quinta-feira, 30 de julho de 2015

Comprar o livro pela capa 82: A Marca de Kushiel

A Marca de Kushiel é o segundo volume de uma série de Jacqueline Carey, publicada pela Saída de Emergência. Este livro pode ser encontrado com duas capas.

Este livro surgiu pela primeira vez em 2010. A capa tem uma figura feminina de pele pálida e cabelos negros que veste vermelho. O fundo é verdade e sugere ser o pormenor de uma fachada.

Em 2015, com a reedição da série, surge uma nova imagem. Desta vez, a imagem feminina surge dentro de uma pena em tons de rosa e magenta. O fundo branco enaltece a imagem.

Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem?


Qual a melhor capa?

A primeira, de 2010
A segunda, de 2015
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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Opinião: Wayward Pines - Paraíso (Wayward Pines #1)

Título original: Pines (2012)
Autor: Blake Crouch
Tradução: João Tordo e Ester Cortegano
ISBN: 9789898775368
Editora: Suma de Letras (2015)

Sinopse:

O agente secreto E. Burke chega a Wayward Pines com a missão de encontrar dois agentes que desapareceram. Logo ao chegar, sofre um violento acidente e acorda no hospital: sem documentação, sem telemóvel, sem a pasta. À medida que a investigação avança, as dúvidas são numerosas e inquietantes. Burke afasta-se cada vez mais do mundo que pensava conhecer e do homem que pensava ser. Até que esbarra numa dúvida aterradora: será ele capaz de sair dali?

Opinião:

Eu confesso: comecei a ver a série sem saber que ela era inspirada em livros. Mea culpa! Eu, que prefiro sempre ler antes de ver uma adaptação, cometi este "erro". Mas fui a tempo de me redimir! Pouco tempo depois de ter visto o primeiro episódio tomei conhecimento da trilogia de Blake Crouch e assim que o primeiro volume me chegou às mãos eu decidi parar tudo e ler!

É verdade que já sabia o que podia esperar, mas nada me preparava para as revelações que esta trama apresenta. Wayward Pines - Paraíso agarra desde a primeira página. Burke é o protagonista e uma figura que cativa pela situação em que se encontra. Afinal, ao início, parece que ele está a passar por um contratempo que, apesar de tudo, não causa estranheza, mas com o desenrolar da narrativa começamos a perceber que algo muito incomum está a acontecer. Por isso a atitude de Burke não é de estranhar.

Agente secreto, ele é um homem perspicaz, inteligente e com instintos apurados. Percebemos que é também alguém que já cometeu erros de que se arrepende, mas que agora procura uma nova oportunidade. Não tem uma personalidade que se destaque, para dizer a verdade, mas é alguém que se encontra numa situação muito estranha e que, por isso, gera interesse. As restantes personagens causam desconfiança, pois percebe-se perfeitamente que estão a usar uma máscara e a esconder informação que, à medida que a trama avança, parece ser cada vez mais valiosa.

Enquanto leitora, estava sempre a tentar encontrar uma solução para o problema de Burke e um motivo para tal lhe estar a acontecer. Tendo em conta que, inicialmente, o livro tem características de thriller, eu estava a limitar-me a uma linha de raciocínio. Nem imaginam a minha surpresa quando percebi que este livro não pertence apenas a esse género. Uma revelação muito agradável e inesperada, que faz sentido e que assusta. Levou-me a repensar tudo o que já tinha lido e mudou por completo a minha forma de pensar. Gostei bastante desta reviravolta.

Contudo, no final da leitura, fica a sensação de que este volume não passou de uma apresentação. O autor cria o mistério sobre a cidade e a verdade sobre aquele local acaba por ser revelada, é verdade, mas em termos de ação, existe pouco a acontecer. Percebemos o funcionamento do espaço, a razão de ele existir e a função de cada figura neste local, mas não existe desenvolvimento de personagens. Penso que tal acontece de forma propositada, mas fica a saber a pouco. Com a última página surge a vontade de perceber o que Burke vai fazer com a informação de que agora dispõe e como aquela sociedade irá continuar a coexistir.

Como tal, decidi que não podia esperar muito para ler o próximo volume desta trilogia. No dia em publico esta opinião pego também no livro que se segue a Wayward Pines - Paraíso. Afinal, esta é uma leitura que pode parecer incompleta, mas que surpreendeu e que revela ser uma introdução para algo muito maior e emocionante. Estou muito curiosa para saber que outras revelações Blake Crouch preparou e para descobrir como tudo vai terminar.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Resultado do passatempo "O Mar Infinito"

É com um enorme prazer que publico o resultado do passatempo realizado em parceria com a  Editorial Presença, no qual estava em sorteio um exemplar do livro O Mar Infinito, de Rick Yancey.


