O Filho de Neptuno, de Rick Riordan
Sinopse: Percy está confuso. Ao acordar de um longo sono o rapaz pouco mais sabe que o seu nome, mas consegue chegar a um campo de mestiços que, no entanto, nada lhe diz. A única coisa que recorda do passado é outro nome: Annabeth. Hazel devia estar morta. Na sua vida anterior a jovem não se saiu bem e agora, por causa de um erro cometido então, o futuro do mundo está em risco. Oxalá pudesse fugir no garanhão que lhe aparece em sonhos.
Frank é um trapalhão. A avó diz-lhe que é descendente de heróis, mas ele não acredita. O físico volumoso fá-lo sentir-se um touro, em especial na presença de Hazel, a melhor amiga. O rapaz confia em pleno nela, ao ponto de lhe confiar o segredo que guarda no coração. Começando no «outro» campo de mestiços e acabando na terra para lá dos deuses, este segundo volume de cortar a respiração dos Heróis do Olimpo apresenta novos deuses, ressuscita monstros terríveis e caracteriza outras criaturas notáveis, destinadas a representar um papel na Profecia dos Sete.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Novidades da Planeta para Novembro
A Cidade do Fogo Celestial, de Cassandra Clare
Sinopse: Clary e os amigos enfrentam a mais terrível expressão do Mal que alguma vez tiveram de combater: o irmão de Clary. Sebastian Morgenstern está ao ataque e volta Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Com a ajuda da Taça Infernal, transformaNefelins em criaturas saídas de um pesadelo, separando famílias e amantes enquanto engrossa as fileiras dos seus Ensombrados. Acossados, os Caçadores de Sombras refugiam-se em Idris... mas nem os poderes demoníacos de Alicante conseguem manter Sebastian à distância. E com os Nefelins encurralados em Idris, quem protegerá o mundo contra os demónios? Quando é desmascarada uma das maiores traições de toda a história dos Caçadores de Sombras, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec são obrigados a fugir – ainda que a sua viagem os leve até ao coração dos reinos demoníacos, onde nunca nenhum Caçador de Sombras fora e de onde nenhum ser humano alguma vez regressara.
Separação, de Lauren DeStefano
Sinopse: Após ter suportado o que há de pior em Vaughn, Rhine encontra um improvável aliado no seu irmão, um inventor excêntrico chamado Reed. Obtém refúgio na sua casa em ruínas, apesar de as pessoas que deixou para trás se recusarem a permanecer no passado. Enquanto Gabriel assombra as memórias de Rhine, Cecily está determinada a continuar ao lado de Rhine, embora os sentimentos de Linden estejam ainda divididos entre ambas.
Entretanto, o crescente envolvimento de Rowan na resistência clandestina obriga Rhine a procurá-lo antes que faça algo de irremediável. Mas o que descobre pelo caminho tem implicações alarmantes no seu futuro e no passado que os pais nunca tiveram oportunidade de lhe explicar.
A Princesa Branca, de Philippa Gregory
Sinopse: Quando Henrique Tudor conquista a coroa de Inglaterra após a batalha de Bosworth sabe que tem de se casar com a princesa da casa inimiga, Isabel de York, para unificar um país dividido pela guerra há duas décadas. Mas a noiva ainda está apaixonada pelo seu inimigo morto, Ricardo III. A mãe de Isabel e metade de Inglaterra sonham com o herdeiro ausente, que a Rainha Branca enviou para odesconhecido. Embora a nova monarquia tome o poder, não consegue ganhar o coração de uma Inglaterra que espera o regresso triunfante da Casa de York. O maior receio de Henrique é que um príncipe esteja escondido à espreita para reclamar o trono. Quando um jovem que quer ser rei conduz o seu exército e invade Inglaterra, Isabel tem de escolher entre o novo marido, por quem se começa a apaixonar, e o rapaz que afirma ser o seu amado e perdido irmão: a Rosa de York volta para casa finalmente.
