Hoje lemos o que queremos.
sábado, 25 de abril de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Novidade da Individual Editora para Abril
Encarnação, de Jodi Meadows
Sinopse: Quando Ana nasceu, o mundo mudou. Durante cinco mil anos, o mesmo milhão de almas renasceu um e outra vez, guardando consigo a memória das experiências vividas e de tudo o que aprenderam. Mas Ana é nova. Não é nenhuma das almas que todos conhecem desde o princípio de tudo e, por isso, a sua existência é, para muitos, perturbadora.
Quando viaja para a capital, Coração, os seus cidadãos tratam-na como uma sem-alma, desconfiados e com medo do que a sua presença significa. Quando dragões e elfos atacam a cidade, será ela a culpada?
Ana precisa de descobrir o erro que lhe deu a vida de outra pessoa, mas irá a sua demanda ameaçar a paz de Coração e destruir a promessa de reencarnação para todos?
Sinopse: Quando Ana nasceu, o mundo mudou. Durante cinco mil anos, o mesmo milhão de almas renasceu um e outra vez, guardando consigo a memória das experiências vividas e de tudo o que aprenderam. Mas Ana é nova. Não é nenhuma das almas que todos conhecem desde o princípio de tudo e, por isso, a sua existência é, para muitos, perturbadora.
Quando viaja para a capital, Coração, os seus cidadãos tratam-na como uma sem-alma, desconfiados e com medo do que a sua presença significa. Quando dragões e elfos atacam a cidade, será ela a culpada?
Ana precisa de descobrir o erro que lhe deu a vida de outra pessoa, mas irá a sua demanda ameaçar a paz de Coração e destruir a promessa de reencarnação para todos?
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Opinião: A Música do Silêncio (A Crónica do Regicida #2.5)
Título original: The Slow Regard of Silent Things (2014)
Autor: Patrick Rothfuss
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789892330716
Editora: Asa (2015)
Sinopse:
Sob a Universidade há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem da sua existência: uma rede descontínua de túneis antigos, corredores serpenteantes e salas abandonadas. Ali, no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.
O seu nome é Auri, e é uma jovem cheia de segredos.
A Música do Silêncio é um vislumbre breve e agridoce da sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história oferece-nos a oportunidade de ver o mundo pelos olhos de Auri. E dá-nos a oportunidade de conhecer algumas coisas que só ela sabe...
Neste livro, Patrick Rothfuss leva-nos ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série "A Crónica do Regicida".
Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida a tentar viver num mundo destruído
Opinião:
Ansiosa pela continuação de O Nome do Vento e O Medo do Homem Sábio, fiquei feliz ao saber que a Asa, através da coleção 1001 Mundos, ia publicar A Música do Silêncio. Percebi desde cedo que não se tratava na desejada continuação da história de Kvothe, mas sim de um livro que pretendia explorar uma das personagens mais misteriosas deste universo criado por Patrick Rothfuss: Auri.
Assim que o livro me chegou às mãos, adorei perceber que se tratava de uma edição em capa dura. As dimensões podem ser mais pequenas do que é habitual, mas sente-se à partida que se está perante um livro que foi preparado de forma cuidada. Ao folhear rapidamente as páginas, adorei perceber que existiam ilustrações. Os desenhos são de autoria de Nate Taylor e ajudam a enriquecer a obra.
A narrativa não é comum e o próprio autor admite isso. Confesso que uma das primeiras coisas que li foi a nota final do autor e nela sentem-se as dúvidas, hesitações e receios de Patrick Rothfuss quanto a esta obra que acreditava que nunca iria ser publicada. Afinal, esta é uma história muito diferente do que é habitual e que apesar de se passar no universo de "A Crónica do Regicida" se afasta desta em estilo e objetivo.
Auri é a única figura presente nestas páginas (se não contarmos com Foxen, claro). E se ela já era estranha e misteriosa em outros títulos, a verdade é que mantém essas características nestas páginas. No início, pode sentir-se uma certa estranheza. Afinal, não está a ser contada uma história que tenha um desenrolar comum, mas está sim a ser relatado o dia a dia de Auri. Ela vive na Subcoisa, os subterrâneos que existe por baixo da Universidade.
