domingo, 11 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
Opinião: Departamento 19
Título Original: Department 19 (201)
Autor: Will Hill
Tradução: César Sousa
ISBN: 9789898626165
Editora: TopSeller (2013)
Sinopse:
Jamie Carpenter tem 16 anos e perdeu o pai há pouco tempo. No mesmo dia em que descobre que a sua mãe foi raptada por um vampiro, é salvo por uma criatura gigante que diz chamar-se Frankenstein e que o leva para o Departamento 19, a agência supersecreta do governo. Conhecida também por Luz Negra, esta agência foi fundada há mais de um século por Van Helsing e outros sobreviventes de Drácula para combater as forças do sobrenatural. Com a ajuda da agência, de Frankenstein e de uma jovem vampira por quem se apaixona, Jamie vai fazer tudo para salvar a sua mãe, mesmo sabendo que terá de enfrentar um exército de vampiros sedentos de violência, sangue e destruição.
Opinião:
Se o Gabinete do Primeiro-Ministro tem um departamento, tal como o exército britânico ou as forças polícias territoriais, então a agência que combate os seres sobrenaturais também tem direito a um. Surge assim o Departamento 19, fundado em 1892 por Van Helsing e seus seguidores.
Will Hill inspirou-se em histórias sobrenaturais antigas, trouxe os seus elementos para os dias de hoje e combate-os através de uma força militarizada. Vampiros, lobisomens e o Frankstein fazem parte deste mundo, apesar de a sua existência apenas ser do conhecimento de uma minoria… pelo menos por enquanto.
Jamie Carpenter é o protagonista desta aventura. Aos 14 anos, Jamie viu o seu pai ser morto numa noite repleta de elementos que pareciam saídos de um filme de terror. Sem conseguir aceitar as acusações de traição que recaíram sob o progenitor, transforma-se num adolescente revoltado e solitário. Contudo, os eventos da fatídica noite regressam à sua vida e, a partir daí Jamie inicia uma jornada de descoberta.
Após o rapto da mãe por seres que apenas deviam existir nas histórias de terror, Jamie é transportado para o secreto Departamento 19. Lá, descobre que a sua imaginação não lhe pregou nenhuma partida nas duas noites em que se viu afastado dos progenitores e que as histórias de terror têm uma maior fundo de verdade do que pensava ser possível.
Departamento 19 é o primeiro volume de uma série destinada ao público juvenil fã do género fantástico. A acção é rápida, o que aliada a capítulos curtos e a um estilo de escrita simples e directo, proporciona um ritmo de leitura célere. Contudo, este factor acaba por tirar a consistência a alguns acontecimentos. Destaco a rápida evolução de Jamie dentro do Departamento que, com pouco treino, chega num instante ao nível de oficiais que estão lá há anos.
Ao ser inserido no Departamento 19 e ao tomar conhecimento de alguns factos do passado, a revolta de Jamie passa a ser direcionada num sentido concreto. Desta forma, nota-se uma ligeira evolução no protagonista, mas tal não é suficiente para lhe dar a profundida desejada. Jamie pouco mais é do que um jovem que procura o seu lugar e que quer ter a mãe de volta, não cria grande empatia com o leitor e nem é uma figura marcante. O seu interesse amoroso também surge um pouco como forçado, tendo em conta as circunstâncias, e não convence totalmente.
A trama em si é o grande atractivo, muito pelas regressões a diversos períodos da história do Departamento 19. É com interesse que se conhece a forma como esta organização foi fundada e se assiste à reinvenção das personagens fundadoras. O acompanhamento das missões do avô e pai de Jamie também fornecem informações interessantes. Estes capítulos estão bem posicionados, uma vez que não quebram totalmente com a trama principal, acabando sim por a completar.
O final não surpreende e mesmo algumas das contrapartidas que surgem terão, com toda a certeza, uma resolução que será explicada no próximo volume da série. Sendo assim, Departamento 19 é um livro que é lido rapidamente apesar de nem sempre ser entusiasmante. Uma leitura pouco exigente e descontraída.
