domingo, 15 de dezembro de 2013

Aquisições de dezembro (1)

A Estação dos Ossos, de Samantha Shannon

Sinopse: 2059. Paige Mahoney tem dezanove anos e trabalha no submundo do crime da Londres de Scion, na zona dos Sete Quadrantes, para Jaxon Hall. O seu trabalho consiste em procurar informações invadindo a mente de outras pessoas. Paige é uma caminhante de sonhos, uma clarividente - e, no seu mundo, no mundo de Scion, comete traição pelo simples facto de respirar. Está a chover no dia em que a sua vida muda para sempre. Atacada, drogada e raptada, Paige é levada para Oxford - uma cidade mantida em segredo há duzentos anos e controlada por uma raça poderosa, vinda de outro mundo, os Refaim. Paige é atribuída ao Guardião, um Refaíta com motivações misteriosas. Ele é o seu mestre. O seu professor. O seu inimigo natural. Mas, para Paige recuperar a sua liberdade, tem de se deixar reabilitar naquela prisão onde tem por destino morrer.

Ler opinião a este livro aqui.


Uma Grandiosae Terrível Beleza, de Libba Bray

Sinopse: Gemma Doyle não é igual às outras raparigas de postura irrepreensível, que só falam quando interpeladas, que conservam a postura, que permanecem deitadas e que pensam na Inglaterra quando lhes é pedido. Não, Gemma é uma ilha. Aos dezasseis anos é enviada para a Academia Spence, em Londres, após uma tragédia que assombrou a sua família na Índia. Sozinha, carregando o peso da culpa e propensa a visões do futuro que têm o mau hábito de se concretizar, Gemma é alvo de uma recepção gelada. Mas Gemma não está só… ela foi seguida por um jovem misterioso, que quer que a sua mente se feche às visões. Em Spencer os poderes de Gemma ganham força. Ela vê-se enredada com as raparigas mais influentes da escola e descobre a ligação da sua mãe a um grupo obscuro conhecido por a Ordem. E será aí que o seu destino a espera… se Gemma acreditar nele. "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" é o tipo de livro que não conseguimos largar… É uma vasta tapeçaria de saias rodadas, de sombras dançantes e de coisas que se escondem na escuridão. É um retrato vivo da época vitoriana, altura em que as raparigas eram educadas para serem esposas de homens ricos… E é a história de uma rapariga que viu um caminho diferente.

Ler opinião a este livro aqui.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Opinião: Ascensão à Meia-Noite (Série Raça da Noite #4)

Título original: Midnight Rising (2008)
Autor: Lara Adrian
Tradução: Filipa Aguiar
ISBN: 9789898228703
Editora: Quinta Essência (2012)

Sinopse:

Num mundo de sombras e escuridão, o desejo é a arma mais mortífera… Impelido pela dor e pela raiva por causa de uma enorme traição, o guerreiro Rio dedicou a sua vida à guerra contra os Renegados. Não deixará nada interpor-se no seu caminho – muito menos uma mortal com poderes para expor toda a raça vampírica. Mas agora um mal antigo foi despertado e aproximam-se tempos sombrios… Para a jornalista Dylan Alexander, o que começou como a descoberta de um túmulo secular oculto acabou por se converter numa espiral de violência e segredos. Porém, nada é mais perigoso que o homem marcado e letalmente sedutor que surge das sombras para a puxar para o seu mundo de desejos sombrios e noite eterna. Ali ela não consegue resistir ao toque de Rio, mesmo enquanto revela uma ligação surpreendente ao seu próprio passado. Dylan tem então de escolher: deixar o reino noturno de Rio, ou arriscar tudo pelo homem que lhe mostrou a verdadeira paixão e os prazeres infinitos do coração.

Opinião:


Autora reconhecida dentro do romance paranormal, Lara Adrian tem vindo a conquistar uma legião de fãs por todo o mundo com uma série de vampiros. Em Portugal, a autora está a ser publicada pela Quinta Essência, sendo Ascensão à Meia-Noite o quarto livro publicado.

