sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Aquisições de novembro (1)

Quando o Cuco Chama, de Robert Galbraith (pseudónimo de J. K. Rowling)

Sinopse: Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra – com sequelas físicas e psicológicas – e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres. Quando o Cuco Chama é um livro notável, um romance policial clássico na tradição de P. D. James e de Ruth Rendell, e marca o início de uma série verdadeiramente singular.

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O Voo do Corvo, de Juliet Marillier

Sinopse: Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.
Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião. 

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Maximum Ride - Salvar o Mundo, de James Patterson

Sinopse: Max e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os céus não passam despercebidos…
Nesta aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.
Será que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.

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Casado até Quarta, de Catherine Bybee

Sinopse: Blake Harrison: 
Rico, de boas famílias, encantador… e a precisar de uma mulher que se case com ele até quarta-feira. Blake pede ajuda a Sam, que afinal não é o homem de negócios que ele pensava. Pelo contrário, Blake depara com Samantha Elliot, uma mulher linda e arrojada com uma voz de fazer perder a cabeça. 

Samantha Elliot: 
Dona de uma agência matrimonial, ela própria não está disponível para o casamento… quer dizer, até Blake lhe oferecer dez milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele e, além disso, o dinheiro vai ajudar imenso nas contas do médico da família de Sam. A única coisa que ela tem de fazer é guardar para si a atração que sente pelo marido e evitar a cama dele. Porém, é difícil resistir aos beijos ardentes de Blake e ao seu charme sensual são demasiado difíceis de resistir. O contrato de casamento previa tudo e mais alguma coisa… menos que se apaixonassem.

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A Lista dos Meus Desejos, de Grégoire Delacourt

Sinopse: Uma história tocante sobre a felicidade das coisas simples da vida. «O meu nome é Jocelyne. Quando era jovem, sonhava trabalhar no mundo da moda em Paris e conhecer um Príncipe Encantado. Mas a vida foi passando e, afinal, tenho uma retrosaria, o meu marido pouco ou nada me liga e os meus filhos já deixaram o ninho. Mas a sorte mudou e, agora, posso ter tudo o que sempre desejei. No fim de contas, agora posso ter tudo o que sempre desejei. Mas começo a duvidar se o dinheiro me trará realmente a felicidade e se não terei mais a perder do que a ganhar…» Uma história luminosa, comovente e divertida sobre o amor e o acaso, que já inspirou mais de meio milhão de leitores em todo o mundo a procurar a verdadeira felicidade.

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Sob o Céu Que Não Existe, de Veronica Rossi

Sinopse: O mundo mantinha-os separados, mas o destino reuniu-os. Aria viveu toda a vida no Casulo protegido de Reverie. Este era o seu mundo e nunca pensou sobre o que estaria para lá das fronteiras. Mas, quando a mãe desaparece, Aria vê-se confrontada a sair para o exterior para a procurar, e a sobrevivência no deserto o tempo suficiente para a encontrar parece impossível. Então Aria encontra um estranho chamado Perry. Ele também está à procura de alguém.Mas é um Externo, um Selvagem, contudo é a única pessoa capaz de a manter viva na travessia do deserto. E se conseguirem sobreviver serão a esperança um do outro para encontrar respostas às perguntas que vão surgindo à medida que se vão conhecendo.

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Sangue Maligno, de Kristen Painter

Sinopse: Chrysabelle é uma comarré que ousou desafiar o destino. Agora tem de tomar uma decisão de vida ou morte... Uma série de violentos assassinatos está a semear o pânico em Paradise City. Os alvos são comarrés falsos. Chrysabelle, em casa a recuperar lentamente de graves ferimentos, recusa-se a ver Malkolm. Mas nada conseguirá travar o vampiro, decidido a ver se o amor da sua vida está bem, dê por onde der. Com a ameaça da fusão iminente entre o mundo dos mortais e dos imortais, não há tempo a perder. Malkolm e Chrysabelle partem para Nova Orleães, para recuperar o Anel do Sofrimento. Forçada a tomar uma decisão de vida ou morte, Chrysabelle vai-se aperceber de que a sua relação com Malkolm pode ter consequências fatais e que a força do amor que os une pode não ser suficiente. Intenso e arrebatador, Sangue Maligno é o terceiro volume da série Casa das Comarré, de Kristen Painter, e um best-seller internacional.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Opinião: O Voo do Corvo (Shadowfell #2)

Título original: Raven Flight (2013)
Autor: Juliet Marillier
Tradução: Catarina F. Almeida
ISBN: 9789896574505
Editora: Planeta (2013)

Sinopse:

Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.
Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.

