quarta-feira, 30 de abril de 2014

Novidades da 1001 Mundos para maio

Caos Maravilhoso, de Kami Garcia e Margaret Stohl

Sinopse: Ethan Wate julgou estar a habituar-se às estranhas coisas impossíveis que se desenrolavam em Gatlin. Porém, agora que Ethan e Lena voltaram para casa, estranho e impossível assumiram novos significados. Enxames de gafanhotos, um recorde de calor e tempestades devastadoras arrasam Gatlin enquanto Ethan e Lena tentam perceber as consequências do Chamamento de Lena. Até a família de Lena é afetada - e as suas habilidades começam a falhar perigosamente. Com o tempo, uma questão torna-se clara: o que - ou quem - terá de ser sacrificado para salvar Gatlin?
Para Ethan, o caos é uma distração assustadora, mas bem-vinda. Ele está de novo a ser perseguido nos sonhos, mas desta vez não por Lena - e tudo o que o assombra segue-o para fora dos sonhos até à sua vida quotidiana. Ainda pior, Ethan está gradualmente a perder pedaços de si - esquecendo nomes, números de telefone, e até memórias. Não sabe porquê e na maioria dos dias, tem medo de perguntar.
Às vezes, não há apenas uma resposta ou uma escolha. Às vezes não há como voltar atrás. E desta vez não haverá um final feliz.

Neste novo romance, Ridley perdeu os poderes, Link é um Íncubo e as habilidades da família de Lena andam a falhar. Enxames de gafanhotos devoram todo o verde de Gatlin. Um calor sufocante deixa a relva castanha e os humores negros. Raios riscam o céu e tempestades assustam os animais. O equilíbrio foi destruído. Aparentemente, quando se Chamou, Lena pode ter sido dado o pontapé de saída para o Apocalipse.


Drácula, de Bram Stoker

Sinopse: Poucos leitores irão esquecer a atmosfera de pesadelo do sinistro castelo do conde Drácula, na Transilvânia, as deambulações dos mortos-vivos e a tensão de gelar o sangue antes do emocionante desfecho.
Drácula narra a luta de um grupo de homens e uma mulher - Dr. Seward, Dr. Van Helsing Jonathan Harker e a sua mulher Mina - para destruírem o vampiro, cujos sinistros caixões cheios de terra são descobertos por Harker numa capela em ruínas ao lado do hospício do Dr. Seward. Cruel e nobre, maldosa e fatalmente desejável para as mulheres, Drácula possui uma sede terrível de poder e, como o Dr. Jekyll, ou Moriarty de Conan Doyle, é um dos monstros imortais da ficção.
Quando o solicitador Jonathan Harker visita a Transilvânia para ajudar o conde Drácula com a compra de uma casa em Londres, faz descobertas terríveis sobre o seu cliente e o seu castelo. Pouco depois, uma série de incidentes perturbadores desenrola-se em Inglaterra: um navio não tripulado naufraga em Whitby; marcas de perfurações estranhas aparecem no pescoço de uma jovem mulher, e um louco internado num hospício delira sobre a chegada iminente do seu «mestre». Na batalha que se segue entre o sinistro conde Drácula e um grupo de adversários determinado, Bram Stoker criou uma obra-prima do terror, aprofundando as questões da identidade e sanidade humanas, e iluminando os cantos escuros da sexualidade e do desejo vitorianos.
Uma verdadeira obra-prima, Drácula transcendeu gerações, linguagem e cultura para tornar-se um dos romances mais populares alguma vez escritos. É por excelência uma história de suspense e horror, que ostenta um dos personagens mais terríveis que já nasceram na literatura: o conde Drácula, um espectro trágico e noturno que se alimenta do sangue dos vivos, e cujas paixões diabólicas depredam os inocentes, os desamparados, e os belos. Mas Drácula também se destaca como uma saga alegórica de um ser eternamente amaldiçoado cujas atrocidades noturnas refletem o lado sombrio da era extremamente moralista em que foi originalmente escrito - e os desejos corruptos que continuam a atormentar a condição humana moderna.

Novidades da Quinta Essência para maio

Amanhecer ao Luar,de Jude Deveraux

Sinopse: Com esta nova trilogia situada na bela povoação de Edilean, na Virgínia, Jude Deveraux conta-nos a história de três jovens mulheres, melhores amigas da faculdade, das suas vidas, dos seus amores e dos sonhos que pretendem realizar.
Por sugestão da sua grande amiga Kim, Jecca Layton deixa de lado o mundo da arte de Nova Iorque para passar o verão entregue à sua paixão, a pintura, enquanto desfruta da unida comunidade artística de Edilean.
O primo de Kim, Tristan Aldredge — o atraente e dedicado médico da povoação — sente há anos uma profunda atração pela «irmã» universitária da prima, embora até então só a tenha visto uma vez na vida; agora, Jecca sente-se cativada pelos encantos deste homem forte e sensível num verão de prazer sensual.
Porém, quando as nuvens negras anunciam o regresso de Jecca à «vida real» e à grande cidade, os amantes devem tomar uma decisão: poderão sobreviver à separação? E qual dos dois sacrificará parte dos seus sonhos para poderem continuar juntos?


