domingo, 11 de janeiro de 2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Opinião: Na Sombra da Paixão (Série Irmandade da Adaga Negra #11)
Autor: J. R. Ward
Título Original: Love Conquers All (2013)
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789724622538
Editora: Casa das Letras (2014)
Sinopse:
O grupo de vampiros mais sensuais da ficção está de volta, com a autora J. R. Ward a juntar dois dos elementos mais adorados do mundo da Irmandade da Adaga Negra. Qhuinn, filho de ninguém, habituou-se a estar por sua conta. Expulso da linhagem e rejeitado pela aristocracia, encontrou finalmente uma identidade como um dos mais impressionantes combatentes na guerra contra a Sociedade dos Minguantes. Contudo, a sua vida não está completa. Mesmo perante a perspetiva de vir a ter a sua própria família, sente-se vazio por dentro e entregou o coração a outra causa... Depois de anos de amor não correspondido, Blay ultrapassou os sentimentos por Qhuinn. E já não era sem tempo: o macho encontrou a parceira perfeita numa fêmea Escolhida, e vão ter um filho – aquilo que Qhuinn sempre quis. É difícil imaginá-los como casal, mas quando se constrói uma vida em torno de um sonho vão, o sofrimento está sempre ao virar da esquina. Algo que o guerreiro aprendeu por si próprio. O destino parece ter levado os dois vampiros soldados por caminhos diferentes, mas com o recrudescer da batalha pelo trono, e com novos atores em cena em Caldwell a criarem mais riscos para a Irmandade, Qhuinn acaba por descobrir a verdadeira definição de coragem e dois corações que devem ficar juntos acabam por fim por se tornar num só.
Opinião:
Sigo a Série Irmandade da Adaga Negra desde o início e, apesar de confirmar que os últimos volumes não me cativaram tanto quanto os primeiros, a verdade é que estes livros de J. R. Ward continuam a ser de leitura obrigatória. E Na Sombra da Paixão era um volume muito aguardado. Afinal, é o primeiro que tem como tema principal uma relação homossexual. A tensão entre Qhuinn e Blay tem vindo a tornar-se cada vez mais evidente ao longo dos livros anteriores, e foi com uma enorme curiosidade que iniciei esta leitura pois queria ver como a autora iria apresentar este relacionamento.
Qhuinn e Blay continuam a lutar pelo preconceito. O primeiro não sabe como lidar com os seus sentimentos e inicia um processo de auto-descoberta. O segundo encontrou formas de mascarar o que sente para não voltar a ser magoado. Isto faz com que o reaproximar dos dois seja um processo lento e no qual é preciso ultrapassar obstáculos criados por eles próprios.
Senti que Qhuinn foi o ponto de foco da autora. Não sei se tal aconteceu por ele ser quem tem de passar por uma maior mudança, mas a verdade é que se nota que Blay é colocado um pouco de parte. Gostei de conhecer melhor o passado de Qhuinn, apesar de graças aos volumes anteriores ter ficado com uma ideia geral do que lhe aconteceu. Quanto a Blay, foi possível ficar a par das suas origens, mas estas acabaram por ser de pouca relevância.
A situação entre Qhuinn e Blay não é fácil de resolver mas penso que a autora escolheu o caminho mais conveniente e não o mais interessante. Afinal, conseguimos adivinhar como tudo vai terminar desde o início da leitura, mas a conclusão arrasta-se devido a um problema que não é resolvido: a falta de comunicação entre estas duas personagens. Isto torna-se frustrante para o leitor, que conhece ambos os lados e quase tem vontade de gritar com as personagens para elas simplesmente falarem. Preferia que a autora tivesse antes escolhido um outro obstáculo e tornasse a leitura mais complexa e atractiva.
Um dos aspectos que mais me desagradou nesta leitura foi o facto de a autora nos apresentar demasiadas histórias paralelas. Já é habitual que J. R. Ward dedica alguns capítulos a outras personagens, com o intuito de nos mostrar como certos casais proseguem nas suas relações ou para nos aguçar a curiosidade com outras personagens que irão ser centrais noutros volumes. Contudo, desta vez, foi demais. Eram demasiados enredos paralelos a acontecer, tantos que cheguei a um ponto em que parei e interroguei-me se este livro seria realmente dedicado a Qhuinn e Blay.
