Autor: J. K. Rowling
Título original: Harry Potter and the Philosopher's Stone (1997)
Tradução: Isabel Fraga
ISBN: 9722325337
Editora: Editorial Presença (1999)
Sinopse:
Harry Potter, de 11 anos, é o sobrinho desprezado da família Dursley. Órfão, o jovem foi entregue aos cuidados dos tios, que o tratam sem qualquer carinho enquanto mimam o único filho que possuem. Contudo, o destino de Harry começa a ser revelado no dia do seu aniversário. A chegada de misteriosas cartas revelam um segredo que estava muito bem guardado: ele é um feiticeiro. Assim, Harry descobre que existe um mundo novo onde pode ser valorizado e descobrir, em pleno, as suas capacidades. Mas será tudo assim tão fácil?
Opinião:
Li este livro pela primeira vez quando tinha 12 anos. Comprei-o numa feira da minha escola, e, na altura, nunca tinha ouvido falar em Harry Potter. Lembro-me que gostei da capa (a que utilizei como imagem) e quando vi que era sobre feiticeiros fiquei convencida e levei-o para casa. Tenho muito orgulho desta aposta e, num momento saudosista, decidi voltar a ler a coleção.
Sou uma grande fã desta série,e é interessante ver que apesar da idade e do maior número de experiências literárias, há livros que nos continuam a agarrar, apesar de já não serem grandes surpresas e de serem dirigidos a um público muito jovem.
Com uma escrita simples e direta, J. K. Rowling faz-nos abandonar um mundo cinzento e entrar numa realidade onde a magia é real. Os ambientes com toques medievais e repletos de mistério são envolventes e fazem ansiar por receber a tão desejada carta para ir para Hogwarts, a escola de feiticeiros mais famosa da atualidade.
Numa viagem rápida e emocionante, acompanhamos o protagonista, um rapaz tímido, corajoso e cheio de sonhos, num processo de entrada para este mundo paralelo ao nosso. Primeiro, vamos às compras com ele, tal como na época do regresso às aulas, mas o material é em tudo diferente. Varinhas que combinam com a nossa personalidade, mantos feitos à medida, livros que abordam temas surpreendentes, animais que nunca imaginaríamos poder possuir.
Como acontece a qualquer jovem que entra numa escola nova, estamos ao lado de Harry no momento em que ele conhece aqueles que vão ser os seus grandes amigos, mas também inimigos. É impossível ficar indiferente à boa disposição do trapalhão Ron Weasley, assim como à inteligência e temperamento de Hermione Granger. Draco Malfoy é o típico menino mimado a quem nunca faltou nada e que quer ter todos os colegas a atender os seus caprichos. Uma verdadeira jornada que ensina o valor da amizade, da bondade e da valentia.
Mas existem ainda muitas provas a ter em consideração! Para além de usarmos o Chapéu Selecionador ao mesmo tempo que o herói e indagarmos sobre a casa mais apropriada para nós, ficamos sem fôlego quando o perigo se instala na escola. E é aqui que a verdadeira aventura acontece e o leitor deseja estar lá a combater todas as ameaças ao mesmo tempo que vive naquele mundo fantástico.
Não é o livro perfeito, não é isento de erros (nomeadamente a nível de tradução) e, agora com mais maturidade, percebe-se que carece de desenvolvimento e de fundamento em algumas questões. Contudo, é o primeiro volume de uma das minhas séries preferidas. Voltar a ler "Harry Potter" é voltar a um lugar ao qual pertenço, apesar de nunca lá ter estado.
sábado, 18 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Opinião: Os Jogos da Fome
Autor: Suzanne Collins
Título original: Hunger Games (2008)
Tradução: Jaime Araújo
ISBN: 9789722342391
Editora: Editorial Presença (2009)
Suzanne Collins é a autora da trilogia Os Jogos de Fome, que segundo alguns críticos, tem os elementos essenciais para se tornar um clássico de ficção científica. O primeiro volume foi considerando o melhor livro de ficção juvenil pelo New York Times e pela Publishers Weekly, em 2008, e chegou aos leitores portugueses através da Editorial Presença, na conhecida coleção de ficção Via Láctea.