Neste volume, ficamos a conhecer melhor a história de Rio, um misterioso e atormentado vampiro que, depois de uma cruel traição, está disposto a terminar com a sua existência. Ao mesmo tempo, surge Dylan Alexander, uma jornalista que viaja pela Europa na companhia de umas amigas da mãe. A protagonista entra nesta aventura para fazer a vontade da mãe, que está em fase de tratamentos oncológicos, pela segunda vez. Dylan não está satisfeita com o rumo da sua carreira, mas vê naquela viagem a oportunidade de encontrar uma história que a afaste do desemprego. Assim, quando encontra um túmulo secular repleto de símbolos estranhos, a curiosidade da jornalista cresce. Contudo, aquele que parecia ser um espaço vazio é habitado Rio.

O encontro dos dois é avassalador e, desde que se conhecem não podem voltar a se afastar, não só pela proteção do segredo do vampiro, mas também pelo nascimento de um sentimento que ambos acreditavam nunca vir a aparecer.

Ascensão à Meia-Noite possui uma trama leve, mais focada na complexidade das relações humanas do que no combate ao grande inimigo. Dylan e Rio são personagens que cativam facilmente, apesar das diferenças que possuem. Enquanto a jornalista possui uma grande força interior que a leva a colocar os outros à frente dos seus próprios desejos, o vampiro é o macho com uma história dramática que encontra conforto numa nova paixão.

O vampirismo é apresentado pela autora de uma forma bastante peculiar. Os seres surgiram da união entre aliens e humanas que possuem dons especiais. Deste cruzamento surgiu a Raça, composta apenas por machos, dotados de grandes capacidades, vulneráveis à luz do sol e detentores de uma grande sede de sangue humano. Esta nova espécie só pode ter continuidade graças a humanas com capacidades especiais, que apenas se distinguem pelos seus dons e por uma marca na pele com a forma de uma meia-lua com uma gota.

Apesar de se tratar de uma leitura agradável, que vai fazer as delícias de quem aprecia o género, a verdade é que são muitas as semelhanças que se encontram com outras autoras do género, tais como J. R. Ward e Sherrilyn Kenyon. As diferenças mais evidentes estão relacionadas com o conceito da Raça e o próprio inimigo.

Ascensão à Meia-Noite é um livro leve, sem grandes novidades que é direcionado para os leitores que apreciam histórias de amor e universos fantásticos.

Outras opiniões a livros de Lara Adrian:
Cinzas da Meia-Noite (Série Raça da Noite #6)
Sombras da Meia-Noite (Série Raça da Noite #7)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Música natalícia para fãs de literatura fantástica

Conhecem a música "Twelve Days of Christmas"? Aqui fica então uma nova versão!


A letra foi claramente alterada por fãs de literatura fantástica. Conseguem adivinhar os livros que inspiraram cada dia?

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Opinião: Luz e Sombra (Grisha #1)

Título original: Shadow and Bone (2012)
Autor: Leigh Bardugo
Tradução: Raquel Dutra Lopes
ISBN: 9789892324852
Editora: Asa (2013)

Sinopse:

Rodeada por inimigos, a outrora grande nação de Ravka foi dividida em duas pelo Sulco de Sombra, uma faixa de escuridão quase impenetrável cheia de monstros que se alimentam de carne humana. Agora, o seu destino pode depender de uma só refugiada.
Alina Starkov nunca foi boa em nada. Órfã de guerra, tem uma única certeza: o apoio do seu melhor amigo, Maly, e a sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa do regimento militar, numa das expedições que tem de fazer ao Sulco de Sombra, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros volcra e ficar brutalmente ferido. O seu instinto leva-a a protegê-lo , e ela revela um poder adormecido que lhe salva a vida, um poder que poderia ser a chave para libertar o seu país devastado pela guerra. Arrancada de tudo aquilo que conhece, Alina é levada para a corte real para ser treinada como um membro dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina no seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir o Sulco de Sombra.
No entanto, nada naquele mundo pródigo é o que parece. Com a escuridão a aproximar-se e todo um reino dependente da sua energia indomável, Alina terá de enfrentar os segredos dos Grisha... e os segredos do seu coração.

