quinta-feira, 30 de abril de 2015

Novidade da Planeta para Maio

Rejeitada, de Jodi Ellen Malpas

Sinopse: Neste segundo livro da nova trilogia erótica, da mesma autora de Este Homem, a história de amor entre Miller e Livy continua com alguns percalços. Livy quer dedicar-se de corpo e alma a este homem fascinante, mas descobre uma faceta de Miller que a faz sentir rejeitada. Um romance povoado de personagens fascinantes, com uma história de amor intensa que vai deixar os leitores a suspirar pelo terceiro livro.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Opinião: A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo #3)

Título original: The Mark of Athena (2012)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Nuno Bombarda de Sá
ISBN: 9789896576387
Editora: Planeta (2015)

Sinopse:

Annabeth está aterrorizada; quando pensava juntar-se de novo a Percy após seis meses de separação, graças a Hera, eis que o Campo Júpiter se prepara para a guerra. Enquanto voa com os amigos Jasão, Piper e Leo no Argo II, a jovem não culpa os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma grega. Com o dragão fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece nada amigável.
Annabeth tem esperança de que a visão do pretor Jasão no tombadilho convença os romanos de que os visitantes do Campo dos Bastardos vêm em paz. Mas trata-se apenas de uma das suas preocupações. Annabeth transporta consigo um presente da mãe com uma exigência enervante: Segue a Marca de Atena. Vinga-me. A jovem já se sente pressionada pela profecia que envia sete semideuses numa demanda para encontrar – e fechar – as Portas da Morte. Que mais quer Atena dela? O maior medo de Annabeth, porém, é que Percy possa ter mudado, que se tenha aproximado demasiado dos romanos! O rapaz ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria a jovem sabe que nasceu para comandar, mas não quer continuar a viver sem ele.

Opinião:

Voltar a acompanhar Percy Jackson e os outros semideuses criados por Rick Riordan é sempre algo que me agrada muito. Sei à partida que estes heróis vão viver muitas aventuras e enfrentar com bravura obstáculos, sei que muitas situações podem parecer demasiafo fáceis e que certos vilões até vão surgir de uma forma rídicula, mas tudo isso me diverte. Gosto da forma como o autor mistura os mitos clássicos na era moderna, deixando uma sensação de frescura e juventude.

Os ingredientes já mencionados não ficam de foram em A Marca de Atena. Na terceira aventura da saga "Os Heróis do Olimpo", assiste-se a um grande choque entre as culturas gregas e romanas, pois  diferentes personagens destes dois meios unem-se numa missão em comum. Desta vez ninguém perde a memória, o que faz com que os contrastes e as semelhanças estejam mais em evidência.

Este livro é contado a três vozes, e cada uma delas corresponde ao filho de um deus grego. Percy Jackson, que sempre surgiu como um líder, mantém a sua postura corajosa, otimista e, por vezes, pouco convencional. Anabeth surge como o elemento mais maduro, talvez por ser filha de Atena e devido à missão secreta que lhe foi incumbida. Leo mantém o seu lado bem-disposto eaté ingénuo apesar dos tormentos que vive. Já Piper parece estar a ultrapassar a sua timidez e a começar a acreditar no potencial que tem.

Os heróis já não guardam grandes surpresas, é verdade, mas é a forma como eles reagem aos desafios que fazem a trama avançar. Afinal, existem sempre obstáculos a serem ultrapassados, todos respectivos a mitos da cultura clássica. Figuras mais conhecidas, como Hércules e Narciso, e outras que podem passar mais despercebidas, como Crisaor e os gémeos Aloídas, surgem como inimigos dos heróis. É sempre engraçado ver a forma como Rick Riordan os traz para o mundo moderno e as personalidades que lhes concede.

O enredo é divertido e proporciona uma leitura rápida. É certo que existem certas situações que acontecem de uma forma demasiado simples, o que pode não agradar aos leitores mais exigentes. Em momento algum surge a dúvida de que os heróis não vão conseguir, por isso a leitura é feita sem grande sobressaltos. Contudo, foi muito bom ver que o final trouxe uma surpresa, o que puxa para a leitura do próximo volume desta saga.

Este livro teve um tradutor diferente dos dois volumes anteriores e isso sente-se sem ser preciso comparar nomes. Afinal, existem algumas palavras que surgem de forma diferente, o que pode causar alguma estranheza. Enquanto nos volumes anteriores alguns termos foram traduzidos, agora surgem na sua forma original. Mas aquilo que mais me causou estranheza foi a mudança do nome de Jason, que agora é Jasão. Confesso que, no primeiro livro, achei que o nome deveria ter sido traduzido, mas não tendo acontecido, acho que se deveria ter mantido.

Os fãs de Rick Riordan vão apreciar A Marca de Atena. Rick Riodan continua a provar que a sua fórmula de sucesso não se esgotou e que é capaz de tornar uma grande aventura num livro divertido de se ler. Se gostaram de outros livros do autor, então de certeza que vão apreciar este.

Outras opiniões a livros de Rick Riordan:
Percy Jackson e a Maldição do Titã (Percy Jackson #3)
O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)
O Filho de Neptuno (Os Heróis do Olimpo #2)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Resultado do passatempo "Erebos"

É com um enorme prazer que publico o resultado do passatempo realizado em parceria com a  Editorial Presença, no qual estava em sorteio um exemplar do livro Erebos, de Ursula Poznanski.


