quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Passatempo: Viagem ao Fim do Coração

Em parceria com a editoria Guerra & Paz, está em sorteio um exemplar do livro Viagem ao Fim do Coração, de Ana Casaca. Uma leitura impressionante que não vão querer perder!


Para se habilitarem a ganhar este livro, apenas precisam de:

- Responder a todas as questões colocadas no formulário (podem encontrar as respostas aqui);
- Seguir o blogue e/ou fazer gosto na página de Facebook do blogue, aqui, e fazer gosto na página de Facebook da editora Guerra & Paz, aqui;
- Partilhar o link do passatempo de forma pública numa rede social;
- Só participar uma vez (caso tal não se confirme a participação será anulada);
 - O passatempo terminada no dia 22 de Setembro às 23h59. Não serão aceites participações após essa data.

Agora é só participar!

PASSATEMPO ENCERRADO!


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Os 17 escritores que mais lucraram entre 2013 e 2014

A revista Forbes divulgou a lista dos autores que apresentaram maiores lucros entre Junho de 2013 e Julho de 2014. São eles:

1 - James Patterson - 90 milhões de dólares


2 - Dan Brown - 28 milhões de dólares


3 - Nora Roberts - 23 milhões de dólares


4 - Danielle Stee l - 22 milhões de dólares


5 - Janet Evanovich - 20 milhões de dólares


6 - Jeff Kinney - 17 milhões de dólares


7 - Veronica Roth - 17 milhões de dólares


8 - John Grisham - 17 milhões de dólares


9 - Stephen King - 17 milhões de dólares


10 - Suzanne Collins - 16 milhões de dólares


11 - J. K. Rowling - 14 milhões de dólares


12 - George R. R. Martin - 12 milhões de dólares


13 - David Baldacci - 11 milhões de dólares


14 - Rick Riordan - 10 milhões de dólares


15 - E. L. James - 10 milhões de dólares


16 - Gilian Flynn - 9 milhões de dólares


17 - John Green  - 9 milhões de dólares

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Opinião: Envolvidos

Autor: Emma Chase
Título Original: Tangled (2013)
Tradução: Ângelo Santana
ISBN: 9789898626530
Editora: TopSeller (2014)

Sinopse:

Drew Evans trabalha diariamente em negócios de milhões e seduz todas as mulheres de Nova Iorque com um único sorriso. Se a vida lhe corre tão bem, então porque é que está fechado em casa há sete dias, a sentir-se miserável e deprimido? Ele vai dizer a toda a gente que está com gripe, mas a verdade não é bem essa.
Quando Katherine Brooks é contratada para trabalhar com Drew no banco de investimento do pai, a sua vida de playboy, habituado a ter tudo o que quer, dá uma volta de 180º. A competição profissional a que ela o sujeita irrita-o, a atração que sente por ela é perturbadora e a sua aparente inabilidade para conquistá-la é exasperante. Seja como for, Drew tem uma única regra inquebrável na sua vida: não se envolver com colegas de trabalho.
Mas será que Drew vai ser capaz de resistir a Kate? E como é que uma única mulher pode transformar o mais sedutor e bem-sucedido dos Don Juans num pobre homem desesperado?

Opinião:

Na capa de Envolvidos, existe uma mensagem que garante que este livro é sexy, romântico e hilariante. E sabem que mais? Realmente é! Quando comecei a ler esta obra de Emma Chase, publicada pela TopSeller, estava um pouco de pé atrás. Afinal, o que não falta no mercado são romances que nos prometem agarrar e seduzir, mas que acabam por parecer demasiado parecidos uns aos outros. Envolvidos é diferente.

Para começar, a história é narrada na primeira pessoa por um homem. Sim, ele continua a ser o homem poderoso, mulherengo, bonito e que se apaixona por uma mulher que tem uma posição social abaixo da dele, mas é tão divertido observar a tudo sob o seu ponto de vista. Afinal, Drew Evans apresenta-se tal como é, sem filtros. Num momento está a explicar-nos o que faz dele um grande garanhão, noutro revela ser completamente devoto à sua profissão e noutro ainda mostra-nos como foi possível ficar completamente rendido a uma mulher.