Sedução Perigosa, de Jess Michael

Sinopse: Timida, obstinada e bela, Penelope está determinado a expor os casos licenciosos dos homens mais atrevidos da sociedade. Agora um deles - o libertino arrependido Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath - foi escolhido para pôr fim à interferência da pudica senhora. O plano de Jeremy é diabolicamente inteligente: irá juntar-se à guerra de Penelope contra a imoralidade, lutando apaixonadamente ao seu lado, ao mesmo tempo que a enche de missivas eróticas anónimas destinadas a excitar mesmo a mais fria e mais relutante mulher. Irá derrubar as suas defesas e inflamar os seus desejos reprimidos por acompanhá-la (no interesse da sua «nobre campanha») aos palácios do prazer mais notórios de Londres. E irá visitar o boudoir dela - mascarado - durante a noite para a ensinar nas artes deliciosamente pecaminosas ela deseja abolir. Em seguida, irá expor a sua hipocrisia ao mundo.
Mas o esquema do belo duque está fadado ao fracasso pois a bela Penelope liberta-se de todas as inibições e cede livremente a todos os caprichos dele. Pois neste jogo sensual de corações, é o sedutor que se torna seduzido.



Aquisições de abril (2)

O Herói Desaparecido, de Rick Riordan

Sinopse: Jason tem um problema. Não se lembra de nada antes de acordar num autocarro escolar de mãos dadas com uma miúda. Aparentemente, é a namorada Piper, e o seu melhor amigo é um rapaz chamado Leo, e os três são alunos da Escola Wilderness, um internato para «crianças más». O que terá feito para acabar ali, Jason não tem a mais pequena ideia, excepto que tudo parece muito errado.
Piper tem um segredo. O pai está desaparecido há três dias, e os pesadelos vívidos revelam que corre um perigo terrível. Agora o namorado não a reconhece, e quando uma estranha tempestade e estranhas criaturas atacam durante uma viagem da escola, ela, Jason e Leo são levados para um lugar chamado Campo dos Mestiços. O que está a acontecer?
Leo tem jeito com ferramentas. A nova cabana no Campo dos Mestiços está cheia delas. Este lugar é selvagem, com treinos com armas, monstros e raparigas bonitas. O que o incomoda é a maldição de que todos falam quando desaparece um jovem. O mais estranho é que os companheiros insistem que são todos, incluindo Leo relacionados com um deus.

Ver opinião a este livro aqui.


A Bibliotecária, de Logan Belle

Sinopse: Mais de um milhão de livros vendidos, sendo já um best-seller nos Estados Unidos
Austrália, Nova Zelândia e Canadá. A autora inspirou-se na vida da famosa pin-up Bettie Page, que fez capas de revista em todo mundo pela sua vida controversa principalmente da forma como abordava a sexualidade feminina.
A história tem como protagonista uma jovem que trabalhou arduamente para conseguir o seu emprego de sonho: ser bibliotecária da prestigiada Main Branch of the New York Public Library. Um dia em que vagueia pelos corredores da biblioteca descobre um casal a fazer amor o que desencadeia nela uma mistura confusa de repulsa pelo acto e desejo por ele que a começa a consumir. Sem saber o que fazer ou como agir, descobre por acaso o segredo num livro que revela a história de Bettie Page.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Opinião: God of War

Título Original: God of War (2010)
Autores: Matthew Stover e Robert E. Vardeman
Tradução: Maria João Trindade
ISBN: 9789896374990
Editora: Edições Saída de Emergência (2014)

Sinopse:

Como guerreiro feroz, Kratos é escravo dos deuses do Olimpo. Atormentado pelos pesadelos do seu passado e ansiando pela liberdade, o Fantasma de Esparta tudo faria para se livrar da sua dívida aos deuses. Está prestes a perder todas as esperanças quando os deuses lhe dão uma última tarefa para acabar com a sua escravidão: tem de destruir Ares, o Deus da Guerra.
Mas que hipóteses tem um mero mortal de vencer um deus? Armado com as mortíferas Lâminas do Caos, que lhe foram acorrentadas, orientado pela deusa Athena e guiado pela sua própria sede insaciável de vingança, Kratos procura a única relíquia suficientemente poderosa para matar Ares… uma demanda que o levará às profundezas do misterioso templo carregado pelo Titã Cronos!
Das obscuras profundezas do Hades à cidade de Atenas devastada pela guerra, até ao deserto perdido nos confins da capital grega, God of War oferece uma nova perspetiva brutal sobre o videojogo bestseller e sobre a lenda de Kratos.