Este sorteio conta com 180 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...


..154! Que equivale à participação de:

Edgar (...) Costa, do Porto

Muitos parabéns ao vencedor! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.

Novidade da Marcador para Maio

A Elite, de Kiera Cassa

Sinopse: A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com ogrupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinha planeado partilhar com ele.America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.



sábado, 25 de abril de 2015

Opinião: Erebos

Título original: Erebos (2010)
Autor: Ursula Poznanski
Tradução: João Bouza da Costa
ISBN: 9789722355186
Editora: Editorial Presença (2015)

Sinopse:

Numa escola de Londres um misterioso e viciante jogo de computador circula entre os estudantes, mas ninguém fala disso abertamente. As regras do jogo são extremamente rígidas. Cada jogador tem apenas uma oportunidade e se perder nunca mais pode entrar no jogo; deve estar sempre sozinho e não pode falar a ninguém sobre o seu jogo. Quem violar estas instruções é também eliminado. O jogo é inteligente e interage com o jogador como se o vigiasse constantemente. As missões atribuídas devem ser concretizadas no mundo real. Quando Nick Dunmore começa a jogar, sente-se de imediato absorvido, aprende as regras e avança rapidamente; contudo, vê-se forçado a questionar as implicações deste jogo perigoso. Qual o verdadeiro objetivo? E que segredo esconde? Um livro que os apreciadores de fantasia, jogos de computador, lendas urbanas, distopias, não devem perder.

Opinião:

Quando li a sinopse de Erebos fiquei muito curiosa era um livro que incluía algo de que já gostei muito: RPGs. Sim, é verdade, já joguei mas deixei de jogar. E porquê? Porque percebi que aquilo era realmente viciante e que não me permitia aproveitar outras coisas da vida. Por isso mesmo, quando comecei a ler este livro de Ursula Poznanski, consegui identificar-me com a relação da personagem principal com o jogo, algo que está realmente muito bem feito.

Este é um livro destinado a leitores jovens adultos mas cujo mistério vai interessar aos leitores mais experientes que gostam de resolver problemas. Começamos por acompanhar um rapaz adolescente que comum. Ele tem uma boa relação com os pais apesar de alguns atritos, eles sente a pressão da escola, ele tem uns poucos bons amigos e ele está completamente apaixonado por uma rapariga com quem mal consegue falar. Até agora, todos características normais que pouco surpreendem. Contudo, a vida deste rapaz muda quando percebe que há algo secreto a acontecer entre alguns alunos.É aqui que a leitura nos começa a agarrar, tal como se tivéssemos numa teia, pois quantas mais páginas lemos mais queremos ler.

Estava um pouco reticente quanto à forma como a autora iria retratar o tempo em que Nick joga, já que o narrador acompanha directamente a experiência do protagonista. Contudo, fiquei bem agradada ao perceber que quando Nick está a jogar, ele deixa de ser quem é para ser a sua personagem, o que faz com que nós saltemos para aquele mundo e sentíssemos que estamos dentro dele. Contudo, não sei se a alteração da forma verbal entre vida real e jogo tenha sido bem conseguida. No jogo, gostei dos lugares-comuns como as missões ou as construções de personagens, mas aquilo que mais me intrigou foi mesmo a repercussão que Erebos tinha na vida real.

As missões da vida real intensificam o mistério, mas é a alteração que se dá na personalidade de Nick que eu mais apreciei. A autora conseguiu transmitir muito bem a forma como o vício por um jogo de vídeo surge. Ao início é uma mera curiosidade, depois torna-se um passatempo de eleição para a seguir ser uma parte fundamental do dia a dia sem a qual se consegue passar. Nick reflecte bem isso não só pelo tempo que gasta em Erebos mas principalmente através das emoções, que são mais agressivas e impacientes quando está afastado do ecrã do computador. Um aspecto que serve como lição e alerta ao leitor.

A forma como a trama se desenrola está bem conseguida. O que ao início parecia uma diversão comum passa a ser uma arma. Ao longo da leitura, estava sempre a tentar imaginar qual era o objectivo de tudo aquilo e confesso que só mais tarde consegui perceber o que estava a acontecer. A conclusão pode gerar algumas dúvidas e existem aspectos externos ao jogo que acabaram por não serem encerrados. Também houve uma relação entre personagens que me pareceu surgir sem grandes bases.

Houve uma situação em particular da tradução que me fez confusão. Por diversas vezes diz-se que Nick está no sexto ano. Ora, tendo em conta que ele está a estudar em Inglaterra, o sexto ano equivale aos dois últimos anos do ensino secundário, o que faz sentido tendo em conta a idade da personagem. Contudo, isso não é perceptível para quem não sabe disso, e, nesse caso, o sexto ano será associado ao sexto ano português, o que pode gerar alguns desentendimentos. De resto, gostei da tradução, especialmente no que toca aos diálogos que continham palavras e expressões peculiares dos jovens dos dias de hoje.

Erebos é uma leitura muito divertida, por vezes assustadora, e muito diferente. Durante esta opinião, tentei não desvendar demasiada informação, pois acho que a experiência de descoberta é muito interessante e emocionante. O final pode carecer de mais explicações, mas a viagem até lá é muito boa. Recomendo!

Para mais informações sobre o livro Erebos, clique aqui!