Nove Mil Passos, de Pedro Almeida Vieira
Sinopse: Um livro narrado por Francisco d’Ollanda, ou melhor pelo seu espírito, já que o narrador está morto, num tom cheio de humor, que nos relata as peripécias que o seu ser imaterial vai acompanhando. Francisco d’Ollanda foi o primeiro arquitecto e visionário a quem D. João III pediu estudos para a construção de um aqueduto que abastecesse de água a cidade de Lisboa e aqui conta, quase dois séculos depois, como se processou todo o estudo, adjudicação e construção do Aqueduto das Águas Livres, já no reinado de D. João V. Ficamos a saber tudo sobre os seus construtores e as tramóias, as intrigas, as traições, os golpes de génio que vão fazendo andar de um para outro dos arquitectos e engenheiros que ficaram com o seu nome ligado ao fabuloso monumento. Entre a Inquisição e a Maçonaria, as forças vão-se digladiando, fazendo andar e desandar as obras – e os gastos – até finalmente, poucos dias após a morte do próprio monarca, a água chegar finalmente a Lisboa.
Vila Algarve, de Francisco Duarte Azevedo
Sinopse: Este romance conta a história de um homem - um branco, português, de uma família de retornados a Portugal com a descolonização - que regressa à cidade onde viveu a sua infância e juventude. A cidade é a mesma, e é outra – chama-se Maputo. Na alterada geografia poucos marcos se mantêm: uma amizade, os fantasmas que lhe povoam a solidão, e a Vila Algarve. Procurando um lugar incerto na vastíssima cidade, entre o bar do Esperança e a morada do seu desespero, só o amigo de infância, tornado professor e poeta – o narrador desta história – e a sua doce Fathma surgem a Dória como refúgio, família e ninho. De resto, todas as memórias de quem ainda luta pela verdade – como Mavuze – o velho
Novidade Novembro 2014 inspector da polícia, convergem para a Vila Algarve, a sede da PIDE na então Lourenço Marques, onde foram interrogados, torturados e mortos muitos opositores ao regime e muitos intelectuais e artistas moçambicanos. É tempo de confrontar os fantasmas: os próprios e os alheios.
Sinopse: Clary e os amigos enfrentam a mais terrível expressão do Mal que alguma vez tiveram de combater: o irmão de Clary. Sebastian Morgenstern está ao ataque e volta Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Com a ajuda da Taça Infernal, transformaNefelins em criaturas saídas de um pesadelo, separando famílias e amantes enquanto engrossa as fileiras dos seus Ensombrados. Acossados, os Caçadores de Sombras refugiam-se em Idris... mas nem os poderes demoníacos de Alicante conseguem manter Sebastian à distância. E com os Nefelins encurralados em Idris, quem protegerá o mundo contra os demónios? Quando é desmascarada uma das maiores traições de toda a história dos Caçadores de Sombras, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec são obrigados a fugir – ainda que a sua viagem os leve até ao coração dos reinos demoníacos, onde nunca nenhum Caçador de Sombras fora e de onde nenhum ser humano alguma vez regressara.
Separação, de Lauren DeStefano
Sinopse: Após ter suportado o que há de pior em Vaughn, Rhine encontra um improvável aliado no seu irmão, um inventor excêntrico chamado Reed. Obtém refúgio na sua casa em ruínas, apesar de as pessoas que deixou para trás se recusarem a permanecer no passado. Enquanto Gabriel assombra as memórias de Rhine, Cecily está determinada a continuar ao lado de Rhine, embora os sentimentos de Linden estejam ainda divididos entre ambas.
Entretanto, o crescente envolvimento de Rowan na resistência clandestina obriga Rhine a procurá-lo antes que faça algo de irremediável. Mas o que descobre pelo caminho tem implicações alarmantes no seu futuro e no passado que os pais nunca tiveram oportunidade de lhe explicar.