Os capítulos dedicados a de iAm e Trez sugeriam que vem aí livro dedicado a estes dois irmãos. As páginas focadas no Minguante Z foram das mais aborrecidas e nada de novo acrescentaram. Os capítulos acerca do Rei Warth sugerem problemas maiores que terão de ser resolvidos, mas apesar de ocuparem muito espaço pouco avançaram. A apresentação de Sola e Assail surgiu quase do nada e deixa adivinhar que vem aí um novo casal e um livro dedicado a esta relação. A história paralela que me suscitou mais interesse foi a de Xcor e de Layla, uma vez que é aquela que parece vir a causar mais confrontos. Contudo, são tudo ideias que apenas nos são apresentadas e não terminadas, mais como apresentações de próximos livros. Tudo isso fez com que a história principal deste perdesse impacto e força.
Um dos aspectos que adoro ao ler romances desta série é o ambiente. O livro poderia vir sem capa ou título que assim que iniciasse a leitura iria perceber que este é um livro da Irmandade da Adaga Negra. Felizmente J. R. Ward consegue manter todas estas características em Na Sombra da Paixão. A tensão permanente, a força dos sentimentos, a noção de perigo constante e a intensidade continuam a ser uma constante ao longo da leitura. É ainda bom constatar que a linguagem mantém as suas características, tão directa e crua que ajuda a entrar nas mentes de cada personagem.
Terminada a leitura, devo confessar que não fiquei muito impressionada com a forma como J. R. Ward explorou a relação entre Qhuinn e Blay. Tudo foi feito de uma forma previsível e ficou por explicar melhor como a homossexualidade é aceite dentro da Irmandade. Preferia que a autora se tivesse debruçado mais sobre o quebrar barreiras do que em explorar histórias paralelas que em pouco ou nada contribuíram para o desenrolar dos acontecimentos.
Na Sombra da Paixão vem confirmar que a Série Irmandade da Adaga Negra está a passar por problemas. O sucesso da série parece estar a obrigar a autora a alongar-se e a não encontrar soluções, o que faz com que os livros mais recentes apresentem a mesma fórmula, o que já não suscite surpresa e diminui o interesse. Fiquei um pouco desiludida com este volume que poderia ter sido um dos mais intensos e diferentes de toda a série.
Outras opiniões a livros de J. R. Ward:
Na Sombra da Vingança (Série Irmandade da Adaga Negra #7)
Na Sombra do Destino (Série Irmandade da Adaga Negra #8)
Na Sombra do Perigo (Série Irmandade da Adaga Negra #9)
Na Sombra da Vida (Série Irmandade da Adaga Negra #10)
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1)
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)
Êxtase (Saga Anjos Caídos #4)
Título Original: Love Conquers All (2013)
Tradução: Luís Santos
ISBN: 9789724622538
Editora: Casa das Letras (2014)
Sinopse:
O grupo de vampiros mais sensuais da ficção está de volta, com a autora J. R. Ward a juntar dois dos elementos mais adorados do mundo da Irmandade da Adaga Negra. Qhuinn, filho de ninguém, habituou-se a estar por sua conta. Expulso da linhagem e rejeitado pela aristocracia, encontrou finalmente uma identidade como um dos mais impressionantes combatentes na guerra contra a Sociedade dos Minguantes. Contudo, a sua vida não está completa. Mesmo perante a perspetiva de vir a ter a sua própria família, sente-se vazio por dentro e entregou o coração a outra causa... Depois de anos de amor não correspondido, Blay ultrapassou os sentimentos por Qhuinn. E já não era sem tempo: o macho encontrou a parceira perfeita numa fêmea Escolhida, e vão ter um filho – aquilo que Qhuinn sempre quis. É difícil imaginá-los como casal, mas quando se constrói uma vida em torno de um sonho vão, o sofrimento está sempre ao virar da esquina. Algo que o guerreiro aprendeu por si próprio. O destino parece ter levado os dois vampiros soldados por caminhos diferentes, mas com o recrudescer da batalha pelo trono, e com novos atores em cena em Caldwell a criarem mais riscos para a Irmandade, Qhuinn acaba por descobrir a verdadeira definição de coragem e dois corações que devem ficar juntos acabam por fim por se tornar num só.
