Melanie tem um dom, mas nem todos os dons são uma benção. Uma Humanidade moribunda e irrecuperável é o palco de "A Rapriga Que Sabia Demais", um livro ambicioso e apaixonante cuja carga emocional esmagadora o destina a ser um dos romance mais marcantes do ano, que chegará também ao grande ecrã.

Disponível a partir de dia 15.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

A segunda visita à 86ª edição da Feira do Livro de Lisboa

A noite estava quente e o Parque Eduardo VII encontrava-se cheio de pessoas. Sim, tal como partilho na página de Facebbok do blogue, ontem voltei a ir à Feira do Livro de Lisboa. A primeira visita só serviu para aguçar o apetite (ver aqui) e só não regressei mais cedo porque tal não foi possível.


Desta vez fiz menos compras (a carteira agradeceu... estava com medo do que podia acontecer, coitada!) e agora partilho com vocês os livros a que não consegui resistir:


O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs
Cama de Gato, de Kurt Vonnegut
Percy Jackson e o Último Olimpiano, de Rick Riordan

Não sei se vou conseguir lá voltar este ano, mas de qualquer forma  já comprei o que queria.

E vocês, já foram? E que livros compraram?

Não se esqueçam que esta edição termina já no dia 13, segunda-feira!

"A Rapariga do Calendário": uma série muito sensual que está quase a chegar!

A Editorial Planeta Portugal anunciou uma nova aposta: a série "A Rapariga do Calendário", de Audrey Carlan. Num conjunto de quatro livros, cada um correspondente a três meses do ano, será possível conhecer histórias muito sedutores e escaldantes. O primeiro chega já no dia 29 de junho e o último surgirá ainda antes deste ano terminar!




Novidade da Editorial Presença para Junho

Maestra, de L. S. Hilton
Sinopse: Durante o dia, Judith Rashleigh trabalha numa prestigiada leiloeira de Londres. Ambiciona uma carreira no mundo da arte e, apesar das origens humildes, tornou-se uma mulher sofisticada. Para fazer face às despesas, aceita trabalhar durante a noite como acompanhante num dos bares da capital. Mas depressa o sonho de uma vida luxuosa se desmorona. Desesperada, acompanha um dos clientes do bar numa viagem. Após um acontecimento que marca o seu destino, Judith envereda por um caminho violento e tortuoso. Assistimos à ascensão de uma mulher à margem da lei e da moral, segura do seu rumo. Mais do que possível, será a redenção desejável?


terça-feira, 7 de junho de 2016

Novidades da Planeta para Junho

A Torre de Espinhos, de Juliet Marillier
Sinopse: Para Blackthorn e Grim, o regresso à vida tranquila na pequena quinta à beira da Floresta dos Sonhos nunca poderia durar muito. Escassas semanas passaram desde que o mistério do Lago dos Sonhos foi resolvido e já um novo desafio paira no horizonte.O príncipe de Dalriada recebeu um pedido de ajuda da parte de Geiléis, a Senhora de Bann, cujas terras medram sob a força de uma estranha maldição.
Uma criatura sem nome instalou-se na velha torre que se ergue numa ilha do rio Bann e, do nascer ao pôr-do-sol, os seus gritos incessantes impedem o gado de crescer, secam os campos e a vontade dos homens e instalam a semente da loucura nos espíritos mais sãos.
Cercada de espinhos venenosos, a misteriosa torre encerra um segredo secular. Caberá a Blackthorn e Grim mergulharem nas trevas de um amor impossível e libertarem o povo de Bann do coração tempestuoso de uma rainha do Povo Encantado.
Pelo meio, a curandeira e o seu companheiro terão de enfrentar o silêncio de quem sabe e atravessar uma teia de mentiras urdida ao longo de vários séculos.
Quem será o estranho habitante da Torre de Espinhos? Um homem, um monstro? Uma força destruidora ou apenas uma vítima? No fim, o amor será a única redenção.


O Chefe - Poder de Atração, de Abigail Barnette
Sinopse: Quando a vida corre mal, alguém precisa de ter a força necessária para a levar para a frente. Sophie Scaife está nesta posição. Para Sophie e o marido, o bilionário Neil Elwood, o casamento e os jogos picantes de dominação e submissão surgem com naturalidade. Descobrir formas de reacender o romance e introduzir uma antiga paixão faz com que o seu ardor se incendeie.
Entretanto, Neil tem um novo projecto: um ambicioso empreendimento filantrópico. Mas na esteira do seu maior triunfo ocorre uma mudança na vida de ambos para que não estão preparados.
Durante a noite, Sophie encontra-se com uma nova realidade, muito diferente da vida que planeara. Como as emoções são fortes, ela esforça-se para conciliar esta nova fase da vida, enquanto o marido entra num período conturbado. Um homem que ela ama de mais para o deixar ir sem luta...



Comprar o livro pela capa #89: A Magnífica Sophy

A Asa apresenta a nova edição de A Magnífica Sophy, de Georgette Heyer, e aqui no blogue recordamos a capa anterior desta obra.

Em 2015,  o livro surge em Portugal e a capa escolhida é uma pintura. Nela, vê-se uma mulher sentada de forma descontraída e com um sorriso que sugere ter uma personalidade bem-disposta. Os tons são predominantemente escuros, sendo o sofá e a figura feminina os elementos que dão luz.

