Uma Viscondessa Fascinante, de Jennifer Haymore
Sinopse: Apanhado entre a Coroa que jurou servir e a mulher que começou a amar, Sam arriscará o coração - e a vida - para mantê-la em segurança.
terça-feira, 29 de março de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
Opinião: Bando de Corvos (Os Outros #2)
Título original: Murder of Crowns (2014)
Autor: Anne Bishop
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789896379209
Editora: Edições Saída de Emergência (2016)
Sinopse:
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. Depois de conquistar a confiança dos Outros que habitam Lakeside, Meg Corbyn teve alguma dificuldade em perceber o que significa viver entre eles. Como humana, Meg deveria apenas ser tolerada como presa, mas os seus dons como cassandra sangue tornam-na algo mais. A aparição de duas drogas aditivas foi a faísca que desencadeou a violência entre os humanos e os Outros, resultando em mortes para ambas as espécies nas cidades limítrofes. Quando Meg tem um sonho sobre sangue e penas negras na neve, Simon Wolfgard – o líder metamorfo de Lakeside – pergunta-se se a profetisa de sangue sonhou com o passado ou uma ameaça futura. À medida que as profecias se revelam a Meg, cada vez mais intensas e dolorosas, as intrigas adensam-se em Lakeside. Agora, os Outros e o punhado de humanos que aí residem terão de reunir forças para parar o homem que se assume como o verdadeiro profeta de sangue – e extinguir o perigo que ameaça destruir todos os clãs.
Opinião:
Sou fã de Anne Bishop e estava ansiosa por começar a ler Bando de Corvos. Adorei ler Letras Escarlates (opinião aqui), o primeiro volume desta saga. e por isso foi com grandes espetativas que voltei e entrar neste mundo com tantas semelhanças e diferenças ao nosso e que reencontrei estas personagens. Porém, logo ao início, percebi que esta experiência de leitura iria ser muito diferente do que estava à espera.
Ao contrário do que aconteceu em Letras Escarlates, desta vez não me senti cativada pela história. Não existiu um novo elemento que me chamasse a atenção e por diversas vezes dei por mim a distrair-me. Era com facilidade que largava o livro e em muitas situações tive oportunidade de retomar a leitura e preferi não o fazer. Penso que tal aconteceu por o factor novidade ter desaparecido e, principalmente, por muitas ideias terem surgido de forma repetitiva. Além disso, não senti o perigo que era suposto, pois tinha a certeza que tudo se iria resolver.
O desenvolvimento do enredo está aborrecido e pouco interessante. A ação é muito lenta e em muitos momentos surgem poucas ideias novas, o que é pouco estimulante. Começa-se a introduzir uma noção de romance, mas não se trata de algo que nos faça suspirar. Isto acontece porque a ligação entre as duas personagens é apresentada com alguma infantilidade, o que é estranho tendo em conta que envolve um ser que está muito ligado aos seus instintos primitivos.
Relativamente às personagens, senti que houve uma evolução muito pequena neste campo. Continuo a gostar de Meg, mas desta vez custou-me mais a aceitar a sua faceta tão inocente. Ela já passou por tanto e já conhece melhor o mundo, por isso seria de esperar que começasse a encarar alguns factos de uma forma diferente do que fazia no primeiro livro e a deixar de se comportar tanto como uma menina e mais como uma mulher. Porém, continua a ter a minha simpatia. Já Simon apresenta um maior desenvolvimento, mas tal levou-o a cair num cliché (algo que não tinha acontecido antes e que tinha merecido o meu elogio). Curiosamente, acho que desta vez Simon foi a força motriz da obra, mais do que Meg. Tive pena que as outras figuras pertencentes aos Outros fossem tão pouco exploradas.
O final é o ponto mais interessante de toda a narrativa. É nesse momento que se sente que realmente aconteceu algo. É um momento que capta a atenção, mas que não deixa de ser previsível. Porém, fico com a sensação que tudo aconteceu nas últimas páginas e que tal foi apresentado um pouco à pressa. Teria sido mais estimulante explorar mais esse lado e menos a encomenda de biscoitos de cão, por exemplo.
Se Letras Escarlates cativa e surge com uma trama fascinante, Bando de Corvos desilude. É o repetir de muitas ideias com pouco desenvolvimento. Gostaria que os Intuits tivessem tido um foco diferente e que fosse possível assistir ao amadurecimento das personagens principais. Anne Bishop consegue transmitir bem a ideia de xenofobia e do terror aliado à ignorância, mas podia ter voltado a apresentar tais conceitos de uma forma mais aliciante e onde a noção de perigo parecesse mais real ao leitor. Espero, sinceramente, que o próximo volume tenha um nível mais próximo do primeiro, pois caso contrário vou ponderar se vale a pena acompanhar esta saga.