A Princesa Branca, de Philippa Gregory
Sinopse: Quando Henrique Tudor conquista a coroa de Inglaterra após a batalha de Bosworth sabe que tem de se casar com a princesa da casa inimiga, Isabel de York, para unificar um país dividido pela guerra há duas décadas. Mas a noiva ainda está apaixonada pelo seu inimigo morto, Ricardo III. A mãe de Isabel e metade de Inglaterra sonham com o herdeiro ausente, que a Rainha Branca enviou para odesconhecido. Embora a nova monarquia tome o poder, não consegue ganhar o coração de uma Inglaterra que espera o regresso triunfante da Casa de York. O maior receio de Henrique é que um príncipe esteja escondido à espreita para reclamar o trono. Quando um jovem que quer ser rei conduz o seu exército e invade Inglaterra, Isabel tem de escolher entre o novo marido, por quem se começa a apaixonar, e o rapaz que afirma ser o seu amado e perdido irmão: a Rosa de York volta para casa finalmente.
Nove Mil Passos, de Pedro Almeida Vieira
Sinopse: Um livro narrado por Francisco d’Ollanda, ou melhor pelo seu espírito, já que o narrador está morto, num tom cheio de humor, que nos relata as peripécias que o seu ser imaterial vai acompanhando. Francisco d’Ollanda foi o primeiro arquitecto e visionário a quem D. João III pediu estudos para a construção de um aqueduto que abastecesse de água a cidade de Lisboa e aqui conta, quase dois séculos depois, como se processou todo o estudo, adjudicação e construção do Aqueduto das Águas Livres, já no reinado de D. João V. Ficamos a saber tudo sobre os seus construtores e as tramóias, as intrigas, as traições, os golpes de génio que vão fazendo andar de um para outro dos arquitectos e engenheiros que ficaram com o seu nome ligado ao fabuloso monumento. Entre a Inquisição e a Maçonaria, as forças vão-se digladiando, fazendo andar e desandar as obras – e os gastos – até finalmente, poucos dias após a morte do próprio monarca, a água chegar finalmente a Lisboa.
Vila Algarve, de Francisco Duarte Azevedo
Sinopse: Este romance conta a história de um homem - um branco, português, de uma família de retornados a Portugal com a descolonização - que regressa à cidade onde viveu a sua infância e juventude. A cidade é a mesma, e é outra – chama-se Maputo. Na alterada geografia poucos marcos se mantêm: uma amizade, os fantasmas que lhe povoam a solidão, e a Vila Algarve. Procurando um lugar incerto na vastíssima cidade, entre o bar do Esperança e a morada do seu desespero, só o amigo de infância, tornado professor e poeta – o narrador desta história – e a sua doce Fathma surgem a Dória como refúgio, família e ninho. De resto, todas as memórias de quem ainda luta pela verdade – como Mavuze – o velho
Novidade Novembro 2014 inspector da polícia, convergem para a Vila Algarve, a sede da PIDE na então Lourenço Marques, onde foram interrogados, torturados e mortos muitos opositores ao regime e muitos intelectuais e artistas moçambicanos. É tempo de confrontar os fantasmas: os próprios e os alheios.
domingo, 9 de novembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
O programa do Fórum Fantástico 2014
Já foi anunciado o programa do Fórum Fantástico 2014, que decorrerá entre os dias 14 a 16 na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa. Confiram:
14 de Novembro, Sexta-feira
16:00 – Abertura Oficial (incluindo exposição CortázarFrames)
16:30 – Sessão “The Hobbit – Projecto de Pesquisa” (com Jorge Rosa e Cristina Ponte)
17:00 – Ilustração Fantástica (com João Raz, André Silva e André Lourenço. Moderador: Rogério Ribeiro)
17:45 – Debate sobre blogues de fantástico (com Artur Coelho (Intergalacticrobot), João Campos (Viagem a Andrómeda), Luis Pinto (Ler y Criticar), Nuno Reis (Scifiworld), Moderadora: Sofia Teixeira (Branmorrighan))
18:30 – Apresentação da Antologia “Por Mundos Divergentes” (Editorial Divergência)