A personalidade de Drew é hilariante. Ao início, a autora tentar chocar-nos com algumas atitudes e revelações deste homem. Contudo, a forma como ele se explica acaba sempre por ser engraçada. Isso também faz com que a mudança que se opera ao longo das páginas se revele mais drástica e, assim, dê maior sentido ao sentimento que cresce neste protagonista. Gostei bastante dele por ter sido exposto com sinceridade e sentido de humor.

Kate é a mulher responsável pelas mudanças que acontecem a Drew. O que mais gostei dela foi o facto de não ser a típica personagem feminina que fica completamente rendida aos encantos de um homem. Ela pode ter momentos de dúvidas, mas quando sabe o que quer luta por isso. Por esse motivo é delicioso vê-la a confrontar Drew e dar-lhe luta. Ela é uma mulher de opiniões fortes e muito difícil de persuadir.

A relação que surge entre Drew e Kate era de prever. Contudo, confesso que adoro quando duas personagens vivem momentos de amor-ódio. Isto gera sempre confrontações interessantes e tal foi o caso em Envolvidos. Contudo, fiquei também com a sensação de que tudo poderia ter sido melhor explorado, já que a evolução dos sentimentos pareceu acontecer demasiado depressa. E apesar de tudos os obstáculos é fácil de adivinhar o final da história, não havendo por isso grande mistério ou expectativa.

O tom utilizado ao longo de todo o livro é simples e directo. Chega mesmo a parecer que Drew nos está a falar directamente, uma vez que faz imensas interpelações e sugere estar a relatar a sua experiência como se fossemos os seus mais recentes amigos. Senti mesmo que em certos momentos lhe estava a ler os pensamentos, já que estes tanto se dividiam entre o que estava a acontecer e as divagações desta personagem

Envolvidos é um romance fresco, leve, divertido, sensual e que se lê num ápice. A história agarra-nos graças às suas personagens, confrontos e sobretudo devido ao sentido de humor. Não é uma trama inesperada, já que desde o início conseguimos adivinhar o final. Também não é uma história perfeita e sem erros. É sim um livro com muitos momentos hilariantes e que nos dá uma outra visão dos romances. Diverti-me muito ao ler esta história de amor contada sobre um ponto de vista masculino.

domingo, 7 de setembro de 2014

Opinião: Viagem ao Fim do Coração

Autor: Ana Casaca
ISBN:  9789897021152
Editora: Guerra & Paz (2014)

Sinopse:

Num romance toda a nossa vida: como a queremos, como às vezes não a queremos.
Luísa ainda era uma adolescente. Tiago já era um jovem adulto. Conheceram-se na solidão de uma pequena praia, na margem de um rio. Tinham em comum uma relação familiar traumática. Num caso, o trauma do amor dos pais. No outro, o trauma do ódio dos pais. Conheceram-se num dia que pareceu conter uma vida inteira. Mas teriam ficado separados para sempre, se a invisível linha de uma doença que rói o corpo e anuncia a morte não os tivesse voltado a ligar, dezasseis anos depois. Luísa e Tiago podem até redescobrir o amor, mas apenas se a silenciosa presença das metástases não se alastrar aos seus corações.
"Viagem ao Fim do Coração" é mais do que uma comovente história de amor. É a recriação de um admirável mundo de pais e mães, filhos e irmãos, ódios e amores. Revela os pesadelos de um cancro injusto, mas não abdica do que é humano e essencial, o sonho.

Opinião:

Viagem ao Fim do Coração foi um livro que me incomodou. E isso é ótimo, pois quer dizer que Ana Casaca fez bem o seu trabalho. A autora pegou num tema muito sensível e apresentou-o sem artifícios, fazendo desta história uma lição de vida dura e revoltante.

