Título Original: Flesh and Blood (2011)
Autor: Kristen Painter
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789892323343
Editora: Asa (2013)
Sinopse:
O sangue de Chrysabelle é rico, puro e poderoso… Ela é uma comarré que ousou desafiar o destino. Chrysabelle nunca imaginou que a liberdade teria um preço tão alto. Estranhos acontecimentos afastaram-na de Malkolm, o vampiro renegado a quem prometeu ajudar a quebrar uma maldição. Mas não por muito tempo, pois a atração que os une é mais forte. Para o salvar, Chrysabelle precisa de encontrar a única pessoa que pode ter a resposta: a Aureliana. Nada parece demover a comarré, nem mesmo quando descobre que cumprir a promessa exige um sacrifício de sangue, do seu próprio sangue. A chegada do enigmático Thomas Creek a Paradise City, também ele atraído pelo poderoso e inebriante sangue da comarré, vai arrastá-la para um perturbante triângulo amoroso. Dividida entre a promessa que fez a Malkolm e que lhe pode custar a vida, e o caminho de luz que Creek lhe tem para oferecer, ela terá de escolher…
Opinião:
Sacrifício de Sangue segue a história de Chrysabelle, começando pouco depois dos acontecimentos que encerraram Direitos de Sangue, o primeiro livro desta saga.
O mundo criado por Kristen Painter continua a ser o ponto forte desta trama. É interessante observar a mitologia vampírica, o funcionamento do sistema hierárquico e a variedade de seres que habitam este universo. Contudo, neste campo, existem poucos desenvolvimentos, sendo o mais significativo a exposição dos Kubai Mata (que por alguma razão fazem-me sempre pensar em Hakuna Matata e perdem logo a credibilidade).
Os desenvolvimentos da história estão melhor conseguidos do que aconteceu no primeiro volume. A narrativa fica mais interessante, até porque acaba por não se focar apenas em Chysabelle. Existe uma série de histórias paralelas que envolvem personagens já conhecidas desde o volume anterior que acabam por ter ligação concreta nas últimas páginas. Porém, esta evolução não é suficiente para tornar esta leitura forte ou cativante. Mais uma vez as personagens centrais acabam por enfraquecer este mundo.
Na opinião ao livro anterior já tinha anunciado não ter gostado de Chrysabelle. Pois continuo a não gostar. Esta protagonista demasiado perfeita continua a ser uma grande fonte de aborrecimento, pois para além de não trazer nada de novo ainda torna tudo demasiado previsível. Não consigo considerá-la uma personagem profunda e bem construída.
E como as personagens e suas relações já guardavam poucas surpresas, heis que a autora decide desenvolver algo que já está mais do que visto: um triângulo amoroso. Sim, a fantástica Chrysabelle é agora o centro das atenções e desejos de dois machos esbeltos e ferozes. Um já conhecemos, Malkolm, o vampiro que luta contra uma terrível maldição mas que neste volume pareceu demasiado controlado. O outro é novo, chama-se Creek e é um caçador de vampiros aparentemente humano e todo sedutor. Estes dois homens parecem dois tontinhos. O encontro entre eles não tem grande tensão, mas sim uma tentativa frustrada, para além de que se tornou ridículo vê-los a falarem em partilhar a Chrysabelle, afinal ela não consegue escolher um (sério? Qual é o homem que pensa sequer na hipótese de partilhar a sua amada?). Mais uma vez: relações pouco profundas e pouco credíveis.
A vilã Tatiana pareceu-me mais fraquinha neste volume, e se bem se recordam eu já não a achava grande ameaça. Se ela realmente fosse toda poderosa como a autora a quer pintar já tinha levado a sua avante à muito tempo. Parece mais uma menina mimada que, por alguma razão, ninguém tenta contrariar. E se uma vilã não é forte, então a história perde grande parte da sua força potencial.
Sacrifício de Sangue acaba por estar ao mesmo nível que Direitos de Sangue, não havendo, portanto, expectativas de melhorias nos próximos volumes.
