sexta-feira, 31 de outubro de 2014

J. K. Rowling inspirou-se em alguém que conheceu para criar Dolores Umbridge

                    
J.K. Rowling publicou hoje novas informaçõessobre o universo Harry Potter no site Pottermore. O tema principal foi Dolores Umbridge.Num texto muito pessoal, a autora revelou que a personagem Dolores Umbridge foi inspirada em alguém com que se cruzou em certo momento da sua vida. Rowling diz que detestou logo essa pessoa e que esse sentimento era recíproco.

Tal como a personagem, essa pessoa também se vestia de uma forma que a autora diz "adequar-se mais a uma criança", já que usava muitos acessórios e cores pasteis. Era uma mulher calma cuja aparência podia transmitir inocência e doçura, mas a sensação que deixou em Rowling foi oposta. Contudo, a autora avisa que essa mulher não era sádica nem nunca lhe causou algum mal.


Uma coisa é certa: Dolores é uma das personagens mais odiadas da saga Harry Potter. Isto acontece devido ao contraste entre o rosa que usa, os gatinhos que tem na parede, a postura demasiado correcta  com as suas acções e ideais extremistas. Rowling foi bem sucedida na criação desta figura, mas saber que ela é inspirada em alguém real faz-nos temer. Afinal existem Dolores por aí? Fujam!

Saibam mais aqui.


Bom Halloween!!

Hoje é Halloween ou Dia das Bruxas! Uma festa de origem pagã que foi mantida pelos países anglófonos e hoje é um celebrada um pouco por todo o mundo. Existem várias tradições para o dia e principalmente a noite de hoje, sendo que algumas podem ser sempre adaptadas para os nossos gostos pessoais. Que vos parece esta ideia para o "trick-or-treat"?

Tenham um bom dia das bruxas!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Opinião: Comandante Serralves - Despojos de Guerra

Autor: Carlos Silva, Vítor Frazão, Inês Montenegro, Ana Filipa Ferreira, Joel Pulga e Rui Leite
ISBN: 9789899814523
Editora: Imaginauta (2014)

Sinopse:

Depois da invasão Pahoehoente, a Aliança Humana trouxe paz e prosperidade ao Sistema Solar. Contudo trouxe também a supressão da cultura, a opressão e a padronização dos povos.

Existe, porém, uma lenda que há várias gerações traz esperança a todas as nações livres. O seu nome é: Comandante Serralves

Suba a bordo da nave Maria e deixe-se levar por um universo de relatos de resistência e luta. Conheça as muitas caras e corpos do Comandante e deixe-se maravilhar pelas comunidades que colonizaram os planetas de Mercúrio a Urano.

Que despojos de guerra contra os Pahoehoentes são esses que ainda hoje trazem perigo às nações livres? Que artefactos se escondem em torno do Sol que podem desiquilibrar o braço de ferro entre Serralves e a Aliança?

Opinião:

Comandate Serralves - Despojos de Guerra é o resultado de um projecto original que reuniu seis autores portugueses. Como a ficção científica é um género que me atraí, fiquei feliz por perceber que não está morte em Portugal e foi com curiosidade que iniciei esta leitura. Para além de desejar conhecer Serralves, a figura central desta antologia, queria saber como os seis autores uniram esforços para construir este livro. O resultado final agradou-me devido ao factor de entretenimento, mas também é verdade que existem algumas falhas.

Não sei como foi o processo de elaboração desta antologia, e acredito que não deve ter sido fácil coordenar várias vozes e construir algo que fosse consistente e partilhasse as mesmas ideias. Fiquei satisfeita ao verificar que todos os contos partilhavam o mesmo passado e conceito, o que sugere que houve uma ligação entre os autores, mas já não senti o mesmo no que toca à ligação do enredo entre os diversos contos. No final, fiquei com a sensação que tinha dado “saltos” por momentos da vida de Serralves, o que me fez ficar com a sensação de que esta personagem e o Universo que integra foi apresentado muito superficialmente.

Muitas das noções apresentadas eram bastante interessantes. A ideia de um governo totalitário, de uma raça alienígena perigosa e de uma rebelião cativaram-me mas pecaram por terem sido tão pouco exploradas. Queria perceber melhor o que aconteceu à Terra, o que levou Serralves a tornar-se um rebelde, quem são na verdade os rebeldes e qual o seu grande objectivo. É que até aqui pareceram-me apenas uma oposição que procura destabilizar o poder sem ver para além disso.

Foi inevitável reparar que cada autor deu um toque pessoal à história de Serralves, o que é algo bastante interessante. Contudo, uns conseguiram cativar mais do que outros, como seria de esperar.