Logo no início é impossível não ficar indiferente à história de Luísa. Começamos a acompanhá-la quando ela é ainda criança. A descrição e apresentação da sua vida familiar fizeram-me admirar, logo ao início, esta protagonista. É verdade que existem realidades mais trágicas, mas o que mais me chocou nesta história foi perceber que existem tantas infâncias como a que foi apresentada. Crianças a quem não lhes é permitido ser crianças. Crianças que vivem debaixo de sentimentos de culpa e de medo por causa dos seus progenitores. Esta é uma realidade que existe em larga escala no nosso país, mais próxima do que aquilo que julgamos possível e, por isso, acaba por ser uma chamada de atenção. Faz reflectir sobre o que é de facto um pai e uma mãe.

Mais tarde, Luísa parece ter conseguido agarrar as rédeas da sua vida, mas o destino reserva-lhe mais um terrível obstáculo. Sim, caso ainda não tenham percebido, este é um livro sobre cancro. Ana Casaca inspirou-se numa experiência real para relatar como esta doença afecta o doente e todos aqueles que o rodeiam. E fez isto sem tentar ser poética ou sem tentar embelezar o caso. É um assunto que não tem espaço para isso. Desta forma, a autora fez com que a sua protagonista enfrentasse este problema de frente, com determinação e força. Tentou fazer-nos chegar o que pensa e sente alguém com estas características e que está a lutar contra esta doença maldita.

Paralelamente, vemos como a doença afecta os outros. Achei interessante que a autora apostasse também nas pessoas que rodeiam o doente de cancro. Ana Casaca expôs diferentes reacções, de forma a nos aproximar desta realidade. Existem os que sofrem em silêncio, os que não perdem a esperança, os que se afastam por não saber lidar com isso, os que se entregam a quem sofre, entre outros. A autora pretende mostrar, desta forma, que o cancro afecta muito mais pessoas para além daquelas que são diagnosticadas.

Gostei de Luísa. Gostei do facto de ela ser uma lutadora desde muito jovem. As circunstâncias da vida fizeram com que ela transmitisse sempre força, mesmo quando por dentro está fragilizada, com medo e dúvidas. Gostei da forma directa com que ela abordava os temas mais sensíveis e admirei a sua coragem ao longo de todo o livro. Também gostei de Pedro, o irmão de Luísa. A devoção e amor que sente pela irmã são bem perceptíveis. Ele é um rapaz que foi muito amado, mas que se sente incompleto devido a problemas com o passado. Admirei-o quando cumpriu as vontades da irmã, mesmo aquelas que o faziam sentir angustiado. Já Tiago foi uma personagem que não me cativou por completo. Gostei do facto de ele representar os empreendedores do país que tentam arranjar alternativas em tempos de crise, mas achei-o demasiado perfeito para o papel que foi representar. Isso fez com que nele não existissem surpresas.

A relação entre Luísa e Tiago não me cativou por completo. Isto porque tudo me parece ter desenvolvido demasiado depressa e de forma instantânea, especialmente dentro das circunstâncias em que aconteceu. Preferia ter visto uma maior desenvolvimento no início desta relação, mas tudo pareceu ter funcionado com um clique. Em contrapartida, a união entre os dois revelou-se enternecedora. Tiago tornou-se num agente de libertação para Luísa e levou-a a tornar-se numa mulher mais completa.

A narração é feita através do intercalar de capítulos dedicados a cada uma destas três personagens. Isto faz com que o leitor tenha uma visão mais geral da história. Contudo, não percebi a razão para os capítulos de Luísa e de Pedro estarem na primeira pessoa do singular e os de Tiago estarem na terceira pessoa do singular. Talvez a intenção fosse aproximar mais o leitor dos dois irmãos, mas a verdade é que não me pareceu coerente.

No final da leitura, não fiquei indiferente a tudo o que li, mas senti-me incomodada. Gostei da história, apesar de tratar de um tema sobre o qual não gosto de ler. Tal como já vos disse, incomoda-me. O último capítulo é, sem dúvida, muito forte e faz surgir um misto de sentimentos. Ana Casaca cumpriu bem o objectivo a que se propôs.

sábado, 6 de setembro de 2014

Qual é o livro? #32


"Nesse momento, a coisa que ele inspeccionava pareceu reparar na Sra. Owens, pois abriu a boca, deixando cair a tetina de borracha em que estava a chupar, e estendeu um punho pequeno e gorducho, como se quisesse agarrar o dedo pálido da mulher"

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