JANTAR
21:00 – O Fantástico e a FC na Música (com João Morales)
22:00 – Os Contos não Vendem, gravação de programa de rádio com Joana Neves. Convidados: João Barreiros, Madalena Santos
15 de Novembro, Sábado
14:00 – Painel Jogos Indie (Moderadores: Ricardo Correia, João Campos. Convidados: João Rodrigues, Ricardo Cesteiro)
15:00 – Painel Tecnologia 3D (com BeeVeryCreative e José Alves da Silva. Moderador: Artur Coelho)
15:30 – Apresentação da Antologia “Comandante Serralves – Despojos de Guerra” (Imaginauta)
16:00 – Apresentação da Antologia “Insonho” (com Valentina Ferreira, João Rogaciano, Inês Montenegro, Carlos Silva (Ed. Estronho)
16:30 – INTERVALO
17:00 – Artes Fantásticas (com Patrícia Portela e Natália Luiza. Moderadores: João Morales e Rogério Ribeiro)
17:45 – Debate em torno de Cortázar (com José Mário Silva e Diogo Madre Deus. Moderador: João Morales)
18:15 – Prémios CORTÁZAR FRAMES (apresentados por Editora Cavalo de Ferro e João Morales)
18:30 – Por onde anda Rhys Hughes? Está em Lisboa! (com a presença do autor. Moderação: Pedro Marques)
19:00 – Prémios Adamastor do Fantástico (apresentados pelo Colectivo Trëma)
16 de Novembro, Domingo
14:00 – Sugestões de Literatura, Filmes e Jogos (com João Barreiros, João Campos, Artur Coelho e Cristina Alves)
15:00 – Celebração dos 30 anos do Ciclo “1984: o futuro é já hoje?” (com João Barreiros e Rui Vieira Nery. Moderação: João Morales e Rogério Ribeiro)
15:45 – Curtas-metragens: “Demência” (4’), de Rafael Almeida; “Banda Desenhada” (4’), de Pedro Santasmarinas; “Terra 2084” (15’), de Nuno Sá Pessoa; “Se o Dia chegar” (9’), de Pedro Santasmarinas
16:30 – INTERVALO
17:00 – Alternativas na Edição Literária (com Manuel Alves, Valentina Ferreira, Pedro Barrento, Carlos Silva. Moderação: Rogério Ribeiro)
17:45 – Painel Banda Desenhada Fantástica (com Penim Loureiro, André Coelho, Afonso Pereira, David Soares. Moderação: João Miguel Lameiras)
18:30 – Documentário sobre Cortázar, de Filipe Homem Fonseca e João Morales
19:00 – ENCERRAMENTO
Atenção: Este programa pode estar sujeito a alterações. Aconselhamos que visitem a página oficial do evento, aqui, para estarem a par de atualizações.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Opinião: A Seleção (A Seleção #1)
Título Original: The Selection (2012)
Autor: Kiera Cass
Tradução: Alexandra Cardoso
ISBN: 9789897541230
Editora: Marcador (2014)
Sinopse:
Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.
No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes. Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.
Opinião:
Já há muito que andava curiosa com este livro. A Seleção chamou-me a atenção antes de chegar ao mercado nacional pela Marcador, muito devido à capa apelativa (eu sei que não se julga um livro pela capa, mas há coisas que são mais fortes do que nós. Vestidos de princesa aliados a um conceito distópico é algo que me afecta!) como pela reação de leitores além-fronteiras. Quando soube que o livro iria ser publicado em Portugal tive que o ler para perceber se toda a euforia a que assistia tinha fundamento.
Terminada a leitura, posso dizer-vos que este foi um livro que gostei muito de ler. Contudo, não posso dizer-vos que se trata de um livro perfeito e que puxa por nós. Não o é. A Seleção apela aos nossos sonhos de criança, já que surge quase como um conto de fadas. Penso que é uma leitura direcionada para o público feminino, já que muito do que é retratado tem muito a ver com um processo de autodescoberta feminina, sentimentos contraditórios relativamente a dois rapazes e ainda com a relação de amizade ou inimizade com outras raparigas. E como se tal não bastasse, grande parte da narrativa acontece num palácio luxuoso onde não faltam vestidos que só de imaginar queremos usar e eventos que, por alguma razão inconsciente, são deliciosos.