Outras opiniões a livros de Anne Bishop:
A Voz
Os Pilares do Mundo (Trilogia dos Pilares do Mundo #1)
Luz e Sombras (Trilogia dos Pilares do Mundo #2)
A Casa de Gaian (Trilogia dos Pilares do Mundo #3)
Ponte de Sonhos (Efémera #3)
Letras Escarlates (Os Outros #1)
Autor: Anne Bishop
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789896379209
Editora: Edições Saída de Emergência (2016)
Sinopse:
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. Depois de conquistar a confiança dos Outros que habitam Lakeside, Meg Corbyn teve alguma dificuldade em perceber o que significa viver entre eles. Como humana, Meg deveria apenas ser tolerada como presa, mas os seus dons como cassandra sangue tornam-na algo mais. A aparição de duas drogas aditivas foi a faísca que desencadeou a violência entre os humanos e os Outros, resultando em mortes para ambas as espécies nas cidades limítrofes. Quando Meg tem um sonho sobre sangue e penas negras na neve, Simon Wolfgard – o líder metamorfo de Lakeside – pergunta-se se a profetisa de sangue sonhou com o passado ou uma ameaça futura. À medida que as profecias se revelam a Meg, cada vez mais intensas e dolorosas, as intrigas adensam-se em Lakeside. Agora, os Outros e o punhado de humanos que aí residem terão de reunir forças para parar o homem que se assume como o verdadeiro profeta de sangue – e extinguir o perigo que ameaça destruir todos os clãs.
Opinião:
Sou fã de Anne Bishop e estava ansiosa por começar a ler Bando de Corvos. Adorei ler Letras Escarlates (opinião aqui), o primeiro volume desta saga. e por isso foi com grandes espetativas que voltei e entrar neste mundo com tantas semelhanças e diferenças ao nosso e que reencontrei estas personagens. Porém, logo ao início, percebi que esta experiência de leitura iria ser muito diferente do que estava à espera.
Ao contrário do que aconteceu em Letras Escarlates, desta vez não me senti cativada pela história. Não existiu um novo elemento que me chamasse a atenção e por diversas vezes dei por mim a distrair-me. Era com facilidade que largava o livro e em muitas situações tive oportunidade de retomar a leitura e preferi não o fazer. Penso que tal aconteceu por o factor novidade ter desaparecido e, principalmente, por muitas ideias terem surgido de forma repetitiva. Além disso, não senti o perigo que era suposto, pois tinha a certeza que tudo se iria resolver.
O desenvolvimento do enredo está aborrecido e pouco interessante. A ação é muito lenta e em muitos momentos surgem poucas ideias novas, o que é pouco estimulante. Começa-se a introduzir uma noção de romance, mas não se trata de algo que nos faça suspirar. Isto acontece porque a ligação entre as duas personagens é apresentada com alguma infantilidade, o que é estranho tendo em conta que envolve um ser que está muito ligado aos seus instintos primitivos.
Relativamente às personagens, senti que houve uma evolução muito pequena neste campo. Continuo a gostar de Meg, mas desta vez custou-me mais a aceitar a sua faceta tão inocente. Ela já passou por tanto e já conhece melhor o mundo, por isso seria de esperar que começasse a encarar alguns factos de uma forma diferente do que fazia no primeiro livro e a deixar de se comportar tanto como uma menina e mais como uma mulher. Porém, continua a ter a minha simpatia. Já Simon apresenta um maior desenvolvimento, mas tal levou-o a cair num cliché (algo que não tinha acontecido antes e que tinha merecido o meu elogio). Curiosamente, acho que desta vez Simon foi a força motriz da obra, mais do que Meg. Tive pena que as outras figuras pertencentes aos Outros fossem tão pouco exploradas.
O final é o ponto mais interessante de toda a narrativa. É nesse momento que se sente que realmente aconteceu algo. É um momento que capta a atenção, mas que não deixa de ser previsível. Porém, fico com a sensação que tudo aconteceu nas últimas páginas e que tal foi apresentado um pouco à pressa. Teria sido mais estimulante explorar mais esse lado e menos a encomenda de biscoitos de cão, por exemplo.
