segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Novidade da Casa das Letras para Janeiro

O Rei, de J. R. Ward
Sinopse - Durante séculos, Wrath esteve de costas voltadas para as obrigações do trono. Mas agora, com a ajuda da sua amada companheira, resolve finalmente assumir o manto e o trono do pai. No entanto, o peso da coroa sobre a sua cabeça é brutal. Enquanto a guerra com a Sociedade dos Minguantes prossegue sem dar tréguas e a ameaça do Bando de Bastardos parece finalmente ter atingido o alvo, Wrath é forçado a fazer uma escolha que coloca tudo – e todos – em risco. Beth Randall julgou que estava consciente dos problemas que poderiam surgir quando acasalou com o último vampiro puro-sangue do planeta: nunca seria uma tarefa fácil! Mas quando decide que quer ter um filho, percebe que não estava preparada para a reação de Wrath – ou para a distância que essa decisão criaria entre eles.


domingo, 23 de novembro de 2014

Opinião: Gata Branca (The Curse Workers #1)

Título Original: White Cat - The Curse Workers (2011)
Autor: Holly Black
Tradução: Marta Mendonça
ISBN: 9789722354158
Editora: Editorial Presença (2014)

Sinopse:

Cassel Sharpe é um jovem de dezassete anos que deseja ter uma vida normal. Mas quando se nasce numa família com uma forte tradição em manipulação de maldições a normalidade não é algo fácil de alcançar. Cassel vive ensombrado pela ameaça de, a qualquer momento, os poderes maléficos que correm na sua família se manifestarem também em si. Por diversas vezes, a sua vida é posta em risco quando, em sucessivos episódios de sonambulismo, passeia pelos telhados do colégio interno que frequenta. De volta a casa, torna-se cada vez mais claro para Cassel que um tenebroso segredo familiar ameaça destruí-lo. Desejoso de perceber quem realmente é, o jovem inicia uma cruzada de autodescoberta que o leva a enfrentar perigos cada vez maiores.
Holly Black traz-nos uma narrativa fascinante que abre um novo capítulo neste género literário, o thriller noire.

Opinião:

Repleto de intriga, mistério, maldições e muitas emoções, Gata Branca é um livro destinado a um público jovem mas que também faz as delícias dos leitores mais adultos. Uma leitura que ao início pode causar alguma estranheza, mas que aos poucos e poucos vai tornando a leitura viciante. As personagens cativam, a acção é rápida, as relações surpreendem e o conceito de manipuladores vai-se entranhando.

Cassel Sharpe é o protagonista desta história criada por Holly Black. Ao início, ele não me pareceu uma figura fácil de entender. Mais tarde percebi que isso se deve ao facto de ser uma personagem bem estruturada e dotada de diferentes dimensões. Nas primeiras páginas, é fácil perceber que ele é um rapaz dotado de sentido de humor, que não confia facilmente nos outros, que é adepto da mentira e da manipulação. Só ao conhecer a sua história percebemos as razões de ele assim ser e surge então empatia por esta figura. Com o decorrer da narrativa, vemos que ele possui valores nobres, o que o tornam num trapaceiro de quem é fácil gostar. Os seus desejos, angústias e necessidade de pertencer a um grupo tornam esta personagem em alguém que acreditamos ser real.

A família de Cassel está longe de ter um modelo convencional. Faz lembras as famílias que servem grandes senhores da máfia, uma vez que existe um estranho sentido de lealdade e devoção que leva os seus membros a praticar crimes hediondos. A mãe de Cassel surge poucas vezes, mas confesso que me não me provoca qualquer simpatia. Sugere ser alguém egoísta e que não entende os filhos, o que acaba por justificar muito do que acontece nestas páginas. Os irmãos de Cassel, são muito relevantes para a narrativa. É curioso ver como os sentimentos do protagonista relativamente aos dois irmãos vão sendo alterados conforme a história avança, ficando presente que o amadurecimento nos leva a ver certas atitudes de forma diferente. Já o avô de Cassel foi o membro de quem mais gostei. Um senhor com um humor retorcido, muito rezingão mas também perspicaz.

