segunda-feira, 30 de março de 2015

Resultado do Passatempo "Alvorada Vermelha"

Aqui está o resultado do passatempo realizado numa parceria com o blogue e a Editorial Presença do livro Alvorada Vermelha, de Pierce Brown.


Este sorteio conta com 173 participações, sendo o vencedor escolhido através do random.org. Assim, o vencedor corresponde ao número...


..170! Que equivale à participação de:

Carina (...) Coelho, de Porto Alto

Muitos parabéns à vencedora! Já foi enviado um e-mail para confirmar os dados de envio deste prémio.

Feira do Livro de Lisboa já tem datas!





A APEL já anunciou as datas da 85.ª Feira do Livro de Lisboa. O tão aguardado evento irá ter lugar entre os dias 28 de maio e 14 de junho de 2015, no Parque Eduardo VII.

Ora toca a preparar as listas de compras!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Opinião: Alvorada Vermelha (Trilogia Red Rising #1)

Título Original: Red Rising (2014)
Autor: Pierce Brown
Tradução: Miguel Romeira
ISBN: 9789722354929
Editora: Editorial Presença (2015)

Sinopse:

"Alvorada Vermelha" é o primeiro volume de uma trilogia que tem tudo para conquistar a legião de fãs de "Os Jogos da Fome". Passa-se numa altura em que a humanidade começou a colonizar outros planetas, como Marte. Darrow é um jovem de 19 anos que pertence à casta mais baixa da Sociedade, os Vermelhos, uma comunidade que vive e trabalha no subsolo marciano com a missão de preparar a superfície do planeta para que futuras gerações de humanos possam lá viver. No entanto, em breve Darrow irá descobrir que ele e os seus companheiros foram enganados pelas castas superiores. Inspirado pelo desejo de justiça, Darrow irá sacrificar tudo para se infiltrar na casta dos Dourados… e aniquilá-los! Vingança, guerra e luta pelo poder num romance de estreia empolgante.

Opinião:

Primeiro volume de uma distopia direccionada para os leitores jovens-adultos, Alvorada Vermelha foi o livro que venceu o prémio Goodreads Choice 2014. Como tal, foi com curiosidade que li a sinopse desta obra, ainda sem saber quando iria ser publicada em Portugal. Felizmente, a Editorial Presença tratou de trazer esta história rapidamente para Portugal.

Foi possível reparar que estava perante uma história diferente desde a primeira página. A ideia de uma sociedade a viver no subsolo de Marte está bem conseguida, apesar de não se explicar como a primeira geração daqueles homens e mulheres foi lá parar. As dificuldades por que passam, a forma de controlo e segurança, os trabalhos executados, as carências e a união entre grupos fazem todo o sentido. É esta a primeira impressão que se tem deste universo, e esta é dada por Darrow.

Darrow não foi um protagonista que me tenha conseguido conquistar imediatamente. Ele é tão duro, impulsivo, teimoso, jovem e estranhamento submisso que, numa primeira fase, não gostei dele. Contudo, com o passar das páginas, percebi que essas mesmas características fazem dele humano. O desenrolar da acção leva-o a adoptar atitudes inesperadas que acabam por gerar empatia. Numa outra fase da trama, ele surge alterado por uma dor maior do que se poderia imaginar. É aí que tudo muda para ele, e também foi aí que foi possível perceber que este mundo é muito mais complexo do que aparentava.

Tal como já vem sendo habitual em distopias, a sociedade está dividida por hierarquias. Os vermelhos estão na base desta organização, o que significa que são uma espécie de escravos. No extremo da hierarquia existem os Dourados, senhores superiores que dominam tudo e todos. Estas duas "castas" são as que são mais exploradas neste volume. É impressionante ver as discrepâncias entre ambas, mas também é possível perceber que o autor se inspirou na nossa história, o que acaba por ser o mais chocante. Os Vermelhos vivem na ignorância, quase como os seres da escuridão na Alegoria da Caverna. Os Dourados são vistos como seres superiores, a lembrar a questão da raça ariana. É possível ficar com ideia sobre os restantes estratos, mas existiram alguns sobre os quais gostaria de vir a saber mais.

A certo ponto, existe uma clara inspiração na sociedade romana. É aí que a leitura se transforma em algo novo e inesperado. Darrow terá de ultrapassar uma série de provas que se revelam mais duras do que seria esperado. Nesta fase, gostei da componente estratégica e da ideia de que é na vida que se aprende a liderar. Percebe-se que há erros que são facilmente cometidos e que o pior dos seres humanos vem ao de cima quando existe um sentimento de impunidade. Contudo, também se constata que é em momentos de tensão que se formam alianças fortes e verdadeiras amizades. Fica a ideia de que os estratos sociais não são responsáveis pela natureza de cada um.