Opinião:
Sigo a Série Irmandade da Adaga Negra desde o início e, apesar de confirmar que os últimos volumes não me cativaram tanto quanto os primeiros, a verdade é que estes livros de J. R. Ward continuam a ser de leitura obrigatória. E Na Sombra da Paixão era um volume muito aguardado. Afinal, é o primeiro que tem como tema principal uma relação homossexual. A tensão entre Qhuinn e Blay tem vindo a tornar-se cada vez mais evidente ao longo dos livros anteriores, e foi com uma enorme curiosidade que iniciei esta leitura pois queria ver como a autora iria apresentar este relacionamento.
Qhuinn e Blay continuam a lutar pelo preconceito. O primeiro não sabe como lidar com os seus sentimentos e inicia um processo de auto-descoberta. O segundo encontrou formas de mascarar o que sente para não voltar a ser magoado. Isto faz com que o reaproximar dos dois seja um processo lento e no qual é preciso ultrapassar obstáculos criados por eles próprios.
Senti que Qhuinn foi o ponto de foco da autora. Não sei se tal aconteceu por ele ser quem tem de passar por uma maior mudança, mas a verdade é que se nota que Blay é colocado um pouco de parte. Gostei de conhecer melhor o passado de Qhuinn, apesar de graças aos volumes anteriores ter ficado com uma ideia geral do que lhe aconteceu. Quanto a Blay, foi possível ficar a par das suas origens, mas estas acabaram por ser de pouca relevância.
A situação entre Qhuinn e Blay não é fácil de resolver mas penso que a autora escolheu o caminho mais conveniente e não o mais interessante. Afinal, conseguimos adivinhar como tudo vai terminar desde o início da leitura, mas a conclusão arrasta-se devido a um problema que não é resolvido: a falta de comunicação entre estas duas personagens. Isto torna-se frustrante para o leitor, que conhece ambos os lados e quase tem vontade de gritar com as personagens para elas simplesmente falarem. Preferia que a autora tivesse antes escolhido um outro obstáculo e tornasse a leitura mais complexa e atractiva.
Um dos aspectos que mais me desagradou nesta leitura foi o facto de a autora nos apresentar demasiadas histórias paralelas. Já é habitual que J. R. Ward dedica alguns capítulos a outras personagens, com o intuito de nos mostrar como certos casais proseguem nas suas relações ou para nos aguçar a curiosidade com outras personagens que irão ser centrais noutros volumes. Contudo, desta vez, foi demais. Eram demasiados enredos paralelos a acontecer, tantos que cheguei a um ponto em que parei e interroguei-me se este livro seria realmente dedicado a Qhuinn e Blay.
Os capítulos dedicados a de iAm e Trez sugeriam que vem aí livro dedicado a estes dois irmãos. As páginas focadas no Minguante Z foram das mais aborrecidas e nada de novo acrescentaram. Os capítulos acerca do Rei Warth sugerem problemas maiores que terão de ser resolvidos, mas apesar de ocuparem muito espaço pouco avançaram. A apresentação de Sola e Assail surgiu quase do nada e deixa adivinhar que vem aí um novo casal e um livro dedicado a esta relação. A história paralela que me suscitou mais interesse foi a de Xcor e de Layla, uma vez que é aquela que parece vir a causar mais confrontos. Contudo, são tudo ideias que apenas nos são apresentadas e não terminadas, mais como apresentações de próximos livros. Tudo isso fez com que a história principal deste perdesse impacto e força.
Um dos aspectos que adoro ao ler romances desta série é o ambiente. O livro poderia vir sem capa ou título que assim que iniciasse a leitura iria perceber que este é um livro da Irmandade da Adaga Negra. Felizmente J. R. Ward consegue manter todas estas características em Na Sombra da Paixão. A tensão permanente, a força dos sentimentos, a noção de perigo constante e a intensidade continuam a ser uma constante ao longo da leitura. É ainda bom constatar que a linguagem mantém as suas características, tão directa e crua que ajuda a entrar nas mentes de cada personagem.
Terminada a leitura, devo confessar que não fiquei muito impressionada com a forma como J. R. Ward explorou a relação entre Qhuinn e Blay. Tudo foi feito de uma forma previsível e ficou por explicar melhor como a homossexualidade é aceite dentro da Irmandade. Preferia que a autora se tivesse debruçado mais sobre o quebrar barreiras do que em explorar histórias paralelas que em pouco ou nada contribuíram para o desenrolar dos acontecimentos.
Na Sombra da Paixão vem confirmar que a Série Irmandade da Adaga Negra está a passar por problemas. O sucesso da série parece estar a obrigar a autora a alongar-se e a não encontrar soluções, o que faz com que os livros mais recentes apresentem a mesma fórmula, o que já não suscite surpresa e diminui o interesse. Fiquei um pouco desiludida com este volume que poderia ter sido um dos mais intensos e diferentes de toda a série.