A gata que dá o título ao livro é um dos elementos mais enigmáticos da narrativa. Está sempre presente, e ao início não é fácil entender qual é a sua finalidade. Contudo, a um certo momento, conseguimos perceber sozinhos o papel desta figura, muito antes do protagonista. A partir daí, queremos ver o mistério exposto, queremos conhecer melhor esta personagem que se torna num ponto central de toda a história.

A trama em si parece estar dividida em duas partes distintas. Na primeira, é feita a apresentação. Nesta fase, tudo parece surgir de uma forma lenta e não é fácil entender o caminho que a autora pretende seguir. Cassel não cativa de imediato pois parece estar limitado pelo espaço onde se encontra. Contudo, existem alguns mistérios que intrigam e impelem a continuar. A segunda fase surge quando Cassel começa uma investigação intensa e que lhe dá resultados inesperados. É verdade que a partir do momento em que recebemos certas informações conseguimos depressa perceber o que vai acontecer, mas existem um entusiasmo crescente em acompanhar o protagonista, pois é aqui que ele começa a cativar e a marcar a diferença. O ritmo da leitura acelera e torna-se difícil largar o livro.

Este volume é muito focado no acompanhar de Cassel por situações reveladoras e de grande perigo, contudo, a autora, de forma subtil, acaba por apresentar um mundo muito cativante que gostaria de ter visto mais desenvolvido. É fácil perceber a divisão que existe na sociedade, o medo dos manipuladores, as propostas políticas de controlo, os grupos que não aceitam a diferença e aquelas que acreditam na coexistência pacifica. Deste modo, Black tenta dar a entender que pensou bem no cenário desta trama, e que existem factores externos a Cassel que ainda poderão atravessar-se no seu caminho.

Relativamente ao conceito de manipuladores, achei curioso o facto de estes estarem associados a maldições. Isto faz com que, inevitavelmente, eles sejam vistos com uma conexão negativa, afinal, as maldições usam o outro em benefício próprio, causando dor e sofrimento. Ao longo da leitura, pensei se estes "dons mágicos" estão associados a maldições devido à própria natureza humana. O poder faz com que seja usado para se conseguir algo que se deseja, sem medir as consequências. Caso a natureza humana for altruísta e bondosa, serão as maldições vistas como dons úteis para todos? Penso que este é um tema que a autora tentou, neste livro, expor de uma forma bastante subtil e que será desenvolvido no próximo. Uma ideia muito curiosa, que dá que pensar e que torna este livro mais profundo do que pode aparentar.

Gata Branca fez-me sentir estar dentro de uma história passada no seio da máfia mas repleta de elementos mágicos. Apresenta uma história cheia de mistérios e acontecimentos interessantes, mas também explora um protagonista complexo que dificilmente será esquecido. Aconselho a leitura deste livro e espero, sinceramente, continuar a acompanhar esta coleção de manipuladores de maldições criada por Holly Black.

Para mais informações sobre o livro Gata Branca, clique aqui.

Está em sorteio um exemplar deste livro aqui. Participem!

sábado, 22 de novembro de 2014

Qual é o livro? #40



Regras da rubrica aqui.

Novidades da TopSeller para Novembro (2)