Ao longo da leitura, fiquei com a sensação de que me foi permitido entrar na rotina de Auri. Apesar de viver sozinha, ela cria obrigações e mantém-se activa. Ao início pode custar associar os nomes que ela dá aos espaços à concepção desses locais, mas com o passar das páginas percebe-se que Auri tem uma grande necessidade de organizar e esquematizar a sua vida. E foi aqui que ela me levou a pensar sobre os objectivos que tenho para cada dia.
Pode parecer estranho estar a ler sobre as obrigações que esta jovem impõe a si própria. Por vezes, surgiram mesmo momentos que acabaram por ser mais aborrecidos. Mas também é verdade que se fica com a sensação da segurança que o controlo dá. Afinal, Auri é a senhora da Subcoisa, tudo está como ela acredita que deveria estar e é isso que a deixa tranquila ao final do dia.
O que mais me impressionou em Auri é que ela é uma solitária mas que não sente a solidão. É verdade que se percebe que ela espera a visita de alguém (e até conseguimos facilmente adivinhar quem é esse alguém), mas percebe-se que ela sente-se em paz naqueles espaços que são só dela. Sente-se o silêncio que a rodeia, mas este não a sufoca ou atormenta, muito pelo contrário. Para Auri, o silêncio da Subcoisa é sinal que tudo está no seu lugar e que ela pode estar tranquila. Quando percebi isso, senti uma enorme empatia por Auri. Ela é uma jovem que aparenta fragilidade mas que transmite uma noção de autoestima muito diferente do habitual. Afinal, só alguém que gosta muito de si própria conseguiria viver apenas na sua própria companhia.
A Música do Silêncio é um livro introspectivo. Através das acções de Auri somos levados a refletir sobre características nossas que dificilmente revelamos aos outros. Este não é um livro para quem procura uma história de acção e aventura, mas é sim uma ótima leitura para quem quer conhecer melhor os segredos do mundo de A Crónica do Regicida ou simplesmente quem goste de livros que transmitam uma mensagem que chega ao coração e explorem personagens diferentes do habitual
Autor: Patrick Rothfuss
Tradução: Renato Carreira
ISBN: 9789892330716
Editora: Asa (2015)
Sinopse:
Sob a Universidade há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem da sua existência: uma rede descontínua de túneis antigos, corredores serpenteantes e salas abandonadas. Ali, no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.
O seu nome é Auri, e é uma jovem cheia de segredos.
A Música do Silêncio é um vislumbre breve e agridoce da sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história oferece-nos a oportunidade de ver o mundo pelos olhos de Auri. E dá-nos a oportunidade de conhecer algumas coisas que só ela sabe...
Neste livro, Patrick Rothfuss leva-nos ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série "A Crónica do Regicida".
Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida a tentar viver num mundo destruído
Opinião:
Ansiosa pela continuação de O Nome do Vento e O Medo do Homem Sábio, fiquei feliz ao saber que a Asa, através da coleção 1001 Mundos, ia publicar A Música do Silêncio. Percebi desde cedo que não se tratava na desejada continuação da história de Kvothe, mas sim de um livro que pretendia explorar uma das personagens mais misteriosas deste universo criado por Patrick Rothfuss: Auri.
Assim que o livro me chegou às mãos, adorei perceber que se tratava de uma edição em capa dura. As dimensões podem ser mais pequenas do que é habitual, mas sente-se à partida que se está perante um livro que foi preparado de forma cuidada. Ao folhear rapidamente as páginas, adorei perceber que existiam ilustrações. Os desenhos são de autoria de Nate Taylor e ajudam a enriquecer a obra.