Opinião: 

God of War é inspirado no jogo de vídeo homónimo, cuja primeira edição foi lançada em 2005. O sucesso originou uma série de jogos e ainda um livro, de autoria de Matthew Stover e Robert E. Vardeman. Confessou que nunca joguei "God of War", mas vi o meu pai fazê-lo e confesso que fiquei interessada na história. Por isso, foi com alguma expectativa que iniciei esta leitura.

A narrativa começa quando Kratos procura libertar-se do jugo dos deuses e esquecer recordações dolorosas. Existe desde o início uma vontade de conhecer o passado doloroso desta figura, e ao longo da leitura é possível perceber o que aconteceu. O mistério quebra-se mas a informação fundamente a revolta e a fúria de Kratos, apesar de carecer de uma maior exploração.

Os capítulos alternam entre a visão de Kratos e a visão de Atenas. Confesso que não fiquei muito agradada como os capítulos de Kratos são relatados. É certo que se trata de uma trama inspirada num jogo de vídeo, mas não gostei da sensação de estar a ler um relato de um jogo. Mesmo quando o passado é apresentado, Kratos não deixa de ser uma figura superficial e que não consegue criar um mínimo de empatia com o leitor. É o típico mauzão que procura vingança, sendo que muitas das suas acções parecem excessivas por não serem devidamente explicadas. Já as batalhas que trava fazem imaginar um ecrã com os típicos elementos de energia e de escolha de armas, o que não é propriamente agradável.

Já os capítulos que revelam a visão de Atenas são mais apelativos. É através da deusa da sabedoria que se assista à intriga propriamente dita, ficando a percepção de que Kratos não passa de um peão. Gostei da forma como esta deusa manipula o Fantasma de Esparta, e dos sentimentos contraditórios que sente por ele. Tornaram-na na personagem melhor conseguida do livro. O contacto de Atenas com os outros deuses é também muito interessante, já que é desta forma que ficamos a conhecê-los e percebemos que eles são mais mesquinhos e interesseiros do que pode parecer numa primeira análise.

A sequência de acontecimentos não revela grandes surpresas, parecendo mesmo que Kratos está apenas a passar níveis até finalmente conseguir chegar ao "Big Boss". Contudo, existem alguns elementos que estão bem descritos e que fazem o leitor imaginar cenários bastante interessantes. Por outro lado, existem descrições que causam estranheza, especialmente por não corresponderem ao tempo histórico em que a trama acontece. Ver Zeus dizer "ensinar o padre-nosso ao vigário" ou ver um espaço comparado a "um campo de futebol" faz pensar sobre a falta de cuidado dos autores no processo de escrita, já que naquele tempo não existiam nem vigários nem campos de futebol.

God of War fica aquém das expectativas. O enredo peca por parecer repetitivo e possuir muitos momentos aborrecidos, para além de que a personagem principal está longe de ser o aspecto mais forte do livro. A conclusão está interessante, mas não foi o suficiente para tornar esta leitura marcante.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Opinião: O Herói Desaparecido (Os Heróis do Olimpo #1)

Autor: Rick Riordan
Título Original: The Lost Hero (2010)
Tradução: Nuno Daun e Lorena
ISBN: 9789896574918
Editora: Planeta (2014)

Sinopse:

Jason tem um problema. Não se lembra de nada antes de acordar num autocarro escolar de mãos dadas com uma miúda. Aparentemente, é a namorada Piper, e o seu melhor amigo é um rapaz chamado Leo, e os três são alunos da Escola Wilderness, um internato para «crianças más». O que terá feito para acabar ali, Jason não tem a mais pequena ideia, excepto que tudo parece muito errado.
Piper tem um segredo. O pai está desaparecido há três dias, e os pesadelos vívidos revelam que corre um perigo terrível. Agora o namorado não a reconhece, e quando uma estranha tempestade e estranhas criaturas atacam durante uma viagem da escola, ela, Jason e Leo são levados para um lugar chamado Campo dos Mestiços. O que está a acontecer?
Leo tem jeito com ferramentas. A nova cabana no Campo dos Mestiços está cheia delas. Este lugar é selvagem, com treinos com armas, monstros e raparigas bonitas. O que o incomoda é a maldição de que todos falam quando desaparece um jovem. O mais estranho é que os companheiros insistem que são todos, incluindo Leo relacionados com um deus.