Autor: Will Hill
Tradução: César Sousa
ISBN: 9789898626165
Editora: TopSeller (2013)
Sinopse:
Jamie Carpenter tem 16 anos e perdeu o pai há pouco tempo. No mesmo dia em que descobre que a sua mãe foi raptada por um vampiro, é salvo por uma criatura gigante que diz chamar-se Frankenstein e que o leva para o Departamento 19, a agência supersecreta do governo. Conhecida também por Luz Negra, esta agência foi fundada há mais de um século por Van Helsing e outros sobreviventes de Drácula para combater as forças do sobrenatural. Com a ajuda da agência, de Frankenstein e de uma jovem vampira por quem se apaixona, Jamie vai fazer tudo para salvar a sua mãe, mesmo sabendo que terá de enfrentar um exército de vampiros sedentos de violência, sangue e destruição.
Opinião:
Se o Gabinete do Primeiro-Ministro tem um departamento, tal como o exército britânico ou as forças polícias territoriais, então a agência que combate os seres sobrenaturais também tem direito a um. Surge assim o Departamento 19, fundado em 1892 por Van Helsing e seus seguidores.
Will Hill inspirou-se em histórias sobrenaturais antigas, trouxe os seus elementos para os dias de hoje e combate-os através de uma força militarizada. Vampiros, lobisomens e o Frankstein fazem parte deste mundo, apesar de a sua existência apenas ser do conhecimento de uma minoria… pelo menos por enquanto.
Jamie Carpenter é o protagonista desta aventura. Aos 14 anos, Jamie viu o seu pai ser morto numa noite repleta de elementos que pareciam saídos de um filme de terror. Sem conseguir aceitar as acusações de traição que recaíram sob o progenitor, transforma-se num adolescente revoltado e solitário. Contudo, os eventos da fatídica noite regressam à sua vida e, a partir daí Jamie inicia uma jornada de descoberta.
Após o rapto da mãe por seres que apenas deviam existir nas histórias de terror, Jamie é transportado para o secreto Departamento 19. Lá, descobre que a sua imaginação não lhe pregou nenhuma partida nas duas noites em que se viu afastado dos progenitores e que as histórias de terror têm uma maior fundo de verdade do que pensava ser possível.
Departamento 19 é o primeiro volume de uma série destinada ao público juvenil fã do género fantástico. A acção é rápida, o que aliada a capítulos curtos e a um estilo de escrita simples e directo, proporciona um ritmo de leitura célere. Contudo, este factor acaba por tirar a consistência a alguns acontecimentos. Destaco a rápida evolução de Jamie dentro do Departamento que, com pouco treino, chega num instante ao nível de oficiais que estão lá há anos.
Ao ser inserido no Departamento 19 e ao tomar conhecimento de alguns factos do passado, a revolta de Jamie passa a ser direcionada num sentido concreto. Desta forma, nota-se uma ligeira evolução no protagonista, mas tal não é suficiente para lhe dar a profundida desejada. Jamie pouco mais é do que um jovem que procura o seu lugar e que quer ter a mãe de volta, não cria grande empatia com o leitor e nem é uma figura marcante. O seu interesse amoroso também surge um pouco como forçado, tendo em conta as circunstâncias, e não convence totalmente.
A trama em si é o grande atractivo, muito pelas regressões a diversos períodos da história do Departamento 19. É com interesse que se conhece a forma como esta organização foi fundada e se assiste à reinvenção das personagens fundadoras. O acompanhamento das missões do avô e pai de Jamie também fornecem informações interessantes. Estes capítulos estão bem posicionados, uma vez que não quebram totalmente com a trama principal, acabando sim por a completar.
O final não surpreende e mesmo algumas das contrapartidas que surgem terão, com toda a certeza, uma resolução que será explicada no próximo volume da série. Sendo assim, Departamento 19 é um livro que é lido rapidamente apesar de nem sempre ser entusiasmante. Uma leitura pouco exigente e descontraída.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Opinião: Acácia – Outras Terras (#3)
Título original: Acacia: The Other Lands (2009)
Sinopse:
Opinião:
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
Autor: David Anthony Durham
Tradutor: Maria Correia
ISBN: 9789896374822
Editora: Saída de Emergência (2013)
Tradutor: Maria Correia
ISBN: 9789896374822
Editora: Saída de Emergência (2013)
Sinopse:
Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências
devastadoras.