Cativada, de K. Bromberg
Sinopse: O Colton roubou o meu coração. Caí um dia nos seus braços por força do destino, e tem-me, desde então, cativa na sua paixão. Ele acendeu sentimentos dentro de mim que julguei terem morrido para sempre.
A Rylee caiu daquela maldita despensa um dia direitinha para a minha vida, e nunca mais voltei a ser o mesmo. Ela vislumbrou fragmentos da escuridão que habita dentro de mim e, no entanto, ainda cá está, a lutar por nós.
Ele corta-me a respiração, arrebata o meu coração e traz-me de volta à vida, tudo com um único toque. Mas como poderei amar um homem que não me deixa entrar na sua alma? Que insistentemente me afasta, para que não conheça o seu passado desfeito? O meu coração é dele, mas sinto os limites da paciência e do perdão a acercar-se de mim.
Como posso eu desejar uma mulher que me exaspera, me desafia e me força a ver que, no profundo abismo que é a minha alma, há uma pessoa digna de amor? Um lugar e uma pessoa que jurei nunca voltar a visitar e a ser? Eu sei que não sou quem ela precisa. Então, porque não consigo deixá-la partir?


Enrolados, de Emma Chase
Sinopse: Ela é linda e ambiciosa. Ele é atraente e convencido. Juntos formam um par incrível. Mas algo inesperado vai deixá-los enrolados em mal-entendidos sem fim!  Katherine Brooks sempre foi metódica e cautelosa. Até ao dia em que conheceu Drew Evans, o seu atual namorado, um homem persistente e muito seguro de si.
Juntos formam um casal ambicioso, dedicado às suas carreiras, mas que nunca perde uma oportunidade para desfrutar das delícias da vida a dois. Até que surge um contratempo que abala a relação, e o conto de fadas transforma-se numa crise conjugal.
Ela muda-se para casa da mãe, e ele faz tudo, mas mesmo tudo, para a esquecer… Poderá uma série de mal-entendidos pôr fim ao romance mais tórrido de sempre?


A Todos os Rapazes Que Amei, de Jenny Han
Sinopse: Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.


Um Anjo da Guarda, de James Patterson
Sinopse: Michael era o amigo imaginário de Jane, que a acompanhava, guiava e protegia quando ela, ainda criança, se sentia sozinha. Apesar de a mãe ser uma bem-sucedida produtora da Broadway e do ambiente glamoroso que a rodeava, Jane não era uma menina feliz. Michael e Jane eram os melhores amigos mas, quando ela fez 9 anos, o seu amigo imaginário teve de partir…
Vinte e três anos mais tarde, Jane é uma dramaturga de sucesso, trabalha na produtora da mãe e tem um namorado atraente e encantador. No entanto, ela continua infeliz e sem conseguir esquecer Michael. Até que, inesperadamente, volta a vê-lo. Teria Michael afinal sido sempre real?


Fraturado, de Karin Slaughter
Sinopse: Abigail Campano chega a casa e entra num cenário de pesadelo. Uma janela partida, uma pegada de sangue na escada e, a visão mais devastadora de todas, a sua filha adolescente morta no chão. Sobre ela está um homem com uma faca ensanguentada na mão. A luta que se segue vai mudar a vida de Abigail para sempre.
Quando a polícia local comete um erro que não só ameaça a investigação mas também coloca em perigo a vida de uma jovem, o caso é entregue ao agente especial Will Trent do Georgia Bureau of Investigation. Will terá como parceira a detetive Faith Mitchell, do Departamento de Polícia de Atlanta, que logo no primeiro encontro lhe mostra que não é a sua maior fã.
Sob o calor implacável do verão de Atlanta, Will e Faith percebem que só trabalhando juntos conseguirão travar o homicida brutal que tem como alvo uma das comunidades mais ricas e privilegiadas da cidade. Antes que seja tarde demais.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Opinião: Maze Runner - A Cura Mortal (Maze Runner #3)

Título Original: The Death Cure (2011)
Autor: James Dashner
Tradução: Marta Mendonça
ISBN: 9789722353670
Editora: Editorial Presença (2014)

Sinopse:

Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram, e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam, o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. Conseguirá ele sobreviver à cura?

Opinião:


Começar a ler Maze Runner – A Cura Mortal, foi uma sentir emoções contraditórias. Por um lado, queria muito pegar neste livro, descobrir os últimos segredos da CRUEL e ainda saber como tudo iria terminar, mas por outro, não me queria despedir deste mundo. É sempre assim quando estou prestes a ler o derradeiro volume de uma colecção que me cativou. A leitura já foi feita, assim como as despedidas. 

