Se o primeiro volume da trilogia Millennium, de Stieg Larsson, teve três capas até ao momento (ver aqui), o segundo já apresentou duas imagens:
A primeira volta a apresentar o formato "revista", com chamadas de capa referentes à trama. A imagem mais recente volta a ter os tons vermelhos, aproveita a fotografia da mulher, mas altera a direção, a tatuagem do dragão e o grafismo, de modo a apresentar um aspeto mais simples e leve.
Qual é a vossa preferida?
Ver opinião a este livro aqui: A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo (Millennium 2)
terça-feira, 7 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Opinião: Revista Bang! 13
A nova edição da Revista Bang! já pode ser encontrada em qualquer loja da Fnac. O número 13 desta publicação volta a trazer conteúdos variados, o que, com certeza, vai despertar a atenção dos fãs da literatura fantástica, ficção científica e de horror. Destaco de seguida o que mais me agradou ler:
Safaa Dib, coordenadora editorial da editora Saída de Emergência volta a escrever um editorial interessante. Apesar de, desta vez, o texto possuir um tom de "desalento", como a própria o caracteriza, a verdade é que se sente um "apelo às armas" pelo sucesso do género. O mesmo acontece no resumo das novidades por Luís Corte Real, que apara além de apresentar, de forma breve, as dificuldades culturais atuais, presenteia os leitores com o anuncio dos próximos livros a serem publicados.
David Soares é o autor de um texto onde apresenta a fusão entre fantasia e realidade, tendo como base a obra "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll e onde revela alguns factos relevantes para um maior entendimento da obra.
Em "Enciclopédia da Estória Universal", Afonso Cruz dá a conhecer a Guilda do Shofar e da Lira, onde a arte está ligada à destruição e ao nascer de uma nova vida, assim como apresenta o Sultão Osman III, um homem que odiava música e mulheres, e que acreditava possuir um espírito em cada olho.
António de Macedo volta escrever um artigo sobre livros míticos, desta vez focando-se do uso da magia e mitologia por Hitler e os seus seguidores.
"Um Terror Tranquilo... ou talvez não", de António Monteiro, faz uma reflexão sobre a obra de Montague R. James, que teve um papel importante na literatura de horror.
Jorge Colaço, tradutor de "O Mistério de Charles Dickens", de Dan Simmons, revela uma breve apresentação e análise desta obra, cujo primeiro volume já tive oportunidade de ler.
Na sequência do lançamento de "A Saga de Alex 9", Bruno Martins Soares, autor desta obra, escreve um texto muito pessoal sobre o desenvolvimento deste "filho", o qual está ilustrado com os esboços de Tiago Silva que vieram dar origem à capa do livro.
Os fãs de George R. R. Martin, autor de "As Crónicas de Gelo e Fogo"podem deliciar-se com um excerto da banda desenhada "O Cavaleiro de Westeros", com data de lançamento prevista para 14 de setembro. As páginas desta edição possuem ainda uma história do "Arquivo Morto", uma série de BD de Terros, de Paulo Stenzel e Gilmar Fraga.
Na sequência do sucesso do romance paranormal no mercado português, João Seixas apresenta "Pequenos Prazeres Inconfessáveis", um texto que tenta explicar a evolução deste fórmula de sucesso, tendo como base a análise de diversas obras. O autor compara as características dos livros analisados com a evolução da sociedade, de modo a explicar este fenómeno.
Os aspirantes a escritores vão apreciar ler os conselhos de Safaa Dib em "Guia de Publicação para Totós", onde são dadas dicas importantes para quem quer vingar na área.
Com matérias que abrangem diferentes áreas, esta é, sem dúvida, uma edição repleta de qualidade. É possível constatar o esforço da equipa que a produz e, sem dúvida, é uma mais valia para os fãs dos géneros em que assenta ter uma publicação destas em mãos de forma inteiramente gratuita.
Venha a próxima Bang!
Safaa Dib, coordenadora editorial da editora Saída de Emergência volta a escrever um editorial interessante. Apesar de, desta vez, o texto possuir um tom de "desalento", como a própria o caracteriza, a verdade é que se sente um "apelo às armas" pelo sucesso do género. O mesmo acontece no resumo das novidades por Luís Corte Real, que apara além de apresentar, de forma breve, as dificuldades culturais atuais, presenteia os leitores com o anuncio dos próximos livros a serem publicados.
David Soares é o autor de um texto onde apresenta a fusão entre fantasia e realidade, tendo como base a obra "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll e onde revela alguns factos relevantes para um maior entendimento da obra.