Sinopse:
"Os Jogos da Fome" apresenta Panem, uma nação que surge num futuro pós-apocalíptico. Panem é composta pela capital, Capítol, que governa doze distritos. Estes, vivem num regime totalitário, onde a interação é proibida. O governo de Capitol é duro, e uma anterior revolta falhada deu origem a diversos castigos por parte da cidade governante, sendo que o mais cruel é a batalha conhecida como "os jogos da fome". Um espetáculo a fazer lembrar os atuais reality-shows, mas a um nível extremo, uma vez que são selecionados dois jovens de cada distrito que devem entrar numa arena e lutar até restar apenas um concorrente com vida.
Opinião:
Inicialmente, o leitor é levado para o distrito 12, onde a principal atividade é a extração de carvão. Nesse local, é dada a perceção de pobreza, as necessidades da população e as ações de que o ser humano é capaz para sobreviver. É neste ambiente que a protagonista é dada a conhecer. Katniss Everdeen, de 16 anos, é uma jovem com uma história dura, o que fez com que tivesse desenvolvido várias capacidades de forma a assegurar a sua subsistência, mas principalmente a da irmã mais nova e a da mãe. Katniss é inteligente, corajosa, aventureira, dura e capaz de tudo para manter a sua família em segurança.
Quando, na altura da seleção dos tributos para os jogos da fome vê a sua irmã ser a escolhida do seu distrito, Katniss não hesite e oferece-se como substituta, num ato completamente altruísta.
A ideia geral, apesar de não ser propriamente original torna "Os Jogos da Fome" um livro de emoções fortes. Existem duas vertentes bastante relevantes que são exploradas de forma mais intensa. O leitor reflete sobre os limites do ser humano e até onde este é capaz de ir para sobreviver, assim como sobre a exploração do outro para o entretenimento coletivo, numa referência ao voyeurismo.
O ritmo da leitura é alucinante e o leitor sente a angústia e o horror dos tributos quando estão na arena. As personagens estão bem exploradas e cativam, sendo difícil vê-las em certas situações mais pesadas na narrativa. Contudo, este é um livro com teor mais juvenil, o que fez com que Suzanne Collins não centrasse a sua escrita na descrição dos factos mais macabros e chocantes, mas sim na vivência de Katniss. A violência dos Jogos da Fome não é apresentada na sua plenitude, uma vez que o leitor acompanha a personagem principal, o que faz com muitos acontecimentos sejam subentendidos.
Destaco o passado de Panem. A história da revolução e as discrepâncias sociais e tecnológicas, que não estão afastadas da atualidade, onde o fosso digital promove a exclusão social e aumenta a distância entre aqueles que detêm o poder e os que possuem os recursos. Afinal, cada distrito é responsável por uma das atividades básicas, enquanto Capitol é apresentada com uma cidade rica e com um grande avanço tecnológico.
"Os Jogos da Fome" é uma leitura que agarra através das suas personagens, emoções fortes, e pela escrita simples, que peca apenas pela previsibilidade. O início de uma trilogia que promete!
Nota: O primeiro livro da trilogia "Os Jogos da Fome" já foi adaptado ao cinema. O segundo filme, baseado no segundo volume, "Em Chamas", está em pré-produção e deverá chegar ao grande ecrã no ano de 2013.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Opinião: Matadouro Cinco
Autor: Kurt Vonnegut
Título Original: Slaughterhouse-Five (1969)
Tradução: Rosa Amorim
ISBN: 9789722523271
Editora: Bertrand Editora (2011)
Kurt Vonnegut, formado em química e antropologia, combateu na Segunda Guerra Mundial – era batedor da infantaria americana. Foi feito prisioneiro de guerra e assistiu ao bombardeamento da cidade alemã Dresden. Quando voltou, ficou com a vontade de escrever um livro anti-guerra com base na sua experiência. Esta tarefa revelou-se mais complicada do que julgava.