Outras opiniões a livros de J. R. Ward:
Na Sombra da Vingança (Série Irmandade da Adaga Negra #7)
Na Sombra do Destino (Série Irmandade da Adaga Negra #8)
Na Sombra do Perigo (Série Irmandade da Adaga Negra #9)
Na Sombra da Vida (Série Irmandade da Adaga Negra #10)
Cobiça (Saga Anjos Caídos #1)
Desejo (Saga Anjos Caídos #2)
Êxtase (Saga Anjos Caídos #4)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Comprar o livro pela capa 72: Mago - Aprendiz
Publicado pela Saída de Emergência, O Mago - Aprendiz, de Raymond E. Feist, é um livro que brevemente irá surgir nas livrarias com uma nova capa.
Este livro surgiu em Portugal em 2010. A primeira capa apresenta um fundo branco, no qual, ao longe, se pode ver um castelo. O destaque vai para uma figura que surge ao centro e usa um manto vermelho. As letras de cor branca saltam à vista.
Em 2015 vai ser feita uma reedição deste livro. Desta vez, a capa apresenta uma ilustração de Martin Deschambault. Nessa imagem, os tons escuros imperam, o que faz com que a imagem de um homem de capa vermelha ganhe destaque. O vermelho foi ainda aproveitado para o título da obra.
Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem?
Este livro surgiu em Portugal em 2010. A primeira capa apresenta um fundo branco, no qual, ao longe, se pode ver um castelo. O destaque vai para uma figura que surge ao centro e usa um manto vermelho. As letras de cor branca saltam à vista.
Em 2015 vai ser feita uma reedição deste livro. Desta vez, a capa apresenta uma ilustração de Martin Deschambault. Nessa imagem, os tons escuros imperam, o que faz com que a imagem de um homem de capa vermelha ganhe destaque. O vermelho foi ainda aproveitado para o título da obra.
Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem?
Qual a melhor capa?
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Opinião: Aqui e Agora
Título original: The Here and Now (2014)
Autor: Ann Brashares
Tradutor: Ana Saldanha
ISBN: 9789722353687
Editora: Editorial Presença (2014)
Sinopse:
Prenna James é uma jovem de dezassete anos que imigrou para Nova Iorque quando tinha doze. Só que Prenna não chegou a Nova Iorque vinda de outro país… ela veio de outro tempo, de um futuro onde uma doença transmitida através de mosquitos se tornou uma pandemia arrasadora que deixou o mundo em ruínas. Prenna e as outras pessoas que conseguiram escapar são obrigadas a seguir um conjunto de regras muito rígido: nunca revelar de onde são, nunca interferir com o curso da história e nunca, em circunstância alguma, estabelecer uma relação mais íntima com alguém que não faça parte da comunidade. Prenna faz tudo como lhe dizem, acreditando que está a ajudar a prevenir os problemas que um dia vão assolar o planeta. Mas tudo isso irá mudar no dia em que Prenna conhece Ethan Jarves…Emocionante e arrebatador, Aqui e Agora é um romance que lança um olhar sobre um amor impossível e a oportunidade de mudar o futuro.
Opinião:
Ann Brashares estreia-se na escrita com Aqui e Agora. Assim que se inicia a leitura, percebe-se que este é um livro dedicado a um público mais jovem. Contudo, o tema de viagens do tempo pode chamar a atenção de outros leitores. Foi isso mesmo que aconteceu comigo. Mas este não é o único ingrediente do livro, que ainda apresenta romance e uma boa dose de mistério.
Prenna é a protagonista desta trama. Desde cedo sentimos que ela vem de um meio diferente, mas nem por isso deixa de apresentar características típicas de uma adolescente. Ela é reservada, tem uma amiga que é sua confidente, questiona tudo o que a rodeia e o seu lugar no mundo. Isto faz com que os mais jovens consigam identificar-se com ela com facilidade. Para mim, ficou a faltar algo que a marcasse pela diferença.
Também surge Ethan, um rapaz que, tal como Prenna, carece de um maior desenvolvimento. E como seria de esperar, Prenna desenvolve sentimentos por ele. Este é um romance proibido, e apesar de algumas das ideias apresentadas para que os dois não se possam envolver sejam interessantes, acabam por falhar em algumas explicações. O conceito base faz sentido, mas gostaria de ter visto um maior desenvolvimento assim como perceber as consequência para tal no futuro da comunidade de Prenna. Para além disso, não consegui captar a química existente entre Prenna e Ethan.