Em "Enciclopédia da Estória Universal", Afonso Cruz dá a conhecer a Guilda do Shofar e da Lira, onde a arte está ligada à destruição e ao nascer de uma nova vida, assim como apresenta o Sultão Osman III, um homem que odiava música e mulheres, e que acreditava possuir um espírito em cada olho.
António de Macedo volta escrever um artigo sobre livros míticos, desta vez focando-se do uso da magia e mitologia por Hitler e os seus seguidores.
"Um Terror Tranquilo... ou talvez não", de António Monteiro, faz uma reflexão sobre a obra de Montague R. James, que teve um papel importante na literatura de horror.
Jorge Colaço, tradutor de "O Mistério de Charles Dickens", de Dan Simmons, revela uma breve apresentação e análise desta obra, cujo primeiro volume já tive oportunidade de ler.
Na sequência do lançamento de "A Saga de Alex 9", Bruno Martins Soares, autor desta obra, escreve um texto muito pessoal sobre o desenvolvimento deste "filho", o qual está ilustrado com os esboços de Tiago Silva que vieram dar origem à capa do livro.
Os fãs de George R. R. Martin, autor de "As Crónicas de Gelo e Fogo"podem deliciar-se com um excerto da banda desenhada "O Cavaleiro de Westeros", com data de lançamento prevista para 14 de setembro. As páginas desta edição possuem ainda uma história do "Arquivo Morto", uma série de BD de Terros, de Paulo Stenzel e Gilmar Fraga.
Na sequência do sucesso do romance paranormal no mercado português, João Seixas apresenta "Pequenos Prazeres Inconfessáveis", um texto que tenta explicar a evolução deste fórmula de sucesso, tendo como base a análise de diversas obras. O autor compara as características dos livros analisados com a evolução da sociedade, de modo a explicar este fenómeno.
Os aspirantes a escritores vão apreciar ler os conselhos de Safaa Dib em "Guia de Publicação para Totós", onde são dadas dicas importantes para quem quer vingar na área.
Com matérias que abrangem diferentes áreas, esta é, sem dúvida, uma edição repleta de qualidade. É possível constatar o esforço da equipa que a produz e, sem dúvida, é uma mais valia para os fãs dos géneros em que assenta ter uma publicação destas em mãos de forma inteiramente gratuita.
Venha a próxima Bang!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Opinião: Sangue-do-Coração
Título original: Heart’s Blood (2009)
Autoria: Juliet Marillier
Tradução: Marta Teixeira Pinto
Autoria: Juliet Marillier
Tradução: Marta Teixeira Pinto
ISBN: 9789722521741
Editora: Bertrand Editora (2010)
Editora: Bertrand Editora (2010)
Juliet Marillier é uma exímia contadora de histórias. Os
seus livros retratam a personagens diferentes mas que possuíam uma mesma força
interior, o que as leva a ultrapassar os obstáculos encontrados de uma forma
corajosa e honrada.
Sinopse:
Em “Sangue-do-Coração”, Juliet Marillier apresenta Caitrin, uma jovem escriba que foge de um passado assombroso. Caitrin está disposta a tudo para se esconder daqueles que tanto a magoaram, e refugia-se num local cheio de segredos que aterroriza todos os que o conhecem: Whistling Tor.
Assim, a heroína prefere enfrentar uma aldeia que vive no medo, uma floresta assombrada e um castelo amaldiçoado. Muitas coisas estranhas se passam e tudo é sombrio, mas mesmo assim, Caitrin insiste em oferecer os seus serviços de escriba ao chefe-tribal, Anluan, que a aceita de forma relutante.
O grande castelo é habitado por Anluan e pelos poucos servos que lhe são fiéis. Estes serventes formam um grupo peculiar que afasta o mais comum dos mortais. O desespero da protagonista faz com que veja no castelo um refúgio, onde começa a relacionar-se com os seus estranhos habitantes, nunca negligenciando o seu trabalho. É na biblioteca do castelo que começa a perceber que algo muito importante aconteceu naquela região, e entra numa demanda pela verdade sobre a história do local, assim como para perceber quem é, afinal, o seu anfitrião.
Opinião:
Os leitores de Juliet Marillier vão ter a certeza de encontrar uma história com elementos à qual já estão habituados: aventuras cheias de misticismo em ambientes históricos remotos. A escrita elegante e sensível, revela a jornada de Caitrin, onde, mais uma vez, a esperança, a força de vontade e o esforço na conquista dos objetivos fazem com que se depare com inúmeras dificuldades, que, ao serem ultrapassadas, desvendam uma merecida recompensa.