Se Letras Escarlates cativa e surge com uma trama fascinante, Bando de Corvos desilude. É o repetir de muitas ideias com pouco desenvolvimento. Gostaria que os Intuits tivessem tido um foco diferente e que fosse possível assistir ao amadurecimento das personagens principais. Anne Bishop consegue transmitir bem a ideia de xenofobia e do terror aliado à ignorância, mas podia ter voltado a apresentar tais conceitos de uma forma mais aliciante e onde a noção de perigo parecesse mais real ao leitor. Espero, sinceramente, que o próximo volume tenha um nível mais próximo do primeiro, pois caso contrário vou ponderar se vale a pena acompanhar esta saga.
Outras opiniões a livros de Anne Bishop:
A Voz
Os Pilares do Mundo (Trilogia dos Pilares do Mundo #1)
Luz e Sombras (Trilogia dos Pilares do Mundo #2)
A Casa de Gaian (Trilogia dos Pilares do Mundo #3)
Ponte de Sonhos (Efémera #3)
Letras Escarlates (Os Outros #1)
domingo, 27 de março de 2016
sábado, 26 de março de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
Opinião: A Vida é Fácil, Não te Preocupes
Título original: La Vie est Facile n t'Inquiète Pas (2015)
Autor: Agnès Martin-Lugand
Tradutor: Rita Carvalho e Guerra
ISBN: 9789896650346
Editora: Suma de Letras (2016)
Sinopse:
Desde o seu regresso da Irlanda, Diane virou a página da sua tumultuosa história com Edward, determinada a reconstruir sua vida em Paris. Com a ajuda do seu amigo Felix, lança-se de cabeça na compra e abertura do seu café literário. E é aí, em As pessoas felizes lêem e bebem café, o seu refúgio, que conhece Olivier. É simpático, atencioso e principalmente compreende e aceite a sua recusa em ser mãe novamente. Diane sabe que nunca vai se recuperar da perda da sua filha.
No entanto, um evento inesperado muda tudo: as certezas de Diane, as suas escolhas, pelas quais tanto lutou, vão entrar em colapso, uma após a outra.
Será que Diane tem a coragem necessária para aceitar um outro caminho?
Opinião:
Foi com surpresa que percebo que Agnès Martin-Lugand tinha escrito a continuação de As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café (opinião aqui). A temática do luto continua presente, mas desta vez de uma forma mais ténue. É que Diane, a protagonista, já conseguiu sair da depressão e está agora a lutar pela sua felicidade. Nota-se que continua a evoluir, mas ainda tem alguns traumas e dificuldades a ultrapassar.
Diana continuou a gerar em mim sentimentos diferentes. Por um lado sinto empatia pela dor que sofreu e quero muito vê-la a voltar a ser feliz, por outro vejo que ela nem sempre entende os seus sentimentos e por isso acaba por adiar tudo o que de bom a vida ainda lhe pode dar, o que é frustrante. Mas ao mesmo tempo, dei por mim a pensar em como nós tentamos muitas vezes negar o que realmente queremos por acharmos que outras opções nos podem fazer melhor. É a luta entre coração e mente.
Além da luta individual da protagonista por reafirmar-se e voltar a encontrar um rumo acaba por estar ligada aos homens que atravessam a sua vida. Vemos a relação distante com o pai, a grande amizade com Félix, a estabilidade e carinho com Olivier e a paixão dolorosa com Edward. Gostei que todos eles tivessem papéis bem distintos, mas gostaria de ter visto o lado familiar mais explorado.
Relativamente à componente mais romântica, voltou a ser apresentada com realismo. Consegui sentir as dúvidas de Diane e a confusão dos seus sentimentos. Também me senti atordoada com um aparecimento e tal como ela tentei perceber o que estes homens queriam dela e o que lhe tinham para oferecer. Ela ficou numa posição ingrata, o que me levou, enquanto leitora, a analisar os prós e contras de cada opção. Mas a descrição e desenvolvimento de sentimentos não deixava margens para dúvidas quanto ao que iria acontecer.
Terminado esta leitura, senti-me bem e satisfeita com o fim da trama. Faz-nos suspirar e acreditar que, tal como o título indica, a vida guarda sempre algo de bom para todos, e nós só temos de saber como agarrar as oportunidades que surgem. Porém, também dei por mim a pensar se este livro não foi escrito da necessidade da autora responder às críticas relativas à conclusão do volume anterior, já que esse fim gerou tantas dúvidas. Mas também acredito que se trata de um livro que pode ser lido sem necessidade ao anterior, pois a autora explica tudo o que é necessário para compreender este.