A narrativa não é comum e o próprio autor admite isso. Confesso que uma das primeiras coisas que li foi a nota final do autor e nela sentem-se as dúvidas, hesitações e receios de Patrick Rothfuss quanto a esta obra que acreditava que nunca iria ser publicada. Afinal, esta é uma história muito diferente do que é habitual e que apesar de se passar no universo de "A Crónica do Regicida" se afasta desta em estilo e objetivo.
Auri é a única figura presente nestas páginas (se não contarmos com Foxen, claro). E se ela já era estranha e misteriosa em outros títulos, a verdade é que mantém essas características nestas páginas. No início, pode sentir-se uma certa estranheza. Afinal, não está a ser contada uma história que tenha um desenrolar comum, mas está sim a ser relatado o dia a dia de Auri. Ela vive na Subcoisa, os subterrâneos que existe por baixo da Universidade.
Ao longo da leitura, fiquei com a sensação de que me foi permitido entrar na rotina de Auri. Apesar de viver sozinha, ela cria obrigações e mantém-se activa. Ao início pode custar associar os nomes que ela dá aos espaços à concepção desses locais, mas com o passar das páginas percebe-se que Auri tem uma grande necessidade de organizar e esquematizar a sua vida. E foi aqui que ela me levou a pensar sobre os objectivos que tenho para cada dia.
Pode parecer estranho estar a ler sobre as obrigações que esta jovem impõe a si própria. Por vezes, surgiram mesmo momentos que acabaram por ser mais aborrecidos. Mas também é verdade que se fica com a sensação da segurança que o controlo dá. Afinal, Auri é a senhora da Subcoisa, tudo está como ela acredita que deveria estar e é isso que a deixa tranquila ao final do dia.
O que mais me impressionou em Auri é que ela é uma solitária mas que não sente a solidão. É verdade que se percebe que ela espera a visita de alguém (e até conseguimos facilmente adivinhar quem é esse alguém), mas percebe-se que ela sente-se em paz naqueles espaços que são só dela. Sente-se o silêncio que a rodeia, mas este não a sufoca ou atormenta, muito pelo contrário. Para Auri, o silêncio da Subcoisa é sinal que tudo está no seu lugar e que ela pode estar tranquila. Quando percebi isso, senti uma enorme empatia por Auri. Ela é uma jovem que aparenta fragilidade mas que transmite uma noção de autoestima muito diferente do habitual. Afinal, só alguém que gosta muito de si própria conseguiria viver apenas na sua própria companhia.
A Música do Silêncio é um livro introspectivo. Através das acções de Auri somos levados a refletir sobre características nossas que dificilmente revelamos aos outros. Este não é um livro para quem procura uma história de acção e aventura, mas é sim uma ótima leitura para quem quer conhecer melhor os segredos do mundo de A Crónica do Regicida ou simplesmente quem goste de livros que transmitam uma mensagem que chega ao coração e explorem personagens diferentes do habitual
domingo, 19 de abril de 2015
Opinião: Dias de Sangue e Glória (Trilogia Entre Mundos)
Título original: Days of Blood and Starlight (2012)
Autor: Laini Taylor
Tradução: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789720047373
Editora: Porto Editora (2015)
Sinopse:
Karou, antiga estudante de Arte, quimera revenante e aprendiz de ressurrecionista, tem finalmente as respostas que sempre procurou.
Sabe quem é − e o que é. Porém, com este conhecimento vem outra verdade que ela daria tudo para desfazer: amou o inimigo e foi traída, e um mundo inteiro sofreu por isso.
Agora, sacerdotisa de um castelo de areia numa terra de poeira e estrelas, profundamente só, Karou tenta recriar o universo do seu passado, contribuindo, com a sua dor e a sua mágoa, para a volta gloriosa das quimeras.
Porém, sem Akiva, e sem o seu sonho de amor partilhado, o caminho da esperança afigura-se impossível de trilhar.
Repleto de desgosto e beleza, segredos e escolhas impossíveis, Dias de Sangue e Glória encontra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra tão antiga como o tempo.