Este sorteio conta com 163 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...


..92! Que equivale à participação de:

Sofia (...) Teixeira, da Maia

Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Opinião: O Lago dos Sonhos (Blackthorn & Grim, #1)

Título original: Dreamer's Pool (2013)
Autor: Juliet Marillier
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789896576288
Editora: Planeta (2015)

Sinopse:

Um livro intenso que tem como pano de fundo a Irlanda medieval. Voltando ao registo dos seus primeiros livros, a autora constrói uma trama intricada, sempre acompanhada dos mistérios celtas, que não deixará os leitores indiferentes.
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn... terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Opinião:

Juliet Marillier é uma autora que eu faço questão de acompanhar e fico feliz por os seus livros estarem a ser publicados com regularidade em Portugal.O mais recente a chegar às nossas livrarias é O Lago dos Sonhos, o primeiro volume de uma nova série, que marca o regresso da contadora de histórias a temas mais adultos.

Esta trama é narrada segundo três pontos de vista diferentes. O primeiro que nos é dado a conhecer é o de Blackthorn. Ao contrário de grande parte das protagonistas da autora, esta é uma mulher madura,  sábia, com um temperamento difícil, resultado de um passado de dor e perda, e que tem muita vontade de ver a justiça a ser feita. Gostei bastante dela pela sua diferença e por parecer ser alguém real. Juliet Marillier arriscou com esta personagem e fê-lo muito bem! Nota-se que ela se inspirou nos seus conhecimentos druídicos para a criar assim como na experiência pessoal de outros.

Depois, existe Grim, um homem que também é muito diferente e inesperado. Nota-se queexiste nele um grande coração, mas também algo muito negro que o atormenta. Ao longo de toda a obra queremos perceber o que lhe aconteceu para se tornar o que é. A terceira visão da obra é dada por Oran, um príncipe jovem, idealista e romântico. Ele é o típico galã com que todas as jovens desejam casar, e penso que, desta forma, a autora quis mostrar que o sonho pode existir, ainda que possa ser improvável. Afinal, Juliet já disse por mais do que uma vez que gosta de contar histórias que transmitam esperança apesar dos muitos obstáculos que possam ter.

O desenrolar da narrativa está muito bem conseguido, apesar dos acontecimentos que são revelados na sinopse apenas surgirem na segunda metade do livro. O início é chocante e justifica a personalidade de Blachthorn e Grim. Ao mesmo tempo, cria no leitor a necessidade de que os vilões sejam castigados, uma revolta que se mantém ao longo de toda a leitura. Os elementos mágicos são muito semelhantes aos que surgem noutras obras da autora, uma vez que parecem não ter limites com o que é natural. Podem surgir dúvidas sobre como a história de Blachthorn e Grim se vai intercalar com a de Oran, uma vez que tal demora a acontecer.~

Nesta trama, penso que não existe um grande vilão a ser derrotado, mas sim várias forças que representam a corrupção da humanidade. De todas as formas, a mentira e o engano está sempre subjacente, sendo ainda que na maioria das ocasiões existe o uso da força e do poder para subjugar aqueles que são mais fracos. Acredito que a autora queria mostrar que estas maldades e atrocidades também existem nos nossos dias e, assim, sensibilizar os leitores a serem mais atentos com o que os rodeia.

Relativamente ao mistério que envolve esta trama, está bem conseguido, apesar de Juliet Marillier fornecer muitas pistas sobre o que poderá estar verdadeiramente acontecer. Sendo assim, não é difícil adivinhar qual será a resolução, mas quando tal acontece parece algo saído de um verdadeiro conto de fadas.

O Lago dos Sonhos revela ser um ponto de viragem no trabalho de Juliet Marillier. A trama adquiriu um teor mais adulto e interventivo mas sem nunca perder a ideia de sonho e esperança tão características da autora. Eu fiquei muito bem impressionada e estou ansiosa pela chegada do próximo volume desta série, que tem tudo para estar entre as melhores desta verdadeira contadora de histórias.