A luta apocalíptica contra os Mein terminou. Uma vitoriosa
Corinn Akaran reina no Império Acaciano do Mundo Conhecido. Apoiada no seu
conhecimento de artes mágicas do livro A Canção de Elenet, ela reina com mão de
ferro. E reconstruir um império desgastado pela guerra não é fácil. Das
misteriosas Outras Terras, chegam à corte notícias inquietantes, e Corinn envia
o seu irmão, Dariel, como emissário pelos mares tempestuosos das Encostas
Cinzentas.
Ao chegar àquele
distante continente, este antigo pirata é apanhado numa rede de velhas
rivalidades, ressentimentos, intrigas e uma crescente deslealdade. A sua
chegada provoca um tal tumulto que o Mundo
Conhecido é de novo ameaçado pela possibilidade de invasão —
algo que tornaria os anteriores perigos numa brincadeira de crianças. Sem
aparentes obstáculos, um novo ciclo de acontecimentos que irá arruinar e
remodelar o mundo está prestes a começar…
Opinião:
Em Acácia – Outras Terras, David Anthony
Durham segue a história apresentada no primeiro volume da trilogia – que em
Portugal foi repartido em dois livros: Acácia – Ventos do Norte e Acácia
– Presságios de Inverno.
Já passaram 10 anos desde o fim da guerra contra os Mein que terminou com a vitória dos Akaran. Com a morte em batalha de Aliver, o legítimo herdeiro, o trono do Mundo Conhecido é ocupado por Corinn Akaran. A bela rainha governa com pulso de aço e recusa-se a ser influenciada pelo Conselho do reino. Afinal, Corinn não só quer defender o seu poder como pretende garantir a posição do seu filho, fruto do relacionamento que manteve com o seu captor, como herdeiro legítimo do trono. Para ajudar nesta missão, Corinn é apoiada pelos conhecimentos que adquiriu graças ao livro A Canção de Elenet.
Já passaram 10 anos desde o fim da guerra contra os Mein que terminou com a vitória dos Akaran. Com a morte em batalha de Aliver, o legítimo herdeiro, o trono do Mundo Conhecido é ocupado por Corinn Akaran. A bela rainha governa com pulso de aço e recusa-se a ser influenciada pelo Conselho do reino. Afinal, Corinn não só quer defender o seu poder como pretende garantir a posição do seu filho, fruto do relacionamento que manteve com o seu captor, como herdeiro legítimo do trono. Para ajudar nesta missão, Corinn é apoiada pelos conhecimentos que adquiriu graças ao livro A Canção de Elenet.
Contudo, a restauração da paz não é fácil. A
magia que foi lançada no mundo para terminar com a guerra levou à criação de
estranhos e perigosos seres que colocam em perigo o povo. Como tal, a rainha
incumbe a sua irmã guerreira, Mena, de proceder à aniquilação destes monstros.
Para além do mais, estranhas notícias chegam das desconhecidas e misteriosas
Outras Terras e Corinn envia o seu irmão, Dariel, como emissário do reino. Os
três irmãos são mais uma vez afastados e, cada um, enfrenta desafios próprios
que podem colocar em causa o futuro de Acácia.
Intrigas, aventuras e muitos mistérios fazem com
que esta leitura tenha um ritmo rápido e que o interesse aumente a cada página.
Finalmente é possível conhecer melhor este mundo, muito graças às viagens que
os três irmãos fazem. Desta vez, o leitor acompanha as personagens tanto no
Mundo Conhecido como nas Outras Terras, o que permite vislumbrar e ter noção da
verdadeira dimensão deste universo:
- Com Corinn, é possível analisar melhor a pressão a que um governante é sujeito. Esta personagem ambígua, revela ainda uma nova vertente graças à ligação que demonstra ter com o filho. É impossível ser indiferente a esta mulher forte, que sofre sem o deixar transparecer e que ama incondicionalmente apesar de todos a julgarem ter um coração de pedra. É também através desta rainha que se explora as capacidades deste reino.
- O descontraído Dariel transporta-nos para uma realidade nova. O leitor viaja com este príncipe pelos mares tempestuosos das Encostas Cinzentas até chegar às Outras Terras. Aí, partilha-se algumas das emoções desta personagem, nomeadamente a surpresa com o povo que é encontrado e com a organização social existente.