Opinião:
Quando terminei a leitura de A Quimera de Praga, desejei que o segundo volume desta trilogia não demorasse muito a chegar. Felizmente a Porto Editora parece ter ouvido as minhas preces e Dias de Sangue e Glória chegou mais rápido do que eu imaginei. Claro que assim que tive oportunidade peguei neste livro. E que bom foi voltar a esta trama entre mundos, onde quimeras e anjos não param de me surpreender.
A leitura deste livro começa cerca de um mês depois dos acontecimentos de A Quimera de Praga. Percebe-se que muito aconteceu entretanto, mas só com o decorrer da leitura é que percebemos o que foi e como isso alterou as motivações de algumas personagens, nomeadamente a protagonista. Não é fácil aceitar algumas das decisões de Karou e apesar de gostar muito desta personagem, a verdade é que por vezes ela seguiu rumos com os quais não concordei. Mas curiosamente, isso cria tensão e torna a leitura mais intensa.
Não quero condicionar a vossa experiência de leitura com revelações, por isso não vou escrever sobre as outras personagens em específico. Posso apenas adiantar que fiquei sempre na dúvida quanto ao desaparecimento de algumas, que fiquei intrigada quanto a algumas mudanças drásticas de atitudes, que não simpatizei nada com certas personagens, que adorei a forma como outras encontraram a compaixão, que fiquei emocionada com o aparecimento de outras, que me diverti com a ingenuidade de alguns e que me revoltei contra a maldade pura de certas figuras. No fim, percebe-se que Laini Taylor tem a capacidade de criar personagens fortes, profundas, intrigantes e que parecem reais. Quem me dera conhecer tantas destas figuras e nunca me vir a deparar com outras.
O desenrolar da acção pode parecer lento ao início, mas depois fica gradualmente rápido. Desta vez,é possível ficar a conhecer melhor quimeras e anjos, sendo que foi entre este último grupo que encontrei mais novidades. Para além de surgirem mais personagens dentro deste grupo, também é possível perceber a motivação final do líder de todos e ainda perceber que nem todos os anjos são o que aparentam. Além disso, adorei as referências a um outro grupo de anjos distantes, que espero vir a conhecer melhor no próximo livro.
E se em A Quimera de Praga, a certo ponto houve a sensação de que tudo iria voltar-se para o romance, Dias de Sangue e Glória mostra que a relação de Karou e Akiva é importante, mas que existe muito mais a explorar. E ainda bem que assim é. As batalhas entre os anjos e quimeras e mesmo os conflitos dentro de cada grupo prenderam-me a atenção. O romance é apenas mais uma componente de uma trama que tem muito mais por explorar.
Adoro a escrita de Laini Taylor. A autora consegue deixar em suspense durante toda a leitura. Adoro a forma como ela consegue guardar segredos e apenas desvendá-los em momentos certos. É impressionante como, por vezes, fui levada a pensar que algo iria acontecer para a autora, de repente, mudar de direcção e apontar um outro sentido. Se a história já é emocionante, este método torna tudo muito mais intenso e surpreendente.
O final é algo muito ansiado mas ao mesmo tempo contrário ao que era desejado. Confuso? Pode ser, mas também é verdade. Claro que fica muito para resolver e, como seria de esperar, claro que eu quero que o último volume desta trilogia chegue depressa. Laini Taylor conquistou-me e eu mal posso esperar para saber como vai encerrar esta história. Recomendo!
Outras opiniões a livros de Laini Taylor:
A Quimera de Praga (Trilogia Entre Mundos #1)
Autor: Laini Taylor
Tradução: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789720047373
Editora: Porto Editora (2015)
Sinopse:
Karou, antiga estudante de Arte, quimera revenante e aprendiz de ressurrecionista, tem finalmente as respostas que sempre procurou.
Sabe quem é − e o que é. Porém, com este conhecimento vem outra verdade que ela daria tudo para desfazer: amou o inimigo e foi traída, e um mundo inteiro sofreu por isso.