Opinião:

O Voo do Corvo segue a jornada de Neryn que pretende aperfeiçoar o dom de Voz e assim ser uma peça de grande relevância na luta contra um regime absoluto e tirânico que rege este reino de inspirações medievais, encantado e misterioso.

Neryn continua a provar que é muito mais do que uma jovem perdida e agraciada com um poder incomum. Ao longo da narrativa, é possível verificar que os dons da protagonista são constantemente colocados à prova. Juliet Marillier criou situações que fazem o leitor questionar-se sobre o que faria se estivesse naquele lugar, e surpreende ao mostrar como Neryn ultrapassa cada obstáculo. Muitas das resoluções não são aquelas que inicialmente poderiam ser esperadas e isso é agradável de constatar.

Com o início de trama, é possível ficar a conhecer melhor as personagens que compõe o grupo de Rebeldes assim como a sua forma de organização. O primeiro aspecto que salta à vista é a união que existe entre todos, apesar de sugerirem passados distintos mas sempre marcados pelo sofrimento da opressão. É ainda interessante observar que todos os membros possuem um papel fulcral para o bom funcionamento deste grupo, não havendo grandes diferenciações entre géneros. Talli é um bom exemplo de uma mulher que desafia as convenções esperadas para uma sociedade da época e acaba por ser também uma das personagens secundárias mais interessantes. Afinal, ela revela diversas dimensões, tornando-se bastante humana e cativando de forma lenta mas gradual.

Apesar de Neryn e Flint não estarem tão próximos fisicamente como no volume anterior, assiste-se a um desenvolvimento nesta relação. A força do sentimento que os une não deixa margens para dúvidas e, cada vez mais, se percebe que a atracão inicial transformou-se em amor. As formas de demonstração deste sentimento são diferentes, afinal, o casal principal continua a ter como prioridade a missão Rebelde. 

É com curiosidade que se assistem aos momentos dedicados directamente a Flint, que nos levam a conhecer melhor a corte e o temível rei Keldec. Observar o comportamento deste agente infiltrado na corte e a forma como ele garante a confiança do monarca podem incomodar mas também propiciam momentos de grandes revelações. Nota-se claramente que este rebelde não se sente inteiramente confortável na sua missão, no entanto, está disposto, até mesmo a manchar o seu nome, para que os seus amigos tenham sucesso. Ainda sobre o rei Keldec, fica a ideia de que nem sempre é ele o responsável pelo regime tirânico, o que, sem dúvida, traz uma nova visão sobre tudo e faz pensar sobre o poder de vozes conselheiras.

O desenrolar dos acontecimentos deste livro acaba, no entanto, por ser o esperado desde o início. A nova jornada de Neryn tem objectivos muito concretos e é estimulante, mas o leitor desde cedo percebe até onde ela vai chegar ao longo destas páginas, para além de que o seu sucesso é inquestionável. Tudo isto faz com que a história não perca a ideia de que com esforço e dedicação tudo é possível, mas faz também perder a sensação de imprevisto e de quebrar um pouco a emoção da leitura. Contudo, mais perto do final, revelo que existe uma reviravolta que muito me agradou.

Com o decorrer da narrativa, é inevitável constatar que Juliet Marillier foi inspirada na tradição druida. A ligação de Neryn com a natureza, o respeito por todos os seres, desde os mais fortes aos mais frágeis e as atitudes que demonstra perante cada provação remetem para o druidismo de uma forma mais realista do que fantástica e fazem transparecer os valores da autora.

O estilo de escrita utilizado pela autora continua a ser muito característico da autora. As palavras possuem uma beleza e mistério particular, o leitor é embalado para uma história que faz lembrar os contos tradicionais mais belos. É fácil entrar neste mundo e mais ainda de perceber as motivações e sentimentos das personagens. A autora, que gosta de se apresentar como contadora de histórias, continua a dar provas de que este género é a sua casa, e nós, leitores, somos sempre bem acolhidos neste espaço tão familiar e, curiosamente, irresistível.