"Matadouro Cinco" surge no final da década de 60 do século XX. Ao contrário do que poderia parecer, não apresenta uma narrativa fria e crua, nem é um romance repleto de heróis e vilões. Esta é uma trama, cheio de saltos no tempo, humor negro, ironias e discos voadores. Confusos?
Sinopse:
Billy Pilgrim, um jovem norte-americano, é chamado para combater contra as potências do eixo na Europa. Contudo, Pilgrim possui algumas particularidades: é um homem volúvel no tempo e, quando foi raptado pelos habitantes do planeta Tralfamadore, aprendeu uma percepção de vida diferente da humana. Deste modo, Pilgrim aceita as situações porque passa de forma estóica, uma vez que compreende que estas são inevitáveis e não podem ser alteradas. Ao mesmo tempo, é-lhe possível viajar através do tempo e do espaço.
Opinião:
Com uma linguagem simples repleta de humor negro e ironias, Vonnegut apresente um livro maravilhoso, que tem o bombardeamento de Dresden como pano de fundo. O autor demonstra o horror da guerra de uma forma que tanto choca como provoca gargalhadas, deixando um sentimento misto que faz com que o leitor encontre momentos de diversão que interpelam e incomodam.
As personagens são complexas e profundas, dotadas de personalidades marcantes originadas pelas suas histórias de vida, o que leva o leitor a pensar se não serão baseadas em pessoas que o autor realmente conheceu e que sofreram todos os horrores descritos.
É bastante curioso ver a repetição da frase “e é assim”, sempre que é narrada a morte de alguém (ou algo), o que reforça a ideia de que a morte é algo inevitável e natural. Esta repetição, dá força à morte que ocorreu. Faz com que o leitor tenha uma maior atenção a estas situações e tenha percepção das vidas que se perdem a cada momento. Inicialmente, a repetição pode ser tida como humorística, mas com o decorrer da narrativa, vai ganhando um peso cada vez maior, podendo tornar-se incómoda, pois remete para o fim da vida e para a crueldade humana.
Outra questão que surge nesta obra é a ironia da própria vida. Enquanto, por exemplo, a personagem principal volta para casa com diamantes de grande valor, um outro soldado capaz de actos heróicos, é morto quando apanhado com um bule que não lhe pertence (isto não é nenhum spoiler, o próprio autor fala do assunto logo no início do seu livro). A narrativa abrange ainda a própria decadência humana e a acomodação das relações.
Tal como o autor promete, "Matadouro Cinco" é uma obra que se apresenta anti-guerra, cujos acontecimentos de batalha são baseados na sua própria experiência, o que tornam a escrita mais poderosa, apesar do estilo de Kurt Vonnegut poder não o sugerir no começo.
Um livro que marca e que faz crescer a vontade de conhecer mais trabalhos do autor.
Título Original: Slaughterhouse-Five (1969)
Tradução: Rosa Amorim
ISBN: 9789722523271
Editora: Bertrand Editora (2011)
Kurt Vonnegut, formado em química e antropologia, combateu na Segunda Guerra Mundial – era batedor da infantaria americana. Foi feito prisioneiro de guerra e assistiu ao bombardeamento da cidade alemã Dresden. Quando voltou, ficou com a vontade de escrever um livro anti-guerra com base na sua experiência. Esta tarefa revelou-se mais complicada do que julgava.
"Matadouro Cinco" surge no final da década de 60 do século XX. Ao contrário do que poderia parecer, não apresenta uma narrativa fria e crua, nem é um romance repleto de heróis e vilões. Esta é uma trama, cheio de saltos no tempo, humor negro, ironias e discos voadores. Confusos?
Sinopse:
Billy Pilgrim, um jovem norte-americano, é chamado para combater contra as potências do eixo na Europa. Contudo, Pilgrim possui algumas particularidades: é um homem volúvel no tempo e, quando foi raptado pelos habitantes do planeta Tralfamadore, aprendeu uma percepção de vida diferente da humana. Deste modo, Pilgrim aceita as situações porque passa de forma estóica, uma vez que compreende que estas são inevitáveis e não podem ser alteradas. Ao mesmo tempo, é-lhe possível viajar através do tempo e do espaço.