Outras opiniões a livros de Juliet Marillier:
A Filha da Floresta (Sevenwaters #1)
O Filho das Sombras (Sevenwaters #2) 
A Filha da Profecia (Sevenwaters #3)
A Vidente de Sevenwaters (Sevenwaters #5)
A Chama de Sevenwaters (Sevenwaters #6)
Sangue-do-Coração
Shadowfell (Shadowfell #1)
O Voo do Corvo (Shadowfell #2)
A Voz (Shadowfell #3)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Opinião: Shiver - Um Amor Impossível (Lobos de Mercy Falls #1)

Título original: Shiver (2009)
Autor: Maggie Stiefvater
Tradução: Maria do Carmo Figueira
ISBN: 9789720044273
Editora: Editorial Presença (2011)

Sinopse:

Sam e Grace são dois adolescentes que vivem um amor sublime e aparentemente impossível. Todos os anos, quando chega a Primavera, Sam, abandona a sua vida de lobisomem e recupera a forma humana, aproximando-se de Grace, mas sempre que regressa o Inverno, vê-se obrigado a voltar à floresta e a viver com a sua alcateia. Quando olha pela janela de sua casa, na orla da floresta, Grace repara sempre num lobo que a fita com os seus misteriosos olhos amarelos e sabe que é ele, Sam, o seu salvador. E Sam observa a sua amada de longe, ansiando pelo retorno da Primavera. Conseguirá o seu amor, cada vez mais intenso, vencer os muitos obstáculos que ameaçam separá-los para sempre? Uma história cheia de aventuras e descobertas, mágica, original, que desafia a mente e enternece o coração.

Opinião:

Desde que Shiver - Um Amor Impossível saiu no mercado português que eu estava muito curiosa e com muita vontade de o ler. Afinal, trata-se de um livro dentro do género fantástico e sobre o qual já tinha lido boas opiniões. A oportunidade para o fazer aconteceu recentemente, e eu esperava deparar-me com uma história pouco complexa mas bonita e amorosa. Infelizmente este livro revelou-se uma grande desilusão.

Durante a leitura, não consegui deixar de constatar que Maggie Stiefvater parece fã de Stephanie Meyer. Perdoem-me, mas não consigo deixar de constatar as muitas semelhanças que existem entre este livro e Crepúsculo. Os vampiros foram substituídos por lobisomens, o que não pode ser considerada uma grande novidade ou inovação.

Grace, a protagonista, parece ter a mesma personalidade aborrecida de Bella. Também ela é, supostamente, muito madura para a idade, também ela toma conta dos pais que, por uma razão muito pouco credível, são disparatados e ausentes, também ela desenvolve uma verdadeira obsessão por um rapaz estranho, também ela é muito melodramática e sim... também ela não se sente incomodada por ser observada enquanto dorme. Não consegui sentir qualquer empatia com Grace.

Não consigo mesmo perceber o encanto à volta de Sam. Ele é um rapaz atormentado que representa o lado sobrenatural da obra, o que também o torna misterioso, mas, tirando isso, tem poucos atrativos. A autora tenta mostrar que os lobisomens são seres que, com o tempo, acabam por se entregar ao lado instintivo, mas Sam combate isso devido ao seu "amor" por Grace. Esta ideia pode parecer muito romântica, mas não foi bem desenvolvida. Não se percebe como este amor surgiu, pois o momento do "clique" foi muito estranho (sério... se ela estava a ser atacada, porque não ficou com marcas?) e porque parece ir contra algo que seria mais natural. Além disso, ele não deixa de parecer um perseguidor e até mesmo as suas músicas conseguem ser constrangedoras de tão lamechas que são.

As restantes personagens são muito fracas e superficiais. Os motivos da "rival" de Grace são demasiado forçados, o que fazem com que não seja temível. O mentor de Sam é insípido e, apesar de no início parecer ser uma figura paterna, acaba por se revelar um homem que poderia ser mais complexo do que o que realmente é.  Os pais de Grace são completamente descabidos, o que me leva a pensar que têm aquela personalidade só mesmo para a filha poder andar livremente a fazer o que quer e para ter um rapaz escondido no quarto.

A autora até tinha algumas ideias interessantes, mas mesmo quando estas foram desenvolvidas, tal aconteceu de uma forma muito fraca. A sociedade lobisomen até poderia fazer sentido, mas não há grandes motivos para tudo ser tão voltado para Sam. Um suposto alfa não é alguém a quem a liderança é imposta. Os desaparecimentos poderiam ter feito o leitor levantar suspeitas e imaginar diferentes hipóses, mas nem isso foi bem aproveitado.

Shiver - Um Amor Impossível é um livro que se lê sem grande entusiasmo e que depressa se torna aborrecido. Pode ter alguns momentos mais interessantes, mas estes depressa são quebrados pelos dramas e amores de adolescentes. No final da leitura, apenas fiquei feliz por não ter arriscado em comprar os dois volumes que se seguem. Não tenho qualquer intenção de concluir esta trilogia.