A trilogia Shadowfell continua a dar provas do talento de Juliet Marillier. História mais simples do que aquelas que são constantemente exaltadas como as mais bem conseguidas da autora, é, no entanto, eficaz em transportar o leitor para um mundo de onde não apetece sair. Leitura muito agradável, com muitas revelações, momentos de encantar e perigos, que faz ansiar pela conclusão desta saga.

Outras opiniões a livros de Juliet Marillier:
A Filha da Floresta (Sevenwaters #1)
O Filho das Sombras (Sevenwaters #2) 
A Filha da Profecia (Sevenwaters #3)
A Vidente de Sevenwaters (Sevenwaters #5)
A Chama de Sevenwaters (Sevenwaters #6)
Sangue-do-Coração
Shadowfell (Shadowfell #1)

Novo livro de Dog Mendonça e Pizzaboy anunciado com vídeo original

Vejam só se não é emocionante!


As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy Vol 3, Requiem, de Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa

Sinopse: Finalmente, o terceiro e último volume da banda desenhada "As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy", best-seller premiado no Festival Internacional de BD da Amadora e publicado nos EUA pela Dark Horse Comics. Um lobisomem com mau feitio, um distribuidor de pizzas, um demónio de seis mil anos e a cabeça de uma gárgula estão de regresso para mais uma aventura.Desta vez, os nossos heróis vão enfrentar uma ameaça muito mais pessoal – um velho inimigo que regressa para transformar a vida de Dog Mendonça num inferno. Uma comovente história de amor, traição e aranhas gigantes! O destino do mundo vai ser decidido em Lisboa... Pela última vez.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Comprar o livro pela capa 53: O Jogo Final

Com a chegada do filme inspirado na obra, a  Editorial Presença decidiu dar uma nova imagem a O Jogo Final, de Orson Scott Card.

 Este livro chegou ao mercado nacional em 2003. A capa sugere uma trama de ficção cientifica devido ao tipo de letra usado e aos elementos que remetem para tecnologia. Esta imagem dá poucas pistas sobre a história, remetendo para o mistério.

Com a chegada do filme inspirado no livro, em 2013 deu-se uma alteração da imagem desta obra. Assim, a editora usou o poster da película, que tem como elemento central uma figura humana rodeada por elementos que sugerem a temática de ficção científica.

Apresentadas as duas capas, peço que escolham a vossa preferida:

Qual a melhor capa?
  
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Opinião: Os Adivinhos (Os Adivinhos #1)

Título original: The Diviners (2012)
Autor: Libba Bray
Tradução: Carmo Vasconcelos Romão
ISBN: 9789892324692
Editora: Asa (2013)

Sinopse:

Evie O'Neill foi exilada da sua monótona e pacata cidade natal e enviada para as agitadas ruas de Nova Iorque - e fica radiante! Nova Iorque é a cidade dos bares clandestinos, das compras e dos cinemas! Pouco depois, Evie começa a andar com as glamorosas «Ziegfield Girls» e com atraentes carteiristas. O único problema é que Evie tem de viver com o seu tio Will, curador do Museu Americano de Folclore, Superstição e Ocultismo - também conhecido como «O Museu dos Arrepios», homem com uma pouso saudável obsessão pelo oculto.
Evie receia que ele descubra o seu segredo mais sombrio: um poder sobrenatural que até ao momento só lhe causou problemas. Porém, quando a polícia encontra uma rapariga morta que tem um estranho símbolo gravado na testa e Will é chamado ao local, Evie percebe que o seu dom pode ajudar a apanhar o assassino em série.
Quando Evie mergulha de cabeça numa dança com um assassino, outras histórias se desenrolam na cidade que nunca dorme. Um jovem chamado Memphis é apanhado entre dois mundos. Uma corista chamada Theta anda a fugir do seu passado. Um estudante chamado Jericho esconde um segredo chocante. E sem que ninguém saiba, algo sombrio e maligno despertou.