Opinião:
Com uma linguagem simples repleta de humor negro e ironias, Vonnegut apresente um livro maravilhoso, que tem o bombardeamento de Dresden como pano de fundo. O autor demonstra o horror da guerra de uma forma que tanto choca como provoca gargalhadas, deixando um sentimento misto que faz com que o leitor encontre momentos de diversão que interpelam e incomodam.
As personagens são complexas e profundas, dotadas de personalidades marcantes originadas pelas suas histórias de vida, o que leva o leitor a pensar se não serão baseadas em pessoas que o autor realmente conheceu e que sofreram todos os horrores descritos.
É bastante curioso ver a repetição da frase “e é assim”, sempre que é narrada a morte de alguém (ou algo), o que reforça a ideia de que a morte é algo inevitável e natural. Esta repetição, dá força à morte que ocorreu. Faz com que o leitor tenha uma maior atenção a estas situações e tenha percepção das vidas que se perdem a cada momento. Inicialmente, a repetição pode ser tida como humorística, mas com o decorrer da narrativa, vai ganhando um peso cada vez maior, podendo tornar-se incómoda, pois remete para o fim da vida e para a crueldade humana.
Outra questão que surge nesta obra é a ironia da própria vida. Enquanto, por exemplo, a personagem principal volta para casa com diamantes de grande valor, um outro soldado capaz de actos heróicos, é morto quando apanhado com um bule que não lhe pertence (isto não é nenhum spoiler, o próprio autor fala do assunto logo no início do seu livro). A narrativa abrange ainda a própria decadência humana e a acomodação das relações.
Tal como o autor promete, "Matadouro Cinco" é uma obra que se apresenta anti-guerra, cujos acontecimentos de batalha são baseados na sua própria experiência, o que tornam a escrita mais poderosa, apesar do estilo de Kurt Vonnegut poder não o sugerir no começo.
Um livro que marca e que faz crescer a vontade de conhecer mais trabalhos do autor.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Opinião: A Sereia
Autor: Carolyn Turgeon
Título Original: The Mermaid (2011)
Tradução: Irene Daun e Lorena e Nuno Daun e Lorena
Tradução: Irene Daun e Lorena e Nuno Daun e Lorena
ISBN: 9789896572860
Editora: Planeta (2012)
Inspirada pelo conto tradicional de Hans Christian Andersen,
Carolyn Turgeon cria uma nova versão da conhecida história de “A Pequena Sereia”.
Sinopse:
Lenia é uma sereia, a filha mais nova dos governantes dos
mares. Margrethe é uma princesa do reino do Norte, filha única de um rei que
anseia derrotar o seu inimigo do sul.
Quando Lenia faz 18 anos, tem, finalmente, oportunidade de
visitar a superfície. A sereia, que ansiava por este momento, deparasse com uma
terrível tempestade que naufraga um navio. Lénia fica horrorizada com a morte
de tantos homens, e quando observa um que luta com todas as forças pela sua
vida, a seria não hesita e inicia uma missão de salvamento.
Margrethe é obrigada a esconder-se num convento à beira-mar,
pois o seu reino está em guerra. Num dos seus passeios pelos jardins junto ao
mar, a princesa observa algo única: uma sereia surge do mar com um homem nos
braços. Encantada, Margrethe entende que assistiu a um verdadeiro golpe do
destino e dedica-se á salvação do marinheiro inconsciente.
O misterioso homem torna-se objeto de afeições das duas
mulheres, que nem desconfiam que se trata do príncipe herdeiro do reino do sul.
As duas vão fazer grandes sacrifícios de modo a conquistarem, também, o seu
amor.
Opinião:
“A Sereia” é uma história contada a duas vozes. O leitor conhece
os pontos de vista da Sereia Lenia e da princesa Margrethe, graças a capítulos
alternados, que relatam, na primeira pessoa, as experiências de cada uma destas
personagens. Deste modo, é fácil entender os sentimentos e motivações de cada
uma destas mulheres provenientes de mundos diferentes, mas com características
em comum.