O livro inicia-se no momento em que o anterior terminou, contudo Thomas revela-se diferente. Todas as provações por que passou nos dois livros anteriores fizeram com que ele mudasse. Tornou-se mais desconfiado e teimoso, o que é compreensível, mas também começou a tomar atitudes que nem sempre foram bem compreendidas. Nem sempre percebi as suas decisões e muitas vezes achei que estas foram uma forma de o autor prolongar a narrativa. Para além disso, uma grande questão que todos queremos ver respondida acabou por não ser revelado por recusa de Thomas em aceitar a resposta. Isso foi muito frustrante e fez com que a minha simpatia por Thomas diminuísse. 


As minhas personagens preferidas voltaram a ser Minho e Newt. Eles continuam a parecer-me os mais reais e humanos. Para além de serem os fiéis companheiros de Thomas, vê-se que foram afectados de uma forma diferente por todos os perigos atravessados. Sente-se a revolta no discurso de ambos, mas também é possível verificar que a amizade que nutrem um pelo outro está mais forte. Percebe-se perfeitamente que eles deixaram de ser miúdos e um certo acontecimento quanto a um deles foi, para mim, um dos momentos mais marcantes desta leitura. Quanto a Teresa, senti que o seu papel acabou por ser rebaixado para dar lugar a uma outra personagem que não me conseguiu convencer. Quero também enaltecer o regresso de uma figura que acabou por se redimir.


Esta é uma leitura de ritmo constante e muita acção. Existem diversas reviravoltas, o que é bom para manter o interesse mas que, em algumas situações, deram-me a sensação de que o autor estava apenas a tentar adiar o final. Isto aconteceu muito devido a decisões de Thomas que pareceram incoerentes tendo em conta tudo aquilo por que ele ansiava nos livros anteriores. Mas apesar de tudo, existe sempre algo de emocionante a acontecer, o que me deixou agarrada ao livro. Para além dos muitos perigos, é inevitável não sentir os sentimentos e emoções das personagens enquanto os enfrentam, o que é cativante e torna tudo mais intenso.

Só quando terminei o livro, percebi que os motivos de todas as provações enfrentadas por Thomas e companheiros não têm uma explicação final. Esta é dada de forma subtil ao longo da leitura e só no final nós somos capazes de juntar todas as peças e tomarmos as nossas próprias conclusões. A minha ideia geral sobre este mundo acabou por se revelar ainda mais negra do que o que estava à espera. É mesmo um aviso acerca dos abusos atuais e das consequências que podem trazer para o futuro. Contudo, queria ter visto o passado exposto e tal não aconteceu.
 
Para mim, o grande ponto forte deste livro foram as derradeiras páginas. Apesar de muitas perguntas terem ficado por responder, adorei a forma como esta trilogia terminou. Confesso que não estava à espera daquilo e fiquei agradada por ver que o mundo negro criado por James Dashner não foge desta essência. Foi interessante como transmitiu esperança e ao mesmo tempo caos. A trilogia "Maze Runner" mostra que para atingir um bem maior é necessário que existam sacrifícios. Para além disso, apresenta temas como a exploração do outro em benefício próprio, o desespero humano, o altruísmo, a amizade e a coragem.


Maze Runner - A Cura Mortal, foi uma leitura que não responde a todas as questões mas que apresenta um final coerente. A trama é emocionante, as personagens secundárias comovem e os avisos levam a pensar sobre que futuro estamos a preparar. Um livro que mantém o espírito dos livros anteriores e termina de uma forma inesperada.

Para mais informações sobre o livro Maze Runner - A Cura Mortal, clique aqui.

Outras opiniões a livros de James Dashner:
Maze Runner - Correr ou Morrer (Maze Runner #1)
Maze Runner - Provas de Fogo (Maze Runner #2)