Opinião:

Os Adivinhos foi, para mim, uma das grandes surpresas literárias deste ano. Libba Bray conseguiu criar uma trama envolvente onde não faltam momentos de tensão, acção e até comédia. A autora une a euforia de Nova Iorque dos loucos anos 20 à intriga digna de um policial, ao misticismo de uma história de fantasia e ao suspense de um enredo de horror, dando origem a uma obra original e refrescante.

Evie é a protagonista deste livro que marca o início de uma trilogia. Não é fácil gostar desta personagem nas primeiras páginas. Dona de uma personalidade vincada, revela-se egoísta, superficial, egocêntrica, teimosa e com necessidade de se destacar. Contudo, o facto de Evie não ser a típica menina correcta é, sem dúvida, uma mais-valia, Afinal, esta jovem divertida e inesperada acaba por provar que muito do que demonstra não passa de uma máscara criada para afastar sofrimento e que muitas das suas atitudes acabam por ser bem-intencionadas. Ao longo da narrativa ela evolui, começa a olhar mais para os outros e a ter em consideração os seus sentimentos. O seu sentido de humor, porém, permanece inalterado, o que faz dela uma jovem refrescante e muito atraente, mesmo nos momentos em que parece não estar a ser correcta.

Evie é o motor desta trama, mas acaba por estar rodeada de outras figuras que também possuem uma grande força. Destaco Will, o tio de Evie que sugere um passado interessante e que condiciona as suas ações ao longo da história; Jericho, um rapaz que revela ser mais do que aparenta numa primeira análise; Theta, uma corista irreverente que esconde uma profunda dor; Sam, um rapaz que tem tanto de galante como de aldrabão; e Mabel, uma menina doce e romântica que não ousa desafiar as ordens dos pais. Todas estas personagens apresentam uma dimensão credível, são mutáveis e propiciam momentos pertinentes para o desenrolar da narrativa.

O enredo é cativante e está muito bem conseguido. A autora sabe como fazer o leitor agarrar-se à leitura. Inicialmente, parece tratar-se de uma trama mais leve, mas com o desenrolar da narrativa vai-se assistindo a um crescer da intensidade do clima, dos acontecimentos, assim como da complexidade da história. As luzes e animação das festas de Nova Iorque acabam por dar lugar ao negro de locais onde decorrem crimes e onde grandes segredos se escondem. Esta dualidade está bem conseguida e é aliciante. Em todo o livro existe uma deliciosa combinação entre a comédia, o suspense e até o horror. É impossível não sorrir com algumas das expressões de Evie ou de não ficar perturbado com alguns dos cenários mais macabros. A resolução do caso é coerente e convence.

As descrições existem na medida certa e transportam facilmente para a época. Quase que é possível ouvir os sons da cidade, assistir ao movimento nas ruas, perceber a animação das festas e sentir a expectativa por um futuro iminente que sugere estar repleto de grandes inovações e conquistas. Já os momentos mais negros, conseguem incomodar e isso é ótimo. Com o passar das páginas, percebe-se que o clima de terror aumenta. Os cenários de crime estão bem conseguidos pela sua execução e a proximidade das vítimas momentos antes de estas serem executadas faz surgir um peso acentuado quando se dá a concretização do crime. É inevitável desejar que tal não aconteça, afinal já se criou uma afeição à personagem. 

O conceito de "Adivinhos" é apresentado mas acaba por não ter sido exposto na sua plenitude. Percebe-se que existem diversas pessoas dotadas de capacidades sobrenaturais únicas e que estas têm um papel maior na salvação do mundo do que poderiam imaginar. Contudo, nada disto é realmente revelado. Existem certas personagens mais misteriosas que acabam por sugerir estas ideias e que deixam no ar a noção de que algo de importante e perigoso está a chegar, mas tal não é desenvolvido neste volume. Resta então esperar pelos próximos livros desta trilogia para perceber até onde Libba Bray irá explorar os seus "Adivinhos".

Os Adivinhos é uma leitura impressionante. Repleta de surpresas e muita emoção, é sem dúvida uma publicação que vai fazer as delícias dos fãs de romances sobrenaturais repletos de mistério e ação. Recomendo!

Nota:
Não esqueçam que estou a sortear um exemplar deste livro aqui. Participem no passatempo!