O enredo é tão cativante que li o livro avidamente. O final não me surpreendeu, mas fiquei com imensa vontade de continuar a acompanhar a trilogia, pois sinto que qualquer coisa pode acontecer nos próximos livros. Contudo, também verifiquei alguns aspectos que não me agradaram tanto. Falo por exemplo da sensação de sentir que a obra está dividida em duas partes distintas. Esta diferença não existe só pelos locais e circunstâncias diferentes, mas sobretudo pelas alterações de personalidade verificadas no protagonista. Entendo que ele tinha de modificar alguns aspectos, mas por vezes senti que o protagonista da primeira parte do livro não era o mesmo protagonista da segunda parte. Também senti que alguns dos esquemas apresentados correram demasiado bem quando esperava maiores obstáculos, e que os primeiros capítulos são mais fortes do que os últimos.

Enquanto lia, dei por mim a receber emoções muito fortes de determinadas personagens e admito que fiquei chocada (no bom sentido!) com o desfecho de algumas delas. Pierce Brown revela ser um autor jovem mas que é dono de uma grande imaginação e de um enorme talento para a escrita. Quero muito continuar a explorar este universo que mostra que existem características da humanidade que não se alteram, nem mesmo com a conquista do outros planetas. "Golden Son", o próximo volume, já foi publicado lá fora e agora resta esperar que também o seja por terras lusas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Novidade da Asa para Abril

A Música do Silêncio, de Patrick Rothfuss

Sinopse: Sob a Universidade há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem da sua existência: uma rede descontínua de túneis antigos, corredores serpenteantes e salas abandonadas. Ali, no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.
O seu nome é Auri, e é uma jovem cheia de segredos.
A Música do Silêncio é um vislumbre breve e agridoce da sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história oferece-nos a oportunidade de ver o mundo pelos olhos de Auri. E dá-nos a oportunidade de conhecer algumas coisas que só ela sabe...
Neste livro, Patrick Rothfuss leva-nos ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série «A Crónica do Regicida».
Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida a tentar viver num mundo destruído

segunda-feira, 23 de março de 2015

Opinião: Cress (Crónicas Lunares #3)

Título Original: Cress (2014)
Autor: Marissa Meyer
Tradução: Victor Antunes
ISBN: 9789896575915
Editora: Planeta (2015)

Sinopse:

Neste terceiro livro de Marissa Meyer, Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra.

A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker. Mas infelizmente, é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice. Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra-se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou. Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet, e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo.

Opinião:

Cress era um livro que ansiava ler. Depois de Cinder e Scarlet me terem conquistado, queria conhecer a continuação desta saga que se passa num mundo distópico e que é fortemente inspirado em contos de fadas muito populares.

Cinder, a cyborg que é mais do que aparenta, continua a ter o papel de protagonista. Contudo, desta vez, partilha o foco com Cress. Esta é uma personagem que já tinha aparecido anteriormente, apesar de tal ser feito de forma indireta. Por isso,, já tinha algumas ideias sobre ela. Mas agora fiquei a conhecer o seu ponto de vista, e as primeiras características que saltam á vista são a bondade, inteligência e ingenuidade. Claro que tal seria de esperar, tendo em conta que Cress, inspirada em Rapunzel, esteve aprisionada durante vários anos.

Ao conhecer esta nova personagem, torna-se impossível não a comparar com as outras duas figuras femininas centrais desta saga. Enquanto Cinder vive um conflito interno e luta para fazer a diferença, e Scarlet mostra-se uma jovem madura e dona de uma grande força inteior, Cress é uma menina. A descrição física dela assemalha-se ao que ele é por dentro: pequena e doce. Contudo, o seu grande coração e os conhecimentos técnicos que tem mostram que ela também tem um papel muito importante a desempenhar nesta trama.

Existe um novo romance a ser desenvolvido, como seria de esperar. Desde o início, é possível perceber quem irá formar um par com Cress e torna-se divertido analisar as muitas diferenças que existem entre estas duas personagens. Porém, senti que a figura masculina perdeu algum do seu teor cómico, algo que tanto apreciei nas leituras anteriores.

Apesar de Cinder continuar a ser a figura central, confesso que achei que os capítulos relatados pelo seu ponto de vista foram os mais fracos. Ficava sempre mais entusiasmada com as páginas voltadas para Cress, talvez pelo carácter novidade e, na segunda parte do livro, pelo capítulos de Scarlet, pois trouxeram novas visões deste mundo e apresentaram uma nova e misteriosa personagem.

Cress revelou-se um livro à altura dos dois volumes anteriores. é uma história que agarra e consegue  aliar a componente moralista dos contos tradicionais com a ficção científica. Agora, resta esperar pelo desfecho da saga, que acontecerá com Winter, um livro que espero ver publicado por cá rapidamente.

Outras opiniões a livros de Marissa Meyer:
Cinder (Crónicas Lunares #1)
Scarlet (Crónicas Lunares #2)