Outras opiniões a livros de Kristen Painter:
Direitos de Sangue (Casa das Comarré #1)
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Opinião: Direitos de Sangue (Casa das Comarré #1)
Título Original: Blood Rights (2011)
Autor: Kristen Painter
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789892321639
Editora: Asa (2013)
Sinopse:
Chrisabelle esconde no corpo as marcas douradas e os segredos das comarré - uma raça especial de humanos criada para alimentar a elite de vampiros nobres com o seu sangue rico e poderoso. O destino dela está traçado desde sempre: servir incondicionalmente o seu patrono. Mas quando este é assassinado, a vida de Chrysabelle muda por completo. Finalmente pode ser livre, um sonho que nunca se permitira ter e que depressa se transforma num pesadelo. Ela é a principal suspeita do crime e do roubo de um anel mágico. O anel que a ambiciosa Tatiana está decidida a recuperar, custe o que custar. Chrysabelle atravessa o Atlântico para provar a sua inocência, e nesta demanda o seu caminho cruza-se com o de Malkolm, um poderoso e irresistível vampiro que foi renegado e alvo de uma maldição. Ambos tentam combater a inegável atração que os une. Mas o tempo urge. Ambos têm de unir esforços para travar os planos de Tatiana, que pretende acabar com o mundo tal como eles o conhecem e fundar um reino de trevas.
Opinião:
A protagonista, Chrisabelle, é uma comarré, o que quer dizer que é uma humana criada e educada com o objetivo de servir e alimentar o nobre vampiro que pague os seus direitos de sangue. Chrisabelle é bonita, a sua pele está coberta de signums (um género de tatuagens douradas), é atlética, inteligente, corajosa, excelente lutadora e possui muitas mais qualidades. Conclusão: é desinteressante. Ao longo de todo o livro vemos esta heroína a mostrar o quão perfeita é sem nos sentirmos minimamente ligados a ela. A personalidade dela não convence e parece demasiado forçada, de modo a adaptar-se da melhor forma a todas as situações.
Depois de Chrisabelle, a personagem com maior foco é Malkolm. Malk é um vampiro marginal e constitui a típica personagem masculina com um físico extremamente atraente mas que é atormentado por um passado doloroso que não o leva a confiar facilmente em alguém. Como se tal não bastasse, ainda se debate com uma maldição que o torna perigoso e, por isso, não se considera digno de estar próximo da nossa bela heroína. Como seria de esperar, Chrisabelle e Malkolm sentem uma atração imediata. Durante todo o livro vemos eles os dois completamente rendidos um ao outro mas sem o confessarem.
Quanto à narrativa em si, o início é um pouco lento, muito centrado nas personagens e suas emoções. Já o desenrolar da ação é demasiado rápido, o que faz parecer que todas as dificuldades são ultrapassadas num estalar de dedos. Gostaria de ter visto mais impedimentos, mas não…
E se a história não está nada demais, as incongruências encontradas fazem-nos se alguém leu o livro antes de o publicar. Ora então vejam alguns exemplos:
Autor: Kristen Painter
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
ISBN: 9789892321639
Editora: Asa (2013)
Sinopse:
Chrisabelle esconde no corpo as marcas douradas e os segredos das comarré - uma raça especial de humanos criada para alimentar a elite de vampiros nobres com o seu sangue rico e poderoso. O destino dela está traçado desde sempre: servir incondicionalmente o seu patrono. Mas quando este é assassinado, a vida de Chrysabelle muda por completo. Finalmente pode ser livre, um sonho que nunca se permitira ter e que depressa se transforma num pesadelo. Ela é a principal suspeita do crime e do roubo de um anel mágico. O anel que a ambiciosa Tatiana está decidida a recuperar, custe o que custar. Chrysabelle atravessa o Atlântico para provar a sua inocência, e nesta demanda o seu caminho cruza-se com o de Malkolm, um poderoso e irresistível vampiro que foi renegado e alvo de uma maldição. Ambos tentam combater a inegável atração que os une. Mas o tempo urge. Ambos têm de unir esforços para travar os planos de Tatiana, que pretende acabar com o mundo tal como eles o conhecem e fundar um reino de trevas.
Opinião:
Sempre gostei muito de vampiros, e por essa razão, quando
surge um livro que aborde o tema eu sinto-me muito tentada a ler. Por esse motivo, quando vi Direitos de Sangue não
resisti.
Este é o primeiro volume de uma saga composta, até ao
momento, por quatro livros. Quando o comecei a ler, fiquei muito interessada
por saber mais sobre este universo. Kristen Painter dá-nos as boas-vindas à sua
obra através de cenários negros e de uma sociedade oculta muito cativante. Existe
um pacto secreto que separa a realidade humana da sobrenatural, de forma a
criar harmonia e a garantir a segurança das duas fações. Ficamos a conhecer uma
nova organização de sociedade que é composta por vampiros, fae, varcolai e
outros seres. Apreciei a ligação entre estes elementos e o facto de a autora
ainda associar a origem deste mundo à queda de anjos, numa inspiração
religiosa.
Sendo assim, o cenário construído tem bastantes pontos
fortes e podia servir de base para uma grande trama. Sim, escrevi “podia”,
pois não foi isso que aconteceu.