É curioso observar que tanto Lenia como Margrethe ficam
encantadas com o mundo ao qual não pertencem. As duas deixam-se levar por
aquilo que julgam ser mensagens do destino, apaixonam-se pelo mesmo homem e
correm grandes riscos pela possibilidade de terem um futuro ao lado dele.
Carolyn Turgeon desenvolve estas duas mulheres de uma forma
bastante interessante. É natural que o leitor, a certo momento, fique a torcer
por uma em detrimento da outra, mas a verdade é que as duas são bastante fortes. O mesmo não se pode dizer do príncipe, o homem amado pelas
duas. Galante, misterioso e sedutor, possui características típicas da época
medieval, sendo que acaba por não respeitar, totalmente cada uma das suas
admiradoras. Por esse motivo, custa entender a grande devoção das duas
mulheres, que chegam a arriscar o futuro e tudo o que de melhor possuem pela
mera possibilidade de reconhecimento.
Escrita de forma fluída, esta é uma narrativa que embala o
leitor para a sequência de acontecimentos através de um ritmo rápido. Os
sentimentos de cada uma são bem visíveis, o que torna a leitura mais intensa. É
interessante observar as reflexões de Lenia relativamente à vida eterna e a
necessidade de encontrar um propósito maior para a sua vida. Este fator torna o
seu fascínio pela superfície mais consistente.
Adaptação de um conhecido conto, esta é uma história que não
guarda grandes surpresas. Confesso que esperava ver um lado mais negro do que o
original, mas a verdade é que tal não acontecesse. O final está demasiado embelezado,
enquanto na versão de Hans Christian Andersen tudo é mais duro e cruel. Fica a
sensação que tudo acaba demasiado rápido, e surge uma necessidade de perceber o
que acontece a uma certa personagem central.
“A Sereia” é uma leitura leve, que se faz num ápice e dotada
de momentos encantadoras. Recomendo a todos os que apreciam adaptações do género
e, especialmente, a quem cresceu com a fantasia de “A Pequena Sereia”.
sábado, 11 de agosto de 2012
Comprar o livro pela capa 3 - A Mecânica do Coração
A bela história de autoria de Mathias Malzieu surgiu com duas imagens diferentes, num curto espaço de tempo.
A capa amarela acompanhava a primeira edição deste livro, publico pela Contraponto a Outubro de 2009. Um rapaz toca violino sobre este fundo de cor tão rica. A sua expressão sugere introspecção, tristeza, nostalgia. A acompanhá-lo tem umas folhas, um relógio e uma lua. Envolta em mistério, esta capa não deixa adivinhar, ao certo, a trama que o livro apresenta no seu interior.
A segunda edição surgiu em Maio de 2010. Com ela, vinha uma nova imagem, que já acompanhava as edições mais recentes da versão original. Nesta capa é possível as duas figuras centrais do livro. Gosto especialmente do que os seus rostos transmitem: Jack completamente focado na bela rapariga que dança, alheia ao que o rodeia. Ele tem a mão no local onde deveria ter o coração, como quem sofre por amor, ela parece ter noção dos sentimentos que desperta, mas parece preferir ignorar isso.
Qual é a vossa preferida?
Opinião a este livro aqui: A Mecânica do Coração.
A capa amarela acompanhava a primeira edição deste livro, publico pela Contraponto a Outubro de 2009. Um rapaz toca violino sobre este fundo de cor tão rica. A sua expressão sugere introspecção, tristeza, nostalgia. A acompanhá-lo tem umas folhas, um relógio e uma lua. Envolta em mistério, esta capa não deixa adivinhar, ao certo, a trama que o livro apresenta no seu interior.
A segunda edição surgiu em Maio de 2010. Com ela, vinha uma nova imagem, que já acompanhava as edições mais recentes da versão original. Nesta capa é possível as duas figuras centrais do livro. Gosto especialmente do que os seus rostos transmitem: Jack completamente focado na bela rapariga que dança, alheia ao que o rodeia. Ele tem a mão no local onde deveria ter o coração, como quem sofre por amor, ela parece ter noção dos sentimentos que desperta, mas parece preferir ignorar isso.
Qual é a vossa preferida?
Opinião a este livro aqui: A Mecânica do Coração.
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