A trama é bastante simples o que torna esta leitura rápida. As ideias são apresentadas de uma forma directa e os obstáculos apresentados são ultrapassados com demasiada facilidade. Não existem percalços e tudo acontece conforme o planeado, o que faz com que a história se torne demasiado previsível e não guarde surpresas. Tal foi uma pena, pois eu adoro quando os livros, por mais fantasioso que possam ser, me levam a conseguir transpor a história que apresentam para a realidade. Em Aqui e Agora não consegui sentir isso devido ao desenrolar básico dos acontecimentos.
Aquilo que mais me agradou nesta leitura acabou por ser o facto de se apoiar em problemas reais. Todos os dias somos alertados para as consequências da poluição, desenvolvimento de doenças mais resistentes e extinção e a autora pegou neles para imaginar um futuro possível. Contudo, também foi interessante verificar que uma simples acção pode ser crucial, o que nos leva a pensar de que as nossas atitudes importam, por mais pequenas que pareça-
A leitura é feita rapidamente, muito devido à simplicidade da trama mas também à acessibilidade da linguagem. A autora focou-se num desenrolar de acontecimentos a um ritmo avançado, não se perdendo com grandes reflexões ou explicações. Por um lado, foi uma pena tal ter acontecido, pois certos conceitos e ideias teriam ficado a ganhar com uma maior exploração.
Aqui e Agora pode não ter sido um livro perfeito para mim, mas assumo que esta é uma óptima leitura para os mais jovens. Tanto pode ser direccionada para aqueles que apreciam temas mais direccionados para a ficção científica como para os adeptos do romance ou mesmo para iniciar alguém na leitura. Um livro que nos faz pensar sobre a força do passado na construção do futuro, na procura de independência e na afirmação da identidade.
Para mais informações sobre o livro Aqui e Agora, clique aqui.
Autor: Ann Brashares
Tradutor: Ana Saldanha
ISBN: 9789722353687
Editora: Editorial Presença (2014)
Sinopse:
Prenna James é uma jovem de dezassete anos que imigrou para Nova Iorque quando tinha doze. Só que Prenna não chegou a Nova Iorque vinda de outro país… ela veio de outro tempo, de um futuro onde uma doença transmitida através de mosquitos se tornou uma pandemia arrasadora que deixou o mundo em ruínas. Prenna e as outras pessoas que conseguiram escapar são obrigadas a seguir um conjunto de regras muito rígido: nunca revelar de onde são, nunca interferir com o curso da história e nunca, em circunstância alguma, estabelecer uma relação mais íntima com alguém que não faça parte da comunidade. Prenna faz tudo como lhe dizem, acreditando que está a ajudar a prevenir os problemas que um dia vão assolar o planeta. Mas tudo isso irá mudar no dia em que Prenna conhece Ethan Jarves…Emocionante e arrebatador, Aqui e Agora é um romance que lança um olhar sobre um amor impossível e a oportunidade de mudar o futuro.
Opinião:
Ann Brashares estreia-se na escrita com Aqui e Agora. Assim que se inicia a leitura, percebe-se que este é um livro dedicado a um público mais jovem. Contudo, o tema de viagens do tempo pode chamar a atenção de outros leitores. Foi isso mesmo que aconteceu comigo. Mas este não é o único ingrediente do livro, que ainda apresenta romance e uma boa dose de mistério.
Prenna é a protagonista desta trama. Desde cedo sentimos que ela vem de um meio diferente, mas nem por isso deixa de apresentar características típicas de uma adolescente. Ela é reservada, tem uma amiga que é sua confidente, questiona tudo o que a rodeia e o seu lugar no mundo. Isto faz com que os mais jovens consigam identificar-se com ela com facilidade. Para mim, ficou a faltar algo que a marcasse pela diferença.
Também surge Ethan, um rapaz que, tal como Prenna, carece de um maior desenvolvimento. E como seria de esperar, Prenna desenvolve sentimentos por ele. Este é um romance proibido, e apesar de algumas das ideias apresentadas para que os dois não se possam envolver sejam interessantes, acabam por falhar em algumas explicações. O conceito base faz sentido, mas gostaria de ter visto um maior desenvolvimento assim como perceber as consequência para tal no futuro da comunidade de Prenna. Para além disso, não consegui captar a química existente entre Prenna e Ethan.