A protagonista, Chrisabelle, é uma comarré, o que quer dizer que é uma humana criada e educada com o objetivo de servir e alimentar o nobre vampiro que pague os seus direitos de sangue. Chrisabelle é bonita, a sua pele está coberta de signums (um género de tatuagens douradas), é atlética, inteligente, corajosa, excelente lutadora e possui muitas mais qualidades. Conclusão: é desinteressante. Ao longo de todo o livro vemos esta heroína a mostrar o quão perfeita é sem nos sentirmos minimamente ligados a ela. A personalidade dela não convence e parece demasiado forçada, de modo a adaptar-se da melhor forma a todas as situações.
Depois de Chrisabelle, a personagem com maior foco é Malkolm. Malk é um vampiro marginal e constitui a típica personagem masculina com um físico extremamente atraente mas que é atormentado por um passado doloroso que não o leva a confiar facilmente em alguém. Como se tal não bastasse, ainda se debate com uma maldição que o torna perigoso e, por isso, não se considera digno de estar próximo da nossa bela heroína. Como seria de esperar, Chrisabelle e Malkolm sentem uma atração imediata. Durante todo o livro vemos eles os dois completamente rendidos um ao outro mas sem o confessarem.
Para além de vermos a trama sobre a perspetiva de
Chrisabelle e Malkolm, também temos acesso ao ponto de vista de Tatiana, a
vilã. Aqui, o único ponto interessante é a ligação que ela faz com os Castus,
anjos caídos que deram origem aos vampiros. De resto, é apenas uma mulher má,
muito má, que mata sem remorso, que gosta de torturar e que quer ser toda-poderosa. Querida Tatiana, todos nós já percebemos que és apenas mais um peão neste jogo, encontra outro hobbie.
Quanto à narrativa em si, o início é um pouco lento, muito centrado nas personagens e suas emoções. Já o desenrolar da ação é demasiado rápido, o que faz parecer que todas as dificuldades são ultrapassadas num estalar de dedos. Gostaria de ter visto mais impedimentos, mas não…
Até porque sempre que acontece algum obstáculo a perfeita Chrisabelle trata logo de anunciar que saber como o ultrapassar, pois é Comarré e, como tal, está preparada para um série de coisas incríveis e extraodinárias! Sério, já aborrecia ela ter sempre resposta pronta para tudo.
E se a história não está nada demais, as incongruências encontradas fazem-nos se alguém leu o livro antes de o publicar. Ora então vejam alguns exemplos:
Exemplo 1: Sempre que sente cheiro de sangue, Malkolm tem imensa dificuldade em se controlar. Ele não bebe da veia há mais de 50 anos pois a maldição condena-o a matar a sua vítima. O sangue de Chrisabelle é um dos mais puros e cobiçados pelos vampiros. Agora que já estão enquadrados, analisem lá isto comigo:
Há uma situação em que a Chrisabelle se corta e deita uma gota de sangue. O Malk está por perto, fica completamente fora de si e tenta matá-la. Existem personagens que os afastam e apaziguam os ânimos. Momentos a seguir, Chrisabelle aparece no quarto no Malk com um copo cheio do seu sangue, acabadinho de encher. Ele fica a ponderar no que há-de fazer.
Sim, uma gota deixa-o descontrolado, mas copo cheio não. Faz sentido?
Exemplo 2: Os vampiros não matam vampiros. É assim e ponto. Tendo isto em consideração, vamos lá ver a seguinte situação: Malkolm cometeu um grande erro no passado e todos desejam vê-lo desaparecer. Como não o podem matar (devido à regra acima mencionada), levam-no para um local onde, vendado, ouve a sentença. A mulher dele, que estava presente e que também é vampira, começa a gritar e a chorar, desesperada. Matam-na. E esta, faz sentido?
(sim, mais tarde descobre-se que quem morreu não foi a mulher dele mas uma outra vampira, mas mesmo assim… E o pior é que ele nem sequer desconfia de nada ou acha estranho! Enfim…)
Exemplo 2: Os vampiros não matam vampiros. É assim e ponto. Tendo isto em consideração, vamos lá ver a seguinte situação: Malkolm cometeu um grande erro no passado e todos desejam vê-lo desaparecer. Como não o podem matar (devido à regra acima mencionada), levam-no para um local onde, vendado, ouve a sentença. A mulher dele, que estava presente e que também é vampira, começa a gritar e a chorar, desesperada. Matam-na. E esta, faz sentido?
(sim, mais tarde descobre-se que quem morreu não foi a mulher dele mas uma outra vampira, mas mesmo assim… E o pior é que ele nem sequer desconfia de nada ou acha estranho! Enfim…)
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