segunda-feira, 11 de maio de 2015

20|20 Editora tem nova chancela



Elsinore é a nova chancela da 20|20 Editora e tem como objetivo publicar títulos que são referências e autores que é urgente descobrir. Até ao final do ano, a nova chancela esperar publicar 10 livros, sendo que o primeiro será A Eterna Demanda, de Pearl S. Buck, que sairá já em maio.


A Elsinore vem, assim, juntar-se às chancelas Booksmile, Nascente, Topseller e Vogais que já integravam o universo da 20l20 Editora, grupo editorial que é hoje, após apenas cinco anos de existência, uma das cinco maiores editoras generalistas em Portugal.


sábado, 9 de maio de 2015

Opinião ao conto "Crónicas Obscuras: Roy just wants to have fun"

Autor: Vítor Frazão

Opinião:

Quando me falam em histórias de vampiros passadas no século XIX eu imagino logo um ambiente negro, de muito secretismo, perigoso, sensual e melancólico. Contudo, "Roy just wants to have fun" afasta-se completamente dessa ideia. E não só! Afasta-se também da ideia do vampiro sério que apenas pensa na sua sede de sangue.

 Roy McAllister é um típico bon vivant. Pode-se não ficar a conhecer a sua história, os seus objetivos, motivações e desejos, mas uma coisa é certa: trata-se de alguém que gosta de apreciar os prazeres terrenos e que tem muito sentido de humor.

A leitura é feita com rapidez e é divertida. As atitudes de Roy e as suas respostas a certos confrontos e desafios são inesperadas e bem conseguidas. Gostei deste vampiros que aparenta ser descomplicado. Quanto às outras personagens intervenientes, penso que elas representam o preconceito e uma posição mais conservadora. A linguagem do padre pode parecer inesperada, mas parece ter sido mesmo essa a intenção do autor.

O episódio relatado neste conto apresente um breve episódio na existência de Roy. Fica a vontade de que o autor explore esta personagem noutros contos, pois percebe-se que ele tem muito mais para dar.

Download gratuito no Smashwords e na Fantasy & Co.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Passatempo especial de aniversário: "O Espião Português" e "A Espia do Oriente"

É com um enorme prazer que vos apresento este passatempo: para comemorar o terceiro aniversário do blogue, o autor Nuno Nepomuceno e a TopBooks disponibilizaram ao Uma Biblioteca em Construção um pack que inclui os livros O Espião Português e A Espia do Oriente! Participar é muito simples!



Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:

- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui e aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
 - O passatempo terminada no dia 18 de Maio às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.

Agora é só participar!

PASSATEMPO TERMINADO

Notas:
- Este passatempo é realizado em parceria com o autor Nuno Nepomuceno e a TopBooks;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente entre as participações válidas através do site random.org;
- Como participação válida entende-se: existir apenas uma por participante com todos os dados do questionário respondidos correctamente;
- O vencedor será contactado por e-mail e anunciado no blogue;
- Este passatempo é válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios.

Hoje é dia de festa: 3 anos de blogue!


Confetes para  ar e toca a cantar (pelo menos mentalmente) o tradicional "Parabéns a você..."! O blogue Uma Biblioteca em Construção completa hoje três anos de vida!

São 3 anos que passaram no instante, talvez pelo enorme prazer que é estar envolvida neste projeto. E se ele aguentou até aqui com toda esta vida e se mostra que tem muito mais por onde evoluir é graças a todos os leitores. Muito, muito obrigada por gostarem deste espaço e por o ajudarem a fazer crescer. Espero que continuem a dar todo o vosso apoio e a mostrar todo o vosso interesse, pois só assim é possível continuar ano após anos sem dar pelo tempo. Também vocês estão de parabéns! E é por isso que os festejos são feitos a pensar em vocês. A partir de hoje e durante um mês  vão surgir algumas surpresas que têm como objetivo dar-vos presentes (acho já estão a adivinhar o que vem aí).

Quero ainda agradecer a todas as editoras parceiras do blogue Uma Biblioteca em Construção. Obrigada por acreditarem neste projecto e ajudarem na sua evolução. O vosso apoio é muito importante.