Agora, sacerdotisa de um castelo de areia numa terra de poeira e estrelas, profundamente só, Karou tenta recriar o universo do seu passado, contribuindo, com a sua dor e a sua mágoa, para a volta gloriosa das quimeras.
Porém, sem Akiva, e sem o seu sonho de amor partilhado, o caminho da esperança afigura-se impossível de trilhar.
Repleto de desgosto e beleza, segredos e escolhas impossíveis, Dias de Sangue e Glória encontra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra tão antiga como o tempo.
Opinião:
Quando terminei a leitura de A Quimera de Praga, desejei que o segundo volume desta trilogia não demorasse muito a chegar. Felizmente a Porto Editora parece ter ouvido as minhas preces e Dias de Sangue e Glória chegou mais rápido do que eu imaginei. Claro que assim que tive oportunidade peguei neste livro. E que bom foi voltar a esta trama entre mundos, onde quimeras e anjos não param de me surpreender.
A leitura deste livro começa cerca de um mês depois dos acontecimentos de A Quimera de Praga. Percebe-se que muito aconteceu entretanto, mas só com o decorrer da leitura é que percebemos o que foi e como isso alterou as motivações de algumas personagens, nomeadamente a protagonista. Não é fácil aceitar algumas das decisões de Karou e apesar de gostar muito desta personagem, a verdade é que por vezes ela seguiu rumos com os quais não concordei. Mas curiosamente, isso cria tensão e torna a leitura mais intensa.
Não quero condicionar a vossa experiência de leitura com revelações, por isso não vou escrever sobre as outras personagens em específico. Posso apenas adiantar que fiquei sempre na dúvida quanto ao desaparecimento de algumas, que fiquei intrigada quanto a algumas mudanças drásticas de atitudes, que não simpatizei nada com certas personagens, que adorei a forma como outras encontraram a compaixão, que fiquei emocionada com o aparecimento de outras, que me diverti com a ingenuidade de alguns e que me revoltei contra a maldade pura de certas figuras. No fim, percebe-se que Laini Taylor tem a capacidade de criar personagens fortes, profundas, intrigantes e que parecem reais. Quem me dera conhecer tantas destas figuras e nunca me vir a deparar com outras.
O desenrolar da acção pode parecer lento ao início, mas depois fica gradualmente rápido. Desta vez,é possível ficar a conhecer melhor quimeras e anjos, sendo que foi entre este último grupo que encontrei mais novidades. Para além de surgirem mais personagens dentro deste grupo, também é possível perceber a motivação final do líder de todos e ainda perceber que nem todos os anjos são o que aparentam. Além disso, adorei as referências a um outro grupo de anjos distantes, que espero vir a conhecer melhor no próximo livro.
E se em A Quimera de Praga, a certo ponto houve a sensação de que tudo iria voltar-se para o romance, Dias de Sangue e Glória mostra que a relação de Karou e Akiva é importante, mas que existe muito mais a explorar. E ainda bem que assim é. As batalhas entre os anjos e quimeras e mesmo os conflitos dentro de cada grupo prenderam-me a atenção. O romance é apenas mais uma componente de uma trama que tem muito mais por explorar.
Adoro a escrita de Laini Taylor. A autora consegue deixar em suspense durante toda a leitura. Adoro a forma como ela consegue guardar segredos e apenas desvendá-los em momentos certos. É impressionante como, por vezes, fui levada a pensar que algo iria acontecer para a autora, de repente, mudar de direcção e apontar um outro sentido. Se a história já é emocionante, este método torna tudo muito mais intenso e surpreendente.
O final é algo muito ansiado mas ao mesmo tempo contrário ao que era desejado. Confuso? Pode ser, mas também é verdade. Claro que fica muito para resolver e, como seria de esperar, claro que eu quero que o último volume desta trilogia chegue depressa. Laini Taylor conquistou-me e eu mal posso esperar para saber como vai encerrar esta história. Recomendo!
Outras opiniões a livros de Laini Taylor:
A Quimera de Praga (Trilogia Entre Mundos #1)
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