America Singer é a protagonista deste livro (confesso que me custou a habituar ao nome dela). Ela é uma rapariga de um escalão da sociedade mediano. Com a sua família, luta para levar uma vida digna e, felizmente, juntos conseguem ultrapassar grandes dificuldades. Ao conhecer a America do início do livro, ficamos logo com a ideia de que ela é uma rapariga que sabe o que quer e que não se importa com o que os outros pensam sobre isso. Também é possível reparar que ela não se deixa entusiasmar pelo que é supérfluo, uma vez que coloca o seu coração sempre em primeiro lugar.
Gostei desta protagonista. Ao início poderá parecer um pouco igual a tantas outras, mas com o desenvolvimento da narrativa percebemos que ela se destaca. Os momentos em que ela "bate o pé", toma atitudes diferentes daquelas que seriam esperadas ou diz o que realmente pensa sem se importar com as consequências fazem com ela nos consiga cativar. Mas para mim, o momento em que America realmente me impressionou foi mesmo no final, graças a uma atitude que tomou.
Aspen e Maxon formam com America um triângulo amoroso. O primeiro é o primeiro amor da protagonista e eu confesso que não senti qualquer ligação com ele. Parece-me uma personagem demasiado básica e pouco profunda. Com o avançar da narrativa surgem explicações para certos comportamentos que não foram bem aceites da minha parte por serem demasiado simplistas. Já Maxon é mais apelativo. Gostei do facto de ele ser alguém diferente do que seria esperado, da sua ingenuidade quanto à realidade fora do palácio, da sua vontade de fazer a diferença na vida dos mais desfavorecidos e também do facto de ele olhar para a Seleção com receio e um dever.
O desenvolvimento da narrativa é previsível. Desde o início que sabemos o que é mais provável acontecer, portanto esta não é uma história que nos traga grandes surpresas. Contudo, não é uma leitura aborrecida. Temia que ficasse cansada do triângulo amoroso, mas felizmente tal também não aconteceu. Claro que não concordei com todas as escolhas de America, e achei mesmo que alguns acontecimentos foram demasiado convenientes (se não praticamente todos).
A componente distópica acaba por ficar em segundo plano e penso que tal acontece devido ao facto de o mundo não estar bem apresentado ou sequer construído. A divisão social não é imediatamente apreendida e só com o avançar da leitura se vai percebendo como a população está organizada. Os perigos são apresentados de uma forma bastante ténue, ficando a dúvida sobre quem é realmente o inimigo e quais são as suas motivações. A mistura entre sociedade monárquica típica de contos de fadas com a tecnologia do futuro não está bem interligada. A crítica social parece incidir sobre o papel submisso das mulheres nas sociedades patriarcais e a manipulação que é feita através dos órgãos de comunicação cada vez mais adeptos dos reality shows.
Li A Seleção em pouco menos de dois dias. Apesar de ser um livro com muitas falhas, a verdade é que, mesmo assim, conseguiu-me agarrar. Gostei das personagens, da construção das relações e confesso que estou curiosa quanto ao destino que lhes está guardado. Contudo, também achei que a autora poderia ter apresentado esta trama de uma forma mais pensada e focada noutros aspectos que não os vestidos que todas as candidatas usam, por exemplo. Espero sinceramente que o próximo volume apresente desenvolvimentos mais apelativos e que continue a apresentar um desenvolvimento agradável da protagonista.
Autor: Kiera Cass
Tradução: Alexandra Cardoso
ISBN: 9789897541230
Editora: Marcador (2014)
Sinopse:
Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.
No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes. Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.
Opinião:
Já há muito que andava curiosa com este livro. A Seleção chamou-me a atenção antes de chegar ao mercado nacional pela Marcador, muito devido à capa apelativa (eu sei que não se julga um livro pela capa, mas há coisas que são mais fortes do que nós. Vestidos de princesa aliados a um conceito distópico é algo que me afecta!) como pela reação de leitores além-fronteiras. Quando soube que o livro iria ser publicado em Portugal tive que o ler para perceber se toda a euforia a que assistia tinha fundamento.