É sempre assistir a um mistério criado por Juliet Marillier. Os ambientes obscuros são bastante interessantes, tanto na aldeia onde reina a incerteza e temor como no castelo refundido no meio da floresta, onde o leitor consegue sentir um silêncio abandonado e tenso. O pormenor dos espelhos no interior do castelo reforça o caráter mágico do enredo
Contudo, a ação revelou-se bastante previsível, o que não torna esta obra uma das melhores da autora. É fácil adivinhar o papel de cada personagem e a sua função no desenrolar dos acontecimentos, o que reduz o suspense que deveria existir. Outro fator que causa alguma estranheza está ligado a certos habitantes do castelo. Estes, apesar de serem detentores de algumas peculiaridades que o leitor irá conhecer, têm estabelecido um relacionamento tão fácil e até amável com a protagonista, o que torna os receios dos aldeões infundados.
Os leitores de Juliet Marillier vão ter a certeza de encontrar uma história com elementos à qual já estão habituados: aventuras cheias de misticismo em ambientes históricos remotos. A escrita elegante e sensível, revela a jornada de Caitrin, onde, mais uma vez, a esperança, a força de vontade e o esforço na conquista dos objetivos fazem com que se depare com inúmeras dificuldades, que, ao serem ultrapassadas, desvendam uma merecida recompensa.
É sempre assistir a um mistério criado por Juliet Marillier. Os ambientes obscuros são bastante interessantes, tanto na aldeia onde reina a incerteza e temor como no castelo refundido no meio da floresta, onde o leitor consegue sentir um silêncio abandonado e tenso. O pormenor dos espelhos no interior do castelo reforça o caráter mágico do enredo
Contudo, a ação revelou-se bastante previsível, o que não torna esta obra uma das melhores da autora. É fácil adivinhar o papel de cada personagem e a sua função no desenrolar dos acontecimentos, o que reduz o suspense que deveria existir. Outro fator que causa alguma estranheza está ligado a certos habitantes do castelo. Estes, apesar de serem detentores de algumas peculiaridades que o leitor irá conhecer, têm estabelecido um relacionamento tão fácil e até amável com a protagonista, o que torna os receios dos aldeões infundados.
Livro de leitura agradável, mas que não satisfaz
completamente os fãs de Marillier, devido à repetição de algumas ideias e à
previsão dos acontecimentos.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Comprar o livro pela capa 1 – Millennium 1
O que interessa é o conteúdo,
mas a verdade é que a capa é das primeiras coisas que chama a atenção de quem
procura um novo livro. Com o tempo, os gostos vão mudando e, como tal, as
editoras sentem necessidade de refazer a imagem dos seus livros de modo a
atrair mais compradores. Tendo isto em atenção, decidi abrir uma nova rubrica
aqui no blog, o “Comprar o Livro pela Capa”, onde pretendo apresentar
diferentes visuais de um mesmo livro publicado em Portugal.
Hoje, apresento-vos as três
capas do primeiro volume da trilogia Millennium, “Os Homens que Odeiam as
Mulheres”, de Stieg Larsson. Publicado pela editora Oceanos, do Grupo Leia, este livro já possuiu três visuais diferentes:
Relativamente à primeira imiagem, aprecio bastante a ideia de
tornar a capa numa revista, afinal, é isso mesmo que é a Millennium, contudo não
gosto muito da imagem que usaram como fundo. A segunda apresenta uma clara
referência a Lisbeth Salander, continua a ter alguma referência à publicação
editorial, mas desta vez com um aspeto mais simples. A terceira, obviamente,
surgiu ao mesmo tempo que o filme norte-americano foi lançado, por isso
apresenta o poster do mesmo, onde se
pode ver Daniel Craig, que dá vida a Micael Blomkvist e Rooney Mara a Lisbeth.
Qual é a vossa preferida?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Opinião: O Voo da Águia (Série da Águia #2)
Autor: Simon Scarrow
Título Original: The Eagle's Conquest (2001)
Tradução: Luís Rocha
Tradução: Luís Rocha
ISBN: 9789896372224
Editora: Edições Saída de Emergência (2005)
Sinopse:
As legiões romanas finalmente chegam nas costas da Britânia e preparam-se para iniciar uma das maiores campanhas da história do império romano. O centurião Macro e o optio Cato voltam a ter um papel fulcral. Juntamente com a Segunda Legião, os dois amigos terão de combater um imprevisível e feroz inimigo que está disposto a morrer pelas suas terras.