- Ao perseguir seres monstruosos com Mena, o leitor volta a admirar a perspicácia desta mulher. Guerreira por natureza, é com interesse que a vemos a enfrentar perigos e a criar ligações muito improváveis.
São muitos os perigos que estas personagens
enfrentam, e são diversos os novos inimigos e aliados que surgem ao longo da
narrativa. Apesar de alguns momentos serem previsíveis, esta não deixa de ser
uma leitura interessante. Existem alguns segredos que parecem só serem
desvendados no próximo livro, mas o leitor rapidamente percebe as pistas que o
autor vai dando ao longo da narrativa e consegue perceber como o terrível
comércio entre regiões realmente funciona e com que motivos é realizado.
No final, fica a vontade de pegar logo no próximo
volume, até porque Acácia – Outras Terras corresponde à primeira
metade do segundo volume original. A história é interrompida num momento de
grandes emoções e algumas revelações, o que faz os leitores desejarem
prosseguir a leitura.
Outras opiniões a livros de David Anthony Durham:
Acácia - Ventos do Norte (#1)
Acácia - Presságios de Inverno (#2)
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Comprar o livro pela capa 41: A História de Uma Serva
Com o regresso do romance de Margaret Atwood ao mercado literário português, é oportuno conhecer a edição anterior de A História de Uma Serva (ou Crónica de Uma Serva).
As Publicações Europa-América apresentaram este romance na língua portuguesa em 1988. Com um visual ligado à época, destaca-se o aspecto quase medieval da imagem escolhida e do tipo de letra. O título, nesta altura, era Crónica de Uma Serva.
Em 2013 este livro regressou, desta vez pelas mãos da Bertrand Editora. Mais uma vez a serva vestida de vermelho surge como figura de destaque. O tipo de letra utilizado é mais moderno.
Apresentadas as duas capas, é altura de eleger a mais apelativa.
As Publicações Europa-América apresentaram este romance na língua portuguesa em 1988. Com um visual ligado à época, destaca-se o aspecto quase medieval da imagem escolhida e do tipo de letra. O título, nesta altura, era Crónica de Uma Serva.
Em 2013 este livro regressou, desta vez pelas mãos da Bertrand Editora. Mais uma vez a serva vestida de vermelho surge como figura de destaque. O tipo de letra utilizado é mais moderno.
Apresentadas as duas capas, é altura de eleger a mais apelativa.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Opinião: Luz e Sombras (Trilogia dos Pilares do Mundo #2)
Título original: Shadwos and Light (2002)
Autor: Anne Bishop
Tradutor: Luís Coimbra
ISBN: 9789896374273
Editora: Edições Saída de Emergência (2012)
Sinopse:
Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam proteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira. Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá…
Opinião:
Depois de ter ficado rendida com Os Pilares do Mundo, iniciei a leitura do segundo volume da trilogia "Tir Alainn", Luz e Sombras. Feitas as introduções a este mundo no primeiro livro, é possível constatar a vontade da autora de o explorar. Deste modo, surgem mais personagens e locais sem menosprezar as figuras que cativaram anteriormente.
Tendo ainda como base a submissão das mulheres por um grupo de humanos com ideias repressivos, Anne Bishop apresenta novas realidades e novas formas de enfrentar a pressão dos pares. Desta forma surge Padrick, um jovem barão que não aceita a inferiorizarão do sexo feminino. É interessante ver a forma como esta personagem actua, muitas vezes de forma ingénua mas sempre com coragem. Através dos olhos de Padrick é possível constatar as mudanças que vão sendo efectuadas numa aldeia, e é curioso verificar que o medo é utilizado para manipular mulheres como também homens.
O mundo dos Fae é também mais explorado graças à rebeldia do Bardo, Musa e da Ceifeira. Se no primeiro volume foram apresentados os que vivem em Tir Alainn e vêm os humanos como inferiores, agora a autora debruça-se mais sobre um outro grupo, com formas de organização e ideias diferentes dos primeiros. As três personagem que foram mencionadas vão perceber que a descoberta que fizeram não é uma novidade para todos os Fae, havendo mesmo quem sempre tenha vivido com a intenção de a executar. Neste campo, existe uma tentativa da autor esconder a verdadeira identidade de uma certa personagem, mas tal é bastante perceptível ao longo da leitura.