Terminada a leitura, posso dizer-vos que este foi um livro que gostei muito de ler. Contudo, não posso dizer-vos que se trata de um livro perfeito e que puxa por nós. Não o é. A Seleção apela aos nossos sonhos de criança, já que surge quase como um conto de fadas. Penso que é uma leitura direcionada para o público feminino, já que muito do que é retratado tem muito a ver com um processo de autodescoberta feminina, sentimentos contraditórios relativamente a dois rapazes e ainda com a relação de amizade ou inimizade com outras raparigas. E como se tal não bastasse, grande parte da narrativa acontece num palácio luxuoso onde não faltam vestidos que só de imaginar queremos usar e eventos que, por alguma razão inconsciente, são deliciosos.
America Singer é a protagonista deste livro (confesso que me custou a habituar ao nome dela). Ela é uma rapariga de um escalão da sociedade mediano. Com a sua família, luta para levar uma vida digna e, felizmente, juntos conseguem ultrapassar grandes dificuldades. Ao conhecer a America do início do livro, ficamos logo com a ideia de que ela é uma rapariga que sabe o que quer e que não se importa com o que os outros pensam sobre isso. Também é possível reparar que ela não se deixa entusiasmar pelo que é supérfluo, uma vez que coloca o seu coração sempre em primeiro lugar.
Gostei desta protagonista. Ao início poderá parecer um pouco igual a tantas outras, mas com o desenvolvimento da narrativa percebemos que ela se destaca. Os momentos em que ela "bate o pé", toma atitudes diferentes daquelas que seriam esperadas ou diz o que realmente pensa sem se importar com as consequências fazem com ela nos consiga cativar. Mas para mim, o momento em que America realmente me impressionou foi mesmo no final, graças a uma atitude que tomou.
Aspen e Maxon formam com America um triângulo amoroso. O primeiro é o primeiro amor da protagonista e eu confesso que não senti qualquer ligação com ele. Parece-me uma personagem demasiado básica e pouco profunda. Com o avançar da narrativa surgem explicações para certos comportamentos que não foram bem aceites da minha parte por serem demasiado simplistas. Já Maxon é mais apelativo. Gostei do facto de ele ser alguém diferente do que seria esperado, da sua ingenuidade quanto à realidade fora do palácio, da sua vontade de fazer a diferença na vida dos mais desfavorecidos e também do facto de ele olhar para a Seleção com receio e um dever.
O desenvolvimento da narrativa é previsível. Desde o início que sabemos o que é mais provável acontecer, portanto esta não é uma história que nos traga grandes surpresas. Contudo, não é uma leitura aborrecida. Temia que ficasse cansada do triângulo amoroso, mas felizmente tal também não aconteceu. Claro que não concordei com todas as escolhas de America, e achei mesmo que alguns acontecimentos foram demasiado convenientes (se não praticamente todos).
A componente distópica acaba por ficar em segundo plano e penso que tal acontece devido ao facto de o mundo não estar bem apresentado ou sequer construído. A divisão social não é imediatamente apreendida e só com o avançar da leitura se vai percebendo como a população está organizada. Os perigos são apresentados de uma forma bastante ténue, ficando a dúvida sobre quem é realmente o inimigo e quais são as suas motivações. A mistura entre sociedade monárquica típica de contos de fadas com a tecnologia do futuro não está bem interligada. A crítica social parece incidir sobre o papel submisso das mulheres nas sociedades patriarcais e a manipulação que é feita através dos órgãos de comunicação cada vez mais adeptos dos reality shows.
Li A Seleção em pouco menos de dois dias. Apesar de ser um livro com muitas falhas, a verdade é que, mesmo assim, conseguiu-me agarrar. Gostei das personagens, da construção das relações e confesso que estou curiosa quanto ao destino que lhes está guardado. Contudo, também achei que a autora poderia ter apresentado esta trama de uma forma mais pensada e focada noutros aspectos que não os vestidos que todas as candidatas usam, por exemplo. Espero sinceramente que o próximo volume apresente desenvolvimentos mais apelativos e que continue a apresentar um desenvolvimento agradável da protagonista.
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