Sem me querer alongar muito mais para não vos maçar, termino aqui este texto reforçando a ideia de que vos sou muito grata. Afinal, um blogue não é apenas feita da pessoa que o cria. Um grande beijinho e abraço e que comece a festa!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Opinião: Slated - Reiniciada (Slated #1)

Título original: Slated (2012)
Autor: Teri Terry
Tradução: Carla Ribeiro
ISBN: 9789898730237
Editora: Lápis Azul (2015)

Sinopse:

Kyla Davis está prestes a entrar numa nova vida. As suas memórias foram apagadas e, com elas, todo o conhecimento que tinha antes de ter sido Reiniciada. Como pena para um crime que, como tudo o resto, desconhece, tudo o que a identificava foi removido. Agora, Kyla tem à sua espera uma nova família e um novo início de vida, e a responsabilidade de cumprir tudo aquilo que esperam dela – caso contrário, as consequências poderão ser pouco agradáveis.Mas, mesmo enquanto se tenta adaptar à comunidade, Kyla começa a questionar. Há pessoas a desaparecer à sua volta e uma vigilância opressiva em que todos parecem estar apenas à espera que ela cometa o seu primeiro erro. E, algures por dentro, há memórias que lutam para surgir. Talvez ela não seja apenas a boa menina Reiniciada que todos lhe exigem que seja. Mas quem é, então?

Opinião:

Reiniciada é o primeiro livro de uma trilogia distópica que nos leva a pensar sobre as consequências de medidas que procuram uniformizar uma sociedade. Kyla Davis é a protagonista desta obra que é narrada na primeira pessoa. Ela é uma jovem cuja memória e personalidade foi apagada e que volta então a ser inserida numa comunidade. Curiosamente, tinha tudo para ser uma personagem desinteressante, mas acaba por revelar uma consciência crítica que me levou a querer acompanhá-la.

Tal como eu, que estava a começar a entrar neste universo, também Kyla não sabe o que esperar. Por isso mesmo, não existe a sensação de que a protagonista sabe algo que nos está a esconder. Ao início Kyla poderá parecer demasiado básica e superficial, mas conforme a narrativa se vai desenrolando, é possível verificar que há algo muito próprio dela que não desapareceu completamente.A capacidade de criticar e o espírito artístico fazem desta rapariga uma reiniciada diferente.

É verdade que ao início aconteceram algumas situações que me custaram um pouco a aceitar.O facto de ela ser tratada praticamente como um bebé e de nem sequer recordar o perigo que é tocar numa lâmina pressupunha que a sua ignorância fosse ainda mais abrangente. Contudo, de um momento para o outro, ela parece ter obtido a consciência de um adolescente comum e não existe necessariamente explicação para isso.

Gostei da forma como Kyla se relacionou com as outras personagens. Ao início, demonstra um receio e hesitação bastante natural e a criação de laços afectivos surge de forma gradual e convincente. Entre as personagens com as quais ela se relaciona, as que mais me intrigaram foram a mãe, o pai e a doutora Lysander. Não é fácil descodificar estas três figuras pois percebe-se que até agora elas só mostraram uma parte muito pequena de quem são. Fiquei com uma enorme vontade de perceber quais são os seus objectivos e motivações e, apesar de existirem algumas pistas, tal ainda não foi completamente justificado. Um mistério intencional e bem conseguido.

O mundo é muito semelhante ao nosso e está situado num futuro próximo. Existem normas e instituições que são muito semelhantes às actuais, mas existem ainda outras novas e que foram criadas para criar a ideia de vigilância e opressão. Percebe-se que existe um método que altera os seres humanos desde tenra idade de modo a que estes se insiram numa cidade idealizada e harmoniosa, o que faz pensar sobre limites éticos para o controlo e ordem. Gostei da ideia do Levo, um instrumento que só vem a reforçar a ideia de repressão pela omissão de emoções verdadeiras.

O desenrolar da trama cativa e é rápido. É verdade que gostaria de ter visto um desenvolvimento da protagonista mais lento e que existem respostas que surgiram de uma forma demasiado fácil, tendo em conta que esta é uma sociedade de vigilância. Ficou muito por responder, nomeadamente no que toca aos rebeldes, que foram pouco explorados. Porém, sente-se que tal pode ser assunto para o próximo volume.

Quanto à tradução, percebe-se que houve uma preocupação em manter o tom introspectivo da narrativa original e uma linguagem natural nos diálogos. Contudo, existem umas quantas frases que necessitavam de uma revisão mais atenta no que toca a gramática, para além de que me fez alguma confusão ver palavras como "pai" e "mãe" a surgirem como se fossem nomes próprios. Não sei se está assim no original, mas mesmo que tal se confirme, não percebo a intenção.

Um bom início para uma trilogia que tem muito por onde evoluir. Reiniciada é um livro dedicado a um público jovem adulto que trata de assuntos pertinentes e que nos fazem reflectir sobre que futuro queremos para a nossa sociedade. Teri Terry é uma autora que vou querer continuar a acompanhar.