Opinião:

Rick Riordan é o autor da conhecida série de livros protagonizados por Percy Jackson, um semideus filho de Poseídon. Infelizmente não tive oportunidade de ler todos os livros dessa série composta por cinco volumes, tendo apenas ficado pelo segundo. Contudo, recordo que apesar do tom mais juvenil, fiquei cativada pela forma como o autor misturou a mitologia grega com  aspectos tão comuns dos dias de hoje. Foi por isso com expectativa que peguei em O Herói Desaparecido, o primeiro volume de uma nova série que se passa no mesmo mundo que Percy Jackson.

O início deste livro faz recordar a fórmula usada no início de Percy Jackson. Mais uma vez, voltamos a assistir a uma visita de estudo que é interrompida por um ataque de monstros. Alguém próximo do herói revela ser um sátiro responsável pela protecção de semideuses e é a partir daí que o herói percebe quem realmente é. Contudo, existem também algumas diferenças; apesar de o herói ser Jasão existem outras duas figuras de grande destaque, Piper e Leo, para além de que Jasão tem uma menor memória do seu passado. Logo aqui percebemos que estamos perante um mistério que vai condicionar a trama.

Mais uma vez, voltamos ao Campo de Mestiços e voltamos a deparar com algumas das personagens que ficaram conhecidas na série Percy Jackson, apesar de agora terem um papel menos relevante. Este facto fortalece a noção de proximidade do leitor com o livro. Eu confesso ser fã do Campo dos Mestiços, por isso foi com uma grande satisfação que lá regressei. Adoro a organização dos semideuses por diferentes cabanas, cada uma dedicada a um dos deuses do Olimpo. Gosto da forma como o autor consegue transmitir as características de cada deus através da descrição de uma casa, mas também através das personalidades dos seus filhos. É interessante ver como os semideuses se organizam dentro das suas casas e com os filhos de outros deuses. Gosto ainda do ambiente de campo de férias permanente, no qual existe um verdadeiro espírito de camaradagem e muitos desafios.

Eu já gostava da forma como o autor incorporava os elementos da mitologia grega em situações modernas e da caracterização das figuras mitológicas, mas este livro conseguiu deixar-me ainda mais entusiasmada quanto a este aspecto. Isto porque também surge mitologia romana! Ao início é algo que surge um pouco confuso, quase que parece um engano ou uma troca de palavras. Depois, percebe-se que afinal tudo foi propositado. O autor mostra de que forma as duas culturas se interligam e se separam, sugerindo uma nova perspectiva sobre acontecimentos passados e ainda oferecendo novas possibilidades para os próximos livros desta série. Gostaria de ter visto este lado mais explorado neste livro, contudo tal foi apenas apresentado. E é por querer ver onde tudo isto vai parar que estou mais ansiosa pelo próximo volume.

E se existem pontos fortes que muito me agradaram, também existem outros que não corresponderam às minhas expectativas. Penso que a maior falha deste livro vai mesmo para a caracterização das três personagens principais. Jasão é o herói valoroso, humilde e fiel que se arrisca em detrimento de um bem maior. Piper é a menina bonita e apaixonada, que não acredita na sua própria beleza, que tem problemas de confiança apesar de ter imensas qualidades e que procura mostrar a todo o custo que é mais do que deixa transparecer. Já Leo é o amigo fiel, o típico elemento cómico de um grupo, sem noção concreta do perigo e, por isso, que acaba sempre por se envolver em situações caricatas. Estes três não me impressionaram, sendo que os vilões que enfrentam acabam por ser muito mais interessantes, nomeadamente Medeia e Hera (apesar de esta última ser dúbia).

O tom utilizado é juvenil, o que por vezes pode causar estranheza. O enredo acaba por não guardar grandes surpresas. O autor dá imensas pistas sobre o caminho para onde quer levar esta narrativa, o que faz com que tudo seja previsível e que grandes mistérios sejam desvendados muito antes de alguém realmente os revelar. Quero ainda deixar uma nota para o facto de o nome de Jasão estar traduzido no livro mas não na sinopse, o que causa estranheza. Este foi um dos poucos nomes traduzidos e, na minha opinião, tal faz sentido.

O Herói Desaparecido não é uma leitura exigente, mas sim um livro que entretém e que faz recordar mitologia. Os fãs de Percy Jackson vão ficar agrados com esta nova colecção que promete apresentar mais novidades para além de retomar heróis antigos. "Os Heróis do Olimpo" é uma nova série composta por cinco livros que pode ser lida até por quem nunca leu nada do autor. Eu vou ficar á espera do segundo volume.