Opinião:

Leigh Bardugo inspira-se na Rússia Imperial para criar o mundo de Luz e Sombra, o primeiro volume da saga Grisha. Ao abrir as primeiras páginas do livro foi impossível  não ficar impressionada com o mapa deste novo mundo. Para além de mostrar os locais mais relevantes para a trama, é ainda ilustrado por seres misteriosos que apelam a imaginação. Assim que se inicia a leitura sente-se rapidamente o ambiente repressivo, mágico, sombrio, misterioso e ainda um certo frio tão associado ao país da Europa do Leste.

Alina é a protagonista desta história. Ao início encontramos-a enquanto criança, uma órfã igual a tantas outras que teve a sorte de ser acolhida por um nobre protector. Logo se percebe que Alina sente uma forte amizade por Mal, um rapazinho que é sempre descrito como optimista e encantador e que acaba por ser alvo dos instintos protectores da heroína. Eles são praticamente a família um do outro, por isso quando existe uma possibilidade de separação é inevitável sentir o pânico e o terror.

Após a introdução, voltamos a encontrar Alina e Mal, mas desta vez, eles são mais velhos. É contraste entre as personalidades destas figuras é fulgurante, não só uma em relação à outra mas também quando comparado com quem eles eram enquanto crianças. Logo que quem eles são é resultado das circunstâncias da vida que encontraram e das pessoas com quem se cruzaram. O que não muda é o forte elo de ligação que os une. Contudo, de um momento para o outro, tudo muda.

Não foi fácil para mim gostar logo de Alina, mas penso que essa era mesmo a intenção da autora. Afinal, ela é apresentada como uma jovem que me parece meio adormecida e com pouco potencial. Mas acontece que a verdade é que as suas potencialidades não estavam mesmo despertas, mas quando tal acontece a percepção do leitor muda. Alina revela-se dona de bons valores e diverte com os seus comentários sarcásticos. As suas opções nem sempre são compreendidas assim como os seus sentimentos, afinal, encaminham-se num sentido esperado.

As figuras secundárias têm um grande peso em toda a leitura e acabam por agradar, apesar de algumas deles apresentarem natureza mais negra. A autora tentou criar surpresa com algumas reviravoltas destas figuras, mas a verdade é que foi deixando tantas pistas que o leitor logo percebe o objectivo de cada uma delas muito antes de tal ser desvendado.

Logo do início, o leitor fica a conhecer um facto terrível deste universo, que é novo, está bem descrito e faz sentir arrepios. Existe então uma vontade maior de perceber de que forma a magia funciona nesta trama, descobrir novos segredos e, mais que tudo, perceber o papel de Alina no meio de tudo isto. Afinal, ela revela-se mais do que aparenta.

Se ao início os Grisha pareciam uma classe confusa, com códigos que não eram bem perceptíveis, a autora acaba por dar a possibilidade de os desvendar. Logo se vê que eles se dividem em três grandes categorias, sendo que dentro de cada uma delas existem subdivisões. Que o Grisha eram seres mágicos, disso não havia qualquer dúvida, mas agora, é possível perceber um pouco sobre a origem desta tal magia e as suas variantes. Este aspecto é sem dúvida um grande atractivo da leitura, que, na minha opinião, apenas peca por não ser ainda mais exposto e explorado.

O desenrolar dos acontecimentos tem os seus altos e baixos. Na primeira metade do livros, tudo parece mais intenso, atrativo e a leitura é feita rapidamente. Contudo, a partir de um certo ponto, o ritmo abranda devido à previsibilidade dos acontecimentos e à repetição de algumas ideias. É devido a este último aspecto que, ao chegar à última página, existe uma sensação de que esta é uma história que tinha muito mais para dar mas que acabou por ser mais explorada. Contudo, tal pode ter acontecido por este ser o primeiro volume de uma trilogia.

Luz e Sombra é um título que faz jus à trama e que, apesar de algumas falhas registadas, é uma leitura que muito me divertiu. Fiquei, sem qualquer dúvida, muito curiosa quanto ao que ainda está por vir deste mundo e de forma a perceber que destino Leigh Bardugo guarda para todas as figuras que tanto me cativaram.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pedidos ao Pai Natal

E vocês? Já fizeram todos os pedidos ao velhinho das barbas brancas e fato vermelho?