Em 2016, a Asa reedita esta obra e dá-lhe uma nova imagem. Desta vez foi escolhida uma fotografia de uma mulher de vestido branco, inserida num cenário que sugere a época da narrativa. É uma capa clara e o título, em rosa, surge destacado na indumentária da figura feminina.

Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem?

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Novidades da Saída de Emergência para Junho

Visão de Prata, de Anne Bishop
Sinopse: Os Outros libertaram os cassandra sangue como forma de os proteger, não se apercebendo que as suas ações teriam consequências desastrosas.
Agora os videntes encontram-se em grande perigo e são presa fácil daqueles que procuram controlar os seus poderes divinatórios. Desesperado por respostas, Simon Wolfgard, um metamorfo líder entre os Outros, não tem outra escolha senão recorrer à ajuda da profetisa Meg Corbyn.
Meg ainda se encontra imersa no seu vício pela euforia que sente quando realiza profecias. Está ciente de que cada golpe da sua faca é um passo mais próximo da morte. Mas os Outros, bem como os humanos, precisam de respostas, e as suas visões são a única esperança para pôr fim ao conflito…



O Cavaleiro da Morte, de Bernard Cornwell
Sinopse: Uthred, criado como viking e casado com uma saxã, é visto como um guerreiro formidável. Contudo, aos vinte anos, continua a ser um pagão arrogante e teimoso, e um aliado pouco confortável para o sensato e pio rei Alfredo. Mas os dois, juntamente com a família de Alfredo e uns poucos companheiros de Uthred, parecem ser tudo o que resta da liderança do Wessex depois de uma trégua desastrosa.
Derrotados em toda a linha pelos vikings, os saxões procuram agora sobreviver entre os seus seguidores e fazer crescer a sua força. Uthred continua a acalentar a ideia de se juntar aos vitoriosos vikings, mas ganha um crescente respeito pela liderança de Alfredo. A única esperança do rei é de conseguir o apoio do guerreiro, se quiser reunir de novo uma força saxã capaz de entrar em combate com o inimigo…



A Canção de Shannara, de Terry Brooks
Sinopse: Vinte anos após os eventos de As Pedras Élficas de Shannara, o druida Allanon surge de novo no Vale Sombrio com maus presságios e a ameaça de um novo mal a conspirar contra as Quatro Terras.
Allanon não consegue combatê-lo sozinho, e precisa desesperadamente da ajuda de Brin Ohmsford, a filha de Wil. Brin nasceu com a magia da canção-desejo de Shannara e só ela pode abrir o caminho para o Ildatch, um poderoso e imemorial livro de magia negra.
Com grande relutância, Brin deixa para trás o seu irmão Jair e assim inicia uma longa e perigosa jornada para evitar a destruição da Humanidade, mas Jair descobre que a sua irmã está destinada ao fracasso, a não ser que a consiga alcançar a tempo. Enquanto ela segue em direção à armadilha montada, Jair terá de viajar ao coração do mal se quer salvar a sua irmã e o destino das Quatro Terras.



Histórias de Vigaristas e Canalhas, organização de Gardner Dozois e George R. R. Martin
Sinopse: Se gostou de ler Histórias de Aventureiros e Patifes, então não vai querer perder novas histórias com alguns dos maiores vigaristas e canalhas. São personagens infames que se recusam a agir preto no branco, e escolhem trilhar os seus próprios caminhos, à margem das leis dos homens. Personagens carismáticas, eloquentes, sem escrúpulos, que chegam até nós através de um formidável elenco de autores.
Com organização de George R. R. Martin, um nome que já dispensa apresentações, e Gardner Dozois, tem nas mãos uma antologia de géneros multifacetados e que reúne algumas das mentes mais perversas da literatura fantástica.



Retrato Mortal, de J. D. Robb
Sinopse: Quando Eve Dallas recebe a dica de um repórter, está longe de imaginar que irá encontrar o cadáver de uma jovem numa lixeira. Horas antes, o repórter tinha recebido um misterioso portefólio de qualidade profissional com fotografias da mulher assassinada. Num twist macabro, descobrem que afinal ela não era modelo… e as fotos haviam sido tiradas com a jovem já morta. Eve agora terá de enfrentar um assassino que se considera um artista e um perfecionista, alguém que regista todos os movimentos das suas vítimas. E está determinado em cumprir uma missão: possuir a inocência de todas as mulheres belas e jovens, e captar o seu último sopro num retrato fatal. Conseguirá Eve impedir mais crimes antes do clique final?



Os Filhos de Salazar, de António Breda Carvalho
Sinopse: Os Filhos de Salazar conta-nos a história de Mariana e Mariano, dois jovens que crescem juntos mas seguem percursos opostos na vida. Se ela se transforma numa mulher libertina que desafia tudo o que é sagrado para o fascismo e para a Igreja, já ele segue as pegadas do pai, amigo íntimo de Salazar e do cardeal Cerejeira.
É acompanhando as suas vidas que assistimos a um retrato vívido do Portugal do Estado Novo: de um lado os representantes do poder, os cidadãos fascistas e a temível PIDE; do outro os inimigos do regime, incluindo os comunistas na clandestinidade.
Mergulhados neste conflito Mariana e Mariano, com vidas, morais e ideologias tão incompatíveis, encontram-se e desencontram-se. O destino reserva-lhes uma surpresa que vai mudar as suas vidas. Mas quem vai sofrer a maior mudança é Portugal.