Carlos Silva conseguiu agarrar-me logo ao início. Gostei de Métodos de Evasão, um conto repleto de acção e que nos introduz este universo e o seu protagonista. Percebi que Serralves era um homem surpreendente que esconde quem realmente é através do sarcasmo, o que resulta em momentos divertidos e em reviravoltas inesperadas. Mais tarde, o mesmo autor apresenta Despojos de Guerra, um conto mais sério onde Serralves parece mais apagado e acaba por dar lugar a outras figuras.

Vítor Frazão, em Sinais, dá a conhecer um pouco o grupo de rebeldes liderado por Serralves. Foi bom conhecer outras personagens e a sua dinâmica é interessante, mas o desenrolar da narrativa não foi dos mais entusiasmantes.

Dodgdon, de Inês Montenegro, marca por ser o primeiro que desvenda um pouco Serralves. Finalmente percebemos o porquê de ele ter uma idade avançada e um aspecto jovem e a razão para tal capta a atenção. Porém, acabam por surgir mais dúvidas, já que os conceitos são apenas apresentados mas não explicados.

Ana Ferreira surpreendeu-me ao dar uma visão diferente deste universo. O conto Das Eigentum revela o ponto de vista de um ser alienígena, ou seja, um inimigo incompreendido. O que mais gostei foi de perceber que o outro lado tem motivações que podem ser consideradas humanas, o que dá maior profundidade à antologia.

Em A Guerra Esquecida, Joel Pulga mostra uma passagem de Serralves para um outro corpo. O que mais apreciei foi o choque das personagens verificarem esta mudança, sendo que isso acabou por suplantar o resto da narrativa. Mais uma vez, não existem explicações para esta capacidade do comandante permanecer imortal.

A antologia acaba com Static Falls, de Rui Leite, um conto que nos leva em mais uma aventura de Serralves. Gostei do choque entre o que é considerado antigo e moderno, mas pareceu-me que alguns elementos não tinham grande fundamento.


Algo que me fez alguma confusão foi o facto de o índice não estar correcto. Os números das páginas não correspondiam ao início dos contos o que revela falta de revisão final. Percebo que tal possa ter acontecido devido a pequenas modificações de última hora na paginação, mas acaba por ser um pouco desagradável.  

Apesar de existiram muitos pontos menos bons, a verdade é que dou os parabéns a toda a equipa que esteve envolvida nesta antologia. Louvo a capacidade de todos de criarem um universo complexo e interessante e de terem conseguido construir diferentes contos que apresentes distintos pontos de vista. Espero, sinceramente, que exista um próximo livro sobre o Comandante Serralves onde as fraquezas sejam melhoradas, respostas pelas quais anseio sejam dadas e novas ideias sejam apresentadas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Comprar o livro pela capa 69: A Culpa é das Estrelas

É um grande sucesso e em Portugal, onde é publicado pela Editorial Presença, já conta com três capas. Conhecem todas as versões nacionais de A Culpa é das Estrelas, de John Green?

O livro surgiu em 2012 e a primeira imagem que lhe foi dada apresentava um grande céu noturno e repleto de estrelas. Para além disso, em baixo é possível ver várias casas típicas de Amesterdão, cidade importante para a narrativa. O título do livro ocupa a maior parte da capa.


No verão de 2014 surge a adaptação cinematográfica deste livro e, com isso, uma nova capa. Tal como geralmente acontece nestes casos, a imagem escolhida é a do poster do filme. Assim, as personagens mais relevantes ganham destaque, sendo elas quem ocupa a maior parte da capa. O tipo de letra do título e do nome do autor sofreram alterações.


Ainda em 2014 surgiu a edição especial deste livro. A capa é muito semelhante à primeira. O céu azul foi substituído por branco e as estrelas passaram a ser repsentadas a azul e amarelo. O título e o nome do autor apresentam o mesmo tipo de letra mas ganham destaque ao ter uma cor escura num fundo tão claro. As casas títpicas de Amesterdão não sofrem alteração e surge uma estrela que indica que esta é uma edição especial.

Apresentadas todas as capas, é altura de escolher: qual a vossa preferida?



Qual a melhor capa?
A primeira
A segunda
A terceira
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Que comece a aventura!


Gosto de desafios, mas não gosto de estragar os meus livros. Imaginem a minha hesitação quando peguei neste Diário que pede para ser destruído! A ideia é curiosas as sugestões que já encontrei ao folhear estas páginas são imaginativas e engraçadas, mas não deixo de sentir hesitação em seguir o que é pedido. Afinal é um livro que para ser devidamente usado terá de ser riscado, pintado, rasgado, pisado, atirado ao ar, arrastado pelo chão... Contudo, é interessante verificar que quanto mais páginas passo maior é a minha vontade de fazer o que é sugerido. Portanto, tomei uma decisão: vou destruir este livro!

Que comece a aventura!