Apesar de estar ser uma obra característica de Anne Bishop, a verdade é que acaba por não cativar tanto como aconteceu com o primeiro volume da trilogia. A trama não possui um grupo central, sendo que autora vai saltando entre núcleos. Existe, desta forma, uma certa dispersão, até porque os grupos apresentados podem parecer não ter qualquer ligação entre si. Isto também pode acontecer por este ser um livro de ligação entre o início e o fim da trilogia, logo ser focado mais no desenvolvimento do mundo do que nas apresentações ou conclusões.
Luz e Sombras é um volume que, por diversas vezes, justifica o nome que lhe foi dado. O leitor tanto assiste a momentos de puro desespero como outros de esperança, sendo possível verificar um equilíbrio entre estes elementos. Uma leitura deliciosa para os fãs de Bishop, mas que não possui grandes conclusões. Estas só deverão chegar com A Casa de Gain, o derradeiro livro da trilogia.
Outras opiniões a livros de Anne Bishop:
A Voz
Os Pilares do Mundo (Tir Alainn #1)
Ponte de Sonhos (Efémera #3)
Autor: Anne Bishop
Tradutor: Luís Coimbra
ISBN: 9789896374273
Editora: Edições Saída de Emergência (2012)
Sinopse:
Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam proteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira. Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá…
Opinião:
Depois de ter ficado rendida com Os Pilares do Mundo, iniciei a leitura do segundo volume da trilogia "Tir Alainn", Luz e Sombras. Feitas as introduções a este mundo no primeiro livro, é possível constatar a vontade da autora de o explorar. Deste modo, surgem mais personagens e locais sem menosprezar as figuras que cativaram anteriormente.
Tendo ainda como base a submissão das mulheres por um grupo de humanos com ideias repressivos, Anne Bishop apresenta novas realidades e novas formas de enfrentar a pressão dos pares. Desta forma surge Padrick, um jovem barão que não aceita a inferiorizarão do sexo feminino. É interessante ver a forma como esta personagem actua, muitas vezes de forma ingénua mas sempre com coragem. Através dos olhos de Padrick é possível constatar as mudanças que vão sendo efectuadas numa aldeia, e é curioso verificar que o medo é utilizado para manipular mulheres como também homens.
É com interesse que se observa a passagem de sociedade
matriarcal para patriarcal. Esta é brusca e violenta, possuindo métodos usados para manipular pensamentos e
reorganizar a sociedade que, apesar de não serem propriamente bonitos, fazem lembrar o que
aconteceu com povos pagãos aquando a chegada de invasores ou de novas ideias.
O mundo dos Fae é também mais explorado graças à rebeldia do Bardo, Musa e da Ceifeira. Se no primeiro volume foram apresentados os que vivem em Tir Alainn e vêm os humanos como inferiores, agora a autora debruça-se mais sobre um outro grupo, com formas de organização e ideias diferentes dos primeiros. As três personagem que foram mencionadas vão perceber que a descoberta que fizeram não é uma novidade para todos os Fae, havendo mesmo quem sempre tenha vivido com a intenção de a executar. Neste campo, existe uma tentativa da autor esconder a verdadeira identidade de uma certa personagem, mas tal é bastante perceptível ao longo da leitura.
Apesar de estar ser uma obra característica de Anne Bishop, a verdade é que acaba por não cativar tanto como aconteceu com o primeiro volume da trilogia. A trama não possui um grupo central, sendo que autora vai saltando entre núcleos. Existe, desta forma, uma certa dispersão, até porque os grupos apresentados podem parecer não ter qualquer ligação entre si. Isto também pode acontecer por este ser um livro de ligação entre o início e o fim da trilogia, logo ser focado mais no desenvolvimento do mundo do que nas apresentações ou conclusões.
Luz e Sombras é um volume que, por diversas vezes, justifica o nome que lhe foi dado. O leitor tanto assiste a momentos de puro desespero como outros de esperança, sendo possível verificar um equilíbrio entre estes elementos. Uma leitura deliciosa para os fãs de Bishop, mas que não possui grandes conclusões. Estas só deverão chegar com A Casa de Gain, o derradeiro livro da trilogia.
Outras opiniões a livros de Anne Bishop:
A Voz
Os Pilares do Mundo (Tir Alainn #1)
Ponte de Sonhos (Efémera #3)
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