A trama é bastante simples o que torna esta leitura rápida. As ideias são apresentadas de uma forma directa e os obstáculos apresentados são ultrapassados com demasiada facilidade. Não existem percalços e tudo acontece conforme o planeado, o que faz com que a história se torne demasiado previsível e não guarde surpresas. Tal foi uma pena, pois eu adoro quando os livros, por mais fantasioso que possam ser, me levam a conseguir transpor a história que apresentam para a realidade. Em Aqui e Agora não consegui sentir isso devido ao desenrolar básico dos acontecimentos.
Aquilo que mais me agradou nesta leitura acabou por ser o facto de se apoiar em problemas reais. Todos os dias somos alertados para as consequências da poluição, desenvolvimento de doenças mais resistentes e extinção e a autora pegou neles para imaginar um futuro possível. Contudo, também foi interessante verificar que uma simples acção pode ser crucial, o que nos leva a pensar de que as nossas atitudes importam, por mais pequenas que pareça-
A leitura é feita rapidamente, muito devido à simplicidade da trama mas também à acessibilidade da linguagem. A autora focou-se num desenrolar de acontecimentos a um ritmo avançado, não se perdendo com grandes reflexões ou explicações. Por um lado, foi uma pena tal ter acontecido, pois certos conceitos e ideias teriam ficado a ganhar com uma maior exploração.
Aqui e Agora pode não ter sido um livro perfeito para mim, mas assumo que esta é uma óptima leitura para os mais jovens. Tanto pode ser direccionada para aqueles que apreciam temas mais direccionados para a ficção científica como para os adeptos do romance ou mesmo para iniciar alguém na leitura. Um livro que nos faz pensar sobre a força do passado na construção do futuro, na procura de independência e na afirmação da identidade.
Para mais informações sobre o livro Aqui e Agora, clique aqui.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Novidade da Saída de Emergência para Fevereiro
O Poço da Ascensão, de Brandon Sanderson
Sinopse: Alcançaram o impossível: o mal que governara o mundo pela força do terror foi derrotado. Mas alguns dos heróis que lideraram esse triunfo não sobreviveram, e eis que surge uma nova tarefa de proporções igualmente gigantescas: reconstruir um novo mundo. Vin é agora a mais talentosa na arte e técnica da Alomância e decide reunir forças com os outros membros do bando de Kelsier para ascender das ruínas de um passado vil.
Venerada ou perseguida, Vin sente-se desconfortável com o peso que carrega sobre os ombros. A cidade de Luthadel não se governa sozinha, e Vin e os outros membros do bando de Kelsier aprendem estratégia e diplomacia política enquanto lidam com invasões iminentes à cidade.
Enquanto o cerco a Luthadel se torna cada vez mais apertado, uma lenda antiga parece oferecer um brilho de esperança: o Poço da Ascensão. Mas mesmo que exista, ninguém sabe onde se encontra nem o poder que contém… Resta a Vin e aos seus amigos agarrar esta fonte de esperança e conseguir garantir o seu futuro e futuro de Luthadel, cumprindo os seus sonhos e os sonhos de Kelsier.
Sinopse: Alcançaram o impossível: o mal que governara o mundo pela força do terror foi derrotado. Mas alguns dos heróis que lideraram esse triunfo não sobreviveram, e eis que surge uma nova tarefa de proporções igualmente gigantescas: reconstruir um novo mundo. Vin é agora a mais talentosa na arte e técnica da Alomância e decide reunir forças com os outros membros do bando de Kelsier para ascender das ruínas de um passado vil.
Venerada ou perseguida, Vin sente-se desconfortável com o peso que carrega sobre os ombros. A cidade de Luthadel não se governa sozinha, e Vin e os outros membros do bando de Kelsier aprendem estratégia e diplomacia política enquanto lidam com invasões iminentes à cidade.
Enquanto o cerco a Luthadel se torna cada vez mais apertado, uma lenda antiga parece oferecer um brilho de esperança: o Poço da Ascensão. Mas mesmo que exista, ninguém sabe onde se encontra nem o poder que contém… Resta a Vin e aos seus amigos agarrar esta fonte de esperança e conseguir garantir o seu futuro e futuro de Luthadel, cumprindo os seus sonhos e os sonhos de Kelsier.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