Mas os habitantes da ilha Britânia não são o único perigo a enfrentar. Enquanto definem estratégias para vencer os selvagens no seu próprio território, Macro e Cato vão deparar-se com uma conspiração de poderosos aristocratas romanos que poderá pôr em risco o imperador Cláudio e o futuro de Roma.
Opinião:
O segundo volume da série da Águia volta a provar que Simon Scarrow consegue agarrar o leitor. Com uma escrita simples, diálogos directos e uma intriga envolvente, estão reunidos os ingredientes para bons momentos de leitura.
Desta vez seguimos as personagens até à Britânia. Macro e Cato voltam a agradar apesar de possuírem personalidades tão díspares. Contudo, é fácil perceber que os dois estão cada vez mais cúmplices e que estão a desenvolver uma forte parceria. Para além de se reencontrarem outras figuras muito interessantes, o autor apresenta-nos algumas novas. Destaco Niso, um médico cartaginês que estabelece um diálogo muito interessante com os protagonistas sobre o a visão de invasores e invadidos.
O arranque da leitura pode não ser fácil, uma vez que a primeira parte do livro é muito focada nas tácticas bélicas e nas descrições de batalhas que não são demasiado violentas ou pesadas. Contudo, tudo se torna mais interessante quando surgem as conspirações. O leitor é levado a questionar o que aparenta ser verdade e fica surpreendido com as movimentações de algumas personagens. Os jogos de manipulação são interessantes e mostram que as almas mais bem intencionadas podem provocar grande estragos.
No final, um certo desenlace faz gerar curiosidade acerca do desenvolvidamente de uma determinada personagem no terceiro livro da saga da Águia. Percebe-se ainda que outras personagens históricas vão ser inseridas, o que aumenta o interesse.
Longe de ser uma leitura pesada, "O Voo da Águia" é um livro interessante e que não desaponta quem gostou do primeiro volume da série.
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (primeiro volume da série da Águia)
As legiões romanas finalmente chegam nas costas da Britânia e preparam-se para iniciar uma das maiores campanhas da história do império romano. O centurião Macro e o optio Cato voltam a ter um papel fulcral. Juntamente com a Segunda Legião, os dois amigos terão de combater um imprevisível e feroz inimigo que está disposto a morrer pelas suas terras.
Mas os habitantes da ilha Britânia não são o único perigo a enfrentar. Enquanto definem estratégias para vencer os selvagens no seu próprio território, Macro e Cato vão deparar-se com uma conspiração de poderosos aristocratas romanos que poderá pôr em risco o imperador Cláudio e o futuro de Roma.
Opinião:
O segundo volume da série da Águia volta a provar que Simon Scarrow consegue agarrar o leitor. Com uma escrita simples, diálogos directos e uma intriga envolvente, estão reunidos os ingredientes para bons momentos de leitura.
Desta vez seguimos as personagens até à Britânia. Macro e Cato voltam a agradar apesar de possuírem personalidades tão díspares. Contudo, é fácil perceber que os dois estão cada vez mais cúmplices e que estão a desenvolver uma forte parceria. Para além de se reencontrarem outras figuras muito interessantes, o autor apresenta-nos algumas novas. Destaco Niso, um médico cartaginês que estabelece um diálogo muito interessante com os protagonistas sobre o a visão de invasores e invadidos.
O arranque da leitura pode não ser fácil, uma vez que a primeira parte do livro é muito focada nas tácticas bélicas e nas descrições de batalhas que não são demasiado violentas ou pesadas. Contudo, tudo se torna mais interessante quando surgem as conspirações. O leitor é levado a questionar o que aparenta ser verdade e fica surpreendido com as movimentações de algumas personagens. Os jogos de manipulação são interessantes e mostram que as almas mais bem intencionadas podem provocar grande estragos.
No final, um certo desenlace faz gerar curiosidade acerca do desenvolvidamente de uma determinada personagem no terceiro livro da saga da Águia. Percebe-se ainda que outras personagens históricas vão ser inseridas, o que aumenta o interesse.
Longe de ser uma leitura pesada, "O Voo da Águia" é um livro interessante e que não desaponta quem gostou do primeiro volume da série.
Outros livros de Simon Scarrow:
A Águia do Império (primeiro volume da série da Águia)
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