Agnès Martin-Lugand volta a provar que é capaz de contar histórias bonitas e que nos tocam o coração, ao mesmo tempo que apresenta personagens reais e com as quais nos conseguimos identificar. Ao mostrar que depois da dor existe luz, a autora faz-nos ter esperança na superação e na felicidade. Sendo assim, fico satisfeita por este livro ter surgido e assim ter conseguido ver Diane a evoluir e a sorrir.
Outras opiniões a livros de Agnès Martin-Lugand:
As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café
Autor: Agnès Martin-Lugand
Tradutor: Rita Carvalho e Guerra
ISBN: 9789896650346
Editora: Suma de Letras (2016)
Sinopse:
Desde o seu regresso da Irlanda, Diane virou a página da sua tumultuosa história com Edward, determinada a reconstruir sua vida em Paris. Com a ajuda do seu amigo Felix, lança-se de cabeça na compra e abertura do seu café literário. E é aí, em As pessoas felizes lêem e bebem café, o seu refúgio, que conhece Olivier. É simpático, atencioso e principalmente compreende e aceite a sua recusa em ser mãe novamente. Diane sabe que nunca vai se recuperar da perda da sua filha.
No entanto, um evento inesperado muda tudo: as certezas de Diane, as suas escolhas, pelas quais tanto lutou, vão entrar em colapso, uma após a outra.
Será que Diane tem a coragem necessária para aceitar um outro caminho?
Opinião:
Foi com surpresa que percebo que Agnès Martin-Lugand tinha escrito a continuação de As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café (opinião aqui). A temática do luto continua presente, mas desta vez de uma forma mais ténue. É que Diane, a protagonista, já conseguiu sair da depressão e está agora a lutar pela sua felicidade. Nota-se que continua a evoluir, mas ainda tem alguns traumas e dificuldades a ultrapassar.
Diana continuou a gerar em mim sentimentos diferentes. Por um lado sinto empatia pela dor que sofreu e quero muito vê-la a voltar a ser feliz, por outro vejo que ela nem sempre entende os seus sentimentos e por isso acaba por adiar tudo o que de bom a vida ainda lhe pode dar, o que é frustrante. Mas ao mesmo tempo, dei por mim a pensar em como nós tentamos muitas vezes negar o que realmente queremos por acharmos que outras opções nos podem fazer melhor. É a luta entre coração e mente.
Além da luta individual da protagonista por reafirmar-se e voltar a encontrar um rumo acaba por estar ligada aos homens que atravessam a sua vida. Vemos a relação distante com o pai, a grande amizade com Félix, a estabilidade e carinho com Olivier e a paixão dolorosa com Edward. Gostei que todos eles tivessem papéis bem distintos, mas gostaria de ter visto o lado familiar mais explorado.
Relativamente à componente mais romântica, voltou a ser apresentada com realismo. Consegui sentir as dúvidas de Diane e a confusão dos seus sentimentos. Também me senti atordoada com um aparecimento e tal como ela tentei perceber o que estes homens queriam dela e o que lhe tinham para oferecer. Ela ficou numa posição ingrata, o que me levou, enquanto leitora, a analisar os prós e contras de cada opção. Mas a descrição e desenvolvimento de sentimentos não deixava margens para dúvidas quanto ao que iria acontecer.
Terminado esta leitura, senti-me bem e satisfeita com o fim da trama. Faz-nos suspirar e acreditar que, tal como o título indica, a vida guarda sempre algo de bom para todos, e nós só temos de saber como agarrar as oportunidades que surgem. Porém, também dei por mim a pensar se este livro não foi escrito da necessidade da autora responder às críticas relativas à conclusão do volume anterior, já que esse fim gerou tantas dúvidas. Mas também acredito que se trata de um livro que pode ser lido sem necessidade ao anterior, pois a autora explica tudo o que é necessário para compreender este.
Agnès Martin-Lugand volta a provar que é capaz de contar histórias bonitas e que nos tocam o coração, ao mesmo tempo que apresenta personagens reais e com as quais nos conseguimos identificar. Ao mostrar que depois da dor existe luz, a autora faz-nos ter esperança na superação e na felicidade. Sendo assim, fico satisfeita por este livro ter surgido e assim ter conseguido ver Diane a evoluir e a sorrir.
Outras opiniões a livros de Agnès Martin-Lugand:
As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café
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